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Representantes de mais de 30 países visitam Fenasucro

Ribeirão Preto, SP, 03 - Os 70 representantes de mais de 30 países da América Latina, Caribe e África, que estão no País para conhecer a experiência brasileira na produção e utilização do etanol de cana-de-açúcar, visitaram hoje a Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira (Fenasucro), em Sertãozinho (SP). Os técnicos assistiram à palestra sobre a atual situação da cultura como matriz energética no Brasil e no mundo, ministrada pelo assessor da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) Ângelo Bressan. (webremix.info)


Exportações brasileiras crescem acima da média mundial

 As exportações brasileiras registraram, em agosto, o segundo melhor saldo mensal do ano, com vendas de US$ 19,747 bilhões, contra US$ 20,451 bilhões do mês anterior. Na média diária, as vendas de agosto foram melhores que as de julho, mas o mês anterior teve dois dias úteis a mais, de acordo com Welber Barral, secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Segundo ele, as exportações de janeiro a agosto somaram US$ 130,843 bilhões, com crescimento de 29,3% sobre o mesmo período de 2007, “acima, portanto, do crescimento médio mundial, de 15,3% ao anoâ€. Destacou também que no acumulado dos últimos 12 meses as vendas somam US$ 189 bilhões, muito próximo da meta anual de US$ 190 bilhões, o que "deve provocar revisão da meta no próximo mês".

Barral disse que “tanto as exportações quanto as importações tiveram evoluções recordesâ€, em que pese as compras de produtos externos terem crescido mais e provocado menores saldos comerciais (exportações menos importações). O saldo de agosto, no valor de US$ 2,269 bilhões, foi 35,92% menor que em agosto do ano passado; e no acumulado do ano o superávit soma US$ 16,907 bilhões, com queda de 38,43% em relação a igual período de 2007.

O secretário de Comércio Exterior disse que os destaques nas exportações de produtos manufaturados em agosto, comparados ao mesmo mês do ano passado, foram gasolina (+121,4%), álcool etílico (+94,1%), óxidos e hidróxidos de alumínio (+74,2%), tratores (+48,2%) e aviões (+35,8%). Quanto aos semimanufaturados, as maiores vendas externas foram de produtosd de ferro/aço (+231,7%), ferro fundido (+153,4%), ferro-ligas (+76,3%) e óleo de soja (+55,2%).

Entre os produtos básicos, os maiores aumentos ocorreram nas vendas de minério de cobre (+224,1%), petróleo em bruto (+144,1%), minério de ferro (+110,1%), soja em grão (+75,1%), carne de frango (+ 69%), carne bovina (+49,3%), café em grão (+30,7%), carne suína (+29,4%) e farelo de soja (+23,5%).

Além do crescimento de tradicionais produtos da pauta de exportações, Welber Barral destacou, no grupo dos manufaturados, que “houve ampliação significativa de itens com pequena participação no rol de vendas brasileiras lá fora, o que mostra a continuidade do processo de diversificação da pauta brasileira de exportaçõesâ€. Entre eles, tubos flexíveis, soda cáustica, resíduos de petróleo como coque e betume, carbonetos, leveduras, produtos hortícolas e até farinhas e torresmos.

O secretário afirmou que “as vendas foram maiores em todos os principais blocos econômicosâ€, com destaques para a Ãsia (+76,3%), especialmente para a China, por conta principalmente de minério de ferro, soja em grão, siderúrgicos, combustíveis e carnes. Houve crescimento considerável também para a Ãfrica (+68%) em gasolina, açúcar, carnes, minérios, máquinas e equipamentos; para a Europa Oriental (+52,4%), Mercosul (+40,9%) e Oriente Médio (+31,7%).

As menores taxas de crescimento foram dos países mais diretamente afetados pela crise financeira no mercado imobiliário; razão porque as vendas para a União Européia aumentaram só 26% e para os Estados Unidos 18,8%. Apesar disso, os EUA continuam sendo nossos maiores compradores (US$ 2,411 bilhões no mês), seguidos de China (US$ 1,972 bilhão), Argentina (US$ 1,694 bilhão), Países Baixos (US$ 995 milhões) e Alemanha (US$ 786 milhões).

Barral ressaltou ainda que houve expressivo crescimento das exportações também para mercados não-tradicionais na pauta brasileira, como Islândia, Ilhas Virgens, Paquistão, Luxemburgo, Zimbabue e Chade, como resposta ao esforço de diversificação do comércio externo.

(webremix.info)


Exportações brasileiras crescem acima da média mundial

As exportações brasileiras registraram, em agosto, o segundo melhor saldo mensal do ano, com vendas de US$ 19,747 bilhões, contra US$ 20,451 bilhões do mês anterior. Na média diária, as vendas de agosto foram melhores que as de julho, mas o mês anterior teve dois dias úteis a mais, de acordo com Welber Barral, secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Segundo ele, as exportações de janeiro a agosto somaram US$ 130,843 bilhões, com crescimento de 29,3% sobre o mesmo período de 2007, "acima, portanto, do crescimento médio mundial, de 15,3% ao ano". Destacou também que no acumulado dos últimos 12 meses as vendas somam US$ 189 bilhões, muito próximo da meta anual de US$ 190 bilhões, o que "deve provocar revisão da meta no próximo mês". Barral disse que "tanto as exportações quanto as importações tiveram evoluções recordes", em que pese as compras de produtos externos terem crescido mais e provocado menores saldos comerciais (exportações menos importações). O saldo de agosto, no valor de US$ 2,269 bilhões, foi 35,92% menor que em agosto do ano passado; e no acumulado do ano o superávit soma US$ 16,907 bilhões, com queda de 38,43% em relação a igual período de 2007. O secretário de Comércio Exterior disse que os destaques nas exportações de produtos manufaturados em agosto, comparados ao mesmo mês do ano passado, foram gasolina (+121,4%), álcool etílico (+94,1%), óxidos e hidróxidos de alumínio (+74,2%), tratores (+48,2%) e aviões (+35,8%). Quanto aos semimanufaturados, as maiores vendas externas foram de produtosd de ferro/aço (+231,7%), ferro fundido (+153,4%), ferro-ligas (+76,3%) e óleo de soja (+55,2%). Entre os produtos básicos, os maiores aumentos ocorreram nas vendas de minério de cobre (+224,1%), petróleo em bruto (+144,1%), minério de ferro (+110,1%), soja em grão (+75,1%), carne de frango (+ 69%), carne bovina (+49,3%), café em grão (+30,7%), carne suína (+29,4%) e farelo de soja (+23,5%). Além do crescimento de tradicionais produtos da pauta de exportações, Welber Barral destacou, no grupo dos manufaturados, que "houve ampliação significativa de itens com pequena participação no rol de vendas brasileiras lá fora, o que mostra a continuidade do processo de diversificação da pauta brasileira de exportações". Entre eles, tubos flexíveis, soda cáustica, resíduos de petróleo como coque e betume, carbonetos, leveduras, produtos hortícolas e até farinhas e torresmos. O secretário afirmou que "as vendas foram maiores em todos os principais blocos econômicos", com destaques para a Ásia (+76,3%), especialmente para a China, por conta principalmente de minério de ferro, soja em grão, siderúrgicos, combustíveis e carnes. Houve crescimento considerável também para a África (+68%) em gasolina, açúcar, carnes, minérios, máquinas e equipamentos; para a Europa Oriental (+52,4%), Mercosul (+40,9%) e Oriente Médio (+31,7%). As menores taxas de crescimento foram dos países mais diretamente afetados ... (webremix.info)


Brasil busca mostrar força para defender pré-sal

Um exercício militar que "bem poucos países" têm capacidade de fazer será iniciado em pouco menos de um mês na região das recentes descobertas petrolíferas do pré-sal. Um dos principais objetivo, segundo um dos oficiais que coordena a operação, é mandar um claro sinal de que o Brasil está pronto para se defender.

Ao custo de 20 milhões de reais, a Operação Atlântico será realizada entre os dias 12 e 26 do mês que vem nas regiões das bacias de Santos, do Espírito Santo e de Campos e simulará uma situação de confronto em que a infra-estrutura da indústria petrolífera do país será alvo de um inimigo fictício.

- Isso não é uma despesa, isso é um investimento. É como se fosse um seguro - disse à Reuters o almirante Edlander Santos, subchefe de operações do Comando de Operações Navais da Marinha, força que comandará o exercício bélico.

- Normalmente todos fazem seguro do carro e não fazem seguro da casa. Esse é o seguro da casa - acrescentou.

Serão mobilizados 9 mil militares, cerca de 20 navios, entre 40 e 50 aeronaves, submarinos, um "número expressivo" de lanchas e 250 viaturas militares, entre caminhões de transporte, blindados e carros de combate. Mas a manobra não contará com porta-aviões.

O pré-sal é uma área que se estende por 800 quilômetros, do Espírito Santo a Santa Catarina, e pode conter bilhões de barris de óleo equivalente (boe). Somente no campo de Tupi, na bacia de Santos, a reserva estimada pela estatal é de entre 5 e 8 bilhões de boe.

