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Bolsa Família pode diminuir impacto da crise, diz OIT

Um relatorio produzido pela Organizacao Internacional do Trabalho (OIT) indica que a ampliacao do programa Bolsa Familia pode contribuir para estimular o consumo interno e amortecer o impacto da crise mundial entre as camadas mais pobres da populacao no Brasil. O documento, que esta sendo discutido nesta quarta-feira durante reuniao da Comissao de Emprego e Politica Social da organizacao, apresenta uma analise do programa social brasileiro, com base em dados fornecidos pelo governo e outros estudos independentes. "Como a populacao de baixa renda tem forte propensao ao consumo para suprir necessidades basicas, acreditamos que a extensao do programa vai contribuir para aumentar a demanda de alimentos e produtos de primeira necessidade, alem de promover o desenvolvimento local", afirmou a BBC Brasil um dos autores do estudo, Vinicius Pinheiro. No final de janeiro, o governo brasileiro anunciou a extensao dos beneficios a 1,3 milhoes de novas familias. Estudos citados pela OIT apontam que o dinheiro recebido pelas familias contempladas pela ajuda social e utilizado principalmente na compra de alimentos, roupas e material escolar. "O Bolsa Familia tem um papel anticiclico", diz Pinheiro. "Por um lado, representa um fluxo de renda estavel e regular, ajudando a populacao de baixa renda a manter ou mesmo a melhorar o nivel de vida. Por outro, estimula a demanda, promovendo o comercio e o desenvolvimento local." Segundo o pesquisador, os recursos do Bolsa Familia, que representam 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, acabam sendo "reinjetados" na economia. Modelo brasileiro O documento, intitulado "Bolsa Familia no Brasil: analise, conceito e impactos", tambem indica que o programa pode servir de exemplo para politicas de insercao social em outros paises do mundo. "O modelo brasileiro e um exemplo brilhante de que e possivel realizar um processo de integracao social macico, em um curto espaco de tempo e a custos relativamente baixos", diz o relatorio. A OIT considera, entretanto, que o programa nao pode ser incondicionalmente "exportado" a todos os paises do mundo. "Algumas condicoes fundamentais devem ser respeitadas", avalia Pinheiro. "Um modelo similiar somente tem sentido onde ja existe uma estrutura de saude e educacao. Por isso, paises mais pobres da America Latina ou da Africa tem mais limitacoes." Os dados analisados indicam ainda que o Bolsa Familia e o maior programa de distribuicao de renda do mundo, contribuindo "consideravelmente" para a diminuicao da pobreza no Brasil. Cerca de 25% da reducao da pobreza extrema no Brasil podem ser atribuidos ao programa, segundo a OIT. Mortalidade A Organizacao Internacional do Trabalho tambem enumera o que considera ser uma serie de efeitos positivos indiretos do programa, entre eles a queda da mortalidade e desnutricao infantis, a emancipacao da mulher e a diminuicao da violencia conjugal. A organizacao ressalta, no entanto, que a transferencia de recursos nao parece capaz de eliminar o trabalho infantil. "Uma das razoes poderia estar ligada ao fato de que os recursos do programa ainda sao insuficentes para manter as criancas longe do mercado de trabalho", diz o documento. "Estudos indicam que uma crianca pode receber, com o trabalho, quase 12 vezes mais do que o valor da parcela de ajuda social transferida pelo programa." O relatorio da OIT tambem contesta as criticas recorrentes de que o Bolsa Familia poderia contribuir para desencorajar o trabalho. "O que constatamos e justamente o contrario", afirma Pinheiro. "Achamos que a transferencia de recursos pode ajudar a superar muitas das barreiras a entrada no mercado de trabalho da populacao de baixa renda, como a falta de acesso a uma conta no banco." Dados analisados pela OIT indicam que a taxa de emprego entre as mulheres e 4,3% maior nas familias que se beneficiam do programa do que em familias de mesma condicao social que nao recebem os beneficios do governo. Para a elaboracao do relatorio, a OIT se limitou a analisar dados fornecidos pelo governo brasileiro e a avaliar estudos independentes. O documento, que segundo a organizacao podera servir de base para um estudo mais aprofundado, seria apresentado nesta quarta-feira, em Genebra, na presenca do ministro brasileiro do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Patrus Ananias. Leia mais sobre Bolsa Familia (webremix.info)


Tribunal confirma oposicionista na presidência de Madagascar

O Tribunal Constitucional de Madagascar confirmou nesta quarta-feira o lider da oposicao Andry Rajoelina como novo presidente da ilha na costa sudeste da Africa, rejeitando restricoes legais para que ele assuma o cargo. Rajoelina, um ex-DJ, tem 34 anos de idade - seis anos a menos do que a Constituicao exige para ocupantes do cargo. A decisao judicial e tomada um dia depois de comandantes militares da ilha anunciarem a transferencia do poder para o lider oposicionista, em meio a onda de instabilidade politica que atingiu o pais. Com ajuda militar, Rajoelina venceu uma disputa de poder com Marc Ravalomanana, que renunciou ao cargo de presidente na terca-feira. Em pronunciamento no radio, Ravalomanana havia dito que iria transferir o poder para o que chamou de "diretorio militar". Mas o almirante Hyppolite Ramoroson anunciou que ele e outros lideres militares rejeitaram a proposta de Ravalomanana, optando por endossar a transicao para Rajoelina. Ravalomanana estava sendo pressionado a abrir mao do cargo depois de semanas de disturbios em Madagascar, que provocaram a morte de mais de 130 pessoas. Ele era acusado de abuso de poder. Apos ser reeleito presidente, em dezembro de 2006, Ravalomanana abriu a economia do pais para investimentos externos, mas correspondentes dizem que a medida nao melhorou significativamente os indicadores sociais no pais, onde 70% dos 20 milhoes de habitantes vivem abaixo da linha da pobreza. A oposicao passou a tomar as ruas em janeiro, exigindo a renuncia de Ravalomanana. Rajoelina disse que, como novo presidente, vai abrir caminho para a realizacao de eleicoes dentro de dois anos. A Zambia pediu a suspensao imediata de Madagascar da Uniao Africana (UA) e da Comunidade pelo Desenvolvimento do Sul da Africa (SADC, na sigla em ingles). "A Zambia rejeita a mudanca inconstitucional do governo em Madagascar", disse o ministro do Exterior, Kabinga Pande. A SADC condenou antecipadamente a tomada direta do poder por Rajoelina, e a UA pediu ao Exercito que nao transferisse o governo para o lider oposicionista, alegando que isso equivaleria a um "golpe de Estado". Leia mais sobre Madagascar (webremix.info)


