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Johnny Depp é o homem mais sexy do mundo, segundo revista "People"

Los Angeles (EUA), 18 nov (EFE).- O ator Johnny Depp e o homem mais sexy do mundo para a revista "People", titulo que ja ganhou em 2003 e que o coloca no lugar mais alto de uma lista que inclui nomes como George Clooney e Brad Pitt.Aos 46 anos, Depp lidera o ranking divulgado hoje pela publicacao em sua edicao digital. No ano passado, o primeiro posto ficou com o ator Hugh Jackman. Alem disso, a estrela da saga "Piratas do Caribe" se junta a exclusiva lista de nomes que ficaram no topo da lista mais de uma vez, como Clooney e Pitt. "Seja na telona em papeis como o do capitao Jack Sparrow ou em sua casa junto a familia, em sua ilha privada nas Bahamas, este pai de dois filhos, com seus 46 anos e apos 25 anos na industria, ainda reina em Hollywood", diz a revista em comunicado. Kate Coyne, editora da revista, explicou ao canal de televisao "CBS" que Depp ganhou mais uma vez porque "era sexy ha dez anos e sera em mais dez". "Alem disso, e um artista e um ator respeitado", acrescentou. Os papeis mais recentes de Depp foram o do gangster John Dillinger em "Inimigos Publicos" e o do barbeiro assassino de "Sweeney Todd: O Barbeiro Demoniaco da Rua Fleet". Seu proximo filme sera "Alice no Pais das Maravilhas", que deve chegar aos cinemas em marco de 2010. Nos ultimos anos, "People" deu o titulo de homem mais sexy do mundo aos atores Matt Damon (2007), George Clooney (2006), Matthew McConaughey (2005), Jude Law (2004), Ben Affleck (2002), Pierce Brosnan (2001) e Brad Pitt (2000). EFE mg/bba (webremix.info)


Compensar carbono serve apenas para aliviar culpa de viajantes, afirmar especialistas

Em 2002 a "Responsible Travel" (Viagem Responsavel, em traducao literal) se tornou uma das primeiras companhias de viagem a oferecer aos clientes a opcao de comprar os chamados creditos de carbono para compensar as emissoes dos voos, que aquecem o planeta. Mas, em outubro, a Reponsible Travel cancelou o programa dizendo que ainda que ajude os viajantes a se sentir melhor, o programa nao resolve o problema das emissoes. Na realidade, segundo funcionarios da companhia, poderia encorajar algumas pessoas a viajar ou consumir mais. "Compensar as emissoes de carbono se tornou uma especie de pilula magica, um cartao de passagem livre", disse Justin Francis, diretor gerente da Responsible Travel. "E sedutor para o consumidor que pensa, 'sao US$4 e eu fico carbono-neutro, assim posso voar o quanto eu quiser'". A compensacao, ele argumenta, tem distraido as pessoas de fazer mudancas de comportamento mais significativas, como voar menos. A compra de compensacao busca cancelar as emissoes de carbono geradas por atividades como voar ou aquecer edificios comerciais levando dinheiro a programas que reduzem emissoes em outros lugares, como a plantacao de arvores na Africa ou um projeto de energia hidreletrica no Brasil. Um passageiro de linha aerea pode pagar voluntariamente entre US$ 5 e US$ 40 para compensar seu voo, com o preco relacionado a distancia que ira percorrer. A compensacao tem um papel crescente em tornar as viagens mais ecologicas porque as emissoes de gas carbonico dos avioes estao crescendo tao depressa e nao ha nenhuma mudanca tecnologica que drasticamente mudaria isso. Na America, muitos hoteis e linhas aereas abracaram tal programa nos ultimos anos. Globalmente, programas de compensacao se tornaram uma industria multimilionaria. Mas tem sido dificil monitorar ou quantificar o potencial de reducao das emissoes dos milhares projetos verdes financiados pelos pagamentos de clientes e nao ha nenhum padrao para a industria. Alguns especialistas em emissoes analisaram e rejeitaram a compensacao de viagens aereas. E alguns peritos dizem que as emissoes de viagens aereas sao simplesmente tao grandes que pode ser impossivel compensa-las. "Comprar compensacoes e uma ideia agradavel, como dar dinheiro a uma cozinha de sopa e uma ideia agradavel, mas nao acaba com a fome mundial", disse Anja Kollmuss, cientista do Instituto Estocolmo do Meio-Ambiente, baseado em uma filial da Universidade Tufts. "Comprar compensacoes nao resolvera o problema, porque voar ao redor do modo como nos fazemos e simplesmente insustentavel", disse Kollmuss, que pesquisou as compensacoes de companhias aereas. Leia mais sobre viagem (webremix.info)


Empresas brasileiras abrem novas frentes de negócio na África

Determinados a fechar negocios e ampliar o mercado brasileiro no Sul da Africa, os empresarios concluiram a missao de quatro dias por Angola, Mocambique e Africa do Sul, nesta sexta-feira. Para eles, as visitas coordenadas pelo Ministerio do Desenvolvimento, Industria e Comercio Exterior dao o suporte politico e operacional necessario a muitas articulacoes. – Cada pais tem suas caracteristicas e necessidades proprias. Mas o fato de voce seguir em uma missao como esta e muito mais interessante porque ha pessoas de todos os setores e cada um observa uma coisa, ao mesmo tempo, quando se chega a um determinado local em grupo a impressao positiva e muito maior – afirmou o vice-presidente da Associacao Brasileira de Supermercados (Abras), Joao Batista Lohn. Para o empresario Roberto Tavares Coelho, da Usinas Siderurgicas de Minas Gerais S/A (Usiminas), a missao capitaneada pelo governo funciona para abrir portas em lugares de acesso complexo. – Ha paises, como Angola e Nigeria, onde e muito dificil chegar e ate se aproximar dos clientes. Eles ate tem interesse, mas nem sempre sabem como fazer e o fato de haver um apoio do governo aumenta o interesse tambem – relata. De olho na Copa do Mundo na Africa do Sul em 2010, o empresario Luiz Caldeira, da empresa Muraro Bebidas S/A, que exporta destilados e refrigerantes, usou a tradicao da caipirinha e das batidas de frutas para poder conquistar a clientela. – Os africanos ficaram entusiasmados com a ideia de ter caipirinha e batida a venda durante a Copa. Tambem disseram que precisam de um produto de qualidade e preco acessivel – afirmou. De diferentes idades, experiencias e setores de atuacao, os 98 empresarios brasileiros que participaram da missao defendem a manutencao das visitas e o aprimoramento de alguns detalhes. Segundo eles, nos locais em que ha mais dificuldades administrativas e burocraticas os reflexos na participacao na rodada de negocios sao imediatos. – Em Angola, houve dois contatos que confirmaram que iriam aparecer para as reunioes e nao compareceram. Em Mocambique foi muito melhor com perspectivas de negocios futuros e na Africa do Sul eu fechei efetivamente um otimo negocio – disse o empresario Jefferson Werlich, da Companhia Industrial Hcarlos, fabricante de fixadores. Veterano em missoes, o empresario Joao Viscardi, da Casb fabricante de incubacao para aves e suinos, afirmou que a missao abre espaco para que sejam fechados negocios entre brasileiros. “Sao tantos dias viajando que voce acaba fazendo negocio com outro brasileiro, descobre que seu produto complementa o dele e vice-versa. Isso e excelenteâ€, afirmou. Para Marcelo Siegmann, da Brasil Foods, a participacao na missao tambem caracteriza o interesse institucional no projeto de desenvolvimento economico do pais. – Nesta viagem o ministro (Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Industria e Comercio) conseguiu que a Africa do Sul sinalizasse a possibilidade de acabar com as barreiras contra a carne suina. Para nos, da minha empresa, isso e importantissimo, o fato de estar aqui indica o interesse da companhia – afirmou. Gerente de exportacao da Moveis Vila Rica, Camila Rodrigues, disse que a missao foi “extraordinariaâ€. – Eu fechei otimos negocios. Minha linha de producao e destinada a classe economica justamente a clientela de Angola e Mocambique. Ao mesmo tempo tambem ja encaminhei futuras parcerias com colegas brasileiros. Encerro a missao muito satisfeita – disse. (webremix.info)


Apesar de crescimento, Brasil cairá em ranking de mercados de construção até 2020

A industria da construcao no Brasil deve crescer 6,5% entre 2009 e 2014 e 3,4% de 2014 a 2020, segundo a pesquisa "Perspectivas para a Construcao Global 2020", lancada hoje pela Universidade de Oxford. A expansao deve ser impulsionada pela Copa de 2014, pelos Jogos Olimpicos de 2016 e por programas de incentivo a construcao residencial.No entanto, o pais deve cair da 12ª para a 14ª posicao entre os maiores mercados de construcao do mundo ate 2020. O crescimento projetado para o setor no Brasil esta bem abaixo da media mundial, que deve atingir 70% na proxima decada. Entre os paises emergentes, a alta deve ser de 110%, mais de tres vezes o esperado para os paises desenvolvidos. Na China, o crescimento projetado e de 130%. Segundo o estudo, a pais vai ultrapassar os Estados Unidos como maior mercado de construcao ate 2018, atingindo participacao de 19,1% do mercado global. A India deve passar da 9ª para a 3ª colocacao no ranking ate 2020. No Oriente Medio e Africa, espera-se expansao de 80%, com destaque para a Nigeria, que sera o pais com alta mais acelerada no setor de construcao do mundo, na avaliacao dos pesquisadores. O nivel de crescimento do setor nos paises pesquisados na America Latina - Brasil, Argentina, Mexico e Colombia - deve ser o mais baixo entre os mercados emergentes incluidos no estudo. Nenhuma nacao da America Latina estara no ranking dos 10 paises com maior crescimento na proxima decada. De acordo com um dos consultores da pesquisa, Mike Betts, Diretor-executivo e analista de construcao global do JP Morgan, os paises da America Latina serao superados por outros como China, India, Vietna, Turquia e Polonia. O desafio da industria de construcao no Brasil, segundo ele, e "como lidar com os elevados gastos publicos nos investimentos para os Jogos Olimpicos e a possibilidade de desaceleracao da economia a partir de 2014, o que reduziria o volume de recursos destinados a infraestrutura ate 2020." O setor de construcao mundial so deve voltar a crescer em 2011, devido a crise economica, cujos efeitos atingiram proporcoes epicas, segundo os pesquisadores. Hoje o valor estimado do mercado de construcao e de US$ 7,5 trilhoes (R$ 12,9 trilhoes). Em 2020, a cifra deve atingir US$ 12,7 trilhoes (R$ 21,9 trilhoes). Mike Betts acredita que uma mudanca drastica na importancia dos mercados emergentes se aproxima: "Nos prevemos taxas de crescimento surpreendentes para China e India nos proximos dez anos", disse. Entre os paises desenvolvidos, a maior taxa de crescimento deve ser registrada nos Estados Unidos, principalmente entre 2011 e 2013. O setor de construcao residencial americano deve crescer 60% entre 2009 e 2014, apesar dos efeitos da crise dos financiamentos imobiliarios. O menor crescimento entre os paises desenvolvidos deve ser o do Japao. A pesquisa foi realizada em 35 paises, que representam mais de 85% do PIB mundial. (webremix.info)


Brasil cairá de 12º para 14º entre mercados de construção até 2020

A industria da construcao no Brasil deve crescer 6,5% entre 2009 e 2014 e 3,4% de 2014 a 2020, segundo a pesquisa "Perspectivas para a Construcao Global 2020", lancada hoje pela Universidade de Oxford. A expansao deve ser impulsionada pela Copa de 2014, pelos Jogos Olimpicos de 2016 e por programas de incentivo a construcao residencial. A industria da construcao no Brasil deve crescer 6,5% entre 2009 e 2014 e 3,4% de 2014 a 2020, segundo a pesquisa "Perspectivas para a Construcao Global 2020", lancada hoje pela Universidade de Oxford. A expansao deve ser impulsionada pela Copa de 2014, pelos Jogos Olimpicos de 2016 e por programas de incentivo a construcao residencial. No entanto, o pais deve cair da 12ª para a 14ª posicao entre os maiores mercados de construcao do mundo ate 2020. O crescimento projetado para o setor no Brasil esta bem abaixo da media mundial, que deve atingir 70% na proxima decada. Entre os paises emergentes, a alta deve ser de 110%, mais de tres vezes o esperado para os paises desenvolvidos. Na China, o crescimento projetado e de 130%. Segundo o estudo, a pais vai ultrapassar os Estados Unidos como maior mercado de construcao ate 2018, atingindo participacao de 19,1% do mercado global. A India deve passar da 9ª para a 3ª colocacao no ranking ate 2020. No Oriente Medio e Africa, espera-se expansao de 80%, com destaque para a Nigeria, que sera o pais com alta mais acelerada no setor de construcao do mundo, na avaliacao dos pesquisadores. O nivel de crescimento do setor nos paises pesquisados na America Latina - Brasil, Argentina, Mexico e Colombia - deve ser o mais baixo entre os mercados emergentes incluidos no estudo. Nenhuma nacao da America Latina estara no ranking dos 10 paises com maior crescimento na proxima decada. De acordo com um dos consultores da pesquisa, Mike Betts, Diretor-executivo e analista de construcao global do JP Morgan, os paises da America Latina serao superados por outros como China, India, Vietna, Turquia e Polonia. O desafio da industria de construcao no Brasil, segundo ele, e "como lidar com os elevados gastos publicos nos investimento para os Jogos Olimpicos e a possibilidade de desaceleracao da economia a partir de 2014, o que reduziria o volume de recursos destinados a infraestrutura ate 2020." O setor de construcao mundial so deve voltar a crescer em 2011, devido a crise economica, cujos efeitos atingiram proporcoes epicas, segundo os pesquisadores. Hoje o valor estimado do mercado de construcao e de US$ 7,5 trilhoes (R$ 12,9 trilhoes). Em 2020, a cifra deve atingir US$ 12,7 trilhoes (R$ 21,9 trilhoes). Mike Betts acredita que uma mudanca drastica na importancia dos mercados emergentes se aproxima: "Nos prevemos taxas de crescimento surpreendentes para China e India nos proximos dez anos", disse. Entre os paises desenvolvidos, a maior taxa de crescimento deve ser registrada nos Estados Unidos, principalmente entre 2011 e 2013. O setor de construcao residencial americano deve crescer 60% entre 2009 e 2014, apesar dos efeitos da crise dos financiamentos imobiliarios. O menor crescimento entre os paises desenvolvidos deve ser o do Japao. A pesquisa foi realizada em 35 paises, que representam mais de 85% do PIB mundial. Leia mais sobre construcao (webremix.info)


