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Relação do déficit em conta corrente do Brasil com economia é moderada

O déficit em transações correntes do país tem magnitude “moderada†em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, na comparação com outros países com notas de classificação de risco de investimento semelhantes ao do Brasil.

Metade dos dez países analisados pelo BC - Ãfrica do Sul, Croácia, Romênia, Hungria e Ãndia - apresentam déficits em conta corrente em relação ao PIB, superiores ao 1,3% registrado pelo Brasil. A conclusão é do Banco Central (BC), que divulgou nesta terça-feira o documento Evolução dos Indicadores de Sustentabilidade Externa – Atualização.

"A média aritmética da amostra, sem ponderação pelo tamanho de cada economia, é de –2,4%, déficit superior ao observado para a economia brasileira atualmente. Note-se que a média, excluindo-se a Rússia, país que é grande exportador de petróleo e correlatos, alcança -3,3%â€.

A conta corrente engloba balança comercial (exportações e importações), serviços e rendas e as transferências unilaterais. No primeiro semestre deste ano, o resultado negativo em transações correntes chegou a US$ 17,402 bilhões, o maior da série histórica, iniciada em 1947.

No acumulado de 12 meses até junho, o déficit é US$ 18,1 bilhões, o que equivale a 1,32% do PIB. Em termos históricos, afirma o BC, a média do saldo em transações correntes atingiu –1,75% do PIB, de 1947 a 2007.

O documento também informa que o déficit em conta corrente previsto para este ano será o primeiro depois de cinco anos seguidos de superávits, “que constituíram fato inédito na história econômica nacionalâ€. O motivo para essa mudança é principalmente o aumento das remessas de lucros e dividendos de empresas filiais no Brasil a matrizes no exterior.

Outro fator foi a redução do superávit comercial, com importações crescendo em ritmo superior ao das exportações. As viagens internacionais também contribuem para esse déficit, uma vez que o dólar mais baixo estimula a ida de brasileiros ao exterior.

O BC reforça que o déficit em conta corrente será financiado pelos investimentos estrangeiros diretos (IED – caracterizados pelo interesse duradouro do investidor na economia) e também investimentos estrangeiros em carteira (renda fixa e ações), além de créditos comerciais e empréstimos diretos de médio e longo prazos.

“Esses ingressos líquidos têm proporcionado a manutenção do superávit do mercado de câmbio e a continuidade da política de fortalecimento das reservas internacionais do paísâ€.

O documento também ressalta que as reservas internacionais, que estão acima de US$ 200 bilhões, são suficientes para superar em mais de três vezes o valor das amortizações totais da dívida pública e privada com vencimento nos próximos 12 meses.

Segundo o BC, em 1999, as reservas internacionais chegaram a cobrir pouco mais da metade das amortizações da dívida com vencimento em 12 meses e 77,5% desse serviço na média entre 1995, ano em que se inicia a série, e 2002.

Em outra perspectiva, diz o BC, as reservas internacionais seriam equilaventes ao serviço total da dívida (juros e amortizações) com vencimento nos próximos 76 meses.

“Em todas as comparações utilizando os indicadores de sustentabilidade externa apontam hoje para maior solidez das contas externas do país, na comparação com a década anteriorâ€, conclui o documento.

O documento lembra que a dívida externa total líquida apresentou trajetória “favorávelâ€, passando de 32,7% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2002, para a posição credora de 1,5% do PIB em junho de 2008. A dívida externa líquida é o total da dívida externa deduzida das reservas internacionais, haveres de bancos comerciais e créditos brasileiros no exterior. O Brasil é credor externo porque as reservas internacionais e outros ativos são maiores do que a dívida externa.

