Fotografia africana e do Cararibe
Notícia : Fotografia africana e do Cararibe
Telecom fracassa e confirma criseO Telecom, em Genebra, terminou na noite desta sexta-feira com menos estandes e menos frequencia, isso porque as maiores empresas europeias, como a Nokia, e tambem empresas norte-americanas nao participaram. Dos 70 mil visitantes, nos anteriores saloes das Telecomunicacoes, esperavam-se 40 mil mas vieram apenas 17 mil, num fracasso contundente. Entretanto, embora o setor das telecomunicacoes seja considerado um dos poucos setores menos atingidos pela crise, ela parece evidente pois houve a ausencia de dois-tercos dos expositores normais, ja que nem as empresas norte-americanas de telecomunicacoes nem as europeias estavam presentes. A grande maioria, em Genebra era das empresas asiaticas, nao faltando a China, onde 500 milhoes de pessoas tem celulares, tornando-a o primeiro pais do mundo nessa categoria. O avanco tecnico esta levando a uma interacao e mesmo unificacao de todos os tipos de telecomunicacoes, como cinema, teve, jornais, fotografia, telefonia num unico aparelho, os celulares da ultima geracao. A Africa tambem participa desse desenvolvimento, nomeadamente Angola, onde ha oito anos so havia 30 mil celulares e agora sao 7 milhoes de pessoas comunicando-se com celulares. O ministro angolano das Telecomunicacoes e da Tecnologia da Informacao, Jose Carvalho da Rocha, esteve no Telecom e acentuou o avanco no seu pais nesse setor, em grande parte com o apoio dos chineses, ja que a telefonia movel foi privatizada. Por sua vez, Pedro Mendes de Carvalho, diretor das Telecomunicacoes de Angola, engenheiro formado na antiga RDA, e um entusiasta do desenvolvimento das telecomunicacoes em seu pais, unico de lingua portuguesa presente no Telecom. E, importante, se antes era dificil se enviar um fax para Angola, agora a qualidade das linhas e reconhecida. (webremix.info)
SP Photo Fest: um panorama da fotografia no mundo
"O mundo pode ser um lugar muito escuro e as insanidades vao continuar enquanto nao colocarmos luz em cima delas". Quem disse isso, na palestra de encerramento do SP Photo Fest, foi um cara que entende do assunto: o fotografo checo Antonin Kratochvil. Ele viaja o mundo para ver o que ninguem quer ver - retratou a fome na Africa, a Guerra do Iraque, os horrores de Chernobyl pos-acidente nuclear. "Sem os fotografos, sem os jornalistas e facil esquecer que tem muitas coisas acontecendo nesse mundo. E nosso dever fazer alguma coisa. Nos jogamos essa luz para as pessoas enxergarem", disse em tom missionario, para o deleite da plateia de fotografos que, como ele, "fazem alguma coisa" (webremix.info)
Maiores economias propõem limite de aquecimento de 2ºC
ITALIA - Ao fim de uma reuniao na Italia para tentar chegar a um acordo sobre cortes de emissoes de gases que provocam o efeito estufa, lideres das 17 principais economias do mundo divulgaram nesta quinta-feira uma nota concordando sobre a necessidade de manter o aquecimento global medio em no maximo 2º em relacao aos niveis pre-industriais. "Como lideres das maiores economias do mundo, tanto desenvolvidas quanto em desenvolvimento, temos a intencao de reagir com vigor a este desafio, convencidos de que a mudanca climatica representa um perigo claro, que requer uma reacao global extraordinaria", diz a nota. Veja a galeria de fotos da reuniao do G8 Editorial do NYT: Presidente Obama deve liderar para justificar G8 G8 se reune em meio a "crise de identidade" Lula e Obama concordam em nao retroceder no comercio Paises concordam em retomar Rodada de Doha, diz premie O consenso entre a maior parte dos cientistas e de que a partir de um aquecimento de 2º, as consequencias para o planeta passam a ser "imprevisiveis". Apesar das palavras fortes, o comunicado nao da indicacoes de como esse objetivo deve ser atingido, ja que nao estabelece qualquer meta ou compromisso conjunto nem preve financiamento para desenvolvimento limpo das economias mais pobres. Lideres do G8 e do G5 posam para fotografia nesta quinta-feira/AFP Por causa disso, a nota foi duramente criticada pelos principais grupos ambientalistas. O Greenpeace afirmou que "as esperancas de um resultado positivo" do encontro foram "torpedeadas pela falta de