Governo brasileiro lidera missão empresarial à África

Ministro do Desenvolvimento, Industria e Comercio Exterior, Miguel Jorge chefia missao empresarial ao Sul da Africa a partir desta segunda ate quinta-feira. A delegacao conta com cerca de 90 empresarios e lideres de entidades dos segmentos de alimentos e bebidas, agronegocios, casa e construcao, industria automotiva, energia, maquinas e equipamentos, varejo, cosmeticos, materiais eletricos e eletroeletronicos, calcados, defesa, infraestrutura e textil. Entre esta tarde e terca-feira, a delegacao visita Luanda (Angola). Na quarta, o grupo estara em Maputo (Mocambique) e, quinta, em Johanesburgo (Africa do Sul). Em todos os paises, serao realizadas reunioes oficiais, alem de rodadas de negocios entre empresarios brasileiros e dos paises visitados. A finalidade da viagem e aumentar o comercio e os investimentos bilaterais e explorar possibilidades de cooperacao entre os setores produtivos do Brasil e desses paises. (webremix.info)


Cresce e se fortalece o enoturismo em todo mundo

Piedad Vinas. Bordeaux (Franca), 9 nov (EFE).- Vinho, turismo e qualidade compoem o trinomio da Rede de Capitais de Grandes Vinhedos, que agora completa uma decada em Bordeaux, e o que comecou como um seleto clube de amantes do vinho se transformou em referencia mundial do enoturismo."Estes dez anos demonstram que o turismo do vinho se transformou no motor de nossas economias", assegurou Laurent Courbu, presidente da Camara de Comercio e Industria de Bordeaux, entidade que em 1999 lancou a agora celebre rede mundial. Nesta semana, Courbu recebeu os membros para celebrar o 10º aniversario e a Assembleia Anual da unica rede que inclui os chamados "Velho" e "Novo" mundo do vinho. As regioes vitivinicolas que a integram, as mais prestigiosas do mundo, sao Bordeaux, na Franca, Bilbao-Rioja, na Espanha, Cidade do Cabo, na Africa do Sul, Mendoza, na Argentina, San Francisco-Napa Valley, nos Estados Unidos, Porto, em Portugal, Mainz, na Alemanha e Florenca, na Italia. Nesta Assembleia foi aprovada a adesao ao clube de uma nona regiao, a de Christchurch, na Nova Zelandia. Os representantes de cada uma delas puderam constatar que o enoturismo nao e so uma moda passageira, como imaginavam alguns, mas se transformou em um fenomeno crescente, que inclusive conseguiu escapar a crise. No caso de Bordeaux, as visitas aos tipicos "chateau", os castelos, que acolhem as principais adegas da regiao cresceram 8% desde o inicio do ano e cada vez sao mais os estrangeiros que optam por se aproximar da regiao no sudoeste da Franca, segundo a Camara de Comercio. O fenomeno se repete nas demais regioes da rede que, em termos aproximados, mobilizam pelo menos 20 milhoes de visitantes por ano, que alem de fomentar o turismo, apresentam seu grao de areia ao desenvolvimento economico e cultural de cada uma delas. Como ocorre ha sete anos, a Assembleia da Rede Global de Capitais e Grandes Vinhedos fechou com a entrega dos premios "Best Of" ao turismo vitivinicola. Sao premios cobicados no mundo do vinho que reconhecem o trabalho das adegas de cada cidade-membro que tenha conseguido se destacar em termos de excelencia em suas instalacoes em varias categorias, desde arte e cultura ate sustentabilidade no turismo do vinho. Nesta 7ª edicao, entre os agraciados estava a espanhola Bodegas Muga, ganhadora do "Best of" na categoria de "Experiencias inovadoras e Praticas Sustentaveis". E um "reconhecimento ao trabalho bem feito durante muitos anos", disse a Agencia Efe Isacin Desova, um dos fundadores da empresa familiar que recebe cerca de 20 mil visitas ao ano. Na categoria de Alojamentos, o premio foi para a Algodon Wine States, de Mendoza, na Argentina, pelo "excelente nivel do alojamento, a qualidade e o atendimento de um lugar que oferece alojamento, adega, campo de golfe e restaurante, entre outras atividades", segundo o juri. O de Arquitetura foi destinado a Quinta de Seixo, do Porto, o de Arte e Cultura, em Clos Colasse, de Napa, o de Praticas de Turismo Sustentavel em Weingut Hemmes, de Mainz, o de Restaurante em Rust en Vrede, da Cidade do Cabo, e Castello del Trebbio, de Florenca, e por ultimo, o de Servicos de Turismo, ao Chateau Pape-Clement, de Bordeaux. Alem dos premios, a rede organiza seminarios, foruns e degustacoes, encontros de analistas em investimentos no setor do vinho, e missoes tecnicas e comerciais. Conta ainda com um servico de agencias de viagem para facilitar as visitas entre as regioes, onde as agencias de cada cidade desenvolvem itinerarios gastronomicos e do vinho "sob medida" para cada cliente. No ambito educativo, a organizacao lancou bolsas de estudos internacionais que premiam os melhores trabalhos de pesquisa em enoturismo. Como disse o presidente da Camara de Comercio de Bordeaux ao final da Assembleia, "o que comecou sendo um jogo se transformou em algo totalmente profissional". EFE pi/dm (webremix.info)


Miguel Jorge chefia missão empresarial ao sul da África

O ministro do Desenvolvimento, Industria e Comercio Exterior, Miguel Jorge, chefia missao empresarial ao sul da Africa de hoje (9) a quinta feira (12). A delegacao conta com cerca de 90 empresarios e lideres de entidades dos segmentos de alimentos e bebidas, agronegocios, casa e construcao, industria automotiva, energia, maquinas e equipamentos, varejo, cosmeticos, materiais eletricos e eletroeletronicos, calcados, defesa, infra estrutura e textil. (webremix.info)


Intercâmbio comercial do Brasil com africanos apresenta expectativas promissoras

O intercambio comercial do Brasil com a Africa do Sul, Mocambique e Angola ainda e timido, mas apresenta expectativas promissoras, segundo o ministro do Desenvolvimento, Industria e Comercio Exterior, Miguel Jorge. O saldo comercial com os tres paises e superavitario em favor do Brasil. So com a Africa do Sul, o comercio bilateral envolve US$ 1,2 bilhao. (webremix.info)


Brasil tenta aumentar comércio com países africanos

O ministro do Desenvolvimento, Industria e Comercio Exterior, Miguel Jorge, comandara nesta semana uma missao no sul da Africa, com o objetivo de incrementar o comercio na regiao. A ideia e buscar novas areas de investimentos, como alimentos in natura e processados, construcao civil, armas nao letais e materiais de seguranca, alem de veiculos e autopecas. (webremix.info)


Missão empresarial do Brasil visita Angola, Moçambique e África do Sul

Sao Paulo, 6 nov (EFE).- Uma missao formada por 90 empresarios brasileiros e liderada pelo ministro de Desenvolvimento, Industria e Comercio Exterior, Miguel Jorge, visitara na proxima semana Angola, Mocambique e Africa do Sul, informou hoje uma fonte oficial."A finalidade e promover o aumento do comercio e dos investimentos bilaterais, alem de explorar as possibilidades de cooperacao entre os setores produtivos do Brasil e desses paises", assinala um comunicado do Ministerio. O documento acrescenta que "no caso da Africa do Sul, o proximo Mundial de futebol e uma oportunidade de negocio para que as empresas brasileiras e sul-africanas possam se associar". No grupo, estao setores da alimentacao, agronegocio, energia e construcao, que, alem das visitas oficiais, participarao de rodadas de negocios com empreendedores dos tres paises do sul da Africa. A terceira missao empresarial liderada por Jorge na Africa estara na segunda-feira e na terca-feira em Luanda, capital de Angola, na quarta-feira em Maputo, em Mocambique, e na quinta-feira em Johanesburgo, na Africa do Sul. EFE az/dm (webremix.info)


A agenda da comunicação sai da penumbra

"Ha coisas que o mercado nao tem interesse em fazerâ€* Presidente Luiz Inacio Lula da Silva O tema sempre foi tabu. Tema proibido. Temos uma fileira de vitimas da ditadura midiatica – intelectuais , pensadores, sindicalistas, jornalistas e artistas – por terem defendido que o progresso tecnologico comunicacional deve ser tratado como patrimomio da humanidade e servir como fator de elevacao da civilizacao, embelezamento das relacoes humanas, da propria vida. Agora no Brasil, a convocacao da I Conferencia Nacional de Comunicacao coloca o tema na agenda politica do Estado e da sociedade. Permite que conhecamos a gigantesca divida informativo-cultural que se avolumou contra o nosso povo. Um verdadeiro entulho. E novas informacoes vao surgindo, desmontando mitos, iluminando areas de sombras, revelando que algo se move aqui e em boa parte da America Latina. Argentina mostra um caminho Ventos democraticos sopram da Argentina com sua nova lei de comunicacao, quebrando o monopolio do Grupo Clarin, fortalecendo os veiculos estatais e abrindo 33 por cento da comunicacao para a sociedade, ate para a CGT e as Universidades Publicas. Telesur, como tv da integracao latino-americana e dos povos do sul, vai se consolidando, ampliando seu alcance para a Africa. Surge uma cadeia de radios indigenas na Bolivia e tambem um jornal publico, o “Cambioâ€, que em 6 meses de vida ja tem circulacao igual ao maior jornal da burguesia racista boliviana, com decadas de existencia. Na Venezuela, a Revolucao Bolivariana quebra o tabu que considerava o tema comunicacao intocavel e faz a Constituicao valer mais que os privilegios dos magnatas midiaticos: quando um concessao de radio e tv termina, termina mesmo, ela nao tem porque ser renovada automaticamente como se fosse privilegio vitalicio das oligarquias. O Equador caminha para fortalecer o seu jornal publico, El Telegrafo e tambem promove uma reorganizacao democratica no sistema de concessoes de tv e radio, ampliando, consolidando e qualificando a comunicacao publica. A diferenca do Brasil e que em todos estes paises os governos populares possuem maioria parlamentar. Alem disso, em paises como a Argentina a TV ja nasceu publica, tendo recebido forte impulso durante o governo de Peron, periodo em que tv, radio e ate mesmo jornais como o La Nacion, grande jornal da oligarquia, foram estatizados. No Brasil a TV ja nasce nas maos de gente como Assis Chateaubriaand, seguindo o padrao comercial vulgar norte-americano, chantageando e ameacando presidentes como Vargas e JK, impedindo que os dois levassem adiante o projeto de criacao de uma TV Nacional, so recentemente recuperado pelo presidente Lula. A Argentina chegou ter politicas publicas culturais e educacionais muito expandidas pelo peronismo, de tal sorte que eliminou o analfabetismo e conquistou padroes de leitura, artisticos, culturais, cientificos e educacionais elevadissimos para um Pais da America Latina. Vargas, uma experiencia golpeada Vargas seguia nesta linha. A Radio Nacional foi a mais importante e experiencia comunicacional no sentido da brasilidade, da nacionalidade e de valores populares. Criou uma paixao radiofonica brasileirissima, que nao tem porque nao ser recuperada. Tambem na Era Vargas foram criados, a Radio Maua – a emissora do trabalhador - o Instituto Nacional de Musica, dirigido por Villa-Lobos, o Instituto Nacional de Cinema Educativo, conduzido por Roquette Pinto , o Instituto Nacional do Livro, por empenho de Carlos Drummond de Andrade e tambem o Instituto Nacional do Teatro. Vargas ja havia despertado para a importancia da televisao quando uma conspiracao internacional, de matriz norte-americana, petroleira, e com o apoio de uma conspiracao nativo-oligarquica-televisiva, o levou ao suicidio. Com ele, para o tumulo, tambem foi o sonho de uma tv publica... JK tentou ressuscita-lo, foi pressionado, chantageado, forcado a abandona-lo. Talvez nao seja muito justa a simples condenacao a Lula porque nao teria, segundo alguns comunicadores, a mesma decisao e coragem dos presidentes da Argentina, Bolivia, Equador e Venezuela em materia de comunicacao. O peso do capitalismo aqui e infinitamente maior, mais desenvolvido, o que constitui-se numa dificuldade adicional, mais complexa, juntamente com a inexperiencia de uma comunicacao publica como a vivida pelo povo argentino no passado. E, sobretudo, por nao ter maioria parlamentar, alem de contar com significativas contradicoes na sua base aliada, composta tambem por empresarios da radiodifusao. Lula nao pode ignorar o resultado das urnas de 2006... Relacoes de forcas la e ca Na Argentina ha a retomada de uma experiencia historica bem sucedida, mas de modo gradual, nada subito. Nao se trata de uma virada de mesa ou de um ajuste de contas, muito menos um juizo final contra a oligarquia midiatica, mas um retorno ao curso de um projeto nacional soberano dos argentinos tambem na area informativo-cultural. Mesmo com Chavez, nota-se uma gradual aplicacao da Constituicao, nao uma eliminacao da comunicacao privada, mas uma atitude governamental legitima para que a lei seja cumprida por todos, demolindo o sistema de sequestro midiatico-empresarial que os radiodifusores de la impunham sobre o povo venezuelano. Mas isto ainda esta em curso, e ainda uma batalha, a grande audiencia ainda esta com a tv e a radio privadas, muito embora a queda vertiginosa das vendas dos jornais conservadores seja emblematica. Quando Chavez foi eleito, em 1988, o jornal El Nacional, vendia 400 mil exemplares. Hoje, rasteja-se em apenas 40 mil exemplares, portanto, numero proporcionalmente inverso ao seu odio editorial diante da popularidade do chavismo. Nao tendo a mesma maioria parlamentar folgada, Lula convoca a Conferencia de Comunicacao. Sua tatica e evidente: libertar a agenda aprisionada pela midia e envolver a sociedade neste debate. Claro que ha duvidas se a capacidade de mobilizacao de todos os movimentos pela democratizacao da comunicacao, ate hoje precaria e rarefeita, tornar-se-a de fato robusta e amplificada rapidamente. O que torna ainda mais surpreendente e incompreensivel a posicao retoricamente radical de alguns destes movimentos desconsiderando esta relacao de forcas, o peso politico e de poder da oligarquia da midia no Brasil, a ausencia de uma maioria parlamentar, tracando uma tatica irreal, baseada no impressionismo da auto-suficiencia de suas proprias forcas. Este calculo leva a que nao considerem o governo como o aliado fundamental neste campo de forcas populares, que deve incluir, obrigatoriamente, o governo Lula, movimento sindical, movimento social, partidos politicos e ate mesmo segmentos do empresariado ameacados pela esmagadora intervencao estrangeira no setor audiovisual, e com riscos de ampliacao se aprovado o PL-29, alias apoiado por alguns que integrantes do movimento de democratizacao da comunicacao. Democratizacao para quem? Folha versus Data-Folha A presenca e o discurso de Lula contra o monopolio da midia na inauguracao de novas instalacoes da Record devem ser considerados como destravamento e visibilidade desta agenda da comunicacao, antes tabu. Tambem e significativa pesquisa feita pelo Data-Folha, apontando que ja 10% dos entrevistados assistem a jovem TV Brasil e que 80% destes gostam do que assistem. Como tambem e significativo o fato de que a Folha - jornal que pediu o fechamento da TV Brasil - nao tenha publicado a noticia com o resultado da pesquisa. Ou seja, a Folha sonega informacao do Data-Folha. Tambem e expressiva a veiculacao de materia de 13 minutos pela TV Record revelando nao apenas a queda da venda de jornais no Brasil, incluindo a Folha de Sao Paulo, mas tambem como este periodico apoiou a ditadura militar (ate entao desconhecido do grande publico) e como ainda nao deu explicacoes sobre a publicacao de documentos adulterados da Ministra da Dilma Roussef. Ja sabemos: na Venezuela o jornal El Nacional perdeu 90% de seus leitores. Na Bolivia, o jornal Cambio , favoravel as transformacoes conduzidas por Evo, ja vende tanto quanto o maior jornal da oposicao racista e conservadora. Como sera o curso no Brasil da perda de credibilidade e de leitores dos jornais? Popularizar a leitura de jornal Esta vertiginosa queda na vendagem de jornais - lembremo-no de que eles informam a “tiragemâ€, mas nao a “voltagem†- amplamente divulgada pela Record vem acompanhada do crescimento da internet como fonte de informacao. Com o plano do governo de democratizar o acesso a banda larga, sobretudo por meio de uma empresa estatal que se encarregue desta tarefa republicana, poderemos nos defrontar a curto prazo com uma situacao inusitada: uma tecnologia do seculo 16, a imprensa de Gutttemberg, ainda hoje com numeros indigentes de circulacao no Brasil e em linha declinante, podera sofrer a concorrencia de tecnologia de ultima geracao para o acesso amplo a informacao. Se vier de fato a ocorrer como se anuncia, tera sido o resultado da visao retrogada da oligarquia midiatica brasileira que foi sempre incapaz de expandir a popularizacao da leitura de jornais e revistas, revelando seu proprio medo de ter que confrontar um povo informado e letrado, com mais habilidades para o exercicio da cidadania e para fazer suas legitimas exigencias historicas. Que avancemos em duas linhas, expandindo o acesso a banda larga publica, mas tambem a leitura de jornal, que e ainda uma divida informativo-cultural a ser paga O que nao se entende e porque foram desprezadas ou nao consideradas tantas propostas e experiencias que tentaram ao longo de decadas - a comecar por Monteiro Lobato que queria fazer da imprensa uma alavanca para a alfabetizacao plena e foi rejeitado - popularizar a leitura de jornais, mesmo com a enorme taxa de ociosidade de 50% da industria grafica brasileira. Como disse Lula recentemente, “ha coisas que o mercado nao sabe fazer ou nao tem interesseâ€. E se o mercado nao e capaz de popularizar a leitura de jornal e revista, e se temos metade das graficas paradas todo o tempo, e se temos um povo proibido praticamente de ler e se as tiragens estao caindo , e se os jornais estao fechando, se temos jornalistas diplomados para o desemprego cronico, por que sera que sindicatos, jornalistas, professores, nao assumem a defesa, perante a Confecom, de um Programa Publico de Popularizacao da Leitura de Jornal e Revista? Programa que se basearia no apoio publico ao florescimento de jornais e revistas, fazendo as graficas funcionarem, publicando em grandes quantidades para distribuicao gratuita ao grande publico sempre proibido de ler? A proposta consta das Teses da Associacao Brasileira de Canais Comunitarios - ABCCOM - a Confecom. Coisas que o mercado nao tem interesse Temos nesta area uma Grande Depressao, como ocorreu nos EUA com a crise de 29. E la, o estado organizou programas publicos de difusao cultural, inclusive de leitura, ocupando os criadores, os escritores, os jornalistas, os artistas, fazendo com que a informacao, a arte e a cultura chegassem – pela primeira vez - aos bairros pobres e negros de Nova Iorque. Como disse Lula, ha coisas que o mercado nao tem interesse em fazer. No Brasil, na area da leitura, sempre estivemos numa eterna grande depressao... Certamente a Confecom nao sera o ajuste final de contas, nao sera o “tudo ou nada†Mas, sera o palco para a organizacao de propostas e das forcas que facam avancar as varias formas de comunicacao publica, estatal, comunitaria, universitaria. Sobretudo aquelas que envolvem uma alianca entre movimentos sindical e social, partidos politicos, segmentos empresariais nao-oligopolistas e o governo Lula, encorajando-o a ir mais adiante em medidas que estao ao seu alcance ja, formatando um campo popular com forca suficiente para dar sustentacao a expansao, consolidacao e qualificacao da comunicacao nao sequestrada pela ditadura do mercado cartelizado. E uma das maneiras de pavimentar as condicoes para termos forcas suficientes para uma mudanca de folego argentino a medio prazo. (*) Pronunciamento de Lula na posse do Ministro Samuel Pinheiro Guimaraes. Beto Almeida e membro do Conselho Diretivo da Telesur e presidente da TV Cidade Livre de Brasilia (webremix.info)


