Guerra e conflitos

Notícia : Guerra e conflitos

Jornal de Notícias assinala 120 anos com exposição de João Silva

No dia dos 120 anos do Jornal de Notícias, a 2 de Junho de 2008, é inaugurada a primeira exposição em Portugal de um dos melhores fotojornalistas de conflito do mundo. João Silva é um português que vive na África do Sul. É repórter fotográfico do jornal norte-americano New York Times e tem percorrido, nos últimos 18 anos, inúmeras guerras em África e no Médio Oriente, bem como situações de doença ou miséria extrema.
Desde o Iraque, onde trabalha actualmente, passando pelo Afeganistão, pelo Líbano, o Quénia ou o Malawi, a lente de João Silva captou desde rostos cadavéricos de vítimas de SIDA ao olhar terno da princesa Diana entre mutilados de guerra em Angola. Antes da inauguração João Silva fez uma visita guiada à exposição com a repórter da TSF, Raquel de Melo Pereira. A filmagem e montagem ficou a cargo de Luís Pedro Carvalho, do Jornal de Notícias. A exposição fotográfica "Pesadelo" está na galeria do Jornal de Notícias, no Porto, até 6 de Julho de 2008. (webremix.info)


Ameaça de greve na Petrobras eleva preço do petróleo no mundo

O preço do petróleo bateu nova marca recorde nesta sexta-feira ao ser comercializado a US$ 146,90, na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). A preocupação dos investidores com a oferta mundial da commodity aumentou, devido à tensão crescente no Oriente Médio, após os testes do Irã com mísseis de longo alcance. Ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak disse nesta sexta-feira que o país está pronto para atacar as instalações nucleares iranianas, dizendo que Israel "mostrou no passado que não hesitará em agir para proteger seus interesses vitais de segurança forem ameaçados".

Na África, permanece o risco de novos conflitos na Nigéria, e no Brasil, o anúncio de uma greve na Petrobras, semana que vem, também mobilizou os investidores.

Às 9h43 (horário de Brasília), o barril do petróleo cru para entrega em agosto estava cotado a US$ 146,41, em alta de 3,36%. Desde o fechamento, na véspera, a preocupação com a situação na Nigéria e no Irã afetaram os resultados e, perto do encerramento da sessão, o preço do barril já subia mais de 4%, chegando a bater US$ 142, mas caiu a um mínimo de US$ 135. Ao longo da semana, o preço da commodity chegou a um mínimo de US$ 135,14, comparado ao recorde anterior de US$ 145,85, registrado durante sessão de terça-feira.

Na manhã desta quarta-feira, o Ministério Público do Trabalho (MPT) reuniu os representantes da Petrobras e do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense para definição de efetivo mínimo para a manutenção da produção na semana que vem. Os petroleiros prometem parar parte da produção de 41 plataformas da Petrobras durante cinco dias, a partir da próxima segunda-feira.

A ameaça de greve repercutiu em Londres e o diário financeiro inglês, especializado em economia e finanças, Financial Times (FT) publicou, em um artigo na edição desta sexta-feira, que a ameaça de greve na Petrobras pode representar uma elevação ainda maior nos preços do petróleo bruto. O jornal registra que os preços do petróleo subiram na quinta-feira quando trabalhadores da maior empresa petrolífera do Brasil ameaçaram cruzar os braços na semana que vem.

(webremix.info)


G8 quer sanções da ONU contra aliados de Mugabe no Zimbábue

Líderes dos G8 – o grupo dos sete países mais industrializados do mundo, mais a Rússia – disseram nesta terça-feira que vão buscar sanções na ONU contra integrantes do governo do Zimbábue, devido às supostas irregularidades cometidas na recente eleição presidencial do país.

O pedido por mais medidas contra indivíduos "responsáveis por violência" indica uma mudança de posição da Rússia, que vinha se opondo a esse tipo de ação.

"Nós vamos dar mais passos, incluindo a introdução de medidas financeiras e de outros tipos contra indivíduos responsáveis pela violência (no Zimbábue)" diz um comunicado dos líderes do G8, segundo a agência Reuters.

Diplomatas esperam que um pacote com sanções contra o Zimbábue seja apresentado no Conselho de Segurança das Nações Unidas até este final de semana. A Rússia não deve se opor ao pacote. Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha são os países que mais têm defendido sanções na ONU.

Oposição africana

A declaração do G8, feita durante a reunião de cúpula do grupo, no Japão, tem forte oposição de líderes africanos.

O presidente da Ãfrica do Sul, Thabo Mbeki, teria dito aos integrantes do G8 que mais sanções contra o Zimbábue poderiam levar o país a uma guerra civil. Mbeki é o principal negociador regional da crise do Zimbábue.

– Eu disse que sanções não ajudariam a mudar o regime – revelou o presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, à agência de notícias France Press.

O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, foi reeleito depois que o candidato da oposição, Morgan Tsvangirai, abandonou a disputa.

Tsvangirai, do Movimento por Mudanças Democráticas (MDC, na sigla em inglês) alegou que seus partidários foram alvos de violência patrocinada pelo governo durante a campanha eleitoral.
O MDC negou as informações de que estaria disposto a voltar a conversar com o governo. O partido diz que cinco mil de seus integrantes estão desaparecidos e mais de 100 morreram desde o começo do segundo turno das eleições, em março.

Na semana passada, a União Africana se recusou a condenar a reeleição de Mugabe e pediu que um governo com participação da oposição e da situação seja estabelecido no país.

O governo do Zimbábue acusa os países ocidentais de interferência em seus assuntos internos, que estaria retardando uma solução para o impasse político do país.

– É a Grã-Bretanha que está pedindo sanções, mas isolar e demonizar o Zimbábue não está no interesse de qualquer um. Eles deveriam tratar o Zimbábue como um parceiro, em vez de inimigo – disse o vice-ministro da Informação do Zimbábue, Bright Matonga, ao site de notícias sul-africano News24. (webremix.info)


ONU pede à União Africana solução negociada para o Zimbábue

As Nações Unidas pediram aos líderes africanos reunidos na cúpula da União Africana em Sharm el-Sheikh, no Egito, que tentem negociar uma solução para a crise no Zimbábue. A vice-secretária-geral das Nações Unidas, a tanzaniana Asha-Rose Migiro, disse que este é o "momento da verdade" para os líderes da União Africana - organização formada por 53 nações.
– Este é o maior desafio para a estabilidade regional no sul da Ãfrica – disse.

O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, participa da reunião no Egito. Mugabe foi empossado no domingo depois de uma vitória que observadores dizem ter sido minada por violência. A comissão eleitoral do país disse que ele recebeu 85,5% dos votos válidos.

Em nota oficial, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, em visita a Tóquio, disse que "as condições não estavam estabelecidas para eleições livres e justas e observadores confirmaram que este foi um processo profundamente falho". "O resultado não reflete a vontade genuína do povo zimbabuano."

A Ãfrica do Sul pediu a Mugabe que converse com a oposição para formar um governo de transição.

O presidente acabou sendo o único candidato a disputar o segundo turno depois que seu adversário, o líder do Movimento para Mudança Democrática (MDC), de oposição, Morgan Tsvangirai, retirou o seu nome.

'Paz'

Em seu discurso de boas vindas, o presidente do Egito, Hosni Mubarak, disse que estimular a paz e a segurança é "essencial para resolver disputas e conflitos no continente". A União Africana decidiu não aceitar líderes que não foram eleitos democraticamente, mas observadores afirmam que é pouco provável que adotem uma postura dura contra Mugabe tão depressa.

Um esboço de resolução formulado por ministros do Exterior da Ãfrica antes da cúpula não criticou as eleições e nem Mugabe, mas condenou a violência em termos gerais e apelou por diálogo.

Observadores independentes criticaram a votação. Monitores da própria União Africana disseram nesta segunda-feira que o pleito não atingiu os padrões da organização para eleições democráticas.

