Educação
Notícia : Educação
Partido de Robert Mugabe parece longe de deixar poder do ZimbábueJOHANNESBURG, África do Sul – O principal partido do Zimbábue, que tenta se manter no controle após 28 anos no poder, expandiu sua campanha de intimidação e violência e incluiu como alvo professores e até mesmo equipes de ajuda humanitária, interrompendo a educação e serviços básicos para centenas de milhares de crianças por todo o país. As informações foram divulgadas por grupos de assistência, oficiais de sindicatos e pelos próprios professores. (webremix.info)
TVs mentem sobre ‘reformas’ em Cuba
Nas últimas semanas, as emissoras privadas de televisão têm feito enorme escarcéu com as ditas "reformas" em Cuba. Com sarcasmos e ironias, âncoras dos principais telejornais, como William Bonner (TV Globo) e Carlos Nascimento (SBT), apresentam a ilha rebelde como se ela fosse a expressão do atraso mundial. Com seus altos soldos e sua esnobe opulência, eles alardeiam o fato dos cubanos agora poderem usufruir de objetos de consumo "capitalistas", como celulares, TVs de plasma, DVDs e hotéis de luxo. Tudo é divulgado para desqualificar e satanizar Cuba, numa propaganda grotesca que lembra os piores perÃodos da "guerra fria" e da cruzada anticomunista.
Reproduzindo servilmente as idéias da mÃdia estadunidense e dos gusanos (vermes) cubanos de Miami, os telejornais nativos encaram tais mudanças como sÃmbolo do fim da "era Fidel Castro". Nesta visão superficial e rastaqüera, seu irmão, Raúl Castro, hoje na presidência, teria se dobrado aos encantos do consumismo. A restauração capitalista seria inexorável nesta ilha revolucionária. Num passado recente, quando da desintegração do bloco soviético, a mÃdia hegemônica também apostou na débâcle do regime cubano. Mas, sem entender as conquistas sociais da revolução, o forte sentimento antiimperialista deste povo e seu elevado grau de organização, ela se deu mal.
Crescimento e debate de idéias
Agora, com base em dados manipulados, a mÃdia venal corre o risco de errar feio novamente. O fato é que Cuba, após décadas do criminoso bloqueio dos EUA, vive hoje uma fase de expansão econômica. Devido à s mudanças na América Latina e na geopolÃtica mundial, ela intensificou as relações comerciais. Venezuela, China e até o Brasil, desafiando o "império do mal", investem mais na ilha, o que explica as taxas anuais de crescimento de quase 10% nos últimos anos. Este crescimento permite ao paÃs superar o duro "perÃodo especial", imposto após a desintegração do Leste Europeu, que restringiu o consumo e exigiu heróica capacidade de resistência dos cubanos.
Fruto da nova realidade econômica, desde quando Fidel Castro ainda estava no comando do paÃs ocorrem mudanças no padrão de consumo. Não há rupturas entre ele e o seu irmão, muito menos viradas bruscas no comando coletivo da revolução cubana. As mudanças na economia, inclusive, têm sido alvo de intenso debate na sociedade. Com o objetivo de "avançar no socialismo", mais de 1,3 milhão de propostas foram apresentadas aos órgãos de governo no ano passado. O clima na ilha é de criativo e democrático debate, não no sentido da restauração do capitalismo, mas sim do fortalecimento do poder popular e da melhoria do bem-estar da sua população.
Ódio das "multinacionais da informação"
Afora estas mudanças de fundo, que a mÃdia hegemônica oculta, há muitas mentiras repetidas por âncoras venais da TV. O jornalista Salim Lamrani, num lúcido texto na Carta Maior, desmascara várias delas. Confirmando que a campanha anti-Cuba é mundial, ele critica as "multinacionais da informação" que divulgam que agora "os cubanos já são livres para adquirir aparelhos elétricos e eletrodomésticos, dando a entender que antes esta venda era completamente proibida. Contudo, a realidade é sensivelmente diferente. A venda destes artigos jamais esteve proibida, fora alguns produtos de informática e outros de grande consumo de energia, tais como microondas, numa época em que a produção energética era insuficiente para cobrir as necessidades da população".
Ele lembra que durante o "perÃodo especial", iniciado em 1991 com a débâcle do bloco soviético, o paÃs ficou sozinho no mercado mundial, tendo de enfrentar o desaparecimento de mais de 80% do seu comércio externo. "Neste contexto, extremamente difÃcil, a ilha do Caribe foi golpeada por fortes penúrias, particularmente quanto à energia, o que provocava os longos apagões. Nessa época, as autoridades limitaram a venda de aparelhos elétricos devoradores de energia. Essas restrições estavam totalmente justificadas. De fato, teria sido irresponsável proceder de outro modo, uma vez que o sistema energético, fortemente subvencionado, poderia entrar em colapso".
A engenhosidade dos cubanos
Na fase recente, devido à abertura de novas relações comerciais e à engenhosidade do seu povo, este cenário foi superado. "Graças à ‘revolução energética’, lançada em 2006, que consistiu em substituir lâmpadas e antigos eletrodomésticos, como televisores, refrigeradores e ventiladores, por aparelhos mais modernos, cujo consumo de energia é menor, milhões de cubanos foram beneficiados por toda uma gama de produtos novos com preços subvencionados pelo Estado, abaixo do valor de mercado. Atualmente, a economia de energia já conseguida permite enfrentar a demanda da população, o que explica a eliminação progressiva das restrições à aquisição de novos aparelhos eletrodomésticos, computadores e outros".
Para o jornalista francês, a mÃdia mente ao não enfatizar estas razões de fundo, que entravam o bem-estar dos cubanos. De fato, como reconhecem os lÃderes cubanos, o paÃs ainda esbarra em inúmeros obstáculos, é subdesenvolvido. "Mas essa realidade concerne a uma parte imensa da população mundial, que vive na pobreza e cujas principais preocupações não são adquirir um reprodutor de DVD ou microondas, mas, sim, comer três vezes por dia e ter acesso à saúde e à educação, angústias inexistentes em Cuba". Segundo a própria ONU, 854 milhões de pessoas no mundo sofrem de desnutrição; a cada dia, 26 mil menores de cinco anos morrem de fome ou de doenças curáveis - 9,7 milhões de crianças ao ano. "Nenhum cubano faz parte destas listas".
