O djembé é um tambor em forma de taça tensionado com pele de cabra, tocado a mão nua e originário da África Ocidental, mais precisamente dos povos mandingues (Bamana, Malinké) do Mali e da Guiné. O djembé é sem dúvida o instrumento africano mais conhecido no Ocidente hoje em dia.
Etimologia
Segundo a tradição dos Bamana do Mali, a palavra djembe viria da expressão « Anke djé, anke bé », significando « que todos se reúnam em paz » — djé significando « reunir » e bé sendo a « paz ».
Construção
O corpo do djembé é talhado em uma única peça de madeira (geralmente douba ou iri), cavado na forma de taça com uma altura de 65 a 80 cm. A membrana em pele de cabra (ou bezerro) é tensionada sobre o orifício superior usando uma corda trançada que passa ao redor de anéis de couro. A tensão é feita tradicionalmente pelo aperto progressivo das cordas, formando um padrão em losango. O Djembefola (mestre djembé) aquece a pele perto de uma fogueira para ajustá-la.
História
O djembé é tocado desde o período do Império do Mali (século XII). Foi usado como instrumento de comunicação a longa distância, pois é muito potente e pode ser ouvido de uma aldeia para outra.
Tradicionalmente, o djembé é tocado exclusivamente por homens e faz parte de um conjunto incluindo um ou dois dunun (tambores graves contínuos) e às vezes a bell. O conjunto forma o trio clássico: djembé, dunun (konkoni ou khassonka) e bell. O djembé não serve para dançar em solo, mas integra-se plenamente no grupo.
Jogadores notáveis
- Touna Diakité (Guiné) — mestre djembé reconhecido internacionalmente
- Sekou Janneh (Gâmbia) — figura do djembé gambiano
- Famoudou Don Moye (Estados Unidos/Mali) — embaixador do djembé no Ocidente
- Badra + Seou Sanogo (Mali) — mestres djembé tradicionais
- Balla Lemba Kouyaté (Mali) — membro do grupo Balafon Koto