Relações internacionais
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Baixa competitividade faz Brasil perder US$ 7,4 bi em exportação para América do Sul em 3 anos
BRASÍLIA - Os poucos acordos de livre comércio dos quais é signatário e a baixa competitividade da indústria nacional fizeram com que o Brasil deixasse de ser um fornecedor interessante de manufaturados aos vizinhos sul-americanos. Um levantamento realizado pela área de inteligência comercial do governo mostra que, entre 2008 — ano em que estourou a crise financeira internacional — e 2011, a participação das exportações brasileiras no total importado na América do Sul caiu de 11% para 9,7% . O espaço perdido do Brasil nesse mercado foi de, no mínimo, US$ 7,4 bilhões. No mesmo período, a fatia conjunta dos Estados Unidos, da Índia, da China e da União Europeia na região aumentou de 46,4% para 50,4%. Para manter a participação de 11% no mercado, o Brasil precisaria ter exportado para os vizinhos, em 2011, US$ 63,6 bilhões, mas as exportações somaram US$ 55,9 bilhões, crescimento de 12% em relação a 2008, quando somaram US$ 49,9 bilhões. No mesmo período de comparação — entre 2008 e 2011 —, a taxa de crescimento do total comercializado na América do Sul foi de 26,8%, ou US$ 577,1 bilhões. Já as vendas dos EUA, da China, da Índia e da UE totalizaram para o continente somaram US$ 291,4 bilhões, montante 38,1% maior do que há quatro anos. As projeções indicam tendência de queda da participação brasileira, uma vez que, nos quatro primeiros meses de 2012, a fatia do Brasil havia caído ainda mais, para 8,4% do total comprado pelos vizinhos sul-americanos. Para o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, com o surgimento da Aliança do Pacífico, acordo de livre comércio entre México, Colômbia, Chile e Peru, que começou a vigorar no mês passado, a perda de mercado pelo Brasil vai se acelerar. Em população, os integrantes da Aliança somam mais de 210 milhões de habitantes, 36% da população total da América Latina e do Caribe. O Produto Interno Bruto (PIB) representa 35% do total da América Latina, com taxa de crescimento ascendente, média de 5% em 2012, acima do crescimento mundial, de 2,2%. — Enquanto esses países abrem seus mercados e dão preferências uns aos outros, o Mercosul adota uma política voltada para dentro. É como se o Mercosul fosse um bloco autista, que não sabe o que se passa no mundo. Nós ficamos aqui, ideologicamente, pensando em quem vamos trazer — disse Castro. Ele também citou duas negociações importantes em curso: o tratado de livre comércio entre americanos e europeus ocidentais; e a Parceria Transpacífica, grupo que será formado por EUA, Canadá, Japão, Austrália, Brunei, Chile, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Cingapura e Vietnã. Um dos objetivos desta parceria é o enfrentamento conjunto da concorrência chinesa. Na avaliação de Rubens Barbosa, ex-embaixador do Brasil em Washington, a perda de mercado na América do Sul se deve a três fatores: a perda de competitividade do produto brasileiro, causada pelo aumento do custo de produção; a presença cada vez maior da China na região; e o protecionismo, sobretudo, da Argentina. — Além disso, Chile, Colômbia, México e Peru têm acordos de livre comércio com os EUA, que dão preferência a esses mercados e vice-versa — acrescentou Barbosa. Para se ter uma ideia da perda de espaço pelo Brasil, de 2008 a 2011, a participação dos EUA no total importado pelos sul-americanos subiu de 17,7% para 20,3%. A China passou de 11,6% para 13,4%. No período, enquanto as vendas brasileiras cresceram US$ 6 bilhões, esses mercados, junto com Índia e UE, tiveram um acréscimo de US$ 80 bilhões. Uruguai e Venezuela, sócios do Brasil no Mercosul, dão clara preferência a produtos chineses. As importações de bens brasileiros subiram, respectivamente, 32,2% e 24,4%. Ao mesmo tempo, os uruguaios aumentaram as aquisições da China em 97,7%; e os venezuelanos, em 117,6%. Venezuela e Argentina sem sapatos do Brasil Os argentinos expandiram em 54,8% as importações de produtos americanos. O Peru reduziu em 1% as aquisições do Brasil, mas aumentou em 55% as operações oriundas dos EUA e em 22% da China. — O cenário de perda de mercado nos afeta diretamente. Já não exportamos mais um único par de sapatos para Venezuela e Argentina — disse o diretor comercial da Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados), Astor Ranpft. O economista Marcos Lélis, coordenador da unidade de inteligência comercial e competitiva da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), explicou que a perda de mercado do Brasil na América do Sul ficou mais evidente após a crise que também afetou em cheio o comércio internacional em 2009. O processo simultâneo de desaquecimento da demanda externa e aquecimento da interna teve influência direta nesse quadro, observou. — Agora que a demanda interna está desaquecida, temos dificuldades para retomar estes mercados — analisa. Por outro lado, o presidente da AEB acredita que, com o compromisso assumido pelo brasileiro Roberto Azevêdo, eleito diretor geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), de ressuscitar a moribunda Rodada de Doha, paralisada há quase uma década, existe expectativa de volta do multilateralismo. Isso significa que um amplo acordo na OMC ganharia mais importância do que negociações de tratados bilaterais e extrarregionais. O próprio Azevêdo admitiu isso, na última sexta-feira: lembrou que qualquer decisão tomada na OMC é aplicada automaticamente aos 159 países associados. — Quando houver a sensação de que a OMC voltou a ser um fórum viável, não tenho a menor dúvida de que os membros vão voltar as atenções ao sistema multilateral de comércio — disse. (webremix.info) |
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Refugiados trocam insegurança na Síria por dificuldades econômicas no Egito
CAIRO — Há um mês, o vendedor Ahmed, de 40 anos, deixou Damasco com a esposa e três filhos, temendo estar sob a mira do Exército sírio após um de seus quatro irmãos ter sido detido e outro, morto. Ele desabotoa a camisa para exibir seu braço esquerdo, com queimaduras após a explosão que destruiu sua casa e parte de seu bairro no subúrbio da capital síria. — Eu perdi tudo — diz ele, com uma pequena sacola de documentos em mãos enquanto aguarda para ser registrado como refugiado em um centro de apoio no Cairo. — Todos os dias, soldados vão às casas procurando por jovens, para recrutar ou prender. Eu sofri muito. Veja também
Foguetes também destruíram a casa da professora Laila, de 37 anos, que há três meses saiu de Damasco com o marido e os três filhos. — Em um posto de controle, um soldado mostrou uma faca à minha filha mais nova, e disse que todos nós seríamos mortos a facadas. Minha filha não pode ver qualquer soldado que grita. Laila diz desconhecer o paradeiro de seus pais, que deixou para trás. Eles tentaram buscar refúgio na Turquia, mas não conseguiram cruzar a fronteira. Impedidos de retornar a Damasco devido ao conflito entre forças leais ao presidente Bashar Al-Assad e rebeldes opositores, estão no Norte do país, mas perderam contato com a filha. Subúrbio com cara de Damasco Ahmed e Laila são duas caras de um crescente êxodo entre dois países atingidos de maneira distinta pelas revoltas da chamada Primavera Árabe, que eclodiu há dois anos. No Egito, protestos levaram à rápida queda do ditador Hosni Mubarak — seguida de uma ainda turbulenta transição para a democracia. Na Síria, manifestações pacíficas deram lugar à rebelião armada contra o regime de Assad, que degringolou numa guerra civil que já deixou quase 100 mil mortos, segundo os balanços mais recentes. Para Ahmed e Laila, deixar a Síria era a única maneira de sobreviver ao conflito. Num subúrbio do Cairo, em meio ao deserto, encontraram uma “pequena Síria”, onde as bandeiras da oposição exibidas nas ruas, nas janelas dos apartamentos e nas fachadas das lojas não deixam dúvidas de que é aqui que sírios montaram uma filial de seu país. Cerca de 140 mil sírios estão no Egito, mais de 62 mil deles cadastrados ou aguardando registro como refugiados no escritório local da Organização das Nações Unidas. “Dimashq” — Damasco em árabe— virou nome comum entre lojas de sírios que, com algum dinheiro, montaram negócios na “pequena Síria”, como o marido de Laila, que abriu uma padaria. Perto dali, estão cafés de narguilé e outros pequenos restaurantes que vendem os tradicionais doces, esfihas e falafel sírios. Sírios escolhem o Egito por diferentes razões, mas a maioria é atraída pelo baixo custo de vida no país, que não exige visto e permite acesso a escolas e hospitais públicos. Uma vez lá, dizem escapar do elevado custo de vida no Líbano ou de serem forçados a viver nos abarrotados campos de refugiados da Turquia e da Jordânia, os destinos daqueles que não podem pagar pela viagem ao Norte da África. Mais de 1,5 milhão de sírios já deixaram o país nos últimos dois anos. O recomeço, no entanto, é frustrante para tantos outros sírios. O motorista Saed, de 30 anos, perdeu trabalho e casa em Aleppo, uma das cidades mais afetadas pelo conflito. Ele conta ter sido capturado por soldados ao resgatar corpos de crianças sob os escombros de prédios destruídos por foguetes. — Um dos soldados me conhecia e me libertou. Se não, estaria morto — diz. Deixou na Síria a mulher e duas filhas, uma de três anos e outra de três meses, e com dinheiro emprestado, embarcou para o Cairo. Trabalhou e morou num lava-rápido por um mês, ganhando menos de R$ 3 por dia. Desistiu. — Preciso de dinheiro, preciso de dinheiro. Eu preciso voltar para a Síria — diz ele, em tom de desespero, antes de encerrar a conversa. — Qual vantagem eu terei em conversar com você? Críticas ao regime e à oposição A falta de trabalho é apenas um dos problemas para os refugiados sírios, numa realidade distante do otimismo vivido pelos pequenos empresários. O país sofre com sua própria crise econômica, com desemprego e inflação crescentes, o que afeta o preço de alimentos e moradia. Segundo a ONU, a maioria dos refugiados no Egito precisa de trabalho, mas não há números oficiais. Ahmed, o vendedor, também está desempregado. Há quatro semanas no Cairo, vive no terceiro apartamento. Em todas as vezes, foi despejado pelos proprietários, interessados num aluguel maior. — Muitos sírios chegam aqui com pouco dinheiro. Moradia é um problema, com os preços em alta. Alguns sírios estão abrigados em mesquitas e estão mendigando nas ruas. A crise humanitária exige uma solução urgente — afirma o representante regional da agência da ONU para refugiados, Mohamed Dayri. A maioria dos refugiados se diz contrária a Assad, mas mostra desconfiança com os rebeldes. — Todos os sírios estão sofrendo dentro e fora da Síria, enquanto todo o mundo só fica conversando ou dando risada do nosso sofrimento. Eu não confio em ninguém. Nem no regime, nem na oposição — diz Ahmed. Laila dá um sorriso amarelo quando perguntada sobre o futuro da Síria: —Ninguém sabe para onde estamos indo. Precisamos de oposição, mas não da maneira que existe. Da maneira que existe, é muito ruim. (webremix.info) |
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Empresa de Urdangarin e Cristina teria recebido por serviços falsos
MADRI - Investigadores da promotoria Anticorrupção da Espanha denunciaram nesta quinta-feira que a empresa do genro do rei Juan Carlos, Iñaki Urdangarin, e da princesa Cristina teria ganho cerca de € 721 mil (mais de US$ 1 milhão) por assessorias falsas a grandes companhias nacionais e internacionais. De acordo com dados divulgados pelo jornal “El Mundo”, as quantias foram pagas entre os anos de 2007 e 2009, mas não documentos que justifiquem a razão de alguns serviços. Veja também Segundo os promotores, que contaram com a ajuda da Oficina Nacional de Investigação de Fraude (Onif) da Agência Tributaria, certos trabalhos da Aizoon S.L - uma sociedade dos duques de Palma e cuja 50% da participação pertence a Cristina - não tem regitros que comprovem sua necessidade e foram faturados a ao menos cinco empresas multinacionais. Em resposta às denúncias, as companhias decidiram se justificar. Em notas publicadas no “El Mundo”, a imobiliária internacional Mixta África afirmou que Urdangarin lhe ajudava a buscar terrenos, enquanto a Pernod Ricard diz que precisava de apoio para comercializar bebidas. Já a Altadis alega que os pagamentos eram referentes serviços de conselhos a sua administração. A Seeliger y Conde conta que precisava “conhecer pessoas” e se expandir para o mundo dos esportes. A Mixta África, criada em 2005, foi a que mais colaborou com os pagamentos à Aizoon. Segundo sua a nota, a empresa teria pago € 384 mil entre 2007 e 2009 para a companhia do genro do rei. Em denúncias apresentadas anteriormente, Urdagarin aparece como o chefe da Aizoon, já que, no final de 2006, seu sócio Diego Torres deixou o negócio. Mesmo que metade da empresa seja da princesa Cristina, fontes da mídia espanhola afirmam que ela não participava ativamente do negócio. (webremix.info) |
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Kofi Annan: ‘Eu queria mais a paz do que os protagonistas do conflito sírio’
RIO — Na última década, um diplomata nascido em Gana passou a ter voz ativa nas soluções para praticamente todos os conflitos sociais e militares que o mundo presenciou. Como secretário-geral da Organização das Nações Unidas, cargo que manteve por dois mandatos, de 1997 a 2006, Kofi Annan ajudou a reverberar a voz de uma entidade criada em 1945, após a Segunda Guerra Mundial, e que vinha buscando se reposicionar no cenário internacional após o fim da Guerra Fria. Com Annan à frente, a ONU esteve presente em negociações nas guerras do Iraque e do Afeganistão, bem como nos conflitos em Kosovo, Bósnia, Timor Leste, Palestina e África. Veja também
Foram experiências que alteraram a política mundial e cujos detalhes surgem em “Intervenções - Uma vida de guerra e paz”, livro que Annan escreveu com a ajuda de seu ex-assessor Nader Mousavizadeh, que está sendo lançado no Brasil pela Companhia das Letras. O livro terminou de ser elaborado no primeiro semestre de 2012, quando Annan, já após ter deixado a função de secretário-geral, atuava como enviado especial da ONU à Síria, ainda hoje um país em conflito entre opositores e o governo do presidente Bashar al-Assad. Em entrevista ao GLOBO, por telefone, Annan explicou o que motivou sua saída da Síria: a incerteza quanto aos anseios por paz dos envolvidos. Ele falou também do papel de Sérgio Vieira de Melllo, o diplomata brasileiro morto em serviço pela ONU, num atentado no Iraque em 2003, e defendeu uma reforma no Conselho de Segurança da ONU, para que novos países se tornem membros permanentes - uma aspiração do Brasil. O GLOBO: O senhor terminou de escrever o livro alguns meses antes de renunciar como enviado especial da ONU à Síria, com o objetivo de mediar o conflito. O que aconteceu nesse período que o levou à renúncia? Kofi Annan: Quando eu aceitei a missão na Síria, todos diziam que era uma tarefa impossível ou, pelo menos, muito difícil de realizar. Mas eu me sentia preparado, achava que poderia, se tivesse o apoio do Conselho de Segurança da ONU, ajudar no processo de paz. Nossa meta era pôr pressão em ambos os lados para que se sentassem à mesa e dialogassem. Então, nos seis meses em que eu fiquei na função, chegamos a várias propostas. A primeira foi o Plano de Seis Pontos, o qual todos os lados pareciam endossar. Mas não houve um entendimento, faltou pressão do governo para que os partidos trabalhassem com base no Plano de Seis Pontos. Mas houve algum estopim para a decisão de renunciar? Kofi Annan: Eu organizei um encontro em Genebra, onde juntamos os representantes dos cinco países com assento permanente no Conselho de Segurança, mais ministros de Qatar, Iraque e Kuwait. Nós tiramos dali uma estrutura que serviria como alternativa para evitar a guerra. A solução seria um acordo político, mas precisávamos aprovar um governo de transição que abrangesse os interesses de todos os grupos, inclusive as minorias. Basicamente, era um sistema que, acreditávamos, poderia ajudar a Síria a acabar com os conflitos. E todos concordaram. Mas, dias depois, nós fomos para Nova York, e achei que todos eles apoiariam a proposta, mas eles não o fizeram. Foi aí que percebi que eu queria mais a paz na Síria do que os protagonistas do conflito e até do que o Conselho de Segurança. E decidi me retirar. E hoje? Como o senhor enxerga a situação do país? Kofi Annan: Eu fico animado ao ouvir que existe uma possibilidade de uma reunião em Genebra, na qual representantes da Rússia e dos Estados Unidos vão discutir para tentar chegar a um acordo. Porém, honestamente, eu não vejo uma solução aparente. O senhor viu as imagens de um rebelde sírio mordendo o coração que seria de um combatente de um grupo rival? Kofi Annan: Eu não vi, mas li a respeito. É uma demonstração de como a situação na Síria está. É horrível o que acontece lá. Ver seres humanos chegando a esse ponto dá um gosto amargo do nível de depredação ao qual a Síria chegou. Quando o senhor foi secretário-geral e também em períodos anteriores, não pareceu haver muitas reservas, sobretudo dos EUA, para invadir países que supostamente ameaçassem a paz mundial. Hoje, isso não tem acontecido mais. O senhor acha que a tarefa da ONU de evitar guerras, hoje, tornou-se mais simples? Kofi Annan: Eu acredito que todos aprenderam lições com o que ocorreu no Iraque, inclusive os Estados Unidos e seus aliados. Nós vemos os resultados daquela guerra hoje. Algumas decisões fizeram, por exemplo, com que as pessoas passassem a questionar a legitimidade do Conselho de Segurança da ONU. Por isso, não só o mundo ficou mais hesitante quanto às intervenções militares, mas também o governo americano, hoje na figura do presidente Obama, teme repetir o que fizeram no Iraque. Passados alguns anos da Guerra do Iraque, como o senhor analisa o que aconteceu? Kofi Annan: As armas de destruição em massa foram a justificativa oficial, eles diziam querer ir para o Iraque para encontrá-las e destruí-las. Mas, no fim, eles perceberam o que todo mundo imaginava, que não havia armas de destruição em massa. Não deram tempo suficiente para os inspetores da ONU fazerem seu trabalho. Os Estados Unidos e seus aliados também não tiveram paciência para esperar que o Conselho de Segurança debatesse. Eu suspeito que eles perceberam que o Conselho não iria endossar a ação no Iraque sem uma confirmação sólida de que havia as armas. E, no fim, claro, não havia armas. Por tudo o que ocorreu na última década, alguns líderes mundiais defendem uma reformulação no Conselho de Segurança da ONU, com a inclusão de novos membros permanentes. O senhor concorda que o Conselho precisa mudar? Kofi Annan: Não há dúvida de que algo precisa mudar. A estrutura do Conselho de Segurança da ONU reflete a situação geopolítica de 1945. Mas o mundo mudou, a ONU precisa mudar junto com o mundo. É difícil justificar para os jovens que um Conselho de Segurança, que supostamente deveria representar o mundo, não tenha integrantes permanentes da América Latina e da África. Eu defendo uma reforma do Conselho de Segurança para que ele seja mais democrático e representativo. Quando fui secretário-geral, eu fiz propostas e me empenhei bastante para mudar o Conselho, mas não foi possível. Poderes novos de países como Brasil, Indonésia, Índia, África do Sul e outros têm todo o direito de exigir um assento permanente na mesa. A reformulação é essencial e vai ajudar a evitar novas tensões no mundo. Como o senhor vê o papel do Brasil no mundo hoje? Kofi Annan: O Brasil se tornou um país extremamente importante no cenário internacional. Vou dar um exemplo do que acontece no meu continente, a África. O Brasil tem políticas de cooperação com países africanos essenciais. A experiência do Brasil em cuidar de questões sociais e econômicas pode servir para o desenvolvimento dos países africanos, e espero que essa cooperação continue e seja expandida. O senhor foi muito próximo do alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos Sérgio Vieira de Mello, que morreu quando era enviado da ONU a Bagdá, em 2003. Como a morte de Vieira de Mello afetou o senhor? Kofi Annan: Sérgio não foi apenas um colega de ONU. Ele era um amigo. Nós estivemos juntos em muitas situações. Ele era um diplomata brilhante, e tenho certeza de que Sérgio poderia assumir qualquer cargo nas Nações Unidas. Ele estava a caminho de se tornar secretário-geral. Que momento o senhor considera o mais difícil em sua trajetória como secretário-geral da ONU? Kofi Annan: Foi a Guerra do Iraque. O que aconteceu ali dividiu demais a ONU, de uma forma muito negativa, ao ponto de eu não ter certeza se aquela ferida já cicatrizou completamente. Foi bastante duro tentar prevenir a guerra, discordar de amigos e acompanhar tudo o que aconteceu em seguida. No livro, o senhor fala de como o escândalo relacionado ao programa Petróleo por Alimentos, que envolveu seu filho, Kojo, e que fez com que até mesmo o senhor fosse investigado, o afetou. O que o senhor aprendeu com aquele episódio? Kofi Annan: Aquele foi um escândalo fabricado. Na época, faltavam muitas informações, e veio a público o fato de que meu filho trabalhava para uma das companhias que tinha contrato no Iraque. Mas o verdadeiro problema é que havia centenas de empresas de todos os países, inclusive dos cinco países com assentos permanentes no Conselho de Segurança, que fizeram acordos com Saddam Hussein para fechar contratos de petróleo. Mas é claro que não houve tanto interesse nisso quanto houve no que envolvia as Nações Unidas. A imprensa, especialmente a imprensa americana, ficou mais interessada no que dizia respeito a meu filho. (webremix.info) |
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Em Porto Alegre, Dilma e Lula atacam oposição de olho em 2014
PORTO ALEGRE – Em clima de campanha eleitoral, a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniram nesta terça-feira à noite cerca de mil pessoas num teatro de Porto Alegre para lançar extraoficialmente a campanha de Dilma à reeleição em 2014. Mesmo que a presidente não tenha citado em nenhum momento que será candidata, Lula e outros políticos presentes ao ato salientaram a necessidade de um segundo mandato para consolidar as “conquistas sociais” do projeto petista.