A manutenção de um nível adequado das reservas é vista como uma forma de proteger o Brasil de crises externas e indica que o país é capaz de honrar com seus compromissos, o que melhora o risco país e reduz o custo de captação de recursos pelo setor público e privado. (webremix.info)


Zimbábue corta dez zeros da moeda para combater inflação

O Banco Central do Zimbábue anunciou que vai cortar dez zeros da moeda do país para combater a hiperinflação que assola a economia nacional. A partir de sexta-feira, dez bilhões de dólares zimbabuanos serão reduzidos para um dólar.

Segundo o diretor do Banco Central do país, Gideon Gono, computadores e calculadoras não conseguem mais lidar com tantos dígitos da moeda.

O índice de inflação oficial do Zimbábue – cerca de dois milhões por cento ao ano – é um dos maiores do mundo. Alguns analistas acreditam que a inflação real do país chega a nove milhões por cento.

Pela cotação atual, dez milhões de dólares zimbabuanos compram apenas um pedaço de pão.

Segundo o correspondente da BBC na Ãfrica do Sul, Peter Biles, a medida é outra tentativa desesperada de Gideon Gono de estabilizar a caótica economia do Zimbábue. (webremix.info)


Preço do petróleo e inflação dominam G8

A inflação dos alimentos não é a única preocupação dos países mais industrializados do mundo. A disparada nos preços do petróleo - que chegou a bater os US$ 140 o barril - também está na ordem do dia da reunião do G8, que começou nesta segunda e vai até quarta-feira, na Ilha de Hokkaido, no Japão. Líderes dos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha. Itália, Japão e Rússia temem o impacto da alta dos combustíveis na estabilidade da economia global e na trajetória do desenvolvimento.

Em reunião preparatória à cúpula, há cerca de 20 dias, os ministros de Finanças dos países membros do grupo pediram o aumento da produção de petróleo no mundo e ressaltaram a necessidade de aumentar a eficiência energética de todas as economias. Também defenderam a diversificação de fontes de energia. Nesse sentido, frisaram a necessidade de avançar nas pesquisas sobre biocombustíveis de segunda geração - produzidos a partir de matérias primas que não podem ser usadas como alimento. O mesmo foi defendido pelo primeiro-ministro do Japão, Yasuo Fukuda, na Conferência de Alto Nível sobre Segurança Alimentar da FAO, em Roma, no mês passado.

"Como os biocombustíveis representam oportunidades e desafios, é essencial a sustentabilidade da produção e de seu uso", diz o documento final da reunião de ministros de Finanças do G8. Eles pedem ainda atenção aos mercados de futuros, numa demonstração de que acreditam na especulação como uma das causas da elevação nos preços das commodities - tanto petróleo quando produtos agrícolas.

As conclusões serão levadas aos líderes do G8. Os mandatários também devem levar em conta os resultados da reunião de produtores e consumidores de petróleo, realizada no dia 22 de junho na Arábia Saudita. O encontro - do qual o Brasil participou como convidado - resultou em recomendações para a estabilização do mercado de petróleo, como o aumento das capacidades de produção e de refino e a regulação dos mercados financeiros.

Mais dois documentos devem ser agregados aos debates da cúpula anual do G8: um estudo do Banco Mundial sobre o impacto da alta dos preços das commodities nas perspectivas de desenvolvimento e uma proposta do Fundo Monetário Internacional para reforma dos programas de subsídios aos combustíveis fósseis.

Convite

O presidente francês, Nicholas Sarkozy, se mostrou a favor de expandir o Grupo dos Oito (G8), integrado atualmente pelos países mais industrializados e a Rússia. Sarkozy quer incluir as nações emergentes, entre elas Brasil e México. Em entrevista publicada nesta segunda-feira, pelo jornal japonês Yomiuri, Sarkozy diz que o G8 deveria promover o diálogo com as nações emergentes do G5, que é integrado por Brasil, China, Índia, África do Sul e México.

Sarkozy indicou que o G8 precisa expandir-se para demonstrar que toma decisões "com justiça", em referência à crescente relevância dos países emergentes no mundo. Ele afirmou este fim de semana em Paris que "não é justo nem razoável" que apenas oito países se reúnam para discutir os problemas do mundo, quando este é "universal".

