Guerra e conflitos
Notícia : Guerra e conflitos
Vaga na Copa já é grande conquista para a ArgéliaA Argelia enfrentou um verdadeiro clima de guerra para poder, 24 anos depois, voltar a disputar uma Copa do Mundo. A vaga foi garantida apos dois duelos tensos contra o Egito, em que ate seus jogadores foram agredidos por torcedores rivais. Na ultima rodada do Grupo C das Eliminatorias Africanas, os argelinos precisavam de um empate com o Egito para carimbarem o passaporte. No entanto, perderam por 2 a 0, empataram em todos os quesitos com o rival e tiveram de disputar jogo extra. A partida de desempate, realizada no Sudao, teve um verdadeiro esquema de guerra. Militares foram as ruas e 15 mil policial fizeram a seguranca do jogo, que reuniu dois grandes rivais do Norte da Africa. No fim, vitoria argelina por 1 a 0. A sofrida classificacao ja pode ser vista como a principal conquista do pais nesta Copa. Na Africa do Sul, a Argelia promete ser coadjuvante, com poucas chances de classificacao para a segunda fase. Dois jovens atacantes sao a esperanca da selecao: Ghezzal, do Siena (ITA), e Ghilas, do Hull City (ING). Os dois brigam por uma vaga ao lado do veterano Saifi no time titular. (webremix.info)
IAAF adia decisão sobre retorno de Semenya ao atletismo
A Associacao Mundial de Federacoes de Atletismo (IAAF, em ingles) ainda nao tem uma solucao sobre a participacao da sul-africana Caster Semenya, atual campea mundial de 800 metros, em competicoes. - A IAAF nao fara comentarios sobre os aspectos medicos do caso Semenya. Os exames da atleta ainda nao estao completos e nao havera nenhum outro comentario sobre este assunto ate nova ordem - disse a associacao em comunicado. O caso nao esta na pauta da reuniao do conselho diretor do organismo, nos proximos dias 20 e 21 em Monte Carlo. Caster Semenya, que conquistou com grande facilidade a prova dos 800 metros no recente Mundial de atletismo, em Berlim, foi submetida a um teste de feminilidade em colaboracao com a federacao sul-africana. No Campeonato Africano Juvenil, no final de julho, ela fez 1min56s72 e estabeleceu a melhor marca do ano, reduzindo-a em sete segundos. Quando ela obteve a medalha de ouro em Berlim, o secretario-geral da IAAF, Pierre Weiss, explicou que Semenya poderia perder o titulo com base nos resultados do teste de feminilidade. O processo de verificacao de sexo exige uma complexa avaliacao, com a presenca de ginecologistas, endocrinologistas, psicologos e especialistas em medicina interna. O caso Semenya custou o cargo do presidente da federacao sul-africana de atletismo, Leonard Chuene. Ele foi suspenso pelo comite olimpico da Africa do Sul por sua atuacao no caso. Apos negar publicamente, Chuene confessou que tinha conhecimento dos testes feitos com Semenya. Ele foi acusado de manipular politicamente o caso e nao respeitar os direitos da atleta. No ultimo dia 11 de setembro, o Governo da Africa do Sul anunciou que declarara "guerra" a IAAF a atleta for eliminada das competicoes. (webremix.info)
Quiosque: Prontos prá guerra (O Jogo)
«Africa do Sul a vista, seleccao nao treme com ambiente hostil» (webremix.info)
"Guerra particular" entre Argélia e Egito decide última vaga africana
Comportamento dos torcedores dos dois paises transformaram a partida desempate por lugar na Copa em batalha CARTUM (Sudao) - Argelia e Egito entram em campo nesta quarta-feira, as 15h30 (horario de Brasilia), na cidade de Cartum, no Sudao, para decidirem o ultimo representante africano na Copa do Mundo de 2010. Contudo, o comportamento dos torcedores dos dois paises transformaram a partida desempate em uma guerra particular entre as nacoes da Africa Saariana. O clima de tensao acabou sendo iniciado antes da vitoria do Egito sobre a Argelia no ultimo sabado, por 2 a 0, no Cairo. Na chegada a capital egipcia, os argelinos tiveram o seu onibus apedrejado por torcedores locais e foram hostilizados durante toda a trajetoria no pais vizinho. O triunfo dos Faraos forcou a realizacao desta partida desempate, no Sudao. Em represalia a agressao sofrida pela sua selecao no Egito, os argelinos invadiram, saquearam, queimaram e destruiram sedes de empresas do pais vizinho na sua capital, Argel. Entretanto, os politicos das nacoes descartam qualquer problema diplomatico, mesmo com um confronto anunciado no Sudao. Para reforcar a seguranca, 15.000 policiais foram deslocados da capital, Khartoum, para trabalhar na partida em Omdurman. A expectativa dos organizadores e receber cerca de 60.000 torcedores das duas nacoes desta quarta-feira. O governo argelino bancou o transporte de 10.000 torcedores para apoiar sua selecao diante do Egito. O grande contingente de turistas trara problemas organizacionais para os sudaneses. O jornal local Al-Quds Al-Arabi afirma que alguns fas serao obrigados a dormirem na rua, ja que os hoteis nao possuem quartos suficientes. (webremix.info)
O Brasil tem o que ensinar a Ahmadinejad
Na ultima semana deste novembro o Brasil estara recebendo o presidente do Ira, Mahmud Ahmadinejad, em visita oficial. Sera a primeira vez que um presidente iraniano pisara em solo brasileiro. Tera uma oportunidade de aprender com nossas politicas publicas de defesa dos direitos humanos. Na Historia, nunca houve um Imperio tao multifacetado quanto o Imperio Persa, talvez por reflexo da politica adotada pelo rei Ciro, que apesar de dominar varias nacoes, respeitava suas peculiaridades culturais, obtendo dessa forma a admiracao e o respeito dos povos conquistados. Mas cremos que nenhum imperador da Antiguidade foi mais politico que Dario, o Grande. Foi durante seu governo que a Persia atingiu seu apogeu, e entrou para a historia como um dos imperios da Antiguidade. Talvez, nada saberiamos desse povo se Dario nao tivesse tido a grande ideia de perpetuar essa historia, narrando suas conquistas e deixando tudo devidamente registrado nas paredes de Persepolis. Entre o mundo antigo e o atual muitos seculos decorreram. E muitas voltas a historia deu. Ate mesmo o nome da Persia mudou para Ira. Nesse intervalo de tempo o palco de guerra teve outros protagonistas, armas de destruicao em massa vieram a existencia, mapas geopoliticos foram redesenhados, democracias floresceram, ditaduras surgiram e ideologias criaram raizes na consciencia coletiva da humanidade. E carnificina aconteceu, e nao foi pouca, e em todos os continentes. O mundo viu e sofreu os horrores de dois megaconflitos, com proporcao internacional. Apenas, para ilustrar, a Segunda Guerra Mundial contabilizou em seu rastro de morte nada menos que 46 milhoes de pessoas. Dessas, 6 milhoes eram judias e morreram de forma mais perversa, cruel e torpe - fuziladas, asfixiadas ou incineradas em campos de concentracao na Alemanha nazista. Inclui-se tambem, como uma cicatriz na historia moral da humanidade, duas cidades japonesas que literalmente evaporaram: Hiroshima e Nagasaki. Essas populacoes foram exterminadas ante a explosao de bombas atomicas de parte dos Estados Unidos da America. "Governo racista" Na penultima semana de abril, ficamos atonitos com os rumos da Conferencia sobre Racismo convocada pelas Nacoes Unidas com o objetivo maior de assegurar a continuidade do encontro de 2001, realizado em Durban (Africa do Sul). Pois bem, esse evento teve inicio em Genebra, em 20 de abril de 2009, em clima tenso devido a ausencia de pesos pesados do Ocidente, como Estados Unidos, Canada, Alemanha, Italia, Israel, Australia e Polonia. Evento dessa magnitude, convocado para tratar de um dos piores flagelos da humanidade que e a existencia toda e qualquer forma de racismo e discriminacao, dificilmente poderia se harmonizar com o pensamento e as acoes do unico chefe de Estado inscrito para falar na abertura da conferencia: o presidente do Ira, Mahmud Ahmadinejad. Para qualquer pessoa minimamente informada, fica patente que a simples evocacao do nome traz a memoria episodios de racismo e intolerancia explicitos. Ahmadinejad e reconhecido nas esferas diplomaticas dos quatro cantos do mundo como incitador de intolerancia e discriminacao contra adeptos de minorias religiosas existentes em seu pais (baha´is, judeus, cristaos, muculmanos sunitas), contra minorias etnicas (curdos, arabes, baluchis) e, de uma maneira geral, contra as mulheres. Como era previsivel, do seu lugar de fala, na condicao de chefe de uma nacao, o presidente iraniano chamou Israel de "governo racista", provocando a saida dos europeus presentes. E nao se contentou com isto. Foi alem, muito alem dos limites do aceitavel. Ahmadinejad explicou que "apos o final da Segunda Guerra Mundial, eles (os aliados) recorreram a agressao militar para retirar as terras de uma nacao inteira sob o pretexto do sofrimento judeu" - e nao se fez de rogado sobre a que pais desejava atingir, falando em tom abertamente beligerante que "eles enviaram migrantes da Europa, dos Estados Unidos e do mundo do Holocausto para estabelecer um governo racista na Palestina ocupada". Era uma obvia, uma clara alusao a Israel. Uma retorica alimentada pelo fogo da intolerancia, a tal ponto aticado quando, ainda em seu discurso-manifesto, convocou (ou seria melhor incitou?) sua audiencia a envidar "esforcos para por fim aos abusos dos sionistas e de (seus) aliados". Minorias e mulheres Mesmo estando ainda em sua primeira sessao, bem no inicio, o evento viu-se diante de um duro dilema: Como tratar de racismo, dialogar sobre formas de abolir a discriminacao se o chefe do Executivo de uma nacao-membro do sistema Nacoes Unidas, o Ira, personificava o proprio mal a ser extirpado? Foi quando, em meio aos ataques ao Estado de Israel, 23 representantes europeus sairam da sala sob as vaias dos participantes. Nao tardou para que os meios noticiosos dessem ampla cobertura a tao turbulento inicio de evento internacional com a chancela das Nacoes Unidas. "Lamentamos veementemente a linguagem utilizada pelo presidente iraniano. Do nosso ponto de vista, o discurso estava totalmente fora de contexto para uma conferencia destinada a promover a diversidade e a tolerancia", indicou o porta-voz do alto comissario da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay. Ja o embaixador da Franca Jean-Baptiste Mattei tratou de explicitar a saida dos representantes europeus do auditorio principal: "No momento em que Israel era estigmatizado na tribuna pelo presidente iraniano, nos nos retiramos da sala para deixar clara a nossa rejeicao absoluta a essas afirmacoes". O que teria motivado o discurso belicoso do mandatario iraniano? Uma coisa sabemos: Ele nao pode alegar destempero verbal nem aqueles nossos conhecidos equivocos da mal-afamada arte do improviso. Isto