Internet, celulares e hotéis de luxo
No que se refere ao acesso à internet e aos telefones celulares, que a mÃdia também faz um baita estardalhaço, Lamrani denuncia que, além dos problemas econômicos, há entraves tecnológicos. "Washington impede Cuba de se conectar ao cabo de fibra ótica do Estreito da Flórida, que lhe pertence. O paÃs dispõe de uma conexão por satélite limitada, que é extremamente cara. Essa é a razão pela qual o acesso ao telefone celular era restrito. Com a melhoria da situação econômica, a oferta foi ampliada à população, ainda que as tarifas continuem sendo muito elevadas".
"Quanto aos hotéis, a mÃdia também demonstrou parcialidade. Até 1º de abril de 2008, o acesso não estava proibido, como afirmou a imprensa oficial, mas limitado... Com o desenvolvimento vertiginoso do turismo, a partir dos anos 90, a capacidade hoteleira mostrou ser insuficiente para acolher ao mesmo tempo os estrangeiros e os cubanos". Os preços se tornaram proibitivos, "mas a imprensa esquece, mais uma vez, de mencionar que o acesso a um quarto de hotel de renome é um luxo para todos os habitantes do terceiro mundo e para uma ampla categoria de cidadãos que vivem em paÃses desenvolvidos. Apenas como comparação, quantos franceses podem pagar uma diária de 730 euros (o mais barato - quase R$ 1.800) no Ritz (cinco estrelas) de Paris?".
Os mercenários da mÃdia burguesa
No mesmo rumo das crÃticas à s manipulações da ditadura midiática, Lázaro Barredo, diretor do Granma, órgão oficial do Partido Comunista de Cuba, ridiculariza os jornalistas e "mercenários" da imprensa burguesa. Para ele, não há nenhuma reviravolta drástica na ilha. Apenas, o governo promove "retificações das decisões adotadas nos momentos mais agudos da crise econômica em princÃpios dos anos 90, quando começou o que chamamos de ‘perÃodo especial’, como efeito da queda do campo socialista, da desaparição da União Soviética e do agravamento das medidas do criminoso bloqueio dos EUA. Naquele momento, para evitar as desigualdades sociais na nossa sociedade marcadamente igualitarista, adotaram-se medidas de restrição ao consumo".
Com o crescimento sustentado da economia e as mudanças na realidade mundial, Lázaro acredita que novos avanços ocorrerão na ilha. Animado, informa que o povo participa hoje de um intenso debate sobre os rumos do paÃs. "Mais de quatro milhões de compatriotas apresentaram propostas a partir de suas fábricas, cooperativas e universidade, passando por municÃpios e provÃncias, até chegar aos ministérios e ao governo. Todas as opiniões, inclusive as mais crÃticas, visam apenas fortalecer a revolução. Há uma expectativa muito favorável em Cuba. Raúl Castro definiu bem este momento diante dos deputados da Assembléia Nacional, ao dizer que não se pode temer as discrepâncias e que não há contradições antagônicas na sociedade. Do intercâmbio profundo de opiniões divergentes sairão as melhores soluções. Há muito otimismo com as medidas adotadas".
Altamiro Borges é autor do livro recém-lançado Sindicalismo, resistência e alternativas (Editora Anita Garibaldi).
(webremix.info)Burity da Silva defende que IPED seja observatório da educação em África
O ministro angolano da Educação, Burity da Silva, pediu hoje de manhã, em Maputo, aos países membros do Instituto Panafricano da educação e desenvolvimento (Iped) para tranformarem a instituição num "observatório da educação em Africa". (webremix.info)
Projetos de formação afro terão R$ 2 milhões
As universidades públicas federais e estaduais terão este ano R$ 2 milhões para elaborar projetos de formação inicial e continuada de professores e para criar materiais didáticos sobre a história da África e a cultura afro-brasileira. Essa é uma das ações do MEC para colocar em prática a Lei 10.639/2003, que trata do ensino obrigatório da História da África e da Cultura Afro-Brasileira nas redes de educação básica, públicas e privadas. Para concorrer aos recursos do Ministério da Educação, as instituições podem apresentar três tipos de projetos: de formação de graduandos dos cursos de licenciatura e de pedagogia; de cursos de formação continuada de professores das redes de ensino da educação básica; e criação de material didático específico para ser usado nas salas de aula. Os materiais podem ser livros, vídeos, jogos ou brinquedos. A Resolução n 14, de 28 de abril deste ano, dá prazo de 30 dias para apresentação de projetos ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia do MEC responsável pelo repasse dos recursos. O prazo para execução dos projetos é de 18 meses, após o repasse dos recursos. Nos projetos de formação nas licenciaturas e pedagogia, a carga horária mínima para abordar a História da África e da Cultura Afro-Brasileira será de 30 horas. Já na formação continuada, as instituições podem propor cursos de extensão, com carga horária mínima de 60 horas; aperfeiçoamento, mínimo de 180 horas; e especialização, mínimo de 360 horas. De acordo com o diretor de diversidade da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC), Armênio Schmidt, os materiais criados pelas universidades poderão ser utilizados de duas formas. Pelas próprias instituições nos cursos de graduação de professores e nos cursos de formação continuada nas redes estaduais e municipais. O mesmo vai acontecer com os livros, vídeos, jogos e brinquedos. Esses materiais didáticos, diz Armênio, farão parte dos cursos de formação inicial e continuada de professores e depois vão também para as salas de aulas das escolas públicas. A resolução prevê que, para apresentar qualquer categoria de projeto - formação inicial, continuada ou de material didático -, e concorrer aos recursos do MEC, a instituição precisa ter um Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab) ou grupo correlato. Segundo Armênio Schmidt, os Neabs são núcleos acadêmicos que desenvolvem atividades e pesquisas explicitamente vinculadas aos estudos afro-brasileiros e africanos e à educação para as relações étnico-raciais. O diretor de diversidade diz que essas iniciativas do Ministério da Educação visam dotar, até 2010, todas as escolas públicas da educação básica de núcleos de professores com formação e de materiais mínimos para a implementação da Lei n 10.639/2003. Prazos, recursos, formatos dos projetos estão na Resolução n 14/2003, que trata do Programa de Ações Afirmativas para a População Negra nas Instituições Federais e Estaduais de Educação Superior (Uniafro)... (webremix.info)
MEC libera verba para ensino afro-brasileiro em universidade
O Ministério da Educação publicou nesta terça-feira no Diário Oficial da União (DOU), a Resolução Nº 14/2008, que libera R$ 2 milhões para serem investidos no Programa de Ações Afirmativas para a População Negra nas Instituições Federais e Estaduais de Educação Superior (Uniafro).