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Bush criticará política chinesa em discurso na Ásia (webremix.info)


BID oferece US$ 500 mi para a AL enfrentar inflação (webremix.info)


Terceiro Mundo se posiciona diante da alta no preço da comida

A alta nos preços mundiais dos alimentos é um fato. Como tirar proveito disso uma vez que a agricultura ainda é a base da economia de muitos países em desenvolvimento? E como reduzir a vulnerabilidade destes países frente às cotações internacionais?

As indagações permeiam os debates da 12ª Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), que se realiza desde o dia 20 na cidade africana de Acra, em Gana. É unânime a avaliação de que é preciso incentivar produtividade, diversificação, investir em infra-estrutura logística e agregar valor à produção dos países em desenvolvimento.

- Reconhecemos que a produção e o comércio de produtos básicos são o sustento de milhões de pessoas, especialmente na África. A dependência dos produtos básicos é um sintoma de uma economia não muito competitiva - disse o chefe da delegação da Comissão Européia, John Clarke.

- A solução, no longo prazo, tem que ser a combinação de aumento da competitividade em produtos básicos e a diversificação, para que não dependam excessivamente de determinados produtos.

Como exemplo de ações nesta direção, citou programas da iniciativa Aid For Trade (Ajuda para o Comércio), como reforma na gestão das aduanas, apoio ao setor produtivo e ações sistêmicas orientadas para o investimento, como construção de infra-estrutura de transporte e energia e apoio aos setores produtivos.

Clarke também acredita ser preciso criar condições para que o mundo em desenvolvimento possa se beneficiar de maneira positiva e sustentável dos elevados preços das commodities agrícolas.

- É necessário que os países que se beneficiam deste aumento de preços comecem a pensar no investimento sustentável de longo prazo deste lucro, e em meios para distribuir os ingressos de maneira equitativa entre a população - opinou. Para que isso ocorra, segundo ele, é necessária uma governança estatal de qualidade.

Carlos Márcio Cozendey, diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, defendeu o uso da tecnologia para melhor proveito da alta dos preços de produtos básicos.

- Há quem pense que a Agricultura é menos importante do ponto de vista da tecnologia e é justamente o contrário. Pode e deve ser intensiva do ponto de vista tecnológico - afirmou.

A carência logística dos países em desenvolvimento foi apontada por diversos países. O ministro de Comércio da Uganda, Nelson Gaggawala, citou a carência de infra-estrutura de armazenamento e transporte como um dos grandes empecilhos para os países mais pobres.

- Se queremos tirar proveito dos preços internacionais temos que buscar os alimentos nos lugares distantes onde são produzidos, mas para isso precisamos de estradas - exemplificou.

 Segundo ele, a falta de tecnologia e mesmo de frigoríficos para preservação de alimentos não permite competitividade à produção de países como Uganda.

- Não podemos competir com a tecnologia do Brasil - exemplificou.

Na avaliação do ministro de Comércio Internacional e Desenvolvimento de Exportações do Sri Lanka, G. L. Peiris, a falta de infra-estrutura logística é, inclusive, uma das principais causas da escassez de alimentos no planeta.

- As causas da escassez alimentar tem menos a ver com produção insuficiente do que com problemas de distribuição - afirmou.

- Não podemos competir com economias maiores produzindo os produtos habituais, temos que agregar valor. O Sri Lanka utiliza o látex para produção de botas cirúrgicas e pneus , por exemplo, agregando valor a nossos produtos de exportação", exemplificou.