porque, algumas horas antes de iniciar seu discurso, o secretario-geral da ONU Ban Ki-moon havia alertado Ahmadinejad para evitar qualquer ligacao entre sionismo e racismo. Por outras vias, delegados dos paises europeus haviam feito chegar aos ouvidos da delegacao iraniana que estavam prontos para deixar o salao caso Ahmadinejad, conhecido por suas diatribes antiisraelenses, proferisse "acusacoes antissemitas". Obviamente um barraco dessa grandeza estava, desde logo, destinado a ocupar parte do noticiario nas paginas da editoria Internacional mundo afora. Mas a midia, de uma forma quase generalizada, deu mais importancia a forma que ao conteudo. Falou-se muito de suas frases. Esqueceram de anotar que o salao em Genebra estava tomado em grande parte por claques constituida por "representantes" de organizacoes nao-governamentais iranianas, a soldo de seu governo. Deixaram de informar os leitores, ouvintes e telespectadores que o objetivo do polemico iraniano era nada menos que esvaziar os objetivos da Conferencia sobre Racismo. Tanto que a midia deixou passar quase em branco o pronunciamento do ministro noruegues Jonas Gahr Store, que falou logo em seguida a Ahmadinejad. O noruegues disse ao plenario que apos aquele discurso "o Ira havia se isolado do mundo civilizado" e que ele nao iria permitir que "o presidente iraniano sequestrasse os esforcos coletivos de muitos". A imprensa perdeu uma oportunidade impar de chamar a atencao do mundo para os cronicos e cada vez mais penosos casos de violacao sistematica de direitos humanos no Ira. E, quanto a isto, e de todo lamentavel que Mahmud Ahmadinejad tenha deixado de falar sobre as severas formas de discriminacao que ocorrem em seu proprio pais, desviando sua atencao para propagar a ideia de extincao do Estado judaico. Lamentavel tambem que ele tenha deixado de observar que sob sua presidencia a condicao dos direitos humanos no Ira se deteriora grave e rapidamente como demonstram a larga relatorios produzidos e chancelados, regularmente, por organismos das Nacoes Unidas. Em se tratando de uma conferencia para reforcar a luta mundial contra o racismo, a midia nao chamou a atencao para o fato de que a discriminacao no Ira vitimiza em cheio minorias etnicas e religiosas e tambem as mulheres. Vista grossa Contra grupos etnicos, bastava ele citar que os curdos sao acusados, por seu governo, de serem terroristas, de atuarem contra a seguranca nacional ou de cometerem traicao ao pais, sem qualquer prova ou evidencia concreta. Parece claro que as autoridades iranianas nao desejam distinguir entre o que se configura como defesa pacifica dos direitos das minorias e o que sao ataques de terroristas. Fato e que, em 2008, membros da minoria curda foram vigorosamente reprimidos e sofrem tambem perseguicao no Ira minorias como a arabe e baluchi. Contra grupos religiosos, existe disponivel a qualquer interessado no tema da protecao dos direitos humanos vasta documentacao e amplo noticiario dando conta que tal forma de discriminacao e vastamente disseminada por todo o territorio iraniano, afetando os baha´is, cristaos, judeus, sufis e muculmanos sunitas, alem de outras minorias. Os baha´is, em particular, enfrentam multiplas formas de discriminacao devidas unicamente as suas crencas religiosas. Nos ultimos quatro anos, mais de 200 baha´is foram arbitrariamente aprisionados, detidos, intimidados e molestados. Quando lhe sao imputados crimes, em geral essas acusacoes sao falsas, coisas do tipo "estar agindo contra a seguranca nacional". A eles sao negados uma vida decente devido as restricoes quanto a terem emprego e ao confisco de suas propriedades. Estudantes baha´is sao expulsos das universidades tao logo eles se identifiquem como baha´is. Sete lideres baha´is no Ira estao presos na temida prisao de Evin, em Teera, ha mais de sete meses e contra eles ainda nao foi iniciado o processo legal. A defensora constituida pelos baha´is, a Premio Nobel da Paz Shirin Ebadi, ainda nao conseguiu autorizacao para se encontrar com seus clientes. Preocupa, de forma particular, a maneira como o governo controla os meios noticiosos em sua politica editorial de vilanizar os adeptos da fe baha´i. Centenas de artigos, programas de radio e de televisao, comentarios na internet e panfletos contendo discursos de odio vem sendo disseminados no Ira desde que o presidente Mahmud Ahmadinejad chegou ao poder. E tambem clerigos e autoridades vem publicamente incitando o odio e a violencia contra os baha´is. Nao se pode fazer vista grossa ao fato de que aos baha´is iranianos sao negados o direito de resposta. Ataques contra lares baha´is, negocios e cemiterios dessa minoria religiosa - por sinal a maior do pais, com cerca de 300.000 seguidores - sao abertamente encorajados e depois tratados com impunidade. Esperanca de balanco Qual foi, entao, o foco da midia? Primeiro, o discurso anti-Israel do presidente iraniano. Segundo, a saida do salao durante a fala do iraniano de dezenas de representantes de governos ocidentais. Terceiro, responsabilizar Ahmadinejad pelo esvaziamento - que nao houve - da Conferencia. Com isso deixou-se de pautar os males do racismo em varias partes do mundo, bem como suas funestas consequencias. Hora de voltar as paginas da Historia. Enquanto reis de imperios anteriores, na Antiguidade, produziam tumbas faraonicas, e outros esculpiam e pintavam imagens de guerras em que representavam o rei esmagando e massacrando os povos dominados, o rei persa Dario eternizava e honrava seus povos esculpindo-os nas escadarias do palacio de Persepolis, no acesso a sala de audiencia. Eram imagens nas quais os povos dominados pelo imperio honravam o grande rei Dario, com oferendas tipicas de seus paises. Que outro rei retrataria seus ex-inimigos nas paredes de seu castelo? Muito bem. Na ultima semana deste novembro o Brasil estara recebendo o presidente do Ira Mahmud Ahmadinejad, em visita oficial. Sera a primeira vez que um presidente iraniano pisara em solo brasileiro. Esperemos que boa parte dos temas aqui apresentados sejam tratados pelo presidente Lula, veiculados pela midia nacional e internacional. E que, em um futuro balanco dessa viagem, algum reporter possa escrever: "O presidente brasileiro deixou claro ao seu colega iraniano que mais importante que tratar de volume de exportacoes era tratar de meios para elevar a dignidade humana. Mais vital que exportar minerios, tecnologia e produzir alimentos em larga escala, o Brasil reafirmou sua posicao oficial de defesa e promocao dos direitos fundamentais da pessoa humana, seu repudio a toda forma de racismo e discriminacao, sua protecao a liberdade de crenca e de opiniao, sua defesa - sem meios termos - da condicao da mulher." Washington Araujo e jornalista e escritor. Mestre em Comunicacao pela UNB, tem livros sobre midia, direitos humanos e etica publicados no Brasil, Argentina, Espanha, Mexico. (webremix.info)
Ativista, Yoko Ono divulga nova campanha
Ninguem sabe melhor que Yoko Ono quanto o ativismo das celebridades progrediu nos ultimos 40 anos. Yoko inspirou toda uma geracao de famosos ao aparecer na cama com o falecido marido John Lennon em 1969 para promover a paz mundial, enquanto a Guerra do Vietna acontecia. Dos eventos Live Aid, Band Aid e ate Farm Aid nos anos 1980 ate a turne de Bono pela Africa com o secretario do Tesouro norte-americano Paul O'Neill no inicio desta decada, o envolvimento de estrelas pop em causas que vao da politica a reducao da pobreza e onipresente. Mas nem sempre foi assim. – Quando John e eu estavamos conversando sobre a paz mundial e o amor e essas coisas todas, fazendo coisas como a entrevista na cama, as pessoas riam de nos, voce sabe. Mas agora acho que todos estao envolvidos porque sabemos que temos que fazer algo a respeito deste mundo –, disse. Yoko se uniu com a Hard Rock International para a campanha Imagine There's No Hunger (imagine nao haver fome). Como em suas iniciativas anteriores, a musica e presenca central, incluindo uma cancao de Lennon, mas seu uso evoluiu para acomodar a geracao digital. A campanha, que vai arrecadar fundos para o grupo de combate a pobreza sem fins lucrativos World Hunger Year (WHY), faz referencia a famosa cancao de Lennon Imagine, de 1971. A WHY esta lancando um album chamado SERV4, disponivel para download, para levantar o dinheiro. O disco custa US$ 12 e cada musica sai por US$ 0,99, e estara disponivel na rede Hard Rock, em hoteis e no site a partir de 9 de novembro, com downloads tambem no iTunes e na Amazon. (webremix.info)
Oposição de Moçambique rejeita resultado parcial de eleição
Por Charles Mangwiro MAPUTO (Reuters) O principal partido de oposicao de Mocambique, o Renamo, rejeitou na terca-feira os resultados parciais das eleicoes presidencial, parlamentar e provincial realizadas na semana passada, acusando o governista Frelimo de inundar as urnas com cedulas a seu favor. De acordo com dados divulgados no domingo, o Frelimo se encaminha para uma estrondosa vitoria nas eleicoes, o que lhe permitira mudar a Constituicao de acordo com seu interesse e propiciara um segundo mandato ao presidente Armando Guebuza. O candidato do Renamo, Afonso Dhlakama, esta com 15 por cento dos votos na disputa presidencial. Em terceiro lugar aparece Davis Simango, lider do novo Movimento pela Mudanca Democratica (MMD), com 10 por cento. A porta-voz do comite eleitoral do Renamo, Ivone Soares, disse que a eleicao presidencial, parlamentar e provincial de 28 de outubro foi fraudada. Ela acusou autoridades da comissao organizadora das eleicoes de distribuir cedulas extras para membros e partidarios do Frelimo, o que lhes permitiu encher as urnas de votos a seu favor. "Esse tipo de fraude mostra que as eleicoes nao foram livres nem transparentes", disse Soares. O MMD, surgido de uma cisao no Renamo, o antigo grupo rebelde que atualmente e o principal partido de oposicao, aparecia logo atras de Guebuza ate que muitos de seus candidatos foram impedidos de disputar a eleicao por causa de irregularidades no registro. Essa decisao levantou duvidas sobre a honestidade da votacao. Guebuza, um empresario milionario, tem acolhido mais investimentos no pais, que tem grande potencial turistico e reservas inexploradas de energia e minerios, as quais comecam a atrair empresas estrangeiras, especialmente da vizinha Africa do Sul. Embora os investidores provavelmente recebam bem uma vitoria de Guebuza, ele enfrenta crescente pressao para satisfazer uma nova geracao de eleitores. Apesar de Mocambique ser um dos paises mais pobres da Africa, seu potencial economico vem crescendo. Guebuza diz que vai simplificar a legislacao relativa a investimentos, reduzir a burocracia e pressionar pela liberalizacao do mercado. Mas ele enfrenta crescente pressao para criar mais empregos e habitacao. O porta-voz do Frelimo, Edson Macuacua, disse que a eleicao foi justa e as acusacoes mostram como o Renamo esta "perdido e desesperado". Estas foram a quarta eleicao multipartidaria desde o fim da guerra civil, em 1992, e os observadores disseram que de modo geral ela foi bem conduzida. (webremix.info)