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Num discurso recheado de críticas à imprensa e à oposição, Lula disse que a mídia primeiro apostou numa briga entre ele e a presidente, depois “inventou” candidaturas contrárias a Dilma e, como nada deu certo, tenta agora manipular a opinião pública com críticas às conquistas do governo. — Eles (a mídia e a oposição) vivem exilados dentro do Brasil. Não estão compreendendo o que está acontecendo no Brasil. Por isso estamos caminhando fortemente para que Vossa Excelência seja presidente por mais quatro anos — disse Lula, em referência a Dilma. A presidente, que chegou duas horas depois de iniciado o seminário PT 10 Anos de Governo, quarto evento desse tipo realizado no país, fez um discurso técnico e cheio de referências à América Latina, à África e aos Brics. Também defendeu as políticas sociais do governo e criticou a oposição, a quem chamou de “especialistas em pessimismo”. — Fazem o papel de pessimistas sistemáticos. Ao contrário deles, a visão sobre o Brasil é muito mais realista porque percebe o imenso potencial que temos. Fomos o país que durante a crise mais emprego criou no mundo, fato reconhecido pelo FMI. Um dos pratos prediletos de crítica é a fragilidade da Petrobras. Mas é extraordinário que (a estatal) tenha captado US$ 11 bilhões no mercado internacional a taxas baixas, o que é um reconhecimento à força da Petrobras. Sem empolgar a plateia, Dilma também criticou as notícias de que haveria falta de energia no país e garantiu geração suficiente para 2013 e 2014. Além disso, garantiu que todos os estádios da Copa do Mundo estarão prontos antes do prazo. — Diziam que não ia ter estádio pronto. Pois serão seis na Copa das Confederações, entregues antes do prazo. Agora ninguém mais fala nisso. Todos os estádios, todos os aeroportos, todas as obras vão aparecer. Asseguro que faremos uma das melhores Copas do Mundo — prometeu. Messi, Pelé, Corinthians... Lula, ao contrário de Dilma, esbanjou bom humor. Contou piadas para a plateia, citou o Inter e o Corinthians, Messi e Pelé, e reclamou da falta de água para o orador quando ainda iniciava seu discurso, que durou cerca de 30 minutos. — Um dia você vai ser ex-presidente, Dilma. Quando se é presidente é possível morrer afogado de tanta água que servem. Depois, eles fogem de você — brincou Lula. O presidente nacional do PT, Rui Falcão, foi mais enfático na crítica à imprensa. Segundo ele, o PT e seus aliados precisam buscar uma nova correlação de forças em nível nacional para garantir uma reforma tributária e do sistema político e para expandir o que chamou de liberdade de expressão. Ele reivindicou a regulamentação dos artigos da Constituição de 1988 que consideram a comunicação como um direito social, “que tarda há décadas”. — Nossa missão fundamental é a reeleição da presidente Dilma, para que consolidemos nosso segundo grande salto e tornemos determinadas conquistas irreversíveis. Considero que as opiniões não podem ser de pensamento único dos grandes meios (de comunicação) monopolizados. Não é censura, mas não há como aprofundar a democracia com os conceitos dos proprietários e dos acionistas de jornais — discursou. O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, reforçou as críticas à imprensa e também lançou a candidatura de Dilma à reeleição: — A oposição está sem rumo e sem projeto. E quando a direita está sem projeto e se vê perdida, apela para a desconstituição da democracia até com atos de força ou para a manipulação da opinião pública por meio de grandes grupos monopolistas de mídia. Tenho certeza que vamos avançar porque estamos bem liderados —afirmou. (webremix.info) |
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Resgatar o multilateralismo é o principal desafio
RIO e GENEBRA, Suíça - À frente da Organização Mundial do Comércio (OMC), o brasileiro Roberto Azevêdo terá uma tarefa hercúlea: resgatar o multilateralismo no comércio num mundo em que os países recorrem cada vez mais a acordos bilaterais para maximizar suas trocas. Só assim Azevêdo poderá evitar que a organização que vai comandar caia na irrelevância. Com os sucessivos fracassos das negociações da Rodada Doha, que começou em 2001 e não foi concluída, e o estouro da crise internacional em 2008, muitos países adotaram atitudes protecionistas ou optaram por firmar acordos de preferência de comércio ou buscaram respaldo em blocos regionais. Existem hoje no mundo 213 acordos de livre comércio e 24 uniões aduaneiras, que funcionam como “cupim no porão” da OMC, afirma o diretor da Agroconsult, Marcos Jank. Ao reduzir tarifas para um ou mais países específicos, criam-se preferências, o que, para o multilateralismo, “é muito ruim”, defende Jank. A eleição de Azevêdo, o primeiro latino-americano a comandar o órgão, pode representar, no entanto, um sinal de mudanças na instituição, que tenta recuperar sua credibilidade. — É preciso reformar o processo de governança, o órgão de soluções de controvérsias, discutir como funcionam os acordos bilaterais, mas ele não fará isso sozinho — diz Jank. Veja também
O primeiro teste de Azevêdo acontecerá pouco tempo depois de assumir o cargo: no dia 3 de dezembro, ministros de comércio dos 159 países-membros da OMC se encontram em Bali para tentar desemperrar a Rodada de Doha. Com mais um fracasso, o golpe será duro. Para Ricardo Melendez Ortiz, ex-embaixador colombiano que dirige o International Center for Trade and Sustainable Development ou Ictsd, um centro que acompanha de perto a OMC, destaca que o desafio de Azevêdo será lidar de “forma construtiva” com uma tendência de regionalização no comércio mundial. — Nos últimos anos, foram lançados entre 450 e 500 acordos preferenciais de comércio. A OMC criou as regras mínimas de comércio, com as quais todos os países concordaram. Já estes acordos preferenciais foram negociados a partir destas regras mínimas. Na América Latina, há uma proliferação de acordos bilaterais e plurilaterais. Só o México negociou mais de 42 — explicou Melendez. Ao tentar resgatar o multilateralismo na OMC, Azevêdo terá que lidar com os interesses conflitantes dos grandes atores do comércio global. Os EUA, por exemplo, têm forte viés protecionista na área agrícola. Recentemente, avançaram em iniciativas de livre comércio com dez países banhados pelo Pacífico e com a União Europeia (UE), e o comércio exterior ganhou prioridade na pauta do governo americano. Mas a política voltada para a agricultura continua sendo um tema sensível, lembra Rodrigo Branco, economista da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex). — A postura dos EUA em relação à OMC é de descrédito. Eles negociam por fora. Um ato simbólico foi que, quando Obama anunciou que o acordo com a UE estava em negociação, sequer citou a OMC — diz o economista. Agenda própria dos Brics Também a UE ainda não dá indícios de que concordará em reduzir os subsídios que oferece ao campo. Com os problemas internos que enfrenta, as negociações multilaterais se tornaram ainda mais difíceis. Seu principal interesse na OMC é liberalizar serviços. Países emergentes, por sua vez, tradicionalmente lutam pela liberalização do setor agrícola e agem com cautela com serviços. Mas, com o aumento da complexidade do comércio mundial, novos temas entraram em pauta e aumentaram as diferenças entre os países. — Cada um dos Brics (bloco de países formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) hoje tem sua agenda própria — exemplifica Bruno Garschagen, especialista do Instituto Millenium. A Índia se mostra bastante protecionista, sobretudo quanto a produtos agrícolas, na contramão do comportamento de seus pares emergentes. Já a China representa uma incógnita, pela falta de transparência em suas políticas domésticas, defende Leane Naidin, professora de Relações Internacionais da PUC-Rio e coordenadora de Comércio e Desenvolvimento no Brics Policy Center. E mostra uma postura de observação dentro do órgão. O Brasil, por sua vez, tem indústria diversificada, diferentemente de países como Rússia e África do Sul. Para o professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Alcides Costa Vaz, o “estancamento” da Rodada de Doha e a tendência de acordos de livre comércio entre blocos fizeram da OMC uma instituição “combalida”. (webremix.info) |
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Escolha de brasileiro se dá num mundo menos liberal
RIO – A eleição de Roberto Azevêdo sugere uma conciliação entre uma agenda liberal e uma preocupação maior com o desenvolvimento econômico no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), apontam especialistas. Há quem acredite que o debate entre a liberalização e o desenvolvimentismo esteja por trás da escolha do nome do brasileiro. Analistas concordam que o mundo hoje está cada vez menos liberal, em consequência da crise econômica global de 2008. — Roberto Azevêdo é alguém com sensibilidade de fazer uma mediação entre o argumento liberal e uma agenda desenvolvimentista. Ele foi eleito com discurso de um comércio mais equilibrado, que aponta para uma liberalização com distribuição e uma preocupação com desenvolvimento econômico — afirma o professor da Universidade de São Paulo e coordenador científico do Centro de Estudos das Negociações Internacionais (Caeni) Amâncio Jorge de Oliveira. Veja também
Esta característica, segundo Oliveira, tornaria o brasileiro mais aberto ao argumento de países em desenvolvimento de que deveriam ter permissão para lançar mão de condições especiais no comércio mundial — o que dá margem, por exemplo, para a formulação de uma política industrial. — Há países que não se sentem aptos para adotar uma liberalização ampla em serviços, por exemplo. É uma agenda de países em desenvolvimento de alguma proteção, em alguma medida — diz o professor da USP. Na avaliação do professor de Relações Internacionais da Unesp/Marília Tullo Vigevani, as políticas de desenvolvimento estão entre as preocupações do novo diretor-geral da OMC. Para ele, reequilibrar liberalização e desenvolvimento está em linha com o pensamento dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), do Mercosul, do governo Barack Obama e de uma parte da União Europeia: — Pode não ser uma razão imediata, mas o pano de fundo da vitória de Azevêdo talvez seja que o debate sobre compatibilização do desenvolvimento com a liberalização comercial está colocado com força. A questão, segundo Vigevani, é que a crise de 2008, que se prolonga além das previsões, levanta o debate sobre planejamento econômico nacional e internacional. — Não tenho dúvidas de que o mundo está ficando menos liberal. Além do diagnóstico crítico dos resultados das políticas liberais, a complexidade dos modelos econômicos atuais demanda um nível de governança que só o mercado não é capaz de cumprir — aponta Alcides Costa Vaz, professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (Unb). A crise, segundo Vaz, levou a um debate sobre o reposicionamento do papel do Estado no campo econômico, que nos anos 1990 estava em vias de desaparecer. ‘Papo de campanha’ Amâncio Jorge de Oliveira defende que o melhor desempenho dos países com “boa dose de intervencionismo” acaba enfraquecendo o discurso liberal, de que as intervenções levam a disfuncionalidades. — Os países com intervencionismo estão se saindo melhor, e os liberais estão mal das pernas. Com isso, o argumento liberal perde um pouco de terreno no debate atual, embora não se saiba como será o futuro — diz o professor da USP. Já o advogado Luiz Olavo Baptista, que foi integrante do Órgão de Apelações da OMC, acredita que o argumento de que Roberto Azevêdo tem um viés não liberal foi usado pela campanha do mexicano Herminio Blanco: — Isso foi papo de campanha dos mexicanos para tentar derrubar a candidatura de Azevêdo. (webremix.info) |
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União Europeia teria decidido pelo candidato mexicano à OMC
GENEBRA e BRASÍLIA – A batalha entre Brasil e México pelo comando de uma das mais importantes organizações internacionais — a Organização Mundial de Comércio (OMC) — está se revelando mais complicada do que o governo brasileiro previu. A União Europeia (UE), que detém 30% do comércio mundial, teria decidido ontem secretamente apoiar em bloco o candidato do México, Herminio Blanco, contra o do Brasil, Roberto Azevêdo. O nome do vencedor poderá ser conhecido hoje. Ontem, em Genebra, reinava o suspense total. Na votação interna da UE, o candidato mexicano teria vencido a preferência por apenas dois votos de diferença — 15 contra 13 a favor do mexicano. O que mostra o continente profundamente dividido. Quem mais capitaneou os votos a favor do mexicano foram os dois países que têm parceria estratégica com o Brasil – Reino Unido e França – além da Alemanha, a maior potência europeia. Fontes do governo brasileiro disseram que o resultado já era previsto: o Brasil já não contava com os votos dos europeus. Entre os europeus que apoiaram o Brasil estariam Portugal, Espanha, Itália, Bulgária, Eslovênia, România e Holanda. Brasil teria apoio dos países dos Brics Sem o apoio dos europeus na disputa pelo comando da Organização Mundial do Comércio (OMC), o Brasil poderá ficar sem o apoio dos dois grandes blocos econômicos, se os Estados Unidos também se alinharem, como esperado, com o candidato do México. E isso, na OMC, tem peso. Os americanos estão silenciosos desde o início da disputa. Mas na OMC muitos sabem: Blanco, economista com doutorado na Universidade de Chicago e ex-ministro do Comércio, foi um dos negociadores chaves na época da criação do Nafta, o bloco de comércio que une EUA, México e Canadá. E foi ele quem foi ao Congresso americano convencer os parlamentares de que o Nafta era também um bom negócio para os EUA. Nas contas do Brasil, Roberto Azevêdo — diplomata especialista em questões comerciais que, desde 2008, é embaixador do Brasil na OMC — teria o apoio dos Brics — o bloco dos grandes emergentes que reúne Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul. Azevêdo também teria muito apoio na África, Ásia, América Latina e Oriente Médio. Azevêdo precisa de 80 votos O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse ontem que está confiante na vitória de Azevêdo. Para conseguir vencer o mexicano Herminio Blanco, Azevêdo precisa de 80 votos, que corresponde à maioria de um total de 159 países associados. Mas na OMC não é só número de votos que conta : o candidato tem que ter apoio em todas as regiões. — Não é o caso de entrarmos em muita especulação, porque é um momento sensível o final desse processo de seleção, que tem suas peculiaridades. Não é uma votação aberta, como por exemplo na Assembleia Geral da ONU. Aguardamos com confiança, pois o candidato brasileiro tem todas as qualificações para fazer um excelente trabalho à frente da OMC. Aliás, isso é universalmente reconhecido — disse Patriota. A disputa na OMC não é apenas entre dois países. O que está em jogo são duas visões do comércio internacional. Os mais liberais, que querem abrir portas do comércio mundial e quebrar barreiras a qualquer custo, tenderiam a se alinhar com o México. Já os desenvolvimentistas, que acham que liberalização do comércio sozinho não funciona, que estariam mais alinhadas com a visão do Brasil. (webremix.info) |