A finalidade, segundo a norma, “é promover o estudo da História da Ãfrica e Cultura Afro-brasileira com o objetivo de contribuir para a superação dos preconceitos e atitudes discriminatórias do racismo por meio da aplicação de práticas pedagógicas qualificada nesses temas nas escolas de Educação Básica no Brasil.â€
O texto prevê ainda que somente instituições federais e estaduais de educação superior dotadas de Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab) ou grupos correlatos poderão solicitar recursos para a formação inicial e continuada de professores e para a elaboração de material didático.
Ensino Médio
A partir de 2003, a Lei 10.639 - que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira - tornou obrigatório o ensino da História e da Cultura Afro-brasileira e Africana no Ensino Fundamental e Médio, na tentativa de reparar injustiças e apresentar de maneira correta a contribuição dos africanos e afro-descendentes na História do Brasil. Esta medida faz parte de um conjunto de ações afirmativas para a promoção da igualdade racial implementado pelo Governo Federal.
Apesar disso, a maioria dos alunos ainda não conhece a contribuição histórico-social dos descendentes de africanos ao paÃs.
- A lei não foi implementada de maneira a abarcar todos os alunos e professores. O que há são ações pontuais de iniciativa de movimentos negros, do MEC ou de universidades federais - informa a coordenadora-geral de diversidade e inclusão social da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), Leonor de Araújo.
(webremix.info)Ministros da Educação de quatro países visitam Projetos Sociais no Pantanal (webremix.info)
Haddad defende foco na educação para superação de desigualdades sociais
BRASÍLIA - Os debates sobre a superação das desigualdade sociais, que vêm priorizando a economia e a concentração da propriedade, precisam focar mais a educação e a concentração do conhecimento. A idéia foi defendida nesta terça-feira, em Brasília, pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, na abertura do 2º Simpósio Internacional e Fórum Público em Educação, Igualdade e Justiça Social. O encontro reúne, até o próximo domingo, especialistas do Brasil, África do Sul, Reino Unido e Índia. (webremix.info)
Moçambique acolhe bienal da Educação em África
Maputo, capital de Moçambique, acolhe entre 5 a 9 de Maio uma bienal da educação em África, organizada pela Associação para o Desenvolvimento da Educação em África (ADEA). Este encontro, que reunirá os ministros da Educação, representantes de agências de cooperação para o desenvolvimento e organizações não governamentais, abordará os desafios e as iniciativas para alargar as oportunidades de aprendizagem em África. (webremix.info)
Cinema de graça para crianças de bairros carentes
Do JC OnLine Cinema e responsabilidade social. Essa dobradinha tem feito a alegria de centenas de crianças e adolescentes de bairros carentes do País. Através do projeto itinerante Ultragaz Cultural, alunos de escolas públicas que nunca tiveram condições de assistir a um filme na telona têm a oportunidade de ver sucessos de bilheteria sem pagar nada. Depois de passar por São Paulo, a iniciativa chega ao Recife nesta sexta-feira (11). Uma carreta se transforma em cinema móvel e abre espaço para 92 pequenos expectadores se encantarem com longas como Piratas do Caribe e O ano em que meus pais saíram de férias, entre outros. Cada escola escolhe da relação disponível o filme de sua preferência para ser exibido. Na capital pernambucana, 12 escolas serão contempladas até domingo (13). A expectativa dos organizadores é de que, até maio, o projeto itinerante promova 190 sessões e beneficie cerca de 17.500 crianças e adolescentes. Os ingressos são distribuídos previamente pela Ultragaz nas escolas públicas selecionadas de cada região. Depois do Recife, quem recebe a visita do Ultragaz Cultural é Fortaleza (dias 15 e 16) e Caucaia (dias 17 e 18) INICIATIVA - O objetivo do projeto, iniciado em 2000, é divulgar e propagar a cultura popular do País incentivando o exercício da cidadania e estimulando a educação entre públicos menos favorecidos. Fundada há 70 anos, a Ultragaz é líder em fornecimento de gás GLP no Brasil. Só neste ano, a empresa promete investir cerca de R$ 1,5 milhão em programas de Responsabilidade Social. (webremix.info)
Brasil e Indonésia lideram ranking de desmatamento
O relatório Global Monitoring Report, realizado pelo Banco Mundial (Bird) e divulgado nesta terça-feira, afirma que a maior parte do desmatamento mundial vem se dando no Brasil e na Indonésia.
Um ranking publicado no relatório afirma que, entre 2000 e 2005, o Brasil teria desmatado um total de 31 mil quilômetros quadrados de sua área florestal, seguido pela Indonésia, que desmatou 18,7 mil quilômetros quadrados, e o Sudão, que derrubou 5,9 mil quilômetros de sua área florestal.
O desmatamento nos dois países com as maiores regiões de floresta no mundo vem ocorrendo, predominantemente, devido à transformação de suas áreas florestais em terras agrícolas. Segundo o documento, o desmatamento no Brasil tem sido movido pela demanda por carne, soja e madeira.
Na Indonésia, ele tem sido estimulado pela demanda por madeira e por terras para o cultivo de palmeiras que fornecem óleo.
Nos dois países, afirma o Bird, o desmatamento tem sido causado "tanto por grandes interesses corporativos como pelo de pequenos proprietários".
Transformação
No Brasil, o relatório afirma que o índice de hectares desmatados foi de 2,7 milhões, entre 1990 e 2000, mas que ele passou para 3,1 milhões de hectares entre 2000 e 2005. Na Indonésia, ao contrário, os índices permaneceram inalterados no mesmo período.
O estudo do Bird afirma que áreas florestais do tamanho de países como Serra Leoa ou Panamá são perdidas anualmente devido a sua transformação em terras agrícolas. As regiões mais afetadas têm sido a América Latina e Caribe e a África Subsaariana.
O documento afirma que problemas de saúde causados por fatores ambientais são responsáveis por 80% das doenças, entre elas malária, diarréia e doenças respiratórias em todo mundo. O relatório afirma que a maior parte dos países não conseguirá cumprir as chamadas Metas do Milênio até 2015.