lideranca demonstrada pelos lideres do G8 (Alemanha, Italia, Estados Unidos, Franca, Japao, Canada, Gra-Bretanha e Russia)". Ja o WWF afirmou que os paises ricos "precisam mostrar empatia de verdade, lideranca real e compromissos financeiros solidos e nao declaracoes de consolo." Lula presenteia Obama com camisa da selecao em encontro/ AP 'Paises interessados' Em linhas gerais, o Forum das Principais Economias (MEF, na sigla em ingles), propoe cooperacoes para reduzir emissoes provocadas pordesmatamento, alem de fixar o prazo de 15 de novembro para a apresentacao de planos de acoes, a serem propostos "por paises interessados", para uma economia de baixas emissoes. Na quarta-feira, tambem no encontro em Aquila, na Italia, durante a reuniao de cupula anual do G8, o G5 (Brasil, China, India, Africa do Sul e Mexico) ja tinha feito um apelo ao G8 pela adocao de metas de reducao de gases de 40% ate 2020. A ausencia de metas intermediarias e um dos principais obstaculos para se chegar a um acordo que deve substituir o Tratado de Kyoto a partir de 2012, que sera discutido em dezembro, em Copenhague. Ainda na quarta-feira, o secretario-geral das Nacoes Unidas, Ban Ki-Moon, tambem criticou a falta de um acordo sobre metas do G8 para 2020. A reuniao desta quinta-feira fez parte do Forum das Grandes Economias sobre a Energia e o Clima, convocado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e cuja primeira reuniao foi em abril, em Washington. O objetivo do grupo e chegar a um consenso entre os 17 maiores emissores de gases do efeito estufa para facilitar um acordo global para o chamado Tratado pos-Kyoto, que sera discutido em uma conferencia em Copenhague, na Dinamarca, em dezembro. Compromisso O Tratado de Kyoto, firmado em 1997 e que vence em 2012, estabelecia metas para corte de emissoes entre os paises desenvolvidos, mas poupava os paises em desenvolvimento, o que reduzia sua eficacia. Alem disso, com a retirada dos Estados Unidos, maior emissor historico de poluentes, seu alcance ficou limitado. Com o novo tratado, a comunidade internacional espera conseguir um comprometimento de todos os paises para limitar as emissoes de modo a evitar um aumento medio das temperaturas globais acima de 2ºC em relacao a era pre-industrial, ponto critico apos o qual se considera que as consequencias do aquecimento global se tornariam irreversiveis. Os 17 membros do Forum das Grandes Economias, que alem dos paises do G8 e do G5 inclui Australia, Coreia do Sul, Indonesia e Dinamarca, parecem concordar com a necessidade de evitar esse aumento de 2ºC na temperatura da Terra, mas a divergencia aparece em relacao a maneira de conseguir essa limitacao. Na quarta-feira, os paises do G8 se propuseram a fazer um corte de 80% em suas emissoes ate 2050, desde que o restante do mundo se comprometa a um corte de 50% nesse mesmo periodo. Alem disso, em uma reuniao paralela do G5, o grupo dos paises emergentes pediu que as nacoes ricas facam mais para controlar o aquecimento global e que estabelecam um mecanismo de compensacao financeira por eventuais cortes de emissoes realizados pelos paises mais pobres. O argumento dos paises em desenvolvimento e que o problema do aquecimento global foi causado historicamente pelas emissoes dos paises ricos em seu processo de desenvolvimento e que agora as nacoes mais pobres nao podem pagar a conta com medidas que limitem seu proprio desenvolvimento. A posicao da China e considerada essencial para o sucesso de um acordo, ja que o pais superou recentemente os Estados Unidos como o maior emissor mundial de gases do efeito estufa. (* Colaborou Eric Brucher Camara, de Londres) . Leia mais sobre: G8 (webremix.info)
Filme sul-africano lembrará anos violentos no fim do apartheid