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FMI alerta para risco de real forte sobre economia brasileira

A valorização do real na comparação com outras moedas internacionais pode ter impacto sobre a economia brasileira caso as turbulências no mercado financeiro se agravem. A avaliação é do Fundo Monetário Internacional (FMI), que nesta quarta-feira (8) divulgou relatório semestral sobre a estabilidade financeira mundial. Sob o título Avaliando os Riscos Estabilidade Financeira Global o estudo afirma que os países emergentes, como o Brasil e a Índia, estão atraindo o interesse de aplicadores internacionais de curto prazo. No entanto, alerta, o capital especulativo pode provocar danos a essas economias em caso de novas turbulências financeiras. De acordo com o relatório, a força de moedas como o real e a rúpia indiana, que se valorizaram nos últimos tempos, representa indício de que estejam ocorrendo operações de arbitragem, também conhecidas como carry trades (em inglês). Neste tipo de transação, os investidores tomam empréstimos em países com juros baixos, como os Estados Unidos, e aplicam em outros com taxas maiores, como as nações emergentes. No final, embolsam a diferença. Com as operações de arbitragem, aumenta nos países emergentes o fluxo de investimentos externos de curto prazo e que não criam empregos. O excesso de recursos externos empurra a cotação do dólar para baixo nesses países. A moeda norte-americana barata estimula o aumento das importações e dificulta as exportações. Com o passar do tempo, os países emergentes tornam-se cada vez mais dependentes do capital especulativo, que pode fugir em crises internacionais. Apesar das ressalvas quanto supervalorização do real, o FMI considera o Brasil mais bem preparado que no passado para lidar com a dependência de capitais externos, porque a economia tem crescido por causa do consumo interno. Além do Brasil, o FMI destaca que Colômbia, Islândia, Indonésia, Nova Zelândia, Turquia e África do Sul têm recebido grande volume desse tipo de investimento nos últimos tempos. Os recentes cortes de juros nos Estados Unidos, avalia o relatório, estimularam ainda mais as operações de carry trades. Nos últimos meses, o Federal Reserve (o banco central norte-americano) reduziu os juros básicos de 3% para 2,25% ao ano o maior corte em mais de duas décadas. No Brasil, no entanto, os juros básicos estão em 11,25% ao ano e podem subir neste mês. Segundo pesquisa com instituições financeiras divulgada nessa terça (7) pelo Banco Central, os analistas de mercado acreditam que o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentará a taxa Selic para 11,50% ao ano na reunião da próxima semana. No mês passado, o governo tomou medidas para conter a entrada de capital especulativo no país e passou a cobrar 1,5% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre as aplicações de investidores estrangeiros em renda fixa. O objetivo, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi o de conter a queda do dólar. Fonte: Agência Estado (webremix.info)


Globalização intensifica tráfico internacional

O fenômeno da globalização reflete em setores que vão além da economia mundial, passando, inclusive, por atividades ilícitas. A avaliação foi feita pelo diretor-geral da Polícia Federal (PF), Luiz Fernando Corrêa, ao falar hoje (25) sobre o treinamento policial unificado entre países da América do Sul e África para reduzir o tráfico de drogas para o continente europeu...

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Globalização intensifica tráfico internacional de drogas, avalia diretor da PF

O fenômeno da globalização reflete em setores que vão além da economia mundial, passando, inclusive, por atividades ilícitas. A avaliação foi feita pelo diretor-geral da PF (Polícia Federal), Luiz Fernando Corrêa, ao falar nesta segunda-feira sobre o treinamento policial unificado entre países da América do Sul e África para reduzir o tráfico de drogas para o continente europeu. "A movimentação de pessoas hoje está facilitada no mundo, as barreiras e fronteiras foram minimizadas. Além de ter relações institucionais, temos que ter uma operação operacional mais íntima. Assim como fomos buscar nos países mais experientes, queremos transferir conhecimento para países que estão um passo atrás em termos de capacidade de investigação e formação de efetivos." Corrêa reforçou que, na medida em que o país melhora suas relações comerciais e a capacidade de transporte, não só de pessoas mas também do próprio comércio legal, tais "facilidades" tendem a ser utilizadas pelo crime organizado. Leia mais (25/02/2008 - 14h29) (webremix.info)