As oito metas foram fixadas em 2000 por 191 países da ONU. As diferentes nações se comprometeram a implementar até 2015 medidas como pôr fim à fome e a miséria, fornecer educação básica e de qualidade para todos, reduzir a mortalidade infantil, combater a Aids, a malária e outras doenças e promover a qualidade de vida e o respeito ao meio ambiente. (webremix.info)
Filha de Raúl Castro luta pelos direitos dos homossexuais em Cuba
Há um membro da famÃlia Castro que está lutando para introduzir mudanças radicais em Cuba.
Não é o novo presidente, Raúl Castro, apesar de sua promessa de promover mudanças "estruturais e conceituais" nessa ilha comunista do Caribe, e sim sua filha, Mariela Castro.
No cargo de diretora do Centro Nacional de Educação Social (Cenesex, na sigla em espanhol), entidade financiada pelo governo, a filha do novo presidente tenta mudar as atitudes dos cubanos em relação às minorias.
No momento, Mariela Castro tenta convencer a Assembléia Nacional a adotar o que seria uma das leis sobre direitos de homossexuais e transexuais mais liberais da América Latina.
O projeto de lei em discussão reconhece uniões de casais do mesmo sexo, assim como direitos de herança. Também dá aos transexuais o direito de se submeter a cirurgias de mudança de sexo, além de permitir que eles troquem de nome em suas carteiras de identidade - tendo ou não feito a operação.
A legislação tem limites, porém. A adoção de crianças por casais do mesmo sexo não é mencionada, assim como a palavra "casamento".
— Muitos casais de homossexuais me pediram para não arriscar que a aprovação da lei fosse atrasada por causa da insistência na palavra 'casamento'—, disse Mariela Castro.
— Em Cuba, o casamento não é tão importante quanto a famÃlia, e desta maneira podemos pelo menos garantir os direitos pessoais e de herança de homossexuais e transexuais —, afirmou.
Segundo ela, seu pai apoia seu trabalho, apesar de aconselhá-la a ir devagar.
— Eu vi mudanças em meu pai desde que eu era criança. Eu o via como machista e homofóbico. Mas, à medida que cresci e me transformei como pessoa, também o vi mudar —, disse.
Sua mãe, Vilma Espin, era uma defensora dos direitos das mulheres reconhecida internacionalmente. Para Mariela Castro, são os direitos dos homossexuais e dos transexuais que precisam ser defendidos.
Aconselhamento
Uma vez por semana, um grupo de transexuais se reúne em uma sessão de apoio na mansão em Havana que abriga o Cenesex.
Uns são adolescentes, outros já estão na faixa dos 40 anos. Todos se vestem como mulheres. Alguns já passaram por cirurgias de mudança de sexo.
Um psiquiatra, pago pelo governo, oferece aconselhamento, apoio e educação em saúde.
— Os transexuais sempre enfrentaram muita injustiça —, disse Libia, que fez um curso de cabeleireira depois de participar dos encontros no Cenesex.
— Aqui nós somos muito respeitados. Essa instituição ajudou a aumentar nossa auto-estima —, disse.
Passado de repressão
Atualmente Cuba tem uma comunidade gay vibrante, apesar de geralmente discreta. Há uma praia gay muito popular em Playas del Este, a uma curta distância de Havana.
Na capital, oficialmente não há bares gays, mas há um clube que promove festas gays semanais com shows.
De acordo com o gerente da casa, que pediu para não ser identificado, as festas gays são as mais concorridas do local.
Essas festas com shows são legais, mas não são divulgadas, contando apenas com a propaganda boca-a-boca. Devido ao tratamento dispensado aos homossexuais de Cuba no passado, muitos freqüentadores do clube preferem permanecer anônimos.
Nos primeiros dias da revolução, muitos homossexuais foram mandados para campos de trabalhos forçados para "reeducação" e "reabilitação".
Esses campos não duraram muito tempo, mas ainda assim muitos gays eram recusados em alguns tipos de trabalho por causa de "desvios ideológicos". Nos anos 80, havia passeatas organizadas para denunciar homossexuais.
Preconceitos arraigados
As relações sexuais entre adultos do mesmo sexo foram legalizadas em Cuba há cerca de 15 anos, mas até muito recentemente eram comuns os casos de repressão policial contra gays.
— Nos primeiros anos da revolução, a maior parte do mundo era homofóbica. O mesmo ocorria aqui em Cuba, o que levou a atos que eu considero injustos —, disse Mariela Castro.
— O que eu vejo agora é que tanto a sociedade cubana como o governo perceberam esses erros. Há também o desejo de estabelecer medidas que evitem que esses erros voltem a ocorrer —. disse.
No entanto, ainda é uma luta difÃcil. Antigos preconceitos permanecem profundamente arraigados, principalmente entre as gerações mais velhas.
— É como uma doença, ou talvez uma falha de caráter —, disse um homem, que pediu para não ser identificado, quando questionado sobre o que pensava a respeito dos homossexuais.
Alguns, porém, são mais tolerantes. Falando com as pessoas nas ruas, muitas disseram desaprovar a homossexualidade, mas acreditar que cada um deve ser livre para viver sua própria vida.
Ainda não há garantia de que a Assembléia Nacional irá aprovar o projeto de lei de Mariela Castro. Caso aprove, no entanto, isso vai marcar uma mudança revolucionária na polÃtica sexual de Cuba. (webremix.info)
Itacoatiara disputa candidatura ao selo Bandeira Azul
Um paraÃso banhado por águas cristalinas, em meio a uma exótica vegetação. É dessa forma que a Praia de Itacoatiara, famoso reduto de jovens e surfistas, é conhecida em Niterói, mas o reconhecimento de tanta exuberância pode ser internacional. A Prefeitura lança nesta terça-feira a candidatura do bairro da Região Oceânica ao selo "Bandeira Azul", um certificado de qualidade mundial cedido a praias e marinas.
O programa, criado em 1987 é uma ferramenta para a conservação e melhoria de praias, servindo para educar e conscientizar as pessoas acerca da necessidade de manter e cuidar dos recursos naturais. Atualmente, existem cerca de 3,2 mil praias e marinas, em 38 paÃses, certificadas. Mas, nenhuma do território brasileiro recebeu o selo ainda.
O Governo do Estado do Rio de Janeiro vai lançar a candidatura de dez praias do litoral fluminense, entre as quais Itacoatiara. A prefeitura avalia o projeto como um ponto positivo para o turismo do municÃpio.