Os anos que antecederam o fim do Apartheid na Africa do Sul vao virar filme com atores de Hollywood. O Clube do Bang Bang, inspirado no livro do mesmo nome, conta a experiencia de quatro jovens fotografos sul-africanos que captaram algumas das imagens mais marcantes da epoca.Publicado em 2001, com fotos de Greg Marinovich, Joao Silva, Kevin Carter e Ken Oosterbroek, o livro retrata os violentos conflitos entre diversos grupos politicos no periodo entre a libertacao de Nelson Mandela, em 1990, e as primeiras eleicoes livres da historia do pais, em 1994. "Rodar essa historia foi como viver cinco anos em apenas seis semanas", disse Marinovich, que trabalhou como consultor do filme, em entrevista a BBC Brasil. As lembrancas dos conflitos estao marcadas ate hoje no corpo de Marinovich. Durante um tiroteio na favela de Thokoza, nove dias antes das eleicoes de 1994, ele ficou gravemente ferido e seu parceiro Ken Oosterbroek acabou morto. No mesmo ano, Kevin Carter, que havia recebido o Premio Pulitzer de Fotografia meses antes, se suicidou por depressao. "Tenho consciencia de que foi uma experiencia muito rica para todos que viveram naqueles anos, mas olhando pra tras, preferia nunca te-la vivido", explicou Marinovich. Expectativas frustradas O diretor do filme, Stephen Silver, acredita que a violencia entre 1990 e 1994 foi uma especie de "ultimo espasmo do regime do apartheid". "Essa e a historia que nao foi contada sobre a libertacao politica da Africa do Sul. Morreram mais pessoas naqueles anos do que em decadas de apartheid", analisa Silver. Marinovich disse que o pais mudou muito desde entao. Apesar de reconhecer graves problemas como a violencia urbana, ele nao ve semelhancas entre os dias de hoje e a tensao do inicio da decada de 90. Ainda assim, lamenta que os governos que sucederam o regime do Apartheid nao tenham conseguido atender as expectativas de boa parte da populacao. "Sinto que as pessoas estao desapontadas, a democratizacao nao trouxe os servicos que prometia para o povo. Os mais pobres ainda sofrem muito com as desigualdades sociais", afirmou. Joao Silva, o outro autor ainda vivo do livro, classificou a realizacao do filme como uma forma de manter vivas as memorias de Ken Oosterbroek e Kevin Carter. "Trabalhei com os produtores para levarmos as telas um retrato verdadeiro daqueles dias. O livro e de certa forma um simbolo de amor em meio a tudo que passamos", acrescentou. A irma de Oosterbroek, Athele, tambem participou da producao. Para ela, foi uma forma de homenagear o irmao assassinado. "No inicio das filmagens tudo foi muito real e doloroso. Mas estou feliz em contar essa historia que homenageia quatro amigos, incluindo meu irmao. O filme vai ajudar a curar feridas e creio que muita gente vai aprender com ele", disse Athele. O Clube do Bang Bang foi rodado na Africa do Sul e tem no elenco Ryan Phillippe (de Crash - No Limite e A Conquista da Honra), que interpreta Marinovich. A previsao de lancamento e para o segundo semestre deste ano ou para o inicio de 2010. (webremix.info)
Morre Jack Cardiff, que fotografou "Uma Aventura na África"
LONDRES (Reuters Life!) - O diretor e fotografo de cinema britanico Jack Cardiff, que foi diretor de fotografia de "Uma Aventura na Africa", com Humphrey Bogart e Katharine Hepburn, morreu aos 94 anos, anunciou a BBC nesta quarta-feira... Leia mais Assine O GLOBO e receba todo o conteudo do jornal na sua casa (webremix.info)
Morre Jack Cardiff, que fotografou 'Uma Aventura na África'
LONDRES (Reuters Life!) - O diretor e fotografo de cinema britanico Jack Cardiff, que foi diretor de fotografia de "Uma Aventura na Africa", com Humphrey Bogart e Katharine Hepburn, morreu aos 94 anos, anunciou a BBC nesta quarta-feira. Conhecido sobretudo por seu trabalho em "Uma Aventura na (webremix.info)
Entrevista de domingo é com o técnico Joel Santana
Seja no bairro de Olaria, no Subúrbio carioca, onde nasceu e se criou, ou em Joanesburgo, maior cidade da África do Sul, onde mora, Joel Santana é o mesmo homem simples de sempre. Em vez de caviar, prefere feijão-com-arroz ou uma boa rabada, prato que já dividiu com os jogadores da seleção sulafricana. O treinador vive dias de calmaria depois de um começo de trabalho em que foi muito contestado. A simplicidade só fica em segundo plano para quem o vê sendo conduzido por um motorista particular numa Mercedes pelas ruas sul-africanas.Joel: de rei do Rio a salvador da pátria
Nesta entrevista por telefone ao LANCENET! , Joel fala de seus planos para a Copa das Confederações e para o Mundial de 2010, minimiza o problema do idioma, ainda reconhecidamente uma barreira para ele, admite a saudade que sente do Brasil e revela que pretende trazer a seleção que comanda para treinar em solo tupiniquim.