Militares transferem poder a líder da oposição em Madagascar

Lideres militares de Madagascar anunciaram nesta terca-feira que a presidencia do pais esta sendo transferida para o lider de oposicao Andry Rajoelina, em meio a onda de instabilidade politica que atingiu o pais africano. O anuncio foi feito depois de um pronunciamento do presidente Marc Ravalomanana, que havia dito que iria transferir o poder para o que chamou de "diretorio militar". Saiba mais sobre a trajetoria do ex-presidente de Madagascar EUA ameacam interromper ajuda a Madagascar Presidente de Madagascar renuncia ao cargo AP Militares armados escoltam ruas durante cerimonia de lider da oposicao Rajoelina Em uma cerimonia transmitida por radio, o almirante Hyppolite Ramoroson anunciou que ele e outros lideres militares rejeitaram a proposta de Ravalomanana, optando por endossar a transicao para Rajoelina. Segundo Ramoroson, os militares deram plenos poderes ao oposicionista para se "tornar presidente da alta autoridade transitoria" de governo. No entanto, ainda nao esta claro se a decisao dos comandantes conta com o apoio de todos os militares ou apenas dos que ja apoiavam Rajoelina. Madagascar, pais que ocupa uma ilha na costa sudeste da Africa, vive ha sete semanas uma onda de instabilidade politica que ja deixou mais de cem mortos. Andry Rajoelina ja havia declarado ser o novo presidente do pais e passado a ocupar o gabinete presidencial na capital, Antananarivo. O lider da oposicao disse que vai convocar eleicoes dentro de dois anos e prometeu uma nova Constituicao para o pais. Apesar disso, de acordo com o correspondente da BBC em Madagascar, Jonah Fisher, ainda ha confusao sobre quem exatamente esta governando o pais neste momento. Oposicao Reuters Rajoelina em frente ao palacio presidencial Na segunda-feira, Rajoelina rejeitou a oferta de Ravalomanana de convocar um referendo para resolver a crise e pediu sua prisao. Mais tarde, os militares invadiram a residencia presidencial no centro da cidade e assumiram o controle do Banco Central. Apos ser reeleito presidente, em dezembro de 2006, Ravalomanana abriu a economia do pais para investimentos externos, mas correspondentes dizem que a medida nao melhorou significativamente os indicadores sociais no pais, onde 70% dos 20 milhoes de habitantes vivem abaixo da linha da pobreza. A oposicao passou a tomar as ruas em janeiro, exigindo a renuncia de Ravalomanana. No final de janeiro, Rajoelina - um ex-DJ de 34 anos de idade - rompeu com o presidente e foi afastado do governo de Antananarivo por Ravalomanana, o que levou a um aumento dos protestos. Na semana passada, o Exercito passou a apoiar Rajoelina apos o chefe das Forcas Armadas ter sido substituido pelo general rebelde Andre Ndriarijaona. "Defendemos o povo de Madagascar", disse o general. "Se Ravalomanana pode resolver o problema, nos o apoiamos." Correspondentes dizem que o lider da oposicao se declara um defensor da democracia, apesar de trabalhar para substituir um governo democraticamente eleito por um que nao foi escolhido pelo voto da populacao de Madagascar. Leia mais sobre Madagascar (webremix.info)


Presidente de Madagascar renuncia ao cargo

O presidente de Madagascar, Marc Ravalomanana, anunciou nesta terca-feira que esta deixando o posto e entregando o poder aos militares, um dia depois de o palacio presidencial ter sido invadido por tropas do Exercito. Em um pronunciamento pela TV, Ravalomanana disse que decidiu dissolver o governo e oferecer o poder ao que chamou de "diretorio militar" - mas nao esta claro se os militares estariam dispostos a assumir a responsabilidade.O lider da oposicao, Andry Rajoelina, ja se declarou o novo presidente do pais e passou a ocupar o gabinete presidencial na capital, Antananarivo. Ele disse que vai convocar eleicoes dentro de dois anos e prometeu uma nova constituicao. Fontes militares disseram que as Forcas Armadas devem apoiar Rajoelina. Madagascar, pais que ocupa uma ilha na costa sudeste da Africa, vive ha sete semanas uma onda de instabilidade politica que ja deixou mais de cem mortos. Rajoelina falou para milhares de simpatizantes em um comicio depois de assumir o gabinete da presidencia. Ravalomanana estava refugiado no palacio Iavaloha, a cerca de 15 km do centro da cidade, de onde ele havia dito que estava pronto para lutar ate a morte. Na segunda-feira, Rajoelina rejeitou a oferta de Ravalomanana de convocar um referendo para resolver a crise e pediu sua prisao. Mais tarde, os militares invadiram a residencia presidencial no centro da cidade e assumiram o controle do Banco Central. Apos ser reeleito presidente, em dezembro de 2006, Ravalomanana abriu a economia do pais para investimentos externos, mas correspondentes dizem que a medida nao melhorou significativamente os indicadores sociais no pais, onde 70% dos 20 milhoes de habitantes vivem abaixo da linha da pobreza. Mais de cem pessoas foram mortas desde que a oposicao tomou as ruas em janeiro, exigindo a renuncia de Ravalomanana. No final de janeiro, Rajoelina - um ex-DJ de 34 anos de idade - rompeu com o presidente e foi afastado do governo de Antananarivo por Ravalomanana, o que levou a um aumento dos protestos. Na semana passada, o Exercito passou a apoiar Rajoelina apos o chefe das Forcas Armadas ter sido substituido pelo general rebelde Andre Ndriarijaona. "Defendemos o povo de Madagascar", disse o general. "Se Ravalomanana pode resolver o problema, nos o apoiamos." Correspondentes dizem que o lider da oposicao se declara um defensor da democracia, apesar de trabalhar para substituir um governo democraticamente eleito por um que nao foi escolhido pelo voto da populacao de Madagascar. (webremix.info)


Centro de Informação Empresarial é inaugurado sexta-feira (NewsIsFree)


Cunene: Futuros funcionários da Rede Nosso Super em formação (NewsIsFree)


Lunda Norte: Município do Cuango ganha novas infra-estruturas (NewsIsFree)


Lula diz que crise é fonte de 'motivação'

O presidente Luiz Inacio Lula da Silva durante um seminario para investidores em Nova York nesta segunda-feira, que a crise financeira global esta sendo para ele uma "oportunidade" e uma fonte de "motivacao". "No sabado, encontrei com o presidente (dos Estados Unidos, Barack) Obama. Essa crise e uma oportunidade para pessoas como ele, que acabou de assumir a Casa Branca, e eu, que ja estou com seis anos na presidencia. Essa crise vai me dar mais motivacao para saber mais", disse. Durante seu discurso, o presidente afirmou que o Brasil nao foi ate agora afetado tao gravemente pela crise como os Estados Unidos e outros paises desenvolvidos e destacou numeros positivos da economia nos ultimos seis anos. "Uma gravissima crise de confianca abate-se sobre a economia dos paises mais ricos. No Brasil, nao tivemos esse tipo de crise. Nossos bancos - privados e publicos - nao foram contaminados pelas aventuras dos especuladores." Lula acrescentou que a crise atual nao e apenas economica ou financeira, e sim "uma crise de civilizacao", que coloca em risco as bases da democracia. "(A crise) denuncia modelos absurdos de producao e consumo que destroem a natureza, comprometendo ja nao o futuro da humanidade, mas seu presente", afirmou. "Poe em evidencia a irracionalidade de concepcoes economicas, que se pretendiam definitivas e que favoreceram aventuras especulativas." "(A crise) tem assim uma dimensao etica e moral", acrescentou o presidente. "A crise ameaca o proprio cerne da democracia, pois demonstra que os destinos da humanidade escaparam ao controle do ser humano. " Como ja fez anteriormente, Lula ressaltou que Estados Unidos e Brasil devem se unir em uma parceria na area de biocombustiveis, "porque essa e uma oportunidade extraordinaria". "No Brasil, estamos produzindo 90% dos carros novos com opcao de combustivel alternativo. No mesmo mundo capitalista (em que vivemos), muitos ainda nao assinaram o protocolo de Kyoto e impoem taxas absurdas ao etanol. Eu nao consigo entender isso", disse, em uma critica velada aos Estados Unidos. Lula disse querer que uma parceria entre os Estados Unidos e o Brasil prepare a Africa para produzir biocombustiveis e assim colabore com o desenvolvimento do continente. "Eu quero que haja parceria para alguma coisa que possa gerar emprego no continente africano, e isso e responsabilidade nossa: transferir tecnologia e compartilhar com eles o desenvolvimento." Lula tambem ressaltou que os Estados Unidos "tem a obrigacao e uma chance extraordinaria para estabelecer uma relacao de parceria" com a America Latina como um todo. Para Lula, EUA precisam ser parceiros e nao fiscais da America Latina "Eu conheco hoje a America Latina como a palma da minha mao. Tenho o prazer de conversar com todo mundo, de (a presidente do Chile) Michelle Bachelet ate o (presidente do Mexico) Felipe Calderon, todos eles tem interesse em trabalhar com parcerias e tem a expectativa de trabalhar em parceria real com os Estados Unidos", disse. "Vamos nos encontrar daqui a pouco (em abril) na primeira reuniao da America Latina que o Obama vai participar (Cupula das Americas, em Trinidad e Tobago) e quem sabe seja o cenario ideal para forjar essas parcerias." Leia mais sobre Lula (webremix.info)


Huambo: Comuna da Tchipipa acolhe primeira festa do criador de gado (NewsIsFree)