A atribuição do certificado inclui diversos parâmetros, em categorias como: qualidade da água, informação e educação ambiental, conservação do meio ambiente local, segurança, serviços e infra-estrutura de apoio.
Em primeira instância, um júri nacional aprova uma lista de praias e marinas que obedeçam aos critérios. Depois, os nomes são enviados e submetidos a um comitê internacional.
O secretário de Meio Ambiente, Jefferson Martins, esclareceu que, após a candidatura, o bairro estará sob observação da fundação internacional durante um ano. Nesse tempo, a Prefeitura realizará algumas obras de melhoria.
– A qualidade do local é inegável. Mas temos que tomar uma série de providências. É necessária a construção de posto de salva-vidas e banheiros públicos, a retirada de esgotos, solucionar problemas de estacionamento, a recomposição da vegetação local, entre outros, destacou.
A Bandeira Azul começou a ser atribuÃda em 1987. Nesse ano, 244 praias e 208 marinas, de dez paÃses europeus, receberam o selo. Desde então, o número de praias premiadas tem aumentado ano a ano, envolvendo outros paÃses.
Em 2001, o âmbito do programa deixou de ser apenas europeu para ser global, contando com Ãfrica do Sul, Canadá e Nova Zelândia, entre outros paÃses.
De acordo com um estudo da Defesa Civil estadual, Itacoatiara é considerada uma praia de tombo ou refletiva. Isso significa que é formada por areia grossa e a profundidade aumenta rapidamente após alguns passos em direção ao oceano, o que a torna muito perigosa, principalmente para crianças e idosos. Tem perfil bastante inclinado e muitas ondas não quebram ao chegar à areia.
Mas Itacoatiara conta com a calma Prainha, à direita, uma espécie de piscina natural, ideal para crianças. (webremix.info)
Lei obriga escolas a ensinar história afro-brasileiras e indígenas
Foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Lei 11.465/08, que inclui no currÃculo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e IndÃgenaâ€.
A lei 10.639/03 já previa a obrigatoriedade do ensino sobre história e cultura afro-brasileira. Agora, com a nova lei, confere-se o mesmo destaque ao ensino da história e cultura dos povos indÃgenas.
A medida vale para as escolas de ensino fundamental e médio, públicas e privadas, e deverá fazer parte de todo o currÃculo escolar, especialmente as áreas de educação artÃstica, literatura e história.
O conteúdo escolar deverá incluir o estudo da história da Ãfrica e dos africanos, a luta e cultura dos negros e indÃgenas no Brasil. A proposta é enfatizar a contribuição de todos esses grupos – nas áreas social, econômica e polÃtica – para a formação da população brasileira. (webremix.info)
MMA coordena grupo latino-americano e caribenho de educação ambiental
07/03/2008 - 08h03
O Departamento de Educação Ambiental (DEA) do Ministério do Meio Ambiente enviou à secretaria do Foro de Ministros de Meio Ambiente da América Latina e Caribe, nesta quinta-feira (6), a matriz de um plano de ação para o ... Leia mais (webremix.info)
Educação superior ainda é um privilégio na A. Latina, diz Unesco
BOGOTÁ (Reuters) - A educação superior continua sendo um privilégio para poucos na América Latina e no Caribe, onde, apesar dos avanços dos últimos anos, apenas 32 por cento das pessoas chegam à universidade, segundo dados divulgados na quarta-feira pela Unesco (órgão da ONU para educação e cultura)...
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(webremix.info)Educação superior ainda é um privilégio na A. Latina, diz Unesco
BOGOTÁ (Reuters) - A educação superior continua sendo um privilégio para poucos na América Latina e no Caribe, onde, apesar dos avanços dos últimos anos, apenas 32 por cento das pessoas chegam à universidade, segundo dados divulgados na quarta-feira pela Unesco (órgão da ONU para educação e cultura). Ana Lúcia Gazzola, diretora do Instituto Internacional da Unesco para a Educação Superior na América Latina e Caribe, disse que o acesso a cursos universitários na região está bem abaixo da média de 55 por cento dos países industrializados. (webremix.info)
Falta de higiene eleva incidência de câncer de pênis no Brasil
A falta de higiene entre os homens pode levar a uma doença muito comum e pouco divulgada: o câncer de pênis. A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) alertou para a importância de divulgar a necessidade higiene entre os homens de todas as idades.
Segundo o presidente da SBU, José Carlos de Almeida, os homens com fimose podem se enquadrar no grupo de risco para câncer do pênis. Por fimose, entende-se a dificuldade ou impossibilidade de expor a glande (cabeça do pênis) porque a pele que a recobre tem um anel muito estreito. Normalmente, esse problema se resolve com uma cirurgia feita ainda na infância.
— Aquela criança com fimose que não opera, que mora em local às vezes com pouco acesso a profissionais de saúde, vai chegar aos 45 ou 50 anos e vai aparecer ali um câncer de pênis. Porque aquela glande nunca foi exposta e nunca foi higienizada —, explicou o especialista.
Almeida disse que a fimose não permite que se lave adequadamente a glande, porque ela está toda coberta por uma pele.
— Então, aquelas secreções e elementos produzidos pelas glândulas jamais saem dali. E aquilo, ao longo do tempo, é um grande fator para o câncer de pênis —, disse.
O presidente da SBU afirmou que essa doença não devia existir.
— Na verdade, é uma doença completamente evitável com educação, com higiene e com diagnóstico da fimose. Operando a fimose, você está gerando uma prevenção do câncer de pênis —, garantiu.
O Brasil é um dos lÃderes mundiais na incidência de câncer de pênis, depois da Ãndia e da Ãfrica. No Brasil, a relação é de um caso para 100 mil habitantes. Na Ãndia, a incidência é de 3,32 casos para 100 mil habitantes. A menor incidência é encontrada entre os judeus nascidos em Israel, próxima a zero. A circuncisão néo-natal, isto é, feita na criança, reduz em quatro vezes a chance de o indivÃduo contrair essa doença.
O presidente da SBU declarou que todo esforço deve ser feito para erradicar a doença do Brasil.
— Temos que abolir [o câncer de pênis] da nossa realidade, porque é um termômetro muito ruim para o perfil de um paÃs —, disse.
Ele revelou que na Europa e Estados Unidos, essa doença aparece de forma muito esporádica.
