As flautas africanas constituem um grupo diversificado de instrumentos de sopro, presentes em todas as regiões do continente. Elas são geralmente fabricadas em bambu, madeira ou cana e podem ser tocadas transversalmente (de lado) ou longitudinalmente (na ponta).
As flautas da África Ocidental
Na África Ocidental, os povos Mandinka tocam a flauta mandinga, uma flauta transversal de bambu com três orifícios, usada por Flautistas Fula e músicos como Lancine Condé. A tradição da flauta também é forte entre os povos do Mali e do Burkina Faso, acompanhando cerimônias danças.
Os Pigméus da África Central produzem flautas de bolso em bambu chamadas ndéhou, cujo som agudo e nasal imita o canto dos pássaros.
As flautas do Centro e do Leste
No Congo, o bululú é uma flauta tradicional usada em cerimônias de iniciação. As flautas de cana são amplamente difundidas nas tradições dos povos Ganda e Lugbara. Na África Oriental, o kwira (Quênia/Uganda) e as flautas dos povos Dinka e Nuer acompanham cantos ritualizados.
Músicos notáveis
- Lancine Condé (Guiné) — mestre da flauta mandinga
- Kass Flute Co. (Guiné/Senegal) — artesãos contemporâneos de flautas Fulɓe
- Walter Romero (Senegal) — virtuoso da flauta tradicional
- Djelimady Tounoma (Mali) — toca às vezes a flauta