Analistas acreditam que o presidente da Ãfrica do Sul, Thabo Mbeki, é um mediador-chave na crise. Ele não criticou Robert Mugabe apesar de pressões de seu partido, o Congresso Nacional Africano (CNA).

A posição dos vizinhos

O presidente da Zâmbia, Levy Mwanawasa, adotou a postura mais firme, chamando o Zimbábue de "constrangimento regional". O presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, tido como um dos aliados mais próximos de Mugabe, pediu que o presidente zimbabuano ponha fim à violência.

Botsuana convocou um emissário zimbabuano para reclamar da violência. O país vinha apoiando a oposição no Zimbábue.

A Namíbia, aliada de Mugabe - que, a exemplo do que fez o líder zimbabuano, quer redistribuir terras de fazendeiros brancos para camponeses negros - não criticou a violência no país vizinho.
Moçambique recebeu alguns fazendeiros brancos forçados a deixar o Zimbábue quando sua terra foi tomada. O país é visto como simpático à oposição.

O partido no poder na Tanzânia historicamente apóia o partido Zanu-PF, de Mugabe. Seu ministro do Exterior, contudo, condenou a violência.

O presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, é aliado de Mugabe, que enviou tropas para ajudar o seu pai, Laurent Kabila, que enfrentou rebeldes.

O Malauí é visto como neutro. Mas 3 milhões de pessoas do Malauí estão no Zimbábue e várias foram prejudicadas pela invasão de fazendas.

Europa

Na Europa, as condenações ao pleito continuaram. O ministro do Exterior da França, Bernard Koucher, disse que a eleição no Zimbábue é uma "farsa" que não pode ser aceita.

– Eu espero que a União Africana e seus líderes deixem absolutamente claro que tem que haver mudança e um novo governo tem que ser organizado – afirmou o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown. (webremix.info)


Comparecimento é baixo em 2º turno no Zimbábue

O movimento nas urnas é lento nesta sexta-feira, no segundo turno das eleições presidenciais do Zimbábue, consideradas pela oposição e vários países como uma farsa. O líder oposicionista, Morgan Tsvangirai, está boicotando o pleito por causa da violência e intimidação sofridas pelos seus partidários. Seu nome permanece, entretanto, na cédula eleitoral.

Tsvangirai pediu aos simpatizantes de seu partido, Movimento pela Mudança Democrática, que não votem, a menos que tenham a vida ameaçada.

Há notícia de que até agora o comparecimento às urnas parece menor do que o observado no primeiro turno, em março, quando o candidato da oposição conquistou mais votos do que o presidente Robert Mugabe, que concorre à reeleição. Ele agora é o único candidato.

Em algumas áreas da capital, Harare, gangues de jovens leais a Mugabe estão indo de porta em porta para forçar os eleitores a votarem. O presidente já depositou o seu voto e disse que está otimista.

Pressão internacional

A eleição está sendo levada adiante apesar de pressão internacional para seu adiamento.
Ministros do Exterior do G8, reunidos no Japão, disseram que não podem aceitar a legitimidade de um governo no Zimbábue "que não reflita a vontade do povo zimbabuano".

Segundo o G8, violência, obstrução e intimidação tornaram uma eleição livre e justa no país impossível. Os Estados Unidos e a Alemanha disseram que o Conselho de Segurança das Nações Unidas vai considerar a possibilidade de sanções contra o Zimbábue quando se reunir na próxima semana.

O correspondente da BBC no sul da África Peter Biles disse que o clima entre os partidários da oposição no Zimbábue é de medo. Segundo a oposição, milhares de seus partidários ou simpatizantes já foram intimidados ou atacados e vários foram mortos.

Pró-Mugabe

O Zanu-PF diz que deseja uma votação de 100% para Mugabe. O jornal estatal do Zimbábue Herald, disse que é esperado "um maciço comparecimento às urnas nesta sexta-feira", mas jornalistas zimbabuanos em Harare e Bulawayo disseram à BBC que a votação começou devagar, se comparado ao grande índice de comparecimento observado no primeiro turno".

Themba Nkosi, em Bulawayo, afirmou que há muito pouca gente nas secções eleitorais no movimentado bairro de Cowdray Park. A única fila que se vê na área é de veteranos da guerra da independência, e que são, na maioria, pró-Mugabe. (webremix.info)


Epidemia de Aids deve ser tratada como catástrofe

A epidemia de Aids no sul da Ãfrica é tão grave que deveria ser classificada como catástrofe, advertiu a organização assistencial Federação Internacional da Cruz Vermelha e da Crescente Vermelha (IFRC).

A crise se encaixa na definição das Nações Unidas para catástrofe, como um evento que vai além do que uma única sociedade pode enfrentar, afirmou a entidade, que acredita que a epidemia de Aids deveria receber, de governos e organizações, o mesmo tratamento urgente dispensado a catástrofes e desastres naturias.

O Relatório Mundial sobre Desastres da IFRC costuma se dedicar a análise de respostas a desastres naturais como terremotos. Mas neste ano, a entidade resolveu abandonar a tradição para focar no que ela considera um dos problemas mais complexos e duradouros enfrentados pela humanidade: a epidemia de Aids.

O documento, de cerca de 250 páginas, diz que boa parte do dinheiro gasto com a Aids - bilhões de dólares no total - não está chegando aos necessitados.

'Opções fáceis'

A epidemia provocou 25 milhões de mortes, há 33 milhões de pessoas vivendo com o vírus HIV ou com Aids e ocorrem 7 mil novas infecções a cada dia. Cerca de 2,1 milhões de pessoas morreram da doença só no ano passado. A IFRC acredita que a resposta mundial à epidemia deixa a desejar.

– Quando a história do HIV e da Aids for escrita eu acho que as pessoas dirão que nós simplesmente escolhemos as opções mais fáceis – disse Mukesh Kapila, representante especial para HIV/Aids.

Foram feitos programas de educação e conscientização, afirmou Kapila, mas muitos governos não conseguem sensibilizar as pessoas com maior risco de infecção como prostitutas e usuários de drogas injetáveis.

Emergências

A IFRC também aponta falhas na forma como se lida com HIV/Aids durante catástrofes naturais ou conflitos. Nesses casos, os fatores de risco para a doença podem aumentar e, ao mesmo tempo, na pressa de trazer ajuda de emergência, a necessidade dos pacientes com HIV/Aids podem ser esquecidas.

Funcionários de agências de ajuda humanitária precisam levar em conta estas necessidades em seus programas de apoio, afirmou Kapila.

Depois que o tsunami atingiu Aceh, na Indonésia, em 2005, houve "um aumento nos fatores de risco como violência sexual e em função de gênero, então vimos uma situação onde havia uma grande vulnerabilidade e HIV e outros males podem florescer nestas circunstâncias", segundo o especialista.

A IFRC diz que o Quênia é um bom exemplo de uma abordagem integrada. Quando 300 mil pessoas tiveram que deixar suas casas durante a violência que se seguiu às eleições no país, funcionários do setor de saúde agiram rapidamente para garantir que pacientes com Aids continuassem a receber medicamentos antiretrovirais.