Segundo o almirante Edlander, serão feitas diversas simulações durante a manobra militar.

- Nós teremos ataques a pontos centrais da infra-estrutura logística localizados na área de Macaé (RJ) e de São Sebastião (SP). Teremos a defesa das três bacias petrolíferas - disse.

- Isso é um grande exercício envolvendo as outras forças, não só no mar, mas também gasodutos, oleodutos, pontos estratégicos - afirmou.

Uma manobra como a Operação Atlântico não é corriqueira, por conta de sua magnitude. No ano passado, lembrou o militar, foi realizado um exercício de defesa do setor petrolífero, mas "ele se concentrou na área de Campos".

- (A descoberta do pré-sal) foi uma feliz coincidência. Nós já tínhamos decidido ampliar o exercício e veio a descoberta do pré-sal - disse.

Recado Interno

A Operação Atlântico também servirá para que seja feita uma avaliação das necessidades das Forças Armadas para proteger a infra-estrutura petrolífera do país. No planejamento da manobra, segundo o alimirante, já foram detectadas algumas carências que precisam ser resolvidas.

- Nós precisamos incrementar a aquisição de navios-patrulha. Estamos construindo alguns poucos. Para você ter uma idéia, especificamente para a defesa das plataformas, nós precisamos de 27 novos navios-patrulha - disse o almirante.

Atualmente, a Marinha trabalha na construção de duas dessas embarcações e já projetou a fabricação de outras cinco.

Segundo Edlander, a Marinha está em negociações com a Petrobras para uma parceria na qual a estatal colaboraria na aquisição dos equipamentos.

Recentemente, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu a liberação de recursos que são destinados à Marinha, oriundos dos royalties do petróleo, mas que ficam contingenciados pelo governo federal. Já o comandante da Marinha, almirante Júlio Soares de Moura Neto, reconheceu a atual fragilidade naval militar do país.

Recado Externo

Em meio à reativação da Quarta Frota da Marinha dos EUA - que tem como uma de suas missões ajudar a combater o narcotráfico na América Latina e no Caribe -, Edlander procurou minimizar o fato e disse que o recado que o Brasil quer enviar com o exercício não tem um destinatário específico.

- O Brasil não possui um provável contestador, um provável inimigo - disse. Mas para ele, é importante fazer uma sinalização porque ela evita o surgimento de "um desafiante".

- Dentro da visão moderna de planejamento você emite um sinal à comunidade internacional, emite um sinal a todos: estou pronto, estou preparado - concluiu.

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Ministro do Desenvolvimento diz que empresários não têm do que reclamar

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou nesta segunda-feira, em São Paulo, que o balanço das empresas, no primeiro semestre e também no ano passado, indica que o empresariado não tem do que reclamar, já que a rentabilidade das indústrias está maior até que a dos bancos.

- Acho que as empresas brasileiras estão tendo uma lucratividade alta e produção bastante grande - disse ao participar do encontro Ãfrica: Fórum de Negócios, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O ministro reconheceu que as reclamações são normais e disse ainda que o papel do empresário é insistir e reivindicar, assim como dos trabalhadores, e o governo tem que arbitrar essas reclamações.

- Eu reclamei muito quando estava do outro lado e acho absolutamente normais as reclamações - observou.

O ministro reforçou que embora o país esteja passando por um arrefecimento da inflação, é preciso ter cuidado. “Nó temos que ter cuidado para que a inflação não volte. Temos que ter atenção porque ela precisa não só arrefecer, mas voltar a patamares aceitáveis como eram antes desse processo de crescimentoâ€, alertou Miguel Jorge.

O ministro afirmou que o Brasil tem mantido boas relações, políticas e comerciais, com os países africanos, especialmente nos últimos três anos, já que a determinação do presidente Lula é a de que os países do continente sejam prioridade para o governo, tanto nas relações comerciais, quanto nas diplomáticas.

- As prioridades são as de estabelecer relações comerciais e participarmos do esforço de desenvolvimento de alguns países africanos - disse.

Ele ressaltou que existe um escritório da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na Ãfrica e está em fase de implantação um escritório da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) para colaborar no desenvolvimento da indústria de alguns dos países africanos.

- Acho que temos um grande esforço a fazer em aproximar cada vez mais os países africanos do Brasil - disse.

Miguel Jorge reforçou que o etanol pode ser um fator importante nessas relações, para dar condições de emprego no continente, ajudar o crescimento dos países e fazer com que passem a ser exportadores de produtos de maior valor agregado. A ABDI promove e executa  políticas de desenvolvimento industrial e sua gestão é supervisionada pelo Ministério do Desenvolvimento.

O ministro destacou que as vendas para a Ãfrica, no primeiro semestre, aumentaram 11,5%, totalizando US$ 5,3 bilhões, em comparação com o mesmo período do ano passado. Já as importações brasileiras cresceram 68,2% e totalizaram US$ 9,6 bilhões no período.

Assim, o déficit no comércio com a Ãfrica, até julho, é de US$ 4,3 bilhões, mas para Miguel Jorge, não significa desequilíbrio.

- Embora esses números sejam importantes, o negócio entre os países africanos e o Brasil ainda têm um enorme potencial de expansão em todos os setores econômicos - afirmou.

Para o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, Roberto Gianetti da Fonseca, a cooperação brasileira, do ponto de vista do relacionamento com a Ãfrica, é melhor do que o continente poderia ter com outros mercados. “O Brasil tem um conhecimento e uma atitude em relação à Ãfrica, e uma similaridade que ninguém mais temâ€, avaliou.

Para a embaixadora da Ãfrica do Sul no Brasil, Lindiwe Zulu, a proximidade geográfica entre a Ãfrica e o Brasil é um ponto positivo para o comércio entre os dois mercados.

- O Brasil tem mais afinidades com a Ãfrica e, por isso, o Brasil não deve temer a concorrência com a China - observou Zulu.

Segundo ela, o estabelecimento de uma relação comercial e cultural entre Ãfrica e Brasil é um processo de duas vias.

- A Ãfrica pode produzir o que o Brasil pode comprar e, daí, pode-se construir uma relação comercial forte - completou.

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Greve geral bloqueia indústria mineira na África do Sul

Greve geral bloqueia indústria mineira na África do Sul (webremix.info)


Doha, um erro perigoso

Ao dar sinais de que está disposto a aceitar a proposta encaminhada por Pascal Lamy, diretor-geral da Organização Mundial de Comércio (OMC), que prevê cortes tarifários médios de 54% da indústria nos países em desenvolvimento, o Brasil está dando dois passos atrás e guardando um tropeço mais para frente. Cria uma fratura irreversível na aliança dos países emergentes (G20) e estabelece impasses desnecessários no âmbito do Mercosul.

A declaração do chanceler Celso Amorim de que "na hora da verdade, as avaliações podem não ser as mesmas. Cada país terá de tomar a sua decisão" destoam totalmente da política, até então, adotada no plano externo pelo governo Lula.

Como destacamos em artigo recente, o fundamental é fortalecer o Mercosul e estreitar laços com Ãfrica do Sul, Ãndia e China. O que soa como pragmatismo é um preocupante indicativo de capitulação. O que está em curso em Genebra é tão cristalino como água de fonte. Doha, e a OMC-como-um-todo, assim como o GATT, velho antecessor, nada mais são que a cristalização da velhíssima divisão internacional do trabalho: os países outrora ditos "do terceiro mundo" entram com mão de obra e recursos naturais (a preços vis), e os países antes ditos "de primeiro mundo", com tecnologia e manufaturas (com alto valor agregado). Sub-Ricardo, "vantagens comparativasâ€, fórmulas tão velhas quanto o colonialismo, merecem um lugar de destaque em um antiquário, não na agenda de um governo que estabeleceu uma agenda de inserção soberana no mundo globalizado.

Bélgica e Suíça são famosas pelos chocolates; alguém sabe de algum pé de cacau em Flandres ou na Basiléia? A Alemanha é grande exportadora de cafés industrializados; o leitor já ouviu falar de cafezais no Ruhr? Os exemplos são tantos que não caberiam no espaço desse pequeno artigo. O que interessa é dissipar a cortina de fumaça, derrubar os sofismas que voltaram a embaralhar as cartas da mesa. A começar pelo que se convencionou chamar de luta pela redução de subsídios. Aqui, uma breve explicação se faz necessária.

Há subsídios e subsídios. A "exception culturelle" da França (apesar do uso feito pela direita francesa do conceito de multifuncionalidade), que visa também a preservar culturas e sociedades locais, é uma coisa; o protecionismo estadunidense em prol de gatos gordos daqueles "red states" cujos nomes começam por vogal, outra bem diferente.

Note-se que não ignoramos que, no caso europeu, a sustentação da renda dos agricultores está deixando de ser o pagamento para funções múltiplas, socialmente valorizadas, e não remuneradas pelo mercado, para se transformar em forma de garantir o lugar dos grandes produtores rurais no mercado mundial. Isso posto, há distinções e elas não podem ser ignoradas.

Os produtos primários, de petróleo a grãos, de há muito viraram "commodities", cujos preços são determinados nos mercados compradores sobre os quais o Brasil não tem qualquer ingerência, interferência ou influências. Qual a nosso grau de intervenção no jogo especulativo das Bolsas de Mercadorias de Chicago, Londres ou New York?

