Saúde e medicina

Notícia : Saúde e medicina

Nobel da Paz rompe com regime sul-africano

JOHANNESBURGO — O arcebispo emérito da Cidade do Cabo e Prêmio Nobel da Paz Desmond Tutu, amigo de toda a vida do ex-presidente Nelson Mandela e considerado por muitos a voz da consciência da África do Sul, anunciou que não pretende mais votar no Congresso Nacional Africano (CNA), partido emergido da luta antiapartheid que comanda o país desde o governo Mandela (1994-1999).

Tutu escreveu em um editorial publicado na última quinta-feira no “Globe and Mail” que, “embora não seja um mebro de carteirinha de nenhum partido político”, ele não voltaria a votar no CNA “depois da maneira pela qual as coisas aconteceram”.

“É uma dor profunda, para velhos como eu, ver nosso país se deteriorando e escorregando do patamar moral que achávamos que pertencia a nós”, escreveu.

Essas não são as primeiras críticas de Tutu ao CNA. Antes das eleições de 2009, que levaram ao poder o atual presidente sul-africano, Jacob Zuma, ele havia dito que “um dia começaremos a rezar pela derrota do CNA, assim como rezamos pelo fim do apartheid”. Na ocasião, o partido governista condenou os comentários, qualificando-os de “sacrilégio”.

No editorial desta semana, Tutu descreveu o CNA como “uma boa unidade de luta pela liberdade”, mas expressou seu desejo de que a população sul-africana parasse de votar com o coração e passasse a escolher o governo com base nas suas políticas, em vez do legado do movimento de libertação.

O Prêmio Nobel da Paz afirmou que o governo do CNA está disseminando uma cultura de corrupção e impunidade no país e qualificou de “desgraça” e “traição total” o histórico de votações da África do Sul na Organização das Nações Unidas, culpando os políticos sul-africanos pela deterioração da democracia e da economia do vizinho Zimbábue. O CNA se recusou a comentar o editorial.

No texto, Tutu instou os sul-africanos a se prepararem para a inevitável morte de Mandela:

“Ele tem 94 anos, passou por dificuldades de saúde, e Deus tem sido muito, muito bom em mantê-lo conosco por todos esses anos. Mas o trauma por seu falecimento será muito maior se não começarmos a nos preparar. A maior homenagem a Nelson Mandela seria uma democracia que estivesse realmente funcionando.”

O próprio Tutu, de 81 anos, esteve internado por cinco dias há duas semanas para tratar de uma infecção persistente.

(webremix.info)


125 anos de Abolição: No encontro de bisnetos, passado e futuro de um país

Rio Preto (MG) - Toda a conversa não levou mais de uma hora, mas pareceu durar 125 anos. O desabafo saiu quando a mulher de 44 anos descrevia o esforço tardio de completar os estudos e concluir um curso técnico de saúde bucal:

— De nada adiantou, porque a prefeitura não me dá emprego. As pessoas daqui têm a cabeça pequena. Só eu sei o que passo.

Nisso, ela foi interrompida pelo visitante em sua casa:

— Para conseguir o serviço, é preciso fazer concurso. Está na Constituição. Quem for mais competente fica com a vaga.

— Ah, é? Então me explique: por que as duas única brancas de uma turma de oito conseguiram o cargo sem fazer concurso? O problema está aqui — reage a anfitriã, passando o dedo na pele negra.

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A mulher é Lígia Maria Marçal, moradora de Rio Preto, Zona da Mata mineira. Bisneta de escravo, mora perto da Fazenda Santa Clara, onde começou a saga de sua família no Brasil. Naquela manhã, ela recebia em casa o professor de História João Marcos Honório Carneiro, bisneto do coronel João Honório de Paula Motta e um dos herdeiros da propriedade.

Dia após dia, um exército de cupins, morcegos, pássaros e outros pequenos predadores se encarrega de devorar uma fatia do que sobrou das fazendas de café do Vale do Paraíba, um dos principais enclaves escravagistas do Brasil no século XIX. Algo, porém, parece imune à ação do tempo: os vestígios culturais desse passado. Não há festa de 13 de Maio e outras homenagens que apaguem o que um diálogo entre os dois herdeiros é capaz de revelar.

Lígia procurou confortar o constrangido visitante. Garantiu nada ter contra a sua família, que só assumiu a fazenda após a libertação dos escravos, ou contra a cidade que a abrigou, depois que deixou a zona rural quando o pai já não tinha mais forças para trabalhar num laticínio. Ela não sabe o nome do bisavô escravo, mas, até se casar, levava o sobrenome Fortes na carteira de identidade, cedido pelo comendador Francisco Teresiano Fortes de Bustamante, este, sim, o grande proprietário de escravos da Santa Clara.

Professor da rede pública e quarta geração dos Honórios, João Marcos é visto pela família como um pesquisador da fazenda. Debruçado sobre os inventários da propriedade, apurou que a Santa Clara chegou a ter 380 escravos. Descreve o Brasil pré-1888 como um “período peculiar” e se diz adepto da “vertente de que a escravidão foi endógena, já existia dentro da África”. Para ele, em vez de danças típicas, o 13 de Maio teria mais proveito se mostrasse o genocídio de Ruanda, quando 800 mil pessoas foram mortas em 1994 durante choques tribais na África.

O secretário municipal de Governo de Rio Preto, José Milton Ferreira, negou que a prefeitura discrimine candidatos a cargos públicos. Ele disse que não conhece o caso específico de Lígia, mas supõe que o prefeito Agostinho Paiva já tenha empregado alguém da família dela e não a teria contratado para dar a mesma oportunidade a outras famílias do local, “dividindo o pão”.

— Quando acabou a escravidão, a elite passou a sugerir que tudo tinha acontecido num passado distante. Mas a escravidão aconteceu ontem. As feridas estão abertas — disse o historiador da UFRJ Flávio Gomes, especialista no assunto.

(webremix.info)


Malária ainda desafia comunidade mundial

RIO - Em toda História da Humanidade, apenas uma doença já foi erradicada: a varíola, cujo último caso foi registrado em 1977 em um habitante da Somália depois de uma campanha de dez anos promovida pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Antes disso, porém, a OMS havia tentado erradicar a malária. O esforço foi suspenso antes de lograr seu objetivo e, hoje, a malária continua sendo endêmica em mais de cem países, que abrigam metade da população mundial. Enfermidade que pode ser inteiramente prevenida e curada, ela todavia causa mais de 600 mil mortes e tem 219 milhões de novos casos a cada ano, atingindo particularmente as populações que mais sofrem com a pobreza, da qual é considerada tanto causa como consequência.

Após a II Guerra Mundial, o acesso a um novo inseticida — o DDT — e a um novo remédio — a cloroquina — deu a sensação de que tínhamos as ferramentas que precisávamos para acabar definitivamente com a malária, e lançar o que na época foi a primeira campanha para erradicar uma doença que jamais havia sido empreendida a um nível global. E embora ela não tenha dado certo em termos gerais, não só conseguiu importantes avanços como deixou lições que estamos aproveitando neste momento, quando a erradicação da malária voltou a aparecer como uma prioridade na agenda internacional.

As razões do fracasso da campanha dos anos 50 e 60 continuam sendo hoje muito discutidas, mas sem dúvida incluem um planejamento inadequado, a falta de um projeto sobre o que fazer na África e um financiamento que resultou de todo modo insuficiente. Além disso, a confiança no êxito levou ao abandono dos esforços nas pesquisas. A consequência nefasta de tudo isso foi um retorno maciço da malária, que nas últimas décadas do século XX causou dezenas de milhões de mortes.

Se o objetivo último da medicina é fazer desaparecerem as doenças que maior sofrimento e mortes causam nos seres humanos, se possível de forma permanente, frente às patologias infecciosas ou transmissíveis cabem duas abordagens possíveis: ou bem controlá-las, diminuindo ao máximo suas consequências, mas aceitando o esforço que terá que ser mantido por toda vida; ou fazer desaparecer o agente causal de todo o planeta e de forma permanente, o que conhecemos como erradicação.

No caso da malária, as dificuldades para se chegar a este ponto são verdadeiramente enormes. Enfrentamos um problema de maior complexidade, que inclui desde as bases biológicas do parasita, seus mecanismos de evasão e os determinantes da imunidade, até o mecanismo de transmissão por meio de um mosquito e o fato de que a malária é endêmica quase sempre em países com uma infraestrutura sanitária muito débil.

A História nos mostra que para chegar à erradicação da malária precisamos contar com conhecimento, determinação política e base financeira suficientes. Há que se reconhecer, ademais, que uma vez iniciado o caminho não há volta atrás: ou se logra o objetivo último ou a malária voltará associada a uma grande vingança.

A última década tem sido uma época de ouro para a pesquisa sobre a malária. Desenvolvemos tratamentos de primeira linha com a artemisinina, as redes impregnadas com inseticida estão sendo usadas de maneira massiva e estamos mais próximos do que nunca de ter uma primeira geração de vacinas, que podem estar registradas em menos de 24 meses.

Após uma época de abandono e pessimismo com a suspensão da primeira tentativa de erradicação da malária, vista como um fracasso, a comunidade internacional voltou a assumir este objetivo. E não é porque hoje sejamos conscientes das dificuldades para fazer sumir da face da Terra este parasita que causa esta terrível doença que vamos renunciar ao que representaria uma das maiores vitórias da História da medicina. Com nossos melhores esforços, o apoio de doadores e da opinião pública, altas doses de imaginação e o maior dos compromissos, trabalhamos a cada dia com a esperança de que atingiremos este objetivo.