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Com grupo na mão, Dunga comemora primeiro título no Inter
PORTO ALEGRE - O domingo de festa alvinegra em Volta Redonda e nas ruas do Rio de Janeiro foi também de redenção para um personagem muito conhecido do futebol brasileiro. Capitão do tetra mundial em 94 e técnico da seleção brasileira eliminada nas quartas de final na Copa de 2010, Dunga conquistou seu primeiro título como treinador de um clube ao levar o Internacional à conquista do tricampeonato gaúcho. A taça foi levantada com uma sofrida vitória nos pênaltis sobre o Juventude, em Caxias do Sul, na final da Taça Farroupilha — o segundo turno do Campeonato Gaúcho. Assim como o Botafogo no Rio, o Colorado já havia vencido o primeiro turno e botou a faixa no peito por antecipação. — Todo mundo fala que Gauchão é uma barbada. Para aqueles que ficaram no meio do caminho, é ainda mais fácil de falar - disse Dunga ontem, em um programa de TV de Porto Alegre, ironizando quem criticava o nível técnico da competição. O Inter é o primeiro clube na carreira de Dunga, que repete o bom começo que teve na seleção. Quando comandou o Brasil, o treinador foi campeão na primeira competição que disputou: a Copa América em 2007. Dois anos depois, a seleção venceria a Copa das Confederações, mas, desgastado por atritos com a imprensa e eliminado pela Holanda nas quartas de final na Copa da África, Dunga acabaria demitido. Depois de dois anos e meio afastado do futebol, Dunga assumiu o Inter — um time com um elenco forte, com estrelas como Forlán, D'Alessandro e Leandro Damião, mas que havia fracassado no ano passado. O técnico não demorou a impor seu estilo. Se o Colorado não apresentou um futebol brilhante, também não chegou a sofrer sustos no Campeonato Gaúcho. Dedicação, pegada e marcação forte foram características do time que, sob seu comando, venceu 13 partidas, empatou quatro e perdeu duas (nas duas primeiras rodadas da competição, o Inter jogou com uma equipe sub-23, dirigida por Osmar Loss). Nos dois clássicos Gre-Nal, duas vitórias por 2 a 1 diante dos reservas do Grêmio, que priorizou a Libertadores. — Ele prioriza muito o treinamento, o trabalho. Vem colocando a filosofia dele e esse título mostra que ele está no caminho certo — elogiou o goleiro Muriel, que defendeu a cobrança de Moisés, do Juventude, que valeu o título. Trabalho e respeito sempre foram palavras corriqueiras no vocabulário de Dunga, que gosta de, no linguajar dos boleiros, “ter o grupo na mão”. Ao menos até o momento, o objetivo parece estar sendo alcançado no Inter. — Trato todos da mesma forma. É importante respeitar e dar condições de trabalho para todos. É respeito pelo profissional — disse o treinador depois da partida em Caxias do Sul. — O Dunga é uma pessoa sensacional. Ele tem o grupo na mão, o apoio e o respeito de todo mundo ali dentro. É uma referência para todos nós pelo que fez como jogador e na seleção brasileira — completou Muriel. (webremix.info) |
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De conto das Arábias para ensaio a Copa do Mundo
Dois torneios, ambos reconhecidos pela Fifa, mas nenhum deles com a repercussão que seus organizadores esperavam, são os pontos de partida do que hoje conhecemos por Copa das Confederações. Tanto o primeiro, em outubro de 1992, como o segundo, em janeiro de 1995, foram disputados em Riad, por iniciativa e patrocínio da Arábia Saudita. Os objetivos do torneio eram claros para os organizadores, mas não tão claros para os europeus. A Fifa via neles a possibilidade de transformá-los numa interessante competição entre as seleções nacionais campeãs de cada continente, o que acabaria acontecendo quando o torneio se convertesse em Copa das Confederações. Daí seu título original: Copa Intercontinental. Além disso, a Arábia Saudita esperava contribuir para maior projeção de seu futebol e, como consequência, do futebol da Ásia e da África, por muito tempo as filhas preteridas da Fifa. Quanto aos europeus, ingleses à frente, sempre resistiram à ideia expansionista do futebol, sendo a Copa do Mundo, para eles, uma festa criada pela Europa e, por razões óbvias, aberta apenas a ilustres convidados da América do Sul. Historicamente, é possível ver como vinha sendo discreta a presença de asiáticos e africanos no futebol internacional, quadro que, em épocas mais recentes, começou a mudar, a ponto de a Nigéria ter conseguido nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996, a medalha de ouro que o Brasil persegue sem sucesso há seis décadas. Tomando o exemplo da Copa do Mundo, tem-se que, até o primeiro torneio em Riad, as participações dos dois continentes foram sempre modestas. Antes da II Guerra Mundial, ou suas seleções não se inscreviam nas eliminatórias ou não passavam delas. Depois, pelo menos até a de 1982, sua atuações só seriam notadas por uma ou duas grandes surpresas ou por episódios insólitos. O primeiro desses episódios foi o que impediu a Índia de disputar a Copa do Mundo de 1950, no Brasil. Classificada no seu grupo, a Índia desistiu de viajar quando a Fifa impediu que seus jogadores atuassem descalços. Por outros motivos, depois de eliminar Síria e Áustria, a Turquia abriu mão de ser a primeira representante asiática a participar da fase final de uma Copa do Mundo. Também insólito foi o episódio ocorrido 32 anos depois, em Valladolid, Espanha, no jogo entre França e Kuwait, este dirigido pelo brasileiro Carlos Alberto Parreira. Lá pelas tantas, diante de um gol francês, o xeque Fajid Al Yaber Al Sabah — “keffieh” na cabeça e “dishdasha” branco sobre o corpo — desceu das tribunas para o campo e fez o árbitro soviético Mirtoslav Stupar anular o gol. Mesmo assim a França venceu por 4 a 1, para desespero do xeque, meio dirigente, meio dono do time. Surpresas, as mais notáveis foram as da Coreia do Norte, em 1966, a única Copa do Mundo em que, justamente por sua presença, não se ouviram os hinos dos países participantes — os ingleses, como anfitriões, recusaram-se a executar o coreano em solo britânico. Mas o importante é que a estreante Coreia do Sul eliminou a Itália por 1 a 0 e chegou a estar vencendo Portugal por 3 a 0 já nas quartas de final. Surpreendentes, mas ingênuos, os coreanos permitiram a Eusébio e companhia virar para 5 a 3. Tiveram melhor sorte, porém, do que seus inimigos do Sul, que formaram com os turcos, em 1954, a dupla de asiáticos a estrear numa fase final de Copa do Mundo. A Coreia do Sul sofreu duas goleadas (9 a 0 para a Hungria e 7 a 0 para a Turquia). E esta, além da vitória sobre os coreanos, perdeu duas vezes para a virtual campeã, a Alemanha Ocidental (4 a 1 e 7 a 2). A vez dos africanos só viria em 1970, com Marrocos não passando da primeira fase. Naquela Copa, a do tri brasileiro, outra novidade foi Israel. Embora sua federação, de início denominada Associação de Futebol Eretz Israel, fosse filiada à Fifa desde 1929 (portanto, quase 20 anos antes da criação do Estado de Israel), custou a ganhar seu espaço. Em grande parte porque, filiada à Confederação Asiática em 1954, dela foi afastada, por pressão dos países vizinhos que se recusavam a enfrentá-la num campo de futebol. Em 1994, a União Europeia abriu exceção e aceitou-a com sua filiada. Depois de 1970, asiáticos e africanos jamais deixaram de se representar em fases finais da Copa do Mundo. Foram duas seleções em 1974 (Zaire e Austrália, esta como asiática); duas em 1978 (Irã e Tunísia); três em 1982 (Kuwait, Argélia e Camarões), quando os finalistas passaram de 16 a 24; quatro em 1986 (Argélia, Marrocos, Iraque e Coreia do Sul); e quatro em 1990 (Camarões, Egito, Coreia do Sul e Emirados Árabes). Desses 15, apenas Marrocos, em 1986, e Camarões, em 1990, passaram da fase de grupos, Camarões depois de surpreender a Argentina de Diego Maradona: 1 a 0. Um rei esportista Em 1992, o primeiro torneio em Riad. Cuja taça, como a do segundo, chamou-se Rei Fahd. E por bons motivos. Fahd Bin Abdul Aziz Al Saud, nomeado com a morte do Rei Khalid em 1982, era muito popular. Gordo, alegre, ele aproveitava a vida e o dinheiro viajando pelo mundo em seu iate ou em seu Boeing de US$ 150 milhões. Costumava perder fortunas em cassinos, adorava a Riviera francesa e era fã de esportes. Mais que todos, do futebol. Popular, inclusive, fora do país: quando da Guerra do Golfo, em 1991, opôs-se ao Iraque de Saddam Hussein e abriu seu território para a instalação de bases americanas. Os dois torneios tiveram quase o mesmo formato. No primeiro, o de 1992, a indiferença europeia foi mais evidente: nenhum representante em Riad. Os quatro concorrentes foram divididos em duas semifinais, a Argentina vencendo a Costa do Marfim (4 a 0) e Arábia Saudita se impondo aos Estados Unidos (3 a 0). Os americanos ficariam com o terceiro lugar e os costa-marfinenses, com o quarto. Na final, Argentina, 3, Arábia Saudita 1. O time campeão, com Batistuta, Acosta e Ortega, mas sem Maradona. Dois anos depois, o torneio cresceu. Formaram-se dois grupos de três, num deles a Dinamarca, campeã europeia, que se classificou em primeiro lugar contra a Arábia Saudita e México. No outro grupo, a Argentina levou a melhor sobre Nigéria e Japão, este como vencedor da Copa da Ásia. Na final, a Dinamarca venceu a Argentina por 2 a 0. A repercussão dos dois torneios ficou aquém do que esperavam a Fifa e a Arábia Saudita. Contudo, o futebol da Ásia e da África ganharam pontos ali, caminho aberto para que países sem expressão no futebol sediassem a Copa do Mundo: Japão e Coreia do Sul, em 2002, e África do Sul, em 2010. E a Fifa, quando ampliasse a ideia saudita e conseguisse convencer todas as filiadas da importância de uma competição intercontinental de seleções, ganharia mais pontos ainda, a partir de 1997, com a primeira Copa das Confederações. (webremix.info) |
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Resumos das novelas: veja o que acontece nos capítulos desta sexta
RIO - Fortes emoções para Aisha em “Salve Jorge”. A filha de Berna e Mustafá finalmente abraça Delzuite, sua mãe biológica. Mas fica tensa com o encontro. No capítilo de “Flor do Caribe”, Rodrigo sugere aos amigos que sigam para o Caribe a fim de reunir provas contra Dom Rafael. Já em “Sangue bom”, Bento se decepciona com Amora. MALHAÇÃO Bruno provoca Fatinha com Ulla. Pilha convida Fatinha para participar do evento em que ele será MC e ela aceita. Lorenzo tenta conversar com Raquel sobre Nélio, mas ela se afasta. Kika questiona Sal sobre suas intenções com Lia, mas ele desconversa. Ju tenta animar Lia. Pilha e Fatinha descobrem que Robson armou uma festa infantil para eles animarem. Cezar incentiva Orelha a treinar pesado na patinação. Morgana apoia Rita em seu relacionamento com Fera. Vitor observa Lia tocar guitarra no Misturama e Ju não gosta. Sal dispensa Kika. Morgana assiste ao treinamento de Orelha. Pilha é rejeitado pelas crianças da festa. Lia sonda com Ju sobre a presença de Vitor no Misturama e a amiga a incentiva a esquecer o ex-namorado de vez. Pilha, Fera, Fatinha e Robson armam uma grande confusão na festa infantil. Kika persegue Sal e descobre que ele está indo atrás de Lia. FLOR DO CARIBE Quirino diz a Ester que ele e Alaor podem testemunhar contra Alberto. Rodrigo sugere aos amigos que viajem para o Caribe, a fim de reunir provas contra Dom Rafael. Bibiana convida Hélio para jantar em sua casa. Mila avisa a Natália que decidiu morar com o pai. Alberto manda demitir Alaor. Alberto finge cumprir o acordo que fez com Ester, mandando Gonzalo embora. Doralice coloca a medalha de Dionísio no bolso do paletó de Alberto, sem que ele perceba. Cassiano identifica como turmalina-paraíba a pedra que está no cincerro de Ariana. SANGUE BOM Giane é levada para fora por seguranças e Bento a socorre. Sueli Pedrosa se apressa para falar com Amora, e Renata se preocupa. Renata fala para Bento sobre o desprezo com que Amora a trata. Lara tenta se aproximar de Giane e Bento. Verônica fica intrigada com a história de Amora. Bárbara e Natan se beijam. Vitinho lembra-se de seu casamento com Bárbara e tem uma crise. Tina se emociona ao se ver vestida de noiva. Rosemere dá três cheques para Flilipinho pagar seu curso de canto. Lara pesquisa sobre a Acácia Amarela. Bento se decepciona com Amora. Fabinho rouba uma cliente de Margot. Vitinho foge da igreja, e Tina tem uma crise nervosa. Filipinho dá o dinheiro de seu curso para Brenda. Charlene volta de viagem. Bárbara fala para Amora que vai se casar com Natan. Wilson ouve Damáris falando com Nancy e tem uma ideia para afastar a ex-mulher. Lara leva um fora de Giane. Tito provoca Renata. Lucindo pede para reatar com Charlene. Malu procura Bento e conhece Charlene. Dulce acusa Fabinho de tê-la roubado. Dorothy aconselha Amora a tomar cuidado com Lara. Sueli Pedrosa se aproxima de Bento para falar sobre Amora. CARROSSEL Maria Joaquina diz que para evitar a maldade de Jorge roubou o cabo do projetor. Renê conversa com Paulo em outra sala. As crianças assistem ao filme correto. Suzana espia tudo, mas não compreende o que está acontecendo. Suzana acorda Olívia e diz que a turma de Helena está fazendo muito barulho. A diretora fica pensando como foi parar em sua sala e deixa Suzana falando sozinha. Olívia pergunta para a Graça, Renê e Helena como foi parar em sua sala. Os três desconversam e a diretora tenta disfarçar o fato de que estava dormindo. Os quatro se preparam para premiar os alunos com uma espécie de Oscar. Olívia nomeia o prêmio como Troféu Olivitos. Nas salas dos professores, Renê e Helena conversam sobre assumir o namoro. Helena pede para eles irem com cuidado, pois isso pode custar o emprego deles. Na sala de aula, Olívia inicia a entrega dos prêmios aos alunos. Suzana espia tudo e fica muito irritada com a premiação do terceiro ano. A vilã decide armar um plano para prejudicar Helena. Suzana pega um produto de limpeza da Graça e mancha a calça de Helena que estava guardada no banheiro. Helena e Renê estão vestidos com roupa de gala para a premiação. Maria Joaquina tenta se desculpar com Jorge no pátio, mas o mauricinho diz que prefere conversar com ela em outro momento. SALVE JORGE Aisha fica tensa com Delzuite, que abraça a filha emocionada. Helô conta para Aisha que ela foi traficada. Lucimar conversa com Berna. Delzuite agradece a Berna por ter cuidado de Aisha. Demir leva Theo à caverna de São Jorge. Ayla conta para Sarila o que fará contra Bianca. Russo e Lívia assistem ao filme feito com a câmera da caneta. Rosângela conta para Lívia que Wanda foi presa. Helô revela a verdade sobre a adoção de Aisha para Stênio. Mustafá reclama com Deborah de estar sendo poupado do que aconteceu com Aisha e Berna. Aisha fica deslocada na casa de Delzuite. Russo questiona Waleska sobre Almir e decide instalar câmeras nos