A contrapartida não é verdadeira; as cotações internacionais têm implicações no mercado interno, tanto em termos de oferta quanto de preços. Se a saca de arroz está com valor alto no mercado internacional, a troco de quê "nossos" arrozeiros vão querer vender prá mesa do "João", a não ser que ele pague preço de "John", "François" ou "Fritz", que ainda por cima bancam o custo de transporte?

O noticiário que destaca a pressão dos países ricos por abertura, pelos países pobres e "emergentes", de seus mercados "apenas" para bens industriais é, sem eufemismos, conversa mole pra "boi pirata" dormir. Afora os ditos "serviços" (bancos, finanças, seguros e resseguros, os serviços públicos ainda não "globalizados" etc.), há a agenda oculta das ditas propriedades industrial e intelectual, de medicamentos a "software", passando por toda a vastíssima "indústria do entretenimento".

Nesses termos e pelo exposto, a pergunta é se é mais vantajoso para o Brasil "fazer progressos" em Doha ou, em conjunto com outros paises, forçar o impasse? Tendo como meta a adoção de uma política econômica menos dependente de setores exportadores de produtos primários.

Quando o presidente Lula diz que â€o importante é que há decisão política de que nós podemos fazer um acordo, e ele será bom para todo mundo", comete um erro perigoso para quem construiu sua trajetória sob o fogo de negociações difíceis. Nada é “bom para todo mundo" quando o jogo é de soma zero. Estamos falando de imperialismo. Aquele que, para não deixar dúvidas, resolveu voltar a içar velar em águas latinas e caribenhas para garantir recursos naturais e um “mercado realmente livreâ€.

Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Observatório da Imprensa.

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Em Genebra, até agora, acordo mesmo foi apenas o das bananas, diz Amorim

As negociações em curso para resgatar um acordo global de comércio chegaram a um entendimento para a longa disputa sobre o comércio de bananas, disse o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim. Mas um dos porta-vozes da Comissão Européia, que está no ponto central da disputa sobre as bananas na Organização Mundial do Comércio (OMC), disse que as negociações não foram concluídas.

– Há um progresso bastante substancial sobre as bananas – afirmou a fonte.

Separadamente, o comissário de Agricultura da UE, Mariann Fischer, disse que as questões sobre o algodão ainda precisam ser resolvidas para destravar as negociações.

Processo difícil

Depois de uma semana de debates em torno de temas controversos, a troca de acusações agora é explícita nos corredores da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra. Os Estados Unidos acusam Ãndia e China de ameaçar o "delicado equilíbrio" da Rodada Doha, e a Argentina se distancia do Brasil no capítulo referente à abertura do setor industrial dos paises emergentes.

Um alto funcionário norte-americano enviou aos demais sócios da OMC um comunicado no qual afirma que a posição de Ãndia e China representa o "maior perigo" que a rodada já sofreu desde seu lançamento, em 2001.

No domingo, a negociadora norte-americana, Susan Schwab, já havia feito uma velada referência a esses países ao dizer que "um pequeno grupo de países emergentes" está "comprometendo o delicado equilíbrio" do processo.

A principal preocupação de chineses e indianos é proteger seus pequenos agricultores da abertura de mercados, que, segundo eles, poderia ameaçar a segurança alimentar nacional e levar milhares de trabalhadores à miséria. A China já anunciou que incluirá arroz, açúcar e algodão na lista de produtos especiais que poderá ficar livre de qualquer corte de tarifas de importação.

Além disso, apóia a exigência da Ãndia de facilitar a aplicação de um mecanismo de salvaguarda especial – flexibilidade que permitiria aos países em desenvolvimento voltar a subir as tarifas de importação para proteger-se de um acentuado aumento nas importações. No domingo, o ministro de Comércio indiano, Kamal Nath, afirmou que outros cerca de 80 países têm a mesma preocupação.

Concessões na indústria

A China também acusou os norte-americanos de pressionar os países em desenvolvimento a fazer concessões em setores industriais nos quais os Estados Unidos têm grande vantagem exportadora, como o de maquinaria, químico e automotivo. Nesse capítulo, a Argentina se soma às reclamações, distanciando-se do Brasil, seu sócio no Mercosul, que já se disse satisfeito com a abertura proposta para suas indústrias.

Lamy deve apresentar, nas próximas horas, um texto revisado para tentar aproximar as posições opostas, mas seu porta-voz, Keith Rockwell, admite que será um documento cheio de espaços em branco.

– O objetivo é colocar no papel o que já foi tratado até agora para que as delegações tenham tempo suficiente para avaliar as propostas. Os temas sobre os que ainda não há convergência estarão em branco – explicou.

As principais pendências são a definição da lista de produtos tropicais que terão cortes mais rápidos nas tarifas de importação, o possível fim do sistema de preferências que dá vantagens às exportações dos países do bloco ACP (Ãfrica, Caribe e Pacifico) aos países ricos, e os subsídios dos Estados Unidos a seus produtores de algodão. Esses temas serão discutidos pelo Grupo dos Sete, cujas conclusões devem ser apresentadas, posteriormente, aos cerca de trinta ministros que participam das negociações em Genebra.

Na reunião desta segunda-feira com todos os membros da OMC, Lamy disse que "é hora de mostrar flexibilidade", já que o tempo "está se esgotando".

– Todos estão cansados e não podem ficar em Genebra para sempre – afirmou seu porta-voz, Rockwell.

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Europa propõe diminuir taxas sobre o etanol brasileiro

A União Européia ofereceu ao Brasil a chance de exportar mais etanol para os 27 países do bloco, como parte das iniciativas para tentar destravar as negociações da Rodada de Doha de comércio global. Em troca, a UE exigiria mais acesso aos mercados brasileiros, segundo o comissário europeu de Comércio, Peter Mandelson.

– Surpreendentemente, devido à importância dessa questão em Brasília, (o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso) Amorim pareceu minimizar o valor de tal oferta para o Brasil – escreveu Mandelson em seu blog.

A UE espera que grandes economias emergentes, como o Brasil, se abram mais a produtos industriais. Mandelson não deu detalhes sobre a oferta bilateral da UE ao Brasil, mas um diplomata disse que ela representaria a oportunidade de exportar quase 1,4 milhão de toneladas de etanol por ano para o bloco até 2020, sob uma tarifa menor do que o imposto-padrão, em torno de 40%.

A delegação brasileira afirma que desconhece a informação e acusa o negociador europeu de tentar "causar intrigas".

– É preciso ver a que tipo de proposta Mandelson se refere. Amorim já tinha falado que desconfiava que a UE tentaria estabelecer cotas para o etanol (o que limitaria a quantidade do produto que poderia ter acesso ao mercado europeu com tarifas reduzidas). Se essa foi sua proposta, então é lamentável – disse um integrante da equipe brasileira.

Momento crítico

O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, alertou, nesta sexta-feira, que as negociações da Rodada Doha atravessam um "momento crítico" e irão fracassar se não houver uma mudança radical na posição dos principais negociadores. Segundo Lamy, é preciso que os representantes consigam um "rápido progresso".

– A não ser que as posições mudem, e radicalmente, o acordo que todos vocês vieram fechar aqui esta semana não será possível, com todas as consequências que isso possa implicar – afirmou Lamy, segundo seu porta-voz, Keith Rockwell.

De acordo com o diretor geral, as negociações estão "em um momento crítico" e a aproximação das posições é "dolorosamente lenta depois de uma semana de reuniões a nível ministerial".

– Temos que mudar de marcha para aproveitar o pouco tempo que sobra – enfatizou o diretor em seu alerta aos cerca de 30 ministros reunidos em Genebra.

Flexibilidade

Lamy espera que Estados Unidos e União Européia melhorem suas ofertas de redução de subsídios e corte de tarifas de importação no setor agrícola.

Ele também pede que os países em desenvolvimento, liderados por Brasil e Ãndia, sejam flexíveis no capítulo industrial em relação às cláusulas anti-concentração. Lamy espera também maior flexibilidade nos acordos setoriais com os quais se incentivaria um corte mais alto nas tarifas de setores específicos – algo que os americanos querem tornar obrigatório.

Ao chegar à sede da OMC nesta sexta-feira, Celso Amorim voltou a dizer que era o dia do "vai ou racha".

Ainda assim, o ministro estava bem-humorado. Questionado sobre sua opinião acerca de um possível acordo nesta sexta-feira, Amorim disse que acreditava nessa possibilidade e enfatizou:

– Mas é que eu tenho muita imaginação – brincou.

Na miséria

O quinto dia de reuniões começa com apenas uma certeza: o Grupo dos Sete (Brasil, Ãndia, Estados Unidos, China, Austrália, Japão e a União Européia) volta a se reunir para tentar superar o impasse.

– O resto da agenda irá sendo definida durante o dia, dependendo do resultado dessa reunião – explicou Rockwell.

Segundo o porta-voz, o criticismo acerca desse sistema diminuiu, já que os demais países entenderam que o grupo restrito "reúne, em uma mesma sala, 80% do comércio mundial".