Eleição em Moçambique é marcada por alto comparecimento
Mocambique realizou sua eleicao presidencial nesta quarta-feira com alto comparecimento dos eleitores e grandes filas nas zonas eleitorais. Jose Tembe, reporter da BBC na capital, Maputo, afirma que existe um clima de animacao no pais, uma grande diferenca em relacao a eleicao de 2004 quando apenas 34% dos eleitores participaram.De acordo com Tembe as filas comecaram a se formar em Maputo antes mesmo da abertura das zonas eleitorais na manha desta quarta-feira. A campanha foi marcada pela surgimento de um novo partido politico, o Movimento Democratico de Mocambique (MDM) do candidato Davis Simango, o popular prefeito da cidade de Beira. O partido foi criado ha apenas nove meses, a partir de uma dissidencia do partido de oposicao Renamo. Mas, o partido do governo, o Frelimo, e o presidente Armando Guebuza, ex-general e rico empresario, devem conseguir a maioria. O partido Frelimo esta no comando de Mocambique desde a independencia em 1975 e lutou por 16 anos em uma guerra civil contra o Renamo, que tinha o apoio do governo da minoria branca da Africa do Sul. O Frelimo tambem tem 160 cadeiras de um total de 250 no Parlamento do pais. Alem do partido do governo e o novo MDM, tambem disputa a presidencia o veterano lider do partido de oposicao, o Renamo, Afonso Dhlakama. As recentes reformas economicas em Mocambique deram ao pais forte crescimento do Produto Interno Bruto, apesar de os efeitos da crise economica mundial ter afetado o pais, levando a queda nas exportacoes. (webremix.info)
Filho de ex-presidente francês é condenado por tráfico de armas em Angola
O filho do ex-presidente frances Francois Miterrand e um ex-ministro de governo da Franca foram condenados por envolvimento na venda ilegal de armas para Angola na decada de 90. Jean-Christophe Miterrand foi um dos mais de 40 empresarios, politicos e outras figuras publicas acusadas de envolvimento no acordo para fornecimento de armas no auge da guerra civil angolana. Miterrand foi condenado pela Justica francesa a uma pena de prisao suspensa por dois anos. Com esta sentenca os dois anos de prisao nao precisam ser cumpridos pelo condenado, mas se ele se envolver em outro crime neste prazo, precisara cumprir tanto essa sentenca como a referente a nova infracao que cometer. Ele tambem foi condenado a pagar uma multa de 375 mil euros. Miterrand era conselheiro para assuntos relacionados a Africa do governo frances na epoca em que seu pai ocupava a presidencia. Um ex-ministro do Interior frances, Charles Pasqua, foi condenado a uma pena de prisao de tres anos, suspensa por dois anos pelo envolvimento no escandalo. Pasqua tambem tera que pagar uma multa de 100 mil euros. Os dois foram condenados por aceitar subornos para facilitar acordos de venda de armas para Angola entre 1993 e 1998, o que violava a lei francesa. Outros dois empresarios, que tiveram um papel crucial na venda de armas, foram condenados a seis anos de prisao cada. Os promotores acusaram o bilionario russo-israelense Arkady Gaydamak e o magnata frances Pierre Falcone de serem figuras importantes em um negocio de trafico de armas que atingiu o valor de US$ 790 milhoes. Gaydamak e Falcone foram acusados de comprar um enorme arsenal de tanques, helicopteros e pecas de artilharia e entao vender tudo para Angola durante a guerra civil, por meio de uma companhia baseada na Franca e sua subsidiaria no Leste Europeu. Falcone foi preso logo que a sentenca foi proferida. De acordo com a agencia de noticias Associated Press, Gaydamak esta vivendo na Russia. O escandalo que levou 42 pessoas ao tribunal foi chamado de de "Angola-gate" pela imprensa francesa, pois foram revelados detalhes de negocios obscuros envolvendo politicos, empresarios, figuras publicas e armas. De acordo com o reporter da BBC em Paris Alasdair Sandford, o caso prejudicou as relacoes entre os governo frances e o angolano no momento em que a Franca tentava aumentar o comercio com Angola, que e um dos maiores produtores de petroleo da Africa. Leia mais sobre Franca (webremix.info)
Parreira vai preparar os Bafana para a guerra da Copa
A selecao da Africa do Sul tem que se preprarar para a Copa do Mundo de 2010, que acontece em seu pais, como para uma guerra, afirma o tecnico brasileiro Carlos Alberto Parreira em uma entrevista ao jornal The Sunday Times.. Leia Mais... Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Ultimas Noticias Divirta-se | Esportes | Tecnologia | Quem somos Copyright © 2009, Pernambuco.com - Grupo Associados, Recife-PE, Brasil (webremix.info)
Parreira vai preparar os Bafana para a guerra da Copa
A selecao da Africa do Sul tem que se preprarar para a Copa do Mundo de 2010, que acontece em seu pais, como para uma guerra, afirma o tecnico brasileiro Carlos Alberto Parreira em uma entrevista ao jornal The Sunday Times.. Leia Mais... Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Ultimas Noticias Diversao | Esportes | Tecnologia | Quem somos Copyright © 2009, Pernambuco.com - Diarios Associados, Recife-PE, Brasil (webremix.info)
Em meio a seca, Etiópia faz apelo por ajuda internacional
O governo da Etiopia apelou nesta quinta-feira por uma ajuda emergencial da comunidade internacional para alimentar 6,2 milhoes de seus habitantes. O pedido foi feito durante uma reuniao com doadores para discutir o impacto de uma seca prolongada que vem afetando partes do leste da Africa.Segundo o ministro da Agricultura da Etiopia, o pais precisa de US$ 121 milhoes. O pedido e feito 25 anos depois de o pais ganhar a atencao de todo o mundo por conta das imagens da fome que matou 1 milhao de etiopes nos anos 1980. O Programa Mundial de Alimentacao da ONU diz enfrentar uma escassez de recursos de mais de US$ 85 milhoes para o envio de alimentos para a Etiopia ate o fim do ano. Politicas Segundo o editor da BBC para a Africa, Martin Plaut, a origem da crise na Etiopia vai alem da seca e e em parte resultado das politicas desenvolvidas com o objetivo de manter os agricultores no campo. As terras para a agricultura na Etiopia pertencem ao Estado e nao podem ser vendidas, entao as terras sao passadas de geracao para geracao, divididas e sub-divididas diversas vezes. Muitas dessas terras sao tao pequenas, e o solo tao superutilizado, que elas nao conseguem produzir o suficiente para alimentar as familias que as cultivam, mesmo quando chove o suficiente. O governo etiope se recusa a permitir que as terras sejam vendidas para evitar um fluxo de agricultores para as cidades. Hoje, apenas cerca de 17% dos 80 milhoes de etiopes vivem em areas urbanas. O objetivo do governo com sua politica e evitar uma grande taxa de desemprego urbano e a instabilidade social que isso poderia provocar. Mas essa politica nao e o unico fator. Outro fator e o fechamento da fronteira com a Eritreia, o que prejudica o fluxo normal de comercio. Alem disso, o rapido crescimento populacional tambem prejudicou a capacidade da Etiopia de alimentar sua populacao. E conflitos em varias areas reduziram a producao agricola. Em conjunto, esses fatores sao ao menos tao importante quanto a falta de chuvas para explicar a situacao problematica na Etiopia. (webremix.info)
Seleção da Alemanha vai blindada à Copa da África do Sul
A federacao alema vai blindar seus jogadores durante a Copa da Africa. Literalmente. Preocupada com a delegacao que ira a Africa do Sul no ano que vem, a entidade que cuida da selecao da Alemanha decidiu contratar a consultoria de uma empresa especializada em seguranca, a BaySecur. Apos estudar os indices de violencia e calcular as probabilidades de se enfrentar um problema de falta de seguranca no pais anfitriao do Mundial, a orientacao da BaySecur foi a de tratar a estada na Africa quase como a ida a uma regiao que vive sob regime de guerra. Leia mais (22/10/2009 - 09h12) (webremix.info)
Propagação de igrejas como a Universal na África preocupa Vaticano
A expansao na Africa das novas igrejas pentecostais e evangelicas preocupa os dirigentes da Igreja catolica, muitos dos quais fizeram deste o tema central do sinodo sobre o continente reunido ate 25 de outubro no Vaticano.Em Abidjan, como em muitas outras cidades africanas, se constata uma propagacao de igreja novas e de varias seitas. A "Igreja Universal", por exemplo, se apoderou de todos os cinemas da capital economica da Costa do Marfim e faz muita propaganda na radio e na TV. Estes grupos tambem fazem uso de 'outdoors' que anunciam "vigilias milagrosas" em estadios. Segundo uma investigacao policial realizada em 2006, na Republica Democratica do Congo havia entre 12.000 e 13.000 "Igrejas do Despertar" apenas em Kinshasa. A mensagem destas igrejas se centra basicamente na realizacao de curas e milagres atraves de exorcismo, alem da promessa de riqueza e outros bens materiais, tudo ao ritmo de musicas que contrastam com a tradicional missa catolica, considerada "muito fria" pelos fieis, segundo explicou o reverendo Bruno, da Igreja do Despertar de Kinshasa. No Vaticano, Alfred Adewale Martins, bispo de Abeokuta (Nigeria) se referiu a estas igrejas como "grupo geralmente muito agressivo, que fala da Igreja catolica como uma igreja morta". "Eles querem acabar com a Igreja catolica, tanto no que diz respeito a sua influencia como ao numero de seus fieis", assinalou Martins, refletindo a opiniao de muitos prelados africanos e dirigentes da curia romana. Os participantes no sinodo sobre a Africa concordaram em indicar que o sucesso desses movimentos se alimenta do mal-estar de uma populacao que vive num continente afetado regularmente por conflitos e onde a corrupcao prospera gracas a pobreza. "A atividade das seitas, pela simplicidade de suas crencas, seduz muitos africanos vitimas da precariedade", destacou o cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Conselho Pontificio para o Dialogo Interreligioso. Por sua parte, o monsenhor Robert Murhiirwa, bispo de Fort Royal (Uganda), assegurou que os muculmanos e as igrejas pentecostais (protestantes) "gastam milhoes de dolares em nossos paises para atrair os jovens". "Esses ataques capturam nossos membros mais vulneraveis: os jovens e os adultos jovens", protestou o monsenhor Felix Alaba Adeosin Job, arcebispo de Ibadan (Nigeria). "Devemos enfrentar este desafio urgente com uma atitude de autocritica", afirmou, por sua vez, o cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontificio para a Promocao da Unidade dos Cristaos, que sugeriu "que se leve a serio o contexto das raizes culturais africanas". "Nao e uma batalha, e sim um desafiio", concluiu Martins. bur-cj/cn (webremix.info)