'Guerra do Iraque custará US$ 3 trilhões'

A guerra do Iraque poderá custar aos contribuintes americanos mais de US$ 3 trilhões (cerca de R$ 5,1 trilhões), segundo o prêmio Nobel de economia Joseph Stiglitz. No livro A guerra de US$ 3 trilhões - O custo real do conflito no Iraque (em tradução livre), a ser lançado nesta semana, Stiglitz e a co-autora Linda J. Bilmes investigam os números por trás da guerra e os prejuízos para a sociedade.

- Quando fomos à guerra, o governo Bush disse que iria custar entre US$ 50 bilhões e US$ 60 bi. Na época, um economista da Casa Branca (Larry Lindsey), disse que o custo poderia chegar a US$ 200 bi. Ele foi demitido e sua declaração considerada bobagem. O custo estimado hoje é que exceda US$ 3 trilhões - disse Stiglitz.

Para dar a dimensão deste custo, Stiglitz explica que apenas um sexto da quantia seria suficiente para, por exemplo, resolver todos os problemas de seguridade social nos Estados Unidos pelos próximos 50 a 75 anos. Atualmente os Estados Unidos dão US$ 5 bilhões de ajuda à África por ano. Isso representa 10 dias de guerra no iraque. Se incluirmos os outros custos seriam 7 a 8 dias. Isso contra um ano de ajuda à África.

- Pelo custo de duas semanas de guerra, poderíamos acabar com o analfabetismo no mundo, estima Stiglitz.

O livro ainda compara este conflito com outros, anteriores, em que os Estados Unidos estiveram envolvidos. Esta é a segunda maior guerra dos Estados Unidos, depois do Vietnã, e a segunda maior em custos, depois da 2ª Guerra Mundial. Mas quando vimos o custo por soldado, este é ainda maior no Iraque. Segundo o economista, o custo de cada soldado na 2ª Guerra, em que 16,3 milhões de soldados americanos lutaram por quatro anos, foi de menos de US$ 100 mil (em valores ajustados para 2007), enquanto que a guerra do Iraque vem custando US$ 400 mil por soldado.

Stiglitz explica que, nesta guerra, uma das diferenças que contribui para o aumento do custo é que, normalmente, o número de soldados feridos em uma guerra corresponde a duas vezes o número de mortos, mas nesta guerra, segundo o economista, o número de feridos chega a 15 para cada soldado morto.

- Muitos desses ferimentos são problemas que os Estados Unidos terão que bancar pelos próximos 50 anos, e isso acrescenta ao custo da guerra, diz Stiglitz.

- Uma das razões para escrever o livro é uma tentativa de mostrar o que está acontecendo, disse o economista.

- A devastação é grande, afirma, em uma em cada cinco famílias com um soldado deficiente, uma pessoa terá que pedir demissão do emprego para cuidar dele, diz.

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Tony Blair será conselheiro do governo de Kagame

KIGALI, Ruanda (Reuters) - O ex-primeiro ministro britânico Tony Blair viajou para Ruanda neste sábado para aconselhar ao governo do presidente Paul Kagame, que é visto no ocidente como um dos mais progressivos da África. Blair prestará serviços gratuitamente ao governo, que está procurando transformar a economia e a imagem da nação africana após o genocídio de 1994, que matou aproximadamente 800 mil pessoas. (webremix.info)


Centro de Informação Empresarial é inaugurado sexta-feira (NewsIsFree)


Cunene: Futuros funcionários da Rede Nosso Super em formação (NewsIsFree)


Lunda Norte: Município do Cuango ganha novas infra-estruturas (NewsIsFree)


Huambo: Comuna da Tchipipa acolhe primeira festa do criador de gado (NewsIsFree)


Kwanza Sul: Pista do aeródromo do Sumbe está a ser reabilitada (NewsIsFree)