Ainda assim, os dez ministros africanos que participam das negociações cobraram que o Grupo dos Sete assuma as responsabilidades de sua liderança.

A Ãfrica é responsável por menos de 3% do comércio mundial e os ministros do continente culpam os altos subsídios dados por países ricos de ameaçar sua produção agrícola e torná-los dependentes de ajudas externas.

– Estamos aqui desde domingo, sendo pacientes. Mas é preciso que o G7 entenda que as questões que tem diante não são apenas seus interesses, e sim os interesses e as necessidades de todos nós – disse o ministro de Comércio do Kênia, Uhuru Kenyatta.

Seu homólogo de Burkina Faso, Mamadou Sanon, reclamou que a questão dos altos subsídios que Estados Unidos dão aos produtores de algodão ainda não tenha sido tratada.

– Os ministros dos países ricos podem negociar durante o tempo que quiserem, mas nós não podemos esperar eternamente. A indústria do algodão em meu país, da qual dependem milhares de vidas, está desaparecendo, e isso está aumentando a miséria – criticou.

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Compra de armas da Venezuela causa inveja ao Brasil, diz jornal

A aliança entre a Venezuela e a Rússia, pela qual o país latino-americano tem aumentado seu arsenal bélico, suscita a "inveja" do Brasil, afirma uma reportagem publicada nesta quinta-feira pelo jornal francês Le Figaro. A reportagem aborda a visita do presidente venezuelano, Hugo Chávez, ao colega Dmitri Medvedev, nesta semana.

A Venezuela, que já comprou o equivalente a US$ 4 bilhões em armamentos russos, "quer adquirir helicópteros MI 28, aviões de vigilância, tanques, sistemas de defesa aéreos e submarinos atômicos", diz o jornal.

"Hugo Chávez chegou a propor à Rússia instalar uma base (militar) em seu território." O jornal diz que, durante a visita, "o presidente Medvedev demonstrou seu apoio a Chávez sem ambigüidade".

"A Venezuela é o terceiro maior comprador da indústria de armamentos da Rússia, depois da China e da Índia, e o primeiro na América Latina".

"Para a Rússia, o reforço desta aliança é também um 'chega pra lá' em Washington. Uma resposta aos exercícios conjuntos das tropas americanas com o Exército da Geórgia, na semana passada, e às manobras diplomáticas da Casa Branca para instalar um escudo antimísseis na Tchecoslováquia (sic) e na Polônia".

Se a aliança entre Venezuela e Rússia inquieta os Estados Unidos, a modernização do arsenal venezuelano também "incomoda" o Brasil, diz o Figaro.

"Mais que inquietação, a Venezuela suscita inveja nos vizinhos, e especialmente no Brasil. A reativação, pelo Pentágono, da Quarta Frota, um corpo da Marinha americana encarregada de patrulhar as águas da América do Sul e do Caribe, provoca irritação crescente no seio da potência regional", argumenta o jornal.

Na visão do diário francês, é justamente a "preocupação em proteger os recursos naturais" que está na raiz do aumento da compra de armamentos na América Latina.

"Os brasileiros sublinham que esta decisão foi tomada pouco depois do anúncio da descoberta de reservas de petróleo com potencial de conter 90 bilhões de barris, que chacoalhou a geopolítica da região". (webremix.info)


EUA levam à Rodada de Doha proposta de 'enormes' cortes de subsídios

A mais recente proposta dos Estados Unidos para a Rodada de Doha foi transmitida, na manhã desta quinta-feira, pela representante comercial daquele país, Susan Schwab. Ela adiantou que os EUA estão dispostos a promover cortes "enormes" nos seus subsídios agrícolas e nas tarifas de importação dos produtos de países em desenvolvimento como o Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, como forma de avançar da Rodada de Doha, durante a reunião ministerial da semana que vem, em Genebra..

- Já sinalizamos nossa disposição para promover a abertura de mercados e disciplinas de subsídios sobre a mesa, no contexto de um acordo. A questão agora é se os países em desenvolvimento terão reciprocidade - disse Schwab em discurso na Associação Internacional de Comércio de Washington.

A negociadora embarca, neste fim de semana para Genebra, onde cerca de 40 autoridades mundiais discutem os rumos do comércio internacional, que inclui bens agrícolas e industriais, de modo a permitir uma conclusão da Rodada de Doha ainda em 2008, após sete anos de negociações. A reunião começa na segunda-feira e acontecerá até sábado, caso não seja inviabilizada por alguns dos participantes.

Além da crise banco-imobiliária em curso, a pressão sobre os EUA é pela redução de US$ 13 bilhões de dólares, por ano, nos subsídios oferecidos a seus produtores rurais e que influenciam nas condições de mercado. O preço das commodities, em alta; além de outros fatores na economia norte-americana, aliam-se para que o governo daquele país passe a precisar de uma alternativa à comercialização de sua safra agrícola.

Atualmente, os preços praticados por países ricos contêm níveis de subsídios muito além do que os governos de países pobres repassam aos seus fazendeiros. Ainda assim, os produtores rurais dos EUA alegam ser coagidos a trabalhar acima da capacidade de outros segmentos da economia (Indústria e Serviços), devido à decisão dos países em desenvolvimento de não abrir seus mercados.

Schwab não precisou cifras, mas leva na bagagem o limite da redução imaginada pela administração de George W. Bush. Segundo a funcionária, o destino da Rodada de Doha depende principalmente da abertura dos grandes mercados em desenvolvimento, como Brasil, Índia e China aos produtos industrializados nos EUA e na Europa, com a substancial redução das tarifas alfandegárias. Um erro de cálculo nesse sentido, porém, colocaria em risco a indústria nacional das nações em desenvolvimento, segundo analistas.

Schwb, no entanto, alega que mais de 80 dos países, os mais pobres da OMC, teriam de fazer aberturas nulas ou muito pequenas.

- A parte mais difícil na conclusão do acordo, sob muitos aspectos, é saber quando encerrá-lo. Em poucos dias essa será nossa meta, e sabemos que para isso será necessário algo além da liderança dos EUA - reconhece Schwab.

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Futuro da publicidade em debate em São Paulo (webremix.info)


Toyota começa a construir em 2009 a segunda fábrica no Brasil

O ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, anunciou nesta terça-feira a construção da segunda fábrica da montadora de automóveis Toyota no Brasil. A declaração foi feita após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Toyota no Mercosul, Shozo Hasebe, no Palácio do Planalto.

A construção da fábrica, em Sorocaba (SP), começará em 2009 e a produção dos veículos, somente em 2011. A expectativa é de que ao final do primeiro ano sejam produzidos 150 mil veículos de pequeno porte, destinados ao mercado interno e à exportação. Estima-se que sejam gerados 2,5 mil empregos diretos.

Embora negue que foram discutidos os valores a serem investidos na construção da fábrica, o ministro Miguel Jorge estima que os investimentos fiquem entre US$ 600 e US$ 700 milhões. Segundo ele, o presidente Lula demonstrou interesse de que os veículos sejam exportados para América Latina e África.

A primeira fábrica da Toyota no Brasil fica em Indaiatuba (SP) e produz 80 mil veículos do modelo Corolla por ano. Antes de optarem por construir a segunda fábrica também em São Paulo, os executivos da empresa se reuniram com governadores de outros estados como Rio de Janeiro e Bahia. (webremix.info)


GM vê fortes vendas na região da América Latina

DETROIT - As vendas da General Motors subiram cerca de 18 por cento no segundo trimestre na América Latina, África e Oriente Médio, num ponto positivo para a montadora norte-americana. A GM afirmou nesta segunda-feira que vendeu 346.100 veículos no segundo trimestre, um recorde no período para a empresa na região, acima da média de crescimento da indústria para o período, de 11,7 por cento. (webremix.info)


MP3: música online vai ajudar a África

A indústria da música é conhecida por apoiar causas através de eventos como Live Aid e Live Earth, que geram muito dinheiro e publicidade em um espaço de tempo relativamente curto. Porém na segunda feira a (RED), uma organização sem fins lucrativos que incentiva empresas a contribuírem com uma fatia de seus lucros em produtos que apóiam o combate à Aids na África, inicia um serviço de música digital com este mesmo propósito, e pretende operar no longo prazo. A nova empreitada já planeja lançar ... (webremix.info)


Saldo comercial de junho mostra ligeira recuperação no ano

O mês de junho registrou o segundo melhor saldo comercial do ano, com as exportações maiores que as importações em US$ 2,719 bilhões. Perdeu apenas para o saldo de maio, quando terminou a greve dos auditores da Receita Federal do Brasil (RFB) e foram contabilizadas as transações represadas em abril. Razão do superávit recorde de US$ 4,075 bilhões naquele mês, como explicou o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral.

Ele acredita que o bom desempenho da balança comercial no mês passado - “bem melhor que de janeiro a abril†- sinaliza recuperação. Segundo Barral, o saldo acumulado no primeiro semestre deste ano, de US$ 11,37 bilhões, é 44,7% menor que os US$ 20,579 bilhões registrados em igual período do ano passado, mas “comparativamente aos meses anteriores, junho mostrou que as exportações estão aumentando, tanto que teve a segunda maior média diária de vendas externas de toda a históriaâ€, atrás da média de maio.