Kwanza Sul: Pista do aeródromo do Sumbe está a ser reabilitada (NewsIsFree)


Malanje: Construção do BPC e do ´´Nosso Super`` em fase de conclusão em Caculama (NewsIsFree)


Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural trabalha no Huambo (NewsIsFree)


Belas Shoping regista 300 mil visitante mensalmente (NewsIsFree)


Benguela: Reparação de estradas proporciona relançamento da actividade económica nos municípios (NewsIsFree)


Barreira do etanol não cairá logo, diz Obama

O presidente Luiz Inacio Lula da Silva esteve reunido neste sabado na Casa Branca, em Washington, com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para falar do etanol, da crise economica mundial e do estreitamento da parceria entre os dois paises para o comercio, alem da ajuda a outros paises da America Latina e da Africa. AP Os presidentes Lula e Obama na Casa Branca, onde concederam entrevista Em uma declaracao publica feita pelos dois apos o encontro, Obama ressaltou que no campo do biocombustivel, "Brasil e Estados Unidos" precisam unir forcas "para ajudar outros paises da regiao". Segundo Obama, o trabalho do Brasil na area do biocombustivel e avancado. Reconheceu que o assunto e motivo de "tensao" entre os dois paises, mas afirmou que o sistema "nao vai mudar do dia para a noite". Uma das principais demandas de Lula e fazer com que os Estados Unidos derrubem as barreiras para o biocombustivel. O brasileiro disse nao esperar mudancas imediatas e que esse e um processo a ser construido entre os dois paises. Lula falou sobre a importancia da eleicao de Obama para o mundo e para a America Latina. Ele foi o primeiro presidente latino-americano a se encontrar com o novo presidente americano. Antes de assumir o cargo, Obama havia se encontrado com o presidente do Mexico, Felipe Calderon. Lula e Obama discutiram a crise economica mundial, cujo inicio foi deflagrado nos Estados Unidos. O presidente brasileiro tem defendido uma saida consensual para que os paises cheguem a reuniao da cupula do G-20, em Londres, no inicio de abril, com propostas convergentes para acabar com a crise. "Obama e eu estamos convencidos que esta crise economica pode ser resolvida com decisoes politicas", declarou Lula. Para ele, e preciso "restabelecer a credibilidade e a confianca da sociedade" para que a crise comece a ser revertida. "Precisamos restabelecer a confianca no governo e para isso precisamos fazer com que o credito volte a fluir normalmente dentro de cada pais." AP Como era previsto, o presidente brasileiro mostrou preocupacao com a possibilidade de volta do protecionismo nas relacoes comerciais - assunto que era tratado por ele, antes do encontro, como "tema urgente". "E extremamente importante que todos os dirigentes que participam do G-20 estejam convencidos de que as decisoes tem de ser mais rapidas. O numero de desempregados de hoje e o problema social de amanha", disse Lula. O presidente brasileiro defende a retomada da Rodada Doha, negociacao entre os 153 paises que compoem a Organizacao Mundial do Comercio (OMC), iniciada em 2001 no Quatar, que tenta diminuir as barreiras comerciais entre os paises. Segundo ele, a crise precisa ser combatida com "decisoes politicas". A crise e considerada uma agenda sensivel para Lula. O presidente quer evitar que um prolongamento da crise acabe influenciando em seus altos indices de popularidade e prejudique os planos de fazer da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, sua sucessora. A ministra foi uma das presentes ao encontro. Na primeira parte da agenda, Obama recebeu Lula para uma reuniao ampliada na sala de conferencias ao lado do seu gabinete, a Roosevelt Room, na Casa Branca. Acompanhavam Lula, alem de Dilma, o ministro das Relacoes Exteriores, Celso Amorim, o assessor para assuntos internacionais, Marco Aurelio Garcia, e o embaixador brasileiro nos EUA, Antonio Patriota, alem de uma tomadora de notas. Do lado americano, a unica confirmacao era a do conselheiro de seguranca nacional, James Jones. Apos a primeira parte do encontro, os presidente tiveram uma reuniao sem a presenca dos assessores. Presentes Lula chegou a Casa Branca por volta do meio-dia e entregou o prisma feito com pedras brasileiras e prata, de cerca de 15 cm, que entregou a Obama. A troca de presentes entre os presidentes faz parte do protocolo. Outro tema tratado no encontro, segundo eles, foi a parceria entre Estados Unidos e Brasil para trabalhar na Africa. "Discutimos a possibilidade de trabalharmos juntos na Africa e tambem para uma politica de desenvolvimento da America Latina", declarou Lula. O presidente brasileiro ainda fez uma brincadeira com Obama dizendo que "rezava" por ele e nao queria "estar na sua pele" - em referencia a crise surgida no Pais e que abalou o mundo. Antes do encontro com Obama, o presidente Lula se encontrou com o presidente da maior central sindical dos Estados Unidos, a AFL-CIO, John Sweenwy. Amigo de Sweeney antes de assumir a Presidencia, Lula fara um gesto de retribuicao aos sindicalistas da AFL-CIO que em outras ocasioes tomou posicao publica de defesa ao presidente brasileiro. Guarda de menino Um dos assuntos que tambem estavam previstos para ser discutido no encontro foi o caso do garoto Sean Goldman, de 8 anos. Ha quatro anos seu pai norte-americano David Goldman luta pela guarda do filho que mora no Brasil. David casou-se com a brasileira Bruna Ribeiro em 1999 e em 2000 nasceu Sean, nos EUA. Quatro anos depois Bruna voltou ao Brasil com o filho e pediu divorcio. Em agosto do ano passado ela morreu, apos complicacoes no parto de um filho com um novo marido. Sean continuou a viver no Brasil com o padrasto que se recusa a devolver o menino. No Rio de Janeiro, onde mora o menino, duas manifestacoes estavam previstas para este final de semana - uma em favor e outra contra a guarda pelo pai biologico. A agenda de Lula nos Estados Unidos termina hoje, em Nova York, com uma palestra em seminario sobre a economia brasileira e oportunidades de investimentos no Pais. Neste domingo, Lula fica em Nova York sem compromissos oficiais. Leia tambem: Lula defende decisoes politicas no G20 contra a crise China pode ter "absoluta confianca" nos EUA, diz Obama (webremix.info)


Lula: crise pode ser resolvida com decisões políticas no G20

A atual crise economica pode ser resolvida com decisoes politicas na Cupula do G20, dia 2 de abril, declarou o presidente Luiz Inacio Lula da Silva neste sabado, em entrevista a imprensa ao lado do presidente americano, Barack Obama, na Casa Branca."O presidente Obama e eu estamos convencidos de que esta crise economica pode ser resolvida com decisoes politicas na reuniao do G20" em Londres, disse Lula, apos a reuniao de quase uma hora com o lider americano. Para tranquilizar os mercados e devolver a confianca aos cidadaos, "todos os lideres tem de estar convencidos de que e preciso tomar decisoes rapidas", acrescentou Lula. Obama desmentiu por sua vez que haja divergencias entre os paises industrializados e emergentes do G20 sobre os meios de se resgatar a economia global. O presidente americano rejeitou a ideia de que "de alguma maneira estao se desenvolvendo grupos dentro do G20". "Nao estao saindo de Tim Geithner, nao estao vindo de Larry Summers (alto assessor economico), nao estao saindo de mim", disse Obama aos reporteres no Salao Oval. O comentario de Obama na Casa Branca foi feito pouco depois de o secretario americano do Tesouro, Timothy Geithner, ter dito em uma cupula de ministros das Financas do G20, na Gra-Bretanha, que o mundo esta trabalhando unido de uma maneira "sem precedentes nos tempos modernos" para enfrentar a crise financeira. Obama e Lula participarao da reuniao de presidentes e chefes de Estado do G20 que sera realizada no dia 2 de abril. O G20 inclui os oito paises mais industrializados - Gra-Bretanha, Canada, Franca, Alemanha, Italia, Japao, Russia e Estados Unidos-, alem de Uniao Europeia, Brasil, Argentina, Australia, China, India, Indonesia, Mexico, Arabia Saudita, Africa do Sul, Coreia do Sul e Turquia. Durante o encontro com o presidente da maior potencia mundial, Lula afirmou tambem que Obama tem uma "oportunidade historica" de melhorar as relacoes com a America Latina. "O presidente Barack Obama tem uma oportunidade historica de melhorar as relacoes com a America Latina", disse. Os Estados Unidos devem desenhar uma "nova politica de desenvolvimento" para a regiao, acrescentou Lula, que expressou sua "alegria" por poder se reunir pela primeira vez com Obama. Obama declarou ser um "grande admirador da lideranca progressista" do Brasil e, em particular, do papel que Lula exerce na America Latina. A amizade entre Brasil e Estados Unidos e "forte" e pode ser ainda "mais forte", acrescentou o presidente norte-americano. Luiz Inacio Lula da Silva foi o primeiro lider da America Latina a ser recebido por Obama, que assumiu a presidencia dos Estados Unidos no dia 20 de janeiro passado. jz/lm/dm/LR (webremix.info)