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TV mostra Mandela idoso e frágil

CIDADE DO CABO - O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, disse que encontrou Nelson Mandela em boa forma e de bom humor. Mas as imagens exibidas da visita ao prêmio Nobel da Paz mostram o líder da luta contra o apartheid aparentando fragilidade, com um olhar vago no rosto.

Três semanas atrás, Mandela, de 94 anos, estava internado, com infecção pulmonar. Ele passou dez dias hospitalizado e depois continuou sua recuperação em casa. Estas são suas primeiras imagens desde as fotos com a então secretária de Estado americana, Hillary Clinton, em agosto do ano passado.

- Nós o vimos, ele parecia muito bem, está em boa forma - disse Zuma à South African Broadcasting Corp. - Tivemos uma boa conversa, apertamos a mão, ele sorriu. Como se pode ver, está estabilizado.

O vídeo mostra Mandela em uma poltrona, um travesseiro apoiando a cabeça, as pernas cobertas por um cobertor e o rosto com marcas do que agências de notícias especularam que poderia ser uma máscara de oxigênio removida recentemente.

- Sorria, sorria - diz um dos netos de Mandela para fazer uma foto com um celular.

O líder sul-africano dá um meio sorriso, mas fecha os olhos com o flash - Mandela é conhecido por não gostar de luzes fortes, um resquício das sequelas dos anos de prisão. Ele não parece falar nos trechos exibidos pela TV, e é possível que as imagens deixem os sul-africanos ainda mais apreensivos sobre a saúde de uma das personalidades mais queridas do país.

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Mulheres altas e magras evoluíram para ter mais filhos

Melhoria de saúde e nutrição podem estar levando mulheres mais altas e magras a ter mais bebês, mostrou um estudo da Universidade de Durham, no Reino Unido. Eles acompanharam duas comunidades de mulheres em Gâmbia, na África Ocidental, e acreditam que os resultados da pesquisa poderiam ser observados refletidos no mundo como um todo.

A pesquisa desafia a ideia de que baixas taxas de mortalidade no Ocidente haviam impedido a seleção natural, e que a evolução da raça humana havia parado. Informações coletadas no Conselho de Pesquisa Médica do Reino Unido entre 1956 e 2010 foram usadas para suprir os cientistas com dados sobre os habitantes das vilas de Gâmbia. Os pesquisadores tinham dados completos de altura e peso das mulheres.

Durante este período, ambas as comunidades vivenciaram mudanças demográficas significativas, como altas taxas de mortalidade e fertilidade que foram progressivamente sendo reduzidas. Este mudança, segundo os pesquisadores, se deve à melhoria de nutrição e saúde.

Eles descobriram que à medida que a taxa de nascimento caiu, o peso e a altura também mudaram. A análise mostrou que a seleção inicial favoreceu mulheres baixas e mais gordas, mas durante o tempo, esta vantagem mudou para mulheres com menor peso corporal. No final do período de análise, esta preferência foi revertida, com mulheres mais altas e magras tendo mais filhos do que a média.

- Este é um lembrete de que o declínio da taxa de mortalidade não necessariamente significa uma interrupção no processo evolutivo, mas sim uma mudança - afirmou ao Daily Mail o professor de Antropologia da universidade, Ian Rickard.

O estudo, publicado no periódico “Current Biology”, não pode determinar precisamente por que isso ocorre. Eles acreditam que melhores condições de saúde levam à maior probabilidade de se reproduzir. Existem evidências de que uma tendência similar é percebida em britânicos, mas por razões diferentes. A pesquisa descobriu que homens mais altos tendem a ter mais filhos, e outra mostrou que mulheres com peso abaixo da média também engravidam mais.

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O primeiro abraço salva-vidas na África do Sul

  Johannesburgo, África do Sul, 25/4/2013 – Karren, uma jovem mãe, que não quis dar seu sobrenome, sorri enquanto amamenta seu recém-nascido no Instituto de Saúde Reprodutiva e HIV da Universidade de Witwatersrand, nesta cidade. Karren recebe as orientações sobre como cuidar de seu bebê de uma enfermeira e logo desfrutará de seus frutos, como [...] (webremix.info)


Bono Vox propõe a Lula fazer ‘bolsa família planetário’

SÃO PAULO – O músico irlandês Bono Vox, em encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Londres, na tarde desta terça-feira, propôs ao último a criação de um “bolsa família planetário”. Segundo o Instituto Lula, os dois conversaram durante uma hora sobre programas de inclusão social no Brasil, fome na África e futebol.

- Você é hoje a única pessoa em condições de liderar uma cruzada internacional para transformar o Bolsa Família num programa planetário, que atenda a todos os pobres do mundo, Vamos, eu me junto a você e fazemos isso juntos! – disse Bono a Lula.

Lula apresentou ao músico cálculos que mostram que investimentos mundiais para salvar bancos e na Guerra do Iraque seriam suficientes para alimentar todos os pobres do mundo por 150 anos.

- Some os 9,5 trilhões de dólares gastos para salvar bancos norte-americanos e europeus, depois da crise de 2008, mais os 1,7 trilhões de dólares despejados pelos EUA na guerra do Iraque, e você terá mais de US$ 11 trilhões. Isso significa que os recursos jogados na farra dos bancos e na invasão do Iraque seriam suficientes para montar um mega-programa Bolsa Família que atenderia a todos os pobres do mundo durante 150 anos – disse o ex-presidente.

Para Bono, depois que o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, com problemas de saúde, se afastou da política, Lula se converteu, naturalmente, “no grande interlocutor mundial dos pobres”. O músico propôs, ainda, somar os esforços do Instituto Lula e da organização não-governamental ONE, criada e dirigida por ele mesmo, para difundir e estimular, em países africanos, programas contra a fome e a miséria.

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Dengue teria quatro vezes mais casos no mundo do que o registrado

Os vetores da dengue não conhecem fronteiras. E seus pacientes tampouco têm como regra recorrer a unidades de saúde. Por isso mesmo, até hoje, nenhum estudo havia contabilizado os casos da doença subnotificados no mundo. Agora, um grupo de pesquisadores liderados pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, registrou o hiato entre os dados conhecidos e os negligenciados. Segundo o levantamento, publicada na revista “Nature”, os mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, vetores do vírus da dengue, fazem, em média, 390 milhões de vítimas por ano — quase quatro vezes mais do que estimava a Organização Mundial de Saúde (aproximadamente 100 milhões de ocorrências).

O Brasil, segundo o estudo, teria 22 milhões de casos. Atualmente o Rio vive novo surto da doença. Mais de 79.500 casos foram notificados no estado este ano até o dia 30 de março — 23.500 a mais do que no mesmo período em 2012. Quarenta e cinco municípios estão em situação de epidemia. Cinco pessoas morreram.

Para fazer o cálculo, os pesquisadores consideraram estudos recentes de fatores que facilitam a replicação do mosquito, como a temperatura (o Aedes aegypti adapta-se melhor a ambientes tropicais); a chuva (que cria a água parada, onde o inseto deposita seus ovos), a urbanização e o deslocamento de pessoas (a concentração populacional aumenta a chance de o Aedes infectar mais gente).

— Os casos que vemos nos hospitais são apenas o topo do iceberg — alerta Oliver Brady, um dos autores do estudo e zoólogo da Universidade de Oxford. — Não podemos esquecer o número muito maior de infectados que, embora não procurem um posto de saúde, precisam de licença médica de seu trabalho e sofrem uma infecção dolorosa. São fatores importantes porque ameaçam a produtividade econômica, especialmente nos países em desenvolvimento.

A dengue permanece concentrada no eixo Ásia, África e América Latina, mas já deixa marcas nos países desenvolvidos. Em 2010, ela foi notificada pela primeira vez na França e na Croácia. No ano passado, seis nações europeias sofreram surtos da doença. Somente em Portugal foram mais de 1.800 casos. No Hemisfério Norte, o principal vilão é o Aedes albopictus, capaz de adaptar-se a temperaturas abaixo de zero grau Celsius.

Segundo Brady, conhecer as subnotificações é importante porque incentivaria o mercado global de vacinas a desenvolver um produto que atendesse as vítimas do Aedes.

Coordenador global para dengue da OMS, entidade que não participou da pesquisa, Raman Velayudhan não se surpreendeu com as subnotificações detectadas.

— Trata-se de uma doença absurdamente subestimada, por apresentar-se tanto como uma gripe como algo muito pior, que seria a dengue hemorrágica — ressalta. — A confirmação da dengue também é difícil, podendo levar mais de três dias. Há uma necessidade urgente de melhorar as políticas de prevenção.

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Mandela recebe alta do hospital e vai receber cuidados médicos em casa (webremix.info)


Mandela recebe alta de hospital

JOHANNESBURGO - O ex-presidente da África do Sul e líder da luta contra o apartheid, Nelson Mandela, recebeu alta neste sábado do hospital onde estava internado na capital Pretoria após mais de uma semana internado para tratar um pneumonia. Nos últimos meses, Mandela, de 94 anos, enfrentou diversos problemas de saúde resultantes de um histórico de problemas pulmonares, fruto de uma tuberculose que contraiu nos 27 anos em que ficou preso por se opor ao governo da minoria branca que dominou a África do Sul até o início da década de 90. A alta de Mandela foi anunciada em comunicado emitido pela Presidência do país, hoje ocupada por Jacob Zuma.