No semestre, o Brasil vendeu ao exterior produtos equivalentes a US$ 90,645 bilhões, o que representa aumento de 23,8% em relação às exportações de janeiro a junho de 2007. Foi o maior volume de vendas externas de todos os tempos. Em contrapartida, as importações somaram US$ 79,275 bilhões, que foram as mais altas registradas até agora, com evolução de 50,61% na comparação semestral, em ritmo mais que dobrado em relação às exportações.

O secretário ressalvou, no entanto, que tomando-se apenas a comparação entre os meses de junho, deste e do ano passado, “a diferença foi menos acentuadaâ€, em razão de as vendas terem crescido 41,74%, contra compras 70,75% maiores. Diferença alta, ainda, segundo ele, mas comparativamente menor em relação à base semestral, e “acreditamos que o melhor ritmo das vendas deve se manterâ€.

De acordo com o secretário de Comércio Exterior, todas as categorias de produtos registraram valores recordes de vendas para meses de junho: básicos (US$ 7,586 bilhões), manufaturados (US$ 8,318 bilhões) e semimanufaturados (US$ 2,19 bilhões). O crescimento mais acentuado (de 80,8%) ficou com os produtos básicos, em especial petróleo em bruto, minério de ferro, soja e carne de frango. Os maiores compradores foram os Estados Unidos, China, Argentina, Países Baixos, Reino Unido, Japão, Alemanha e Emirados Ãrabes.

Em junho também houve aumentos de compras brasileiras em todas as categorias de produtos, com destaque para combustíveis e lubrificantes, que registrou aumento de 123,8% em relação ao mesmo mês de 2007, em decorrência principalmente do elevado preço internacional do petróleo. Os bens de consumo cresceram 52,9% em grande parte devido à internalização de automóveis da Argentina, Coréia do Sul e México. Os principais mercados fornecedores foram países do Oriente Mèdio e da Ãfrica, produtores de petróleo, adubos e fertilizantes.




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Greenpeace quer defender baleias, não baleeiros

A Comissão Internacional Baleeira (CIB) se reuniu na Ãºltima segunda-feira em Santiago, no Chile, para discutir temas como a manutenção da moratória à caça comercial de baleias e a criação do Santuário do Atlântico Sul. Para a organização não-governamental Greenpeace – que participa do encontro – a CIB precisa converter-se em uma entidade que protege as baleias e não os baleeiros.

A comissão foi criada em 1946 com o propósito de oferecer métodos eficazes para a conservação de baleias e, ao mesmo tempo, de tornar possível o desenvolvimento ordenado da indústria baleeira. Integram o CIB países como Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, Chile, Dinamarca, França, Nova Zelândia, Peru, Estados Unidos e Ãfrica do Sul.

Para a coordenadora do Programa de Baleias do Greenpeace, Leandra Gonçalves, o “real objetivo†do CIB consistia em fortalecer a indústria baleeira. Ela explica que, dos anos 80 para cá, com a entrada de países com visão conservacionista, a caça de baleias começou a ser questionada. Atualmente, 75 países integram a CIB – 42 são conservacionistas e 33, “baleeirosâ€. Os únicos que, segundo Leandra, praticam a caça de baleias são Japão, Islândia e Noruega.

O destaque negativo, de acordo com o grupo ambientalista, é direcionado ao Japão. Leandra acusa o país de praticar a compra de votos, sobretudo, de países pequenos africanos e caribenhos. “Eles acabam votando a favor de interesses baleeiros.â€

Além da moratória e da criação do santuário, o Greenpeace irá exigir, durante o encontro, que se mantenha uma maioria de países conservacionistas durante as discussões da comissão. “Para que leve a comissão a defender as baleias e não os baleeiros.â€

O grupo ambiental defende ainda a ação imediata dos países membros para reduzir as ameaças modernas às baleias, como a poluição, os sons subaquáticos e sonares, as colisões com navios, as mudanças climáticas e as redes de pesca.

Dados do grupo ambientalista apontam que só as redes de pesca matam 300 mil baleias e golfinhos todos os anos – o equivalente a um animal morto a cada 90 segundos.

Outra medida proposta pelos ativistas é que o governo japonês anuncie o fim do programa de caça científica no Santuário de Baleias do Oceano Antártico. Segundo a ONG, os estudos provocam a morte de mil baleias a cada temporada. A contra-proposta do grupo é que o Japão realize pesquisas não-letais, que possam beneficiar o meio ambiente da região.

- Eles usam uma brecha no texto da convenção que permite fazer caça com fins científicos mas não deixa de ser uma caça comercial, porque eles acabam utilizando esse material de pesquisa para venda comercial. A gente sabe que existem cerca de 4 mil toneladas estocadas em freezers no Japão, o que faz com que já não tenha uma saída ou um mercado muito forte para a carne de baleia no mundo.

Leandra reforça que, já no primeiro dia de reunião, há um clima de possível consenso e de diálogo pacífico entre os países membros.

- O que a gente ainda não sabe é se isso vai ser bom ou ruim.

O encontro termina na próxima sexta-feira.

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Setor bancário vai atrair ainda mais investimentos na América Latina

Apesar do tumulto financeiro, a indústria bancária da América Latina deve atrair volumes maiores de investimento, de acordo com um relatório recém-publicado do Economist Intelligence Unit (EIU). De fato, a grande maioria de executivos globais pesquisados espera uma participação maior de receitas da América Latina nos próximos cinco anos.

Essa tendência foi especialmente prevalente entre executivos da América do Norte. Hoje, 61% dizem que a região representa menos de 10% das suas receitas. Mas, indagados sobre seus planos nos próximos cinco anos, apenas 23% esperam uma participação tão pequena das suas receitas, de acordo com o relatório.
 
Segundo uma pesquisa que ouviu 208 executivos da área de serviços financeiros no mundo inteiro, a economia global deve ter um impacto maior nas operações das empresas a médio prazo, que as operações locais. O principal risco nesse cenário é o impacto da turbulência do mercado financeiro internacional nessa região. Embora percebida como tão vulnerável quantos outros mercados emergentes, a América Latina também é considerada mais forte do que em épocas passadas, um sinal de maior confiança nessa região entre investidores.
 
- A indústria bancária da América Latina ainda é relativamente subdesenvolvida. De acordo com o estudo, as instituições financeiras internacionais buscam maneiras de se capitalizar através da expansão das suas operações naquela região - disse Kim Andreasson, editor sênior de Pesquisa de Indústria e Gestão do Economist Intelligence Unit.
 
Segundo Richard Hartzell, presidente da MasterCard Worldwide América Latina & Caribe, "a importância da região da América Latina para o comércio global está crescendo. Mas, a oportunidade de desenvolver a indústria de serviços financeiros ainda é muito grandeâ€.

- Esse e outros fatores importantes para o desenvolvimento futuro da região são focados nos resultados do estudo do EIU e podem proporcionar uma visão melhor da região para empresas interessadas em investir na América Latina, entre as quais as empresas da indústria de pagamentos - disse.
 
De acordo com o relatório, o interesse na região deve vir principalmente da América do Norte (de acordo com 52% dos pesquisados). Além disso, a percepção das marcas de bancos estrangeiros na América Latina é positiva, em geral, de acordo com 88% dos pesquisados na América do Sul. Assim, o risco de rejeição entre consumidores deve ser menor se houver aquisições por empresas estrangeiras.

O estudo mostra, ainda, que o Brasil, o México e a Argentina são os mercados mais atraentes da região. Entre todas as pessoas pesquisadas, o Brasil é claramente a preferência para investimento (71%), seguido por México (43%) e Argentina (38%). Mas, executivos baseados na América do Norte preferem investir no México (58%) em vez do Brasil (53%) e Argentina (24%). Do outro lado, uma grande proporção de executivos da Europa Ocidental selecionou o Brasil como a sua prioridade (77%).

Varejo

O desenvolvimento econômico da região desencadeou uma expansão do mercado de consumo, hoje alvo das instituições financeiras e de crédito.  De acordo com a pesquisa, mais de um quarto (27%) esperam mais concorrência no setor bancário de varejo, comparado com 17% entre bancos de investimento, 15% entre serviços bancários empresariais e 12% no setor de financiamento para consumidores e cartões.

O estudo, intitulado Globalização alavanca a indústria bancária da América Latina foi  patrocinado pela MasterCard Worldwide América Latina & Caribe.

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Fim da greve da Receita impulsiona balança comercial de maio

Os números recordes da balança comercial, no mês de maio, decorrem do fim da greve dos auditores fiscais da Receita Federal do Brasil (RFB), encerrada no dia 12 do mês passado, ainda que maio seja tradicionalmente um período de comércio internacional bastante forte. A avaliação foi feita nesta segunda-feira pelo secretário de Comércio Exterior, do Ministério da Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, ao analisar os números da balança comercial divulgados mais cedo.