Obama diz a Lula que barreira a etanol não cairá logo

O presidente Luiz Inacio Lula da Silva esteve reunido neste sabado na Casa Branca, em Washington, com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para falar do etanol, da crise economica mundial e do estreitamento da parceria entre os dois paises para o comercio, alem da ajuda a outros paises da America Latina e da Africa. AP Os presidentes Lula e Obama na Casa Branca, onde concederam entrevista Em uma declaracao publica feita pelos dois apos o encontro, Obama ressaltou que no campo do biocombustivel, "Brasil e Estados Unidos" precisam unir forcas "para ajudar outros paises da regiao". Segundo Obama, o trabalho do Brasil na area do biocombustivel e avancado. Reconheceu que o assunto e motivo de "tensao" entre os dois paises, mas afirmou que o sistema "nao vai mudar do dia para a noite". Uma das principais demandas de Lula e fazer com que os Estados Unidos derrubem as barreiras para o biocombustivel. O brasileiro disse nao esperar mudancas imediatas e que esse e um processo a ser construido entre os dois paises. Lula falou sobre a importancia da eleicao de Obama para o mundo e para a America Latina. Ele foi o primeiro presidente latino-americano a se encontrar com o novo presidente americano. Antes de assumir o cargo, Obama havia se encontrado com o presidente do Mexico, Felipe Calderon. Na agenda de hoje, Lula e Obama discutiram a crise economica mundial, cujo inicio foi deflagrado nos Estados Unidos. O presidente brasileiro tem defendido uma saida consensual para que os paises cheguem a reuniao da cupula do G-20, em Londres, no inicio de abril, com propostas convergentes para acabar com a crise. "Obama e eu estamos convencidos que esta crise economica pode ser resolvida com decisoes politicas", declarou Lula. Para ele, e preciso "restabelecer a credibilidade e a confianca da sociedade" para que a crise comece a ser revertida. "Precisamos restabelecer a confianca no governo e para isso precisamos fazer com que o credito volte a fluir normalmente dentro de cada pais." Como era previsto, o presidente brasileiro mostrou preocupacao com a possibilidade de volta do protecionismo nas relacoes comerciais - assunto que era tratado por ele, antes do encontro, como "tema urgente". "E extremamente importante que todos os dirigentes que participam do G-20 estejam convencidos de que as decisoes tem de ser mais rapidas. O numero de desempregados de hoje e o problema social de amanha", disse Lula. O presidente brasileiro defende a retomada da Rodada Doha, negociacao entre os 153 paises que compoem a Organizacao Mundial do Comercio (OMC), iniciada em 2001 no Quatar, que tenta diminuir as barreiras comerciais entre os paises. Segundo ele, a crise precisa ser combatida com "decisoes politicas". A crise e considerada uma agenda sensivel para Lula. O presidente quer evitar que um prolongamento da crise acabe influenciando em seus altos indices de popularidade e prejudique os planos de fazer da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, sua sucessora. A ministra foi uma das presentes ao encontro. Na primeira parte da agenda, Obama recebeu Lula para uma reuniao ampliada na sala de conferencias ao lado do seu gabinete, a Roosevelt Room, na Casa Branca. Acompanhavam Lula, alem de Dilma, o ministro das Relacoes Exteriores, Celso Amorim, o assessor para assuntos internacionais, Marco Aurelio Garcia, e o embaixador brasileiro nos EUA, Antonio Patriota, alem de uma tomadora de notas. Do lado americano, a unica confirmacao era a do conselheiro de seguranca nacional, James Jones. Apos a primeira parte do encontro, os presidente tiveram uma reuniao sem a presenca dos assessores. Presentes - Lula chegou a Casa Branca por volta do meio-dia e entregou o prisma feito com pedras brasileiras e prata, de cerca de 15 cm, que entregou a Obama. A troca de presentes entre os presidentes faz parte do protocolo. Outro tema tratado no encontro, segundo eles, foi a parceria entre Estados Unidos e Brasil para trabalhar na Africa. "Discutimos a possibilidade de trabalharmos juntos na Africa e tambem para uma politica de desenvolvimento da America Latina", declarou Lula. O presidente brasileiro ainda fez uma brincadeira com Obama dizendo que "rezava" por ele e nao queria "estar na sua pele" - em referencia a crise surgida no Pais e que abalou o mundo. Antes do encontro com Obama, o presidente Lula se encontrou com o presidente da maior central sindical dos Estados Unidos, a AFL-CIO, John Sweenwy. Amigo de Sweeney antes de assumir a Presidencia, Lula fara um gesto de retribuicao aos sindicalistas da AFL-CIO que em outras ocasioes tomou posicao publica de defesa ao presidente brasileiro. Um dos assuntos que tambem estavam previstos para ser discutido no encontro foi o caso do garoto Sean Goldman, de 8 anos. Ha quatro anos seu pai norte-americano David Goldman luta pela guarda do filho que mora no Brasil. David casou-se com a brasileira Bruna Ribeiro em 1999 e em 2000 nasceu Sean, nos EUA. Quatro anos depois Bruna voltou ao Brasil com o filho e pediu divorcio. Em agosto do ano passado ela morreu, apos complicacoes no parto de um filho com um novo marido. Sean continuou a viver no Brasil com o padrasto que se recusa a devolver o menino. No Rio de Janeiro, onde mora o menino, duas manifestacoes estavam previstas para este final de semana - uma em favor e outra contra a guarda pelo pai biologico. A agenda de Lula nos Estados Unidos termina hoje, em Nova York, com uma palestra em seminario sobre a economia brasileira e oportunidades de investimentos no Pais. Leia tambem: Lula defende decisoes politicas no G20 contra a crise China pode ter "absoluta confianca" nos EUA, diz Obama (webremix.info)


Obama nega que haja divergências no G20 sobre como combater a crise

O presidente norte-americano, Barack Obama, desmentiu neste sabado que haja divergencias entre os paises desenvolvidos e emergentes do G20 a respeito dos meios de se resgatar a economia global.O comentario de Obama na Casa Branca foi feito pouco depois de o secretario do Tesouro, Timothy Geithner, ter dito em uma cupula de ministros das Financas do G20, na Gra-Bretanha, que o mundo esta trabalhando unido de uma maneira "sem precedentes nos tempos modernos" para enfrentar a crise financeira. Obama rejeitou a ideia de que "de alguma maneira estao se desenvolvendo grupos dentro do G20". "Nao estao saindo de Tim Geithner, nao estao vindo de Larry Summers (alto assessor economico), nao estao saindo de mim", disse Obama aos reporteres no Salao Oval. Obama participara da reuniao de presidentes e chefes de Estado do G20 que sera realizada no dia 2 de abril em Londres. O G20 inclui os oito paises mais industrializados --Gra-Bretanha, Canada, Franca, Alemanha, Italia, Japao, Russia e Estados Unidos-, alem de Uniao Europeia, Brasil, Argentina, Australia, China, India, Indonesia, Mexico, Arabia Saudita, Africa do Sul, Coreia do Sul e Turquia. col/dm (webremix.info)


