Omar Sosa

Origem : Cuba
Instrumento :
Estilos : Jazz

Omar Sosa : discografia

Blank Cover Álbum : Afreecanos
Ano : 2008
Omar Sosa - Live ? FIP album cover Álbum : Live ? FIP
Ano : 2006
Omar Sosa - A New Life album cover Álbum : A New Life
Ano : 2003
Omar Sosa - Sentir album cover Álbum : Sentir
Ano : 2002
Omar Sosa - Inside album cover Álbum : Inside
Ano : 1999
Omar Sosa - Spirit of the Roots album cover Álbum : Spirit of the Roots
Ano : 1999
Omar Sosa - Free Roots (Raices Libres) album cover Álbum : Free Roots (Raices Libres)
Ano : 1997
Omar Sosa - Ayaguna album cover Álbum : Ayaguna
Omar Sosa - Mulatos album cover Álbum : Mulatos
Omar Sosa - Prietos album cover Álbum : Prietos

Noticias sobre Omar Sosa

O pianista cubano Omar Sosa, de 47 anos, descobriu a liberdade quando ainda era um adolescente e, na casa de alguns amigos, em Havana, ouviu pela primeira vez discos dos “proibidões” Oscar Peterson, Charlie Parker, Herbie Hancock, Chick Corea e Keith Jarrett.

— Quando escutei jazz pela primeira vez, aprendi o significado da liberdade na música — diz ele, que se apresenta hoje, na Miranda, em dois shows, às 20h e às 22h30m, com a participação de Hamilton de Holanda. — Nunca esqueci aquele impacto inicial. Foi revelador. O jazz passou a ser a minha filosofia e atitude de vida.

Mesmo assim, ele não gosta de ser classificado como um músico de jazz (“Acho injusto com quem é realmente do jazz”, afirma). De fato, a música de Sosa — que deixou a ilha em 1993 e morou no Equador, Estados Unidos e Espanha, onde está até hoje — é generosa o suficiente para abraçar elementos latinos, africanos, brasileiros, clássicos e até mesmo eletrônicos, ao longo de uma carreira de 25 discos.

— Gosto de pensar na minha música como um groove universal — afirma Sosa, cujo mais recente disco, “Alma”, feito em parceria com o trumpetista italiano Paolo Fresu, foi produzido por Jaques Morelenbaum. — Cresci ouvindo ritmos latinos, fico deslumbrado até hoje com a riqueza e a variedade da música africana, venero os clássicos e sou apaixonado pelos sons do Brasil. Não conseguiria separar isso, mesmo se quisesse. Sou pela soma, não pela subtração.

Nesse caldeirão, Sosa — que já foi indicado cinco vezes ao Grammy e assinou parte da trilha do filme “Cidade perdida”, dirigido por Andy Garcia, em 2005 — mexe também com o uso de samplers e efeitos eletrônicos, como provou o disco “Calma”, lançado ano passado.

— É claro que não sou um artista de techno, mas me interesso pelas possibilidades oferecidas pela tecnologia, que me permitem samplear e manipular ao vivo cantos africanos, por exemplo.

Nos shows de hoje, Sosa vai mostrar músicas de “Alma” e do seu próximo trabalho, “Eggum”, que deve ser lançado em fevereiro do ano que vem.

— É um trabalho influenciado por Miles Davis e seu clássico disco “Kind of blue” — conta ele. — Vou também improvisar algumas coisas com Hamilton, já que vamos tocar juntos pela primeira vez. Espero que fique saboroso.

Source : Globo Online | 2012-12-08 03:00:00.0