Rodrigo Benchimol: Após algumas notícias sobre um começo de trabalho complicado, como está o Joel Santana hoje no comando da África do Sul?Joel Santana: Todo começo de trabalho é conturbado, principalmente quando você está num país diferente. Acertamos tudo muito rapidamente a fim de cumprir o programa deixado pelo Carlos Alberto Parreira. Uma semana depois tivemos uma competição importante (Copa da África), da qual alguns jogadores importantes não puderam participar. Mas as coisas foram se ajeitando, o planejamento foi sendo cumprido e eu, Jairo Leal (auxiliar técnico) e Francisco González (preparador físico) demos sequência ao programa traçado há dois anos. Agora o time está ganhando. Na última Copa Mandela, a qual não ganhávamos há quatro anos, vencemos Camarões. Isso deu uma credibilidade maior à equipe junto à imprensa e à opinião pública.
Carlos Alberto Vieira: Nesta melhora houve uma renovação ou a base do Parreira foi mantida?JS: Eu não podia mexer num trabalho que já vinha sendo feito há 17 meses. Nós estamos fechando um grupo e na Copa das Confederações vamos saber em que estágio está nossa equipe. Depois, teremos mais um ano para preparar a seleção para a Copa. As principais seleções do mundo já têm uma base pronta. O Parreira pegou uma equipe no zero e nós estamos testando jogador por jogador. Estamos esperançosos em fazer uma campanha compatível com aquilo que a África do Sul espera.
Flávio Garcia: As seleções africanas sempre se caracterizaram pela força física. Isso ainda se sobressai?JS: O africano gosta de arriscar o drible, de malabarismo, mas tem uma forte influência do futebol inglês e isso atrapalha, pois faz os jogadores fugirem às suas características. Estamos lá para aproveitar o que os jogadores têm de melhor. A ideia é adaptar o estilo brasileiro a uma forma de atuar que agrade ao jogador. Por isso que um brasileiro foi escolhido.
CAV: O Parreira disse que é muito difícil haver renovação na África, porque os campeonatos não são muito organizados e não há um trabalho bom na base. Isso pode forçar a África a buscar jogadores naturalizados?JS: Acho que isso nem deve ser considerado. A Copa de 2010 será diferente. O futebol está precisando fugir da mesmice, fazer uma Copa num continente que tem dificuldades, que é sofrido. Não é só uma Copa da África do Sul, é do povo africano. E eles, assim como o Brasil em 2014, precisam fazer uma Copa para mostrar que são capazes.
RB: Você sempre se caracterizou por ser uma pessoa sincera. O que mudou do Joel que saiu do Flamengo para o Joel, técnico da África?JS: O Joel não mudou nada. Sou treinador, mas acima de tudo sou um representante do povo e estou sendo muito bem recebido. As pessoas me adoram na África do Sul e isso me deixa tranquilo. Onde eu chego sou cumprimentado e ovacionado. Mas isso não é uma característica do Joel. É algo comum ao brasileiro.
CAV: Como é o seu dia-a-dia na África do Sul?JS: Tenho um motorista contratado pela federação com uma Mercedes que me leva onde quero ir. Vou a shopping, supermercado, qualquer lugar e onde quer que eu chegue sou bem tratado. As pessoas me cumprimentam, pedem autógrafo, tiram fotografia, me dão presentes. Ando à vontade sem nenhum tipo de medo. Moro num condomínio maravilhoso com minha esposa. É como se fosse no Brasil.
RB: E aquele cafezinho na esquina que você tanto gosta?JS: Eu gosto de tomar café em padaria, mas infelizmente não tenho isso na África. Sinto falta das amizades, dos amigos, das entrevistas.