Pacientes em acampamentos para refugiados foram localizados e foi criada uma linha telefônica gratuita para fornecer detalhes sobre as clínicas mais próximas para tratamento de Aids. Ã‰ necessário um tipo de resposta rápida e bem localizada para uma catástrofe global que vai nos acompanhar ainda por muitos anos disse a IFRC. (webremix.info)


ONU pede investigação sobre confronto no Chifre da África

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O Conselho de Segurança pediu na terça-feira à Organização das Nações Unidas (ONU) que envie uma missão investigativa para a fronteira da Eritréia com o Djibuti a fim de averiguar os recentes confrontos mortais ocorridos entre esses dois países vizinhos. Djibuti, um diminuto país da região do Chifre da África, disse que a Eritréia levou seus soldados para o lado djibutiano da fronteira, no começo deste mês, provocando conflitos que deixaram mortos 12 soldados do Djibuti e que feriram dezenas de civis. (webremix.info)


Líder oposicionista desiste do 2 turno no Zimbábue

O líder oposicionista Morgan Tsvangirai anunciou neste domingo que não participará do segundo turno das eleições presidenciais do Zimbábue, previstos para o dia 27. O motivo é a crescente violência no país e a intimidação sofrida pelos opositores. Tsvangirai informou sua decisão durante uma entrevista coletiva na capital zimbabuana, Harare. Pouco antes, milhares de partidários do partido da situação bloquearam o local em que a oposição iria realizar seu mais importante comício. O líder oposicionista, do Partido Movimento pela Mudança Democrática (MMD), enfrentaria na próxima sexta-feira o atual presidente do país, Robert Mugabe, no poder desde 1980, da sigla ZANU-PF. "Nós não podemos pedir às pessoas que votem nas eleições do dia 27 de junho quando esse voto custará a vida delas", afirmou Tsvangirai. "Nós não vamos participar mais dessa eleição que é uma fraude violenta. Mugabe declarou guerra, e nós não vamos participar dessa guerra. Tsvangirai disse ainda que era responsabilidade das Nações Unidas garantir a proteção dos zimbabuanos, em meio à violência que tomou conta do país. O oposicionista adiantou que apresentará na quarta-feira propostas para o Zimbábue. Ele não forneceu, porém, qualquer pista sobre quais seriam esses planos. "Nossa vitória é certa, mas ela pode apenas ser atrasada", completou. Tsvangirai venceu o primeiro turno das eleições, no dia 29 de março. Mas não teve vantagem suficiente para evitar um segundo turno contra Mugabe, de 84 anos. A campanha inicialmente foi pacífica. Porém, após o primeiro turno, houve uma série de agressões e intimidações, especialmente nas áreas rurais. O líder do MMD disse que estava sendo tratado como um "criminoso comum". Tsvangirai se referia às várias detenções sofridas durante suas viagens pelo país em campanha. A mídia controlada pelo governo proibiu a publicidade oposicionista, argumentando que ela continha "linguagem e informações inapropriadas". Tendai Biti, o número 2 do MMD, foi preso minutos após chegar ao país, vindo da África do Sul. Biti foi acusado de traição e pode até pegar a pena de morte, caso seja condenado. Fonte: Agência Estado (webremix.info)


Após negócio malfeito, Herchcovitch dá a volta por cima

Elementos do Oriente Médio, da África, do leste europeu e das regiões que vivem em conflitos religiosos e territoriais. Foi neste confuso cósmico que Alexandre Herchcovitch lançou hoje sua coleção de verão masculina, após a saída da holding I'M (Identidade Moda), que comprou suas marcas e não pagou. (webremix.info)


Após negócio malfeito, Herchcovitch dá a volta por cima

Elementos do Oriente Médio, da África, do leste europeu e das regiões que vivem em conflitos religiosos e territoriais. Foi neste confuso cósmico que Alexandre Herchcovitch lançou hoje sua coleção de verão masculina, após a saída da holding (webremix.info)


Greve não é novidade no circo da Fórmula 1

Protesto de pilotos não é algo tão incomum quanto possa parecer no circo da Fórmula 1. Se a polêmica atual envolve a atitude da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) de inflacionar custos da superlicença, gerando reclamações dos pilotos, que esboçam uma inédita greve em um futuro próximo, já no GP da Inglaterra, em julho, algo semelhante ocorreu há 26 anos no GP da África do Sul.

Uma das mais controversas polêmicas que fez a temporada de 1982 começar com uma remanescente guerra entre a Fisa, de Jean-Marie Balestre, que probiu as "saias", ao que a Foca, de Bernie Ecclestone, decidiu desobedecer, ocasionando a situações como boicotes a corridas como aconteceu ao GP da Espanha de 1980.

Como no início de 1982, a situação não estava resolvida, ainda agravada pela polêmica envolvendo motores turbo - mais potentes e caros do que os aspirados Ford Cosworth V8 -, a Fisa decidiu que os pilotos deviam ter uma superlicença, ou seja, uma carta de condução, obrigatória aos que conduziam um Fórmula 1. Além disso, uma cláusula "leonina" assinada pelos pilotos sem que estes tivessem lido, impedia transferências para uma outra equipe no meio da temporada.

Foi quando o desconhecido e recém-chegado Niki Lauda chamou a atenção do então presidente da GPDA (Associação dos Pilotos de Grand Prix, em inglês), o piloto da Ferrari Didier Pironi, para as cláusulas desiguais, e decide renegociar os contratos. Com a negativa de Fisa e Foca, veio a solução mais radical para combater o problema: greve instaurada, com direito aos pilotos trancafeados em um hotel de Johannesburgo, numa sexta-feira, prometendo não sair enquanto a situação não fosse resolvida.

Após confusões e negociações até a madrugada, Pironi, Balestre e Ecclestone decidiram banir tal cláusula. Desta forma, os pilotos podiam voltar às suas equipes sem qualquer retaliação, e o Grande Prêmio poderia voltar ao normal para alívio do circo da Fórmula 1.

Apesar de René Arnoux ter cravado a pole no sábado, quem levou a melhor na corrida de domingo foi justamente Niki Lauda com sua Mclaren, seguido por Carlos Reutmann e depois o seu comheiro de equipe René Arnoux. (webremix.info)


Herchcovitch cria coleção baseada em conflitos políticos

O estilista Alexandre Herchcovitch uniu a cultura de territórios politicamente problemáticos para compor as peças masculinas do verão 2009. Uniformes militares e as vestes típicas de regiões como o Oriente Médio, a África e o Leste Europeu deram origem à nova linha. (webremix.info)


Biocombustíveis: PR Lula da Silva diz que Brasil vai ganhar "guerra" em parceria com países da América e de África

Brasília, 09 Jun (Lusa) - O Presidente brasileiro Lula da Silva voltou a defender os biocombustíveis hoje e disse acreditar que o Brasil vai "ganhar essa guerra", fazendo parceria com os países de África, da América Central, Caraíbas e América do Sul.   (webremix.info)


Bono sonha com Estados Unidos da África

O vocalista do grupo irlandês U2, Bono, sonha com a criação dos Estados Unidos da África como a melhor maneira de solucionar os conflitos do continente, afirmou o próprio em entrevista ao jornal japonês Asashi Shimbun. (webremix.info)


Jornal de Notícias assinala 120 anos com exposição de João Silva

No dia dos 120 anos do Jornal de Notícias, a 2 de Junho de 2008, é inaugurada a primeira exposição em Portugal de um dos melhores fotojornalistas de conflito do mundo. João Silva é um português que vive na África do Sul. É repórter fotográfico do jornal norte-americano New York Times e tem percorrido, nos últimos 18 anos, inúmeras guerras em África e no Médio Oriente, bem como situações de doença ou miséria extrema.
Desde o Iraque, onde trabalha actualmente, passando pelo Afeganistão, pelo Líbano, o Quénia ou o Malawi, a lente de João Silva captou desde rostos cadavéricos de vítimas de SIDA ao olhar terno da princesa Diana entre mutilados de guerra em Angola. Antes da inauguração João Silva fez uma visita guiada à exposição com a repórter da TSF, Raquel de Melo Pereira. A filmagem e montagem ficou a cargo de Luís Pedro Carvalho, do Jornal de Notícias. A exposição fotográfica "Pesadelo" está na galeria do Jornal de Notícias, no Porto, até 6 de Julho de 2008. (webremix.info)


Macondo e o mundo novo possível

Quando você estiver lendo estas linhas, estarei em Vicenza, na Itália, representando a teologia latino-americana em uma festa que se chama Macondo e tem como objetivo incentivar o cuidado solidário dos europeus em relação à África e à América Latina. Para quem não se recorda, Macondo é o nome da cidade imaginária de Gabriel Garcia Marques em Cem anos de Solidão. E este nome foi escolhido para significar a solidariedade com o Terceiro Mundo.