BRICs condicionam dinheiro extra para o FMI à reforma da instituição

Brasil, Russia, India e China - o grupo de paises conhecido pela sigla BRIC - anunciaram nesta sexta-feira que nao vao dar recursos extras ao Fundo Monetario Internacional (FMI) enquanto a instituicao nao for reformada para permitir maior participacao dos quatro paises emergentes. A posicao conjunta sera levada a reuniao dos ministros das Financas dos paises do G20 que acontece neste sabado em Horsham, no sul da Gra-Bretanha."Nos tomamos a posicao de nao fazer aportes adicionais de capitais ao Fundo Monetario Internacional enquanto nao houver uma reforma de cotas e vozes", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao sair da reuniao com seus colegas de pasta de Russia, India e China. "Mantido o status quo, a nossa representacao no FMI e pequena diante do peso dos BRICs", completou. A reuniao dos ministros das Financas serve de preparacao para o encontro de chefes de Estado do G20 em abril em Londres. O objetivo da cupula e buscar medidas conjuntas das principais economias do mundo contra a crise financeira global. Os paises ricos do G20 tem pressionado por um reforco do FMI, para que a instituicao possa agir contra a crise financeira mundial. Os Estados Unidos querem triplicar os fundos da instituicao, chegando a US$ 700 bilhoes, e a Uniao Europeia defende uma cifra de US$ 500 bilhoes. Alem de pedir a reforma do FMI, os BRICs tambem pedirao que os Estados Unidos acelerem a busca por uma solucao para os problemas do seu sistema financeiro, que seria uma das principais origens da crise atual. Mantega disse que nao houve consenso dos BRICs sobre a proposta de definir um percentual obrigatorio do PIB de cada pais para pacotes de estimulo a economia. Segundo Mantega, o Brasil e contra esse tipo de meta - defendida pelos Estados Unidos e pela Gra-Bretanha - ja que isso criaria uma "camisa de forca" para os governos. O unico consenso entre os quatro emergentes e que os pacotes de estimulo fiscal devem incentivar uma "politica fiscal mais ativa", com investimento em infraestrutura, aumento de credito, estimulo setorial e ajuda social a pessoas desempregadas. Nas ultimas semanas, os BRICs divulgaram dados que revelaram que suas economias cresceram menos do que o previsto no ultimo trimestre de 2008 - um sinal de que os emergentes estao sendo afetados pela crise financeira economica. Sobre o Brasil - que anunciou esta semana uma queda de 3,6% do PIB no ultimo trimestre do ano passado em relacao aos tres meses anteriores - Mantega disse que o fato de a economia ter desacelerado apenas no final do ano mostraria que o pais esta sendo menos atingido do que o resto do mundo pela crise global. Mantega acredita que a economia brasileira fechara 2009 com crescimento positivo, com aceleracao no segundo semestre. Esta e a segunda vez que os ministros da Fazenda dos BRICs se reunem para discutir a crise financeira mundial. O primeiro encontro havia sido em Sao Paulo em novembro do ano passado, durante outra reuniao do G20. Mantega disse que os quatro emergentes tem "afinidades muito grandes e procuram sintonizar suas posicoes diante do G20". Alem de Brasil, Russia, India e China, o G20 e composto por Argentina, Coreia do Sul, Turquia, Australia, Indonesia, Mexico, Africa do Sul, Arabia Saudita, Uniao Europeia, e pelas sete economias mais industrializadas do mundo: Estados Unidos, Canada, Japao, Alemanha, Franca, Italia e Gra-Bretanha. A reuniao de chefes de Estado do G20 acontece no dia 2 de abril em Londres. O encontro tera presenca dos presidentes do Brasil, Luiz Inacio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Barack Obama. (webremix.info)


Brasil está em lista informal de países-chave do G20, diz 'FT'

Uma reportagem publicada pelo diario britanico Financial Times, nesta sexta-feira, afirma que o Brasil faz parte de uma lista informal de paises-chave nas discussoes do G20, elaborada pelo governo britanico. Citando "um relatorio confidencial" vazado do Ministerio do Exterior britanico, o artigo diz que a lista de 11 paises - da qual Argentina, Mexico e mesmo a Russia ficaram de fora - revela um "retrato intrigante" de como o governo britanico "ve o mundo". Alem do Brasil, que preside o G20, estao entre os "paises prioritarios" EUA, Gra-Bretanha, Alemanha, Franca, Italia, Japao, Coreia do Sul, China, India, Arabia Saudita e Africa do Sul. O envolvimento do G20 - um grupo formado por paises desenvolvidos e emergentes - nas discussoes sobre a crise economica mundial e resultado de reivindicacoes por uma maior democratizacao nas decisoes sobre a economia do planeta. Lideres de paises em desenvolvimento pedem mais voz nesta questao, apontando que foram ironicamente os paises desenvolvidos que permitiram os desequilibrios que levaram a espiral dos tempos atuais. O encontro do G20, marcado para o dia 2 de abril em Londres, simboliza essa tentativa de dialogo. Mas a existencia de uma lista indica, para o FT, que existe uma "segunda divisao nao-oficial" dentro do grupo. Emergentes como Argentina, Russia, Mexico, Turquia e Indonesia nao foram classificados como "Estados prioritarios" na lista do Ministerio britanico, revela o editor politico do jornal. A lista se completa com dois paises desenvolvidos: Canada e Australia. "O documento confidencial foi divulgado em dezembro passado (...) para fornecer (subsidio) a servicos de relacoes publicas para a cupula de Londres", diz a reportagem. Segundo o FT, a ideia do governo era contratar empresas lobistas e empresas de RP para atuar junto aos paises prioritarios. As iniciativas incluiriam a promocao de campanhas de midia, para "elevar o perfil do encontro para o publico geral e para os formadores de opiniao, facilitando uma tomada positiva de decisoes". Mas no fim, diz a reportagem, o contrato de lobby de cerca de R$ 1 milhao nao foi outorgado. O governo britanico respondeu que a lista "nao e em absoluto uma hierarquia firme dos Estados mais importantes para as nossas relacoes politicas". Leia mais sobre G20 (webremix.info)


Crescimento global deve ser abaixo de zero, diz diretor do FMI

O diretor-geral do Fundo Monetario Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, afirmou que o crescimento economico global pode cair para menos de zero em 2009 pela primeira vez nas ultimas decadas. A previsao de Strauss-Khan e mais pessimista do que a atual previsao oficial do FMI, de 0,5% de crescimento."O FMI espera que o crescimento global desacelere para abaixo de zero este ano, o pior desempenho na maior parte de nossas vidas", disse. O diretor do FMI acrescentou que a queda mundial nos indices de confianca do consumidor significa que o comercio global esta caindo a uma taxa alarmante. O Banco Mundial tambem afirmou, na segunda-feira, que espera que a economia mundial encolha em 2009. Em um discurso na abertura de uma conferencia de dois dias do FMI em Dar es Salaam, na Tanzania, o diretor do FMI afirmou que, apesar de a crise ter sido lenta para atingir os paises da Africa, seu impacto no continente sera forte. "O que temos certeza e de que a crise atingiu a Africa com forca. Nao era o caso no inicio da crise principalmente pelo fato de o setor financeiro da Africa ter pouca ligacao com o setor financeiro das mais avancadas economias do mundo", afirmou. "Desde o comeco afirmamos que haveria algum atraso, mas, no final das contas, a desaceleracao em economias avancadas tera consequencias na Africa, em paises de baixa renda em geral", acrescentou. O FMI preve que o crescimento na Africa subsaariana desacelere para cerca de 3% em 2009, metade da taxa de crescimento prevista anteriormente. Strauss-Khan afirmou que a crise podera reverter todas as melhoras recentes no desempenho economico da Africa. "O problema hoje e que com esta desaceleracao no nivel global com consequencias para a Africa, existe um risco real de que todos os beneficios que foram conseguidos com muito esforco na ultima decada possam se perder", afirmou. A conferencia de dois dias na Tanzania vai discutir que tipo de apoio externo o FMI e outros doadores entre os paises ocidentais poderao fornecer para diminuir o impacto da crise na Africa, que tem o mais alto indice de pobreza do mundo. O diretor do FMI afirmou que politicas normais de recuperacao fiscal nao sao o bastante para ajudar a Africa em meio a crise mundial. "Em muitos paises voce pode relaxar a politica monetaria para ajudar a diminuir o efeito da crise, em outros casos voce tem que reorganizar os gastos publicos para combater as consequencias da crise, mas e obvio que nao sera o bastante e, mais do que nunca, a Africa precisa de ajuda estrangeira." Strauss-Khan reconhece que atualmente, devido ao fato de paises doadores estarem sob pressao economica, e ainda mais dificil obter esta ajuda. Mas, ele calcula que, em 2009, "22 paises precisem juntos de US$ 25 bilhoes apenas para equilibrarem suas contas atuais. Claro que o FMI vai fornecer parte disso, mas nao temos todos os recursos necessarios". (webremix.info)