Interesses das grandes empresas são responsáveis pelos conflitos - bispos africanos
Cidade do Vaticano, 13 Out (Lusa) - Os bispos africanos acreditam que as causas das guerras em Africa nao se devem ao tribalismo mas a "ansia" das multinacionais em se apropriarem de todos os recursos, denunciou hoje, no Vaticano, o cardeal Peter Turkson, arcebispo da Costa do Cabo, no Gana. (webremix.info)
África: Interesses das grandes empresas são responsáveis pelos conflitos - bispos africanos
Cidade do Vaticano, 13 Out (Lusa) - Os bispos africanos acreditam que as causas das guerras em Africa nao se devem ao tribalismo mas a "ansia" das multinacionais em se apropriarem de todos os recursos, denunciou hoje, no Vaticano, o cardeal Peter Turkson, arcebispo da Costa do Cabo, no Gana. (webremix.info)
"Um amor em tempo de guerra", de Júlio Magalhães, lançado segunda-feira
Lisboa, 10 Out (Lusa) - Amores e desamores dos militares portugueses em Africa sao o tema do segundo romance de Julio Magalhaes, director de informacao da TVI, que vai ser lancado segunda-feira em Lisboa com titulo "Um amor em tempo de guerra". (webremix.info)
Segundo romance de Júlio Magalhães vai ser lançado esta segunda-feira
Amores e desamores dos militares portugueses em Africa sao o tema do segundo romance de Julio Magalhaes, director de informacao da TVI, que vai ser lancado esta segunda-feira em Lisboa com titulo "Um amor em tempo de guerra". (webremix.info)
Senadores dos EUA dizem que Al Qaeda pode se restabelecer no Afeganistão
Washington, 7 out (EFE).- Lideres do Senado dos Estados Unidos alertaram hoje em audiencia que a rede terrorista Al Qaeda pode se restabelecer no Afeganistao caso nao haja uma soma de esforcos para combater os talibas.A audiencia do Comite de Relacoes Exteriores do Senado americano coincidiu com o oitavo aniversario da guerra no Afeganistao, lancada para derrubar o regime dos talibas apos os atentados de 11 de setembro de 2001, e privar a Al Qaeda de sua base de operacoes. Paralelamente, o presidente americano, Barack Obama, se reuniu a portas fechadas com seus assessores de seguranca nacional e comandantes militares para outra sessao de analise sobre os passos a seguir no Afeganistao. No inicio da audiencia, o presidente do Comite, o democrata John Kerry, disse que, apesar dos esforcos redobrados para desarticular a Al Qaeda, a organizacao continua sendo uma ameaca para a estabilidade na regiao. "Esta e uma batalha contra os extremistas. Assim como nossas taticas evoluiram, as dos terroristas tambem", advertiu Kerry, apesar de mencionar avancos contra os grupos extremistas no Afeganistao. O senador Richard Lugar, o republicano de maior categoria no Comite, lembrou que, de acordo com o que especialistas disseram em audiencias recentes, o restabelecimento da Al Qaeda "seria quase inevitavel" com o retorno de um Governo taliba a Cabul. Lugar considerou que e insuficiente, embora importante, prender ou matar terroristas e impedir possiveis atentados porque, segundo ele, tambem e preciso atacar as fontes de financiamento destes grupos. "Um dos aspectos mais importantes para combater a Al Qaeda e o esforco internacional para identificar e eliminar suas fontes de financiamento", afirmou Lugar. A eliminacao da Al Qaeda de lugares como o Paquistao nao resolve o problema do terrorismo global porque a rede tem simpatizantes na Asia, Africa, Europa e nas Americas, segundo o republicano. "A lideranca da Al Qaeda continua sendo uma ameaca operacional e ideologica que requer nossos esforcos mais firmes", disse Lugar. Em paralelo, o Pentagono entregou a Obama o pedido de reforcos para o Afeganistao apresentado pelo comandante das tropas americanas do pais, general Stanley McChrystal, informou hoje o porta-voz do Departamento de Defesa, Geoff Morrell. Em entrevista coletiva, Morrell disse que "o presidente pediu uma copia e o secretario de Defesa, Robert Gates" a entregou na semana passada. Segundo o porta-voz, o documento nao sera divulgado ate que Obama tenha tomado uma decisao sobre qual sera a estrategia no Afeganistao. Morrell ressaltou que as discussoes entre o presidente e seus assessores - pelo menos cinco programadas para esta semana - "sao privadas" e que os envolvidos "nao podem compartilha-las com ninguem fora do circulo de confianca". Na terca-feira, Obama se reuniu por cerca de 90 minutos com lideres democratas e republicanos de ambas as camaras do Congresso, os quais demonstraram preocupacao com a escalada da violencia no Afeganistao. EFE mp/bba (webremix.info)
Vaga no Conselho de Segurança nunca esteve tão madura, diz Lula
O presidente Luiz Inacio Lula da Silva afirmou neste sabado que o Brasil nunca esteve tao perto como agora de conseguir uma vaga permanente no Conselho de Seguranca da ONU, uma das principais ambicoes diplomaticas do pais. Atualmente, o Conselho de Seguranca tem cinco membros permanentes: Estados Unidos, Franca, Gra-Bretanha, Russia e China, uma composicao que em grande parte reflete o equilibrio de poder global logo apos a 2ª Guerra Mundial. O Brasil, e outros paises como Franca e Gra-Bretanha, defendem a reforma do orgao da Organizacao das Nacoes Unidas de forma a representar melhor o novo cenario global, incluindo a America do Sul, a Africa e outros paises que crescerem desde o fim da guerra. – O Conselho de Seguranca e uma questao de tempo – disse Lula a jornalistas, em Copenhague, ao ser questionado se a vitoria do Rio de Janeiro na disputa pela sede dos Jogos Olimpicos de 2016 aumenta a forca da campanha do Brasil pela vaga permanente. – Nao sei se vai ser no meu mandato, mas nunca esteve tao maduro, existe uma compreensao do mundo. O problema e que quem esta la nao quer largar – acrescentou o presidente em entrevista coletiva na capital dinamarquesa, onde ajudou a campanha do Rio na votacao de sexta-feira. – Acho que esta muito perto. Nao apenas para o Brasil. O Brasil quer participar, mas o que nos reivindicamos e uma reforma – disse. Durante Assembleia Geral da ONU no mes passado, o presidente da Franca, Nicolas Sarkozy -- com quem o Brasil tem importantes acordos comerciais na area de Defesa -, defendeu a entrada de Brasil e de outros paises, incluindo africanos, no Conselho de Seguranca. (webremix.info)
Hillary reitera compromisso dos EUA com a África
A secretaria de Estado americana, Hillary Clinton, disse nesta quinta feira que quer deixar para tras os estereotipos que pintam a Africa como um continente repleto de pobreza, doencas e conflitos, e impulsionar seu desenvolvimento economico. (webremix.info)
Susan Rice determina tom de compromisso americano com a ONU
NACOES UNIDAS - O pequeno onibus que levava um grupo de embaixadores do Conselho de Seguranca da ONU pelas ruas lotadas de Porto Principe, Haiti, se movia com velocidade nesta primavera. Quando o onibus virou uma esquina, Susan E. Rice, embaixadora americana e unica mulher no Conselho de Seguranca, se ergueu para pegar o celular de alguem que chegou perto de cair porta afora. "Muito agil!", disse Yukio Takasu, o embaixador japones, enquanto Konstantin Dolgov, vice-representante permanente da Russia, brincou, "Agora, eu me sinto seguro!" Os diplomatas do grupo antecipavam que depois de sua indicacao em janeiro, Rice faria algo semelhante, com maior sustentacao, nas Nacoes Unidas ao ressuscitar o compromisso americano com o orgao mundial. Ate agora, no entanto, ela foi mais elogiada por uma bem-vinda mudanca de tom do que por prover um papel central para as Nacoes Unidas na politica externa americana. Rice, conselheira de politica externa senior durante a campanha de Obama, foi diretora senior para assuntos da Africa no Conselho de Seguranca Nacional durante a Casa Branca de Clinton. Articulando pelo que a ONU importa, Rice deu enfase a seu foco central, revelado no revezamento entre cargos de politica externa e a Instituicao Brookings. "Eu acredito, como o presidente, que nossa seguranca e bem-estar como americanos estao infalivelmente ligados a seguranca e bem-estar de outras pessoas do mundo", ela disse em uma entrevista. Rice, 44, disse que sua realizacao mais importante ate hoje foi ter persuadido China e Russia a aceitar sancoes mais rigidas do Conselho de Seguranca contra a Coreia do Norte, em junho, para tentar acabar com seu programa de armas nucleares. Ela tambem pressionou para que os Estados Unidos voltassem ao Conselho de Direitos Humanos, zombado pela Casa Branca de Bush. Mas Rice tambem recebe criticas. O embaixador russo, Vitaly I. Churkin, fez um discurso irritado na semana passada depois que ela repreendeu um relatorio de uma missao de direitos humanos da ONU que sugeriu que tanto israelenses quanto palestinos cometeram crimes na guerra em Gaza. Em seu discurso, Churkin notou sarcasticamente que ha apenas alguns meses, sobre a questao de Darfur no Sudao, ele havia recebido um sermao sobre como crimes de guerra nunca deveriam ser sacrificados por razoes politicas, de acordo com dois diplomatas presentes, e agora ele ouvia o oposto. A Anistia Internacional disse que a posicao dela foi "profundamente" decepcionante. Rice negou ter padroes diferentes para ocasioes diferentes. O relatorio teve um foco inclinado para o lado de Israel, que e capaz de investigar possiveis crimes de guerra, enquanto o Sudao nao e, ela disse. Leia mais sobre Susan Rice (webremix.info)
Otan pede mais investimento nas forças de segurança afegãs