A festa ocorre anualmente neste período porque a ONU consagra esta semana à solidariedade a todos os povos de territórios vítimas de colonização (Cf. Agenda Latino-americana 2008).
É importante o fato de se falar de solidariedade através de uma festa. Não se trata de estratégia de cooptação ou armadilha para recolher dinheiro. É o próprio espírito da solidariedade como comunhão e alegria do encontro. Festeja-se a diversidade das culturas e a liberdade de se ser diferente e, entretanto, participante da mesma festa que é a vida. Macondo é símbolo do mundo inteiro transformado em uma só cidade de convivência e pluralismo.

No mundo inteiro, existem diversas Macondos e mesmo múltiplas concepções de solidariedade.

1. Existe a solidariedade compreendida como assistência. Os pobres são vistos como indivíduos carentes que precisam de esmola e ajuda. Em determinadas situações, como depois de catástrofes naturais, em casos de epidemia e guerra, esta solidariedade assistencial é necessária. Entretanto, este tipo de solidariedade se contenta em intervir emergencialmente, sem buscar mudanças estruturais e comunitárias. Não se preocupa em compreender as causas da pobreza e combatê-las. Vê os pobres apenas como destinatários da ação social e não como protagonistas e sujeitos de sua própria vida.

A assistência social corre sempre o grave risco de degenerar em assistencialismo e favorecer o coronelismo e a dependência. Nos anos 80, o Iraque era um país próspero e rico, com excelente sistema de educação e saúde. Não se viam mendigos pelas ruas nem pessoas sem moradia. Mas, o país tinha um problema seríssimo. Era construído sobre um imenso lençol subterrâneo de petróleo. Isso fez o governo dos Estados Unidos invadir o Iraque em 1991, dez anos antes do atentado às Torres Gêmeas. Depois do país ter sido destruído, as organizações humanitárias de solidariedade usaram os mesmos aviões de bombardeio para jogar do céu sobre as aldeias em ruínas sacos de arroz, trigo e batatas. Este tipo de solidariedade não contesta a guerra. Só joga comida às vítimas da guerra, depois que esta destruiu tudo. Quando a assistência social se transforma em política pública, traz esta ambigüidade: assegura alguns direitos básicos aos fracos e supre temporariamente carências gritantes. Mas pode ser arma perigosa de manipulação do povo. Especialmente se não se ligar a práticas de autogestão e organização dos setores populares.

2. Um outro modelo de solidariedade é, em geral, vivido pelos organismos de voluntariado. Aí a solidariedade é vista como o encontro com o diferente e diálogo de culturas. Um rapaz ou moça da Europa que se engaja nos Médicos sem Fronteira, ou nas Caravanas de Paz ou em qualquer outro tipo de trabalho de solidariedade não vê o pobre como um coitadinho que precisa de ajuda. Ao contrário, sabem que eles, voluntários, é que são ajudados no contato com os empobrecidos do mundo. Têm a consciência de que o pobre é sempre um outro com personalidade e história. A única solidariedade eficaz é a que lhe faz protagonista de sua própria vida.

A solidariedade não é apenas a ajuda social ou econômica que se dá aos pobres. Isso é necessário. Todas as religiões incluem a esmola em seus mandamentos básicos. Mas, a solidariedade é mais do que isso. É corresponsabilidade amorosa entre pessoas e comunidades, como entre povos e nações, em função da justiça e da fraternidade entre os seres humanos. Daí decorre o terceiro tipo de compreensão de Solidariedade.

3. A Solidariedade significa unir-se e se organizar no compromisso de libertação de todos os tipos de opressão. Não adianta ajudar o pobre se não se busca transformar o modelo sócio-político que provoca e agrava as condições de pobreza. Como dizia Paulo Freire: "só o pobre liberta o pobre". A solidariedade é possibilitar que se viva esta vocação da liberdade. Para os cristãos, solidariedade é a tradução mais correta e atual do termo caridade ou amor fiel que Jesus nos deu como mandamento novo quando disse: "Amem-se uns aos outros, assim como eu amo vocês" (Jo 13, 34).

Marcelo Barros é monge beneditino, teólogo e escritor. Tem 30 livros publicados.

(webremix.info)


Mbeki chama de 'desgraça' ataques na África do Sul

O presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, condenou neste domingo a onda de ataques contra imigrantes no país, classificando-os de "desgraça absoluta" e afirmando que o episódio manchou o nome da pessoa. No primeiro discurso em cadeia nacional de rádio e televisão sobre o assunto desde o início dos ataques há duas semanas, Mbeki disse que a África do Sul arrisca ser levada de volta ao passado de conflitos violentos. (webremix.info)


Violência chega à Cidade do Cabo, na África do Sul

A violência contra imigrantes, que teve início há duas semanas na periferia de Johannesburgo e já deixou 43 mortos, espalhou-se nesta sexta-feira (23) até a Cidade do Cabo - capital legislativa da África do Sul -, no litoral sul do país. Um somali foi morto e mais de 15 agressores foram presos em confrontos. A polícia retirou 420 imigrantes das favelas da cidade para evitar novos conflitos. Dezenas de lojas e casas foram destruídas. "Conseguimos estabilizar a área por volta das 2 horas. Agora, há 200 policiais e membros da Guarda Nacional no local", disse o chefe da polícia, Billy Jones, à CNN. Os imigrantes foram retirados da periferia da Cidade do Cabo em ônibus da prefeitura e levados para centros comunitários e igrejas. Eles fugiram depois de terem sido ameaçados por multidões - que se formaram após um encontro no qual se buscava formas de aliviar a tensão. Segundo Jones, o somali - cujo nome não foi divulgado - foi morto ao ser atropelado por um carro, quando tentava fugir de um grupo armado com facões. Outros 12 imigrantes ficaram feridos. Os ataques contra estrangeiros - especialmente de países vizinhos como Zimbábue e Moçambique - já obrigaram 28 mil a abandonar suas casas. Muitos estão retornando para seus países. A leva de imigrantes de volta para casa fez com que o governo de Moçambique decretasse hoje estado de emergência e liberasse verba extraordinária para lidar com a situação. O chanceler Oldemiro Baloi disse que a decisão foi tomada após 10 mil moçambicanos terem voltado da África do Sul. Só ontem, 620 moçambicanos chegaram a Maputo, vindos de Johannesburgo. Para Baloi, "o êxodo vai piorar" quando milhares de pessoas em fuga conseguirem encontrar um meio de transporte para retornar ao país. Muitos sul-africanos pobres acusam os estrangeiros de roubar empregos, provocar a falta de moradia e fomentar a violência nas grandes cidades. Há cerca de 5 milhões de imigrantes na África do Sul - 3 milhões são zimbabuanos. ORGANIZAÇÕES - Organizações humanitárias informam agora a preocupação com um novo risco para os imigrantes: doenças contagiosas espalham-se pelos acampamentos onde eles estão abrigados. A ativista Bianca Tolboom, da organização não-governamental (ONG) francesa Médicos Sem Fronteiras, disse que os campos estão superlotados e há dificuldades no acesso à água potável. "Algumas pessoas ficam ao ar livre, sem agasalhos. Uma das principais preocupações são epidemias de doenças respiratórias, infecções e diarréia", disse. Fonte: Agência Estado (webremix.info)


"Aquilo não difere do tempo da guerra aqui em Moçambique"

Dados oficiais de Maputo confirmam a morte de oito moçambicanos Mais de quatro mil moçambicanos regressaram compulsivamente da Ãfrica do Sul na quarta-feira fugindo à violência de cariz xenófoba, já considerada como "uma calamidade" pelo Governo que reactivou o Centro Nacional de (…) (webremix.info)


Produções pernambucanas na final do Anima Mundi 2008

Do JC OnLine O 16 Festival Internacional de Animação do Brasil (Anima Mundi 2008) terá a participação de duas animações pernambucanas. O Jumento Santo e a cidade que se acabou antes de começar, de William Paiva e Leo d., e Voltage, de William Paiva e Felippe Guerra, foram selecionadas na categoria curta-metragem. Em todo o país, 16 trabalhos foram escolhidos para participar do festival que acontece de 11 a 20 de julho, no Rio de Janeiro; e de 23 a 27 de julho, em São Paulo. Foram selecionados também vídeos da Argentina, Alemanha, Austrália, África do Sul, Estados Unidos, França, Estônia, Noruega, Japão e Suíça. Os trabalhos finalistas foram escolhidos a partir de 1.200 animações. O resultado oficial das produções selecionadas está no site do evento. As produções competem nas categorias curta-metragem; longa-metragem; curta infantil; animação brasileira e filme de estudante. Os trabalhos pernambucanos foram realizados no estúdio de animação das Faculdades Integradas Barros Melo (AESO). (webremix.info)


Congresso Brasileiro de Publicidade é lançado no Recife (webremix.info)


Lula diz que 'mundo vai ganhar' com biocombustíveis

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou a jornalistas nesta segunda-feira (21), após proferir discurso em conferência das Nações Unidas em Acra, capital de Gana (África), que o "mundo vai ganhar" com os biocomustíveis.