“O ex-presidente Nelson Mandela recebeu alta do hospital hoje (ontem), 6 de abril, depois de uma gradual e sustentável melhora de sua condição geral”, diz o comunicado. “O ex-presidente agora receberá tratamento cuidadoso em casa. O presidente Zuma agradece o trabalho duro da equipe médica e dos funcionários do hospital, que cuidaram de Madiba (nome de Mandela em seu clã) tão eficientemente”, continua o texto.

Mandela, que governou a África do Sul de 1994 a 1999, não participa ativamente da política da África do Sul há quase uma década, mas ainda é reverenciado no país e no exterior por sua liderança na campanha contra o apartheid e por ter promovido a reconciliação com a minoria branca enquanto ocupava a Presidência.

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Nelson Mandela "está bem", diz mulher Graça Machel

O antigo Presidente sul-africano Nelson Mandela, 94 anos, "está bem" e a sua saúde está a melhorar depois de uma semana de internamento por pneumonia, disse a sua mulher, citada hoje pela imprensa da África do Sul. (webremix.info)


OMS: mais de 1 bilhão de pessoas sofrem com pressão alta

Doença afeta até 46% dos adultos na África; agência da ONU lança alerta para marcar o Dia Mundial da Saúde neste 7 de abril. A Organização Mundial da Saúde, OMS, está lançando um alerta sobre as consequências da pressão alta. Segundo a agência, mais de 1 bilhão de pessoas, em todo o mundo, sofrem da [...] (webremix.info)


Mandela "responde bem ao tratamento", diz presidente sul-africano

O ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela "responde bem ao tratamento" contra uma pneumonia e seu estado de saúde é "estável", anunciou nesta quinta-feira o chefe de governo do país, Jacob Zuma, após visitá-lo no hospital.... (webremix.info)


Resumo das novelas: veja o que vai acontecer nos capítulos desta quarta-feira

RIO — No capítulo de hoje de “Flor do Caribe”, Cristal (Moro Anghileri), filha de Dom Rafael (Cesar Troncoso), beija Cassiano (Henri Castelli) e ajuda o piloto a fugir. Em “Guerra dos sexos”, Juliana (Mariana Ximenes) faz as pazes com Nando (Reynaldo Gianecchini) e volta para a casa de Felipe (Edson Celulari).

MALHAÇÃO

Lia se desespera com a decisão de Vitor, e os dois acabam discutindo. Bruno é designado para trabalhar com Elisa, sua concorrente direta no trabalho. Marcela consola Lia. Sal conversa com Vitor, que avisa ao irmão que voltará para Brasília. Lia decide ir atrás de Vitor, mas acaba cruzando com Sal, que aconselha a garota a desistir de seu irmão. Marcela encomenda flores para Raquel. Ju tenta convencer Vitor a falar com Lia antes de viajar. Lorenzo conforta Lia. Orelha anuncia a todos os testes de elenco para seu filme. Olavo insinua que Vitor pode ter problemas com a justiça ao voltar para Brasília. Bruno pensa no Misturama como espaço para a festa de fim de ano da agência onde trabalha, mas Elisa discorda. Vitor procura Lia e Sal vê os dois juntos. Fatinha vê Bruno com Elisa. Vitor e Lia preparam uma noite especial de despedida.

FLOR DO CARIBE

Cassiano e Duque reconhecem a filha de Dom Rafael. Ciro cede seu quarto para Isabel. Dom Rafael sente saudades da filha. Cristal beija Cassiano. Cristal avisa a Cassiano e Duque que tentará ajudá-los a voltar para o Brasil. Alberto reclama com Ester por sua ausência de casa. Cassiano liga para Chico e avisa que está voltando para a Vila dos Ventos. Bibiana sofre ao perceber que Donato rejeita Hélio. Donato propõe sociedade a Juliano. Rodrigo, Ciro e Amadeu ficam surpresos aos descobrir que Isabel é tenente da aeronáutica. Cristal avisa a Cassiano e Duque que conseguiu que eles embarcassem em um navio mercante para o Brasil.

GUERRA DOS SEXOS

Juliana faz as pazes com Nando e volta para a casa de Felipe. Olívia revela para Charlô que Dominguinhos não gostou de vê-la beijar Nenê. Isadora combina com Ronaldo de testar Carolina. Nando conta para Juliana que Felipe gosta de Roberta. Charlô afirma a Nenê que o ajudará se ele também ajudá-la. Carolina discute com Ronaldo e Felipe fica furioso. Kiko conversa com Ronaldo sobre o plano de Lucilene. Charlô e Roberta trabalham juntas. Vânia tem uma ideia para ajudar Nando a voltar a ser modelo. Kiko arma para cima dos publicitários. Juliana procura Roberta.

CARROSSEL

Maria Joaquina conta que foi ideia de Jorge Cavalieri. Miguel conta a Alberto o que Jorge e Maria Joaquina fizeram. Alberto repreende Jorge e o proíbe de ir à festa. Miguel vai à casa de Cirilo e entrega a ele carta escrita por Maria Joaquina pedindo desculpas. Germano vai à escola se despedir de Mário, pois vai viajar. Natália está em casa, sente dores fortes e desmaia. Germano conversa com Helena, diz que Natália não está bem da saúde. Germano se despede de Mário e pede para o filho cuidar de Natália enquanto estiver fora. Rabito corre até a escola e começa a latir. Mário decide ir em casa ver se está tudo bem. Ao chegar, ele encontra Natália sentindo dores fortes. Anoitece e o mal estar de Natália piora. Mário telefona para Dr º Miguel, mas Maria Joaquina está ouvindo música com fones de ouvido e não escuta. Mário tenta ajudar Natália como pode. Ele faz chá para a madrasta. As dores de Natália pioram, ela pede para Mário buscar ajuda. O garoto vai à casa da professora Helena. Ao ver Natália gemendo de dor, Helena se desespera. Mário vai ao hospital buscar Dr. Miguel. Natália é levada de ambulância para o hospital. Mário entrega flores para Natália, que o beija e pede perdão por ter sido injusta tantas vezes. Os dois se abraçam.

SALVE JORGE

Theo fica abalado com a possível gravidez de Érica. Mustafá questiona Russo sobre Morena. Waleska fala para Almir sobre as meninas traficadas. Russo promete se vingar de Mustafá. Érica confirma a gravidez e Theo fica apreensivo. Zyah mente para não levar os turistas ao restaurante de Cyla. Márcia conta para Julinha que Érica está grávida. Carlos comunica a Leonor que sairá de casa depois do casamento de Aída. Um policial avisa a Ricardo que Wanda chegou ao hotel onde Lívia está. Lurdinha avisa a Delzuite que ela e Aisha farão um teste de DNA. Theo revela para Helô que Lívia guarda seringas em sua bolsa.

BALACOBACO

Norberto avisa que Arnaud não pode falhar ao matar Danilo e ordena que sequestre Taís. Violeta desdenha ao saber que Josefina é Marcelona e Plínio demonstra sua decepção com a professora. Adriana teme não se adaptar ao escritório de advocacia e Eduardo a contrata como secretária particular. Danilo conta para André e Catarina sobre a visita de Fabiana e os dois estranham. Plínio e Josefina pedem para Violeta guardar segredo e a professora exige que os dois também não contem sobre Vitor. Magno pergunta a Diva se Norberto já tentou contato e avisa que a periguete virou em notícia todos os sites. Arthur conta que demitiu Hilda e se insinua para Norma. Taís avisa que vai ao lançamento do livro de Danilo e Abigail se revolta. Joana conta para Isabel que Diva foi evasiva e Mirela diz para a amiga desistir do plano. Luiza fica preocupada ao ver que Aragão ainda está abalado e diz a Josefina que vai investigar o falso sequestro. Diva nega ser entrevistada, mas se diverte com o assédio dos repórteres. Lígia e Adamastor convidam Hilda para trabalhar na casa deles. Danilo divulga o livro para os repórteres e Norberto assiste a declaração do escritor na TV. Eduardo segue com Taís e Isabel para o lançamento e pede que a filha não se exponha. Norberto fica perplexo ao descobrir que Diva está procurando por ele e liga para periguete, exigindo que ela pare de procurá-lo. Violeta fica ofendida com as acusações de Luiza e expulsa a jovem de sua casa. Fabiana tenta justificar a sua aliança com Norberto para se aproximar de Taís. Catarina conta para André sobre o pedido de Lucas e o fotógrafo diz que a amiga procurou problema ao se envolver com pai e filho. Violeta pressiona Osório para controlar Cremilda e ameaça denunciá-la à polícia. Horácio diz que Norma deve ir a Pindamonhangaba dentro de uma semana, deixando Breno e Patrick assustados. Arnaud acerta fatalmente Danilo, assim que ele termina seu discurso. Isabel o ampara. Eduardo procura Taís, mas Fabiana carrega a adolescente para fora da livraria. A secretária finge espanto ao encontrar o capanga de Norberto e deixa a jovem ser raptada.