Especialistas em vacina preparam diretrizes para gripe H1N1

A Organizacao Mundial da Saude (OMS) divulgara novas diretrizes para combater o virus da gripe H1N1 na semana que vem, com base nos debates entre especialistas em vacina iniciados em Genebra nesta quarta-feira. Uma porta-voz da OMS confirmou que o Comite Consultor Estrategico de Especialistas (Sage), presidido pelo diretor de imunizacao da Gra-Bretanha, David Salisbury, estava em reuniao, mas nao forneceu detalhes. O grupo, que conta com 15 integrantes, dira a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, uma serie de recomendacoes sobre quem deve ser vacinado contra a gripe H1N1 e quantas doses sao necessarias. Chan revisara e colocara em circulacao as sugestoes. A diretriz da OMS sobre a vacinacao e considerada essencial para as decisoes de investimento da industria farmaceutica, assim como para as politicas governamentais de compra e distribuicao de vacinas contra o virus da gripe suina. O virus H1N1 propagou-se pelo mundo e matou quase 5 mil pessoas desde o seu surgimento este ano, de acordo com a OMS. Os sintomas sao brandos na maioria dos pacientes, mas gravidas e pessoas com problemas de saude, como diabete, sao consideradas casos de risco. Mais cedo na quarta-feira, a GlaxoSmithKline informou que ganharia um impulso decorrente da venda de vacinas contra o H1N1 este ano. Suas rivais como Sanofi-Aventis, Novartis e AstraZeneca tambem devem se beneficiar com campanhas governamentais de vacinacao em massa. Alem da gripe pandemica, o comite Sage revisara as prioridades de imunizacao, incluindo as vacinacoes de rotina e as campanhas de emergencia. Os especialistas sao da Gra-Bretanha, dos EUA, da Siria, do Paquistao, da Tailandia, da Australia, da Finlandia, da Jamaica, da China, de Hong Kong, da Africa do Sul, da Indonesia e da Nigeria. (webremix.info)


Taxa sobre exportação de minério contraria UE e China

A ideia do governo brasileiro de impor 5% de taxas as exportacoes de minerios contraria a estrategia da Uniao Europeia (UE) e deve ainda gerar um acirramento da relacao com a China, importador de minerios. Diplomatas nao descartam sequer retaliacoes em outras areas caso o Brasil siga adiante.Um estudo feito por uma especialista da OMC ainda alerta que um dos resultados da imposicao da taxa pode ser a perda de eficiencia das empresas do setor no pais onde se decidiu pela taxa. No fundo, o debate ocorre entre os paises com grandes reservas naturais e paises ricos que sabem que - sem poder contar com colonias - precisarao garantir acesso a esses produtos nos proximos anos para manter a competitividade de sua industria. Um primeiro sinal dessa tendencia ja ocorreu em 2007 e inicio de 2007, durante a alta nos precos de alimentos. Uma serie de governos de paises produtores de commodities iniciaram a imposicao de taxas de exportacao para tentar reduzir os precos dos produtos em seus mercados, entre eles o arroz. Naquele momento, a OMC, as agencias da ONU e o Fundo Monetario Internacional (FMI) fizeram um apelo para que as taxas fossem retiradas, ja que no mercado internacional ela significava uma elevacao ainda maior dos precos. Diante desse cenario e temendo repeticoes dessas medidas, a UE propos oficialmente no final do ano passado na OMC que novas regras sejam estabelecidas para disciplinar o uso das taxas de exportacoes. A medida nao e proibida e paises sao livres para adotar tais taxas. Mas as medidas sao raras e sao vistas pelos parceiros comerciais como uma "mudanca das regras do jogo" cada vez que sao aplicadas. Isso porque muitos importadores acabam sendo afetados. Se o pais que impoe a taxa e um dos principais fornecedores daquele produto no mercado mundial, o impacto da taxa e ainda a elevacao media do preco mundial daquela commodity. A ideia da UE e a de garantir que as taxas de exportacao tenham um limite. Ou seja, paises que adotem o imposto nao poderiam passar de um certo nivel. O projeto europeu tem um sentido claro de garantir que os paises que nao contam com recursos naturais em abundancia continuem tendo acesso facilitado a esses bens. Caso contrario, serao suas industrias de transformacao - como a de veiculos no caso de minerios - que sofrerao uma queda de competitividade. China Alem dos europeus, outro fator de eventual preocupacao pode ser a China. Pequim e um dos principais mercados importadores de minerios no mundo e vem promovendo um safari na Africa e outras regioes em busca de fornecimento garantido para sua industria, que cresce a 8% ao ano. No caso do Brasil, a taxa pode encarecer o acesso chines aos produtos, o que nao sera considerado como uma acao positiva por parte do Pais. Experientes diplomatas nao descartam nem mesmo que o Brasil possa sofrer em outras areas como forma de uma retaliacao indireta por suas taxas sobre a exportacao de minerios. (webremix.info)


Espécies de água doce são as mais ameaçadas de extinção

Por Alister Doyle, Correspondente de Meio Ambiente OSLO (Reuters) - Animais e plantas vivendo em rios e lagos sao os mais ameacados da Terra, devido ao colapso de ecossistemas, afirmaram cientistas no domingo. Eles pediram a criacao de uma nova parceria entre governo e a comunidade cientifica para ajudar a combater extincoes causadas pela poluicao, aumento de cidades e a expansao da agricultura para alimentar a crescente populacao, o aquecimento global e especies invasoras. Governos de todo mundo haviam firmado um acordo para reducao da extincao de todas as especies ate 2010, durante a cupula de 2002, em Johanesburgo. "Mau gerenciamento e a crescente necessidade dos homens por agua estao levando ecossistemas de agua doce ao colapso, tornando as especies de agua doce as mais ameacadas da Terra", afirmaram os representantes de um grupo de especialistas em biodiversidade, o Diversitas. As taxas de extincao de especies em agua doce sao "de quatro a seis vezes mais altas do que em habitats marinhos ou terrestres." Peixes, sapos, crocodilos e tartarugas estao entre as especies de agua doce ameacados. "A meta de 2010 nao sera atingida", disse Hal Mooney, professor da Universidade de Stanford e presidente da Diversitas. Diversitas vai se reunir com mais de 600 especialistas na Cidade do Cabo, na Africa do Sul, entre 13 e 16 de outubro, para discutir maneiras de proteger a biodiversidade. Lideres do mundo todo concordaram durante a Cupula de Johanesburgo em 2002 em conseguir uma "reducao significativa na atual taxa de perda de diversidade biologica." No entanto, "mudancas em ecossistemas e perda de biodiversidade continuam a acelerar... Taxas de especies em extincao estao ao menos 100 vezes maiores do que na era pre-humana e devem continuar a aumentar", disse Georgina Mace, do Imperial College de Londres e vice-presidente do Diversitas, em um comunicado. Barragens, irrigacao e mudancas climaticas que devem perturbar o ciclo de chuvas estao prejudicando habitats de agua doce. Canais permitem que plantas, peixes e outras especies e doencas cheguem a novas regioes. Ate 2025, alguns especialistas preveem que nem um unico rio chines vai chegar ao mar exceto durante enchentes, com efeitos tremendos para a industria de peixes da China, disse a Diversitas. (webremix.info)


Espanha é favorável ao maior apoio à cultura ibero-americana

Sao Paulo, 3 out (EFE).- A Espanha ve com bons olhos a proposta de ampliar os recursos da Uniao Europeia (UE) para a cultura ibero-americana, afirmou hoje em Sao Paulo a ministra espanhola da Cultura, Angeles Gonzalez-Sinde."A UE ja tem um programa para o cinema para os paises do Caribe e da Africa, mas a proposta para que haja mais fundos para a cultura e uma ideia interessante. Mas precisamos tambem de tempo para uma proposta dessas tramitar na UE", disse a ministra aos jornalistas espanhois. Partiu da ministra colombiana Paula Moreno, a sugestao de criar um fundo europeu para estimular a cultura ibero-americana, liderado pela Espanha quando esta assumir em 2010 a Presidencia semestral do bloco. Gonzalez-Sinde participou neste sabado da Conferencia Ibero-Americana de Ministros de Cultura que encerrou os quatro dias do 2º Congresso de Cultura Ibero-Americana, evento em que participaram autoridades da Espanha, Portugal, America Latina, Caribe e paises africanos de lingua portuguesa. "Se os congressos se consolidarem sera algo formidavel, pois ja temos programacoes avancadas para as proximas edicoes, o terceiro (no proximo ano sera em Medellin, na Colombia) e depois o quarto na Argentina", ressaltou. Sobre o balanco da edicao, que teve como eixo tematico a transformacao cultural na sociedade, Gonzalez-Sinde comemorou a execucao das conclusoes do congresso anterior, no Mexico, e deu como exemplo a adocao de uma lei audiovisual com a existente no Brasil. Conforme a ministra, a lei brasileira conta com acoes concretas, como a conservacao de acervo audiovisual. A ministra avaliou ainda a participacao da Espanha no congresso do proximo ano em Medellin, que tera como pilares a musica e a danca. "Para a Espanha, o congresso da Colombia vai a ser importante. Da mesma forma que para a Colombia a musica popular e algo relevante para a Espanha. E uma industria que, junto com a editorial, e vigorosa", definiu. Nesse sentido, destacou que a colega colombiana esta preocupada com a distribuicao de musica pela internet. "Isso e algo que Moreno quer que tenhamos bem presente e os paises tem que proteger a criacao, mas tambem fomentar a distribuicao", indicou. A ideia de quantificar a participacao da cultura na economia, chamado por alguns analistas franceses de Produto Interno Bruto (PIB) da alegria, foi outro tema abordado por Gonzalez-Sinde durante o congresso. O ministro anfitriao, Juca Ferreira, "disse que a conferencia representou um avanco com relacao a primeira, que abordou temas importantes sobre a questao audiovisual", disse a Agencia Efe. Ele ressaltou que assim como a politica e a economia, a cultura tem importancia tem todos os territorios. "No Brasil achamos que a cultura e um estimulo a construcao da cidadania e o fortalecimento da democracia", sintetizou. Temas como a posicao dos responsaveis da cultura ibero-americana com relacao ao golpe de Estado em Honduras e o isolamento de Cuba, pelo bloqueio economico mantido pelos Estados unidos, foram abordados na reuniao ministerial. Por estarem fora da agenda oficial do encontro, os assuntos devem ser tratados em uma reuniao extraordinaria dos ministros de Cultura proposta por Moreno, que sera definida nos proximos dias. EFE wgm/dm (webremix.info)