Questionado sobre se Brasil perdeu a guerra em relação (webremix.info)


Gana deve produzir biocombustíveis com tecnologia brasileira (webremix.info)


Embrapa vai transferir tecnologia a Gana para produção de biocombustíveis

Três dos quatro acordos de cooperação que serão assinados durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Gana envolvem transferência de tecnologia pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária na África (Embrapa África).

As parcerias referem-se à produção de biocombustíveis e mandioca e manejo florestal. Diversos projetos já estão em andamento no continente, atendendo a demandas de diferentes países africanos. A Embrapa está instalada na África desde novembro de 2006.

- A Embrapa tem o domínio da tecnologia de agricultura tropical e esses países da África, em geral, têm um clima muito parecido com o nosso, eles têm cerrados, chamados de savanas. A produção de grãos de cerrados no Brasil, onde se corrige o solo e planta em grandes extensões, se adapta muito bem à África, por isso a Embrapa foi chamada para ajudar nesse processo - explica o chefe da Assessoria de Relações Internacionais da empresa, Elísio Contini.

Em Gana, a Embrapa já atua na transferência de tecnologia para produção de mandioca.

- Estamos selecionando algumas variedades e também ajudando no processamento comercial. Estão previstos mil hectares de mandioca, o que é bastante para um país relativamente pequeno - conta.

Segundo ele, a produção de mandioca em gana abrirá oportunidades para o Brasil
exportar máquinas e equipamentos.

Outro projeto envolve a a plantação de cana-de-açúcar, principalmente para produção de etanol. O projeto é da brasileira Constran em associação com uma empresa africana.

- Estamos em discussão de um acordo para apoiar essa empresa - afirma.

Em Benin, há cooperação no plantio de algodão.

Em Angola, a Embrapa colabora na criação de um instituto de pesquisa nos moldes da empresa brasileira, com recursos angolanos. O desenho, já pronto, prevê 14 centros de pesquisa. O foco, segundo Contini, é garantir alimentos ao país, em reconstrução após uma guerra civil que durou 38 anos e terminou há apenas cinco anos.

- O Produto Interno Bruto (PIB) de Angola cresceu 28,5% no ano passado, o país está procurando se solidificar e ter, além do petróleo que tem, alimentos - relata.

- Eles têm dinheiro mas terão que fazer um esforço forte em treinamento e compra de equipamentos, como fizemos - diz o diretor da Embrapa.

Outra frente são as parcerias trilaterais. Segundo Contini, o primeiro projeto já está pronto: trata-se de um acordo entre Brasil, França e Moçambique para transferência de tecnologia na área de agricultura sustentável e conservacionista no país africano.

Em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), ligada ao Ministério das Relações Exteriores, a Embrapa quer ampliar a atuação brasileira no continente africano para que a cooperação não se limite a ações pontuais.

- Estamos olhando para que as nossas ações não sejam pontuais e atenda a demandas muito específicas, mas tenha como objetivo o desenvolvimento dos países africanos - diz Contini.

- O Brasil já atingiu um nível de desenvolvimento que pode ajudar a outros países mais pobres - acrescenta.

A África é a região do planeta que mais recebe recursos da ABC. Dos US$ 21,97 milhões destinados pela agência de promoção do desenvolvimento à cooperação Sul-Sul até 2006, US$ 11,43 milhões foram para o continente africano. Os países mais beneficiados foram Cabo Verde (US$ 2,2 milhões) e Guiné (US$ 18,06 milhões).

Cerca de 60% dos recursos destinaram-se à programas de cooperação desenvolvidos pela Embrapa. A instituição também busca recursos do Banco Mundial e do Fundo Mundial do Desenvolvimento da Agricultura para custear as atividades de transferência de tecnologia para projetos na África.

- A maior necessidade desses países hoje, sem dúvida nenhuma , é a segurança alimentar. Muitos países têm problemas sérios, não têm garantia de produção de alimentos para seu povo. Essa é a grande prioridade e nós, da Embrapa, estamos muito mais voltados para isso do que para outras questões, embora agroenergia seja importante - ressalta.

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ONU diz que biocombustíveis são um crime contra a humanidade

A produção em massa de biocombustíveis representa um crime contra a humanidade por seu impacto nos preços mundiais dos alimentos, declarou nesta segunda-feira (14) o relator especial da ONU para o Direito à Alimentação, o suíço Jean Ziegler, em entrevista a uma rádio alemã. Os críticos dessa tecnologia argumentam que o uso de terras férteis para cultivos destinados a fabricar biocombustíveis reduz as superfícies destinadas aos alimentos e contribui para o aumento dos preços dos mantimentos. Ziegler pediu ao FMI (Fundo Monetário Internacional) que mude suas políticas sobre os subsídios agrícolas e deixe de apoiar apenas programas destinados à redução da dívida. Segundo ele, a agricultura também deve ser subsidiada em regiões onde se garanta a sobrevivência das populações locais. O ministro das Relações Exteriores alemão, Peer Steinbrueck, deu seu apoio ao apelo feito pelo FMI e o Banco Mundial neste fim de semana para responder à crise gerada pelo aumento de preços dos alimentos, que está gerando violência e instabilidade política em inúmeros países. "A Alemanha não fugirá de sua obrigação nesse tema", afirmou Steinbrueck. Ziegler acusou a União Européia de dumping agrícola na África. "A UE financia as exportações de superávits agrícolas europeus para a África, onde são oferecidos pela metade ou a um terço de seu preço de produção", queixou-se Ziegler. "Isso arruina completamente a agricultura africana", acrescentou. Em entrevista ao jornal francês Liberation, Ziegler também advertiu que o mundo se dirige para "um período muito longo de distúrbios e outros tipos de conflitos derivados da escassez de alimentos e aumentos de preços". Nesse contexto, a Comissão Européia indicou nesta segunda-feira que vai propor a supressão das subvenções para os cultivos destinados à produção de biocombustíveis, em meio à crescente polêmica causada pelo desenvolvimento dessa fonte de energia para lutar contra a mudança climática. Vários outros dirigentes europeus já manifestaram preocupação com a utilização da produção agrícola com fins energéticos em detrimento dos alimentos, num contexto de alta dos preços das matérias-primas. "A produção agrícola com fins alimentares deve ser claramente prioritária", afirmou o ministro francês da Agricultura, Michel Barnier. A França propôs nesta segunda-feira uma iniciativa européia frente ao aumento de preços das matérias-primas e a crise alimentar que isto provoca, impulsionando um apoio reforçado à agricultura comunitária e uma ajuda maior a este setor nos países pobres. "Em um mundo em que vai ser necessário produzir mais e melhor para alimentar nove bilhões de habitantes, há necessidade dos esforços de todos e também da Europa", afirmou o ministro francês da Agricultura, Michel Barnier, ao antecipar as grandes linhas da proposta que deve apresentar a seus colegas da União Européia em Luxemburgo. Fonte: Diário do Grande ABC (webremix.info)


Governo e oposição chegam a acordo sobre caráter de coalizão no Quênia

Anúncio de divisão de poder deve encerrar crise política no país da África Oriental. Conflitos depois de eleição deixaram 1.500 mortos e 300 mil refugiados na nação. (webremix.info)


Relembre interferências políticas em Olimpíadas

A cada quatro anos são disputados os Jogos Olímpicos, uma verdadeira confraternização mundial entre os povos. No entanto, nem sempre as edições de Olimpíada foram marcadas pelo espírito fraternal.

