O que eu acredito
O que eu acredito: negritude, francidade e civilização do universal, publicado pela Grasset em 1988, é o testamento intelectual de Léopold Sédar Senghor. O poeta, antigo presidente do Senegal e acadêmico, retoma ali o fio de todo seu pensamento: o que é a negritude e qual legado a África pode oferecer ao mundo?
Sua resposta se resume em uma fórmula: o negro é “animal de ritmo e sentimento”, enquanto o Ocidente privilegiou o conceito e a análise; daí surge uma civilização do “palpar” e da participação, não da distância. A francidade não é um resíduo colonial, mas uma “civilização de dimensão mundial”. E a negritude, longe de um recuo identitário, só faz sentido voltada para o mestiçagem — condição, segundo ele, para construir finalmente a “civilização do universal”, onde cada cultura ofereça suas valores.
Um livro-conceito, prolongamento dos cinco volumes de Liberté, para compreender a filosofia senghoriense em um único trabalho.
Fontes
- https://fr.wikipedia.org/wiki/L%C3%A9opold_S%C3%A9dar_Senghor (seção Ensaios)
- dados Open Library: https://openlibrary.org/works/OL1283509W