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Saúde de Mandela segue inalterada, diz governo sul-africano

O estado de saúde do ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela não apresentou qualquer mudança desde a melhora no fim de semana, disse o governo nesta terça-feira, negando relatos da mídia sugerindo que o herói antiapartheid teria sofrido uma recaída da pneumonia. "Sua condição está inalterada conforme relatado ontem", disse à Reuters o porta-voz da Presidência sul-africana, Mac Maharaj.

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Em recuperação, Mandela recebe visita da família no hospital


[image]L|407x305|89b545034e8ad310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD|http://p2.trrsf.com/image/get?src=http%3A%2F%2Fimages.terra.com%2F2013%2F03%2F28%2Fsouth-africa-mandelabraz.jpg&o=cf&w=50&h=50|South Africa Mandela_Braz.jpg[/image]O estado de saúde do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, hospitalizado devido a uma pneumonia, é satisfatório, o que permitiu a visita nesta segunda-feira de familiares durante parte do dia. (webremix.info)


Melhora estado de saúde de Nelson Mandela

Milhares de pessoas rezam pela saúde do ex-presidente em diversas cerimônias religiosas de Páscoa na África do Sul. (webremix.info)


Mandela teve domingo tranquilo no hospital, diz comunicado do governo

JOHANNESBURGO — O ex-presidente Nelson Mandela, de 94 anos, teve um domingo tranquilo no hospital e apresenta melhora no tratamento contra a pneumonia, de acordo com comunicado divulgado pelo governo sul-africano. Mandela, líder do movimento anti-apartheid e primeiro presidente negro da história do país, está internado com problemas pulmonares desde a noite de quarta-feira. No sábado ele chegou a passar por um procedimento médico para drenagem de fluidos na pleura, a membrana que reveste os pulmões. Segundo a nota,em nome do presidente Jacob Zuma, os médicos relataram uma melhora nas condições de saúde de Mandela. Zuma afirma ainda que o Madiba, como Mandela é chamado pelos sul-africanos, está recebendo os melhores cuidados médicos possíveis.

“O Presidente Zuma agradece aos milhares de sul-africanos que oraram por Madiba em várias cerimônias de Páscoa nas igrejas durante o final de semana”, informa o comunicado, que publica uma declaração de Zuma:

- Agradecemos também a todas as pessoas em casa e em todo o mundo que continuam a manter Madiba e sua família em seus pensamentos e demonstram seu amor por ele de tantas maneiras. Agradecemos ainda a governos estrangeiros pelas mensagens de apoio.

As primeiras informações, sem confirmação do governo, davam conta de que o ex-presidente estava internado no hospital militar de Pretoria. Neste domingo, repórteres flagraram o carro da mulher de Mandela, Graça Machel, entrando no estacionamento de um hospital particular da cidade. No sábado, ela estava em Moçambique, seu país, e voltou para acompanhar o tratamento do marido. Na casa dos Mandela, com alta segurança militar, alguns repórteres se revezavam durante o dia em busca de mais notícias.

Neste domingo, os sul-africanos rezaram por Madiba em diversas igrejas do país durante a celebração da Páscoa. O problema de saúde do sul-africano também era motivo de conversas entre turistas e sul-africanos nos pontos turísticos de Joanesburgo e de Soweto, o antigo bairro, hoje município, onde os negros sul-africanos foram segregados e que serviu de cenário para sangrentos conflitos com o governo do apartheid.

A informação sobre a pneumonia só foi transmitida pelo governo sul-africano no sábado, depois de três dias de internação. Até então, os comunicados davam conta de que se tratava, genericamente, de uma infecção pulmonar e de que Madiba estava melhorando progressivamente. Mandela tem recorrentes problemas pulmonares desde que contraiu tuberculose quando esteve preso pelo regime do apartheid em Robben Island. Em dezembro passado, ele foi internado com problemas pulmonares e, no início deste mês, internou-se outra vez para exames no pulmão.

“Um pouco de Mandela em cada um”

O atual porta-voz da Presidência, Mac Maharaj, que tem se encarregado de informação a imprensa sobre a saúde de Mandela, é amigo de longa data do ex-presidente. Ele esteve preso com Madiba em Robben Island, onde o líder sul-africano acabou contraindo tuberculose, o que lhe rendeu graves problemas respiratórios. Foi Mac Maharaj quem levou, da prisão, o diário de Mandela para ser publicado (“Longa caminhada até a liberdade”). É um dos autores da biografia autorizada do líder sul-africano (“Mandela: The Authorized Portrait”).

- Mandela representa a esperança para o mundo todo. Jovens e velhos, ricos e pobres. Há um pouco de Mandela em cada um de nós. Sua vida nos mostra que cada um de nós pode, de diversas maneiras, fazer a diferença, assim como Mandela fez tamanha diferença para o mundo em que vivemos. Ele nos mostra que nós, individual e coletivamente, podemos ser pessoas melhores_ disse Maharaj em entrevista por email ao GLOBO.

O porta-voz afirmou que a influência de Mandela tanto da África do Sul quanto dos outros países é “mostrar que a política deve ser e é sobre servir ao povo”:

- Sua influência continua e continuará a moldar nossas vidas, mesmo ele tendo se retirado da vida pública. Sua maior contribuição foi mostrar que cada um de nós, como indivíduos e como povo, enriquece a qualidade de nossas vidas nos guiando sobre as bases de que nós compartilhamos o mundo com os outros e que devemos garantir que o que fazemos melhora a vida de todos, bem como a nossa.

Sobre a repercussão do estado de saúde de Mandela e as mensagens que os chefes de Estado têm enviado à África do Sul, como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, Maharaj concluiu:

- Essas mensagens revelam como todos os líderes tiram inspiração na vida de Mandela.

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Na Páscoa, igrejas sul-africanas incluem Mandela em orações

JOHANNESBURGO - Igrejas de toda a África do Sul incluíram o ex-presidente Nelson Mandela em suas orações neste domingo de Páscoa. Centenas de pessoas se reuniram na igreja de Regina Mundi, em Soweto, um dos pontos de luta contra o apartheid. Mandela, de 84 anos, ingressou no hospital na noite de quarta-feira para o tratamento de uma pneumonia. O porta-voz presidencial, Mac Maharaj, afirmou neste domingo que não há novidades sobre o estado de saúde do ex-presidente.

- Eu sei que ele está doente e tem 94 anos, mas Mandela não tem permissão para morrer - disse Tankiso Mobote, 26 anos, enquanto aguardava com amigas na fila para visitar a antiga casa de Madiba em Soweto: - Eu venho sempre aqui.

Winnie Ndlovu, de 34 anos, foi à igreja apostólica antes de começar o trabalho em Johannesburgo:

- Rezei por Mandela e por todos os doentes. O sacerdote nos pediu que rezasse por nossa nação, também. Amo Madiba e tudo o que ele fez. Nos dizem que sua doença está sob controle. Às vezes penso que isso é muito para ele.

Fikile Zulu, de 30 anos, conta que quer que sua filha de seis anos saiba mais sobre o ex-presidente.

- Não pude ir à igreja porque estou trabalhando desde cedo. Mas rezei muito por ele hoje. Foi Mandela quem nos deu a liberdade - diz Fikile.

Em Pretória, onde Mandela está internado, o garçom Henry Hyar lamentou o fato de que o ex-presidente não poderia estar com a sua família em casa durante a Páscoa.

- Eu não estou feliz com isso - disse Hyar. - Estamos rezando para ele ficar melhor o mais rápido possível.

No sábado, a presidência informou que Mandela estava respirando sem dificuldade após passar por um procedimento de drenagem de líquido no pulmão. Não há detalhes ainda sobre quanto tempo ele vai permanecer no hospital. Segundo o gabinete, os médicos estão agindo com extrema cautela devido à idade do ex-presidente.

Após a internação de Mandela, o presidente Jacob Zuma pediu às pessoas para “não entrar em pânico”. O ex-presidente contraiu tuberculose na década de 1980 enquanto esteve detido em Robben Island. É a terceira vez que Madiba, como é chamado carinhosamente por seus amigos, é internado desde dezembro. No início do mês, ele passou uma noite no hospital para fazer um check-up.

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É tempo de renovação no GNT

O mês é de renovação no GNT: em sua programação de 2013, o canal investe em atrações inéditas. O reality “Socorro! Meu filho come mal” é uma delas. No programa, no ar na terça, às 21h30m, a nutricionista Gabriela Kapim orienta famílias a se alimentar de forma saudável. Na seara da ficção, a novidade é “Copa hotel”, sobre um fotojornalista que, de volta ao país após 13 anos fora, assume o negócio do pai. Estrelada por Maria Ribeiro, Fernanda Nobre e Miguel Thiré, a série estreia no dia 22, às 22h30m.

As atrações já conhecidas do GNT também voltam repaginadas. Amanhã é a vez do novo “Superbonita”, às 21h30m, com Luana Piovani recebendo Irene Ravache. Na terça, às 20h30m, o “Santa ajuda” de Micaela Góes ganha dois quadros, onde ela ensina a manter a casa limpa e a otimizar tempo e dinheiro. A noite segue com o “Boas vindas”, às 21h. Logo depois, Patricya Travassos aborda temas como emagrecimento, raiva e adrenalina no “Alternativa saúde”, às 22h. Na quarta, às 21h, uma nova leva de capítulos de “Chuva de arroz”. Na quinta, às 20h30m, Olivier Anquier explora os sabores da Turquia, África do Sul, Moçambique e Angola no “Diário do Olivier”. Depois, às 21h, os convidados testam as habilidades de Claude Troisgros no “Que marravilha! Revanche”. No dia 11, a arquiteta Bel Lobo comanda novas transformações no “Decora”, às 22h. E no “Vamos combinar seu estilo” Mariana Weickert e Julia Petit dão dicas a quem precisa reformular o visual (dia 29, às 20h).