quartos. Morena avisa que flagrou Riva a observando na rua. Theo pensa em Morena. Wanda ameaça entregar Lívia se a vilã não a ajudar a sair da cadeia. Mustafá passa mal e é levado para o hospital. Aisha vai embora da casa de Delzuite. Helô tenta falar com Berna. Lívia revela para Theo que Morena está trabalhando nas ruas de Istambul. BALACOBACO Norberto diz que deveria estar com sua amada e Lúcio decide ajudá-lo. O vilão comemora ao ouvir o plano do amigo de cela e pede a ajuda de Arnaud. Patrick comenta que foi convidado para o programa de Catarina e, a pedido de Breno e Norma, se veste de pinguim para Gaguinha. Violeta/Vitor assiste ao seu programa na tevê. Osório/Deodoro demonstra orgulho da filha, deixando Cremilda desconfiada. Isabel trata Abigail com indiferença e Eduardo tenta acalmar a esposa. O advogado parabeniza Mauro pelo desempenho na faculdade de Direito e anima o amigo. Rafael conta para Zé Maria que Dilly e Vadilly vêm ao Brasil e o cineasta comemora ao saber que Patrick vai se apresentar no mesmo programa. Josefina confessa estar triste com o anonimato e Violeta propõe que a senhora tenha um quadro no programa do Vitor. Duíllio comemora o sucesso da fábrica de biscoitos, de sua propriedade em parceria com Vetusa. Isabel sonha com Norberto e Taís aconselha sua tia a esquecer o vilão. Arnaud revela que a arquiteta se mudou do apartamento e Norberto conta sobre sua fuga com Lúcio. Após uma temporada no exterior, Luiza e André visitam os pais e comemoram o sucesso no mercado internacional. Marlene se espanta ao saber que a filha pretende adotar uma criança e logo exige um herdeiro biológico, irritando a artista plástica. Magno questiona Celina, que admite não ter esquecido Vicente, e decide ir embora. Fabiana encontra com Arnaud e o capanga revela sobre a fuga de Norberto. Lucas tenta convencer Lígia de seu amor por Catarina, mas sua mãe afirma que não aceita a modelo na família. Lúcio finge ter um surto e Norberto aproveita para escapar quando o carcereiro aparece para socorrê-lo. O jovem ameaça o sentinela e os dois conseguem fugir da prisão através de uma plantação. Taís conversa com Isabel sobre a faculdade de Direito, mas Eduardo interrompe e avisa sobre a fuga do vilão. Cremilda sofre com saudade das gêmeas e Osório/Deodoro a consola, enquanto Diva e Dóris comemoram o sucesso enquanto cantoras. Lígia fica atônita ao saber que o vilão escapou e Adamastor pede que a mulher não saia de casa. Zé Maria passa mal ao gravar o programa de Violeta/Vitor no presídio. Ao saber que o vilão está à solta, Catarina implora para Celina se mudar. Um casal de agricultores se espanta ao encontrar um corpo carbonizado na plantação. (webremix.info) |
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Malária ainda desafia comunidade mundial
RIO - Em toda História da Humanidade, apenas uma doença já foi erradicada: a varíola, cujo último caso foi registrado em 1977 em um habitante da Somália depois de uma campanha de dez anos promovida pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Antes disso, porém, a OMS havia tentado erradicar a malária. O esforço foi suspenso antes de lograr seu objetivo e, hoje, a malária continua sendo endêmica em mais de cem países, que abrigam metade da população mundial. Enfermidade que pode ser inteiramente prevenida e curada, ela todavia causa mais de 600 mil mortes e tem 219 milhões de novos casos a cada ano, atingindo particularmente as populações que mais sofrem com a pobreza, da qual é considerada tanto causa como consequência. Após a II Guerra Mundial, o acesso a um novo inseticida — o DDT — e a um novo remédio — a cloroquina — deu a sensação de que tínhamos as ferramentas que precisávamos para acabar definitivamente com a malária, e lançar o que na época foi a primeira campanha para erradicar uma doença que jamais havia sido empreendida a um nível global. E embora ela não tenha dado certo em termos gerais, não só conseguiu importantes avanços como deixou lições que estamos aproveitando neste momento, quando a erradicação da malária voltou a aparecer como uma prioridade na agenda internacional. As razões do fracasso da campanha dos anos 50 e 60 continuam sendo hoje muito discutidas, mas sem dúvida incluem um planejamento inadequado, a falta de um projeto sobre o que fazer na África e um financiamento que resultou de todo modo insuficiente. Além disso, a confiança no êxito levou ao abandono dos esforços nas pesquisas. A consequência nefasta de tudo isso foi um retorno maciço da malária, que nas últimas décadas do século XX causou dezenas de milhões de mortes. Se o objetivo último da medicina é fazer desaparecerem as doenças que maior sofrimento e mortes causam nos seres humanos, se possível de forma permanente, frente às patologias infecciosas ou transmissíveis cabem duas abordagens possíveis: ou bem controlá-las, diminuindo ao máximo suas consequências, mas aceitando o esforço que terá que ser mantido por toda vida; ou fazer desaparecer o agente causal de todo o planeta e de forma permanente, o que conhecemos como erradicação. No caso da malária, as dificuldades para se chegar a este ponto são verdadeiramente enormes. Enfrentamos um problema de maior complexidade, que inclui desde as bases biológicas do parasita, seus mecanismos de evasão e os determinantes da imunidade, até o mecanismo de transmissão por meio de um mosquito e o fato de que a malária é endêmica quase sempre em países com uma infraestrutura sanitária muito débil. A História nos mostra que para chegar à erradicação da malária precisamos contar com conhecimento, determinação política e base financeira suficientes. Há que se reconhecer, ademais, que uma vez iniciado o caminho não há volta atrás: ou se logra o objetivo último ou a malária voltará associada a uma grande vingança. A última década tem sido uma época de ouro para a pesquisa sobre a malária. Desenvolvemos tratamentos de primeira linha com a artemisinina, as redes impregnadas com inseticida estão sendo usadas de maneira massiva e estamos mais próximos do que nunca de ter uma primeira geração de vacinas, que podem estar registradas em menos de 24 meses. Após uma época de abandono e pessimismo com a suspensão da primeira tentativa de erradicação da malária, vista como um fracasso, a comunidade internacional voltou a assumir este objetivo. E não é porque hoje sejamos conscientes das dificuldades para fazer sumir da face da Terra este parasita que causa esta terrível doença que vamos renunciar ao que representaria uma das maiores vitórias da História da medicina. Com nossos melhores esforços, o apoio de doadores e da opinião pública, altas doses de imaginação e o maior dos compromissos, trabalhamos a cada dia com a esperança de que atingiremos este objetivo. (webremix.info) |
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Resumo das novelas: veja o que vai acontecer nos capítulos desta sexta-feira
RIO — No capítulo de “Malhação” desta sexta-feira, para provocar Fatinha (Juliana Paiva), Bruno (Rodrigo Simas) se aproxima de uma gringa que está hospedada no hostel. Em “Sangue Bom”, Giane (Isabelle Drumond) é levada para fora do casamento de por seguranças e Bento (Marcos Pigossi) a socorre. MALHAÇÃO Bruno provoca Fatinha com Ulla. Pilha convida Fatinha para participar do evento em que ele será MC e ela aceita. Lorenzo tenta conversar com Raquel sobre Nélio, mas ela se afasta. Kika questiona Sal sobre suas intenções com Lia, mas ele desconversa. Ju tenta animar Lia. Pilha e Fatinha descobrem que Robson armou uma festa infantil para eles animarem. Cezar incentiva Orelha a treinar pesado na patinação. Morgana apoia Rita em seu relacionamento com Fera. Vitor observa Lia tocar guitarra no Misturama e Ju não gosta. Sal dispensa Kika. Morgana assiste ao treinamento de Orelha. Pilha é rejeitado pelas crianças da festa. Lia sonda com Ju sobre a presença de Vitor no Misturama e a amiga a incentiva a esquecer o ex-namorado de vez. Pilha, Fera, Fatinha e Robson armam uma grande confusão na festa infantil. Kika persegue Sal e descobre que ele está indo atrás de Lia. FLOR DO CARIBE Quirino diz a Ester que ele e Alaor podem testemunhar contra Alberto. Rodrigo sugere aos amigos que viajem para o Caribe, a fim de reunir provas contra Dom Rafael. Bibiana convida Hélio para jantar em sua casa. Mila avisa a Natália que decidiu morar com o pai. Alberto manda demitir Alaor. Alberto finge cumprir o acordo que fez com Ester, mandando Gonzalo embora. Doralice coloca a medalha de Dionísio no bolso do paletó de Alberto, sem que ele perceba. Cassiano identifica como turmalina-paraíba a pedra que está no cincerro de Ariana. SANGUE BOM Giane é levada para fora por seguranças e Bento a socorre. Sueli Pedrosa se apressa para falar com Amora, e Renata se preocupa. Renata fala para Bento sobre o desprezo com que Amora a trata. Lara tenta se aproximar de Giane e Bento. Verônica fica intrigada com a história de Amora. Bárbara e Natan se beijam. Vitinho lembra-se de seu casamento com Bárbara e tem uma crise. Tina se emociona ao se ver vestida de noiva. Rosemere dá três cheques para Flilipinho pagar seu curso de canto. Lara pesquisa sobre a Acácia Amarela. Bento se decepciona com Amora. Fabinho rouba uma cliente de Margot. Vitinho foge da igreja, e Tina tem uma crise nervosa. Filipinho dá o dinheiro de seu curso para Brenda. Charlene volta de viagem. Bárbara fala para Amora que vai se casar com Natan. Wilson ouve Damáris falando com Nancy e tem uma ideia para afastar a ex-mulher. Lara leva um fora de Giane. Tito provoca Renata. Lucindo pede para reatar com Charlene. Malu procura Bento e conhece Charlene. Dulce acusa Fabinho de tê-la roubado. Dorothy aconselha Amora a tomar cuidado com Lara. Sueli Pedrosa se aproxima de Bento para falar sobre Amora. CARROSSEL Maria Joaquina diz que para evitar a maldade de Jorge roubou o cabo do projetor. Renê conversa com Paulo em outra sala. As crianças assistem ao filme correto. Suzana espia tudo, mas não compreende o que está acontecendo. Suzana acorda Olívia e diz que a turma de Helena está fazendo muito barulho. A diretora fica pensando como foi parar em sua sala e deixa Suzana falando sozinha. Olívia pergunta para a Graça, Renê e Helena como foi parar em sua sala. Os três desconversam e a diretora tenta disfarçar o fato de que estava dormindo. Os quatro se preparam para premiar os alunos com uma espécie de Oscar. Olívia nomeia o prêmio como Troféu Olivitos. Nas salas dos professores, Renê e Helena conversam sobre assumir o namoro. Helena pede para eles irem com cuidado, pois isso pode custar o emprego deles. Na sala de aula, Olívia inicia a entrega dos prêmios aos alunos. Suzana espia tudo e fica muito irritada com a premiação do terceiro ano. A vilã decide armar um plano para prejudicar Helena. Suzana pega um produto de limpeza da Graça e mancha a calça de Helena que estava guardada no banheiro. Helena e Renê estão vestidos com roupa de gala para a premiação. Maria Joaquina tenta se desculpar com Jorge no pátio, mas o mauricinho diz que prefere conversar com ela em outro momento. SALVE JORGE Aisha fica tensa com Delzuite, que abraça a filha emocionada. Helô conta para Aisha que ela foi traficada. Lucimar conversa com Berna. Delzuite agradece a Berna por ter cuidado de Aisha. Demir leva Theo à caverna de São Jorge. Ayla conta para Sarila o que fará contra Bianca. Russo e Lívia assistem ao filme feito com a câmera da caneta. Rosângela conta para Lívia que Wanda foi presa. Helô revela a verdade sobre a adoção de Aisha para Stênio. Mustafá reclama com Deborah de estar sendo poupado do que aconteceu com Aisha e Berna. Aisha fica deslocada na casa de Delzuite. Russo questiona Waleska sobre Almir e decide instalar câmeras nos quartos. Morena avisa que flagrou Riva a observando na rua. Theo pensa em Morena. Wanda ameaça entregar Lívia se a vilã não a ajudar a sair da cadeia. Mustafá passa mal e é levado para o hospital. Aisha vai embora da casa de Delzuite. Helô tenta falar com Berna. Lívia revela para Theo que Morena está trabalhando nas ruas de Istambul. BALACOBACO Norberto diz que deveria estar com sua amada e Lúcio decide ajudá-lo. O vilão comemora ao ouvir o plano do amigo de cela e pede a ajuda de Arnaud. Patrick comenta que foi convidado para o programa de Catarina e, a pedido de Breno e Norma, se veste de pinguim para Gaguinha. Violeta/Vitor assiste ao seu programa na tevê. Osório/Deodoro demonstra orgulho da filha, deixando Cremilda desconfiada. Isabel trata Abigail com indiferença e Eduardo tenta acalmar a esposa. O advogado parabeniza Mauro pelo desempenho na faculdade de Direito e anima o amigo. Rafael conta para Zé Maria que Dilly e Vadilly vêm ao Brasil e o cineasta comemora ao saber que Patrick vai se apresentar no mesmo programa. Josefina confessa estar triste com o anonimato e Violeta propõe que a senhora tenha um quadro no programa do Vitor. Duíllio comemora o sucesso da fábrica de biscoitos, de sua propriedade em parceria com Vetusa. Isabel sonha com Norberto e Taís aconselha sua tia a esquecer o vilão. Arnaud revela que a arquiteta se mudou do apartamento e Norberto conta sobre sua fuga com Lúcio. Após uma temporada no exterior, Luiza e André visitam os pais e comemoram o sucesso no mercado internacional. Marlene se espanta ao saber que a filha pretende adotar uma criança e logo exige um herdeiro biológico, irritando a artista plástica. Magno questiona Celina, que admite não ter esquecido Vicente, e decide ir embora. Fabiana encontra com Arnaud e o capanga revela sobre a fuga de Norberto. Lucas tenta convencer Lígia de seu amor por Catarina, mas sua mãe afirma que não aceita a modelo na família. Lúcio finge ter um surto e Norberto aproveita para escapar quando o carcereiro aparece para socorrê-lo. O jovem ameaça o sentinela e os dois conseguem fugir da prisão através de uma plantação. Taís conversa com Isabel sobre a faculdade de Direito, mas Eduardo interrompe e avisa sobre a fuga do vilão. Cremilda sofre com saudade das gêmeas e Osório/Deodoro a consola, enquanto Diva e Dóris comemoram o sucesso enquanto cantoras. Lígia fica atônita ao saber que o vilão escapou e Adamastor pede que a mulher não saia de casa. Zé Maria passa mal ao gravar o programa de Violeta/Vitor no presídio. Ao saber que o vilão está à solta, Catarina implora para Celina se mudar. Um casal de agricultores se espanta ao encontrar um corpo carbonizado na plantação. (webremix.info) |
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Resumo das novelas: veja o que vai acontecer nos capítulos desta quarta-feira