RB: Está com saudade das entrevistas? Você costumava perguntar aos repórteres no Brasil se eles estavam com chicotinho...JS: Imprensa é igual em qualquer lugar. E nem sempre as coisas saem como queremos. Minha relação com a imprensa sempre foi cordial, respeitosa, até mesmo na história do chicotinho.
RB: Que hábitos diferentes você já pôde perceber na África do Sul?JS: É claro que existem hábitos diferentes. Mas comida é normal. Eles gostam muito de rabada na concentração, assim como eu. Mas não há nada que me faça mudar hábitos. Eu não nasci comendo caviar, nasci comendo feijão-com-arroz. Ainda tenho dificuldade quando tenho de falar com a imprensa por conta do idioma. Mas recorro ao meu intérprete quando tenho algum problema.
CAV: Você recorre ao intérprete também na hora de dar treinos?JS: Até o intérprete conseguir passar ao jogador o que nós queremos, o treino já acabou. As coisas são passadas do jeito que o mundo do futebol nos ensinou. O difícil é falar árabe ou japonês, mas o resto é mole.
FG: Como é sua relação com os jogadores? Continua sendo paizão?JS: O futebol hoje é universal. O jogador africano tem os mesmos hábitos do brasileiro: gosta de dois toques, de coletivo, não gosta de tático. As coisas são ditas por mim e assimiladas por eles. Até porque não sou deputado para fazer promessa, não estou aqui para ficar falando.
FG: Você consegue fazer planos para depois da Copa, como seguir uma carreira internacional?JS: Não penso nisso. Quero fazer uma boa campanha na Copa das Confederações, na Copa do Mundo e voltar ao meu país. Venho acompanhando a passagem do Felipão pela Inglaterra e estou vendo as dificuldades que ele vem tendo. Se tiver de acontecer será naturalmente.
RB: Quais são seus planos para a preparação para a Copa?JS: Estamos pensando em fazer uma pré-temporada no Brasil em 2010. Foi uma proposta que fizemos à Federação Sul-Africana e que foi vista com muito bons olhos. (webremix.info)
Bandas se unem e lançam revista musical digital
Alguns dos maiores nomes da música estão contribuindo com canções exclusivas para a RED(Wire), uma revista musical digital que será lançada no Dia Mundial de Combate à Aids, em 1o de dezembro.
U2, Coldplay, The Killers, The Dixie Chicks, John Legend, R.E.M. e Bob Dylan estão participando da iniciativa, que nasceu da organização ativista (RED), criada por Bono. Toda a renda das assinaturas será revertida em benefício de soropositivos na África. A MSN.com vai dar uma festa de lançamento da revista em 1o de dezembro.
Por 5 dólares, os usuários receberão uma edição nova da RED(Wire) toda quarta-feira, incluindo uma canção exclusiva de um músico famoso, uma canção de um artista que a (RED) quer promover, uma peça multimídia que pode incluir vídeo ou fotografia e uma matéria mostrando como a renda está beneficiando africanos carentes. Os materiais serão descarregados num tocador personalizado e, de lá, carregados automaticamente no iTunes.
Os usuários poderão enviar dois exemplares gratuitos a amigos e serão premiados se assinarem a RED(Wire).
O fundador da revista, Don MacKinnon, disse à Billboard.com: "Já há artistas dizendo 'quero dar a vocês uma faixa para as pessoas que chamaram amigos'. Essa é a grande idéia: usar as redes de relacionamento social para realmente mudar o mundo de maneira singular".
A faixa do U2 foi gravada na quarta-feira passada, e The Killers, Elton John e Neil Tennant, dos Pet Shop Boys, se uniram na canção de Natal "Joseph, Better You Than Me", que MacKinnon descreve como "balada power", É o terceiro ano consecutivo em que The Killers criam uma canção natalina e doam a renda à (RED).
Enquanto isso, em sua versão própria de "Redemption Song", de Bob Marley, John Legend abre mão do piano em favor de um arranjo mais enxuto com guitarra, baixo e backing vocals, segundo MacKinnon.