Lula quer aumentar cooperação de UE e Brasil com países africanos

Brasilia, 2 out (EFE).- O presidente da Republica, Luiz Inacio Lula da Silva, participara na proxima terca-feira da cupula entre o Brasil e a Uniao Europeia (UE), com o objetivo de potencializar a cooperacao de seu pais e do bloco com a Africa, informaram hoje fontes oficiais.A 3ª Cupula Brasil-UE sera realizada em Estocolmo, onde Lula chegara na proxima segunda-feira, apos uma visita oficial a Belgica no mesmo dia, afirmou o porta-voz do Governo brasileiro, Marcelo Baumbach. "O presidente Lula tem um especial interesse na apresentacao de uma sociedade para o desenvolvimento sustentado da bioenergia na Africa, na qual participarao Brasil, UE e Uniao Africana (UA)", indicou. Alem de Lula, os ministros das Relacoes Exteriores, Celso Amorim, e o do Desenvolvimento, Industria e Comercio Exterior, Miguel Jorge, estarao presentes na cupula. Representando a UE estarao o primeiro-ministro da Suecia, presidente temporario da UE, Fredrik Reinfeldt; o presidente da Comissao Europeia, Jose Manuel Durao Barroso, e as comissarias das Relacoes Exteriores, Benita Ferrero-Waldner, e de Comercio, Catherine Ashton. Nos ultimos anos, Lula promoveu uma aproximacao do Brasil com os paises africanos e ofereceu a grande experiencia brasileira na area de biocombustiveis para desenvolver uma "revolucao verde" no continente. Segundo Baumbach, a iniciativa junto a UE reforcara ainda mais a cooperacao entre Brasil e o bloco, que em junho de 2007 alcancaram um acordo para uma "sociedade estrategica". Lula aproveitara sua estadia em Estocolmo para se reunir com o Reinfeldt e com rei da Suecia, Carl Gustav. Antes da Cupula Brasil-UE, Lula fara uma visita oficial a Belgica na segunda-feira, onde chegara no domingo a noite proveniente de Copenhague, cidade em que assistiu a eleicao do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olimpicos de 2016. Em Bruxelas, Lula tera uma reuniao de trabalho com o primeiro-ministro belga, Herman Van Rompuy, com quem assistira a assinatura de acordos bilaterais relativos a transferencia de presos, previdencia social, consultas politicas, cultura, cooperacao em logistica portuaria e migracoes. Tambem tera um encontro com o rei da Belgica, Alberto II, e assistira ao encerramento de um seminario que reunira empresarios dos dois paises. Segundo Baumbach, o Brasil tambem esta interessado em reforcar a cooperacao com a Belgica no setor de biocombustiveis e potencializar o comercio bilateral, que, no ano passado, alcancou o valor de US$ 6 bilhoes. Em uma minuta da declaracao conjunta que sera adotada por UE e Brasil na cupula, a qual a Agencia Efe teve acesso, ambas as partes se comprometem a alcancar um "acordo global positivo e ambicioso" na conferencia das Nacoes Unidas sobre o clima, que sera realizada em Copenhague em dezembro. No plano da politica internacional e tendo em vista os "recentes eventos politicos" em suas respectivas regioes, UE e Brasil se comprometem a consolidar a seguranca, estabilidade e prosperidade nas mesmas, assim como promover os direitos humanos, a democracia e o Estado de direito. Por enquanto, ambas a partes debatem se incluirao em sua declaracao um pedido especial ao Governo de fato de Honduras, liderado por Roberto Micheletti, para que alcance uma solucao negociada a crise no pais, baseada no Acordo de San Jose, proposto pelo presidente costarriquenho, Oscar Arias, segundo a minuta. EFE ed/pd (webremix.info)


Naspers compra o site Buscapé

O grupo de midia sul-africano Naspers anunciou nesta terca-feira a aquisicao de 91% das acoes da companhia de comercio eletronico Buscape, por US$ 342 milhoes. A companhia - que, no Pais, tem participacoes na Editora Abril (30%)e na empresa de tecnologia Compera nTime - comprou a fatia do fundo Great Hill Partners, entao socio majoritario do Buscape, e de cinco dos nove socios minoritarios. Estudantes criaram sites investindo R$ 100 por mes Tres dos fundadores do site, alem do criador do Bondfaro, concorrente adquirida ha tres anos, permanecem como socios e executivos do negocio por um prazo de cinco anos. Em comunicado, a Naspers informou que a aquisicao sera financiada com recursos proprios e que a equipe administrativa do Buscape sera mantida. Alem do site de comparacao de precos, o grupo nacional tem outras quatro marcas, como a rede de classificados QueBarato! e a consultoria do setor eletronico e-bit. Suas receitas vem de publicidade, venda de plataformas de comercio eletronico e ferramentas de busca utilizadas em mais de cem portais e websites, como Americanas, Microsoft, Globo e Abril, e mais de 320 mil lojas fisicas e virtuais. Para a Naspers, que tem feito aquisicoes em mercados emergentes, o negocio sera uma forma de avancar na area de comercio eletronico na America Latina, onde, avalia a empresa, a penetracao da Internet ainda e baixa. "A Buscape nos da operacoes em rapido crescimento, em linha com nosso foco em e-commerce e com atuacao nos mercados mais importantes da regiao", afirmou o diretor de Internet da Naspers, Antonie Roux. O grupo sul-africano, que tem negocios em midia impressa e eletronica, comprou recentemente operacoes de comercio eletronico no Leste Europeu. Tambem atua na China, Russia, India e Africa subsaariana. Hein Brand, presidente da Naspers para a America Latina, comentou que "apos os investimentos na Abril e na Compera nTime, a Naspers desenvolveu um bom entendimento do crescente mercado brasileiro. O BuscaPe e um dos poucos grupos estabelecidos nesta industria, e pode crescer ainda mais", informou o executivo, em comunicado. O presidente e um dos fundadores do Buscape, Romero Rodrigues, afirmou que a aproximacao entre as empresas comecou ha dois anos. Segundo ele, a marca continuara a existir e a empresa nao sera incorporada por outra do grupo Naspers. "Estamos estudando sinergias com outras empresas do grupo que fazem a mesma coisa." Criada ha dez anos por estudantes da Universidade de Sao Paulo e da Fundacao Getulio Vargas, a companhia comecou com 35 lojas cadastradas e 55 mil visitas ao mes. Este ano, o grupo deve fechar com 600 mil lojas cadastradas e 62 milhoes de usuarios. A empresa nao revela o faturamento. Em 2006, apos a fusao com o Bondfaro, as receitas anuais eram de cerca de R$ 30 milhoes. A companhia tem operacoes em 28 paises da America Latina. Segundo dados da consultoria e-bit, que tambem pertence ao grupo Buscape, o comercio eletronico brasileiro movimentou R$ 3,8 bilhoes no primeiro semestre. No terceiro trimestre, o crescimento em relacao ao ano passado foi de 30%. As informacoes sao do jornal O Estado de S.Paulo Leia mais sobre: Buscape (webremix.info)


Naspers compra 91% do site BuscaPé

O maior grupo de midia da Africa, Naspers, anunciou nesta terca-feira que comprou 91% do site brasileiro de comparacoes de precos BuscaPe por US$ 342 milhoes, como parte de estrategia para expandir-se em mercados emergentes. A Naspers, que detem participacoes em companhias na China, na Russia e na Europa, alem do Brasil, informou que a aquisicao sera realizada com recursos proprios disponiveis. – Depois de investimentos na (editora) Abril e na Compera nTime, a Naspers desenvolveu um bom entendimento do mercado brasileiro que atravessa rapido crescimento. O BuscaPe e um dos poucos nomes estabelecidos na industria e que pode crescer mais –, afirmou o presidente-executivo das operacoes latino-americanas da Naspers, Hein Brand. (webremix.info)


As multinacionais brasileiras pensando o Brasil

Uma das principais caracteristicas das grandes nacoes do planeta e o fato do governo nao ser o unico formulador de politicas publicas e de visoes estrategicas. Desde o seculo 19, os empresarios tiveram papel de relevo na formacao do poderia norte-americano. Leia todas as colunas de Luis Nassif O Brasil comeca a entrar agora nesse ciclo. Nos ultimos anos, as empresas avancaram em modelos de gestao, dominio sobre o mercado de capitais, acesso a credito internacional, internacionalizacao. Agora, comecam a se voltar para a visao estrategica de pais, entendendo-a indissoluvel da estrategia de cada empresa. E por ai que se entende a publicacao “Plano de Acao Contra a Crise”, producao conjunta da Cupula Empresarial e do Forum Nacional, juntando as maiores empresas do Pais e os executivos de maior lideranca. *** O trabalho comeca tecendo loas a “cultura da esperanca” – ou seja, na aposta cerrada no Pais. Mostra a importancia de transformar a crise em oportunidade. Endossa o triunfalismo com que Lula vem cercando o discurso publico. *** Depois, traca um cenario do mundo que se tera pela frente, com o crescimento da importancia dos BRICs (os grandes emergentes), o novo papel do G20 (o grupo dos 20 paises mais desenvolvidos, em substituicao ao G8). *** O capitulo seguinte e sobre as novas ideias, a visao moderna do crescimento e do desenvolvimento. E ai desemboca em um conjunto de conceitos desenvolvidos nos ultimos anos – muitos dos quais antecipei no meu livro “Os Cabecas de Planilha”, de alguns anos atras. Dentro dessa visao estrategica, papel central e desempenhado pela chamada Produtividade Total dos Fatores – onde entram elementos como inovacao, progresso tecnologico, papel das instituicoes economicas, dos novos equipamentos e das redes entre empresas, facilitadas pela Internet. *** O trabalho enfatiza a importancia dos chamados conhecimentos intangiveis – educacao, tecnologias genericas, engenharia de produto e processo, informacao etc. E propoe uma economia do conhecimento ou economia criativa para o Pais. *** Para o curto prazo, o trabalho defende a preservacao da renda e do emprego em setores vitais; a superacao da vulnerabilidade externa ja existente; a contencao dos gastos de custeio para os Tres Poderes, liberando para investimento. *** Para dar foco as acoes, propoe a criacao de Grupos Executivos para cada uma das prioridades, formados no ambito das entidades empresariais ou empresas de setores especificos. *** Finalmente, entende-se o papel central das pequenas e micro empresas no processo de desenvolvimento. O trabalho propoe nao apenas mecanismos que facilitem a formalizacao, como transforma-las em agentes de inovacao. *** Sugere controle dos gastos publicos. Mas tambem uma estrategia de diversificacao da pauta de exportacoes. E a montagem de uma matriz logistica, com a modernizacao do Ministerio dos Transportes e da Secretaria Especial dos Portos. *** A rigor o trabalho nao traz ideias que nao tenham sido debatidas antes – ainda que em circuito menor. Sua importancia reside no fato de terem se transformado nas ideias-chave para a nova visao do Pais no mundo. A volta dos derivativos A diminuicao do clima de aversao ao risco a partir do segundo trimestre fez com que os bancos norte-americanos voltassem a operar com derivativos – aplicacoes de alto risco cuja especulacao desenfreada contribuiu decisivamente para a crise. Segundo o Departamento do Tesouro dos EUA, os cinco grandes bancos comerciais, JPMorgan Chase, Goldman Sachs, Bank of America, Citigroup e Wells Fargo, concentraram 97% do lucro de US$ 5,2 bilhoes com essas operacoes no periodo. BB mais forte no BV O Banco do Brasil consolidou sua participacao no Banco Votorantim. A instituicao estatal ampliou sua participacao no BV para 49,99% do capital votante, e 50% do capital social. Pela fatia, o BB injeta R$ 3 bilhoes na Votorantim Financas e R$ 1,2 bilhao no Banco Votorantim, por meio de subscricao de acoes. O BB e o BV prometem reduzir em “pelo menos 25% o valor maximo para a taxa de cadastro da BV Financeira, enquanto o valor efetivamente cobrado devera ser reduzido em no minimo 9,1%”. Carrefour pode deixar o Brasil Pressionado por grandes acionistas europeus, o grupo supermercadista frances Carrefour pode ter que descontinuar suas atividades em paises emergentes, como Brasil e China. A Colony Capital e Bernard Arnault, dono da gigante de luxo LVMH, sugerem que o grupo deixe essas operacoes como forma de reduzir custos. No entanto, o presidente mundial do Carrefour, Lars Olofsson, disse os emergentes sao prioridade nos planos de expansao. A queda das exportacoes A queda das exportacoes brasileiras nao foi um problema de cambio (real valorizado), mas de enfraquecimento da demanda mundial, disse o ministro de Desenvolvimento, Industria e Comercio Exterior, Miguel Jorge. Durante encontro de chefes de Estado da America do Sul e da Africa na Venezuela, Jorge afirmou que o governo esta abrindo novos mercados, e descartou reduzir impostos ou juros das empresas exportadoras. "Os juros estao bons", disse. "Nunca foram tao baixos". Otimismo aumenta para 2010 O otimismo em relacao ao desempenho da economia em 2010 aumentou. Segundo o boletim Focus, do Banco Central, a previsao de crescimento do PIB no ano que vem subiu de 4,2% para 4,5%. Pela segunda semana consecutiva, a estimativa de expansao da economia neste ano ficou em zero. A taxa Selic deve ficar em 8,25% este ano e subir para 9,5% ate o final de 2010, estimou o mercado. Ja a producao industrial deve cair 7,24% em 2009, e crescer 6% no proximo ano. Empresas estao honrando dividas O numero de empresas que deixaram de honrar seus compromissos esta diminuindo. O Indicador Serasa Experian de Inadimplencia das Empresas apontou um declinio de 12,7% na inadimplencia das pessoas juridicas de julho para agosto. A recuperacao da liquidez, queda da inadimplencia do consumidor e o fator calendario (agosto teve dois dias uteis a menos que julho) contribuiram para a melhora do desempenho no periodo. (webremix.info)