RIO — No capítulo de “Salve Jorge” desta quarta-feira, Helô (Giovanna Antonelli) faz uma acareação entre Berna (Zezé Polessa) e Wanda (Totia Meirelles) para investigar sobre a maternidade de Aisha (Dani Moreno). Em “Malhação”, Lia (Alice Wegmann) beija Vitor (Guilherme Leicam), que retribui, mas se mantém firme na decisão de se afastar da menina. MALHAÇÃO Lia questiona Vitor sobre seu comportamento. Tatá e Olavo esperam por Lia e Vitor, sem saber que os dois estão presos no elevador. Marta declara que Ju precisa se preparar para o desfile. Lia beija Vitor, que retribui, mas se mantém firme na decisão de se afastar da menina. Severino chega com o técnico para consertar o elevador. Kika desconfia de que Sal queira ficar com Lia. Ju repreende Vitor por seu comportamento com Lia, mas Olavo defende o rapaz. Cezar incentiva Orelha a trabalhar sua autoestima. Nélio prefere ir ao desfile de Ju a sair com Raquel. Sal vai atrás de Lia. Orelha testa sua autoestima com Fatinha, mas a menina lhe dá um fora e Cezar vê. Hector apresenta Ju às outras modelos e Tábata fica com inveja. Vitor desabafa com Fatinha e Bruno vê os dois juntos. Disfarçado, Sal se aproxima de Lia, que é surpreendida pelo carro de Alemão e Caixote. FLOR DO CARIBE Ester diz a Alberto que cede à sua chantagem, desde que passem a dormir em quartos separados. Mila descobre que Natália está apaixonada por Juliano e avisa à mãe que contará ao pai. Ester diz a Márcia que o Grupo Albuquerque deixará de patrocinar a ONG. Vanessa confirma que a distribuidora de biquínis aceitou fazer o clipe com as modelos de Vila dos Ventos. Samuel entrega a Ester o dinheiro que recebeu dos alemães para ajudar a filha a sustentar a ONG. Isabel e os pilotos procuram uma forma de avaliar os documentos trazidos por Gonzalo. Dionísio descobre que sua medalha não está no cofre. SANGUE BOM Giane mente sobre Bento para Amora. Plínio ajuda Malu a distribuir sanduíches para as crianças da Toca do Saci. Damáris chega ao velório e tenta consolar Bárbara. Fabinho consegue informações sobre o passado de Plínio e Irene. Bento reclama de Amora para Gílson. Wilson considera uma ideia de Érico, e Natan se irrita. Renata fica incomodada com a pressão de Verônica sobre seu casamento com Érico. Sueli Pedrosa surpreende Bárbara ao falar sobre Brunetty. Amora compra vários pares de sapatos iguais. Natan repreende Érico por suas sugestões nas campanhas. Giane nega para Silvério sua paixão por Bento. Rosemere consola Filipinho. Gilson tenta convencer Rosemere a procurar o pai de seu filho. Brunetty chega ao velório de Jonathan, e Bárbara se apavora. Júlia apresenta Xande como seu acompanhante. Vitinho tem uma crise ao ver Bárbara. Malu e Maurício se divertem no passeio. Amora manda Evandro entregar uma encomenda. Margot fica perplexa ao ver os dossiês que Fabinho organizou. Brunetty ameaça divulgar seu caso com Jonathan. Bento descobre que Giane mentiu sobre Amora. CARROSSEL O grupo de Valéria resolve gravar a cena no parque, dentro de uma fonte. Um policial aparece e todas as meninas fogem deixando Daniel sozinho. No meio dessas cenas da novela, são feitas interrupções numa espécie de programa policial. O Jaime que apresenta esse programa fictício de urgências. Daniel vai parar na delegacia e está com olho roxo porque caiu da fonte enquanto tentava sair dela. O delegado diz que entende o garoto e pergunta se o menino dirá aos amigos que brigou. Daniel diz que acha que não. O policial faz curativo no garoto. Mais tarde, na escola, Helena elogia o empenho de todos e anuncia o início da mostra dos filmes. A diretora também vai até a sala de aula para assistir as cenas. O projetor para de funcionar quando os filmes estavam prestes a começar. Firmino tenta arrumar o projetor e descobre que está faltando um cabo. Olívia fica irritada e chama Renê, Helena e Firmino para irem até sua sala. A diretora diz que um cabo desaparecer é inadmissível. Olívia diz que deve ter sido algum dos alunos que pegou o cabo. As crianças perguntam se foi Paulo quem pegou. Irritado ele grita que não. Graça está preparando mais pipoca e Laura vai ajudá-la. Graça se distrai e Laura coloca uma quantidade enorme de milho pra fazer pipoca. As duas acabam no meio de uma grande bagunça com quantidade de pipoca no local. SALVE JORGE Barros prende Wanda, depois de afastar Lucimar. Helô pede para Mustafá sair com Aisha e conversa com Berna. Ricardo leva a fornecedora de Wanda para ser interrogada. Aisha não aceita almoçar com Mustafá em um bar e pede para ir a um bom restaurante. Morena finge trabalhar na rua e Russo acredita. Barros coloca Wanda e Berna juntas. Sheila avisa a Vanúbia que vai com ela para a Turquia. Delzuite prepara sua casa para o encontro com Aisha. Thompson consola Lucimar. Nunes discute com Aída por causa da ação contra Carlos. Isaurinha pede para Celso deixar de perseguir Antônia. Caique provoca Amanda. Helô faz uma acareação entre Berna e Wanda. Jô filma Russo. Lívia estranha não conseguir falar com Wanda. Haroldo sente falta de Rosângela. Theo encontra Lívia no hotel. BALACOBACO Violeta/Vitor assiste ao seu programa na tevê. Osório/Deodoro demonstra orgulho da filha, deixando Cremilda desconfiada. Isabel trata Abigail com indiferença e Eduardo tenta acalmar a esposa. O advogado parabeniza Mauro pelo desempenho na faculdade de Direito e anima o amigo. Rafael conta para Zé Maria que Dilly e Vadilly vêm ao Brasil e o cineasta comemora ao saber que Patrick vai se apresentar no mesmo programa. Josefina confessa estar triste com o anonimato e Violeta propõe que a senhora tenha um quadro no programa do Vitor. Duíllio comemora o sucesso da fábrica de biscoitos, de sua propriedade em parceria com Vetusa. Isabel sonha com Norberto e Taís aconselha sua tia a esquecer o vilão. Arnaud revela que a arquiteta se mudou do apartamento e Norberto conta sobre sua fuga com Lúcio. Após uma temporada no exterior, Luiza e André visitam os pais e comemoram o sucesso no mercado internacional. Marlene se espanta ao saber que a filha pretende adotar uma criança e logo exige um herdeiro biológico, irritando a artista plástica. Magno questiona Celina, que admite não ter esquecido Vicente, e decide ir embora. Fabiana encontra com Arnaud e o capanga revela sobre a fuga de Norberto. Lucas tenta convencer Lígia de seu amor por Catarina, mas sua mãe afirma que não aceita a modelo na família. Lúcio finge ter um surto e Norberto aproveita para escapar quando o carcereiro aparece para socorrê-lo. O jovem ameaça o sentinela e os dois conseguem fugir da prisão através de uma plantação. Taís conversa com Isabel sobre a faculdade de Direito, mas Eduardo interrompe e avisa sobre a fuga do vilão. Cremilda sofre com saudade das gêmeas e Osório/Deodoro a consola, enquanto Diva e Dóris comemoram o sucesso enquanto cantoras. Lígia fica atônita ao saber que o vilão escapou e Adamastor pede que a mulher não saia de casa. Zé Maria passa mal ao gravar o programa de Violeta/Vitor no presídio. Ao saber que o vilão está à solta, Catarina implora para Celina se mudar. Um casal de agricultores se espanta ao encontrar um corpo carbonizado na plantação. (webremix.info) |
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Exposição na Alemanha traça paralelo entre apartheid e história da fotografia na África do Sul
Maquiadas, de salto alto e vestidos formais, senhoras permanecem eretas e plácidas, lado a lado. Estáticas, elas seguram cartazes de caligrafia impecável: "Protestamos contra a deprivação de direitos humanos básicos“. "Legal agora mas imoral para sempre“. Seus cabelos são bem penteados, algumas usam chapéus. Todas vestem uma faixa negra cruzando o tronco. Todas têm a pele branca.
Veja também As senhoras de elite que nos anos 1950 fundaram o movimento "Black Sash“ ("Faixa Negra“) para protestar contra o apartheid na África do Sul são um entre dezenas de grupos que, a partir de 1948, deram diferentes formas à resistência contra a institucionalização da segregação racial, desde a desobediência civil até os conflitos armados. Junto com eles, uma geração de fotógrafos sul-africanos desenvolveu um olhar sobre o próprio país que antes fora atribuição de holandeses e britânicos, os colonizadores. A história dessa luta e a história da fotografia sul-africana são inseparáveis, é o que mostra a exposição "Rise and fall of apartheid“ ("Ascenção e queda do apartheid“), em cartaz até 26 de maio na Casa de Arte, em Munique. Em dois mil metros quadrados, mais de 600 fotos, filmes e slides – a maior parte de criadores sul-africanos – percorrem o início da política de Estado do apartheid em 1948, com a eleição do Partido Nacional, até o fim, com a libertação de Nelson Mandela em 1990, quase 28 anos após sua prisão, e sua vitória nas eleições de 1994. – Temos uma premissa: o que conhecemos hoje como fotografia sul-africana foi inventado em 1948. Antes desse período havia uma representação antropológica dos sul-africanos, dos chamados estudos nativos. A fotografia depois do apartheid teve que inventar o cidadão – diz o historiador de arte Okwui Enwezor, diretor do museu e curador da mostra junto com Rory Bester. Para inventar o cidadão, fotógrafos sul-africanos retrataram não apenas os movimentos de resistência e protesto, mas também buscaram as rotinas instituídas por leis que usurparam a cidadania dos negros no país. Nos primeiros anos do apartheid, proibiram-se os casamentos interraciais, e a separação de brancos, negros e coulored ("de cor“, mestiços) nas cidades atribuiu à palavra seu significado literal em holandês: separado (apart) e bairro (heid). Se a discriminação racial já existia na estrutura colonial, sua institucionalização como sistema político-jurídico criou um espaço de resistência e tensão social que impulsionou o desenvolvimento de uma nova fotografia no país. Um dos mais proeminentes fotógrafos do período, Ernest Cole, precisou reinventar a própria identidade para poder se locomover em locais onde os negros precisavam de um passe para entrar. Ele conseguiu ser classificado como "de cor“ e registrou espaços a que não teria acesso. Cole captou o que Enwezor denomina petit apartheid, as normas de segregação inscritas nos signos urbanos, que regulavam a vida em seus aspectos mais banais, determinando quem podia sentar-se num banco, usar o banheiro ou o transporte público. Outro importante fotógrafo da rotina de segregação é Peter Magubane. É dele a foto da menina branca sentada num banco com a inscrição "Só para europeus“, enquanto sua babá negra a acaricia, porém do outro lado, reservado aos negros. São fotos que lembram o período das leis Jim Crow em estados do Sul dos Estados Unidos, do fim do século XIX aos anos 1960. Com o subtítulo de "Fotografia e a burocracia da vida cotidiana", a exposição quer mostrar o lado rotineiro do apartheid, pouco noticiado pela mídia, que se concentrou nos protestos e conflitos violentos, sobretudo a partir dos anos 1970. – A mudança do político para o normativo precisa ser discreta, mas a mídia sempre quer algo que seja equivalente ao evento, e no caso a violência era o meio mais impactante para contar as histórias. Isso ofuscou os elementos do apartheid com mais nuances. Na exposição mostramos como algo essencialmente político se tornou normalizado. Apesar de sempre ter havido resistência, foi necessário um grau de normalização social para que o apartheid pudesse funcionar – afirma o curador. Imagens dos diferentes movimentos de resistência também são um importante núcleo da exposição, como as manifestações cujo símbolo eram polegares levantados. O sinal discreto foi substituído por punhos erguidos à medida que os protestos se tornaram mais agressivos, após o assassinato de 69 pessoas no Massacre de Sharpeville, em 1960, durante um protesto contra a obrigatoriedade do passe para os negros; e sobretudo desde 1976, quando quatro estudantes foram mortos numa manifestação em Soweto. Outros grupos de resistência continuaram com a mesma estratégia do início até o fim do apartheid. Foi o caso da "Faixa Negra“ – que se apropriou da linguagem do sistema, usando a mesma tipografia modernia dos signos urbanos de segregação. – Aquelas senhoras tinham uma consciência do valor da propaganda, de que sua representação tinha que funcionar para se contrapor à função comunicativa do apartheid. Tinham uma atuação coreografada, num gesto de não violência e confronto passivo – diz Enwezor, curador da documenta de Kassel de 2002 e ex-curador adjunto do Centro Internacional de Fotografia, por onde a mostra já passou. Em seu texto no catálogo, Enwezor faz uma divisão de abordagens dos fotógrafos sul-africanos da época: havia os que usavam a fotografia como instrumento de transformação política e os que percebiam a imagem como meio de análise social. O próprio curador reconhece, porém, que a crítica do sistema é um elemento central em fotógrafos emblemáticos como David Goldblatt, cujas imagens quase abstratas simbolizam segregação e abandono. A mostra traz ainda obras de artistas que também usaram fotos relacionadas ao apartheid, seja de forma sutil, como o sul-africano William Kentridge, ou irônica, como o alemão Hans Haacke, que se apropriou de propagandas de empresas com negócios na África do Sul. Apesar de se concentrar na luta antiapartheid, a exposição reúne alguns retratos da elite da sociedade sul-africana, como as fotos da americana Margaret Bourke-White, e dos movimentos nacionalistas brancos que se intensificaram nos últimos anos de aparhteid. Porém, segundo Enwezor, a maior parte das imagens do universo pró-apartheid não se destaca pela qualidade fotográfica, e sim pela informação histórica: – Era a imagem da civilidade, do liberalismo em face de políticas não liberais. Grande parte dessas imagens faz parte do Arquivo Nacional da África do Sul, que pertencia ao antigo Ministério da Informação. Em oito anos de pesquisa, Okwui Enwezor e Rory Bester vasculharam ainda os arquivos da revista "Drum“, do coletivo de fotógrafos Afropix, do Museu da África e da Galeria de Arte de Johanesburgo e do Mayibuyi, arquivo da Universidade do Cabo Ocidental, com mais de meio milhão de imagens sobre o período. Para além dos registros históricos, o curador quis ainda deixar uma espécie de epílogo sobre a recepção desse legado histórico e fotográfico pelas novas gerações, com imagens de 2010, 2011 e 2012. – Fotógrafos como Thabiso Sekgala e Sabelo Mlangeni têm um estilo e formato influenciado por David Goldblatt, com uma certa distância crítica e interesse por cidades pequenas despovoadas – afirma. Por fim, um banner sintetiza a extensa luta de resistência, reprimida e reativada, como se vê no longo percurso da exposição. Refeito pelo Centro de Reencenações Históricas, em Johanesburgo, a partir de uma fotografia de um protesto em 1985, que teve 25 mortos, ele diz: "They will never kill us all“ ("Eles nunca matarão todos nós“). (webremix.info) |
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Número de pedidos de refúgio aumenta 254% no Brasil em três anos
BRASÍLIA — O Brasil é um país que recebe cada vez mais pedidos de refúgio, mas a maioria continua sendo indeferida pelo governo brasileiro. O número de solicitações cresceu 254% entre 2010 e 2012, e 76,4% entre 2011 e 2012. Pela legislação nacional, pode pedir refúgio quem sofre perseguição motivada por raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas, ou quem vive em países onde há grave e generalizada violação de direitos humanos, caso de uma guerra. Isso exclui, por exemplo, os haitianos, que vêm ao Brasil por motivos econômicos.