Economia mundial poderá contrair-se pela primeira vez em mais de 60 anos

Avisa o director do FMI, numa conferencia na Tanzania O crescimento mundial podera ser pela primeira vez em mais de 60 anos negativo este ano e os efeitos da crise serao particularmente severos em Africa, alertou hoje o director-geral do Fundo Monetario Internacional, Dominique Strauss-Kahn, numa conferencia na Tanzania, precisamente para avaliar o impacto da crise mundial no continente africano. (webremix.info)


Economia global pode ter contração em 2009, avisa FMI

SAO PAULO - A economia mundial pode apresentar contracao este ano pela primeira vez em decadas, acredita o diretor-gerente do Fundo Monetario Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn. Segundo ele, a continua desalavancagem das instituicoes financeiras combinada com a queda do consumo e da confianca empresarial estao pressionando a demanda global. A observacao foi feita durante conferencia em Dar-es-Salaam, na Tanzania, sobre como a Africa deve responder a crise. Em janeiro, o FMI tinha estimado um crescimento de 0,5% para a economia global em 2009.A projecao do Fundo veio poucos dias apos o Banco Mundial anunciar a possibilidade de a economia mundial contrair-se este ano. (Valor Online, com agencias internacionais) (webremix.info)


Alta do dólar beneficia EUA mas piora crise no exterior

Enquanto o mundo e tomado por ansiedade diante da continua crise financeira, o unico lugar que esta conseguindo atrair dinheiro com mais facilidade e, perversamente, o mesmo que deu inicio a todo o problema: os Estados Unidos. Investidores americanos estao abandonando empreendimentos no exterior e trazendo seus dolares para casa, confiando-os a suposta seguranca das acoes americanas. Alem disso, a China continua a comprar enormes quantidades da divida americana. Estas acoes estao elevando o valor do dolar e oferecendo a gestao Obama uma infusao crucial de financiamento conforme direciona trilhoes de dolares ao resgate de bancos e ao estimulo da economia, permitindo que o governo pague por estes esforcos sem aumentar as taxas de juros. No entanto, em uma economia global sitiada por uma prejudicial falta de confianca e capital, com os mecanismos de emprestimo e financiamento disfuncionais de Milao a Manila, a inclinacao do dinheiro para os Estados Unidos parece exacerbar a crise em outros locais. A busca por capital subitamente parece um jogo de valor nulo. Um dolar investido por bancos centrais estrangeiros e investidores em acoes do governo americano e um dolar que nao esta disponivel para paises do leste europeu que precisam desesperadamente refinanciar sua divida. Este e um dolar que nao chegara a Africa, onde muitos paises lutam com a perda da ajuda externa e do investimento estrangeiro. "Quase todos os paises de pouca renda estao em serias dificuldades", disse Eswar Prasad, ex-oficial do Fundo Monetario Internacional e professor da Instituicao Brookings, organizacao de pesquisa liberal de Washington. "Esta e a terceira onda de crise financeira", ele disse. "Paises de baixa renda estao sendo gravemente atingidos. O fluxo de capital para os mercados emergentes secou". O investimento de dinheiro privado em paises ditos emergentes despencou de US$ 928 bilhoes em 2007 para US$ 466 bilhoes no ano passado e deve ficar em torno de US$ 165 bilhoes este ano, de acordo com o Instituto Internacional de Financas. Isso nao quer dizer que os Estados Unidos estao gozando de um enorme fluxo de dinheiro. Globalmente, os investidores se seguram ao dinheiro e o recolhem de empreendimentos arriscados o mais rapido possivel. Nos Estados Unidos, os investimentos estrangeiros diminuiram visivelmente. Mas conforme os americanos se abstem de acordos estrangeiros e mantem seus dolares em casa, e os bancos centrais estrangeiros (especialmente o da China) compram contas do Tesouro, os Estados Unidos absorvem dinheiro que costumava ser distribuido por todo o mundo. Isso, por sua vez, torna a verba escassa no restante do mundo. Por PETER S. GOODMAN Leia mais sobre crise financeira (webremix.info)


Huíla: Famílias camponesas beneficiam de títulos de reconhecimento de posse de terra (NewsIsFree)