Marinha britânica apreende 5,5 toneladas de cocaína em barco pesqueiro

A Marinha britanica anunciou a apreensao de cinco toneladas e meia de cocaina com valor estimado de vendas nas ruas de US$ 380 milhoes (cerca de R$ 703), na costa da America do Sul. A fragata HMS Iron Duke apreendeu a droga, na maior apreensao do tipo ja feita pela corporacao, em um barco pesqueiro de 138 pes (cerca de 42 metros).A Marinha britanica e a guarda-costeira americana interceptaram o barco depois de ele ter sido avistado pela tripulacao de um helicoptero da marinha. A carga de 212 pacotes de cocaina, pesando cerca de 26 quilos cada, foi apreendida em uma area conhecida pelo movimento do trafico - mas nao revelada pelas autoridades. Segundo o comandante da fragata, Andrew Stacey, essa foi "a maior apreensao de cocaina ja feita em termos de valor e volume. E um grande golpe para a industria dos narcoticos." Sucesso contra as drogas Stacey disse que a tripulacao, com o apoio de um helicoptero e barcos inflaveis, interceptou o barco, MV Cristal, no dia 15 de setembro e passou 24 horas fazendo buscas ate encontrar as drogas, escondidas em tanques ocultos sob o deque por uma camada de concreto. Depois da apreensao, o barco dos traficantes foi afundado pela Marinha. O comandante Stacey afirmou que foram presos varios traficantes, de diferentes nacionalidades, mas nao revelou mais detalhes. Outro navio britanico, o RFA Fort George, tambem esteve envolvido na operacao. A primeira tarefa do HMS Iron Duke, durante sua missao de seis meses, e dar assistencia aos moradores dos territorios britanicos - dentre eles algumas ilhas do Caribe, como Anguilla, Bermudas e Ilhas Virgens Britanicas - durante a temporada de furacoes. O navio de guerra tambem coopera com operacoes anti-narcotrafico. Em julho e agosto, o navio esteve envolvido em duas operacoes que apreenderam cocaina com valor de venda nas ruas de cerca de R$ 115 milhoes. O principe William serviu a bordo do HMS Iron Duke em julho de 2008, quando a tripulacao apreendeu cocaina no Caribe, com valor de mais de R$ 118 milhoes em vendas nas ruas. (webremix.info)


Marfrig deve comprar 51% do Grupo Zenda, do Uruguai

A Marfrig Alimentos pretende adquirir 51% do Grupo Zenda, empresa uruguaia do setor de couros, pelo valor de US$ 49,5 milhoes. O compromisso assinado e para aquisicao inicial dessa fatia, mas tambem preve a transferencia das acoes remanescentes de acordo com o desempenho operacional do negocio, como explica a Marfrig, em nota ao mercado. O Banco do Brasil assessorou a operacao. De acordo com o informe, o Grupo Zenda, com sede no Uruguai, tem capacidade diaria de producao de ate 7 mil couros acabados e cortados e possui unidades na Africa do Sul, na Alemanha, na Argentina, no Chile, na China, nos Estados Unidos, em Hong Kong e no Mexico. A Marfrig espera obter "beneficios significativos" de sinergias pela expansao de capacidade e valor adicionado as suas operacoes com couro bovino no Uruguai e na Argentina. O Grupo Zenda, que faturou em 2008 aproximadamente US$ 177 milhoes, fornece produtos para a industria automobilistica (BMW, Audi, Ford, Peugeot, VW, Porsche, Citroen, Nissan e Mitsubishi) e de aviacao (Hawker Beechcraft, LAN, Aerolineas Argentinas e Pluna). A Marfrig informa que "a diretoria e os corpos tecnico, operacional e comercial do Grupo Zenda permanecerao na empresa nesta associacao". Parceria A Marfrig e o Grupo Martins (Martins Comercio e Servicos de Distribuicao S/A, Smart Varejos e Banco Triangulo) firmaram em 18 de setembro um protocolo de intencoes para criar uma parceria comercial pelo periodo de cinco anos. A ideia, segundo fato relevante da Marfrig, e buscar ganhos comuns nos canais de distribuicao e logistica dos dois grupos para atender seus clientes de varejo (restaurantes, acougues e supermercados), podendo ser prorrogado por igual periodo. O objetivo e ampliar a distribuicao e a penetracao dos produtos da Marfrig e do Grupo Martins. A Marfrig tambem comunicou que firmou protocolo de intencoes com os Frigorificos Margen e Mercosul para o arrendamento de 11 unidades frigorificas que, juntas, possuem capacidade de abate de 8,8 mil cabecas de gado por dia e de uma industria de charquearia com producao de 1.700 toneladas de produtos industrializados por mes. As unidades arrendadas estao localizadas nos estados de Goias, Para, Rondonia, Mato Grosso do Sul, Parana e Rio Grande do Sul. A conclusao dos arrendamentos esta condicionada a autorizacoes legais. Emissao de acoes A Marfrig tambem informou que seu conselho de administracao aprovou, ontem, uma oferta primaria de acoes. A operacao, que sera realizada no Brasil, com esforcos de colocacao no exterior, tem como coordenador lider o Bradesco BBI. A oferta tem possibilidade de lote suplementar de 15% e adicional de 20%. Na mesma reuniao, a empresa aprovou um aumento de capital de ate 232,056 milhoes de acoes ordinarias, o que ampliaria seu capital social para 500 milhoes de acoes. (webremix.info)


Venezuela se endivida para manter gasto público durante crise

Um ano apos o agravamento da crise economica internacional, que provocou uma acentuada queda nos precos do petroleo, motor da economia venezuelana, o governo de Hugo Chavez decidiu optar pelo endividamento para cobrir o deficit fiscal e manter o ritmo de gastos publicos praticado no periodo da bonanca petroleira. Quinto maior exportador de petroleo do mundo, a economia da Venezuela continua atada e vulneravel ao desempenho dos precos do combustivel, que sofreram uma queda de 55%.Isso significa que, neste ano, deixarao de ingressar nos cofres venezuelanos US$ 45 bilhoes, 42% a menos que o total de US$ 95 bilhoes que entraram no pais no ano passado, segundo relatorio divulgado em agosto pela Cepal (Comissao Economica para a America Latina e o Caribe). Ainda que a atividade petroleira represente apenas 12% da composicao do PIB (Produto Interno Bruto) da Venezuela, 95% do total de divisas que ingressam no pais dependem das exportacoes petroliferas. Deficit fiscal Com quase metade dos recursos disponiveis em relacao ao ano passado, o deficit venezuelano aumentou. De acordo com o Banco Central da Venezuela (BCV), de janeiro a maio deste ano, o deficit fiscal acumulado foi de 16,5 bilhoes de bolivares (aproximadamente US$ 7,7 bilhoes), o equivalente a cerca de 2,5% do PIB do pais. Para cobrir esta brecha e enquanto espera a estabilizacao dos precos do petroleo em um patamar superior aos US$ 70 por barril - calculo que, de acordo com analistas, daria folego a economia do pais -, o governo tem optado pela emissao de titulos da divida interna e externa para manter o gasto publico. O endividamento e destinado ao pagamento dos juros da divida e para financiar o consumo interno. So no mes de maio, o governo pediu emprestado, por meio da emissao de bonus, o equivalente a US$ 3,25 bilhoes para cobrir o deficit. De acordo com cifras do Ministerio de Financas, no primeiro semestre deste ano, o governo contraiu US$ 14 bilhoes em divida externa, valor equivalente ao total acumulado em 2008. Em divida interna, estima-se que o total de emprestimo previsto ultrapasse os US$16 bilhoes. Endividamento Para o economista Andres Santeliz, professor da Universidade Central da Venezuela, o aumento do deficit fiscal em um cenario de recessao mundial nao preocupa. "Em uma situacao recessiva, a recomendacao e expandir o gasto e o deficit fiscal para conter a recessao", afirmou. "E necessario endividar-se. Nao se sabe quanto tempo mais pode durar essa crise". Se este ritmo for mantido, o incremento da divida pode ser de ate 30%, de acordo com analistas. Alem do endividamento, o governo tambem pode recorrer as reservas internacionais acumuladas neste ano em US$ 15,8 bilhoes e a recursos dos fundos binacionais formados com China, Ira e Russia. Contracao Os reflexos da crise tambem afetaram o desempenho do PIB. Depois de registrar cinco anos de crescimento continuo, a economia venezuelana - uma das que mais cresceu na America Latina neste periodo - encolheu 2,4% no segundo trimestre deste ano, em relacao ao mesmo periodo do ano passado. Este resultado, somado ao crescimento de 0,5% registrado no primeiro trimestre, totaliza uma contracao de 1% no primeiro semestre do ano. Para o economista e ex-ministro de Industria e Minerios Victor Alvarez, no entanto, o resultado nao e "nada grave", se comparado com paises como Chile, que encolheu 4,3% no segundo trimestre, ou Mexico, que teve uma queda acumulada no primeiro semestre de 10,3%. Alvarez afirma, porem, que a contracao do PIB poderia ter sido evitada se o Executivo tivesse aplicado um pacote de estimulos para incrementar a atividade industrial do pais. "Critica-se os governos de tendencia neoliberal que deixam nas maos do mercado a recuperacao da sua economia, mas o governo venezuelano nao fez diferente", afirma. De acordo com o Banco Central da Venezuela, o crescimento negativo se deveu a baixa dos precos do petroleo e, fundamentalmente, a queda na producao industrial, que se retraiu 8,3% devido a escassez de materias-primas e de recursos para importar estes insumos. Austeridade A primeira medida "anticrise" anunciada pelo governo foi uma diminuicao nos gastos, decisao criticada por analistas que defendiam sua ampliacao para manter ativa a economia venezuelana. Entre as acoes anunciadas pelo governo no inicio do ano estavam a reducao de 6,7% no orcamento de 2009 e um reajuste do salario minimo abaixo dos indices de inflacao acumulada no ano anterior. Para o economista Victor Alvarez, ao inves de conter o gasto publico, o Executivo deveria ter adotado programas de financiamento para estimular novos investimentos no setor industrial. "O desafio do governo e reindustrializar o pais", afirma. O governo, porem, sinaliza ter abandonado a ideia de poupar recursos. O Parlamento aprovou, no inicio de setembro, US$ 9,3 bilhoes em creditos adicionais para o Executivo. 'Arranhao' Os analistas concordam, no entanto, que o impacto da crise na Venezuela foi menor do que se esperava. "Quando descarrilou o trem da economia mundial, muitos passageiros sofreram fraturas graves, mas os venezuelanos so sairam arranhados", afirma Victor Alvarez. Para o economista Abelardo Daza, do Instituto de Estudos Superiores em Administracao (IESA), "o impacto da crise tem sido menor do que o esperado" na Venezuela. Em sua opiniao, isso se deve a recuperacao do preco do petroleo, que voltou a subir de US$ 40 a US$ 70 por barril, e ao controle cambiario, que evitou a evasao de capitais. Para Alvarez, a Venezuela pode sair "facil e rapido" de um eventual cenario recessivo, mas isso dependera da capacidade de recuperacao da atividade economica nacional. "Isso coincide com o fato de que as principais economias do mundo dizem que o pior ja passou". (webremix.info)