Malanje: Construção do BPC e do ´´Nosso Super`` em fase de conclusão em Caculama (NewsIsFree)


Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural trabalha no Huambo (NewsIsFree)


Belas Shoping regista 300 mil visitante mensalmente (NewsIsFree)


Benguela: Reparação de estradas proporciona relançamento da actividade económica nos municípios (NewsIsFree)


Mulher se torna invisível quando se discute macroeconomia, diz ministra

O impacto da macroeconomia na vida das mulheres da Índia, Brasil e África do Sul (grupo conhecido como Ibas) é o foco das discussões do Fórum Ibas, que tem como tema Gênero e Macroeconomia: uma abordagem de feminista. O encontro vai até esta terça-feira (22), em Brasília, reunindo especialistas dos países do grupo. Ao participar do encontro, a secretária especial de Políticas para as Mulheres, ministra Nilcéia Freire, disse que é preciso dar visibilidade o trabalho das mulheres. "As mulheres se tornam invisíveis quando se discute macroeconomia, quanto a sua contribuição no setor produtivo". Para Nilcéia, a desigualdade de gênero ainda é muito presente nos três países que compõem o Ibas. Por isso, é importante assegurar que os benefícios do progresso econômico sejam divididos de maneira igualitária entre homens e mulheres. A ministra de Obras Públicas da África do Sul, Angela Didiza, afirmou que é necessário pensar em maneiras de medir a contribuição do trabalho feminino, inclusive o doméstico, na economia. Ela ressaltou que a falta de valorização do trabalho feminino pode ser observada nos baixos salários pagos a mulheres no Brasil e na África do Sul. Para Didiza, o fórum é importante para compartilhar experiências e idéias. Ibas é uma estrutura para aprofundar, não só a integração econômica, mas também a cooperação entre as pessoas, afirmou a ministra. Angela Didiza considerou importante que a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres tenha status de ministério no Brasil. Segundo ela, na África do Sul existe um órgão semelhante também vinculado Presidência da República, mas sem a mesma autoridade. Fonte: Agência Estado (webremix.info)


Incertezas sobre economia global dominam G-8 no Japão (webremix.info)


Incertezas sobre economia global dominam G-8 no Japão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da reunião do G-8, nesta semana, no Japão, armado de duas mensagens: ao tratar da inflação, vai oferecer a produção agrícola brasileira como parte da solução; ao criticar a especulação em torno dos preços do petróleo e das commodities agrícolas, vai apontar um dedo acusador para as sete nações mais ricas e cobrar mecanismos para evitar que o mundo em desenvolvimento pague mais uma vez o preço de uma crise originada nos mercados financeiros centrais. Amparado pelos chefes de Estado do G-5 (Brasil, África do Sul, China, Índia e México), além do apoio prévio dos presidentes da América do Sul, Lula será uma espécie de porta-voz dos países que foram as principais vítimas das crises do petróleo, nos anos 70 e 80, e das dívidas, que se sucederam na segunda metade da década de 90. (webremix.info)


África do Sul dá status de cidadão negro a chineses

Um tribunal de Pretória, na África do Sul, decidiu nesta quarta-feira que os chineses que vivem no país passarão a ser considerados cidadãos negros. A mudança era uma reivindicação dos próprios chineses, que agora poderão se beneficiar das políticas governamentais que procuram acabar com o domínio dos brancos no setor privado da economia. (webremix.info)


Primeiros resultados das eleições do Zimbábue mantêm suspense

Autoridades do Zimbábue divulgaram nesta segunda-feira os primeiros resultados das eleições gerais realizadas no fim-de-semana, que indicam uma disputa apertada entre os dois principais partidos do país - pelo menos entre os votos para o Parlamento.

Os seis primeiros distritos apurados ficaram divididos igualmente entre o partido Zanu-PF, do presidente Robert Mugabe, e o Movimento para a Mudança Democrática (MDC, sigla em inglês), do opositor Morgan Tsvangirai.