— Nós temos que dar uma dignidade maior a esse paciente e ao paÃs, eliminando essa doença do cenário nacional —, sugeriu.
José Carlos de Almeida informou que os números disponÃveis sobre a incidência dessa doença no Brasil não correspondem à realidade.
— Os números são muito aquém da realidade. São em torno de 1,1 mil amputações por ano nos homens, totais ou parciais, em função do câncer de pênis —, afirmou.
Os casos de amputação aumentam 10% a cada ano no Brasil. O presidente da SBU disse, ainda, que a divulgação da doença é problemática porque as grandes regiões que registram casos de câncer de pênis têm dificuldade de fazer as notificações.
— Nós acreditamos que exista muito paciente com câncer de pênis sem estar sendo notificado —, avaliou.
A maior incidência da doença é no Nordeste e, dentro da região, a maior prevalência é no estado do Maranhão, associada à falta de higiene e ao aspecto da presença da fimose.
— A fimose é o grande fator anatômico que impede o paciente de higienizar o pênis. A grande maioria dos pacientes que tem câncer de pênis é portadora de fimose, está já idosa e nunca teve condição de expor a glande para poder higienizar —, revelou o urologista.
Almeida defendeu que a urologia possa atuar na prevenção dessa doença em harmonia com a assistência básica à população. Ele acredita que a criação agora, pelo Ministério da Saúde, de um setor especÃfico de atenção à saúde do homem pode “revolucionar o papel da urologia e do paciente urológico, principalmente no Sistema Único de Saúde (SUS), porque a urologia depende de infra-estrutura e aparelhos para funcionar e ser uma especialidade plenaâ€.
Na avaliação do presidente da SBU, a urologia poderá contribuir com o ministério nesse setor da saúde do homem, em especial no que se refere a doenças pouco divulgadas e pouco tratadas da forma que deveriam. Entre elas, destacou o câncer de pênis e as doenças genitais masculinas. (webremix.info)
Falta de higiene eleva incidência de câncer de pênis no Brasil, alerta especialista
A falta de higiene entre os homens pode levar a uma doença muito comum e pouco divulgada: o câncer de pênis. A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) alertou para a importância de divulgar a necessidade higiene entre os homens de todas as idades. Segundo o presidente da SBU, José Carlos de Almeida, os homens com fimose podem se enquadrar no grupo de risco para câncer do pênis. Por fimose, entende-se a dificuldade ou impossibilidade de expor a glande (cabeça do pênis) porque a pele que a recobre tem um anel muito estreito. Normalmente, esse problema se resolve com uma cirurgia feita ainda na infância. "Aquela criança com fimose que não opera, que mora em local às vezes com pouco acesso a profissionais de saúde, vai chegar aos 45 ou 50 anos e vai aparecer ali um câncer de pênis. Porque aquela glande nunca foi exposta e nunca foi higienizada", explicou o especialista. Almeida disse que a fimose não permite que se lave adequadamente a glande, porque ela está toda coberta por uma pele. "Então, aquelas secreções e elementos produzidos pelas glândulas jamais saem dali. E aquilo, ao longo do tempo, é um grande fator para o câncer de pênis". O presidente da SBU afirmou que essa doença não devia existir. "Na verdade, é uma doença completamente evitável com educação, com higiene e com diagnóstico da fimose. Operando a fimose, você está gerando uma prevenção do câncer de pênis", garantiu. O Brasil é um dos líderes mundiais na incidência de câncer de pênis, depois da Índia e da África. No Brasil, a relação é de um caso para 100 mil habitantes. Na Índia, a incidência é de 3,32 casos para 100 mil habitantes. A menor incidência é encontrada entre os judeus nascidos em Israel, próxima a zero. A circuncisão néo-natal, isto é, feita na criança, reduz em quatro vezes a chance de o indivíduo contrair essa doença. O presidente da SBU declarou que todo esforço deve ser feito para erradicar a doença do Brasil. "Temos que abolir [o câncer de pênis] da nossa realidade, porque é um termômetro muito ruim para o perfil de um país". Ele revelou que na Europa e Estados Unidos, essa doença aparece de forma muito esporádica. "Nós temos que dar uma dignidade maior a esse paciente e ao país, eliminando essa doença do cenário nacional", sugeriu. José Carlos de Almeida informou que os números disponíveis sobre a incidência dessa doença no Brasil não correspondem à realidade. "Os números são muito aquém da realidade. São em torno de 1,1 mil amputações por ano nos homens, totais ou parciais, em função do câncer de pênis". Os casos de amputação aumentam 10% a cada ano no Brasil. O presidente da SBU disse, ainda, que a divulgação da doença é problemática porque as grandes regiões que registram casos de câncer de pênis têm dificuldade de fazer as notificações. "Nós acreditamos que exista muito paciente com câncer de pênis sem estar sendo notificado", avaliou. A maior incidência da doença é no Nordeste e, dentro da região, a maior prevalência é no estado d... (webremix.info)
Angola: o paradoxo
Ao desembarcar em Angola, eu me deparei com um aeroporto mais limpo e organizado, bastante diferente da aparência de improviso, pobreza e pequenos recados nos ouvidos, como na última visita, há dez anos. Na ocasião, um dos funcionários me pediu dinheiro para liberar minhas malas. Não era simplesmente um pedido como conhecemos e sim uma súplica “estou com fome, não comi nada hojeâ€.
A partir de 2000, com a morte do lÃder da Unita, os angolanos puderam começar a entender o que é viver em paz, muitos pela primeira vez na vida, visto que o paÃs viveu mais de 20 anos em guerra.
Muitas ruas continuam esburacadas, mas outras foram ampliadas, existem avenidas que levam a Luanda Sul, a Barra da Tijuca de Luanda. Lá estão os privilegiados, morando nos seus condomÃnios fechados. Não há violência armada como conhecemos nas grandes cidades brasileiras, apesar da miséria cercar a cidade, tal como retratou Regina Casé, na Central da Periferia.
O angolano é sorridente. Agora existe paz. Ele pode viajar livremente pelas provÃncias. Algumas famÃlias não se encontraram durante todo o perÃodo de guerra. As estradas melhoraram, é permitido rever as terras da infância e muitos contam que se emocionam com essas possibilidades.