Ele disse que, depois de quatro meses relativamente fracos em termos de superávit comercial (exportações menos importações), o mês passado “teve melhora substancialâ€. Barral disse que, no entanto, os bons números divulgados hoje foram “engordados†pelo represamentos de registros aduaneiros não efetuados em abril, no auge da greve dos auditores fiscais.

O secretário explicou que a regularização das exportações e da importações de maio, no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), zerou as pendências de registros aduaneiros de abril. Ele calcula que, em abril, deixaram de ser registradas cerca de US$ 1,2 bilhão de vendas embarcadas, mas não registradas pela Receita, principalmente de petróleo, soja e minérios de ferro.

As exportações de maio chegaram a US$ 19,306 bilhões, valor nunca nunca alcançado antes tendo como parâmetro o período mensal. Mas as importações também bateram recorde, com total de US$ 15,229 bilhões. O movimento possibilitou o bom saldo comercial de US$ 4,077 bilhões e, com isso, o superávit acumulado no ano sobe para US$ 8,655 bilhões – pouco mais da metade dos US$ 16,758 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

As exportações de 2008 somam até agora US$ 72,054 bilhões, com evolução de 22,2% em relação aos US$ 60,096 bilhões contabilizados em igual período de 2007, de acordo com o secretário. Mas as importações cresceram em um ritmo mais forte  e chegam a US$ 63,399 bilhões, com aumento de 49,2% sobre os US$ 43,338 bilhões registrados de janeiro a maio de 2007.

Barral explicou que os destaques nas exportações de 2008, até agora, foram os produtos manufaturados, com vendas equivalentes a US$ 35,689 bilhões, especialmente de óleos combustíveis (+84%), aviões (+52,3%), tratores (+36,7%), motores e geradores (+32,6%), pneumáticos (+24,4%) e máquinas para terraplenagem (+21,5%).

Em seguida, vieram as vendas de produtos básicos, que somaram US$ 24,418 bilhões. Os maiores aumentos nesse ítem foram das exportações de soja em grão (+68,4%), milho (+54,7%), farelo de soja (+53,4%), carne de frango (+47,5%), carne suína (+28,1%), petróleo (+25%), folhas de fumo (+22%), minério de ferro (+15,6%), café (+14,5%) e carne bovina (+9,3%).

Dentre os produtos semimanufaturados, que renderam US$ 10,008 bilhões em divisas para o país, os destaques foram ferro-liga (+91,5%), celulose (+49,2%), produtos de ferro e aço (+44%) e ferro fundido (+37,9%).

Segundo Barral, os principais destinos das exportações brasileiras no ano foram os Estados Unidos (US$ 10,2 bilhões), Argentina (US$ 7 bilhões), China (US$ 5,7 bilhões), Países Baixos (US$ 4,1 bilhões) e Alemanha (US$ 3 bilhões). Destes, o Brasil tem déficit comercial de US$ 1,6 bilhão com a Alemanha e de US$ 1,5 bilhão com a China.

Ele disse que houve crescimento das exportações brasileiras para as principais regiões econômicas: Ãsia (+40,2%), Mercosul (+39,3%), Europa Oriental (+33,4%), União Européia (+21,4%),  Amérca Latina sem Mercosul (+8,8%), Ãfrica (+7,8%), Oriente Médio (+7,4%) e Estados Unidos (+5,3%).

Barral revelou que a China comprou 51,9% de todas as vendas brasileiras destinadas à Ãsia e a Argentina ficou com 38,3% das exportações para o Mercosul.

Em relação às compras brasileiras, Barral disse que houve crescimento em todas as categorias de produtos, no acumulado do ano, principalmente de combustíveis e lubrificantes (+72,8%), bens de capital (+47,6%), matérias-primas e intermediários (+44,9%) e bens de consumo (+40,5%). Quanto ao último quesito, o maior aumento deu-se na importação de automóveis (+117,2%), por força de acordos bilaterais com Argentina e México, de acordo com o secretário.

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HIV: menos de um terço tem acesso a remédio (webremix.info)


Passagens para países da América do Sul podem ter descontos de até 80%

A partir deste domingo, as empresas aéreas poderão conceder descontos de até 80% sobre os preços das passagens para vôos com destino a qualquer país da América do Sul. A medida, autorizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em fevereiro deste ano, faz parte do plano de liberação gradual das tarifas aéreas internacionais, que prevê, para breve, a mesma flexibilização tarifária nos vôos para países da América do Norte, Europa, Ãsia, Ãfrica e Oceania.

Aplicado sobre o valor de referência da Associação Internacional de Transporte Aéreo, (Iata - do inglês International Air Transport Association), o desconto é válido tanto para as companhias nacionais, quanto para as internacionais que operam no país e que voam para Argentina, Uruguai, Chile, Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname.

Durante a primeira etapa da liberação gradual das tarifas para vôos sul-americanos, que entrou em vigor em 1º março, a Anac autorizou que as empresas elevassem o percentual máximo de desconto de 30% para 50%. A proposta ainda prevê que a partir de setembro, quando entra em vigor a terceira e última etapa do plano de liberação tarifária, as empresas terão total liberdade para estipular seus preços.

Segundo a Anac, a nova política irá corrigir a distorção existente entre os valores das passagens cobradas no Brasil e nos países vizinhos, onde as empresas já têm liberdade para fixar os preços de suas passagens internacionais. Os descontos, no entanto, não são obrigatórios, cabendo a cada companhia decidir sua concessão.

Em fevereiro, quando anunciou a aprovação da resolução, a Anac alegou que uma passagem de Buenos Aires para São Paulo, na classe econômica, quando comprada na Argentina, chegava a custar apenas US$ 205. Comprada no Brasil, a passagem de São Paulo para Buenos Aires, da mesma companhia, não saía por menos de US$ 405. Ou seja, 97% mais cara. De acordo com a Anac, com o novo regime tarifário brasileiro, o preço do bilhete de São Paulo a Buenos Aires comprado no Brasil poderia cair para US$ 189,50 já a partir do primeiro dia de março, e para até US$ 75,80 a partir deste Domingo.

A Anac afirma que a flexibilização tarifária vai estimular a competição, incentivar a busca de maior eficiência e a redução do preço das passagens para o consumidor final. E compara com a situação dos vôos domésticos, nos quais a liberação tarifária propiciou que as companhias fizessem campanhas promocionais agressivas, chegando a oferecer passagens ao preço de R$ 0,50.

De acordo com parecer analítico sobre regras regulatórias divulgado pela Coordenação Geral de Transporte e Logística do Ministério da Fazenda em outubro de 2007, no Brasil, as restrições à cobrança de preços mínimos (ou da concessão de descontos máximos) surgiram em 1993, fruto de negociação entre o antigo órgão regulador, o Departamento de Aviação Civil (o extinto DAC, substituído pela Anac) e as companhia aéreas.

Tal medida protegia a indústria nacional contra a competição proveniente das empresas internacionais, em um momento em que os países começavam a mudar seus acordos bilaterais, buscando maior competitividade.

– Essa proteção, no entanto, diminuía os incentivos a uma maior eficiência setorial, bem como agia no sentido de prejudicar o excedente de consumidores –  conclui o parecer disponível na internet.

 Em fevereiro, o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea), José Márcio Mollo, defendeu a resolução da Anac, dizendo que a medida irá proporcionar o aumento da concorrência e, consequentemente, a queda no preço das passagens.

–  Sinceramente, não sei, mas os preços devem cair significativamente. As passagens nacionais caíram, entre 2004 e 2007, em média 37%. Não sei se nesse caso chegará a este índice, mas com certeza vai cair –  disse Mollo, comparando a medida com a liberação das tarifas domésticas em 2005.


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Discurso de Lula, em Roma, defende o etanol

No discurso de abertura da Conferência da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em Roma, onde desembarcou neste sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará uma defesa do etanol e dos biocombustíveis.

- O presidente vai defender o etanol como uma saída importante para o mundo do ponto de vista de deter mudanças climáticas, diminuir o aquecimento global, dar cumprimento às metas do Protocolo de Quioto. O etanol é um combustível limpo, que seqüestra carbono no crescimento da cana-de-açúcar e depois, quando é consumido, não produz CO2 - disse o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins.

No discurso, Lula vai ainda reiterar a disposição brasileira de transferir a tecnologia de produção do etanol para alguns países da América do Sul, da África e do Caribe.

- Ele (Lula) vai defender isso tudo como uma possibilidade de geração de renda, de emprego para os países que possuem terra, sol e água para produzir cana e etanol - comentou.

A responsabilidade pela alta no preço dos alimentos tem sido atribuída a dois fatores: o aumento no preço do petróleo nos últimos anos e os subsídios agrícolas da Europa e dos Estados Unidos.

- O combate ao protecionismo e à inflação de alimentos advinda do petróleo são as grandes questões que têm de ser colocadas - comentou Franklin Martins.

Segundo ele, as principais críticas contra o etanol vêm desses países.
- Quem está contra o etanol? O lobby da indústria do petróleo e o lobby da indústria viciada em subsídio na Europa e nos Estados Unidos - afirmou.

A conferência, que começa na terça-feira, tem como tema a Segurança Alimentar, Mudanças Climáticas e Bioenergia. Até segunda-feira, o presidente não tem compromissos oficiais em sua agenda.