Queda lenta da inflação preocupa BC

BRASILIA - O Banco Central esta acompanhando atentamente a lenta queda da inflacao, que da sinais de ter se descolado da atividade economica. A producao industrial sofreu uma forte contracao em dezembro, de 14,5%, mas a inflacao acumulada em 12 meses apresentou uma queda bastante suave, passando de 6,3% para 5,8% entre setembro e janeiro.Outras economias, como os Estados Unidos e o Japao, convivem com o risco de deflacao. O tema foi levantado em palestra recente do diretor de Politica Monetaria do BC, Mario Toros, em seminario em Sao Paulo. Ele apresentou uma tabela que mostra como se comportaram a producao industrial e a inflacao em 13 paises desenvolvidos e emergentes a partir de setembro. A regra geral e a forte contracao na producao industrial, mas nem todas as economias tiveram queda proporcional da inflacao. A preocupacao e compartilhada por outros membros da diretoria colegiada do BC, que se mostram insatisfeitos com o lento recuo das expectativas inflacionarias. A inflacao prevista pelo mercado financeiro para 2009 passou de 5% para 4,66% de janeiro ate o dado mais recente da pesquisa de mercado do BC, divulgado na semana passada. Essa reducao nao guarda proporcao com a queda nas projecoes para o crescimento da economia, que passaram de 3,6% para 1,5% durante o mesmo periodo. Nos Estados Unidos, a producao industrial caiu 10% em dezembro, quando comparado ao mesmo mes do ano anterior. Os precos reagiram rapidamente. A inflacao acumulada em 12 meses passou de 4,9% para zero entre setembro e janeiro. Na Uniao Europeia, a producao caiu 12% em dezembro, e a inflacao encolheu de 3,6% para 1,1%. No Japao, a atividade industrial recuou 20,6%, e a inflacao saiu de 2,1% para zero. Os paises que tiveram queda da inflacao nao se restringem a economias desenvolvidas. Na China, em que a producao industrial se desacelerou de 11,4% para 5,7% entre setembro e dezembro, a inflacao passou de 4,6% para 1% entre setembro e janeiro. No Chile, a producao industrial caiu 3,7% em dezembro, e a inflacao recuou de 9,2% para 6,3% entre setembro e janeiro. A Africa do Sul tambem teve uma queda importante na inflacao. Alem do Brasil, o grupo de economias que, a despeito da forte desaceleracao economica, nao apresentaram reducao expressiva da inflacao inclui Russia, India, Colombia e Mexico. Na apresentacao, Toros mostrou que a principal diferenca entre um grupo de paises e outro e a flexibilidade de precos. Paises com precos mais flexiveis, como Estados Unidos e Uniao Europeia, respondem mais rapidamente a desaceleracao economica. Em paises com precos mais rigidos, caso do Brasil, os precos demoram mais para cair. A apresentacao feita por Toros faz parte de um esforco feito pela diretoria colegiada do BC para mostrar que, na crise mundial, as economias nao apresentam um padrao unico - por isso as respostas de politica economica, sobretudo medidas monetarias, nao devem ter necessariamente mesma direcao e intensidade. No inicio de novembro, em reuniao em Sao Paulo de banqueiros centrais do G-20, banqueiros centrais de todo mundo divulgaram documento defendendo que os paises produzissem estimulos fiscais as suas economias. Na ocasiao, o presidente do BC, Henrique Meirelles, enfatizou que o documento final tambem dizia que ficava a cargo de cada pais decidir os rumos de sua politica monetaria com foco na manutencao da estabilidade dos indices de precos. As estatisticas divulgadas a partir de entao, que mostram forte contracao na atividade economica, incluindo queda na producao industrial e aumento da taxa de desemprego, intensificaram a pressao sobre o BC para que a politica monetaria convirja para os padroes dos paises desenvolvidos - isto e, forte cortes dos juros basicos, que cairiam abaixo das taxas naturais, para evitar uma queda mais forte da atividade economica. O BC, por outro lado, tem insistido que, para os juros convergirem para os padroes observados em outros paises, e necessario tambem que a inflacao tambem convirja para patamares mais baixos. Os economistas do setor privado esperam expansao de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009, bem abaixo dos 3,2% previstos pelo BC no relatorio de inflacao de dezembro. Na teoria, um crescimento tao pequeno do PIB deveria levar a uma inflacao mais baixa, a nao ser que os analistas economicos estejam preocupados com outros riscos inflacionarios, como a rigidez de precos ou o provavel repasse da desvalorizacao cambial recente para os precos internos. Na crise atual, paises com sistema de precos mais flexiveis tiveram queda mais forte dos precos. E o caso dos Estados Unidos, cujo indice de precos ao consumidor incorporou quase que instantaneamente a queda dos precos de " commodities " . " Nos Estados Unidos, a queda da cotacao do petroleo bate quase imediatamente nos precos das bombas de gasolina " , afirma o economista Elson Teles, da Concordia Corretora. Os custos de transportes encolheram 12,1% nos Estados Unidos nos 12 meses terminados em janeiro, puxados pela queda do preco do petroleo. Na China, os alimentos tem um peso muito grande na cesta de consumo. Os precos subiram no inicio de 2008, com a bolha nos precos das " commodities " , e recuaram fortemente no ultimo trimestre do ano, quando a crise se espalhou pelo mundo. Ja no Brasil, avalia o BC, existe uma grande persistencia inflacionaria. Essa visao e compartilhada por parte dos analistas economicos. " Convivemos com inflacao alta por decadas, por isso a cultura inflacionaria e a inercia sao maiores por aqui " , afirma Teles. Ele cita o exemplo das mensalidades escolares, preco livremente determinado pelo mercado. No inicio de 2008, os aumentos ficaram entre 4% e 5% e, nesse ano, subiram para a faixa entre 6% e 7%. " Em 2007, a inflacao foi mais baixa, por isso as escolas aplicaram reajustes menores nas mensalidades em 2008 " , afirma Teles. " Em 2008, a inflacao foi mais alta, e as escolas estao fazendo um repasse ainda maior para as mensalidades neste ano. " Ha outros precos, afirmou, que dependem mais da inflacao passada do que do nivel de atividade economica. " E o caso dos precos administrados e de alguns servicos " , disse Teles. O repasse da queda dos precos de combustiveis, por exemplo, nao e feito de forma automatica, como nos Estados Unidos. Alem da rigidez, existe ainda o risco de repasse da desvalorizacao cambial para a inflacao. Esse e um fantasma que preocupa tambem outras economias emergentes, como o Mexico, cujo BC reduziu o juro basico ha duas semanas em apenas 0,25 ponto percentual, abaixo da queda de 0,5 ponto esperada pelo mercado. O BC do Mexico expressou sua preocupacao, em comunicado divulgado ao mercado, de que desequilibrios nas contas externas levem a novas rodadas de depreciacao cambial, que, por sua vez, pressionariam a inflacao. (Alex Ribeiro | Valor Economico) (webremix.info)


Menino de dois anos é o 56º caso de gripe aviaria no Egito

CAIRO - Um garoto egipcio de dois anos de idade contraiu o virus da gripe aviaria e esta em estado grave, informou neste domingo o Ministerio da Saude a agencia de noticias estatal. Esse foi o 56o caso da doenca no pais. O ministro-assistente da Saude, Nasr el-Sayyed, disse a Agencia de Noticias do Oriente Medio (MENA) que o garoto, Youssef Abdel-Azim, da provincia de El-Fayoum, no centro do Egito, apresentou sintomas na quarta-feira apos ter entrado em contato com aves mortas. Ele recebeu a droga antiviral Tamiflu e permanece em estado grave e respirando com a ajuda de aparelhos em um hospital no Cairo, disse Sayyed, de acordo com a agencia. O Egito e um dos unicos paises afetados pela gripe aviaria que nao oferece indenizacao a produtores quando as aves sao abatidas, o que especialistas dizem ser o melhor jeito de assegurar a rapida deteccao de novas epidemias. Cerca de cinco milhoes de egipcios dependem da avicultura como principal fonte de alimento e renda. Desde 2003, o virus H5N1 infectou 408 pessoas em 15 paises e matou 254 delas. Devido a doenca, que se espalhou por 61 nacoes da Asia, Europa e Africa, 300 milhoes de aves foram mortas ou separadas. Enquanto o H5N1 raramente infecta uma pessoa, especialistas temem que ele possa sofrer uma mutacao para uma forma de facil transmissao, espalhando uma epidemia que poderia matar dezenas de milhoes de pessoas e causar uma queda na economia global. (Por Alaa Shahine) (webremix.info)


Mugabe comemora 85 anos e adverte que continuará confiscando terras

HARARE - Milhares de seguidores do presidente do Zimbabue, Robert Mugabe, se reuniram hoje para ve-lo cortar o bolo de seu 85º aniversario anos e ouvir um discurso no qual disse que continuara confiscando terras de fazendeiros brancos. AP Presidente do Zimbabue Robert Mugabe come bolo durante as comemoracoes de seu aniversario de 85 anos na cidade de Chinhoyi Esta e a primeira vez, desde que em 1980 o pais se tornou independente do Reino Unido, que Mugabe, que fez aniversario no dia 21 de fevereiro, comemora seu nascimento sem ter o poder absoluto do pais, pois ha duas semanas se viu obrigado a formar um Governo de uniao nacional com o opositor Morgan Tsvangirai. Enquanto a ONU calcula que 7 dos 12 milhoes de habitantes do Zimbabue precisarao ajuda alimenticia este ano para sobreviver, o partido de Mugabe, a Uniao Nacional Africana do Zimbabue-Frente Patriotica (Zanu-PF), disse ontem que a festa custaria US$ 250 mil, embora os meios oficiais tenham reduzido hoje o valor para US$ 10 mil. Tsvangirai, que em principio tinha anunciado que participaria da festa, cujo custo causou escandalo e polemica devido a atual situacao do pais, mudou de ideia e decidiu nao comparecer, disse a Agencia Efe um de seus assistentes, que precisou que era "um ato do Zanu-PF, e nao um ato do Estado". Com traje cinza e lenco vermelho da Zanu-PF, Mugabe, acompanhado por sua esposa, Grace, e dois de seus tres filhos, percorreu o tapete vermelho colocado nos jardins da Universidade de Chinhoyi em direcao aos dois grandes bolos decorados com as cores da bandeira do Zimbabue feitos para a festa. Depois que o governante cortou os bolos, nos quais se lia "longa vida a Mugabe", garcons elegantemente uniformizados os distribuiram aos convidados, enquanto um coro cantava "Parabens" ao lider zimbabuano. A epidemia de colera que ja afetou nos ultimos meses mais de 83 mil zimbabuanos e causou cerca de quatro mil mortes nao esteve entre os temas do discurso de Mugabe, que, depois de comer seu pedaco de bolo, disparou sua furia contra os fazendeiros brancos. Mugabe qualificou de "sem sentido" a resolucao do tribunal da Comunidade para o Desenvolvimento da Africa Meridional (SADC), a qual pertence o Zimbabue, que considerou ilegal o confisco das terras de 70 fazendeiros brancos que recorreram a esta instancia. "Os fazendeiros que tiveram essas terras agora entregues a outras pessoas devem respeitar a lei e abandonar essas fazendas", disse Mugabe, sem atender a decisao do tribunal internacional, que e preceptiva para o Zimbabue. "Temos tribunais aqui no pais que podem determinar os direitos do povo", disse o presidente, em contradicao direta com o primeiro-ministro Tsvangirai, que esta semana ordenou o fim dos confiscos. Nas ultimas duas semanas, cerca de 80 fazendeiros brancos foram desalojados de suas terras em uma nova ofensiva por parte de funcionarios da Zanu-PF e de policiais ao servico do regime de Mugabe. Restam agora somente 300 dos 4 mil fazendeiros brancos que existiam no pais ha 10 anos. A caotica reforma agraria iniciada por Mugabe ha uma decada foi a grande responsavel por levar o pais a miseria, com a falta de alimentos e outras necessidades basicas, uma inflacao em niveis astronomicos e um desemprego de 94%, segundo organismos da ONU. Enquanto o pais pede bilhoes de dolares a comunidade internacional para sua reconstrucao, em sua festa Mugabe disse que "unidos (no Governo de coalizao) no esforco, saberemos realizar uma mudanca consideravel em nossa economia". A presenca dos partidarios de Mugabe no Governo fez com que permaneca a desconfianca da comunidade internacional e de diversos paises, como os da Uniao Europeia (UE) e os Estados Unidos, que mantem sancoes a membros de seu regime. Seus vizinhos da Africa Meridional asseguraram que vao buscar fundos para a reconstrucao do pais, mas nao garantiram quanto e, ontem mesmo, o Ministerio de Assuntos Exteriores sul-africano disse que sera preciso provar que o dinheiro realmente sera usado de modo adequado. Por Ryan Truscott Leia mais sobre: Zimbabue (webremix.info)