A apuração completa das 210 cadeiras da Câmara baixa e das 60 do Senado deve durar alguns dias. Ainda não foram divulgados resultados referentes à eleição presidencial.

No fim de semana, cerca de 5,9 milhões de eleitores escolheram também entre quatro candidatos à Presidência e milhares de postulantes às 1,6 mil vagas para conselhos locais.

Se nenhum dos candidatos presidenciais superar 51% dos votos, um segundo turno será realizado em três semanas.

Os resultados foram anunciados após horas de incerteza e tensão - no domingo, a Comissão Eleitoral do Zimbábue não divulgou um resultado sequer, levando o oposicionista MDC a se proclamar vencedor das eleições, com base em resultados não-oficiais.

Observadores do pleito haviam manifestado preocupação com o atraso na divulgação dos resultados oficiais, em meio a temores de fraude por parte do presidente Mugabe, que nega as insinuações.

No domingo, o chefe de um grupo de observadores eleitorais disse não ter dúvidas de que as autoridades já sabem o resultado da votação.

- O atraso na divulgação dos resultados está gerando especulações de que alguma coisa pode estar acontecendo - disse Noel Kutuwa, chefe do Zimbabwe Election Support Network (Rede de Apoio às Eleições no Zimbábue, em tradução livre).

Já Marwick Khumalo, chefe da Missão Observadora Parlamentar Pan-africana, se disse preocupado.

- Esse é o tipo de atraso que começa a gerar problemas em um país - ele afirmou.

Em uma entrevista coletiva no domingo, o presidente da Comissão Eleitoral do Zimbábue, George Chiweshe, disse que apurar os resultados presidenciais, parlamentares e locais é um exercício nacional gigantesco.

Tensões

Segundo correspondentes no sul da África, Peter Biles, policiais patrulharam as ruas da capital, Harare, durante a noite, e os moradores receberam ordens para ficar dentro de casa.

O governo e as autoridades eleitorais fizeram um alerta ao MDC depois que o grupo anunciou ter vencido o pleito.

MDC diz que venceu eleições; governo desautoriza "especulação"

Vinte e quatro horas depois que os postos de votação foram fechados, simpatizantes do MDC começaram a comemorar. Os líderes do partido anunciavam ter conquistado 67% dos votos.

Os números do MDC são baseados em resultados parciais e não-oficiais enviados por seus cabos eleitorais em postos onde os votos estavam sendo contados.

Segundo  correspondente  não se pode chegar a conclusões definitivas até que sejam conhecidos os resultados dos redutos rurais do presidente Mugabe e de seu partido, Zanu-PF.

Mugabe, no poder há 28 anos, enfrenta o mais sério desafio ao seu regime, na busca por um sexto mandato desde que chegou ao poder em 1980, pouco depois da independência do Zimbábue da Grã-Bretanha.

A economia declinou 5% em 2006 e projeta-se uma queda de 6% para 2007. A taxa anual de inflação supera 100.000% e o desemprego de atinge 80% da população.

Um representante do Ministério do Exterior britânico, Mark Malloch-Brown, disse ser bem provável que Mugabe tenha perdido as eleições, apesar de grandes fraudes antes do dia da votação. Robert Mugabe nega qualquer tipo de fraude.

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Huíla: Famílias camponesas beneficiam de títulos de reconhecimento de posse de terra (NewsIsFree)


Sector das águas beneficia de USD 57 milhões do Banco Mundial (NewsIsFree)


Banco Mundial disponibiliza USD 30 milhões para projecto agrícola (NewsIsFree)


Malanje: BPC disponibiliza 100 mil dólares para crédito jovem (NewsIsFree)


Huambo: Complexo industrial da Caála reduz produção de sabão (NewsIsFree)


Malanje: Mais de 90 residências para jovens serão construídas na província (NewsIsFree)