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Mandela continua hospitalizado, mas saúde melhora

A presidência da África do Sul informou que Nelson Mandela está animado e sua saúde está melhorando. O ex-presidente continua hospitalizado para trata

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Mandela continua hospitalizado, mas saúde melhora

A presidência da África do Sul informou que Nelson Mandela está animado e sua saúde está melhorando. (webremix.info)


Mandela está progredindo e de bom humor, diz presidente sul-africano

DURBAN, África do Sul - No segundo dia de internação, Nelson Mandela está de bom humor e tendo progressos constantes, segundo informações do presidente da África do Sul, Jacob Zuma. Mandela, de 94 anos, foi internado em um hospital nesta quinta-feira após a recorrência de uma infecção pulmonar, e de acordo com o governo está respondendo positivamente ao tratamento.

O porta-voz da Presidência, Mac Maharaj, disse não ter informações de quando o ex-presidente deixará o hospital.

- Os médicos é que vão decidir essa questão - afirmou Maharaj, que confirmou as declarações de Zuma pedindo para "que a população “fique calma porque Madiba tem 94 anos e que as pessoas têm de manter isso em mente”.

O líder americano Barack Obama disse que estava “profundamente preocupado com a saúde de Mandela” e que ele será “mantido em nossos pensamentos e orações”.

A pressão por mais detalhes do estado de saúde de Mandela levou o próprio presidente a quebrar o silêncio. Em entrevista à rede britânica BBC, o presidente sul-africano pediu que “não houvesse pânico”. E reassegurou que Mandela estava “indo bem”.

Ainda não há previsão de alta. Mandela deve continuar internado para tratamento e observação. Em dezembro, ele já havia passado 18 dias no hospital devido a outra infecção pulmonar e a uma cirurgia abdominal. Os pulmões do ex-presidente são frágeis desde a tuberculose contraída durante os 27 anos em que esteve preso, durante o apartheid.

Mandela serviu como o primeiro presidente negro da África do Sul 1994-1999 e é considerado por muitos como o pai da nação.

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Obama se diz 'profundamente preocupado' com Mandela

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se disse nesta quinta-feira (28) "profundamente preocupado" com a saúde de Nelson Mandela, após o ex-presidente sul-africano ser hospitalizado na véspera com infecção pulmonar. "Estamos muito preocupados com Nelson Mandela, é um herói para todos nós", disse Obama ao se encontrar com quatro líderes africanos na Casa Branca. "Seguiremos com ele e toda a sua família em nossos pensamentos e orações", destacou Obama. "É tão forte fisicamente como tem sido em caráter e liderança durante décadas. Com sorte, sairá bem desta última batalha", afirmou o americano. "Todos reconhecemos o que fez por seu povo, pelas pessoas da África do Sul e por todo o continente. Sempre foi uma inspiração para nós." Leia mais (29/03/2013 - 08h01) (webremix.info)


Dilma cobra mais resultados do trabalho da Comissão da Verdade

BRASÍLIA — Vítima de tortura durante a ditadura militar, a presidente Dilma Rousseff não está satisfeita com os resultados alcançados até agora pela Comissão Nacional da Verdade, e cobrou uma mudança de rumos nos trabalhos do colegiado. Em conversas recentes com integrantes do grupo, Dilma exigiu mais resultados concretos e que sensibilizem a opinião pública, já que pouco do que está sendo feito vem sendo divulgado. A principal intervenção da presidente foi no sentido de pedir que a comissão investisse mais nos depoimentos públicos de familiares, como forma de promover uma “catarse nacional”, como mostrou na quinta-feira a coluna Panorama Político. Alguns focos de resistência na comissão a esse tipo de atuação desagradaram ao Palácio do Planalto, que acompanha de perto os trabalhos. Só este ano, Dilma já teve reuniões reservadas com Cláudio Fonteles e com Paulo Sérgio Pinheiro.

O próximo passo da comissão, que deverá causar comoção nacional, será atuar junto à Justiça brasileira para que autorize a exumação do corpo do ex-presidente João Goulart, deposto e exilado pelo golpe militar. A exumação já foi autorizada pelos familiares de Jango, que acusam os governos militares na América do Sul, no âmbito da Operação Condor, de terem assassinado o ex-presidente em 1976. Um juiz uruguaio requisitou a exumação, e o governo brasileiro concordou com o pedido.

Comissão reúne dados inéditos

Em conversas com integrantes do colegiado, a presidente obteve a resposta de que a comissão já reuniu uma grande quantidade de informações inéditas, e que terá um material consistente para apresentar ao fim do período de funcionamento, em maio de 2014. Em relação ao ponto fundamental para Dilma — o de provocar maior comoção nacional —, ainda há resistências de alguns integrantes. A crítica da presidente é que, diferentemente das comissões mais exitosas pelo mundo, como as da Argentina e da África do Sul, no Brasil não se está promovendo uma catarse das feridas abertas pela ditadura. De acordo com pessoas próximas à presidente, ela acredita que somente a partir desse processo será possível promover uma verdadeira “cura”.

Dilma alertou que, nesses países, o sucesso das comissões deveu-se em grande parte às sessões em que eram ouvidos mães, esposas, filhos e demais familiares das vítimas, em depoimentos que eram tornados públicos, dando-lhes espaço para “exorcizar” seus fantasmas, chorar suas dores e espantar a tristeza. Dilma solicitou que, nos próximos meses, a comissão adote esse mecanismo.

O alerta do Planalto foi reforçado devido a desavenças internas que a comissão está enfrentando por conta da condução dos trabalhos. Enquanto uma parte do grupo defende que haja mais envolvimento público, para comover a sociedade em relação aos fatos ocorridos durante a ditadura, outra parcela dos integrantes acredita que o melhor é esperar até o fim dos trabalhos para somente então tornar os resultados conhecidos. De acordo com interlocutores do Planalto, os integrantes chamados pela presidente Dilma sinalizaram que poderiam adotar as mudanças.

No último encontro com integrantes do colegiado, Dilma afirmou que avaliaria o apelo do grupo para fazer mudanças na comissão. Alguns dos membros manifestaram preocupação com as constantes ausências de José Paulo Cavalcanti Filho, consideradas “injustificadas”, e também com a participação do ministro Gilson Dipp que, desde o ano passado, por questões de saúde, deixou de comparecer às reuniões. Há receio de que o desfalque prejudique o andamento dos trabalhos.

— O José Paulo Cavalcanti não está envolvido fortemente com a comissão, e em relação ao Gilson Dipp, ele não se apresentou ainda, não sabemos como está seu estado de saúde. A situação está difícil e precisamos de uma deliberação sobre isso. Há tempo hábil para se promover uma substituição. A um ano e um mês do fim dos trabalhos, ainda é possível que uma pessoa se integre perfeitamente ao grupo. Estamos no limite para dar uma definição — afirmou um integrante do colegiado, que prefere não se identificar.

A presidente teria demonstrado pouca disposição em realizar esse tipo de intervenção, mas prometeu analisar o caso. Dilma teria tentado convencer o grupo de que seria melhor trabalhar com cinco pessoas do que perder tempo e polemizar com eventuais mudanças, e pediu que os integrantes tocassem os trabalhos independentemente do problema, enquanto avalia a substituição

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Nova internação de Nelson Mandela causa apreensão na Africa do Sul


[image]R|407x305|89b545034e8ad310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD|http://p2.trrsf.com/image/get?src=http%3A%2F%2Fimages.terra.com%2F2013%2F03%2F28%2Fsouth-africa-mandelabraz.jpg&o=cf&w=50&h=50|South Africa Mandela_Braz.jpg[/image]Mais uma vez o estado de saúde do presidente Nelson Mandela levou os sul-africanos para a frente dos televisores e sites de notícias. "Estamos torcendo para que ele melhore depressa. E viva mais 94 anos", disse Tony Pnaidu, vendedor de rua de 62 anos. (webremix.info)


Pulmão, um problema recorrente para Mandela

JOHANNESBURGO - Frágil, idoso, o homem que se tornou o símbolo da luta contra o regime de segregação racial na África do Sul tem enfrentado problemas respiratórios persistentes. Um problema que começou anos atrás, ainda na prisão, e que se somou a outros como câncer na próstata e irritação ocular, que enfrenta ao longo da vida.

A primeira vez que Mandela teve problemas relacionados ao pulmão foi ainda na prisão, onde se queixava da cela úmida. Em 1988, ele foi diagnosticado com pneumonia em estágio inicial - a mesma doença que matou seu pai. Mandela foi internado com uma forte tosse e fraqueza, e dois litros de fluidos foram retirados de seu peito. Ele precisou ficar seis semanas hospitalizado antes de ser transferido para uma clínica particular perto da prisão da Cidade do Cabo. Somente após quatro meses ele foi considerado curado.

A prisão deixou outras sequelas. Suas glândulas lacrimais foram danificadas pelos anos em que passou quebrando pedras na prisão de Robben Island. Seus olhos se tornaram mais secos, suscetíveis a irritações. Poucos meses depois de assumir a Presidência da África do Sul, ele operou a catarata, aos 75 anos, e seus assessores pediam aos fotógrafos que não usassem flashes durante as fotos para não irritar os seus olhos.