Lucas Mendes: O pão nosso do Francisco

"Preto e carro e sapato, afro-brasileiro e palhacada. Eu sou negro." Jose Francisco da Silva Filho, mais conhecido como Francisco Sampa, de Recife, filho de parteira e benzedeira, foi operario de construcao quando chegou aos Estados Unidos. Hoje e jornalista e produtor de eventos em Nova Jersei. Vai publicar seu primeiro livro, Um Jornalista Brasileiro Negro na Terra de Obama , uma colecao de artigos do seu blog e do jornal Brazilian Press com sede em Newark, Nova Jersei com circulacao em dez estados americanos. Francisco saiu de Recife para Sao Paulo e "la, quando nao da certo, so ha duas opcoes. Voltar pro Recife ou vir para Nova York". Foi parar em Nova Jersei onde esta ha 22 anos e e figura popular numa das maiores comunidades brasileiras nos Estados Unidos. Durante cinco anos foi presidente da Brazilian American United Association (BAUA), uma organizacao sem fins lucrativos com o objetivo de dar assistencia ao imigrante brasileiro. Entre as funcoes do Francisco, como presidente, estava a de levar defuntos de volta para o Brasil. So em julho do ano passado morreram seis. Francisco nao levou todos os corpos, mas, com um deles, saiu daqui no domingo ao meio-dia e foi chegar em Itabirinha de Mantena na terca de manha, com o corpo em avancado estado de putrefacao. Ele e o corpo ficaram horas engarrafados na estrada por causa de um acidente que matou sete. So nas prisoes de Newark ha entre 30 e 40 brasileiros presos e em Connecticut ha muito mais. Francisco faz visitas, ouve estorias, tenta ajudar. Alguns sao pobres coitados presos porque estao ilegais no pais, mas Francisco conta que ha um numero cada vez maior de criminosos. Ha 20 anos era raro um crime na comunidade. Hoje sao frequentes, diz ele. Sabe de casos: familias ajudam o parente a fugir da prisao no Brasil e despacham o foragido para ca, via Mexico. Em pouco tempo esta no crime. "Estou bem com o padre e com as putas", diz Francisco. "No saldo geral, a contribuicao da comunidade brasileira e positiva mas nunca tivemos tantos bandidos e pilantras como agora. As pessoas esperam que a salvacao venha de cima, como a chuva". "So em Newark ha 30 restaurantes brasileiros e muitos empregados sao explorados por outros brasileiros. Uma cozinheira deveria receber US$ 14 por hora. O patrao paga US$ 6 e, alem disto, sonega os impostos. Rouba do empregado e do governo. Sao dois crimes". A questao racial aparece nas cronicas e reportagens do Sampa. "O Brasil e racista. Negros sao 13% da populacao nos Estados Unidos. Negros e pardos sao 50% da populacao brasileira... o pais de Lula e mais racista que o pais de Bush e Obama ... Nosso racismo, como nossa economia e informal ... Salvador, a maior metropole negra fora da Africa, nunca elegeu um prefeito negro. Nova York elegeu David Dinkins. Agora nao sabemos nos desfazer desta heranca maldita da escravidao que mesmo no seculo 20 permanece escancarada..." O consulado faz o que pode, mas pode pouco e nao tem pessoal suficiente. O apoio e mais moral do que legal. Francisco Sampa nao tem religiao, mas anda tao pessimista que escreveu uma oracao para Obama: "Santo Obama que estais na Casa Branca. Santificado seja o teu mandato. Venha a nos a vossa bondade. Seja feita a vontade do povo, em todas as partes da terra e tambem do ceu. Que nao falte o nosso pao de cada dia. Perdoai, Obama, aqueles que te ofenderam (ja comecaram as criticas). Assim como nos perdoamos aos nossos credores, cobradores das nossas hipotecas. Nao nos deixai desempregados e sem casa pra morar. Livrai-nos da imigracao, Que toda nacao de indocumentados seja legalizada. Amem." Que Deus e Obama te oucam, Francisco. (webremix.info)


Ban viajará à África para estreitar contato com o continente

Nacoes Unidas, 18 fev (EFE).- O secretario-geral da ONU, Ban Ki-moon, iniciara na proxima semana uma viagem pela Africa para estreitar os contatos com o continente e participar da conferencia internacional em apoio a economia palestina que sera realizada em 2 de marco no Egito.A porta-voz da ONU, Marie Okabe, anunciou hoje que, no inicio da proxima semana, Ban ira para a Africa do Sul, a primeira escala de sua viagem, onde se reunira com o presidente Kgalema Motlanthe. Em sua estadia no pais, deve se reunir com os responsaveis dos ministerios das Financas e do Meio Ambiente, assim como com o ex-presidente Nelson Mandela. Da Africa do Sul, o secretario-geral da ONU ira a Tanzania, um dos locais onde e aplicado o plano-piloto "Uma ONU", que tenta coordenar, em cada pais, os trabalhos das diversas agencias da organizacao. Ban aproveitara sua estadia na nacao para se reunir com o presidente do pais, Jakaya Kikwete, assim como com a comunidade academica e diplomatica de Dar es-Salaam, disse Okabe. A porta-voz afirmou que, durante o deslocamento aereo da Tanzania a Ruanda, a aeronave sobrevoara o Monte Kilimanjaro para que o secretario-geral possa observar a geleira que derrete na cupula da montanha. Em territorio ruandes, visitara a sede do Tribunal Penal Internacional para Ruanda na cidade de Arusha, e, dali, se deslocara a Kinshasa, a capital da Republica Democratica do Congo (RDC), para se reunir com o presidente Joseph Kabila, parlamentares e membros da sociedade civil congolesa, acrescentou. Okabe informou que Ban aproveitara a proximidade com Ruanda para ir a Kigali e se reunir com o presidente Paul Kagame. A visita do secretario-geral pelo continente africano concluira com a participacao, em 2 de marco, na conferencia internacional de apoio a economia palestina no balneario egipcio de Sharm el-Sheikh, que sera presidida pelo Egito e pela Noruega. EFE jju/db (webremix.info)


Ban viajará à África para estreitar contato com continente

O secretario geral da ONU, Ban Ki moon, iniciara na proxima semana uma viagem pela Africa para estreitar os contatos com o continente e participar da conferencia internacional em apoio a economia palestina que sera realizada em 2 de marco no Egito. (webremix.info)