Sintra (Portugal), 19 set (EFE).- O almirante Giampaolo di Paola, chefe do Comite Militar da Organizacao do Tratado do Atlantico Norte (Otan), destacou hoje em Lisboa a importancia de que a alianca siga investindo nas forcas de seguranca do Afeganistao."Um assunto esta claro. E preciso seguir investindo e ainda com mais enfase nas forcas de seguranca do Afeganistao", considerou Di Paola, que discursou no fechamento da conferencia que reuniu entre ontem e hoje o Comite Militar em Lisboa e Sintra, onde foi avaliado o papel das missoes da Otan. O Comite Militar e integrado pelos 28 chefes de Defesa da alianca, que representam os paises-membros, e seu objetivo e dar assessoria militar ao Conselho do Atlantico Norte, a mais alta autoridade politica da organizacao. O encontro, cujas sessoes foram a portas fechadas, examinou com especial atencao a operacao que a Otan leva a cabo no Afeganistao, onde esta desdobrada a Forca Internacional de Assistencia para a Seguranca (Isaf). Seu comandante, o americano Stanley A. McChrystal, mostrou na reuniao um relatorio sobre a situacao em territorio afegao, onde, segundo dados oficiais, no primeiro semestre do ano morreram 1.013 civis vitimas do conflito, o que representa um aumento de 24% frente ao mesmo periodo de 2008. A Isaf, que foi criada em dezembro de 2001 pela ONU e que esta sob comando da Otan desde 2003, e integrada por 64 mil militares de 42 paises-membros e nao-membros da alianca. Mesmo assim, nos ultimos dois anos os talibas conseguiram se reorganizar em varias partes do pais. Di Paola, que explicou que o documento exposto por McChrystal esta em fase de "uma cuidadosa" avaliacao, disse que o Afeganistao e um assunto "fundamental" para a Alianca Atlantica e antecipou a abertura de um processo de reflexao que culminara na cupula da Otan de 2010, em Portugal. A conferencia contou com a participacao de outros altos militares, entre eles os responsaveis dos comandos de operacoes, transformacao e forcas aliadas do sul da Europa e do Comando Conjunto de Lisboa, este ultimo lider da unidade de combate contra a pirataria maritima. Segundo o Chefe do Comite Militar, a missao, que comecou recentemente, continuara se desenvolvendo e a alianca buscara a maneira de melhorar sua contribuicao. O chamado Escudo Oceanico comecou em agosto passado e luta contra a pirataria em aguas do Chifre da Africa, com a contribuicao de cinco fragatas, procedentes de Italia, EUA, Turquia, Grecia e Reino Unido. Alem de Afeganistao e Somalia, a alianca conta com outra importante missao no Kosovo, dotada atualmente de 16 mil soldados procedentes de 24 nacoes e cujo fim e manter a paz na regiao e oferecer apoio a missao das Nacoes Unidas (Minuk). Di Paola tambem abordou a relacao da Otan com a Russia, a qual acaba de ser proposto o inicio de uma nova etapa de colaboracao, e considerou que "algo esta se movimentando" para sua reconstrucao. "Superar o periodo frio do agosto passado (...) e uma aspiracao politica e militar", assegurou o almirante, que desejou que a Russia se envolva "seriamente" nessa tarefa. A aceleracao da transformacao da alianca para desenvolver uma nova relacao politica e uma maior capacidade operacional com o objetivo de responder aos desafios do mundo global foi outro dos pontos discutidos. O novo conceito estrategico da organizacao, surgido a partir do ataque terrorista de 11 de setembro de 2001 nos EUA, foi discutido por varios especialistas em relacoes internacionais durante o fim de semana. Di Paola, que ontem disse que a Otan enfrenta desafios maiores que os da Guerra Fria (1947-1991), e o chefe do Estado-Maior das Forcas Armadas portuguesas, General Luis Basco Valenca Pinto, presidiram a conferencia do Comite Militar, realizada pelo menos tres vezes ao ano. EFE atc/rr (webremix.info)
Dirigente sul-africano se desculpa por 'mentira' no caso de atleta com sexo contestado
O presidente da Federacao de Atletismo da Africa do Sul, Leonard Chuene, se desculpou neste sabado por ter mentido ao afirmar que nao sabia sobre os questionamentos ao genero sexual da atleta Caster Semenya antes do campeonato mundial de atletismo, realizado no mes passado em Berlim, na Alemanha. Chuene havia dito nao saber dos testes que haviam sido feitos na Africa do Sul em agosto, antes do campeonato.Ele agora admite ter ignorado as sugestoes para retirar a atleta da competicao enquanto os testes eram analisados. Semenya, de 18 anos, ganhou a medalha de ouro nos 800 metros rasos durante a competicao, mas viu a questao sobre seu genero tornada publica. "Senti que estava agindo para proteger os interesses de Semenya", afirmou Chuene neste sabado. "Acreditava naquele momento que minhas negativas ajudariam a protege-la", disse. "Eu porem percebi que se tratava de um erro de julgamento e que eu deveria ter sido mais aberto com essa informacao, mesmo que fosse dificil", afirmou. Testes A Federacao Internacional de Atletismo (IAAF) havia ordenado que fossem feitos testes para identificar o genero de Semenya antes do campeonato mundial, sob o temor de que ela pudesse nao ser capaz de concorrer como mulher. Mas as autoridades esportivas sul-africanas afirmaram repetidamente que os testes haviam sido feitos no exterior, nao no proprio pais. Apos os primeiros testes, a IAAF pediu a federacao sul-africana que retirasse sua atleta da competicao na Alemanha, mas os dirigentes africanos negaram o pedido e afirmaram que ela deveria correr porque era certamente uma mulher. Depois da final dos 800 metros rasos em Berlim, vencida por Semenya com mais de dois segundos de vantagem sobre a segunda colocada, a IAAF ordenou novos testes, afirmando que foram levantados questionamentos sobre o fisico e o estilo de corrida da atleta. Segundo informacoes obtidas pela BBC, os testes, ainda nao divulgados oficialmente, devem indicar que Semenya, embora criada como mulher, tem caracteristicas e orgaos dos dois sexos. Acusacoes O caso provocou acusacoes mutuas entre a federacao sul-africana e a IAAF. Semenya teve uma recepcao de heroina ao retornar a Africa do Sul apos o campeonato. Na ocasiao, o ministro dos Esportes sul-africano, Makhenkesi Stofile, ameacou uma "terceira guerra mundial" caso a IAAF impedisse Semenya de competir como mulher. Porem a federacao sul-africana recentemente prometeu abrir uma investigacao sobre o caso, levando Chuene a revelar neste sabado que sabia dos testes de agosto. O presidente da federacao disse que os exames foram realizados em um hospital de Pretoria no dia 7 de agosto a pedido da IAAF, mas disse nao saber se a propria atleta foi informada sobre a natureza exata dos exames. Ele disse que decidiu ignorar a sugestao da IAAF para retirar a atleta da competicao porque os resultados dos testes nao haviam sido divulgados. "Eu nao ia impedi-la de mostrar seu talento por causa de boatos", disse. "Com que base eu deveria te-la retirado? Meu unico crime foi tomar a decisao de que ela deveria correr, e ela venceu", afirmou. Chuene disse que nao pode confirmar nenhuma das alegacoes sobre o genero de Semenya e acusou a IAAF de violar os direitos e a privacidade da atleta. "A IAAF revelou seu nome publicamente. A IAAF a traiu. A IAAF tem muitas questoes para responder", aifrmou. (webremix.info)
SP Photo Fest: um panorama da fotografia no mundo
"O mundo pode ser um lugar muito escuro e as insanidades vao continuar enquanto nao colocarmos luz em cima delas". Quem disse isso, na palestra de encerramento do SP Photo Fest, foi um cara que entende do assunto: o fotografo checo Antonin Kratochvil. Ele viaja o mundo para ver o que ninguem quer ver - retratou a fome na Africa, a Guerra do Iraque, os horrores de Chernobyl pos-acidente nuclear. "Sem os fotografos, sem os jornalistas e facil esquecer que tem muitas coisas acontecendo nesse mundo. E nosso dever fazer alguma coisa. Nos jogamos essa luz para as pessoas enxergarem", disse em tom missionario, para o deleite da plateia de fotografos que, como ele, "fazem alguma coisa" (webremix.info)
Editorial: Intelectuais estrangeiros ainda têm dificuldade em conseguir visto americano
Ja faz mais de 20 anos que Congresso revogou as provisoes usadas durante a Guerra Fria para negar vistos a proeminentes intelectuais, artistas e ativistas estrangeiros por causa de sua inclinacao politica esquerdista, incluindo o novelista colombiano Gabriel Garcia Marquez, o poeta chileno Pablo Neruda e a novelista britanica Doris Lessing. A gestao Bush reavivou a pratica avidamente, proibindo que muitas pessoas entrassem no pais para debates ou conferencias ou para ensinar nas principais universidades - tudo isso sob o inconsistente disfarce da luta contra o terrorismo. Adam Habib, um conhecido intelectual, professor e ativista de direitos humanos da Africa do Sul, foi interrogado durante sete horas e teve seu visto foi revogado quando tentou entrar nos Estados Unidos em 2006 para reunioes profissionais. Mais tarde lhe disseram que sua exclusao havia sido baseado no combate ao terrorismo. Ele esta desafiando a decisao no tribunal, mas o governo ainda tem que explicar seu raciocinio legal ou efetivo preciso. Em 2004, a gestao Bush revogou o visto de Tariq Ramadan, um pesquisador suico e muculmano, que se tornaria professor titular da Universidade de Notre Dame. Seu visto foi novamente negado em 2006. Dois meses atras, um painel de tres juizes da Segunda Corte de Apelacao de Manhattan inverteu unanimamente uma decisao de um tribunal inferior que permitiu a medida governamental. O governo citou evidencias de que entre 1998 e 2002, Ramadan contribuiu com aproximadamente US$ 1.300 a uma instituicao de caridade baseada na Suica que mais tarde o Tesouro categorizou como organizacao terrorista. Ramadan disse que acreditava que o grupo estava envolvido em projetos humanitarios, e que nao estava ciente de qualquer ligacao entre a instituicao, a Association Secours Palestinien (Associacao de Socorro Palestino, em traducao literal), e o Hamas ou qualquer pratica de terrorismo, que ele diz condenar. As evidencias sugerem que as fortes criticas de Habib a politica externa americana e que realmente motivaram sua exclusao. Meses atras, um grupo de defensores da liberdade de expressao, incluindo a Associacao de Editoras Americanas, a Associacao Americana de Bibliotecas e o Sindicato Americano das Liberdades Civis pediu que a gestao Obama acabe com as exclusoes ideologicas e reveja negacoes de visto duvidosas. Esperamos que a Secretaria de Estado Hillary Rodham Clinton faca isso. Leia mais sobre vistos americanos (webremix.info)
A indústria da antidemocracia