Confira abaixo as interferências políticas que marcaram a história olímpica:



Atlanta-1996

A comemoração do Centenário da Olimpíada deveria acontecer em Atenas, onde foi a realizada a primeira edição dos Jogos da Era Moderna, em 1896. No entanto, a pressão exercida pela Coca-Cola, antigo patrocinador do Comitê Olímpico Internacional (COI), foi decisiva para a escolha de Atlanta. Na inexpressiva cidade do estado americano da Geórgia fica a sede da companhia de refrigerantes.

Apesar do seu gigantismo, com a participação de mais de 10 mil atletas, a Olimpíada de Atlanta foi muito criticada. Houve graves problemas de organização, principalmente no transporte e na segurança, culminando com a explosão de uma bomba na madrugada do dia 27 de julho no Centennial Park. A presença de mais de 35 mil soldados foi insuficiente para impedir o atentado em que morreram duas pessoas e outras 111 ficaram feridas.



Barcelona-1992

O Barão de Coubertin, fundador do Comitê Olímpico Internacional (COI), já tinha prometido a Olimpíada a Barcelona em 1924. Mas em cima da hora escolheu Paris, capital da França, seu país natal. Em 1936, os espanhóis também estiveram perto de sediar a Olimpíada, mas a eclosão da Guerra Civil naquele ano exigiu o adiamento do sonho olímpico. Quando enfim ganharam o direito de realizar os Jogos, os espanhóis fizeram um bom trabalho. A remodelação sofrida por Barcelona foi considerada um exemplo para o mundo todo dos benefícios que uma Olimpíada pode trazer.

Entre os Jogos de Seul e Barcelona, o mundo passou por profundas transformações geopolíticas. O mais significativo deles foi a fragmentação da União Soviética em 15 repúblicas, em 1991. Os países bálticos (Lituânia, Letônia e Estônia) voltaram a participar da Olimpíada e os demais países da ex-União Soviética formaram a Comunidade dos Estados Independentes (CEI), que desfilou sob a bandeira do Comitê Olímpico Internacional (COI). Porém, os vencedores das provas tiveram içadas as bandeiras de suas próprias repúblicas.

Além disso, a Alemanha - reunificada em 1989, após a queda do Muro de Berlim - competiu sob uma só bandeira, o que não acontecia desde 1956. A África do Sul, livre do regime segregacionista do apartheid, pôde retornar à Olimpíada. A Albânia, que estava ausente dos Jogos havia 30 anos, também retornou. A única nação impedida de participar pelo COI foi a Iugoslávia por causa da agressão militar da Sérvia contra Croácia e Bósnia, que tentavam se tornar independentes. Ainda assim, só os esportes coletivos foram atingidos pela proibição. Os demais esportistas puderam participar como "atletas olímpicos independentes".





Los Angeles-1984 (Russos deram o troco e não foram aos EUA em 84)

Se a intenção dos soviéticos em Moscou-1980 foi mostrar ao mundo a eficiência do modelo socialista, os americanos incorporaram bem o espírito do capitalismo em 1984. Pela primeira vez a Olimpíada foi totalmente financiada pela iniciativa privada, sem apoio governamental, e ainda deu lucro de US$ 150 milhões. Tudo foi colocado à venda: desde o percurso da tocha olímpica por 40 estados americanos até a piscina olímpica, construída pela rede de lanchonetes McDonald's.

A União Soviética e seus aliados socialistas acusaram os americanos de corromperem o espírito olímpico de amadorismo e não compareceram. Era na verdade uma represália ao boicote liderado pelos americanos em 1980. Ainda assim, conseguiu-se um recorde de países participantes: 140. A ausência dos soviéticos fez com que os Estados Unidos liderasse o quadro de medalhas com o triplo da Romênia, segunda colocada. Já a China retornou às competições após 32 anos de ausência.





Moscou-1980 (Nos Jogos do ursinho Misha, o maior boicote da história)

Os Jogos de 1980 foram marcados pelo maior boicote da história. Liderados pelos Estados Unidos, cerca de 60 países desistiram da disputa num suposto protesto pela invasão da União Soviética ao Afeganistão, um ano antes. Alguns países, como França e Inglaterra, não mandaram delegações, mas permitiram que seus atletas viajassem por conta própria. Como conseqüência, os Jogos de Moscou tiveram apenas 80 países participantes, o menor número desde Melbourne-1956. Em 1984, os soviéticos seguiram o exemplo e arrumaram um pretexto para boicotar a Olimpíada de Los Angeles.

Apesar do boicote, a Olimpíada de 1980 foi uma das mais emocionantes, sobretudo por causa das cerimônias de abertura e encerramento. Os gastos chegaram a US$ 9 bilhões. O ponto alto foi no encerramento, quando milhares de pessoas seguraram placas formando a imagem do ursinho Misha - o mascote da Olimpíada - chorando ao se despedir dos atletas.

Com o boicote, o nível técnico da Olimpíada ficou um pouco comprometido



Montreal-1976

Após a tragédia de Munique-1972, quando 18 pessoas (entre eles 11 atletas) morreram numa ação terrorista, os canadenses investiram pesado em segurança. Os Jogos foram protegidos por 16 mil soldados e nenhum incidente foi registrado. No entanto, os organizadores falharam na construção das instalações, que ficaram prontas às vésperas dos Jogos. Algumas sequer foram terminadas.

A Olimpíada de 1976 sofreu também com um megaboicote. Após a cerimônia de abertura, 22 países africanos, liderados pela Tanzânia, abandonaram os Jogos em protesto contra a participação da Nova Zelândia. A seleção de rúgbi daquele país havia excursionado pela África do Sul, que estava excluída do movimento olímpico devido ao apartheid (política de segregação racial).

Iraque, Líbano e Guiana também boicotaram a Olimpíada. Outro incidente aconteceu dias antes do início dos Jogos, quando o Canadá, que não reconhecia oficialmente Taiwan, proibiu a entrada dos atletas do país. Após pressões do Comitê Olímpico Internacional (COI), os canadenses autorizaram a entrada, mas os dirigentes de Taiwan se recusaram a participar.



Munique-1972 (Terrorismo envergonha mundo na volta dos Jogos à Alemanha)

As disputas políticas que ameaçaram tirar o brilho dos Jogos do México-68 mancharam de vez a Olimpíada quatro anos depois, em Munique. Uma organização terrorista palestina chamada "Setembro Negro" invadiu o alojamento da delegação de Israel na Vila Olímpica, matou dois atletas e fez nove reféns. Ao final de um dia de negociação, em que as competições foram suspensas, uma tentativa de resgate fracassada resultou na morte dos nove reféns, de dois policias alemães e dos cinco terroristas. O terrorismo que tanto preocupa os organizadores atualmente em Pequim, fazia sua estréia em Olimpíadas.

No total, o incidente paralisou os Jogos por 34 horas. Holanda e Noruega chegaram a abandonar a competição, mas voltaram atrás. Até o presidente do Comitê Organizador dos Jogos, o alemão Willi Daume, pediu o cancelamento do evento, mas o Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu seguir em frente.

Antes do início das competições, houve ameaça de boicote por parte de países da África, com o apoio da Iugoslávia e dos negros dos Estados Unidos, de ilhas do Caribe e do Paquistão. O motivo era a participação de uma delegação da Rodésia (onde hoje estão Zâmbia e Zimbábue), ex-colônia britânica que praticava o apartheid. O COI então retirou o convite à Rodésia.