Também estará na revista a primeira canção nova das Dixie Chicks desde a grande vitória do grupo no Grammy de 2007, "Lucky One", além de Elvis Costello e Police em "Watching the Detectives" e "Walking on the Moon", numa jam session gravada durante o novo programa de Costello no Sundance Channel, "Spectacle." Outras músicas a sair na (RED)Wire serão anunciadas nas próximas semanas.
MacKinnon está entusiasmado com as direções criativas abertas à nova revista digital, especialmente com a participação de artistas tão conhecidos.
- Tive uma reunião com Jay-Z, e ele quer discutir artistas a serem destacados nas edições - disse ele. "Grandes artistas podem ser curadores de edições. A meta toda foi criar uma plataforma criativa."
(webremix.info)Uma semana dedicada aos museus (webremix.info)
Abertas inscrições para seleção da Escola de Cinema de Cuba (webremix.info)
África e América Latina serão tema da Fliporto 2008
Do JC OnLine A Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas (Fliporto 2008) será realizada entre os dias 6 e 9 de novembro, ao contrário da edição passada, quando o evento aconteceu no mês de setembro. A programação será descentralizada, com atividades literária, social, infantil e gastronômica. Além disso, a 4 Fliporto contará com inéditos circuito turístico-cultural e circuito de artes visuais, com exposições de artes plásticas e de fotografia. Com o tema Trilhas da Diáspora. Literatura em África e América Latina, a festa dos apaixonados pelas letras será realizada no Hotel Armação e vai homenagear o escritor Jorge Amado pelos 70 anos de publicação do romance Jubiabá, na França. O poeta negro pernambucano Solano Trindade e o pernambucano Josué de Castro, fundador da Food and Agriculture Organization (FAO), também serão homenageados. PARTICIPAÇÕES - O primeiro nome já confirmado para o evento é o angolano José Eduardo Agualusa, autor de vários best sellers. Ele já residiu em Olinda, cidade que o inspirou a escrever o livro Nação crioula. O escritor angolano Artur Pestana e o escritor moçambicano Mia Couto também são presenças garantidas em Porto de Galinhas durante a festa. A organização da Fliporto pretende reunir 40 nomes nacionais e internacionais para os debates. (webremix.info)
Paris inaugura Bienal de fotografia às margens do Sena
As margens do rio Sena, em Paris, são o palco da Primeira Bienal de Imagens do Mundo - Photoquai, que reúne fotografias de mais de 70 fotógrafos de nações fora do tradicional eixo Europa-Estados Unidos, como paÃses da Ãsia, Oriente Médio, América Latina e Ãfrica.
O evento destaca a criação contemporânea de fotógrafos conhecidos destes paÃses. Entre eles estão os brasileiros Sebastião Salgado, Carlos Freire, João Wainer, Numo Rama, Lúcia Guanaes e Iatã Cannabrava.
O evento ocorre em nove diferentes locais da capital francesa, situados às margens do Sena. A maior parte dos trabalhos ficará exposta ao ar livre, mas alguns museus parisienses também vão abrigar fotografias.
A Embaixada do Brasil em Paris abriga os trabalhos de Sebastião Salgado, expostos desde esta terça-feira, e de Carlos Freire, cuja exposição será inaugurada no dia 14 de novembro.
A Photoquai é organizada pelo Museu do Quai de Branly, dedicado à s artes "não-ocidentaisâ€.
Ãndios Botocudos
Grande parte das obras ficará exposta na ponte Debilly, situada em frente ao Museu do Quai de Branly, e nas margens do rio próximas ao museu.
As fotos exibidas sobre a ponte Debilly, uma estrutura metálica com piso em madeira, estão instaladas em espaços inspirados nas tÃpicas barracas dos “bouquinistes", os vendedores de livros que trabalham nas margens do Sena.
Nos espaços ao ar livre será possÃvel conhecer a obra de fotógrafos contemporâneos de paÃses como o Irã, Rússia, SÃria, China, Ãndia, Venezuela, Colômbia e República do Congo, entre outros.
Um dos destaques da Photoquai é a exposição Câmera Obscura, no Museu do Quai de Branly, que mostra os primeiros retratos feitos com daguerreótipos, a partir de 1841.
As imagens feitas com o sistema inventado por Louis Daguerre mostram visitantes estrangeiros “exóticos†que eram levados a Paris, como os Ãndios Botocudos do Brasil, em 1844. (webremix.info)