Além disso, o prêmio Nobel da Paz fez, em 1985, uma cirurgia na próstata. Seis anos depois, ele precisou se submeter a uma radioterapia contra um câncer na região, mas ficou curado.

Os problemas de saúde se complicaram com a idade. Em fevereiro de 2012, ele voltou ao hospital para se submeter a uma laparoscopia para investigar uma dor abdominal persistente.

Ainda no ano passado, em 8 de dezembro, ele foi internado novamente com uma infecção recorrente no pulmão. Na ocasião, uma cirurgia foi feita para retirar pedras da vesícula. Mandela recebeu alta 18 dias depois, para continuar o tratamento em casa.

Mais recentemente, o advogado e amigo George Bizos revelou que Mandela tem tido lapsos de memória.

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Brics se reúnem em clima mais complicado para emergentes

Os países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) começam nesta terça-feira, na cidade sul-africana de Durban, sua quinta reunião de cúpula em um momento econômico relativamente mais complicado para esse clube de emergentes do que os quatro encontros anteriores, que foram marcados por uma grande euforia e otimismo."Se até a última cúpula muitos ainda acreditavam que esses países sairiam da crise econômica global ilesos, ou como seus grandes vencedores, agora, com a economia chinesa desacelerando e o Brasil crescendo menos que os Estados Unidos, essa certeza parece ter acabado", ressaltou, em entrevista à BBC Brasil, Oliver Stuenkel, especialista em Brics da Fundação Getúlio Vargas que participou de uma série de debates acadêmicos que precederam o encontro em Durban.Isso não quer dizer, porém, que o clima da reunião será de fim de festa. Segundo analistas, tal desilusão na realidade aumenta a pressão para que os líderes desses países consigam fazer avanços concretos em um duplo desafio estabelecido pelo grupo desde sua primeira cúpula, em 2009. De um lado, eles precisam consolidar o Brics como uma entidade política. Do outro, aumentar a cooperação econômica e oportunidades de negócios entre seus integrantes."Se conseguirem adotar medidas significativas para avançar na coordenação política e econômica, esses países estarão mostrando que têm um projeto conjunto no longo prazo, independentemente dos dados do PIB de cada um deles", diz Stuenkel."Até agora, apesar de toda a retórica, esses países não chegaram a nada de concreto em termos de articulação política, mas o encontro de Durban pode mesmo ser decisivo nesse sentido", concorda Jim O'Neill, que em 2001 criou o termo Bric (o S da Africa do Sul foi adicionado depois) para designar as nações emergentes que por volta de 2040 teriam o mesmo peso econômico dos países desenvolvidos."Se esses líderes conseguirem fazer o Banco dos Brics deslanchar, por exemplo, terão dado um grande passo para mostrar que estão mesmo dispostos a ampliar sua voz no sistema de governança econômica global", completa o economista. "Esse pode ser o Banco Mundial dos emergentes", diz.TemasA proposta para o Banco dos Brics foi feita no encontro passado, em Nova Déli. Seu objetivo é estabelecer um banco multilateral que possa financiar projetos conjuntos na área de desenvolvimento, criação de infraestrutura e trocas comerciais.Em 2012, ministros de economia e finanças dos cinco países foram encarregados de estudar a viabilidade e possíveis configurações da nova instituição financeira. Agora, o desafio é fazê-la sair do papel, chegando a um acordo sobre sua estrutura, recursos e práticas.Diplomatas estimam que cada país poderia contribuir com US$ 10 bilhões para esse banco, o que lhe garantiria um total de US$ 50 bilhões de capital inicial. Ainda não está claro, porém, de que forma o dinheiro seria distribuído, nem qual seria a sede da nova organização.Além do Banco dos Brics, outro tema que deve estar sobre a mesa no encontro de Durban segundo informações de especialistas e diplomatas brasileiros, é a criação de um fundo de reservas conjunto.Se o Banco dos Brics poderia ser uma espécie de Banco Mundial dos emergentes, como definiu O'Neill, a princípio a ideia é que esse fundo funcione como um FMI do grupo - socorrendo países em apuros financeiros.Mecanismos de facilitação de comércio e cooperação econômica, como a possibilidade do uso de moedas locais em investimentos e trocas comerciais entre países do Brics, também devem ser debatidos, tendo em vista a crescente interdependência desses países - em especial com a China, que é hoje o principal parceiro comercial do Brasil, da Índia e da Rússia e mantém um estoque de US$ 20 a US$ 40 bilhões em investimentos externos diretos na África.Segundo o sul-africano Standard Bank, por exemplo, nos últimos dez anos o comércio intra-Brics cresceu mais de dez vezes, de US$ 28 bilhões, em 2002, para US$ 310 bilhões, no ano passado.Por fim, por este se tratar do primeiro encontro dos Brics no continente africano, a relação dos emergentes com a África também foi definida como um tema prioritário - embora esta seja uma área em que os cinco países muitas vezes competem.Os Brics também pretendem lançar durante essa cúpula um fórum permanente de diálogo empresarial e um think tank para discutir problemas conjuntos e estratégias de cooperação.HistóriaO termo Bric foi criado por O'Neill em 2001 como um instrumento de análise financeira. O "S" de África do Sul (em inglês) não foi incluído no acrônimo inicialmente e até hoje o próprio O'Neill diz não ver argumentos econômicos que justifiquem tal inclusão.A população sul-africana representa um quarto da brasileira, ou o equivalente à população de uma Província chinesa, e o país ocupa apenas a 26ª posição no ranking das maiores economias do mundo, enquanto a China ocupa a 2ª , o Brasil a 6ª ou 7ª (de acordo com diferentes cálculos), a Rússia a 9ª e a Índia a 10ª."Percebi que esses quatro Bric eram países com grandes populações, governos dispostos a integrá-los no mercado global e um nível de crescimento substancial, então me pareceu claro que no futuro ganhariam mais peso na economia mundial", conta O'Neil, explicando o que lhe inspirou para criar o acrônimo.O termo não demorou para se popularizar. Bancos de investimentos criaram carteiras para os Bric e departamentos para analisar seu crescimento e universidades em todo o globo abriram centros de estudos para comparar os quatro países e acompanhar sua trajetória.Foi por volta de 2007, porém, que autoridades e líderes dos Bric perceberam a possibilidade de explorar politicamente o fenômeno - reunindo-se pela primeira vez durante um encontro internacional em Nova York. A primeira reunião de cúpula dos Bric ocorreu em 2009 na Rússia e deixou claro qual seria a bandeira do grupo: a luta pela reforma e democratização do sistema político e econômico internacional.Países emergentes reclamam da falta de representatividade em instituições como o FMI, o Banco Mundial e o Conselho de segurança da ONU (no caso de Brasil, Índia e África do Sul). Eles argumentam que essas entidades e todo o sistema de governança internacional criado no pós-2ª Guerra estão ultrapassados e devem ser alterados para refletir a nova realidade, em que há mais centros de poder político e econômico globais.DivergênciasO problema é que se a reivindicação de reformas no sistema internacional é comum, o mesmo não pode ser dito sobre a forma como cada país acredita que essa reforma deva ser implementada.Os Brics são divididos por diferentes agendas, interesses, valores e realidades nacionais, o que, na prática, dificulta sua articulação política e fortalecimento como um bloco alternativo ao dos países desenvolvidos.China e Rússia, por exemplo, já são membros do Conselho de Segurança da ONU e nunca manifestaram apoio a uma ampliação do órgão. Afinal, é mais vantajoso fazer parte de um seleto clube com cinco membros do que de um com oito ou nove integrantes.Os Brics também nunca conseguiram chegar a um consenso sobre a indicação de representantes comuns para a chefia de organizações como OMC, Banco Mundial e FMI. Para completar, não há consenso nas negociações sobre comércio - com alguns países adotando posturas mais protecionistas que outros em temas específicos."Ninguém espera que de repente os Brics comecem a falar com uma única voz, mas as mudanças que estão por trás da formação do grupo são sólidas e devem de fato mudar a ordem mundial nos próximos anos", acredita Marcos Troyjo, diretor do centro de estudos sobre os Bric da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos."Apesar das divergências, a tendência é que os Brics consigam avançar aos poucos na coordenação política em alguns temas e que ampliem a cooperação para a superação de desafios comuns na área de saúde, segurança e energia, por exemplo",... 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Para o arquiteto Mark Wigley, o Brasil é o país do futuro das transformações urbanas

RIO - Nova York está acabada, sentencia Mark Wigley. Um dos principais pensadores do futuro das cidades, o arquiteto neozelandês e diretor da Escola de Arquitetura, Planejamento e Preservação da Universidade de Columbia defende que a cidade americana onde mora e que por muito tempo foi o centro do mundo é hoje como o seu avô: “Você o ama, ele é cheio de sabedoria, mas não é o futuro”.

Para Wigley, curador da histórica exposição “Deconstructivist architecture”, em 1988 (leia mais aqui), é na América Latina, mais precisamente no Brasil, que residem as grandes transformações urbanas.