Cidade do México -1968

No ano de 1968, o mundo fervilhava. A China vivia o início da Revolução Cultural. Na antiga Tchecoslováquia, tanques soviéticos esmagavam os protestos populares no que ficou conhecido como "Primavera de Praga". Na França, o governo enfrentava manifestos estudantis e nos Estados Unidos foram assassinados o presidente Robert Kennedy e o líder negro Martin Luther King. No Brasil, os protestos contra a Ditadura Militar eram duramente repreendidos, no que culminaria com a assinatura do Ato Institucional número 5, em dezembro.

Mesmo o México vivia problemas políticos. Pouco antes do início dos Jogos, 300 mil estudantes e professores entram em greve. Dez dias antes da cerimônia de abertura, tropas do governo abriram fogo contra manifestantes na Praça das Três Culturas, matando centenas de jovens.

O clima de revolta em todo o mundo se refletiu na cerimônia de premiação dos 200m rasos. Os americanos Tommie Smith e John Carlos, respectivamente ouro e prata na prova, ergueram o braço esquerdo com o punho fechado, reproduzindo a saudação dos movimentos de resistência negra. Os dois velocistas foram mandados de volta aos Estados Unidos, mas outros atletas negros continuaram fazendo protestos até o fim dos Jogos.

Pela primeira vez as duas Alemanhas competiram separadas, com os nomes de Alemanha Oriental (comunista) e Ocidental (capitalista). África do Sul e China não foram convidadas a participar.



Tóquio-1964

Os Estados Unidos ajudaram o Japão a realizar os Jogos de 1964, que custaram US$ 3 bilhões. Os japoneses agradeceram a ajuda, mas não se furtaram a lembrar do horror que os americanos haviam causado 19 anos antes, com a explosão da bomba atômica em Hiroshima. Durante a cerimônia de abertura, a pira olímpica foi acesa por um estudante que nasceu em Hiroshima, no dia da explosão: 6 de agosto de 1945. A realização da Olimpíada em Tóquio era um sonho antigo. A cidade já tinha sido eleita para realizar os Jogos de 1940, que foram adiados devido à Segunda Guerra Mundial.

Para mostrar ao mundo que estavam recuperados das seqüelas da guerra, os japoneses investiram pesado em tecnologia. Pela primeira vez, foram usados computadores no lugar dos cronômetros. A partir de Tóquio, os tempos param quando os nadadores tocam as paredes da piscina no final da prova. Uma mudança significativa, já que recordes passaram a ser quebrados em quase todas as competições.

A África do Sul, por causa de sua política de apartheid, e a China, pelo conflito com Taiwan, seguiram sem participar. O Comitê Olímpico Internacional também proibiu a participação da Indonésia, porque o país tinha proibido a participação de Israel e Taiwan nos Jogos Asiáticos de 1962, em Jacarta. A Coréia do Norte também se absteve de participar. Durante a cerimônia de abertura, o Iraque se recusou a desfilar ao lado de Israel. Foram os últimos Jogos em que as duas Alemanha apresentaram uma delegação única - fato que só voltou a ocorrer em Barcelona-92, após a queda do Muro de Berlim.

Graças ao satélite Telstar, lançado ao espaço pelos Estados Unidos em 1962, alguns países de fora do continente asiático puderam assistir aos Jogos ao vivo. Na Olimpíada de Roma-1960, apenas os europeus haviam visto os Jogos em tempo real.



Roma-1960

Novamente problemas diplomáticos, que já tinham complicado os Jogos de Melbourne, voltaram a se manifestar em Roma. A África do Sul participou pela última vez de uma Olimpíada antes de ser banida por causa da sua política de segregação racial, o Apartheid. Os sul-africanos só voltariam 32 anos depois, em Barcelona-92. A China, que abandonara o Comitê Olímpico Internacional (COI) em 1958, decidiu não participar enquanto Taiwan fosse reconhecida.



Melbourne-1956(Apesar da Guerra Fria e dos boicotes, os 'Jogos da Amizade')

A Guerra Fria estava no auge e os Estados Unidos viveram uma situação que não acontecia desde Londres-1908, quando os britânicos lideraram o quadro de medalhas: os americanos ficaram em segundo na colocação geral. O primeiro colocado foi, claro, a União Soviética, que conquistou cinco ouros a mais do que os rivais. No entanto, a disputa foi tão leal que o evento ficou conhecido como os "Jogos da Amizade".

Pela primeira vez a Olimpíada foi disputada no Hemisfério Sul, longe do eixo Europa-América do Norte. Buenos Aires foi candidata a sede olímpica, mas Melbourne a superou por um voto. A distância entre a Austrália e o Ocidente fez com que o número de atletas diminuísse. Como o governo australiano impôs uma quarentena de seis meses a todo cavalo procedente de outro país, as provas de hipismo acabaram sendo realizadas em Estocolmo.

Mais uma vez, a política interferiu na Olimpíada. Egito, Iraque e Líbano boicotaram os Jogos em protesto contra Israel, que levou apenas três atletas, já que o resto da equipe teve de reforçar o exército. Já no continente europeu, Holanda, Espanha e Suíça anunciaram que não disputariam o evento para protestar contra a invasão soviética à Hungria. A China foi outro país em boicotar os Jogos. O motivo era a presença da delegação de Taiwan, que os chineses consideravam uma província rebelde.

A tensão entre União Soviética e Hungria era tão grande, que numa partida de pólo aquático entre os dois países os atletas trocaram socos na piscina. A polícia teve trabalho para acalmar os quase quatro mil espectadores, que queriam agredir os soviéticos. No encerramento dos Jogos, 45 atletas da delegação húngara pediram asilo político.



Helsinque-1952

A União Soviética aceitou participar pela primeira vez dos Jogos, mas sua delegação e as dos outros países da "Cortina de Ferro" ficaram hospedadas numa Vila Olímpica à parte, no litoral do Mar Báltico. A entrada dos soviéticos fez com que os Estados Unidos tivessem pela primeira vez desde 1908 um rival à altura na disputa pelo quadro de medalhas. Esta disputa particular entre americanos e soviéticos duraria até a última Olimpíada do período da Guerra Fria, em Seul-1988.

Alemanha e Japão, que estavam ausentes dos Jogos desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, foram readmitidos. A delegação alemã se apresentou unida, sem nenhuma distinção entre os lados ocidental e oriental, apesar de todos os atletas serem da Alemanha Ocidental, pois nesta época o Ocidente não reconhecia o lado Oriental como um estado legítimo. Esteve presente também a delegação do Sarre, uma região no sul da Alemanha independente desde o final da Guerra. Quatro anos depois, em seguida a um plebiscito, o Sarre voltaria a ser uma região alemã.



Londres-1948 (Olimpíada do Pós-Guerra)

Nem a destruição causada em Londres pela Segunda Guerra Mundial (1939-45) - que impossibilitou a realização das Olimpíadas por duas vezes -, impediu os ingleses de organizarem os Jogos em 1948. O Comitê Olímpico Internacional (COI) nesta época também estava destroçado. O barão de Coubertin e o belga Henri Baillet-Latour, seu substituto, haviam morrido durante a guerra. Ainda assim, o presidente interino, o sueco Sigfrid Edstroem, levou os Jogos adiante, doze anos após a última edição, em Berlim-36.

Assim como os Jogos de 1920 aconteceram em Antuérpia, uma homenagem do Comitê Olímpico Internacional ao sofrimento do povo belga durante a Primeira Guerra Mundial, Londres teve a honra de organizá-los pela segunda vez em virtude do martírio que a cidade havia sofrido durante a guerra, especialmente com os bombardeios perpetrados pela força aérea nazista durante o período de 1940-41, que devastaram a capital inglesa.

Depois de seis anos de um conflito com milhões de vítimas e um custo financeiro impossível de se calcular, tanto a Europa quanto a Grã-Bretanha estavam arrasadas economicamente, o que tornou extremamente árdua a tarefa de organizar os Jogos. De qualquer modo, os organizadores conseguiram fazer um evento digno, restaurando o famoso Estádio de Wembley - hoje já demolido e refeito novamente - para servir como palco central dos Jogos Olímpicos.