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ONU: Proibir o etanol seria 'irresponsável'

O novo relator especial da ONU para o Direito ao Alimento, Olivier De Schutter, disse que pedir o fim do programa de álcool no Brasil seria "socialmente irresponsável, uma vez que (o setor) provém empregos para pequenos produtores e para trabalhadores rurais, então eu acho que seria socialmente irresponsável pedir que esse programa seja terminado". O relator, porém, se diz preocupado com as condições de trabalho nas plantações de cana e diz que houve superestimação dos benefícios ecológicos do que prefere chamar de "agrocombustíveis".

Schutter também se distanciou de declarações e propostas de seu antecessor, Jean Ziegler, que deixou o cargo em abril e era considerado um dos principais opositores dos biocombustíves dentro da ONU. Ziegler chegou a propôr uma moratória na produção de biocombustíveis, que classificou de "um crime contra a humanidade".

– Eu não concordo nem com a declaração, nem com a proposta – disse Schutter.

Na próxima semana, Schutter participará da Conferência da agência da ONU para agricultura e alimentos (FAO) em Roma, que terá presença de vários chefes de Estado, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Confira trechos da entrevista de Olivier De Schutter.

– Como o senhor avalia a reação da comunidade internacional para a crise do preço dos alimentos?

– Eu acho que há sinais encorajadores e também fontes de preocupação. Os sinais encorajadores são o fato de que as agências da ONU estão coordenando os seus esforços e aliando os seus esforços com os do Banco Mundial e da Organização Mundial do Comércio. Existem, no entanto, diversas fontes de preocupação. Um problema é que a dimensão dos direitos humanos desta crise está sendo negligenciada. Minha preocupação é também que determinados temas são uma espécie de tabu ou subestimados. Um deles é o papel da especulação na crise atual. O fato de que muitos fundos de investimento estão se mudando em massa dos mercados de ações para não só mercados de petróleo desde 2002 e 2003, e agora para o mercado de commodities primárias e de comida.

Esse papel perverso da especulação financeira na crise, que muitos analistas acreditam que responde por um terço do atual aumento de preços em um ano, é algo que no momento simplesmente não está sendo administrado. Finalmente o que também não está sendo administrado é o papel das corporações nos sistemas de produção e distribuição de alimentos. As corporações nas duas pontas da cadeia – as que produzem e as que processam alimentos – e também as empresas varejistas que vendem os alimentos para os consumidores estão conseguindo lucros muito importantes, não apesar do atual aumento dos preços, mas justamente graças a esse aumento.

E é uma fonte específica de preocupação que esses aumentos de preços não estão beneficiando pequenos produtores por causa da falta de poder de mercado deles para negociar seus preços com as corporações maiores. Esse é outro tema que eu acho que a comunidade internacional precisa administrar de forma muito mais decisiva.

– Qual é o papel dos biocombustíveis na crise atual, na sua avaliação?

– Eu acho, como muitos acreditam, que este é um dos fatores-chave para explicar a crise atual. E, é claro, é muito difícil definir precisamente qual é o percentual do aumento dos preços que isso (o biocombustível) é responsável. Especialmente desde que o aumento na produção dos agrocombustíveis está muito intimamente ligado ao aumento no preço do petróleo, que também é isoladamente um dos fatores que tem provocado a alta do preço dos alimentos.

Eu compartilho a visão de muitos analistas de que o aumento da produção de agrocombustíveis pode responder entre 15% a 30% do aumento do preço (de alimentos) desde 2007 e 2008. Seria necessário distinguir com muito cuidado entre as diferentes produções de agrocombustíveis. E eu não penso que o impacto de se produzir bioetanol a partir da cana-de-açúcar no Brasil, o que tem sido feito há 30 anos, poderia ser colocado no mesmo plano que a transformação do milho em bioetanol nos Estados Unidos, ou das metas muito ambiciosas que a União Européia estabeleceu para o uso de agrocombustíveis em transportes.

Isso deu um sinal muito claro para especuladores de que os preços dos alimentos vão continuar aumentando, porque mais colheitas serão usadas para desenvolver bioetanol e biodiesel, ou, pelo menos, que mais terras aráveis serão deslocadas da produção de comida para a produção de combustível.

– O relator anterior da ONU para o direito ao alimento, Jean Ziegler, quando estava no cargo, classificou como "um crime contra a humanidade o deslocamento de terras aráveis para a produção de colheitas que são queimadas como combustíveis". E ele propôs uma moratória de cinco anos na produção de biocombustíveis. O senhor concorda com essa declaração dele e essa proposta?

– Eu não concordo nem com a declaração, nem com a proposta. Mas eu acho que a expressão "crime contra a humanidade" foi apenas uma forma mais gráfica – e obviamente incorreta – para expressar a preocupação do relator especial anterior sobre este tema.

Quanto à moratória de cinco anos, eu acho que é uma medida generalizadora e que não é suficientemente cuidadosa com os diferentes tipos de agrocombustíveis. Por exemplo, na Ãndia e na China, existem experiências muito interessantes com plantas como jatropha ou sorgo doce, que não competem com a produção de alimentos. Jatropha, por exemplo, pode ser plantada em áreas quase desérticas onde alimentos não poderiam ser cultivados. Sorgo doce produz comida e também alimento com partes diferentes da mesma planta.

O que eu pedi foi que se desista imediatamente das metas quantitativas que a União Européia e os Estados Unidos estabeleceram para si, que eu acredito que são irreais, nocivas ao ambiente e que servem de sinais para o mercado encorajando a especulação em commodities de alimentos.

– Então, na questão de biocombustíveis, o senhor diria que o Brasil e a Ãndia estão no caminho certo com os seus programas de etanol e biodiesel, enquanto Estados Unidos e Europa estariam no caminho errado com as suas metas?

– Não, eu não digo isso. Eu diria que no Brasil os problemas são diferentes daqueles que temos nos Estados Unidos e na União Européia. E eu não acredito que seja pensável, realista ou até mesmo desejável simplesmente fingir que podemos reverter o relógio neste tema. Cinqüenta e quatro por cento da cana-de-açúcar produzida no Brasil é para bioetanol e eu não acredito que seja realístico simplesmente interromper isso imediatamente.

Além disso, esta é uma indústria que emprega muito intensivamente, ela provém empregos para pequenos produtores e para trabalhadores rurais, então eu acho que seria socialmente irresponsável pedir que esse programa seja terminado.

No entanto, eu devo enfatizar que as condições sociais que estes trabalhadores enfrentam nas plantações de cana são extremamente preocupantes e que, apesar de o equilíbrio ambiental da cana-de-açúcar produzida no Brasil não ser tão ruim quanto o do milho ou do dendê, por exemplo, o equilíbrio ambiental ainda não é tão positivo quanto se pode esperar. E é por isso que eu prefiro usar o termo "agrocombustíveis" do que "biocombustíveis".

Eu acho que as virtudes para a preservação do ambiente de agrocombustíveis foram vastamente exageradas. Nós negligenciamos os impactos no desmatamento, no uso da água e da energia e nós acabamos superestimando o benefício ambiental dos agrocombustíveis.

– Na sua visão, qual seria um bom consenso internacional sobre biocombustíveis e um bom resultado da Conferência da FAO em Roma?

– A minha esperança é que este seja o começo do processo. Mas a declaração que está sendo esboçada é, francamente, muito superficial e não vem acompanhada de um calendário específico, plano de ação ou metas quatitativas.

Eu acho que esta conferência é importante porque pela primeira vez os Estados estão realmente falando em alto nível um com ou outro, em um momento em que as diferentes reações têm atrapalhado os esforços isolados.

Por exemplo, alguns Estados estão restringindo as exportações de commodities de alimento, como o arroz e o trigo, enquanto outros Estados estão tentando comprar no mercado internacional por preços que são extremamente altos, devido justamente às restrições de importações. Os Estados não estão se coordenando entre si e isso levou para mais especulações.

(A Cúpula de) Roma é extremamente importante porque dá um sinal de que os Estados vão se coordenar melhor no futuro, mas o conteúdo do que vai ser adotado, eu acho, vai decepcionar bastante as altas expectativas que algumas pessoas têm no processo.

– Que impacto o senhor acha que a crise atual terá – se ela continuar como está – especificamente no Brasil?

– Eu acho que o Brasil está em uma posição bastante interessante, porque ele adotou em 2006 uma legislação interessante sobre direito à alimentação. Ele montou o programa Fome Zero, ele tem uma Bolsa Escola bastante ambiciosa. Por esses motivos eu acho que a população brasileira, apesar das desigualdades muito grandes que infelizmente ainda existem, está muito melhor protegida do que outras populações.

Países que não têm programas deste tipo – e este é o caso infelizmente de muitos países da Ãfrica Subsaariana – verão suas populações sofrerem bastante com o impacto desta crise. Com sorte no Brasil, assim como na Ãndia, as redes de segurança estão no lugar certo para de certa forma proteger o povo.