É por isso que há pelo menos uma década Wigley vem com frequência ao Rio. Nesta semana, passou pela cidade para visitar o Studio-X, braço da escola de Columbia que ele fundou na Praça Tiradentes há dois anos. Lá, arquitetos do mundo inteiro e outros profissionais são convidados a discutir o que é a cidade do futuro. Wigley também se reuniu com o governador Sérgio Cabral e seguiria para São Paulo, onde planeja criar um laboratório do Studio-X.

A rede de arquitetos, projeto que inventou em 2008, começou em Nova York, depois foi a Pequim, Amã, Mumbai, Rio e, neste ano, inaugura sedes em Joanesburgo, Istambul e Moscou. A filial carioca, porém, é a que ele considera a mais vibrante. Em entrevista ao GLOBO, Wigley falou das diferenças entre Rio e São Paulo — comparando-as a um casal antigo, que conhece as fraquezas do companheiro —, disse que as duas serão uma só, numa das megalópoles que o mundo verá surgir até 2050, e que o grande desafio será lidar com as pessoas mais velhas.

O senhor é um dos grandes pensadores do futuro das cidades. O que já concluiu?

O futuro das cidades não está na Europa ou nos Estados Unidos, mas na América Latina, no Leste Asiático, no Oriente Médio e na África. As grandes cidades se transformaram em laboratórios de mudanças. Em 2050, teremos 7 bilhões de pessoas vivendo em cidades, 9,3 bilhões ao todo no mundo. Estamos falando de algo daqui a duas gerações, a cidade dos nossos netos. E ninguém sabe o que isso significa. É o maior experimento da história da Humanidade.

Foi por isso que Columbia veio ao Rio?

Se quero entender o que está acontecendo nas cidades, preciso estar na América Latina. Em qual país? Que país vive sonho e realidade? o Brasil. Mas Rio ou São Paulo? Não tinha certeza, mas acreditava no Rio. Não posso esquecer São Paulo, é claro. Como esquecer uma cidade de 20 milhões de pessoas (número de habitantes da região metropolitana)? De qualquer forma, Rio e São Paulo vão em breve ser uma cidade só, uma única megalópole. Estando no Rio, podemos pensar em São Paulo. Se tivesse instalado o Studio-X em São Paulo, será que poderíamos pensar no Rio? Acredito que não.

Por que não?

Geograficamente, o Rio é como Nova York, como Mumbai, uma cidade no limite do continente, que é sempre um lugar de trocas. E o Rio sempre foi experimental. As cidades são um tipo de organismo biológico que cresce incrivelmente rápido. Acredito, por exemplo, que sabemos melhor o que significa viver em Marte do que o que é viver em cidades. E a cidade do futuro está vindo na nossa direção rapidamente. Se quero entender isso, preciso olhar para a América Latina, para Rio, Mumbai, Pequim.

E as grandes cidades como Nova York?

Nova York está acabada. É uma cidade bonita, mas, se há cem anos era um modelo cosmopolita, de uma nova forma de vida, hoje, já não é. Nova York é agora como seu avô: você o ama, ele é cheio de sabedoria e experiência, mas ele não é o futuro. Provavelmente Mumbai e Rio são hoje para o mundo o que Nova York foi há cem, 200 anos. Mumbai parece impossível e, há cem anos, Nova York te fazia perguntar: como é possível ter tanta gente, tantos sonhos, tantos idiomas? Na América Latina, vive-se hoje esse tipo de transformação.

Quando optou pelo Rio para abrir o laboratório da Universidade de Columbia no país, já sabia da “rivalidade” entre Rio e São Paulo?

O que aprendi sobre Rio e São Paulo é que são como um casal que está junto há muito tempo. Eles podem explicar os problemas de seus parceiros muito, muito bem. Rio diz que São Paulo pensa que é o centro do universo, que tudo é dinheiro e poder. É verdade, aliás. São Paulo diz que Rio é muito praiana, tem prazer demais. É verdade também. Rio e São Paulo criticam a si mesmas, mas como um casal antigo, eles não podem imaginar a vida um sem o outro.

E o que o senhor acha sobre as duas?

Entre elas, criou-se um bom sistema. Uma (o Rio) realmente dá ênfase à criatividade, o que é típico de sua geografia. Cidades às margens da água, onde novas pessoas, novas ideias e materiais sempre chegam, são espécies de laboratórios onde novos conceitos urbanos se desenvolvem. No começo do século XX, Nova York agiu como um modelo brilhante e hiperinfluente de uma vida baseada em estruturas horizontais e verticais. Esse lugar agora é do Rio. Quando se vive no centro da Terra, como em São Paulo, você precisa criar a imagem de que você é o mundo. Acho que essa combinação de vocações de Rio e de São Paulo é ótima.

O senhor defende que as duas vão virar uma cidade só. Como isso vai ocorrer?

Sim, em 2050, provavelmente Rio e São Paulo serão uma só. Isso não é uma metáfora. Se você olhar o crescimento das duas cidades, verá que estão se aproximando. Teremos infraestrutura urbana contínua entre ambas. Esse velho casal será uma única megalópole. Nesse momento, será ainda mais incrível estar no Rio. Estaremos no centro de uma das grandes formações urbanas da Humanidade.

O que e como serão as megalópoles?

Nos últimos 50 anos, especialistas em cidades vêm discutindo o que é e quando virá essa megalópole. E ela vai se tornar uma realidade provavelmente aqui. Talvez também em partes da China, em Boston e Washington... Teremos seis ou sete espaços com 50 milhões de pessoas. Lembre-se de que hoje, na China, uma cidade de 1 milhão de pessoas em cinco anos, passa a ter 10 milhões de pessoas e, em 20, chega a 25 milhões.

Que problemas teremos nessa cidade do futuro?

Considerando que a expectativa de vida das pessoas vai em direção aos cem anos, até mesmo no Brasil, quer dizer que, em 2050, 2 bilhões de pessoas vivendo em cidades terão mais de 60 anos. Se olharmos nossas ruas, verá que não pensamos a cidade para pessoas mais velhas. Pensamos nos jovens? Também não. A cidade foi desenhada para pessoas que trabalham, para a idade de trabalho, entre 22, 25 anos até os 65 anos. Então, eu diria que questões como envelhecer e ter saúde serão mais críticas.

E como solucioná-las?

Não sabemos ainda, mas isso é estimulante. Odeio o conceito de “cidade sustentável”. É uma contradição. Quando se diz isso, é como dizer: vamos criar cidades que não causem problemas. Mas os arquitetos são treinados para ver nesses problemas oportunidades. Uma cidade é um lugar para se reclamar.

O que o senhor achou da vitória do arquiteto japonês Toyo Ito no Pritzker Prize, no último domingo?

Acredito que Ito é uma escolha maravilhosa para o prêmio. Sempre que ele faz um prédio, joga fora ideias velhas. Ele nos faz ver através de novos olhos. Ele não abandona o Modernismo, mas o reinventa. Ele nos faz pensar, e essa é a maior responsabilidade do arquiteto.

***

Os principais projetos de Wigley:

1988

O arquiteto neozelandês assinou a curadoria da exposição “Deconstructivist architecture”. A mostra, apresentada no MoMA, em Nova York, é tida como marco histórico da arquitetura e reuniu projetos de sete grandes nomes, como Frank Gehry, Zaha Hadid, Peter Eisenman e Rem Koolhaas. Em 1993, Wigley publicou um livro sobre o tema, “The architecture of deconstruction: Derrida’s haunt”, título importante na bibliografia de arquitetura.

2004

Tornou-se diretor da Escola de Arquitetura, Planejamento e Preservação da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.

2008

Fundou, em Nova York, o primeiro Studio-X, laboratório para debates sobre questões arquitetônicas e de urbanismo, projeto encampado pela Escola de Arquitetura da Universidade de Columbia. No mesmo ano, o Studio-X também foi inaugurado em Pequim.

2011

Inaugurou o Studio-X do Rio, na Praça Tiradentes, e nomeou o arquiteto carioca Pedro Rivera diretor do espaço. No mesmo ano, abriu o laboratório em Mumbai.

2013

Neste ano, Wigley estende o projeto do Studio-X a cidades como Joanesburgo, Istambul, Moscou e Tóquio. Prepara agora a inauguração de laboratórios menores em São Paulo (com direção de Magu Bueno) e em Paris.

(webremix.info)


Alerta vermelho para garantir o futuro azul

Ela é chefe do Council of Canadians (ou Conselho dos Canadenses), a maior organização de militância pública do país da América do Norte, e fundadora do Blue Planet Project, ONG que trabalha internacionalmente a favor do direito humano à água. Maude Barlow é uma ativista fervorosa e, aparentemente, incansável. No momento, escreve o livro “Blue future, protecting water for people and the planet forever” (“Futuro azul, sempre protegendo a água para as pessoas e para o planeta”, em tradução livre). Já publicou outros 16. Ainda encontra tempo para ter longas conversas com jornalista, como a que segue abaixo.

Em 2008, a senhora disse que boa parte dos Estados Unidos iria passar por sérios problemas de água nos próximos cinco ou dez anos. Como está a situação agora?