A quebra do Banco Lehman Brothers, em 15 de setembro de 2008, e uma das consequencias diretas dos atentados de 11 de setembro de 2001, em Washington, e, em Nova York, que alteraram, para pior, o perfil democratico do mundo. O Lehman era um dos maiores bancos de credito dos Estados Unidos e o concedeu, para a aquisicao da casa propria – a milhares de pessoas de quase nenhuma capacidade de pagamento de dividas contraidas. Leia todos os textos de Regis Bonvicino George Bush – que havia fraudado sua primeira eleicao em 2000, com a cumplicidade dos Democratas – afrouxou as regras publicas do sistema financeiro de seu pais, para poder atender aos interesses da industria belica e da industria do petroleo. Permitir a facilitacao do credito aos “consumidores” sem renda fazia parte de seu projeto politico, de imposicao de seu pais como unica potencia. O exterminio dos talebans, que apoiavam Osama Bin Laden, e do proprio, “idealizador” dos atentados em setembro de 2001, foi a desculpa para a invasao do Afeganistao, naquele mesmo ano, e depois do Iraque, em 2003, em guerras de ocupacao – a primeira como guerra de “autodefesa” e a segunda como ato indisfarcado de arbitrio imperial. A primeira consequencia para a democracia – no mundo – foi a institucionalizacao da tortura, como meio, digamos, “legalizado”, para combater o terror, qualquer terror, interrompendo a luta pelos direitos humanos. Direitos fundamentais (ir e vir, intimidade, privacidade etc) foram suprimidos em nome da seguranca dos Estados. O Poder Judiciario norte-americano teve suas competencias reduzidas. Um suspeito preso nao podia mais recorrer a ele. As agencias de inteligencia sairam das sombras e adquiriram protagonismo, passaram de eminencias pardas a eminencias claras. Esse passou a ser o modelo de democracia exportado, ate para os seus opositores, como Hugo Chavez. Chavez declarou, ha pouco, defendendo as Farcs colombianas como insurgentes, revolucionarias, que “no entanto, com terroristas (nao as Farcs) nao pode haver dialogo”. Cuba, China e Coreia do Norte nao sao exemplos de democracia. A esses paises convem, igualmente, um mundo sem direitos, como o de agora. Desmonte da coisa publica Nas Americas, incluindo-se os Estados Unidos, nao ha – por assim dizer – uma Europa Ocidental de base iluminista, democratica, que impediu a formacao de mais “regimes fortes”, por exemplo, no Leste Europeu, apos a queda do Muro de Berlim (1989) e da extincao da Uniao Sovietica (1991). A America Latina nao tem tradicao democratica. Oscila entre caudilhos e ditaduras, com excecao recente de paises como o Brasil e o Chile, nos quais, embora haja democracia, ela e ainda incipiente. Os Estados Unidos eram, ate Bush, um pais de democracia formal, da democracia-imperialismo; depois de Bush tornaram-se unicamente um pais pro business. Exemplo disso e reacao de parte dos americanos ao tachar de “socialista” o timido plano de Barack Obama de reforma da saude publica, quando ja nao mais existe a ameaca “comunista” no mundo. Qualquer esforco por direitos sociais e democraticos e rechacado. A propria Europa persegue hoje imigrantes e a Italia elege um primeiro-ministro como Silvio Berlusconi, politico que encarna – como nenhum outro – a dissolucao entre o publico e o privado, ostensivamente. No Brasil, seu equivalente seria Jose Sarney, entre muitos outros. A quebra do Lehman – ha exato um ano – levou os Estados nacionais a socorrerem os bancos, com bilhoes de dolares, que – hoje – apresentam balancos com lucro. O dinheiro do contribuinte foi usado para “salvar” o sistema. A conta da expansao capitalista, liderada pelos Estados Unidos, ficou, obviamente, com a populacao, que, a cada dia, perde ainda mais direitos. A ideia de “tortura” expandiu-se para o cotidiano: as guerras em curso banalizaram intensamente a vida, quando novos valores precisavam ser discutidos. Erguidos, confirmados. Haja vista o aumento de crimes comuns brutais, brutalizantes. O capitalismo transnacional disfarcava seus reais objetivos em democracias eleitorais – hoje ate elas estao risco (reeleicao ilimitada como na Venezuela, golpe em Honduras etc) . Nao ha mais disfarces. Vote e cale a boca! A questao de fundo, que poderia levar a mudanca de modelo – o desaquecimento global – e tratada em reunioes de G-20 e similares – grupos sem poder nacional algum, sem vontade politica alguma. Ha um desmonte da biosfera, para fazer os mais ricos, mais ricos ainda. Em outras palavras, a natureza, as florestas, a fauna, foram privatizadas – nao pertencem mais a humanidade. A todos interessam as guerras do Afeganistao e do Iraque. Elas permitem o esmagamento de minorias etnicas na China, os genocidios na Africa, as autocracias na America Latina (Hugo Chavez, Alvaro Uribe), as mafias no poder (Russia), a acao da policia brasileira etc etc. Gosto da expressao “democracia feudal”, cunhada pela economista italiana Loretta Napoleoni, para descrever o que se passa hoje, em termos de direitos, nos Estados Unidos e no mundo. Ela fala na industria do medo: do medo do terror ao de perder o emprego, do medo de ser assaltado ao de ser torturado. Ela aponta causas profundas para esse fenomeno. Prefiro, no entanto, dizer que o capitalismo financeiro inventou explicitamente, agora, industria da antidemocracia. E preciso lutar contra ela. Leia mais sobre: crise - Estados Unidos (webremix.info)
África do Sul protesta por tratamento a atleta com sexo contestado
O ministro dos Esportes da Africa do Sul, Makhenkesi Stofile, disse nesta sexta-feira que a polemica sobre o genero sexual da corredora sul-africana Caster Semenya tem sido tratada de uma maneira "nojenta e antietica" e prometeu uma "terceira Guerra Mundial" caso ela seja proibida de competir. As declaracoes foram feitas depois que a imprensa da Australia divulgou detalhes de um teste de genero da atleta que foi solicitado pela Associacao Internacional de Federacoes de Atletismo (IAAF), que indicaria que ela nao tem ovarios e tem testiculos ocultos dentro do corpo. Stofile disse que o governo sul-africano ainda nao recebeu nenhuma notificacao quanto ao resultado dos testes e acrescentou que, ainda que Caster seja hermafrodita, ela ainda seria uma mulher. "Caster e uma mulher, ela continua sendo nossa heroina. Precisamos protege-la", afirmou Stofile. "Nem Caster nem sua familia merecem esta humilhacao. Ninguem fez nada errado e pedimos para que eles sejam deixados em paz." Titulo Semenya, de 18 anos, venceu a final dos 800 metros no mundial de Atletismo de Berlim, no mes passado, e foi recebida com festa na volta ao seu pais. Mas a IAAF pediu a realizacao de testes para comprovar seu genero sexual e pode decidir em novembro que ela seja banida de competicoes oficiais. "Iriamos as instancias mais altas para contestar esta decisao. Acredito que seria totalmente injusto", disse Stofile. O ministro, que disse temer que a atleta possa tentar o suicidio por estar envolta neste escandalo, afirmou que seus advogados estao cuidando do caso. Decisoes possiveis O analista de esportes da BBC Gordon Farquhar afirma que os testes devem mostrar que a atleta de 18 anos possui caracteristicas de hermafrodita. "Ja sabemos que ela tem niveis de testosterona tres vezes mais altos do que o normal em uma mulher", disse ele. "Podem existir tres decisoes possiveis: que sua condicao nao lhe da vantagem competitiva, que a condicao lhe da vantagem, mas nao pode ser tratada ou que a condicao possa ser tratada de alguma forma e ela permita isso, retornando ao esporte ao final do tratamento", completou. A IAAF anunciou que ainda esta analisando os resultados dos testes e que ainda quer discuti-los com a atleta. A associacao indicou que dificilmente ira solicitar a Semenya que devolva a medalha de ouro que recebeu em Berlim, mas manteve a expectativa quanto ao futuro da corredora. Leia mais sobre Caster Semenya (webremix.info)
Comédia dos EUA e filme de guerra lideram briga em Veneza
Uma comedia norte-americana de humor negro, o ataque de Michael Moore ao capitalismo e um filme de guerra israelense doloroso estao entre os favoritos da critica para receber o cobicado Leao de Ouro de melhor filme no festival de cinema de Veneza, neste sabado. E sabidamente dificil prever o que decidirao os juris de festivais de cinema, e jurados e criticos frequentemente discordam em suas avaliacoes, mas Veneza 2009, com 25 filmes na competicao principal, vem sendo visto como melhor que o festival decepcionante do ano passado. E, com George Clooney, Matt Damon, Nicolas Cage, Eva Mendes, Isabelle Huppert, Viggo Mortensen e o veterano egipcio Omar Sharif percorrendo o tapete vermelho, o festival de cinema mais antigo do mundo teve sua devida parcela de astros este ano. – Foi um avanco marcante em relacao a 2008, que foi um ano muito dificil para todos os festivais –, disse Deborah Young, do The Hollywood Reporter. – Falando como critica, os filmes deste ano valem a pena ser vistos –, disse. Todd Solondz agradou com sua comedia de humor negro Life During Wartime, uma especie de sequencia de seu aclamado filme Felicidade, acompanhando a familia disfuncional Jordan em uma historia de abusos, pedofilia e suicidio que emprega humor e satira cortante. O Hollywood Reporter descreveu o diretor norte-americano como "o verdadeiro herdeiro de Woody Allen". Indagado sobre a comparacao, Solondz disse: – Eles nao diriam isso se eu me parecesse com Tom Cruise. Outro filme que uniu as opinioes foi Lebanon, em que o cineasta israelense Samuel Maoz procura recriar a claustrofobia e o medo que sentiu aos 20 anos de idade, quando era soldado alistado a contragosto no conflito de 1982, rodando a maior parte da acao desde o interior de um tanque. Maoz ficou tao traumatizado com suas memorias que levou 25 anos para criar coragem de fazer o filme, que o New York Times descreveu como "uma obra de cinema estarrecedora". Michael Moore atraiu risos e aplausos com Capitalism - A Love Story, um ataque mordaz ao que ve como sendo a cobica desvairada de Wall Street que ajudou a colocar a economia mundial de joelhos, condenando milhoes de pessoas a pobreza e ao desemprego. E os jornalistas em Veneza aplaudiram o longa-metragem de estreia do estilista Tom Ford, A Single Man. O filme e adaptado de um romance de Christopher Isherwood e traz Colin Firth como professor universitario gay que chora a morte de seu amante. Firth e citado como favorito para o premio de melhor ator. Varios filmes da competicao principal tambem vistos como favoritos para o premio mais importante - que sera anunciado pelo diretor Ang Lee, ganhador do Leao de Ouro em 2005 e 2007 - dividiram a critica. The Road, uma adaptacao do sombrio romance pos-apocaliptico A Estrada, de Cormac McCarthy, atraiu reacoes divergentes, e Lourdes, da austriaca Jessica Hausner, foi elogiado pela moderacao com que tratou de temas ligados a milagres e a fe. O Ira ocupou lugar de destaque no festival, com Women Without Men participando da competicao principal e Green Days, com imagens dos protestos recentes em Teera, fazendo sua estreia fora da competicao. A Screen International considerou fascinante o filme frances White Material, com Isabelle Huppert no papel de matriarca determinada a manter a fazenda de cafe de sua familia na Africa funcionando, acontecesse o que acontecesse. A comedia Soul Kitchen, de Fatih Akin, foi bem recebida, mas nao houve unanimidade em relacao a quatro filmes asiaticos: Between Two Worlds, do Sri Lanka; o japones Tetsuo the Bullet Man; Lola, do diretor filipino Brillante Mendoza, e Accident, de Soi Cheang. Bad Lieutenant: Port of Call New Orleans foi um dos dois filmes do diretor alemao Werner Herzog na competicao principal, mas, apesar da presenca do astro Nicolas Cage, nao foi visto como candidato forte ao premio principal. (webremix.info)