Os meninos de Luanda que faziam parte da paisagem no perÃodo da guerra, trazidos por helicópteros das provÃncias, jogados ali por suas mães ansiosas em preservá-los da guerra, viraram jovens que vendem de tudo nas esquinas, desde terno a abajur e eletrodomésticos. Alguns conseguiram voltar para suas famÃlias.
A elite de Angola imita o Brasil de hoje. É facÃlimo nos sentirmos em casa em Angola. Música, alimentação e o jeito alegre de ser.
Em Angola se encontram os brasileiros de espÃrito aventureiro, jovens casais, jovens mulheres. Todos têm oportunidade nessa terra que começa a desabrochar e a mostrar ao mundo suas rosas de porcelana e muitas riquezas; petróleo, minerais, diamantes.
As empresas brasileiras estiveram lá desde a guerra, construindo, pesquisando. Os chineses estão lá em seus guetos, calados e rapidamente construindo prédios e prédios. Quem sabe nem eles resistirão às bonitas e sensuais angolanas? Em minha opinião, na próxima visita que fizer, poderei notar os mulatos de olhinhos puxados como já comentam os angolanos.
O espanto fica por conta do velho caminho do desenvolvimento. O desejo de consumir. Uma sociedade represada por anos começa a poder comprar, quando a maioria não tem condições básicas de vida.
Carros 4x4 são normais num trânsito que não anda. São Paulo fica para trás. Todos que podem tem dois ou três Prados. Todos que podem tem carro. Não há transporte público, o povo anda de vans, as candongas. Há regras de trânsito, mas elas não são muito respeitadas, o que vale segundo explicam, é: “a prioridade é sempre à direitaâ€. Todos se entendem e nós não entendemos como se buzina todo o tempo, consumindo combustÃvel porque os veÃculos podem ficar meia hora parados a cada 300 metros percorridos.
Desenvolvimento sustentável? Não há qualquer referência, entendimento ou empatia. Exportamos professores, publicitários entre muitos outros profissionais, que estavam em perigo aqui e tinham muito a oferecer lá. Muitos aventureiros. É fácil um estrangeiro ganhar US$ 5.000 em Luanda. Falta todo tipo de profissional para acompanhar o ritmo assombroso de crescimento. A corrupção também não tem fronteiras, o “jeitinho†está lá há muito tempo. Nossas novelas se encarregam de exportar estilo de vida, crenças e desejos de consumo.
Regina Casé mostrou a importância da novela brasileira. Hoje ela é assistida em tempo real em Angola. Comunidades percorrem quilômetros para assistir TV onde existe energia. Falta tudo na periferia: energia, saneamento, água. Na cidade, as coisas melhoram pouco a pouco. O paradigma do TER, para a elite, é evidente. As mulheres já vendem frutas, as provÃncias passaram a produzir. Todos vendem algo numa economia quase que totalmente informal. É preciso viver.
LogÃstica é o desafio, já que petróleo, diamantes e minério precisam de estrutura de transportes e portos. Angola vai crescer muito, se desenvolver, mas o que nós brasileiros, já conscientes dos novos paradigmas, podemos fazer para ajudá-los a pular etapas? O que fazer para aumentar a consciência social e ambiental, num paÃs que tem tantos laços importantes com o Brasil? Lá, como em toda parte existem os protagonistas de uma nova história, como multiplicá-los?
Vamos ser nós e os chineses, entre outros, os novos colonizadores da Ãfrica? Como nós que trabalhamos para a transformação podemos assistir calados a esse modelo falido de desenvolvimento para um paÃs que passou todo o século XX sendo espoliado? Podemos contribuir para apoiar movimentos inovadores na Angola de hoje?
Não dá para ir à Ãfrica e voltar sendo a mesma pessoa. Temos todos muita responsabilidade com esses paÃses que representam a origem de uma grande maioria da população brasileira. O que ficou certo é que nossas empresas, nossas Instituições do Terceiro Setor, RH e Comunicação têm grande contribuição para dar à Angola.
Educação. Troca de experiências. A R&A colabora com a agência Movimento de Angola desde 1995 e apóia a AAPM (Associação Angolana de Publicidade e Marketing) desde sua formação.
Nádia Rebouças (webremix.info)
Etanol integra agenda de Lula em Havana
Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu, nesta terça-feira, uma agenda de mais de oito horas na capital cubana. acompanhado de uma delegação integrada pelos ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim; de Desenvolvimento, Comércio e Indústrias, Miguel Jorge; da Educação, Fernando Haddad; da Saúde, José Gómes Temporão e do presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli de Azevedo. A visita de Lula, segundo o diário comunista Granma, "contribuirá para aprofundar as relações de amizade e cooperação existentes entre os dois paÃses. No contexto da mesma serão assinados vários acordos em áreas de interesse comum".
Os acordos comerciais a que se refere o diário são, na realidade, uma série de compromissos pré-agendados há mais de dois anos. O maior dos contratos bilaterais liberados pelo Brasil foi firmado entre a Petrobras e a petrolÃfera estatal cubana, que passam a desenvolver uma parceria na área petrolÃfera com a república cubana. A parceria firmada se desdobra em diversos acordos de cooperação técnico-cientÃficos, em nÃvel de governos, o que amplia as possibilidades de um levante do cerco promovido pelos EUA ao paÃs vizinho, por mais de meio século.
O etanol, um assunto polêmico para o lÃder comunista Fidel Castro, também faz parte das negociações em curso com a Ilha.
- Eu não descarto (a questão do etanol). Claro que nem Cuba deseja, e nós também não desejarÃamos que eles voltassem a uma monocultura canavieira, mas a tradição de cultura de cana pode, eventualmente, ser explorada nesse sentido, também se for de interesse cubano —, ponderou o chefe do Departamento de América Central e Caribe do Itamaraty, embaixador Gonçalo Mourão, presente na comitiva brasileira.
Caso não haja interesse na produção de etanol, o Brasil poderá prestar cooperação em outros campos, como a melhoria da produção da cana, disse Mourão.
- Nós hoje no Brasil temos excelência nessa área - disse.
Quanto à s crÃticas de Fidel Castro, o embaixador salientou que não se dirigiam especificamente ao programa brasileiro de produção de etanol.
- Ele fez ponderações com relação ao que pode ser um problema para paÃses que não tenham perfil para produzir biocombustÃvel sem que isso interfira na produção de alimentos. PaÃses como o Brasil, que têm essa capacidade, achamos que podem desenvolver projetos em benefÃcio próprio. Outros paÃses haverá que, ou pela extensão de terra ou pela natureza da conformação do setor agropecuário, não permitem um cultivo extensivo sem danos marginais à produção agrÃcola - afirmou.