Em muitas partes dos Estados Unidos, é terrível. Hoje, o país é, realmente, a cesta de pão do mundo. Possui um terço dos grãos do mundo comercializados globalmente, mas tem mantido os cultivos em áreas sem água. O aquífero de Ogallala está em declínio severo. Muitos rios estão profundamente estressados ou secando, inclusive o Colorado, o Mississippi, o Platte e o Ocoee. A perda de água sob o Vale Central na Califórnia é de mais de 40% da capacidade de armazenamento de todos os reservatórios construídos no estado. Buracos na Flórida e no Texas atestam o enorme bombeamento de águas subterrâneas que está ameaçando as reservas de diversos estados. Os Grandes Lagos passam hoje por sérios problemas como resultado do aquecimento global pela extração, poluição, chegada de espécies invasoras e fracking (fraturamento hidráulico das rochas subterrâneas para obtenção de gás natural).

Ainda acha que os políticos de todo o mundo estão “em algum tipo de negação inexplicável”?

Sim. Acho que parte disso é porque aprendemos na escola que há uma interminável quantidade de água em todo o ciclo hidrológico e não podemos destruí-lo. De certa maneira, é verdade. Mas temos tirado a água de onde é necessária na natureza de onde podemos acessá-la. A crise de água é bem real. Também acho que muitos políticos assumem que uma tecnologia mágica irá solucionar a crise. Estão totalmente errados.

O que a senhora sabe sobre o Brasil e a forma como lidamos com a água?

Todas estas questões estão presentes nos países do Mercosul. Mesmo que sejam abençoados com duas grandes fontes de água: o sistema do Rio da Prata e o Aquífero Guarani. Em parte por estarem inseridas em um mundo cada vez mais sedento, eu argumentaria que a região está ganhando rapidamente um interesse geopolítico forte para o restante do planeta. É o momento de vocês assumirem a condição de tutela dessas águas. Os brasileiros, assim como os canadenses, cresceram com o que chamo de "mito da abundância". Nós achamos que temos tanta água que ela nunca irá acabar. Isso é simplesmente falso. É o que pensavam do Mar de Aral na antiga União Soviética, então o quarto maior lago do mundo, e o Lago Chade, na África, que já foi o sexto maior. Ambos estão quase no fim devido ao excesso de extração. A demanda por água está crescendo. A capacidade diminuindo. Não será surpresa os conflitos continuarem a crescer.

Qual o maior desses conflitos?

Talvez o mais difícil seja entre os que têm acesso a toda a água que desejam e aqueles que não, de maneira alguma. Uma criança que nasce no Hemisfério Norte vai usar 40 a 70 vezes mais o elemento em sua vida do que a nascida no Hemisfério Sul. Hoje, abaixo da Linha do Equador, a cada três segundos e meio uma criança irá morrer de alguma doença transmitida pela água. A falta de acesso ao elemento puro é, de longe, o maior assassino dos pequenos e isso é algo completamente evitável.

Como a economia do Brasil afeta a água?

O crescimento da produção de biocombustíveis de cana-de-açúcar no Brasil tem crescido intensamente e, hoje, o Brasil é o maior exportador. Só que essa indústria pode explodir. Hoje, o país produz 28 bilhões de litros de etanol (20% para exportação), mas irá produzir 64 bilhões em 2018. É preciso uma grande quantidade de água para produzir biocombustíveis. Para cada litro de etanol de cana-de-açúcar produzido no Brasil, pelo menos 1 mil litros são usados, se levarmos em conta o que é usado para crescer a planta, assim como processo em si. Atualmente, sete trilhões de litros de água são extraídos todos os anos para a produção de etanol no país, um dreno enorme no abastecimento de água na região e que aposto não será consignado quando o governo fizer seus planos econômicos. Toda esta água estará perdida.

Quem são os maiores usuários de água? Como esse problema pode ser resolvido?

O maior usuário de água é a agricultura industrial por um mercado global de alimentos. A água é extraída de aquíferos e rios para crescer culturas em desertos e então é enviada na forma de "exportações virtuais" para todo o mundo. Brasil, Canadá, os Estados Unidos e a Austrália são todos exportadores maciços de água virtual. A produção de comida também consome o elemento. Quer dizer, não a devolve à bacia hidrográfica. A resposta para esta forma de abuso da água é local, através da produção de comida orgânica e sustentável. Algo bem diferente do que os governos promovem.

O que é o termo “apartheid de água”? Pode explicar isso?

O apartheid da água se refere ao fato de que em um mundo de crescente desigualdade e controle corporativo do elemento, aqueles que possuem dinheiro podem o comprar quando quiserem, como para piscinas de natação ou campos de golfe. Aqueles sem os meios para comprar água ficam sem e veem suas crianças crescerem doentes.

Por que diz não gostar de água engarrafada?

Garrafas de água demandam muita energia, criam gases de emissão de efeito estufa e deixam para trás centenas de bilhões de recipientes plásticos. É uma forma moderna de insanidade coletiva e um impedimento para a criação de um futuro justo em relação à água.

Como a senhora vê os acordos internacionais de comércio de água do mundo?

São uma séria ameaça. Já que as utilidades da água foram privatizadas, os acordos tiram a opção de um retorno ao sistema público caso uma cidade queria fazer isso. O comércio global e bilateral, além dos negócios para investimentos, dão a empresas internacionais o direito de entrar na Justiça por compensação financeira caso um governo queria impor novas regras de saúde, segurança ou ambientais para limitar o acesso a fontes de água regionais.

Que iniciativas positivas estão a caminho?

Muitas pessoas, grupos, universidades, instituições e líderes políticos estão começando a levar a sério a crise hídrica. A grande tarefa agora é declarar, por meio de leis, a água como herança comum, além de garantir a proteção de bacias hidrográficas pelo mundo afora. Há muitos avanços neste sentido enquanto trabalhamos para convencer as pessoas a deixarem de ver a água como um recurso apenas para o nosso prazer e lucro, mas também como elemento essencial.

Em que momento, em sua vida, a senhora decidiu que seu objetivo era estudar a questão da água?

Eu me envolvi e fiquei obcecada com a questão da água quando percebi, pela primeira vez, que ela vinha sendo incluída como bem negociável em acordos de comércio. Foi aí que comecei, então, a pensar sobre quem decide, quando e como o negócio é feito. Eescrevi o primeiro estudo sobre o assunto nos anos 1990 e isso me levou a uma jornada incrível para construir um movimento que pudesse lutar pela justiça da água em todo o planeta.

(webremix.info)


Para Lula, candidatura de Eduardo Campos é reversível

SÃO PAULO — Os sinais dados pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, de que disputará a sucessão presidencial em 2014 ainda não convenceram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para quem o lançamento da candidatura do dirigente do PSB ainda pode ser revertido. Em conversas recentes, com petistas e aliados, o líder do PT avaliou que, no cenário atual, seria muito arriscado para o socialista entrar numa disputa eleitoral, uma vez que, segundo ele, não há espaço no campo da esquerda para mais uma candidatura presidencial.

Caso o socialista queira se viabilizar como candidato, Lula avalia que Campos terá de se aproximar da direita e, assim, abrir mão de bandeiras eleitorais do atual governo federal, como o combate à miséria e a ascensão da população à classe média. O líder do PT ainda considera cedo debater a sucessão ao Planalto com o dirigente do PSB, o que deve ser feito apenas no segundo semestre, quando pretende chamar o socialista para uma conversa em São Paulo, na qual irá alegar que o lançamento da candidatura do PSB poderá dividir e enfraquecer a esquerda.

Em encontro, no final do mês passado, Eduardo Campos informou à presidente Dilma Rousseff que o PSB decidirá pela candidatura própria apenas em 2014 e que, até lá, continuará na base aliada do governo federal. Nas últimas semanas, contudo, o dirigente do PSB tem mantido diálogos com PPS, PDT e PTB e se aproximado de setores do empresariado. Na quinta-feira, o socialista compareceu a jantar na residência do empresário Flávio Rocha, dono da rede de lojas Riachuelo, e, ontem, participou de almoço promovido pelo Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), em um hotel de São Paulo.

No evento, o socialista afirmou que a presidente sabe que não é hora de o PSB decidir sobre 2014 e ressaltou que, no encontro que tiveram, Dilma deixou claro que o interesse do governo federal é manter uma relação de respeito com o partido neste ano. Segundo ele, quando houver uma decisão, informará à presidente ou ao dirigente nacional do PT, Rui Falcão.

— Ela sabe que não é a hora do PSB decidir. O PSB vai decidir no seu tempo. Ela deixou muito claro que o interesse é seguir com uma relação de respeito com o PSB durante todo o ano de 2013 e deixar 2014 para 2014. Para mim, vale a conversa que tive com ela. Se tiver alguma coisa para dizer ao PT, vou falar com quem efetivamente devo falar: com a presidente ou com o presidente nacional do PT — afirmou.

O dirigente do PSB disse que ainda não foi marcada uma conversa com Lula, mas que estará à disposição do petista e irá ao seu encontro caso ele queira discutir. Na quarta-feira, o ex-presidente iniciou viagem pela África e só retornará ao Brasil no final da semana quem vem.

— Eu fui ministro e sou amigo do ex-presidente, tenho um grande respeito por ele. Todas as vezes que ele precisar falar comigo, estarei à disposição e vou ao encontro dele — disse.

No almoço de ontem, segundo empresários presentes, o dirigente do PSB defendeu que o país precisa definir uma política de comércio exterior mais clara e que o governo federal deve priorizar alguns setores da economia para os quais tem maior vocação. Em sua exposição, ele elogiou o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e apresentou conquistas da sua gestão nas áreas social, educacional e de saúde, as quais, se for candidato, devem lhe servir como bandeiras eleitorais.

(webremix.info)


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