Alguns atletas também morreram na guerra. Várias nações pediram a exclusão dos países perdedores no conflito, mas apenas a Alemanha não foi convidada. O Japão recusou o convite e a Itália decidiu mandar seus atletas. A União Soviética preferiu manter sua política de isolamento e ficou ausente dos Jogos, como já havia acontecido nas cinco edições anteriores.



Berlim-1936 (Os Jogos de Hitler)

Os Jogos de Berlim foram os mais polêmicos da história. O ditador Adolf Hitler tentou usá-los como uma maneira de divulgar o nazismo para o mundo e provar a supremacia dos alemães. Em termos de resultados, a Alemanha não decepcionou seu "führer": liderou o quadro de medalhas e organizou uma das melhores Olimpíadas até então. No entanto, o herói de Berlim-1936 foi o negro americano Jesse Owens, que conquistou quatro medalhas de ouro e recebeu suas medalhas diante do bigode indignado de Hitler, que se retirou às pressas da cerimônia.

Preocupados com a ascensão do nazismo, o Comitê Olímpico Internacional (COI) e os Estados Unidos tentaram desde 1933 tirar os Jogos de Berlim. Os americanos chegaram a propor uma Olimpíada alternativa em Barcelona, que quase foi aprovada.

Mobilizados pelo regime, os alemães aderiram em peso à Olimpíada: mais de três milhões de espectadores estiveram nas arquibancadas.



Amsterdã-1928

Uma década depois do fim da Primeira Guerra Mundial, mais de 3 mil atletas tomaram parte nas competições e países impedidos de disputar a Olimpíada por causa das suas posições no conflito retornaram, como Alemanha, Áustria, Hungria e Bulgária.



Antuérpia-1920

Uma das exigências dos belgas para abrigar os Jogos Olímpicos foi a exclusão dos países derrotados na Primeira Guerra: Alemanha, Áustria, Bulgária, Hungria e Turquia. Pela primeira vez na história dos Jogos Olímpicos Modernos, mas não pela última vez, disputas políticas impediram a participação de algumas nações. O ressentimento da Bélgica tinha explicação: o país havia sido invadido pelos alemães durante a guerra.



Saint Louis-1904

Apesar dos insistentes convites do então presidente americano Theodore Roosevelt, o Barão de Coubertin se recusou a comparecer às competições, revoltado que estava com mais uma organização deficiente. Os jogos de Saint Louis ficariam depois com a fama de "os piores da história".



Paris-1900

Um retumbante fracasso. Assim podem ser definidos os Jogos Olímpicos de 1900. Por questões políticas, as competições foram integradas à Exposição Universal de Paris e se arrastaram por cinco meses - o Barão de Coubertin não pôde assistir de perto a uma edição condizente com os seus ideais. O Comitê Olímpico Internacional não teve grande participação na organização, o que coube aos responsáveis pela Exposição Universal. A zona foi tão grande que não havia complexos desportivos, e as provas de atletismo foram disputadas em bosques, enquanto as de natação ocorreram no Rio Sena.

Junto com a Olimpíada, outras atividades eram realizadas, como motonáutica, corridas em balão, natação sub-aquática, natação com obstáculos e tiro aos pombos, mas tais modalidades não foram consideradas integrantes dos Jogos. O caos se estendeu à contagem de atletas, já que o COI contabilizou 997 atletas, número que varia de acordo com os registros da ocasião.



Atenas-1896

Sem apoio político, a Grécia sofreu para organizar a Olimpíada, que só ganhou impulso com a demissão do premier grego, em 1895. O apoio financeiro foi dado por um milionário membro da comunidade grega de Alexandria, no Egito. No dia 6 de abril de 1896, cerca de 60 mil espectadores assistiram ao retorno dos Jogos Olímpicos no Estádio Panatinaico, construído em mármore branco no pé da Acrópole.

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Aliados árabes dos EUA violam direitos humanos

01/04/2008 - 12h04
Ny, 01/04/2008 - Pelo menos 14 governos do Oriente Médio e da África setentrional, em sua maioria aliados dos Estados Unidos na "guerra contra o terrorismo" violam sistematicamente os direitos de seus cidadãos, segundo o... Leia mais (webremix.info)


EUA indicia preso em Guantánamo por ataques contra embaixadas em 1998

Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira que Ahmed Khalfan Ghailani, um líder da Al-Qaeda nascido na Tanzânia e preso na base de Guantánamo (Cuba), foi indiciado por crimes de guerra relacionados aos ataques contra duas embaixadas americanas em 1998 na África. (webremix.info)


G8 deveria incluir Brasil e Índia, e não Rússia, diz McCain

O senador John McCain, candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, disse nesta quarta-feira que o G8 (grupo que reúne os sete países mais ricos do mundo e a Rússia) deveria incluir o Brasil e a Ãndia, mas excluir a Rússia.

A declaração do candidato republicano fez parte de um discurso sobre política internacional realizado por McCain em Los Angeles, na sede californiana do instituto de pesquisas World Affairs Council.

De acordo com o senador, os Estados Unidos precisam lidar com os "perigos representados por uma Rússia revanchista".

Uma das maneiras de fazer isso, segundo McCain, seria "garantir que o G8, o grupo de oito nações altamente industrializadas, se torne novamente um clube das principais democracias de mercado: ele deveria incluir Brasil e Ãndia e excluir a Rússia".

O candidato republicano acrescentou ainda que "em vez de tolerar a chantagem nuclear da Rússia ou os seus 'cyberataques', as nações ocidentais deveriam deixar claro que a solidariedade da Otan, do Báltico ao Mar Negro, é indivisível e que as portas da organização permanecem abertas a todas as democracias comprometidas com a defesa da liberdade".

Novos líderes

McCain citou uma declaração do presidente americano Harry Truman sobre o papel de liderança exercido pelos Estados Unidos.

— Deus nos criou e nos colocou na atual posição de poder e força por alguma grande razão —, disse.
 
O senador afirmou que, no século 21, os Estados Unidos ainda devem seguir liderando, como no período de Truman. Mas acrescentou que o conceito de liderança atualmente não é o mesmo do período posterior à Segunda Guerra Mundial, "quando a Europa e outras democracias ainda estavam se recuperando da devastação causada pela guerra, e os Estados Unidos eram a única superpotência democrática".
 
— Hoje, não estamos sozinhos. Existem poderosas vozes coletivas na União Européia, e existem as grandes nações da Ãndia e do Japão, da Austrália e do Brasil, da Coréia do Sul e da Ãfrica do Sul, da Turquia e de Israel, para citar apenas algumas das democracias líderes —, disse.
 
América Latina

McCain voltou a citar outro presidente democrata dos Estados Unidos, desta vez John Kennedy, ao lembrar um afirmação dele em relação à América Latina.

— Há quatro décadas e meia, John Kennedy descreveu o povo da América Latina como 'nossos fortes e antigos amigos, unidos pela história e pela experiência e por nossa determinação em fazer avançar os valores da civilização americana' —, disse.
 
O senador acrescentou que "com a globalização, o continente se tornou mais próximo, mais integrado e mais independente".

— A América Latina atualmente é cada vez mais vital para o destino dos Estados Unidos —, afirmou.

De acordo com MCain, "as relações com os vizinhos do sul devem ser regidas pelo respeito mútuo, não por um desejo imperial ou por demagogia antiamericana".

A declaração soou como uma referência ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, descrito por Washington como um líder com pretensões imperiais e adepto de uma política antiamericana.

O candidato republicano disse que "o contintente" poderá ser o "primeiro hemisfério completamente democrático, onde o comércio é livre e cruza todas as barreiras, onde o império da lei e o poder dos livre mercados contribuem para aprimorar a segurança e a prosperidade de todos". (webremix.info)


Ação da China complica situação em Darfur (webremix.info)