'Governos dos países ricos são culpados pela crise', diz Lula

O presidente do Brasil, Luiz Inacio Lula da Silva, criticou duramente os "paises ricos", o G-8 e outros organismos internacionais, e responsabilizou os governos de paises desenvolvidos pela crise economica mundial. "Os governos dos paises ricos sao os culpados (pela crise) por que nao cuidaram da regulamentacao do mercado", disse o presidente, em entrevista exclusiva a BBC sobre o colapso do sistema financeiro global. Clique aqui e assista a integra da entrevista de Lula Lula se posicionou como uma especie de porta-voz informal dos paises em desenvolvimento desde o comeco da crise. Ele vem defendendo o que acredita ser os interesses dos pobres em lugares como America Latina, Africa e Asia, pedindo mudancas no sistema financeiro global. Na entrevista com a BBC, Lula afirmou que os governos dos paises ricos "sabiam como dar palpite em tudo sobre a economia dos paises em desenvolvimento. Agora, quando a dor de barriga aconteceu com eles, eles nao sabiam como agir". Suas criticas tambem foram dirigidas a instituicoes economicas internacionais: "O FMI nao tinha solucao, nao tinha certeza e nao tinha resposta. O Banco Mundial nao tinha solucao, nao tinha certeza e nao tinha resposta. E os governos tambem nao tinham!" 'Banqueiros de olhos azuis' O presidente Lula tambem insistiu em afirmar que a crise foi criada por banqueiros brancos de olhos azuis no mundo rico. A expressao causou polemica quando o lider brasileiro a pronunciou pela primeira vez, em marco deste ano, ao lado de Gordon Brown, durante visita do primeiro-ministro britanico a Brasilia. Aquela epoca, Lula foi criticado por ter usado a expressao, considerada por muitos como inapropriada, quase racista. Durante essa entrevista, gravada para a serie especial "The Love of Money", da BBC 2, o presidente disse que nao se arrependia, e voltou a falar da mesma forma. "Aquilo que eu queria dizer esta mais forte hoje do que estava na epoca. O que eu quis dizer era que nao eram os indios ou os negros que deveriam pagar a conta (pela crise), mas sim os responsaveis pela crise, que eram os banqueiros de olhos azuis. E que nao jogassem a culpa em cima dos pobres do mundo, como sempre acontece quando tem uma crise economica", disse Lula. O presidente, entretanto, parece muito confiante em que os lideres do G-20 (o grupo das 20 maiores economias do mundo) consigam encontrar solucoes para a crise, se continuarem a trabalhar juntos. Eles se encontrarao novamente para discutir a crise em Pittsburgh, nos EUA, nos dias 24 e 25 de setembro, e o Brasil espera influenciar o debate, pedindo a consolidacao do grupo e mais mudancas no sistema financeiro. Lula defendeu o grupo, afirmando que o G-20 esta se tornando um forum extremamente importante para debater e encontrar solucoes para a economia. Ele tambem argumenta, entretanto, que o grupo deve ampliar seus objetivos e comecar a discutir e implementar politicas para acelerar o desenvolvimento de paises pobres. "Espero que nao seja um forum apenas para resolver o problema da crise. Os pobres do mundo, os emergentes do mundo sao chamados apenas para resolver o problema da crise e, quando a crise terminar, acaba-se com o G-20 e volta ao G-8". De acordo com o presidente brasileiro, o G-8 nao tem credibilidade para lidar com os novos desafios da economia global. "O problema e que o G-8 e um clube fechado. Do ponto de vista da discussao da crise economica, acho que o G-8 nao tem legitimidade", disse ele. Leia abaixo a entrevista do presidente Lula a BBC. BBC - Dia 15 de setembro de 2008. O banco de investimentos Lehman Brothers quebra. O senhor pode me contar como foi informado da quebra? Como o senhor recebeu a noticia? Qual foi o impacto dela? Presidente Luiz Inacio Lula da Silva - A noticia foi dada com muito destaque em todos os meios de comunicacao do Brasil. Lembro que no dia seguinte fizemos uma reuniao com o Ministerio da Fazenda e o Banco Central para discutir os efeitos da quebra do Lehman Brothers. E, na verdade, o que constatamos e que a quebra do Lehman Brothers era apenas o resultado de um modelo economico que estava falindo, de um modelo baseado na especulacao financeira, que tinha dado sinais muito fortes (de fragilidade) um ano antes. Lembro que estava no Panama quando sairam as primeiras noticias do subprime, dos titulos imobiliarios americanos, eu estava numa reuniao empresarial. Alguns empresarios ficaram preocupados, alguns brasileiros, e comecei a brincar, perguntando se alguns deles tinham dinheiro aplicado no subprime. A partir dali faziamos reunioes mensais (de avaliacao da crise do subprime) no Brasil, ate que quebrou o Lehman Brothers. Ai acho que chegamos ao apice da crise porque, com a quebra do Lehman Brothers, a sequencia natural foi a extincao do credito internacional. Acabou o credito para todo mundo, sumiram os dolares que estavam passeando pelo mundo. Diziam que havia trilhoes e trilhoes de dolares atravessando o oceano e, de repente, desapareceram esses dolares. Nao tinha mais credito no mundo e isso teve, inclusive no Brasil, efeitos muito desastrosos. BBC - Especificamente no dia ou no dia seguinte, com quem o senhor conversou? Em que momento o senhor entrou em contato com os Estados Unidos, por exemplo? Quem e que lhe deu a noticia? Lula - Na verdade nao entrei em contato com os EUA porque havia contatos do ministro da Fazenda brasileiro com o ministro americano, do presidente do Banco Central brasileiro com o do Banco Central americano. Minha conversa era diretamente com o pessoal da area economica brasileira. Comecamos a sentir problemas mais serios, como a falta de credito. Empresas como Petrobras, Vale do Rio Doce, tinham problemas de tomar dinheiro la fora. Nossos exportadores comecaram a ter problemas e problemas. Antes faziamos uma avaliacao de que a crise chegaria no Brasil com um efeito muito pequeno. Nao apenas economistas do governo, mas economistas da oposicao. Todo mundo dizia que por conta do subprime a crise seria muito pequena no Brasil. Ate que quebra o Lehman Brothers. O que aconteceu? Tivemos em setembro, outubro, novembro e dezembro muito panico junto ao empresariado brasileiro, aos meios de comunicacao. Acho que houve um exagero de setores empresariais brasileiros. Como a industria automobilistica, que deu ferias coletivas no final do ano, ficou praticamente um mes sem produzir para desovar o estoque. (Isso) causou um impacto muito grande no PIB industrial, coisa que nao precisaria ter causado. Alguns empresarios que estavam com projetos de investimentos ja aprovados pelo BNDES pararam para ver o que estava acontecendo. E ai todo mundo comecou a ficar com medo. Fui a TV no dia 22 de dezembro convocar o povo a comprar, porque dizia-se que se o povo comprasse, fizesse divida e ficasse desempregado, nao teria como pagar. Eu fui dizer que se ele nao comprasse poderia perder o emprego, porque a economia ficaria atrofiada. O dado concreto e que no comercio varejista continuamos crescendo. Ninguem reclamou. O povo continuou consumindo e o Estado continuou fazendo seus investimentos, ou seja, a crise se deu exatamente na iniciativa privada, no sistema financeiro, no credito internacional. Porque tambem os bancos brasileiros nao estavam subordinados a especulacao como estava a economia internacional. Porque nos temos uma regulamentacao em que o sistema financeiro so pode alavancar ate 10 vezes seu patrimonio liquido, quando no exterior voce poderia especular 30 vezes, 35 vezes. BBC - Voltando um pouco, presidente, em que momento exatamente o senhor se deu conta de que crise poderia bater forte no Brasil? Lula - O momento mais duro foi quando vi a Petrobras ir a Caixa Economica tomar dinheiro emprestado, competindo com pequenos empresarios. E por que a Petrobras foi a Caixa Economica? Porque nao tinha credito fora (do Brasil). Agora imagine voce, uma empresa como a Petrobras, com valor patrimonial de mais de US$ 200 bilhoes, nao conseguir emprestimo no exterior e porque a coisa estava realmente muito ruim. Bem, depois disso, eu acredito que tomamos algumas decisoes importantes. E importante lembrar que haviamos criado o PAC em 2007. Nao se falava em crise quando adotamos o maior programa de investimentos em obras de infraestrutura ja feito no Brasil. Eram US$ 304 bilhoes previstos ate 2010 na area de infraestrutura, na area de saneamento basico, na area de habitacao. Quando a crise se aprofundou, comecamos a tomar medidas anticiclicas, que permitiram que a economia brasileira fosse analisada como a que tinha entrado por ultimo na crise, e que poderia sair primeiro da crise. E isso nos deixou mais otimistas. Alguns setores empresariais comecaram a fazer mais investimentos. Em reunioes com o BNDES provoquei meu amigo Luciano Coutinho (presidente do banco) para que chamasse os empresarios que tinham investimentos financiados pelo BNDESa comecar a tocar as obras. Em todas as obras de infraestrutura, acordamos para que as empresas contratassem dois ou tres turnos, para que a gente pudesse gerar os empregos que a economia precisava. E penso que isso conseguiu estabilizar. No primeiro semestre de 2009, por exemplo, a industria automobilistica vendeu mais que no mesmo periodo de 2008. Porque nos demos incentivos. Abrimos mao de determinados tributos para fomentar a linha branca, geladeira, maquina, fogoes, carros, material de construcao civil. Lancamos um programa muito grande de construcao, de um milhao de casas, para incentivar a construcao civil. Tudo isso permitiu que nos, sem abrir mao de nenhum centavo na politica social, sem abrir mao de um centavo no PAC, criassemos mais politicas de investimento para enfrentar a crise. Porque nos tambem entendiamos que era uma crise diferente. Nao era uma crise de contencao ou de ajuste fiscal, era uma crise de investimento. Era uma crise na qual o Estado deveria aparecer como sujeito da historia. O Estado precisava fazer aquilo que a iniciativa privada nao conseguia fazer. E, gracas a Deus, nos conseguimos dar passos importantes. BBC - Na sua opiniao, quais foram os fatores que levaram a essa crise? Lula - Acho que a primeira coisa foi a falta de regulamentacao do sistema financeiro. Quando voce tinha crise na Asia, na Russia, no Brasil ou no Mexico, eram crises de paises em desenvolvimento. As pessoas nao davam muita importancia, exigiam que os paises fizessem ajustes fiscais muito fortes, a economia ficava atrofiada, ate falamos de decada perdida. No fundo foram duas decadas perdidas na America do Sul. Essa crise acontece quando todos os paises da America do Sul, da America Latina, vivem um momento excepcional de crescimento. E a especulacao, bancada pelos paises ricos, e que levou a essa crise. Nao havia nenhuma regulamentacao no sistema financeiro. O que justificou o preco da soja e de outras commodities subirem de forma astronomica, sem nenhum criterio, a nao ser a especulacao financeira? As pessoas estavam fugindo do subprime e entraram no mercado futuro de commodities. Quando os precos das commodities comecam a voltar a normalidade, comeca a especulacao imobiliaria nos Estados Unidos. E, depois disso, comecamos a saber que os bancos nao tinham a menor regulamentacao. Acho que foi uma licao de vida para todo mundo. O sistema financeiro nao pode deixar de ter regulamentacao. E o Estado nao pode deixar de ter um papel importante, de indutor e regulador da economia dos paises. Aquela tese do Consenso de Washington de que o Estado tem que ser minimo, de que o Estado nao pode nada, de que o Estado atrapalha e de que o mercado podia tudo acabou! Acabou porque, quando o sistema financeiro quebrou, quem era o paizao que tinha que ajudar? Era o Estado. Foi o Estado americano que teve que colocar dinheiro, o Estado brasileiro que teve que colocar dinheiro, o Estado alemao que teve que colocar dinheiro. Penso que agora as pessoas estao percebendo que o Estado tem um papel extraordinario no equilibrio das relacoes economicas internas e externas. BBC - Essas foram as causas. Quem sao os responsaveis por isso? Lula - Sao os governos. Os governos, que nao cuidaram da regulamentacao. BBC - Que governos especificamente? Lula - Veja, nao tem uma pessoa. E um sistema. Nao era possivel que os bancos continuassem ganhando dinheiro sem produzir uma caneta, uma folha de papel, um sapato. Apenas especulando, especulando. Era o papel A que passava para a mao do banqueiro B, depois o papel C passava para mao do B, ou seja, o mesmo papel fazia muita gente ganhar dinheiro sem produzir uma peca qualquer. BBC - Sim a culpa e dos governos. Mas de todos os governos? Ou dos governos dos paises ricos? ula - Acho que nesse caso e dos paises ricos. Por que? Porque acreditaram durante decadas que o mercado por si so resolveria todos os problemas. Ai quando o mercado se mostrou fragil, incompetente, ai os Estados comecaram a perceber que tinham que agir. E agir fortemente. E no Brasil nos nao vacilamos. No Brasil nos tomamos as medidas que tinhamos que tomar para permitir que a economia se recuperasse mais rapidamente. Os paises ricos sao os mais culpados porque sabiam dar palpite em tudo sobre a economia dos paises em desenvolvimento. Agora, quando a dor de barriga aconteceu com eles, eles nao sabiam como agir. O FMI nao tinha solucao, nao tinha certeza e nao tinha resposta. O Banco Mundial nao tinha solucao, nao tinha certeza e nao tinha resposta. E os governos tambem nao tinham! Dai a importancia das decisoes que foram tomadas, de articular o G-20. O G-8 ja nao resolvia mais o problema da crise economica, ate porque eram os paises do G-8 que tinham a maior responsabilidade pela crise financeira. E eles sabiam que a irracionalidade do sistema financeiro deles ia causar prejuizos mais fortes nos paises mais pobres, sobretudo nos paises da Africa, e ai se criou o G-20, que, acho, comecou a encaminhar solucoes importantes para o problema da crise economica. BBC - Do seu ponto de vista, o Brasil fez toda a licao de casa, estava num grande momento, ia explodir e acontece a crise. Como o senhor pessoalmente se sentiu quando percebeu que, apesar de ter feito toda a licao de casa... Lula - Essa e uma coisa muito engracada porque, no mes de junho (de 2008), fizemos uma reuniao da equipe economica e da coordenacao de governo, nos estavamos preocupados com o excesso de crescimento do Brasil. Ou seja, estavamos com um olho na inflacao e, ao mesmo tempo, com um olho no alto consumo brasileiro. A industria automobilistica estava vendendo muito, o povo estava comprando muito, e eu sei que me foi feita a sugestao de que a gente comecasse a fazer um pouco de contencao no consumo. E eu dizia que a gente nao poderia fazer contencao no consumo, porque se a gente aumentasse o preco do carro, diminuisse a quantidade de prestacoes, criasse o IOF, a gente ia dar injecao na veia para desativar a economia brasileira, e eu nao queria. E ai veio a crise, sabe, desativou por conta propria. Eu diria um pouco porque ela foi muito forte e um pouco porque muitos empresarios brasileiros ficaram com medo. Essa e a verdade. Nos tivemos 50% ou 60% de crise e nos tivemos 40% de panico. Muitas pessoas agiram de forma precipitada no enfrentamento da crise, sobretudo os investidores. E no governo nos resolvemos, entao, tomar as medidas que tinhamos que tomar. BBC - Mas como o senhor se sentiu, pessoalmente, quando o senhor percebeu... Lula - Eu me senti decepcionado. Porque depois de 20 anos sem crescimento economico, depois de o Brasil fazer tudo o que tinha que fazer, depois de a gente estabilizar a economia brasileira, depois de a gente controlar a inflacao, depois de a gente lancar um programa de desenvolvimento... Nao apenas o Brasil mas toda a America do Sul e America Latina vinham vivendo um momento de ouro. As economias cresciam acima de 5% em todos os paises e, de repente, nos, que passamos a vida inteira sofrendo a amargura da instabilidade, quando estavamos estaveis, o mundo rico, que parecia estavel, estava instavel. Houve uma mudanca de comportamento nas crises e foi muito decepcionante para paises da America do Sul, paises africanos, da America Latina, porque nos estamos sendo vitimas da irresponsabilidade dos paises ricos. BBC - Vamos entao para o G-20, um assunto que o senhor ja tocou. Antes da reuniao do G-20, o primeiro-ministro da Gra-Bretanha, Gordon Brown, visitou o Brasil, numa preparacao para o G-20. E, ao lado dele, o senhor deu aquela famosa declaracao de que a responsabilidade da crise e dos banqueiros brancos de olhos azuis. O que o senhor queria dizer com aquela frase, dita ao lado do primeiro-ministro da Gra-Bretanha? Lula - Aquilo que eu queria dizer esta mais forte hoje do que estava na epoca. Porque o que e que tem acontecido na Europa? Muitos paises, para resolver o problema da crise, estao dificultando a vida dos imigrantes. Ou seja, os pobres do mundo que trabalham no mundo rico sao as primeiras vitimas da crise economica. Tem muita gente que faz ate campanha, dizendo que e preciso diminuir a migracao para que sobre emprego para os europeus em detrimento aos pobres do mundo que estao aqui (na Europa). O que eu quis dizer era que nao eram os indios ou os negros que deveriam pagar a conta mas sim os responsaveis pela crise, que eram os banqueiros de olhos azuis. Ou seja, nao eram os indios, nao eram os negros, sabe, nao eram os asiaticos que estavam aqui, nao era povo pobre do mundo arabe. Eram os ricos que tinham sido responsaveis pela crise. E que nao jogassem a culpa em cima dos pobres do mundo, como sempre acontece quando tem uma crise economica. BBC - Tinha algum significado especial o senhor falar aquela frase ao lado do primeiro-ministro Gordon Brown? O tom da pergunta e porque na Gra-Bretanha isso foi interpretado como um sinal de fraqueza do Gordon Brown. Ele vai visitar o mundo e encontra um lider de uma grande nacao criticando os paises ricos. Ele nao tem olhos azuis, mas e branco e tido como um dos responsaveis pela crise... Lula - Eu jamais teria a intencao de ofender o Gordon Brown, por quem tenho um profundo respeito. Foi um homem que, enquanto ministro da Economia do Reino Unido defendeu o Brasil e foi solidario com meu governo desde o momento em que tomei posse. Eu jamais teria interesse em fazer qualquer ofensa ao Gordon Brown. O que eu fiz foi uma relacao entre os pobres do mundo, que iriam ser vitimas da crise, e os ricos do mundo, que causaram a crise. Leia mais sobre: crise financeira global - Lula (webremix.info)