Jorge Risquet: A África é uma dívida histórica
Fazia um calor sufocante no solar onde viviam Jorge, os pais e quatro irmaos - outros tres ja tinham morrido de doencas infantis hoje ja desaparecidas em Cuba e perfeitamente curaveis - em Havana. A grande casa tinha 24 quartos e em cada um deles, sem banheiro, vivia uma familia. Era gente demais, todos muito pobres, a maioria trabalhadores de diversos oficios, alguns informais. O pai de Jorge trabalhava numa "tabaquera", empresa de fabricacao do charuto cubano. Mas foi essa babel que possibilitou ao menino de 11 anos comecar a vida de professor, ganhando, inclusive, o suficiente para pagar o quarto onde morava a familia toda: – Nos estavamos sempre nos mudando porque meus pais nao conseguiam pagar os alugueis. Entao, para ajudar nas despesas Jorge e a irma improvisaram uma lousa no pequeno quarto onde viviam e ensinavam os demais garotos do solar que nao podiam ir a escola, porque era longe e eles nao tinham sequer um sapato para usar. Cobravam alguns trocados, mas com isso garantiam o aluguel. O menino era Jorge Risquet Valdes, que mais tarde veio a ser um dos organizadores da educacao na guerrilha cubana e um dos comandantes da campanha de Cuba na Africa, nos anos 60. Naqueles dias, ele, que era um dos melhores alunos da escola fundamental, ja estava apto para passar ao ensino medio. Mas, para estudar na Cuba pre-revolucionaria, era preciso ter dinheiro. Sem chance, ele, entao com 13 anos, foi buscar os cursos oferecidos gratuitamente pela Juventude Revolucionaria Cubana. Apesar da pouca idade Jorge nao era um analfabeto politico. Os pais, trabalhadores do tabaco, tinham profunda consciencia de classe. E que em Cuba, na producao de charuto era assim: as pessoas ficavam ali, enrolando as folhas, no mais completo silencio. Por conta disso, os trabalhadores inventaram um bom jeito de se instruir e ficar por dentro da literatura revolucionaria. Faziam uma "vaquinha" e contratavam um leitor, alguem que ficava ali, lendo, enquanto todos trabalhavam. – O leitor trazia uma lista de titulos e os trabalhadores escolhiam. Liam Gorki, Vitor Hugo, Cervantes Marti, Tolstoi e muitos outros. Pois foi por conta destas leituras que a familia Risquet sempre esteve em dia com os temas do mundo. O irmao mais velho de Jorge, inclusive, alistou-se para ir a Espanha lutar contra a ditadura de Franco. Cerca de mil cubanos foram. Entao, durante a segunda guerra e o horror nazista, Jorge ja estava envolvido ate os dentes na organizacao da juventude revolucionaria. Quando em 1944 funda-se em Cuba a Juventude Socialista, Jorge esta la e toma para si a tarefa de organizar os jovens num grande bairro de Havana. No ano seguinte, durante o Congresso Nacional Constituinte da Juventude, ele, com 15 anos, e eleito membro do Comite Central. Aos 16 anos de idade Jorge comanda o jornal quinzenal Mella, que levava o nome de um grande comunista cubano, e ali ficou ate os 20 anos. "Os trabalhadores cubanos sempre foram muito politizados. Para se ter uma ideia, quando Lenin morreu, as tabaqueiras pararam em sua homenagem, e nas guerras de independencia do seculo XIX entregavam dinheiro - um dia de salario por semana - para comprar armas, tarefa que o partido Revolucionario Cubano, fundado por Jose Marti, realizava para preparar a terceira e ultima guerra de independencia de Cuba. Em 1951, quando acontece o golpe de estado que eleva Batista ao poder, Jorge e um dos que se manifesta contra pelo radio, na regiao de Matanzas onde encabecava a Juventude Socialista e a policia o persegue. Meses mais tarde vai para o exterior como representante da Juventude Socialista cubana na Federacao Mundial da Juventude Democratica. Nesta funcao ele circula pela America Latina, Europa central e Leste europeu. E em 1952, em Viena, na Conferencia Mundial pelos Direitos da Juventude que Jorge conhece o jovem Raul Castro, entao com 21 anos e representando a delegacao cubana no evento. Dali eles atravessam a cortina de ferro e seguem para Bucareste, onde iriam organizar o Comite Preparatorio do Festival Mundial da Juventude. La ficam de dezembro de 52 a abril de 53. Raul segue para Paris de onde embarca para Cuba com dois guatemaltecos. Mas, o fato de os dois companheiros terem desembarcado cheios de livros "subversivos" fez com todos acabassem presos. Os guatemaltecos logo sairam por intervencao da embaixada do seu pais, ainda sob o comando de Jacob Arbenz. Mas Raul ficou. Foi um brilhante jovem advogado quem entrou com um habeas corpus que tirou Raul da cadeia pouco menos de um mes do ataque ao quartel Moncada, que desataria a revolucao cubana. O advogado bom de conversa era Fidel Castro. "Por pouco Raul nao perde a acao de Moncada". Quando acontece Moncada Risquet esta Bucareste, justamente nos dias do IV Festival Mundial e ja comeca a articular uma campanha internacional pela libertacao dos prisioneiros, afinal Raul era um membro da juventude e organizador do festival. Foi por aqueles dias de organizacao de campanhas e festivais que Jorge conhece, em Bucareste, o jovem estudante de medicina Agostinho Neto que mais tarde viria a ser uma das mais importantes liderancas de libertacao da Africa negra. Junto com ele, frequentando os alojamentos latino-americanos - embora representassem Portugal - iam tambem a Marcelino dos Santos. Em 1954 Jorge embarca para Guatemala, onde ia organizar um festival regional de apoio ao processo revolucionario, mas o golpe e a queda de Jacob Arbenz, impede que o mesmo aconteca. E naqueles dias que Risquet conhece Che Guevara, entao vivendo no pais. "A ditadura na Guatemala foi uma das mais ferozes. Foram 30 anos matando gente, mais de duzentos mil mortos". Risquet logo sai da Guatemala em setembro de volta para Europa e Che segue para o Mexico, onde encontraria Fidel. Nos primeiros meses de 1955, Jorge veio para o Brasil, onde tentou organizar um encontro de estudantes no Rio de Janeiro, mas foi espinafrado por Carlos Lacerda. Foi Janio Quadro, entao governador de Sao Paulo, quem permitiu o festival, que acabou sendo bem pequeno, mas cumprindo com os objetivos. A guerrilha em Cuba Todo este trabalho organizativo na juventude comunista desde os 13 anos de idade acabou sendo a porta de entrada de Jorge Risquet para a atuacao na luta que se forjava em Cuba. No ano de 1955 ele volta para a ilha clandestinamente e passa a comandar a Juventude de Havana. Por conta de sua atuacao acaba preso em dezembro de 56 e chega a ser dado como desaparecido. Nestes dias e brutalmente torturado, tendo as unhas arrancadas, mas nao lhe arrancam qualquer informacao. Quando consegue sair, volta a atuar clandestinamente organizando a juventude. Depois sai de Cuba, disfarcado, para organizar reunioes com os partidos comunistas no Mexico, Caribe e Venezuela. "A ideia era dar a conhecer sobre Fidel, quem ele era, o que pretendia, e buscar apoio para a luta em Cuba". Quando a guerrilha e instalada na Sierra Maestra, logo comeca a expandir-se para outras regioes do pais. Raul funda entao a "segunda frente" e manda buscar Risquet para coordenar a criacao de uma Escola de formacao. A proposta era tornar os rebeldes sujeitos conscientes sobre contra o que estavam lutando. "A gente trabalhava no sentido de fazer compreender que o combate era contra o imperialismo. E, naqueles dias, sob o comando da "segunda frente" tinhamos mais de 11 mil quilometros quadrados de territorio liberado. As escolas proliferaram".. Jorge Risquet fez-se entao o primeiro formador politico do exercito rebelde no Oriente e quando a revolucao triunfou ocupou o cargo de chefe do Departamento de Cultura do Exercito do Oriente publicando revistas e preparando quadros para o governo revolucionario. E assim foi ate 1965, organizando, na regiao oriental, o novo Partido Unido da Revolucao, hoje chamado Partido Comunista. Mas, no mes de junho, ele recebe um chamado de Fidel. Diz o comandante que Che Guevara esta no Congo, ajudando na luta por libertacao, e que precisa de mais uma coluna de combatentes por la. E quando comeca a se formar o batalhao Patricio Lumumba, que seria comandado por Risquet. A gesta africana Enquanto Cuba encerrava a luta heroica contra a ditadura de Batista, la do outro lado do mundo outro povo vivia a tarefa de se libertar das colonias europeias. Em 1960, o Congo belga logrou sua independencia sob o comando de um jovem negro, Patrice Lumumba. Mas, pouco depois de ser eleito primeiro-ministro e iniciar uma mudanca radical no pais em busca de melhorias para o povo, Lumumba foi preso, torturado e assassinado depois de um golpe de Estado promovido com a ajuda da CIA, dos Estados Unidos. Tambem em 60 a Franca concede a independencia ao outro lado do Congo, chamado de Congo frances. Mas quem fica na presidencia e um vassalo, Folbert Youlou, que governa com mao de ferro ate 1963, quando com revolta popular, o governo cai e acontecem eleicoes. Massemba Debat e eleito presidente. No lado belga, os partidarios de Lumumba seguiam lutando contra a ditadura e os acontecimentos na parte francesa acendem esperancas de verdadeira libertacao, ate entao nao acontecida. Em 1964, a regiao era um caldeirao explosivo. Mercenarios brancos chegavam ao Congo belga com o apoio dos Estados Unidos e regressa ao poder Moises Tshombe, um conhecido anticomunista que ajudara na captura e no assassinato de Patrice Lumumba. E quando o governo do Congo frances pede ajuda a Cuba para que mande alguem capaz de treinar o exercito local, uma vez que se aproximava a possibilidade de uma guerra entre os dois Congos. Quem vai a Africa, em janeiro de 1965 e o proprio Che Guevara, que se encontra com Debat e com o entao presidente do Movimento Popular de Libertacao de Angola, Agostinho Neto, para ouvir dos dois comandantes como estava a situacao. Assim, em abril do mesmo ano, Che retorna com um pelotao de 14 soldados cubanos - que semanas depois seriam 120 - chamado de Coluna Um, e entra na Africa pela Tanzania. A proposta e treinar os lumumbistas e tambem os combatentes da Frente de Libertacao de Mocambique. Meses depois, era a vez de embarcar para Africa a Coluna Dois, esta dirigida por Jorge Risquet, com mais 250 homens. "Nos fomos ajudar militarmente na integridade territorial, na luta contra o colonialismo, contra o racismo, contra o apartheid. Era uma obrigacao historica visto que daquele continente sairam mais de um milhao e 300 mil homens e mulheres, levados para Cuba como escravos. Em