(webremix.info)


Congresso Brasileiro de Publicidade é lançado no Recife (webremix.info)


Crise nos EUA não reduzirá tráfego aéreo de passageiros, diz Airbus

A crise financeira nos Estados Unidos não afetará seriamente o crescimento mundial do tráfego aéreo de passageiros, afirmou nesta segunda-feira o vice-presidente da Airbus para a América Latina, Espanha e o Caribe, Rafael Alonso. O aumento anual do tráfego aéreo para as próximas duas décadas será de 4,9% em média no mundo todo e virá motivado em parte pelo auge do turismo, de acordo com um estudo da companhia. "O transporte aéreo pode superar qualquer crise", afirmou Alonso em entrevista coletiva, na qual descartou a possibilidade de que a desaceleração da economia americana tenha um impacto severo nesta indústria. Leia mais (21/04/2008 - 23h47) (webremix.info)


Fórum discute oportunidades de investimentos nos países africanos

As oportunidades de investimentos estrangeiros nos países em desenvolvimento estarão em foco no Fórum Mundial de Investimentos, que começa neste sábado e vai até terça-feira em Acra, capital de Gana. O evento, promovido pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) e pela Associação Mundial das Agências de Promoção de Investimentos (Waipa) ocorre à margem da 12ª Reunião da Unctad e reunirá agências de investimentos, investidores e formuladores de políticas públicas de 193 países.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, participará do encontro, que prevê intervenções de representantes de empresas como Bank of America, Goldman Sachs, IBM, Hewlett Packard e Siemens AG. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) – candidata a liderar a Waipa – faz parte da organização do fórum, que debaterá o processo de globalização de investimentos, suas tendências e perspectivas, com ênfase em como empresas, países e regiões podem maximizar as oportunidades geradas por tal processo.

Um dos temas centrais será como as economias emergentes podem acelerar seu processo de desenvolvimento por meio de investimentos estrangeiros diretos. Uma das quatro sessões interativas abordará, especificamente, as oportunidades para investimentos estrangeiros diretos na Ãfrica e mostrará caminhos para maior interação das corporações transnacionais com os países africanos.

Os outros dois painéis tratarão de Perspectivas de Investimentos Estrangeiros Diretos no mundo e as Novas Oportunidades de Negócio; Cadeias Mundiais de Valor: Oportunidades e Desafios para Empresas Nacionais e Internacionais.

No fim de março, durante o Fórum Global de Investimentos Internacionais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o secretário-geral da Unctad, Supachai Panitchpakdi, e outros integrantes da Unctad anteciparam um dos conselhos que darão aos países interessados em atrair investimentos estrangeiros: devem aprimorar o regime fiscal geral para investidores antes de adotar incentivos fiscais como aqueles oferecidos pelos tigres asiáticos. (webremix.info)


Fórum discute investimentos em países em desenvolvimento (webremix.info)


Não venham culpar o etanol, diz Lula sobre inflação de alimentos no mundo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu nesta quinta-feira em defesa do etanol brasileiro, rejeitando a sugestão de que a produção do biocombustível esteja criando pressões inflacionárias nos alimentos.

— Não me venham dizer que (o culpado pela inflação) é o etanol —, comentou Lula, que está em viagem oficial de três dias a Holanda e República Checa.

A relação entre o etanol brasileiro e a alta dos preços dos alimentos no mundo ocuparam a atenção de jornalistas brasileiros e holandeses na entrevista coletiva de Lula e do primeiro-ministro da Holanda, Jan Peter Balkenende, em Haia, embora o propósito da visita fosse atrair investimentos para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Para Lula, os preços dos alimentos têm subido porque "os pobres do mundo começaram a comer".

— Tem mais chineses comendo no mundo, mais indianos comendo no mundo, mais brasileiros comendo no Nordeste e na periferia do país, mais latino-americano comendo, mais gente de países pobres comendo, tem mais gente na Ãfrica comendo. E tudo isso gera pressão nos alimentos —, disse.
 
— Eu estou convencido de que o mundo precisa produzir mais alimentos. Todos nós temos de dar graças a Deus que o mundo está comendo mais —, completou.

Desde o ano passado, os preços dos alimentos aumentaram em média 40% nos mercados mundiais, e os de matérias-primas básicas duplicaram. Em alguns países da Ãfrica e no Haiti, a alta do preço dos alimentos tem gerado violência. A ONU manifestou preocupação com a questão nesta semana.

Ecologia

Lula rejeitou críticas de que a produção de etanol causa desmatamento e substitui plantações de alimentos por colheitas para a produção de matéria-prima energética.

Segundo o presidente, dos 851 milhões de hectares que o Brasil tem, 400 milhões são aráveis. Deste número, 60 milhões de hectares poderiam ser usados para expansão do etanol, já que se trata de terras degradadas pela pecuária.

O primeiro-ministro da Holanda, Jan Peter Balkenende, foi cauteloso ao falar sobre a relação entre os biocombustíveis e a alta dos alimentos no mundo.

— A inflação é um problema que está preocupando vários países, inclusive a Holanda —, disse o premiê holandês.

— A questão da sustentabilidade tem gerado grande tensão. Imagine que aqui na Holanda estamos abaixo do nível do mar. Então as questões em torno da mudança climática e da sustentabilidade são muito importantes para os holandeses —, disse.

— Temos que levar em conta os aspectos ecológicos dos biocombustíveis —, completou.

Os biocombustíveis acabaram, sem querer, dominando a agenda da viagem de Lula à Holanda até o momento.

O presidente também fez uma defesa do etanol brasileiro aos presidentes das Câmaras baixa e alta do Parlamento holandês, segundo o Ministro da Indústria, Comércio e Desenvolvimento, Miguel Jorge.

O ministro disse que Lula falou aos parlamentares holandeses sobre a diferença entre o etanol americano e o brasileiro. O produto do Brasil é feito a partir da cana e, segundo Lula, mais ecológico e econômico. (webremix.info)


Na Holanda, Lula destaca momento especial do Brasil

Na declaração conjunta com o primeiro-ministro holandês, Jan Peter Balkenende, em Roterdã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que o Brasil vive um momento muito especial, por conseguir combinar crescimento do mercado interno com o externo; crescimento da economia com inclusão social; e crescimento da economia com inflação baixa. Ele defendeu uma parceria maior com a Holanda, seja na área da indústria, da ciência, e do comércio, assim como o aprofundamento das parcerias na área de biocombustíveis. Lula lembrou que a União Européia decidiu até 2020 introduzir 10% dos biocombustíveis como matriz energética. Ele ressaltou que o Brasil já domina a técnica na produção de biocombustíveis, como o etanol, e destacou a importância desse tipo de desenvolvimento de projeto para ajudar outros países a se desenvolverem nessa área. Para o presidente Lula, os biocombustíveis são a "esperança de modelo de desenvolvimento" para a África, América Latina e países asiáticos. "É só olhar o Haiti hoje o quanto se beneficiaria se ali fosse produzido esse tipo de produto". Um pouco antes, o primeiro-ministro holandês disse que considera normal os países europeus terem preocupação com a sustentabilidade dos biocombustíveis. Ele citou que a Holanda tem uma preocupação especial com essa questão, porque o país é muito suscetível a qualquer mudança climática. Ainda nesta quinta-feira (10), o presidente Lula participará de encontro com lideranças empresariais e de banquete oferecido pela rainha Beatrix, no Palácio Noordeinde. Fonte: Agência Estado (webremix.info)


Plano Nacional de Defesa prevê parceria militar com países da América do Sul e Caribe

O esboço do Plano Nacional de Defesa, em fase de elaboração pelo governo, considera uma série de alternativas que visam a ampliação das funções das Forças Armadas, a criação de uma parceria militar entre os países da América do Sul e Caribe e estímulos para a indústria (militar) nacional. Os ministros Nelson Jobim (Defesa) e Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) disseram nesta quarta-feira que, por enquanto, existem hipóteses que serão debatidas e que devem ser concluídas até o começo de setembro. A data-limite para entregar o plano pronto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva é 7 de setembro. Jobim disse que o governo federal discute a possibilidade de estabelecer um estatuto que permita que os militares que integram as Forças Armadas possam colaborar nas operações internas na área de segurança. Pelo sistema atual, a autorização depende de uma solicitação feita pelo governador do Estado à União. Leia mais (09/04/2008 - 20h14) (webremix.info)


Carnes: maior demanda por fosfato pressiona custos dos suplementos a bovinos

SAFRAS (19) - Uma seqüência de acontecimentos envolvendo as regiões produtoras de ácido fosfórico, especialmente o Norte da África, e os grandes consumidores globais de insumos, liderados pela indústria de fertilizantes, está virando de ponta-cabeça o mercado de fosfato bicálcico, principal fonte de fósforo (19%) e cálcio ( 25% ) e indispensável à fabricação de suplementos minerais, utilizados predominantemente na alimentação dos bovinos. Por um lado, os fornecedores de ácido fosfórico endureceram as negociações com os grandes consumidores mundiais do insumo, exigindo melhores preços, já que a demanda subiu consideravelmente nos últimos meses. Por outro, motivada pelo grande consumo de grãos para biodiesel em várias partes do mundo, a indústria de fertilizantes dobrou as compras de ácido fosfórico. (webremix.info)