(webremix.info)Avô de Paris Hilton deixará fortuna para caridade
A herança da socialite americana Paris Hilton pode diminuir drasticamente depois que seu avô anunciou planos para dar a maior parte de sua fortuna para organizações beneficentes, informou a revista americana Fortune.
A revista informa que recebeu um e-mail do magnata do ramo hoteleiro, Barron Hilton, de 80 anos, em que ele diz que pretende deixar 97% de sua fortuna - que ele diz ser de aproximadamente US$ 2,3 bilhões - para a Fundação Conrad N. Hilton, criada por seu pai.
Os recursos do magnata aumentaram especialmente depois da venda, por mais de US$ 20 bilhões, da cadeia de hotéis Hilton para o Grupo Blackstone.
De imediato, Barron Hilton vai doar US$ 1,2 bilhão para um trust que deverá, no futuro, beneficiar a fundação, que apóia projetos de água potável na África, educação para crianças cegas e moradia para pessoas com doenças mentais.
O restante do dinheiro será direcionado para a fundação depois da morte do magnata. Paris Hilton, conhecida pela freqüência com que comparece a festas, passou três semanas na cadeia em junho, pena imposta depois que ela violou a liberdade condicional por dirigir embriagada. (webremix.info)
Corrupção atinge mais a população pobre, aponta estudo (webremix.info)
Unesco: "América Latina avança nas metas do órgão para 2015"
Santiago do Chile, 29 nov (EFE).- Relatório divulgado hoje pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) afirma que a América Latina e o Caribe tiveram "grandes avanços" no cumprimento das metas para 2015 das propostas no Fórum de Educação de Dacar, mas que nem todos os países da região atingirão o objetivo, e afirma que o Brasil é responsável por 40% dos adultos analfabetos da região. (webremix.info)
Corsino Tolentino defende uma organização de académicos cabo-verdianos

Guia de software livre mostra aplicações na América Latina
Do IDGNow: "A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) lançou, em Foz do Iguaçu, a publicação Guia Prático sobre Software Livre Sua Seleção e Aplicação na América Latina e no Caribe.
Editado em espanhol e de autoria de Fernando da Rosa e Frederico Heinz, o guia serve tanto para as pessoas que buscam uma introdução no campo do software livre como para quem já tem experiência no assunto.
"Nosso objetivo era fazer um guia simples e com uma linguagem acessível. Há uma série de links para o leitor acessar conteúdos na internet que estarão sujeitos a contribuições, a exemplo da filosofia do software livre, disse Rosa."
Saiba mais (idgnow.uol.com.br).
(webremix.info)Unesco lança guia sobre software livre
CURITIBA - A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) lançou, em Foz do Iguaçu, a publicação "Guia Prático sobre Software Livre - Sua Seleção e Aplicação na América Latina e no Caribe"...
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(webremix.info)Unesco lança guia sobre software livre
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) lançou nesta terça-feira, em Foz do Iguaçu, a publicação Guia Prático sobre Software Livre – Sua Seleção e Aplicação na América Latina e no Caribe.
Editado em espanhol e de autoria de Fernando da Rosa e Frederico Heinz, o guia serve tanto para as pessoas que buscam uma introdução no campo do software livre como para quem já tem experiência no assunto.
— Nosso objetivo era fazer um guia simples e com uma linguagem acessÃvel. Há uma série de links para o leitor acessar conteúdos na internet que estarão sujeitos a contribuições, a exemplo da filosofia do software livre —, disse Rosa.
Nesta terça-feira, durante a 4ª Conferência Latino-Americana de Software Livre (Latinoware 2007), o autor explicou que o guia traz diversos processos de desenvolvimento do software livre, apresenta estudos de potencialidade das ferramentas de código aberto e fornece orientações para quem deseja migrar a partir de softwares proprietários.
A Latinoware, que termina na quarta-feira, é promovida pela Itaipu Binacional em parceria com a Companhia de Informática do Paraná (Celepar) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).
O evento reúne cerca de 2,8 mil pessoas do Brasil, Paraguai, Argentina, Cuba, México, Peru, Uruguai e Venezuela. Estão sendo realizadas cerca de 60 palestras, 16 minicursos e uma exposição de projetos. (webremix.info)
Intercâmbio: Brasil, Ìndia e África do Sul
A 34ª Conferência Geral da Unesco, em Paris, tornou-se um espaço de consolidação de projetos para cooperação educacional do Brasil com outros países. O ministro da Educação, Fernando Haddad, conversou com os ministros da África do Sul, Naledi Pandor, e da Venezuela, Luís Acuña, e reforçou o interesse do Brasil em estabelecer parcerias que sejam mutuamente benéficas, com o apoio da Unesco. (webremix.info)
Unesco é palco de parceria educacional do Brasil com outros países
A 34.ª Conferência Geral da Unesco, em Paris, tornou-se um espaço de consolidação de projetos para cooperação educacional do Brasil com outros países. O ministro da Educação, Fernando Haddad, conversou com os ministros da África do Sul, Naledi Pandor, e da Venezuela, Luís Acuña, e reforçou o interesse do Brasil em estabelecer parcerias que sejam mutuamente benéficas, com o apoio da Unesco. (webremix.info)
Brasil, 5º país com maior número de alunos em escolas particulares
Um relatório da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, sugere que os investimentos de alguns países industrializados, como França e Grã Bretanha em educação são superiores aos gastos de toda a África Subsaariana. (webremix.info)
Representantes do MEC discutem Universidade Aberta em Cabo Verde
De hoje (2) a quinta-feira (4), uma delegação do Ministério da Educação estará em Cabo Verde, na África. Eles vão... (webremix.info)
Links : Educação
UNI
A UNI é a nova Universidade Privada de Cabo Verde. Em Novembro de 2006 a UNI vai iniciar a sua actividade leccionando em Cabo 2 Cursos de Formação Avançada, um na área da Genética e outro na área da Biologia Celular e molecular.
SchoolNet Africa
O AEKW é um portal de educação pan-africano que serve os ministérios de educação e as comunidades escolas em conteúdo africano. Este portal de web é um depositório centralizado de recursos educacionais que são pertinentes à diversidade de comunidades de educação africanas à nível local.
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