Biografia de Patrick Chamoiseau
Le Lamentin, Martinique, 1953. Um jovem que cresceu na era da departamentalização, entre o francês imposto e as línguas criadas — o crioulo martiniquense primeiro, depois a « Créolité » que ele vai teorizar com Édouard Glissant e Raphaël Confiant no manifesto publicado em 1989. Escritor, ensaísta e militante da língua crioula, Chamoiseau forja uma prosa que mistura realismo mágico, oralidade e inventário linguístico. Solibo Magnifique (1988) lança a literatura crioula; Texaco (1992) ganha o Prêmio Goncourt. Sua obra, toda dedicada à resistência das pessoas comuns frente à história, faz dele uma figura principal da francófia contemporânea.
Em breve
| Nome civil | Patrick Chamoiseau |
| Nascimento | 1953, Le Lamentin, Martinique |
| Nacionalidade | Francesa |
| Domínios | Romance, ensaio, teatro, folclore |
| Língua de escrita | Francês (crioulizado) |
| Obras emblemáticas | Solibo Magnifique, Texaco (Prêmio Goncourt 1992), L’Esclave vieil homme et le molosse |
| Distinções principais | Prêmio Goncourt (1992), prêmio do Livro Inter, Grande prêmio literário da Cidade de Dakar |
Datas-chave
| Ano | Evento |
|---|---|
| 1953 | Nascimento no Lamentin, Martinique |
| 1982 | Co-fundação do grupo « Insoumission » com Raphaël Confiant e Édouard Glissant |
| 1986 | Publicação do manifesto La Créolité (com Glissant e Confiant) |
| 1988 | Publicação de Solibo Magnifique — primeiro romance da literatura crioula |
| 1989 | Manifesto La Créolité publicado nas Seuil/Minuit — movimento cultural fundador |
| 1992 | Texaco — Prêmio Goncourt, consagração internacional |
| 1997 | Publicação de L’Esclave vieil homme et le molosse |
| 1996 | Une enfance créole — relato autobiográfico |
| 2017 | Frères migrants — reflexão sobre as diásporas caribenhas |
O crioulo como língua literária
Com Édouard Glissant e Raphaël Confiant, Patrick Chamoiseau assina o manifesto La Créolité (1989), que defende a escrita em francês crioulizado como uma legitimidade literária. Solibo Magnifique (1988) abre este caminho: o romance em si é uma exploração da voz oral perdida, do contador despossuído de sua palavra.
As obras — Solibo Magnifique, Texaco e a saga crioula
Texaco (1992, Prêmio Goncourt) é a grande obra-prima de Chamoiseau: uma fresca da criação de um bairro popular em Fort-de-France, contada pela velha Marie-Hôpin-Transversale. Solibo Magnifique (1988) e L’Esclave vieil homme et le molosse (1997) continuam esta exploração da memória negra nas Antilhas.
Bibliografia completa
As páginas abaixo detalham cada obra de Patrick Chamoiseau com suas edições e traduções.
- Solibo Magnifique (1988) — romance
- Texaco (1992) — romance
- L’Esclave vieil homme et le molosse (1997) — romance
- Une enfance créole (1996) — relato autobiográfico
- Frères migrants (2017) — relato
Fontes e referências
- « Patrick Chamoiseau », Wikipedia (versão francesa), https://fr.wikipedia.org/wiki/Patrick_Chamoiseau
- dados Open Library : https://openlibrary.org/authors/OL184956A