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Em 2012, houve 2.008 solicitações de refúgio, das quais 823 foram apreciadas pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare). Dos pedidos apreciados, 596 foram indeferidos, 199 foram aceitos, e 28 — que não atendem o critério para o reconhecimento de refúgio, mas que necessitam de proteção humanitária — encaminhados para o Conselho Nacional de Imigração (CNIg). Em 2010, foram 566 solicitações, das quais 299 foram analisadas pelo Conare. Dessas, 167 foram indeferidas, 118 aceitas e 14 encaminhadas para o CNIg. Em 2011, das 1.138 solicitações, 426 foram analisadas, mas apenas 89 foram aprovadas. Para 2013, o Conare estima que haverá 2.580 novas solicitações. Atualmente vivem no país 4.262 pessoas com status de refugiado, em geral provenientes da América Latina e da África. Os principais grupos são os angolanos (1.060), colombianos (738), congoleses (570), iraquianos (214), liberianos (211) e sírios (138). Esses números devem mudar porque, além dos novos pedidos de refúgio ainda sendo analisados, os angolanos e liberianos serão excluídos da lista. Seus países de origem não sofrem mais com conflitos e não dão motivos para a concessão de refúgio. Mas, como em geral vivem há muitos anos no Brasil, eles estão sendo notificados e poderão, se quiserem, receber um visto de residência permanente. A partir do ano passado, os sírios passaram a se destacar, em função da guerra civil pela qual o país passa. O representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) no Brasil, Andrés Ramirez, diz que o Brasil tem duas características históricas que o tornam mais propício a receber estrangeiros. Uma delas é o grande número de imigrantes que vieram para o país. A segunda é experiência da ditadura militar, que levou brasileiros a outros países, ajudando a fazê-los entender a situação de pessoas que têm que deixar sua terra. Quanto ao crescimento recente do número de pedidos de refúgio, ele disse: — Claramente tem que considerar o crescimento que o país tem tido nos últimos anos e a boa imagem do país no cenário internacional. Isso ajuda a entender porque está aumentando de um jeito expressivo o número de solicitantes. Mas em comparação com outras regiões do mundo, ainda são números modestos. O secretário nacional de Justiça e presidente do Conare, Paulo Abrão, afirmou que a economia ajuda a explicar os números, mas não diz tudo. — O fenômeno econômico não consegue explicar tudo. Existem outros países em crescimento econômico, mas não atraem imigrantes. Temos que agregar na análise, para além das questões econômicas, o fato de termos hoje maior integração regional, o fato de termos hoje um número recorde de investimento direto estrangeiro. Temos que agregar um elemento cultural: o fato de sermos tradicionalmente um país receptivo, aberto, democrático, plural, que rejeita a xenofobia. E há os aspectos de ordem política, com uma maior inserção do Brasil nos foros internacionais e a vinda de grandes eventos, que fazem as pessoas enxergarem o Brasil como uma terra de oportunidade. Entre os solicitantes de refúgio, predominam os homens (82%). Também são majoritariamente adultos (92%). Por região, eles buscam refúgio principalmente no Sudeste (66% do total), seguido de Centro-Oeste (16%), Norte (11%), Sul (6%) e Nordeste (1%). A maioria dos casos está em São Paulo (45%), seguido de Rio de Janeiro (20%) e Distrito Federal (14%). Abrão explica que a negação do pedido de refúgio não significa necessariamente a expulsão do estrangeiro do Brasil. Nesses casos, eles podem buscar outros órgãos governamentais para conseguir algum outro tipo de visto. O Brasil, por exemplo, é um dos poucos países que deixam o solicitante do refúgio trabalhar, antes mesmo de seu pedido ser apreciado. E o emprego é um dos critérios que levam à concessão de visto por outras formas. — As pessoas que têm seu pedido de refúgio indeferido são notificadas a deixar o país em oito dias. Mas pode ser que elas se enquadrem em outras hipóteses de concessão de visto: se já têm trabalho, mais de quatro anos de residência. Acontece muito isso, eles se enquadram em outras hipóteses que extrapolam o Conare — disse Abrão. Houve também um aumento também no número de refugiados reassentados, ou seja, pessoas que antes de chegar ao Brasil já tinham recebido refúgio em outros países. Foram 28 em 2010, 25 em 2011, e 39 no ano passado. Segundo o presidente do Conare da Argentina, Federico Augusti, apenas 30 países fazem o reassentamento, entre eles o Brasil e a Argentina. (webremix.info) |
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BNDES cria nova diretoria para América Latina e África
RIO — Com o objetivo de aumentar o financiamento às empresas brasileiras que exportam bens e serviços para países da América Latina, Caribe e África, o BNDES terá uma nova diretoria voltada exclusivamente para essas duas regiões. A notícia foi antecipada hoje pelo colunista Ancelmo Gois. Segundo informação publicada na última segunda-feira no Diário Oficial da União (D.O.), o objetivo da nova diretoria, criada por decreto presidencial, é cuidar de assuntos relacionados a esse grupo de países. Também foi publicado no D.O. a nomeação de João Carlos Ferraz como diretor do Banco. Ferraz era vice-presidente do BNDES, mas foi substituído por Wagner Bittencourt, ex-ministro da Secretaria de Aviação Civil. Com a mudança, o número de diretores e diretorias passará de seis para sete. A nova diretoria será comandada por um dos sete diretores do Banco. Até então, as linhas de financiamento dos projetos das empresas brasileiras no exterior faziam parte da área de Comércio Exterior, comandada pelo diretor Eduardo Melin, que também comanda a área Internacional. Ele é hoje o nome mais cotado para assumir a nova diretoria, arrisca uma fonte do setor. Em 2012, os desembolsos a empresas brasileiras com projetos em países da África (Angola e Moçambique) somaram US$ 681,939 milhões, valor 46% maior que os US$ 466,014 milhões de 2011. Já na América Latina houve recuo nos desembolsos. Em 2012, o valor chegou a US$ 1,070 bilhão, 34% menor que os US$ 1,641 bilhão. Em 2012, houve negócios brasileiros na Argentina, Venezuela, República Dominicana, Equador, Cuba, Chile, México e Paraguai. Além da diretoria comandada por Melin, o diretor João Carlos Ferraz, ex-vice-presidente, deve cuidar da área de Planejamento do Banco. O diretor Fernando Marques reúne as áreas de Recursos Humanos, Secretaria de Gestão do Projeto AGIR (de gestão corporativa) e Tecnologia da Informação. O diretor Guilherme Lacerda comanda as áreas de Infraestrutura Social, Meio Ambiente e Agropecuária e Inclusão Social. O diretor Julio Ramundo cuida das áreas Industrial, Capital Empreendedor e Mercado de Capitais. O diretor Murício Lemos é responsável pelas áreas de Administração, Financeira e Operações Indiretas. E o diretor Roberto Zurli comanda as áreas de Infraestrutura, Insumos Básicos e Estruturação de Projetos. Já Bittencourt comanda as áreas de Crédito, Gestão de Riscos, Pesquisa e Acompanhamento Econômico. A criação da nova diretoria ocorre após o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, ter afirmado que o Banco havia abandonado a política de criação das “campeãs nacionais”, que incentivou a formação de grandes companhias brasileiras com o objetivo de disputar o mercado internacional. — Isso ocorreu com empresas dos setores de telefonia, petroquímica, frigorífico e celulose. Parece que a estratégia falhou e, agora, busca-se essa nova alternativa, que é interessante , pois amplia o leque para que mais companhias sejam beneficiadas com os financiamentos do Banco — disse um especialista que não quis de identificar. (webremix.info) |
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Arcebispo sul-africano Desmond Tutu é internado com infecção
CIDADE DO CABO - O arcebispo sul-africano e prêmio Nobel da Paz Desmond Tutu, de 81 anos, foi internado nesta quarta-feira para tratar de uma infecção persistente. Ele deve permanecer cinco dias hospitalizado e se submeter a exames para determinar as causas da infecção, informou sua fundação. Veja também “O arcebispo emérito Desmond Tutu deu entrada em um hospital na Cidade do Cabo”, informou a fundação em comunicado. Ainda de acordo com a fundação, o arcebispo passou a manhã em seu escritório antes de ser hospitalizado. Ele estava de bom humor e ficou “agradecido pelos cuidados que está recebendo”. O pacifista ganhou fama internacional por sua luta contra o apartheid na década de 1980. Desmond foi o primeiro negro a ocupar o cargo de arcebispo da Cidade do Cabo. (webremix.info) |
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Estudante da UnB ganha promoção global e embarca em voo comercial turístico
Um anúncio publicitário antes de um vídeo do YouTube chamou a atenção de Pedro Henrique Nehme, de 21 anos, estudante de Engenharia Elétrica da Universidade de Brasília (UnB). A campanha “Space Flight”, lançada este mês pela companhia aérea KLM, convidava os internautas a arriscar quanto conseguiria subir um balão de grande altitude lançado no Deserto de Nevada, nos Estados Unidos. Nehme deu o palpite mais próximo ao resultado oficial e, assim, será o segundo brasileiro no espaço — o primeiro foi o tenente-coronel Marcos Pontes, que participou de uma missão para a Estação Espacial Internacional em 2006. Ainda não há uma data definida para a decolagem de Pedro, mas ela ocorreria a partir do início do ano que vem. O balão, como informou a “Space Flight” em seu site, explodiria e voltaria para a Terra com um paraquedas. Além de considerar em que altura isso aconteceria, era necessário clicar, em um mapa dividido em minúsculos quadrados, onde esta detonação ocorreria, já que o artefato não subiria em uma linha reta. Vaga no voo custaria US$ 95 mil Os promotores da “Space Flight” não divulgaram informações fundamentais para medir que altitude o artefato poderia alcançar, como o seu peso e a quantidade de hélio. O balão atingiu 31 quilômetros de altitude. Considerando também o outro fator — o ponto exato no espaço — Pedro errou seu “chute” por 14,7 quilômetros. Embora tenha dado apenas um palpite no escuro, Nehme é mais do que um sortudo. Há dois anos o jovem está envolvido com pesquisas aeroespaciais. Já aluno da UnB, resolveu fazer um curso de inverno no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São Paulo. Depois, o programa Ciência Sem Fronteiras o mandou para um estágio no Goddard Space Flight Center, da Nasa. Em janeiro, já de volta ao Brasil, ele foi contratado como estagiário da Agência Espacial Brasileira. Agora, acumula este trabalho, o curso de engenharia e a idealização de uma linha de tecnologia de microssatélites, também na universidade. — Nunca havia visto uma promoção como esta. Meus amigos falam que conhecem alguém que vai para o espaço — brincou o estudante, que, fora os EUA, nunca viajou para o exterior. — Tomara que consiga mostrar que é necessário mais investimento neste setor no Brasil. O estudante ressaltou que o país ainda não destina recursos suficientes para ter sua própria missão espacial, como fazem os EUA desde a década de 50. Nehme comemorou ainda mais o resultado do concurso porque sua vitória o torna o primeiro brasileiro civil a ir ao espaço. O compatriota Marcos Pontes, pioneiro a deixar o planeta, é militar. Como astronauta, ele ficou por mais de uma semana na Estação Espacial Internacional. Nehme fará um voo mais simples, chamado suborbital. Ou seja, ele não entra em órbita da Terra. Ainda assim, chegará ao espaço. A linha (imaginária) de Karman, que separa a atmosfera terrestre do espaço, fica a 100 quilômetros de altitude. O estudante ultrapassará essa fronteira em três quilômetros, na nave Lynch, desenvolvida pela Space Expedition Corporation (SXC). A decolagem será em Curaçao, no Caribe. Astrônoma da Agência Espacial Americana, a brasileira Duilia de Mello é coordenadora do Programa Ciência sem Fronteiras na Universidade Católica dos EUA e foi uma das responsáveis pela seleção de estagiários da Nasa (entre eles Nehme), no ano passado. — Pedro foi um dos escolhidos porque é bom aluno e muito interessado em ciência espacial. Deu orgulho acompanhar seu desempenho tanto da universidade quanto no estágio — afirmou a especialista. O voo suborbital de Pedro duraria aproximadamente uma hora. Se fosse pagar por esta experiência, teria que desembolsar US$ 95 mil. O brasileiro dividirá o pequeno espaço da cabine com apenas com um piloto. Apesar de sete turistas já terem ido ao espaço em missões da Roscosmos, a agência espacial da Rússia, hoje quem compete pelo domínio destas viagens são empresas. A SXC e a Virgin Galactic competem para ver quem será a primeira empresa privada a lançar um voo comercial ao espaço. Resta saber se o brasileiro será o protagonista dessa façanha. Na semana passada, Richard Branson, o bilionário dono da Virgin, testou a nave SpaceShipTwo sobre o Deserto de Mojave, na Califórnia. O módulo é um dos seis projetos da empresa, em um investimento de US$ 450 milhões. Cada passagem custaria cerca de US$ 200 mil. Apesar do preço salgado, mais de 550 pessoas já fizeram um depósito para garantir a vaga. (webremix.info) |
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Relatório aponta despejos forçados em acampamentos no Haiti
PORTO PRÍNCIPE - O grupo de direitos humanos Anistia Internacional acusou o governo do Haiti de não suspender o despejo forçado de milhares de pessoas que vivem em acampamentos criados após o grande terremoto que abalou a capital em 2010. Cerca de 65 mil pessoas foram expulsas à força de 175 acampamentos, entre julho de 2010 e o final de março de 2013, disse a Anistia em um relatório. O documento alerta que mais de um quarto das 320 mil pessoas que ainda vivem nos acampamentos podem ser despejadas. — Esta é uma história de violações dos direitos humanos, criando sofrimento profundo. As pessoas que mais sofreram com o terremoto foram aquelas que vivem em extrema pobreza. Elas têm vivido em campos com condições de vida precárias — disse o conselheiro especial para a Anistia, Javier Zúñiga,. — E, como se isso não bastasse, eles estão ameaçados de despejos forçados e, eventualmente, desabrigados de novo — completou. O relatório disse que tais despejos eram em sua maioria realizados por fazendeiros e autoridades municipais, às vezes com a polícia em apoio. Apesar de o número de moradores dos acampamentos de desabrigados ter caído constantemente desde o terremoto, a queda não foi rápida o suficiente para que alguns proprietários obtenham sua propriedade de volta. “Este relatório mostra como o governo não foi capaz de proteger as pessoas contra as expulsões forçadas e outras violações de direitos humanos no processo de reconstrução pós-terremoto”, aponta a Anistia no relatório. O Ministro da Justiça Jean Sanon disse que não tinha lido o relatório e, por isso, não poderia comentar alegações específicas. — É uma situação delicada. Todos têm o direito à habitação, e o governo é absolutamente contra esse tipo de coisa (despejos violentos) — declarou. James Burke, ativista do grupo na região do Caribe, contou que estava mais otimista após reuniões com Sanon e o ministro de Direitos Humanos na segunda-feira: — Aparentemente, eles estão tomando algumas medidas positivas para instruir as autoridades judiciárias. O ministro Sanon confirmou que, após a reunião com os representantes da Anistia, as mensagens foram repassadas à Polícia Nacional, para lembrá-los que não devem se envolver em despejos forçados. — A polícia deveria estar lá para proteger e servir — pontuou ele. O terremoto de 2010 deixou mais de 200 mil mortos e mais de 2 milhões de desabrigados. O governo haitiano e agências humanitárias internacionais não têm sido capazes de chegar a uma solução para aqueles que ainda estão desabrigados, em grande parte, devido à falta de emprego, além da pobreza extrema e da falta de moradia. (webremix.info) |
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Filme sobre Snoop Lion e um vencedor do Oscar entre os destaques do In-Edit
RIO - O Festival Internacional de Documentário Musical chega à quinta edição brasileira com uma retrospectiva dedicada aos 50 anos de carreira do cineasta inglês Dick Fontaine. Filmes como "Beat This! A Hip-Hop History, Bombin" e "Art Blakey - The Jazz Messenger" entraram na programação. Veja também No Panorama Mundial, "Death Metal Angola", de Jeremy Xido; "Neil Young: Journeys", de Jonathan Demme; e "Reincarnated", de Andy Capper (sobre Snoop Lion) são alguns dos destaques. Na sessão de abertura, será exibido "Procurando Sugar Man", de Malik Bendjelloul, que ganhou este ano o Oscar de melhor filme dedicado ao gênero documental ao contar a história de Jesus "Sixto" Rodriguez. O filme terá ainda outras duas exibições durante o festival. Entre os brasileiros, que estarão distribuídos nas Mostras Brasil, Competitiva, Curta um Som e Sessões Especiais, serão exibidos "Música serve para isso: Uma história dos Mulheres Negras", "A batalha do passinho", de Emílio Domingos e "Jards", de Eryk Rocha. O In-Edit acontece entre 3 e 12 de maio em São Paulo, no MIS, no CineSESC, na Cinemateca Brasileira, na Matilha Cultural e no Cine Olido. (webremix.info) |
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A vida como ela é: adoção de crianças africanas gera peça
RIO - Não foi assim com tudo, mas em um ponto crucial a dramaturga Tanya Barfield e sua atriz principal, Kerry Butler, concordaram: quando o personagem de Kerry recebe a foto da criança que pretende adotar, a cena deveria crescer um pouco. — É estranho como você consegue se apaixonar por uma foto e começar a mostrá-la por aí, ou a olhar para ela o tempo todo — diz Kerry. As duas têm intimidade com as questões — raça e paternidade — invocadas pela nova peça de Tanya, “The call” (“O chamado”), que conta a história de um casal branco em dúvida sobre adotar ou não uma criança africana. Os dois filhos de Tanya, um casal, foram adotados na Etiópia, assim como as duas filhas de Kerry. Andrew Leynse, diretor artístico da Primary Stages, que coproduziu a peça em parceria com a Playwrights Horizons, também tem um filho etíope, em uma união de fatores que ofereceu a Tanya várias perspectivas na criação de “The call”, que estreou em Nova York há uma semana. — Eu pensava, sinceramente, que não mostraria esta peça a ninguém — diz Tanya. — Eu não queria ser só autobiográfica e nem mergulhar muito no árduo processo de adoção. Milhares de crianças africanas são adotadas por lares americanos todos os anos (mais de 1.700 só da Etiópia no ano fiscal de 2011, segundo números do Departamento de Estado dos EUA), e as famílias podem ser tão variadas quanto as envolvidas em “The call”. Tanya é gay, mestiça e tem uma companheira branca; Kerry e seu marido, brancos, optaram pela adoção em lugar da gravidez; e Leynse e sua mulher, também brancos, decidiram pela adoção internacional em vez da doméstica. “The call” começa com um jantar no apartamento nova-iorquino de um casal branco, Annie (Kerry) e Peter (Kelly AuCoin), que recebem as amigas lésbicas Rebecca (Eisa Davis) e Drea (Crystal A. Dickinson), um casal negro que acaba de chegar de férias na África. Depois de anos sofrendo por causa da infertilidade, Annie e Peter começam a considerar a adoção de uma criança da África, uma decisão que os leva a analisar seu casamento, a aptidão de Annie para a maternidade e a possível sensação de perda de seu futuro filho. Apesar do apoio das amigas, Drea questiona a escolha de uma criança estrangeira. Kerry, que se define como “uma embaixadora da adoção”, disse que agarrou a chance de ganhar o papel, dizendo que o “compreendia totalmente”. Ela disse que informou a equipe da peça de sua conexão com o tema antes do teste; Tanya lembrava de ter sabido depois. Não faria diferença. — Ela fez um teste perfeito — disse Tanya. — Tinha todas as qualidades necessárias. No momento em que ela saiu da sala, dissemos: “É ela”. A dramaturga reescreveu muito o texto durante as pré-estreias, que começaram no dia 22 de março. Algumas mudanças eram simplesmente parte do processo; outras surgiram da troca de ideias de Tanya com Kerry e Leynse. A autora, que adotou seus filhos anos atrás (ela não quis informar as idades), disse que alguns momentos da jornada sumiram no tempo. Kerry, no entanto, diz que eles ainda eram frescos em sua memória. Ela lembra, às gargalhadas, da vez em que tentou empurrar uma boneca negra para a filha, que preferia uma branca. — Eu não queria andar pela rua com ela no carrinho segurando uma boneca branca — diz Kerry. — As pessoas vêm comentar com você. Sem detalhes formais Leynse minimizou suas contribuições para o texto, embora lembre de ter pedido a Tanya que desse mais informações sobre a complexidade de se realizar uma adoção fora dos Estados Unidos. A sugestão foi gentilmente recusada por Tanya, que achou que o impacto dramático da peça seria sacrificado com tantos detalhes. Leigh Silverman, diretor da peça, lembra uma noite em que Kerry levou suas filhas ao ensaio. Sua presença era um lembrete de que a peça representava um evento “mais profundo”, por causa das experiências pessoais de três das pessoas da produção. Ao contrário dos pais, as crianças ainda não estiveram todas em uma mesma sala. É uma falta que os adultos planejam corrigir, com alegria. (webremix.info) |
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Críticas de Mantega ao FMI têm repercussão perto de zero nos EUA
As críticas do ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega aos Estados Unidos e à Europa, por manter em banho-maria a reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI), nos moldes exigidos por países em desenvolvimento, em especial os integrantes do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, na sigla em inglês), ocuparam perto [...] O post Críticas de Mantega ao FMI têm repercussão perto de zero nos EUA apareceu primeiro em Jornal Correio do Brasil. (webremix.info) |
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Em Doha, museus e grandes novidades
DOHA - No ano passado, a família real do Catar ganhou as manchetes dos jornais ao arrematar em um leilão, por US$ 250 milhões, o quadro “Os jogadores de cartas”, de Paul Cézanne, até hoje a pintura mais cara da História. Na semana passada, novamente o apetite dos árabes por obras de arte famosas foi notícia, com a compra de “O menino com a pomba”, uma das obras da fase azul de Pablo Picasso. As duas peças são as estrelas de um rico acervo em formação, para ser exibido em instituições como o Mathaf, Museu Árabe de Arte Moderna, que nasce com o propósito de consolidar o país da Península Arábica, que conquistou o direito de sediar a Copa do Mundo de 2022, como uma referência mundial em cultura e entretenimento.