Cuba, estavamos comecando a organizar nossa propria casa, mas nao podiamos deixar de ajudar". Poucos anos depois da vitoria cubana, o internacionalismo ja aparecia como uma marca do novo governo. E foi muito em funcao desta participacao de Cuba nas lutas de libertacao africana que o processo revolucionario naquele continente cresceu.. Desde aqueles dias dos anos 60, 380 mil soldados cubanos passaram pela Africa, alem de 100 mil outros colaboradores nas areas da saude e educacao e outras. Dois mil e setenta e sete cubanos cairam em combate no solo africano e sao considerados herois nacionais. "Nos, em Cuba, nao damos o que nos sobra. Compartilhamos o que temos, e assim foi com a Africa." Tambem neste periodo, mais de 35 mil jovens africanos foram a Cuba estudar, sem qualquer custo. "Nossa contribuicao tambem se da na formacao e assim vamos caminhando junto com a Africa que esta a 10 mil quilometros de Cuba, mas tambem esta no nosso sangue". Jorge Risquet lembra que o internacionalismo e algo que faz parte da consciencia do cubano, e nao e coisa que ocorre so depois da revolucao dos anos 50. Marti ja ensinara que "patria es humanidad". Por conta disso vao-se encontrar cubanos lutando com Lincoln, pela libertacao dos Estados Unidos, com Benito Juarez, pela libertacao do Mexico, com Simon Bolivar. "Na guerra do Vietna mais de 400 mil cubanos se inscreveram, por livre vontade, para lutar junto ao povo daquele pais. So nao foram porque os vietnamitas nao quiseram. O internacionalismo e uma razao etica e politica. Se nos em Cuba logramos ter assistencia medica perfeita e educacao de altissima qualidade, por exemplo, e nosso dever levar isso aos irmaos que ainda nao tem". A participacao cubana na Africa se estendeu do Congo para Angola, onde tambem foram treinar jovens soldados e ajudar Agostinho Neto na luta contra o dominio portugues e os mercenarios. Depois, nos anos 70, la estavam outra vez os cubanos, sob o comando de Risquet, com instrutores militares, medicos e professores. "Passado meio seculo, a gente ve que Cuba esteve esse tempo todo na solidariedade com a Africa, desde o golpe contra Argelia em 1963, quando mandamos para la todas as armas apreendida dos estadunidenses durante a fracassada invasao de Playa Giron, e retornamos com 100 criancas orfas de guerra. Estivemos peleando com o fuzil na mao, mas tambem com a presenca civil de medicos, professores e engenheiros". A Cuba de hoje O povo cubano segue fielmente a licao de Marti, e considera toda humanidade como patria. Por isso se desdobra em levar seus avancos na ciencia e na educacao para aqueles que ainda nao lograram as vitorias que Cuba ja conquistou. Atualmente existem 27 mil cubanos na Venezuela, e outros milhares espalhados por varios paises, principalmente no campo da saude. Seguem tres mil em Angola, sendo que 900 sao medicos, fazendo a diferenca. Nao foi a toa que Jorge Risquet recebeu a grata surpresa de ouvir, no auditorio da Universidade Federal em Santa Catarina, o depoimento de dois angolanos sobre como haviam sido operados por medicos cubanos e alfabetizados por professores, tambem de Cuba. Desde a revolucao de 59, mais de 100 mil estudantes de varios paises de Africa, America Latina e Asia fizeram sua graduacao em Cuba, todos com bolsa integral. "Quando tivemos um tempo bem ruim (a partir de 1991 com o desaparecimento da Uniao Sovietica e do campo socialista da Europa) nos perguntamos a eles se queriam ficar e dividir a pobreza conosco. Nunca os abandonamos". Risquet conta que dos 55 paises africanos, 54 tem relacoes com Cuba. Em Havana existem 20 embaixadas de paises africanos e Cuba esta em 30 deles. Todos estes paises sempre votaram contra o bloqueio criminoso que os Estados Unidos tem contra Cuba e ha comites de apoio a Cuba em quase todos os paises africanos. A Namibia, recentemente, enviou dois milhoes de dolares em ajuda a Cuba e ate o Timor Leste ajudou, depois da passagem de um furacao. "A Africa sabe o tanto que Cuba lutou pela sua libertacao e reconhece isso. Na Etiopia existe um monumento ao soldado cubano e na Africa do Sul, num outro monumento que recorda os mortos das lutas libertadoras, estao gravados os nomes dos 2.077 cubanos que deram seu sangue pela patria africana. Outro dia, na Namibia, o presidente Raul Castro foi recebido pelo povo, que cantava Guantamera (em espanhol). Isso mostra o quanto Africa ama Cuba". Jorge Risquet, que foi o homem de Cuba em toda a campanha militar africana tem agora 79 anos de idade. Desde aqueles dias em que dava aula para os meninos pobres do solar, onde vivia em um quarto apertado, ja se vao 68 anos. E tempo demais. Mas, o garoto que correu o mundo a organizar a juventude comunista, que comandou batalhoes na grande Africa, que fundou escolas e jornais, que foi Ministro do Trabalho, Deputado e Membro do Comite Central do Partido Comunista Cubano, (desde sua criacao ha 44 anos) segue tao animado quanto naqueles dias gloriosos dos anos 60. Diariamente ele sai cedinho de casa e vai para o trabalho, no gabinete do presidente Raul Castro. E que ha tantas coisas ainda para conquistar. Ele olha para a America Latina e ve tantas mudancas, a Venezuela, o Equador, a Bolivia, os povos em luta. E se emociona. "Cuba esteve um tempo sozinha por aqui, mas resistiu. Cuba resistiu a Bush. E vamos seguir acreditando na capacidade do povo de se organizar e conquistar sua liberdade. Veja a America Latina agora, nunca se viu um movimento como este. Mas, sabemos que o inimigo atua, o imperialismo tem planos e pode haver retrocesso. Ai esta Honduras, a IV Frota, as sete bases militares ianques na Colombia. Ha que ver o perigo, mas ha tambem que ser otimistas. Cada pais, com seu povo, ha de encontrar o rumo seguro para uma vida soberana". Elaine Tavares e jornalista. (webremix.info)
Governo brasileiro decide comprar 36 caças franceses por US$ 4 bilhões
BRASILIA - O governo brasileiro decidiu comprar 36 cacas GIE Rafale, da empresa francesa Dassault, em um contrato de US$ 4 bilhoes. Apesar da decisao politica, anunciada ontem pelos presidentes do Brasil, Luiz Inacio Lula da Silva, e da Franca, Nicolas Sarkozy, e tomada apenas as 2 horas da manha de segunda - dez horas antes da declaracao conjunta - ainda faltam detalhes tecnicos e economicos para viabilizar integralmente a parceria.De acordo Sarkozy, o ritual devera repetir o mesmo caminho da venda dos submarinos franceses ao governo brasileiro. " Os chefes de Estado tomaram a decisao em dezembro do ano passado. A seguir, iniciaram as conversas tecnicas que se materializaram apenas agora " , comparou o presidente frances. O ministro das Relacoes Exteriores do Brasil, chanceler Celso Amorim, disse que estes detalhes tecnicos significam, basicamente, uma negociacao de preco. Ele explicou alguns fatores que pesaram para o acerto da parceria com os franceses: a transferencia de tecnologia dos franceses para o Brasil e a possibilidade de venda conjunta dos avioes, em um momento posterior, para a America Latina. " Foi uma decisao politico-tecnologica " , brincou Amorim. Em contrapartida a intencao do governo brasileiro, o governo frances confirmou a compra de dez aeronaves de transporte militar KC-390, produzidos pela Embraer. Tecnicos franceses vao trabalhar em parceria com os engenheiros brasileiros no desenvolvimento deste projeto. A conclusao do negocio, feita por representantes do Brasil e da Franca, ocorreu apos jantar oficial dos dois presidentes no Palacio da Alvorada. Declaracao conjunta divulgada ontem confirmou ainda a venda para o Brasil de 50 helicopteros de transporte EC-725, produzidos pela Franca. Apesar da conclusao obvia, o presidente Lula e o chanceler Celso Amorim foram cautelosos em relacao ao fim da disputa pela compra das aeronaves, que envolvia ainda a Gripen da sueca Saab e o F-18 Super Hornet da americana Boeing. Lula disse que a nota conjunta divulgada pelos dois governos era clara e Amorim afirmou desconhecer os tramites legais da concorrencia. Lula declarou que o Brasil zela pela paz, mas que isto nao exclui a necessidade de se atualizar do ponto de vista da defesa. Citou que isto e fundamental para um pais que tem 360 milhoes de hectares de terras na Amazonia e descobriu as bacias de pre-sal localizadas em uma area de 149 mil quilometros quadrados. " Nos sabemos quantas guerras surgiram por causa do petroleo. Nao queremos guerras, nem conflitos. Mas precisamos tratar, com muito mais cuidado, de nossa seguranca e soberania " , alertou o presidente brasileiro. Lula destacou as recentes parcerias feitas com o governo frances, como os trabalhos em conjunto para o desenvolvimento dos paises africanos, a simetria de pensamento em relacao ao papel do G-20 na crise mundial e a necessidade de uma reformulacao dos organismos multilaterais, especialmente ONU, FMI e Bird, apos as recentes crises que abalaram o mundo. " Queremos pensar juntos, criar juntos, construir juntos e, se possivel, vender juntos " , enumerou o presidente brasileiro. Sarkozy ressaltou o potencial economico do Brasil - a 8ª economia do mundo e o 5º pais em tamanho territorial -, a importancia de um discurso conjunto entre os dois paises na Cupula sobre o clima de Copenhagen (Dinamarca), marcada para dezembro e, em uma demonstracao de afinidade, defendeu a inclusao do Brasil no Conselho de Seguranca da ONU e disse que seu pais apoiara a escolha do Rio como sede das Olimpiadas de 2016. " Sera uma grande oportunidade para o Brasil e para a America Latina. " O presidente frances - que foi convidado de honra do governo brasileiro para o desfile civico-militar que comemorou ontem o 7 de setembro - declarou ter muito orgulho de ser amigo de Lula e demonstrou todo a sua admiracao pela preocupacao manifestada pelo petista com a Africa. Mas reclamou que ha uma promessa feita por Lula a ele e que nao foi cumprida: " Lula me prometeu um churrasco brasileiro. Mas parece que houve um problema com a infraestrutura da churrasqueira da residencia oficial e eu tive que me contentar com uma comida tipica brasileira " , reclamou, bem humorado, o presidente frances, referindo-se ao jantar oferecido pelo governo brasileiro na noite de domingo, provocando risadas entre os presentes. Lula desculpou-se, afirmando que colocaram carvao demais na churrasqueira e um dos vidros temperados que protegem o local espatifou, cobrindo a carne com cacos de vidro. " Nao podia servir carne com cacos. Como a Marisa (Marisa Leticia, primeira-dama) intuiu que poderia chover, preparamos tambem uma moqueca capixaba, que servimos para o Sarkozy junto com feijao tropeiro " , explicou-se Lula. (Paulo de Tarso Lyra | Valor Economico ) (webremix.info)