A indústria da antidemocracia

A quebra do Banco Lehman Brothers, em 15 de setembro de 2008, e uma das consequencias diretas dos atentados de 11 de setembro de 2001, em Washington, e, em Nova York, que alteraram, para pior, o perfil democratico do mundo. O Lehman era um dos maiores bancos de credito dos Estados Unidos e o concedeu, para a aquisicao da casa propria – a milhares de pessoas de quase nenhuma capacidade de pagamento de dividas contraidas. Leia todos os textos de Regis Bonvicino George Bush – que havia fraudado sua primeira eleicao em 2000, com a cumplicidade dos Democratas – afrouxou as regras publicas do sistema financeiro de seu pais, para poder atender aos interesses da industria belica e da industria do petroleo. Permitir a facilitacao do credito aos “consumidores” sem renda fazia parte de seu projeto politico, de imposicao de seu pais como unica potencia. O exterminio dos talebans, que apoiavam Osama Bin Laden, e do proprio, “idealizador” dos atentados em setembro de 2001, foi a desculpa para a invasao do Afeganistao, naquele mesmo ano, e depois do Iraque, em 2003, em guerras de ocupacao – a primeira como guerra de “autodefesa” e a segunda como ato indisfarcado de arbitrio imperial. A primeira consequencia para a democracia – no mundo – foi a institucionalizacao da tortura, como meio, digamos, “legalizado”, para combater o terror, qualquer terror, interrompendo a luta pelos direitos humanos. Direitos fundamentais (ir e vir, intimidade, privacidade etc) foram suprimidos em nome da seguranca dos Estados. O Poder Judiciario norte-americano teve suas competencias reduzidas. Um suspeito preso nao podia mais recorrer a ele. As agencias de inteligencia sairam das sombras e adquiriram protagonismo, passaram de eminencias pardas a eminencias claras. Esse passou a ser o modelo de democracia exportado, ate para os seus opositores, como Hugo Chavez. Chavez declarou, ha pouco, defendendo as Farcs colombianas como insurgentes, revolucionarias, que “no entanto, com terroristas (nao as Farcs) nao pode haver dialogo”. Cuba, China e Coreia do Norte nao sao exemplos de democracia. A esses paises convem, igualmente, um mundo sem direitos, como o de agora. Desmonte da coisa publica Nas Americas, incluindo-se os Estados Unidos, nao ha – por assim dizer – uma Europa Ocidental de base iluminista, democratica, que impediu a formacao de mais “regimes fortes”, por exemplo, no Leste Europeu, apos a queda do Muro de Berlim (1989) e da extincao da Uniao Sovietica (1991). A America Latina nao tem tradicao democratica. Oscila entre caudilhos e ditaduras, com excecao recente de paises como o Brasil e o Chile, nos quais, embora haja democracia, ela e ainda incipiente. Os Estados Unidos eram, ate Bush, um pais de democracia formal, da democracia-imperialismo; depois de Bush tornaram-se unicamente um pais pro business. Exemplo disso e reacao de parte dos americanos ao tachar de “socialista” o timido plano de Barack Obama de reforma da saude publica, quando ja nao mais existe a ameaca “comunista” no mundo. Qualquer esforco por direitos sociais e democraticos e rechacado. A propria Europa persegue hoje imigrantes e a Italia elege um primeiro-ministro como Silvio Berlusconi, politico que encarna – como nenhum outro – a dissolucao entre o publico e o privado, ostensivamente. No Brasil, seu equivalente seria Jose Sarney, entre muitos outros. A quebra do Lehman – ha exato um ano – levou os Estados nacionais a socorrerem os bancos, com bilhoes de dolares, que – hoje – apresentam balancos com lucro. O dinheiro do contribuinte foi usado para “salvar” o sistema. A conta da expansao capitalista, liderada pelos Estados Unidos, ficou, obviamente, com a populacao, que, a cada dia, perde ainda mais direitos. A ideia de “tortura” expandiu-se para o cotidiano: as guerras em curso banalizaram intensamente a vida, quando novos valores precisavam ser discutidos. Erguidos, confirmados. Haja vista o aumento de crimes comuns brutais, brutalizantes. O capitalismo transnacional disfarcava seus reais objetivos em democracias eleitorais – hoje ate elas estao risco (reeleicao ilimitada como na Venezuela, golpe em Honduras etc) . Nao ha mais disfarces. Vote e cale a boca! A questao de fundo, que poderia levar a mudanca de modelo – o desaquecimento global – e tratada em reunioes de G-20 e similares – grupos sem poder nacional algum, sem vontade politica alguma. Ha um desmonte da biosfera, para fazer os mais ricos, mais ricos ainda. Em outras palavras, a natureza, as florestas, a fauna, foram privatizadas – nao pertencem mais a humanidade. A todos interessam as guerras do Afeganistao e do Iraque. Elas permitem o esmagamento de minorias etnicas na China, os genocidios na Africa, as autocracias na America Latina (Hugo Chavez, Alvaro Uribe), as mafias no poder (Russia), a acao da policia brasileira etc etc. Gosto da expressao “democracia feudal”, cunhada pela economista italiana Loretta Napoleoni, para descrever o que se passa hoje, em termos de direitos, nos Estados Unidos e no mundo. Ela fala na industria do medo: do medo do terror ao de perder o emprego, do medo de ser assaltado ao de ser torturado. Ela aponta causas profundas para esse fenomeno. Prefiro, no entanto, dizer que o capitalismo financeiro inventou explicitamente, agora, industria da antidemocracia. E preciso lutar contra ela. Leia mais sobre: crise - Estados Unidos (webremix.info)


Brasil deve ter meta climática mais suave que EUA e China

O Brasil deve evitar assumir a mesma carga que paises desenvolvidos e emergentes como China e India nas negociacoes por um novo acordo climatico global, avaliou a Federacao das Industrias de Sao Paulo (Fiesp). Para a industria paulista, o Brasil, por ser um dos paises com a maior proporcao de fontes renovaveis na matriz energetica, ja fez o "dever de casa" e deve esperar posturas mais ousadas dos paises desenvolvidos antes de apresentar alguma meta sobre as emissoes de carbono. – Os paises desenvolvidos, que desde o seculo 19 poluem e encheram de carbono a atmosfera, tem que nos deixar tambem continuarmos nosso desenvolvimento –, disse o vice-presidente da Fiesp, Joao Guilherme Ometto. – Nos nao podemos pagar o pato –, acrescentou Ometto, nesta quinta-feira, apos encontro com o ministro do Meio Ambiente da Dinamarca, Troels Poulsen, cujo pais sediara em dezembro uma cupula da ONU para firmar um novo tratado climatico global que substituira o Protocolo de Kyoto. O Brasil deve apresentar, antes da reuniao de Copenhague, metas para uma reducao significativa das emissoes de carbono, mas em entrevista nesta quarta-feira o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ressaltou que a proposta atual dos EUA e inaceitavel. Alem disso, para o diretor de Energia da Fiesp, Carlos Cavalcanti, e muito clara a posicao da entidade de que "nao temos que nos misturar com China e India, porque esses paises vao ter que fazer esforcos enormes em termos de mudanca de matriz energetica". – E os EUA tem que chegar no minimo a 25% (de meta de reducao) para esse jogo comecar –, disse. A meta atual dos EUA e de chegar a 2020 com o mesmo nivel, sem cortes, nas emissoes de carbono em relacao a 1990. A Fiesp nao quis opinar sobre possiveis metas do Brasil para a reducao das emissoes de carbono, e afirmou que a entidade trabalha para que o pais tenha uma posicao unica e firme nas negociacoes climaticas, que culminarao em dezembro, em Copenhague. Na entrevista coletiva, o ministro dinamarques pediu um esforco maior dos paises desenvolvidos e em desenvolvimento nas "duras negociacoes" por um acordo que substitua o Protocolo de Kyoto, mas disse estar satisfeito com a postura apresentada pelo Brasil. Ele se encontrou com Minc na vespera. Especialistas da ONU estimam que o mundo deve realizar cortes de 25 a 40% nas emissoes de gases do efeito estufa ate 2020 para evitar os piores efeitos do aquecimento global, como secas e a elevacao do nivel do mar. Paises desenvolvidos tem apresentado metas inferiores, e cobram uma atuacao maior de nacoes em desenvolvimento. Mas os paises mais pobres e economias emergentes, no entanto, alegam que precisarao ser bem recompensados para que possiveis cortes nao afetem seu desenvolvimento. Sobre a exigencia de paises mais pobres -- principalmente na Africa -- por compensacoes financeiras, Poulsen comentou que este e apenas um dos pontos das negociacoes, e ressaltou a possibilidade de realizar transferencias de tecnologia. Segundo Poulsen, a reuniao com os representantes da Fiesp tratou de biocombustivel, biomassa e tecnologias ecologicamente corretas, mas nao abordou o tema dos creditos de carbono. Poulsen e os representantes da Fiesp concordaram que o Brasil pode conjugar a exploracao no pre-sal com um crescimento economico "ecologicamente correto". De acordo com Cavalcanti, da Fiesp, o petroleo deve ser bastante usado no mundo pelo menos nos proximos 50 anos mesmo com todos os esforcos atuais por alternativas renovaveis. (webremix.info)


Cresce incerteza sobre acordo climático

A Europa informou nesta quinta-feira que pode pagar ate 15 bilhoes de euros (US$ 22 bilhoes) por ano aos paises pobres para persuadi-los a ajudar a combater a mudanca climatica, num momento em que varios paises demonstraram duvida sobre os prospectos de um acordo climatico em Copenhague em dezembro. Muitos especialistas disseram que uma reuniao de lideres mundiais na sede da ONU em 22 de setembro seria a chance para destravar as negociacoes climaticas, mas os Estados Unidos apontaram que um novo tratado climatico global era "dificil" e a Gra-Bretanha afirmou que o acordo esta "enforcado". – Agora devemos quebrar o impasse nas negociacoes de Copenhague –, afirmou o comissario de meio ambiente da Uniao Europeia, Stavros Dimas. – Nos sabemos que as mudancas climaticas forcam custos adicionais nos paises em desenvolvimento , afirmou. Os paises em desenvolvimento afirmam que as nacoes industrializadas deveriam arcar com a maior parte do custo de lidar com o problema do aquecimento global, que eles causaram primeiramente, e provocaram uma grande barreira nas negociacoes antes da reuniao de dezembro em Copenhague. A Africa alertou que ira vetar qualquer acordo que nao seja generoso o bastante, e a Uniao Europeia esta tentando calcular um pagamento justo para quebrar o impasse. A equipe de especialistas de Dimas estima que o mundo em desenvolvimento tera de arcar com custos de cerca de 100 bilhoes de euros por ano ate 2020 para reduzir as emissoes da industria e para ajudar com as secas e problemas com graos piorados pelas mudancas climaticas. Impostos sobre aviacao, industria e embarcacoes globais podem ajudar, deixando entre 22 e 55 bilhoes de euros a serem obtidos com recursos publicos. A UE poderia contribuir com valor entre 2 e 25 bilhoes de euros nisso, afirmou o comissario. Mas ambientalistas afirmaram que os numeros sao muito baixos. – A UE esta tentando sair deixando so uma gorjeta em vez de pagar sua parte da conta para proteger o clima do planeta –, disse o veterano do Greenpeace Joris den Blanken. A Comissao Europeia indicou anteriormente que a UE pode pagar cerca de 24 bilhoes de euros, mas retirou a cifra depois de decidir que os Estados Unidos devem contribuir mais para compensar sua relativamente modesta reducao de emissoes. – E dificil ser otimista sobre a reuniao de Copenhague –,, disse o ministro ambiental da Coreia do Sul, Maanee Lee. (webremix.info)


Brasil e França querem formar indústria aeronáutica conjunta

O Brasil entrou em fase final de negociacoes com a Franca para a compra de 36 cacas de combate, abrindo caminho tambem para que os dois paises desenvolvam uma industria aeronautica em parceria. Apesar de demonstrar a preferencia pelos cacas Rafale, o governo brasileiro sinalizou que quer uma reducao do preco cobrado pelos franceses. – Queremos desenvolver uma grande industria aeronautica, construir avioes em conjunto, vender avioes em conjunto –, disse o presidente da Franca, Nicolas Sarkozy, apos ter participado das comemoracoes do 7 de Setembro, nesta segunda-feira. O presidente Luiz Inacio Lula da Silva comemorou o acordo, que permitira ao Brasil fabricar e vender as aeronaves a outros paises da America Latina. Ele justificou a decisao de renovar as aeronaves da Forca Aerea Brasileira (FAB) citando a necessidade de o pais proteger a Amazonia e as reservas de petroleo encontradas na camada pre-sal. – A visita do presidente Sarkozy e mais que uma visita, e a consolidacao de uma parceria estrategica entre dois povos que tem muita coisa em comum –, destacou o presidente brasileiro. – Nao e uma simples parceria comercial. A Franca nao quer so vender ao Brasil e o Brasil nao quer so vender a Franca. Nos queremos pensar juntos, criar juntos, construir juntos e, se for possivel, vendermos juntos –, acrescentou. Em troca, a Franca decidiu comprar uma dezena avioes de transporte militar KC-390, que serao fabricados no Brasil pela Embraer. O Rafale, fabricado pela Dassault Aviation, estava concorrendo com o F/A-18E/F Super Hornet da Boeing e com o Gripen da sueca Saab. O governo frances assegurou ao Brasil que a tecnologia para a construcao dos avioes sera transferida, o que teria pesado no acordo. – Compartilhar nossa tecnologia nao nos da medo, porque nos sabemos que no seculo XXI os paises devem falar de igual para igual –, disse Sarkozy. O chanceler Celso Amorim, entretanto, disse que as negociacoes ainda levarao tempo. – Dentro dos compromissos que foram assumidos, e de que o preco seja competitivo, seja razoavel e tenha comparabilidade com o preco pago pelas proprias forcas armadas francesas. Havera condicoes de financiamentos que ainda serao discutidas –, ponderou. Clima e economia - Os dois presidentes tambem afirmaram que apresentarao uma posicao conjunta na reuniao de cupula sobre o aquecimento global a ser realizada em dezembro, em Copenhague. – Nao temos o direito de fracassar em Copenhague –, disse o presidente frances. Eles concordaram ainda no fortalecimento do G20 e na reforma da Organizacao das Nacoes Unidas (ONU), do Banco Mundial e do Fundo Monetario Internacional, alteracoes que dariam mais poder aos paises emergentes e uma cadeira efetiva ao Brasil no Conselho de Seguranca da ONU. Em outro gesto politico, Sarkozy apoiou a candidatura do Rio de Janeiro como sede das Olimpiadas de 2016. Ele e Lula afirmaram ainda que querem ampliar os projetos conjuntos voltados ao desenvolvimento da Africa. A entrevista coletiva dos dois presidentes foi concedida depois do tradicional desfile realizado em comemoracao ao Dia da Independencia, do qual Sarkozy foi o convidado especial do presidente Lula. Manifestacoes - Prestigiada por milhares de pessoas, a parada militar foi um espaco de manifestacoes politicas. Um grupo de manifestantes pediu a renuncia do presidente do Senado, Jose Sarney (PMDB-AP), que recentemente enfrentou uma serie de denuncias mas permaneceu no cargo devido ao apoio recebido do governo. Outra parte da plateia saudou a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, como a proxima presidente do Brasil. Sorridente, a escolhida do presidente Lula para disputar a eleicao presidencial de 2010 pelo PT acenou para as arquibancadas antes de deixar a Esplanada dos Ministerios, onde a parada foi promovida. (webremix.info)