Veja também Doha é hoje um destino que desponta no mapa do turismo com uma coleção de edifícios ultramodernos que compõe um dos conjuntos arquitetônicos mais impressionantes do planeta, nos quais muitas vezes funcionam hotéis de alto luxo, com um time de restaurantes de primeira linha e cardápios assinados por chefs como Alain Ducasse, Gordon Ramsay e Jean-Georges — o próximo da lista é o japonês Nobu Matsuhisa. Comida árabe, um movimentado mercado e passeios no deserto representam a cultura local. Esses dois universos em sintonia fazem de Doha mais que uma parada a caminho da Ásia. Torres iluminadas, grifes e... gôndolas O avião se aproxima da pista de pouso, e a escuridão do mar (ou seria do deserto?) dá lugar a umas poucas luzes. De repente, surgem prédios futuristas impressionantes, torres altas iluminadas com luzes coloridas em formatos improváveis. Em poucos anos, Doha se verticalizou em sua área central, formando um fascinante conjunto arquitetônico de prédios modernos, e o ritmo de construções acelerado mostra que o cenário vai continuar mudando. Tapumes e guindastes escondendo obras são parte constante da paisagem. Mesmo com o movimentado Souq Waqif, o lindíssimo Museu de Arte Islâmica e a impecável cozinha árabe, a face mais atraente da capital do Catar, hoje com pouco mais de um milhão de habitantes, é a da modernidade. Existe um quê de Las Vegas em Doha, e este lado é bem representado pelo shopping Villagio Mall, um imenso complexo de lojas cortado por canais repletos de gôndolas como em Veneza, imagem que acabou se tornando um cartão-postal do país. O passeio de barquinho veneziano no Catar pode parecer exótico como de fato é ( muito mais barato do que o original, e custa o equivalente a R$ 5 por pessoa), bem como deslizar pelo imenso rinque de patinação no gelo (também com preços camaradas: R$ 15 por 1h45m; ou R$ 50 por um dia inteiro), mas o time de grifes encontradas é de primeira linha, e as mais famosas estão concentradas na Via Domo: Cartier, Fendi, Ermenegildo Zegna, Christian Louboutin, D&G, Bottega Veneta, Bulgari, Prada, Gucci... Pense em uma marca de luxo que ela estará ali. Para os que viajam em família, a Palm Tree Island, no meio da Baía de Doha, tem uma jeitão de paraíso tropical, com praias de águas claras, calmas e de temperatura amena, muitas palmeiras, restaurantes especializados em pescados e bares, além de uma série de atividades aquáticas. A ilha está a apenas dez minutos de barco da Corniche, o famoso calçadão costeiro onde moradores e turistas caminham, correm e passeiam. A agradável travessia da baía é feita em embarcações típicas. Palm Tree tem áreas gramadas que convidam a um piquenique, uma ótima ideia, ainda mais para aqueles que puderem se abastecer antes na loja Dean & Deluca que funciona no Villagio Mall. Neste universo em construção, há novidades prestes a abrir as portas que vão reforçar ainda mais a condição de Doha como destino emergente, principalmente em relação ao turismo de alto luxo. Uma das atrações mais aguardadas, pelos aspectos gastronômicos e arquitetônicos, é o restautante do chef japonês Nobuyuki Matsuhisa, que será inaugurado ainda este ano no hotel Four Seasons, junto à marina e com vista privilegiada da Baía de Doha. A construção, um projeto do Rockwell Group, de Nova York, promete virar um dos prédios mais fotografados do Catar. Uma estrutura redonda, como que suspensa no ar, praticamente debruçada sobre o mar, com paredes envidraçadas para valorizar o visual. Serão dois andares, mais um terraço panorâmico que, é fácil imaginar, vai se tornar um dos lugares mais disputados da capital do Catar. No cardápio, estarão os pratos que fizeram a fama do cozinheiro, uma versão moderna, com influências estrangeiras, da gastronomia tradicional do Japão. Outro provável marco arquitetônico com abertura também prevista para este ano, apesar dos sucessivos atrasos, é o novo aeroporto internacional de Doha. A estrutura monumental vai acabar com um dos inconvenientes para os turistas que visitam o país: o “velho” aeroporto, inaugurado em 1998, não tem fingers de acesso aos aviões, e o embarque é feito em ônibus — os voos de São Paulo ainda vão demorar um pouco para migrar para os novos terminais. Cavalaria, falcoaria e arte islâmica Para quem já visitou bazares em outros países árabes, o Souq Waqif não parece real: é organizado e com aparência de novo, como um shopping center. Mas os produtos à venda, como peças em ouro, panos e todo tipo de tecido, incluindo belíssimas pashminas, além de antiguidades, especiarias, perfumes, pérolas e roupas tradicionais árabes, tornam a visita interessante, e uma boa oportunidade de compras. A guarda montada a cavalo, com uniformes impecáveis, belíssimos, rende boas fotos. Outra razão para ir ao souq é a boa oferta de restaurantes, incluindo casas malaias, indianas e marroquinas. A bebida oficial é chá ou café, acompanhados de um narguilé. Uma particularidade do mercado são os hotéis, como o Al Mirqab, que tem decoração preciosa, com móveis de design em estilo árabe. Como é proibido consumir álcool em bares e restaurantes nas ruas, os hotéis do souq se convertem em bons lugares para um drinque entre uma compra e outra. O mercado é imenso, e dá para passar uma tarde inteira ali. Um dos lugares mais curiosos é o Mercado dos Falcões, onde a arte da falcoaria resiste ao tempo: além das aves treinadas, estão à venda acessórios para praticar essa paixão nacional do Catar. Bem perto fica o imperdível Museu de Arte Islâmica, uma construção lembrando uma pirâmide, ainda mais bela à noite, quando ganha iluminação que realça as suas linhas. O acervo transita por todo o universo islâmico, do Norte da áfrica à Ásia, cobrindo um período de 1.400 anos. São várias coleções, de cerâmicas e moedas a tecidos e artefatos em metal. Vale a pena programar ao menos uma refeição ali porque, além do café simpático, o museu abriga um restaurante de Alain Ducasse, o Idam Doha. O cardápio tem ingredientes franceses tratados com forte acento islâmico, e pratos como terrine de foie gras com gergelim e frutas cítricas, ou uma especialidade local, carne de camelo, servida com o fígado gordo, trufas e batatinhas suflê. O menu degustação, com opções escolhidas pelos clientes entre as disponíveis no menu regular, custa R$ 365. O lugar é lindo, com vista para a baía, tendo os prédios modernos ao fundo, e decoração assinada por Philippe Starck. Os pratos têm ótima execução e apresentação. Só fica faltando o sommelier... Nos hotéis, drinque, brunch ou spa O mercado hoteleiro de Doha acompanha o mesmo ritmo frenético da construção de edifícios modernos na cidade, e algumas redes escolheram se instalar nesses prédios, como o W Doha, enquanto outros são resorts, que atraem mais famílias, como o The Ritz-Carlton Sharq Village and Spa e o Four Seasons. Mais do que oferecer hospedagem, os hotéis estão no centro da indústria de entretenimento do Catar, abrigando grande parte dos melhores restaurantes, os bares mais badalados e os spas que carregam as principais marcas deste segmento em todo o mundo, como Remède, no St. Regis, e o Six Senses, no Ritz-Carlton Sharq Village. Para os viajantes não muçulmanos, os hotéis são referência de lazer também porque apenas nesses lugares as bebidas alcoólicas podem ser consumidas livremente. Quem imagina que agito noturno não rima com Doha precisa conhecer o hotel W, epicentro da badalação, com um time de bares de primeira linha, como o Crystal, o Wahm Lounge e o Living Room. Com iluminação baixa, luzes roxas e um concorrido balcão, o Crystal reúne turistas que querem ouvir música, com DJ tocando ao vivo, comendo e bebendo bem. Há um bar de champanhes e uma ótima lista de drinques. Se tem um lugar para ver e ser visto em Doha, é este. O W oferece ainda dois brunches originais. Em um deles, ao som de jazz, no restaurante Market, os pratos são assinados pelo chef francês Jean-Georges (custa R$ 170, com bebidas). Já o Spice Market tem um dos brunches mais atraentes para os apreciadores da cozinha asiática: o destaque é a comida de rua de vários países do continente (também por R$ 170). Os brunches são uma tradição catari ligada à indústria hoteleira. Mas, ao em vez de acontecerem aos domingos, como reza a tradição ocidental, essa mistura de café da manhã com almoço é a refeição das sextas-feiras, o dia sagrado para o islamismo. Quase todos os hotéis realizam o seu brunch de sexta, seguindo vários estilos culinários diferentes. Um dos mais autênticos é o brunch tailandês que acontece no restaurante Isaan, no Grand Hyatt (R$ 125, ou R$ 200, com bebidas). Para os que viajam em família, o almoço das sextas-feiras no restaurante Seasons, no hotel Mövenpick, dá especial atenção às crianças, incluindo a presença de piratas e personagens da Disney. Além do brunch jazzístico no W Hotel , Doha conta com uma filial do mítico Jazz at Lincoln Center, de Nova York, no St. Regis, com intensa programação de shows, com músicos residentes e apresentações de artistas convidados. Com duas unidades em Doha, uma mais voltada ao público executivo e um resort de praia, a rede Ritz-Carlton, além de opção de hospedagem, é um local para relaxar. O spa Six Senses, no Sharq Village, com praia particular de frente para o paredão de prédios modernos da cidade, é espetacular. A decoração recria uma antiga residência árabe, usando sistemas rudimentares de refrigeração. Há muitos tratamentos voltados para casais, com direito a saunas e piscinas privativas. O spa do Sharq Village é procurado por moradores e viajantes hospedados em outros hotéis da cidade. Assim como os seus vários bares e restaurantes, incluindo um salão de chá à moda árabe, o Afternoon Tea in Al Jalsa, e uma área dedicada aos charutos, o elegante Cigar Lounge, com poltronas de couro próprias para se saborear um bom cubano escoltado por um copo de conhaque. Ícone local, o complexo The Pearl-Qatar é um dos principais empreendimentos imobiliários, no melhor “estilo Dubai”: um conjunto de ilhas artificiais com construções de inspiração mediterrânea (um calçadão à beira-mar foi batizado de La Croisette), árabe ou asiática, dependendo do lugar. O projeto tem hotéis (como o Nikki Beach, com inauguração prevista para o próximo ano), edifícios residenciais e de escritórios, marina, restaurantes, cafés e lojas. Quase um mundo paralelo. SERVIÇO PASSEIOS Museus: A Qatar Museums Authority concentra a administração dos mais importantes museus do país. No site qma.com.qa é possível encontrar informações sobre horários de funcionamento, endereços etc. Safári no deserto: Várias empresas organizam passeios de jipe pelo deserto. Uma das maiores é a Qatar Adventure. Há vários tipos de programa, com ou sem refeição no final. O passeio que dura o dia inteiro custa QAR 350 (R$ 175) ou QAR 450 (R$ 225), com jantar típico, um churrasco à moda árabe. qataradventure.com VISTO Brasileiros precisam de visto para entrar no Catar. Ele pode ser tirado diretamente com os hotéis. Custa cerca de R$ 70, mas o preço varia de acordo com cada rede. MOEDA A moeda oficial no Catar é o qatari rial (QAR). Pelo câmbio atual, 1 QAR vale R$ 0,55. O dólar e o euro são bem aceitos nas lojas, inclusive no Souq Waqif, mas o troco geralmente é dado em moeda local. Cartões de crédito internacionais são amplamente aceitos. Bruno Agostini viajou a convite do Ritz-Carlton e da Catar (webremix.info) |
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Na América Latina, mais crescimento com juros menores
RIO – A comparação internacional com base em fatores como crescimento econômico e inflação mostra o Brasil em situação desfavorável em relação a seus pares na América Latina e entre os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Mesmo com realidades distintas, países como Colômbia, Peru e México devem crescer mais, com taxas de 4,1%, 6,3% e 3,4%, respectivamente. Além disso, devem fechar o ano com níveis de inflação mais baixos, que variam entre 1,9%, no caso da Colômbia, e 4,3%, no México. O traço comum entre estes países é a adoção do sistema de metas de inflação, com metas mais baixas que as do Brasil. México e Chile têm meta de 3% com tolerância de um ponto percentual para cima ou para baixo. A meta do Peru é de 2%, também com margem de um ponto. No Brasil, a inflação superou, em março, o teto da meta em 12 meses, com alta de 6,59%. Especialistas apontam a inflação disseminada, a falta de produtividade e a baixa capacidade de atrair capital estrangeiro como fatores que explicam o baixo crescimento nos últimos dois anos. — Não temos uma taxa de juros tão atrativa diante do risco de inflação e de regulação. Países como México, Colômbia e Peru têm condições mais favoráveis para receber investimentos — afirma o economista Jason Vieira, da consultoria Moneyou. Especialista vê ‘excesso de intervenção’ A comparação com os Brics mostra um retrato ainda mais desfavorável. Enquanto o FMI estima crescimento de 3% para o Brasil, o fundo prevê alta de 8% para a China, com inflação de 2,1%, e uma expansão do PIB (Produto Interno Bruto) de 3,4% para a Rússia, com inflação de 7%. Para Lia Valls, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, o ambiente de negócios piorou no Brasil, com a falta de soluções para áreas como infraestrutura e transporte. Já o chefe de Pesquisa Econômica para Emergentes do Goldman Sachs, Alberto Ramos, avalia que a meta de inflação elevada — de 4,5% com margem de dois pontos — é por si só um componente que dá combustível à inflação alta. Para ele, as comparações desfavoráveis ao Brasil se devem ao excesso de intervenção no câmbio e à tolerância com a inflação: — Tentou se proteger o crescimento esquecendo a inflação, mas hoje a inflação se tornou um dos maiores impedimentos para uma retomada maior da atividade. (webremix.info) |
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IEA: emergentes produzem 53% da energia renovável do mundo
GENEBRA – O mundo praticamente parou de investir em energia limpa, isto é, em biocombustíveis, energias eólica e solar. Mas três gigantes emergentes apostaram pesado nesta fontes energéticas e agora começam a colher os frutos: Brasil, China e Índia lideram o grupo de países em desenvolvimento que é hoje responsável por 53% da produção de eletricidade renovável mundo, contra 45% em 2000. É o que diz um relatório da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), divulgado nesta quarta-feira. — O esforço para limpar o sistema de energia do mundo está parado — disse Maria van der Hoeven, diretora executiva da IEA, ao divulgar o relatório, em Londres. Segundo ela, apesar do discurso dos líderes mundiais à favor de energia limpa, “a unidade média de energia produzida hoje é basicamente tão suja como há 20 anos”. Por conta disso, está ficando cada vez mais difícil países cumprirem a promessa feita à ONU de limitar o aumento da tempertura do Planeta neste século a menos 2 graus centígrados, diz a IEA. Um outro relatório, da Bloomberg New Energy Finance, confirma isso, ao revelar que que o investimento global de energia limpa no primeiro trimestre caiu para seu nível mais baixo em quatro anos, sobretudo por conta de cortes de incentivos fiscais nos países em crise ou sob políticas de austeridade. A grande exceção são os países emergentes. O relatório destaca, específicamente, Brasil, China e Índia como os que podem dar um “salto” mundial em termos energéticos, para uma economia de baixo carbono competitivo. — Brasil, China e Índia já estão liderando no desenvolvimento, fabricação, distribuição e exportação (inclusive para países da OCDE) tecnologias de energia limpa, como painéis solares, turbinas eólicas e tecnologias de biocombustíveis — diz o relatório. A produção de biocombustíveis no mundo cresceu de 16 bilhões de litros em 2000 para uma estimativa de 110 bilhões de litros em 2012. Os biocombustíveis, segundo o relatório, representam cerca de 2,3% da demanda total combustível para o transporte em 2011 e o Brasil, os Estados Unidos e a União Europeia é onde a demanda é mais elevada: 20,1%, 4,4% e 4,2%, respectivamente, em 2010. Em 2008, ainda de acordo com a IEA, Brasil, China, Índia, México, Rússia e África do Sul podem ter financiado mais pesquisa, desenvolvimento e demonstração energética do que os governos dos países da IEA (na sua maioria, ricos). Mas apesar de os emergentes estarem investindo mais, são os países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (os ricos da OCDE) que detém a maioria das patentes em todas as categorias de tecnologia de energia limpa, liderada pelo Japão, Estados Unidos e Alemanha, Coréia, Grã-Bretanha e França. China e Brasil, por exemplo, são os que maiiores responsáveis pelo crescimento da energia hidroelétrica no mundo, que aumentou de 2700 twh (terawatt por hora) em 2000 para 3640 twh em 2011. A AIE disse que a geração de energia a carvão – altamente poluente – cresceu 45% entre 2000 e 2010, superando em muito o crescimento de 25% na geraçãode combustíveis não-fósseis (mais limpos) no mesmo período. A boa nova vem dos consumidores: em 2012, as vendas de carros elétricos ultrapassaram um milhão. E sistemas de energia solar estão sendo instalados “em velocidade recorde”, segundo a IEA. (webremix.info) |