Brasil e França querem formar indústria aeronáutica conjunta

Por Fernando Exman BRASILIA (Reuters) - O Brasil entrou em fase final de negociacoes com a Franca para a compra de 36 cacas de combate, abrindo caminho tambem para que os dois paises desenvolvam uma industria aeronautica em parceria. Apesar de demonstrar a preferencia pelos cacas Rafale, o governo brasileiro sinalizou que quer uma reducao do preco cobrado pelos franceses. "Queremos desenvolver uma grande industria aeronautica, construir avioes em conjunto, vender avioes em conjunto", disse o presidente da Franca, Nicolas Sarkozy, a jornalistas em Brasilia, apos ter participado das comemoracoes do Sete de Setembro. O presidente Luiz Inacio Lula da Silva comemorou o acordo, que permitira ao Brasil fabricar e vender as aeronaves a outros paises da America Latina. Ele justificou a decisao de renovar as aeronaves da Forca Aerea Brasileira (FAB) citando a necessidade de o pais proteger a Amazonia e as reservas de petroleo encontradas na camada pre-sal. "A visita do presidente Sarkozy e mais que uma visita, e a consolidacao de uma parceria estrategica entre dois povos que tem muita coisa em comum", destacou o presidente brasileiro. Veja mais sobre o acordo em "Nao e uma simples parceria comercial. A Franca nao quer so vender ao Brasil e o Brasil nao quer so vender a Franca. Nos queremos pensar juntos, criar juntos, construir juntos e, se for possivel, vendermos juntos", acrescentou. Em troca, a Franca decidiu comprar uma dezena avioes de transporte militar KC-390, que serao fabricados no Brasil pela Embraer. O Rafale, fabricado pela Dassault Aviation, estava concorrendo com o F/A-18E/F Super Hornet da Boeing e com o Gripen da sueca Saab. O governo frances assegurou ao Brasil que a tecnologia para a construcao dos avioes sera transferida, o que teria pesado no acordo. "Compartilhar nossa tecnologia nao nos da medo, porque nos sabemos que no seculo 21 os paises devem falar de igual para igual", disse Sarkozy. "O tempo da colonizacao ja acabou." O chanceler Celso Amorim, entretanto, disse que as negociacoes ainda levarao tempo. "Dentro dos compromissos que foram assumidos, e de que o preco seja competitivo, seja razoavel e tenha comparabilidade com o preco pago pelas proprias forcas armadas francesas. Havera condicoes de financiamentos que ainda serao discutidas", ponderou. CLIMA E ECONOMIA Os dois presidentes tambem afirmaram que apresentarao uma posicao conjunta na reuniao de cupula sobre o aquecimento global a ser realizada em dezembro, em Copenhague. "Nao temos o direito de fracassar em Copenhague", disse o presidente frances. Eles concordaram ainda no fortalecimento do G20 e na reforma da Organizacao das Nacoes Unidas (ONU), do Banco Mundial e do Fundo Monetario Internacional, alteracoes que dariam mais poder aos paises emergentes e uma cadeira efetiva ao Brasil no Conselho de Seguranca da ONU. Em outro gesto politico, Sarkozy apoiou a candidatura do Rio de Janeiro como sede das Olimpiadas de 2016. Ele e Lula afirmaram ainda que querem ampliar os projetos conjuntos voltados ao desenvolvimento da Africa. A entrevista coletiva dos dois presidentes foi concedida depois do tradicional desfile realizado em comemoracao ao Dia da Independencia, do qual Sarkozy foi o convidado especial do presidente Lula. MANIFESTACOES Prestigiada por milhares de pessoas, a parada militar foi um espaco de manifestacoes politicas. Um grupo de manifestantes pediu a renuncia do presidente do Senado, Jose Sarney (PMDB-AP), que recentemente enfrentou uma serie de denuncias mas permaneceu no cargo devido ao apoio recebido do governo. Outra parte da plateia saudou a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, como a proxima presidente do Brasil. Sorridente, a escolhida do presidente Lula para disputar a eleicao presidencial de 2010 pelo PT acenou para as arquibancadas antes de deixar a Esplanada dos Ministerios, onde a parada foi promovida. (webremix.info)


Entenda a polêmica sobre as regras para exploração do pré-sal

O presidente Luiz Inacio Lula da Silva apresenta nesta segunda-feira, em Brasilia, pelo menos tres projetos de lei que preveem mudancas nas regras que regem a industria do petroleo no pais. O pano de fundo do novo marco regulatorio sao as reservas de petroleo da camada pre-sal, que podem ser ate quatro vezes maiores que as reservas ate entao conhecidas no pais. O principal argumento do governo e de que a descoberta abre caminho para pocos de alto potencial e risco exploratorio praticamente nulo - e que, por esse motivo, merecem ser explorados sob novas regras, com maior participacao do Estado. Ja o setor privado diz que a lei atual e transparente e muito bem vista pelo mercado, e que muda-la pode afastar futuros investidores. A proposta, que sera apresentada durante uma cerimonia para 3 mil convidados, ainda precisa ser aprovada pelo Congresso. Entenda a discussao sobre o marco regulatorio para o pre-sal. O que motivou o governo a defender regras diferenciadas para o pre-sal? Sao dois os principais motivos apresentados pelo governo Lula que justificariam a definicao de um novo marco regulatorio para a exploracao do petroleo da camada pre-sal. Um deles e que as empresas terao acesso a reservas de alto potencial e com risco exploratorio praticamente nulo. A visao e de que, como os lucros serao maiores, e justo que uma fatia maior desses recursos fique com a sociedade - ou seja, com o governo. Uma das propostas e depositar esses recursos em um fundo para uso especifico, que permita maiores investimentos nas areas social e de infraestrutura. Alem disso, o governo teme que o aumento das exportacoes de petroleo gere uma enxurrada de dolares no pais. A entrada da moeda estrangeira de forma excessiva tende a valorizar a moeda nacional, prejudicando as exportacoes em outros setores - fenomeno que os economistas chamam de "doenca holandesa". Uma saida, nesse caso, seria nao gastar os recursos do petroleo, mas sim coloca-los em algum tipo de aplicacao financeira. Dessa forma, o governo poderia usar apenas os rendimentos - poupando a maior parte do dinheiro para geracoes futuras. A descoberta do pre-sal tambem trouxe a tona a discussao, dentro do governo, sobre quem deve ter o controle de uma materia-prima considerada estrategica: se a sociedade (Estado) ou as empresas. Durante um discurso no ano passado, o presidente Lula disse que, com o pre-sal, "Deus esta dando uma nova chance ao Brasil" e que o pais precisa decidir se esse lucro vai ficar com as empresas ou se sera usado para fazer "reparacoes historicas". "Esse patrimonio e da Uniao, de 190 milhoes de brasileiros. Precisamos utiliza-lo para fazer reparacao aos pobres deste pais", disse o presidente. As justificativas do governo tem sido criticadas? Por que? Sim. Representantes do setor privado, assim como partidos da oposicao e grande parte dos especialistas questionam o conceito de "risco zero" que o governo aplica ao pre-sal. O principal argumento do governo para aumentar sua participacao nesse mercado e de que o pre-sal vai proporcionar uma especie de resultado garantido as empresas. Os criticos dizem, no entanto, que nao e possivel afirmar que o risco de exploracao seja nulo. "Pode ser que o governo tenha alguma informacao privilegiada. Mas o fato e que risco zero na exploracao petrolifera seria um caso unico", diz o professor Edmilson Moutinho dos Santos, do Instituto de Engenharia da Universidade de Sao Paulo (USP). Como e a lei do petroleo aplicada atualmente no pais? As regras de exploracao e producao de petroleo no pais foram definidas pela Lei 9.478, de 1997, que quebrou o monopolio da Petrobras, permitindo a entrada de competidores estrangeiros no mercado brasileiro. Desde entao, o regime adotado no pais passou a ser o da "concessao": ou seja, o setor privado adquire o direito de explorar determinada area, mediante uma serie de pagamentos ao poder publico, como bonus, royalties e participacoes especiais. No ano passado, esses recursos somaram cerca de R$ 22 bilhoes. De acordo com a legislacao, cerca de 60% desse dinheiro vai para a Uniao e os 40% restantes para Estados e municipios onde o petroleo e explorado. Os especialistas dizem que a lei brasileira e "bem respeitada" internacionalmente por sua transparencia e que a competicao ajudou o pais a se modernizar. A participacao da industria do petroleo no PIB, que era de 3% na decada de 90, hoje e de 12%. O modelo de concessao e comum entre os paises mais desenvolvidos, como Estados Unidos, Noruega, Canada, Gra-Bretanha e Australia. Quais sao as caracteristicas do modelo de marco regulatorio que sera apresentado pelo governo? Os detalhes serao conhecidos oficialmente nesta segunda-feira, mas representantes do governo vem adiantando alguns pontos nos ultimos meses. Tudo indica que o Palacio do Planalto escolheu o modelo da partilha, no qual o Estado se torna socio das empresas no empreendimento. Ou seja, parte ou ate mesmo a totalidade do petroleo fica nas maos do governo, enquanto as empresas sao remuneradas pelo servico de exploracao, alem de receberem parte do lucro. Alem de ampliar os ganhos do governo no processo, o regime da partilha traria ainda solucao para um outro problema: existe a possibilidade de que os pocos estejam de alguma forma interligados - e no regime de concessao, uma empresa poderia acabar "invadindo" o espaco da outra. Para administrar suas reservas, o governo vai sugerir ao Congresso a criacao de uma nova estatal do petroleo, que diferentemente da Petrobras, tera apenas o governo como socio. Nesse modelo, ganha a licitacao a empresa que oferecer a maior parcela de petroleo ao Estado. A partilha e adotada principalmente na Africa (Libia, Egito, Nigeria, por exemplo) e na Asia (China e India). Alem disso, pela proposta brasileira, esta previsto que a Petrobras tenha participacao minima garantida em cada consorcio vencedor. O ministro das Minas e Energia, Edison Lobao, disse que essa participacao devera ser de 30% da composicao acionaria. O diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, diz que o modelo de partilha proposto pelo governo brasileiro e "diferente" do modelo tradicionalmente conhecido - e que por isso e dificil prever como o mercado vai reagir as mudancas. "No nosso caso, o governo tera a participacao direta, por meio da partilha e tambem indireta, pois a Petrobras, uma empresa (estatal) estara operando todos os pocos do pre-sal. E um modelo desconhecido", diz Pires. Quais sao as principais criticas ao modelo de partilha? Um dos principais argumentos e de que a maior ingerencia do governo na exploracao e producao de petroleo tende a tornar o mercado menos eficiente. Nesse contexto, e comum que as decisoes sejam tomadas com objetivos politicos, em detrimento de aspectos tecnicos e mercadologicos. Alem disso, os criticos a proposta do presidente Lula dizem que a legislacao em vigor permite que o governo amplie seus ganhos com a exploracao do petroleo, sem que para isso tenha de criar uma nova estatal. "O governo poderia ampliar a participacao a que tem direito sobre a receita das empresas, por decreto mesmo", diz Wagner Victer, ex-secretario de Energia do Estado do Rio de Janeiro. Segundo ele, a ideia do governo de criar um fundo social e "legitima", mas que nao e preciso mexer na lei do petroleo para isso. "Bastaria o governo aumentar a aliquota cobrada das empresas e com esse 'plus', captar o fundo", diz. Na avaliacao de Victer, a critica quanto a proposta do governo nao e tanto quanto ao conteudo, mas sim quanto ao fato de representar "uma ruptura com um modelo que esta dando certo". "Marcos regulatorios precisam de perenidade. Diante de mudancas e indefinicoes, o investidor pode optar por outro pais. O pre-sal nao existe apenas no Brasil", diz. Quais as implicacoes politicas da mudanca sugerida pelo governo? No regime da partilha, defendido pelo governo, a participacao do Estado na industria do petroleo e significativamente maior do que no regime de concessao atualmente adotado. A equipe do governo Lula diz que a medida e essencial para garantir que as riquezas geradas por essa industria fiquem no pais - e que sejam ainda maiores, suficientes para financiar grandes investimentos. Grande parte dos especialistas, no entanto, argumenta que a ingerencia do Estado nesse mercado pode gerar corrupcao e uso das riquezas para fins eleitorais. No caso especifico do presidente Lula, existe a critica de que o pre-sal esteja sendo usado como uma das bandeiras para a eleicao da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. O diretor da CBIE, Adriano Pires, diz que a mistura de petroleo com politica costuma gerar "desconfiancas" e "casos reais de mau uso da riqueza". "A mistura de politica com petroleo nao tem nos dado exemplos positivos ao longo da historia", diz Pires. Ele cita como exemplo paises do norte da Africa e do Oriente Medio, que apesar de ricos em petroleo, nao conseguiram distribuir essa riqueza a toda populacao. "E o que se chama de maldicao do petroleo. A riqueza esta la, mas nao ha desenvolvimento economico com distribuicao de renda", diz. Com o anuncio da proposta, qual o proximo passo? O presidente Lula deve enviar os projetos de lei ao Congresso ja na terca-feira, em carater de urgencia. Com isso, as materias tem ate 90 dias para serem analisadas e aprovadas - sendo 45 dias na Camara e 45 dias no Senado. Os dois principais partidos da oposicao (DEM e PSDB) vem criticando nao apenas o conteudo das propostas, como tambem a forma com que estao sendo apresentadas, "apressando" uma decisao do Legislativo. O vice-lider dos Democratas, deputado Jose Carlos Aleluia (BA) disse que o clima na Camara para discussao da materia "nao sera amistoso". Muitos deputados oposicionistas questionam por que o presidente convidou 3 mil pessoas para anunciar algo que ainda e um projeto de lei, ou seja, que precisa ser aprovado pelo Congresso. Um outro importante obstaculo a proposta do presidente Lula sao os deputados e senadores ligados aos Estados e municipios produtores de petroleo. Pela proposta do governo, ambos perderiam receitas com royalties. (webremix.info)


Brasil concederá linha de crédito para construção de metrô no Panamá

O Brasil concedera uma linha de credito de mais de 1 bilhao de dolares ao Panama para financiar a construcao de um metro na capital panamenha, informaram nesta terca-feira o presidente panamenho Ricardo Martinelli e o ministro de Desenvolvimento, Industria e Comercio Exterior brasileiro, Miguel Jorge.A linha de credito, que sera concedida por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Economico e Social (BNDES), financiara as obras e os equipamentos para o projeto do trem subterraneo que visa a melhoria da rede de transporte urbano panamenha, uma das promessas de campanha de Martinelli. "Falamos de um grande intercambio comercial e de investidores", disse Martinelli, que recebeu o ministro no Palacio de Las Garzas, sede do governo. O presidente e o ministro tambem anunciaram o aumento para 36 dos voos semanais da companhia aerea panamenha Copa Airlines para o Brasil. O ministro brasileiro, que lidera uma delegacao oficial e empresarial em visita ao Panama, disse que varias empresas do Brasil querem investir neste pais nas areas de infraestrutura, transportes, alimentos e servicos, entre outras. O Brasil tambem comunicou que a Embrapa, empresa brasileira de pesquisas agropecuarias, instalara um escritorio no Panama para troca de tecnologia nesse setor. "Agora, Panama e Brasil comecam a se aproximar economica, social e politicamente", ressaltou o vice-presidente e chanceler panamenho Juan Carlos Varela. "Desta forma, o Panama segue se consolidando como centro de operacoes para a America Central e Caribe de corporacoes e empresas publicas da regiao", acrescentou. O ministro brasileiro visitou tambem o Palacio Bolivar, sede do Ministerio das Relacoes Exteriores, onde sao conservadas as atas originais do Congresso Anfictionico do Panama de 1826, convocado pelo libertador Simon Bolivar, e entregues pelo Brasil ao Panama em 2000. bur-fj/dm (webremix.info)