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Genoma do celacanto traz pistas sobre a migração da vida dos oceanos para a terra
RIO – Considerados verdadeiros “fósseis vivos”, os celacantos podem ajudar a revelar como a vida emigrou dos oceanos para a terra. Em um esforço que levou mais de uma década, uma equipe internacional de cientistas realizou o sequenciamento e análise do genoma destes peixes, concluindo que eles evoluíram muito pouco nos últimos 300 milhões de anos. As informações sobre o DNA dos celacantos agora podem ser unidas ao estudo de fósseis para tentar explicar o processo evolucionário que transformou nadadeiras carnudas em membros no ancestral comum dos tetrápodes, superclasse do reino animal que abarca praticamente todos os vertebrados terrestres, incluindo todos anfíbios, répteis, aves e mamíferos vivos ou já extintos. - A análise das mudanças no genoma durante a adaptação dos vertebrados para a vida em terra revelou genes chave que podem estar envolvidos nas transições evolucionárias – diz Chris Amemiya, diretor de genética molecular do Instituto de Pesquisas Benaroya, nos EUA, e líder da equipe de cientistas responsável pelo trabalho, publicado na edição desta semana da revista “Nature”. - Este é apenas o começo de muitas análises sobre o que o celacanto pode nos ensinar sobre o surgimento dos vertebrados terrestres, inclusive dos seres humanos, e, combinadas com abordagens empíricas modernas, pode revelar pistas dos mecanismos que contribuíram para grandes inovações evolucionárias. Entre estas inovações estão as relativas à regulação da imunidade, o excreção de nitrogênio e o desenvolvimento de barbatanas, caudas, ouvidos, olhos e cérebro, assim como as envolvidas com o olfato. Além do genoma do celacanto – que tem quase 3 bilhões de “letras” de DNA, número equivalente ao dos seres humanos -, os cientistas analisaram ainda seu RNA, outro tipo de molécula que guarda informações sobre a codificação de proteínas essenciais para a vida, e o compararam com o de peixes pulmonados, que também fazem parte da linhagem evolutiva do ancestral comum dos tetrápodes. E embora os resultados tenham sugerido que os vertebrados terrestres têm um parentesco mais próximo com os peixes pulmonados, o celacanto ainda é visto como melhor opção para entender a transição dos oceanos para a terra, já que o genoma dos peixes pulmonados tem cerca de 100 bilhões de “letras” de DNA e não pode ser sequenciado pela tecnologia atual. - Para os biólogos evolucionários, o celacanto é um animal ícone, tão familiar quanto os tentilhões de Darwin em Galápagos – lembra Toby Bradshaw, chefe do Departamento de Biologia da Universidade de Washington e integrante da equipe de pesquisadores do estudo. Já Gerald Nepom, também diretor do Instituto de Pesquisas Benaroya, destaca que o trabalho permitiu pela primeira vez posicionar o celacanto na história evolucionária do ser humano, revelando genes específicos dos vertebrados envolvidos na transição da vida na água para a em terra, que para isso tiveram que perder ou ganhar funções. - Creio que uma das mudanças de ganho de função mais marcante é a do gene que regula o desenvolvimento dos membros, apoiada por evidências experimentais de que as nadadeiras carnudas do celacanto são semelhantes a protótipos de pernas – considera. - Fazer pernas a partir de nadadeiras é um maravilhoso exemplo da observação de François Jacob (biólogo francês ganhador do Prêmio Nobel de Medicina de 1965) de que “a evolução é uma experimentadora, e não uma engenheira”. Um dos maiores obstáculos encontrados pelos pesquisadores para sequenciar o genoma do celacanto foi justamente obter amostras do material. Com entre 1,5 metro e 2 metros de comprimento e cerca de 90 quilos, acreditava-se que este peixe estava extinto há 70 milhões de anos quando, em 1938, um exemplar vivo foi capturado ao largo da costa da África. Nos últimos 75 anos, no entanto, foram relatados apenas 309 avistamentos do peixe, que vive em cavernas no fundo do mar e é extremamente raro. (webremix.info) |
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Ex-primeiro ministro de ilha caribenha é preso em SP
SÃO PAULO A Polícia Federal prendeu, no último sábado, o ex-primeiro ministro do arquipélago britânico de Turcos e Caicos, localizada no Caribe. Michael Misick era procurado pela Interpol, a polícia internacional, sob acusação de ter desviado mais de US$ 16 milhões no período em que governou as ilhas, entre 2003 e 2009. É acusado pelos crimes de corrupção e formação de quadrilha. De acordo com a Polícia Federal, Misick havia chegado ao Brasil há cerca de dois anos e chegou a ser preso no Aeroporto Santos Dumont, no Rio, mas foi libertado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa do ex-primeiro ministro alegou, na época, que seu cliente é vítima de perseguição política por defender a independência do arquipélago. Misick é britânico. Depois de um novo pedido do governo britânico, foi expedido um mandado de prisão para instrução do processo de extradição que tramita no STF. O ex-dirigente de Turcos e Caicos foi preso em um flat no bairro da Vila Olímpia, na Zona Oeste de São Paulo pela PF, que exerce as atividades da Interpol no Brasil. Ainda de acordo com a Polícia Federal, Misick deve ser transferido para um centro de detenção provisória para aguardar a o fim do processo de extradição no supremo. Tucos e Caicos é um conjunto de ilhas com menos de 25 mil habitantes no Caribe. Ponto de interesse turístico, é um território ultramarino britânico. (webremix.info) |
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Economia ‘à la Dilma’ gera preocupação
BRASÍLIA — Ao falar constantemente de assuntos delicados no terreno econômico, a presidente Dilma Rousseff tem deixado cada vez mais claro que o principal formulador de sua política econômica é ela própria. Dilma dá recados ao mercado, interfere diretamente na preparação de medidas e discute detalhes com técnicos do Ministério da Fazenda e de outras pastas, muitas vezes, sem falar com os titulares. Esse estilo tem gerado preocupação e constrangimento entre integrantes da equipe econômica. Isso porque, ao se dirigir diretamente ao mercado, Dilma interfere na comunicação do governo com os agentes financeiros e enfraquece a imagem dos chefes de sua equipe: o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Essa conduta é considerada perigosa em momentos como agora, quando há alta liquidez e instabilidade na economia mundial. Num episódio recente, a presidente disse, durante reunião dos países dos Brics na África do Sul, que não concorda com medidas de combate à inflação que comprometam o crescimento da economia. A declaração, dada ao lado de Tombini e Mantega, foi feita na frente de uma plateia de jornalistas. Imediatamente o mercado interpretou a frase como uma pressão para que o BC segurasse os juros num momento delicado, em que a inflação está alta. O IPCA acumulado em 12 meses fechados em março atingiu 6,59%, superando o teto da meta fixada para o ano, que é de 6,5%. Logo depois da repercussão negativa de seu comentário sobre inflação, Dilma mandou Tombini tentar consertar a situação usando a imprensa e chegou a dizer que suas palavras foram manipuladas. — A presidente não deveria falar tão frequentemente sobre questões conjunturais da economia. Muito menos bater boca com pessoas ligadas ao mercado financeiro, como aconteceu recentemente na África do Sul. Este comportamento traz desgastes desnecessários e passa a impressão de que seus ministros não têm autonomia para conduzir o dia a dia de suas áreas. No caso de assuntos relativos ao Banco Central esse desconforto é ainda maior, pois existe o tal pressuposto da independência operacional de nossa autoridade monetária — afirmou o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-presidente do BNDES e sócio-fundador da Quest Investimentos. Já o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, ressaltou que uma sinalização errada ao mercado pode causar estragos na economia num momento em que há muita volatilidade e onde uma fuga de capitais pode ocorrer facilmente. — Não há problema no fato de a presidente falar de economia. Isso é comum. Mas é preciso ter cuidado na comunicação com o mercado. Vivemos tempos muito líquidos. Isso acarreta um peso muito grande à coordenação das expectativas dos agentes — afirma Perfeito. — O que me incomoda um pouco é um viés ideologizado que ela adota e que vê no mercado um antagonista. ‘Mais clareza e sem dubiedades’ Para Mendonça de Barros, o país está perdendo a batalha da comunicação com os investidores em mercados de ações e de títulos brasileiros, os chamados investidores em portfólio. — Não por outra razão o mercado de ações brasileiro é um dos que mais vem sofrendo na comunidade dos países emergentes. Este grupo de investidores é muito sensível à postura do governo em relação à liberdade dos mercados e dos compromissos macroeconômicos de ordem geral. O governo precisa passar aos investidores com mais clareza e sem dubiedades os principais objetivos de sua política econômica — disse. Nos bastidores, os técnicos do governo garantem que o BC tem autonomia de fato e que a presidente dá total liberdade para que a autoridade monetária avalie a necessidade ou não de subir os juros. No entanto, não é isso que ela passa quando fala publicamente. A impressão de que a presidente interfere diretamente nas ações do Comitê de Política Monetária (Copom) se tornou tão forte que há quem diga que o BC subirá os juros já na próxima semana só para mostrar que é independente e não age de forma leniente com a inflação. Outro problema apontado pelos técnicos do próprio governo na postura de Dilma é que, por entender de economia e ter o chamado estilo “gerentona”, a presidente acaba acelerando o anúncio de medidas que ainda não estavam completamente fechadas ou atrasando o andamento de projetos que precisam sair do papel. Um exemplo disso foi a desoneração da cesta básica, que deveria ser anunciada em maio. Preocupada com a alta da inflação, a presidente decidiu na última hora anunciar a redução dos impostos no Dia Internacional da Mulher (8 de março) para tentar segurar os preços dos alimentos. Como sempre, a Receita Federal fez simulações como uma enorme lista de produtos que poderiam ser incluídos ou não no benefício. Assim, o valor da renúncia poderia variar de R$ 3 bilhões a R$ 7 bilhões. O maior valor acabou sendo o escolhido. No entanto, até o último minuto, os técnicos do Fisco e do Tesouro não sabiam com qual número deveriam trabalhar. (webremix.info) |
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Roberto Azevedo segue na disputa por chefia da OMC, dizem fontes
GENEBRA - O grupo de candidatos à presidência da Organização Mundial do Comércio (OMC) diminuiu para cinco nesta quinta-feira, reduzindo a disputa a duas regiões e desencadeando uma possível disputa pelo apoio da África após a primeira de três rodadas de competição.
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Uma fonte diplomática disse que a corrida inclui agora dois latino-americanos — o mexicano Hermínio Blanco e o brasileiro Roberto Azevedo — e três candidatos da região Ásia-Pacífico: o neozelandês Tim Groser, o sul-coreano Taeho Bark e a indonésia Mari Pangetsu, única mulher ainda sob consideração. Representantes dos candidatos foram convocados para ouvir os resultados da primeira rodada numa reunião a portas fechadas na sede da OMC em Genebra. A “troika” de três embaixadores da OMC que preside a disputa planeja tornar públicos os resultados na sexta-feira e apresentar um cronograma para a segunda rodada, que deve levar a corrida a um duelo final, cujo vencedor sucederá Pascal Lamy como chefe da organização em 1º de setembro deste ano. Alguns diplomatas dizem que o cargo é um cálice envenenado porque vem com pouco poder para dirigir a OMC, uma organização que é guiada por decisões consensuais de seus 159 membros e enfrenta dificuldades para negociar reformas nas regras comerciais, em meio a uma enorme desaceleração do comércio mundial. No entanto, a posição é cobiçada porque o sistema incomum da OMC, de regras convencionais e soluções de controvérsias, torna a organização um árbitro entre nações e um influente entidade global, ao lado do Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. Diplomatas baseados em Genebra disseram que a disputa entre nove candidatos torna impossível prever o eventual vencedor, especialmente já que muitos governos devem favorecer candidatos de regiões específicas. Antes do início do processo de seis meses em dezembro, alguns diplomatas defenderam que o próximo chefe da organização viesse da África ou da América Latina. Pascal Lamy rejeitou a ideia, afirmando que não há base geográfica para a escolha. Mas com a queniana Amina Mohamed e o ganês Alan Kyerematen fora da contenda, o apoio africano provavelmente se tornará um importante alvo de disputa dos candidatos remanescentes. A partida da costa-riquenha Anabel Gonzalez significa que os dois latino-americanos remanescentes terão que disputar a supremacia, já que é pouco provável que ambos continuem até a última rodada. O outro candidato descartado, o jordaniano Ahmed Hindawi, foi o primeiro candidato de uma nação árabe na história de 18 anos da OMC. A disputa pode favorecer agora a indonésia Mari Pangetsu, que seria a primeira mulher a liderar a OMC, e Groser, que sobreviveu apesar de que um neozelandês já exerceu o cargo, o que observadores acreditavam contar contra ele.Mas a insistência da OMC em consenso significa que qualquer oposição forte de um membro pode essencialmente ser utilizada como um veto, tornando o resultado final incerto. (webremix.info) |
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Nova espécie de porco-espinho é descoberta no Nordeste
RIO - Restam apenas 2% da cobertura original de Mata Atlântica, na sua porção nordestina, acima do Rio São Francisco. Metade das espécies de árvores praticamente desapareceu. A floresta está dividida em pequenos fragmentos, e o porte das árvores vem diminuindo. A situação é ainda mais dramática em relação às árvores frutíferas: 2/3 foram extintos. Sem alimento suficiente, muitos animais não conseguem sobreviver. Especialistas calculam que metade das espécies de mamíferos sumiu da região, grande parte sem nenhum registro científico. Por isso, a recente descoberta de uma nova espécie de porco-espinho (Coendou speratus) é motivo de comemoração entre os pesquisadores. O nome científico atribuído ao bicho revela sua importância simbólica. Em latim, speratus significa esperança, explica Antonio Rossano, pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) especialista em mamíferos que liderou o trabalho. A expectativa é que a descoberta marque o fim do processo de desaparecimento de espécies. Para isto, é fundamental recompor a cobertura vegetal e ligar os fragmentos de mata hoje isolados. Além disso, os pesquisadores esperam que haja um incremento das pesquisas para não apenas descrever novas espécies como também aumentar o conhecimento científico acerca do bioma. — Estamos falando de uma das regiões mais ameaçadas da Mata Atlântica. A preocupação é que estamos perdendo inúmeras espécies que sequer são descritas pela ciência. E, ainda hoje, continuamos encontrando várias espécies novas. Esperamos, e por isso o nome científico speratus, que este porco-espinho chame a atenção do mundo para a preservação desta mata —diz Rossano. O animal tem hábitos noturnos, e ocorre na mesma região em que há outro tipo de porco-espinho, mas um pouco maior: C. prehensilis. Ele vive dentro dos oito mil hectares de pequenos fragmentos de mata preservados da Usina Trapiche. — O C. speratus é noturno. De dia fica dormindo em partes ocas de troncos de árvores. Ainda não temos muita informação sobre seus hábitos, mas sabemos que ele come o dendê. Muitos animais tiveram que adaptar sua dieta com frutos de árvores exóticas, introduzidas pelo homem, como é o caso do dendê, que veio da África trazido pelos escravos — explica Rossano. — Esse porco-espinho é predador de frutos. Ou seja, essas sementes que os animais comem não germinam. Na natureza, não podemos ter apenas os dispersores, é preciso de equilíbrio. O C. speratus contribui para este equilíbrio. A descrição do porco-espinho foi publicada na última sexta-feira na revista “Zootaxa”. Além dos especialistas da UFPE, o trabalho mobilizou pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), estes responsáveis pela análise genética. Além disso, o Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan) e a Usina Trapiche, que mantém importantes fragmentos de floresta, apoiaram a iniciativa. A descoberta fez parte de um estudo de cinco anos que contou com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) e da ONG Conservação Internacional (CI-Brasil). (webremix.info) |
