Saúde e medicina

Notícia : Saúde e medicina

Massa de ar quente empurra Portugal para cima dos 40 graus

Calor extremo vindo do Norte de África motiva conferência de imprensa conjunta da Direcção-Geral de Saúde, Protecção Civil e IPMA, com apelos especiais à população. No Alentejo, o termómetro poderá marcar 44 graus. (webremix.info)


Após furacão nas Ilhas Virgens, pacientes de diálise não conseguem voltar para casa

As tempestades que devastaram o Caribe deixaram centenas de desabrigados e geraram caos no sistema de saúde local (webremix.info)


Campanha de vacinação malsucedida causa a morte de 15 crianças no Sudão do Sul

O governo do Sudão do Sul, no nordeste da África, informou nesta sexta-feira que 15 crianças menores de 5 anos morreram por causa de uma campanha de vacinação contra o sarampo malsucedida. O ministério da Saúde do país atribuiu as mortes a um erro humano.Uma mesma seringa teria sido usada para aplicar a vacina em todas as crianças. Além disso, o medicamento pode ter sido mal armazenado. [Leia mais...] (webremix.info)


Negros são maioria entre população mais pobre no Brasil (webremix.info)


Prêmio de tecnologia social tem inscrições prorrogadas (webremix.info)


Prêmio de tecnologia social seleciona projetos do Brasil, América Latina e Caribe  (webremix.info)


ONU alerta para o importante trabalho de parteiras na América Latina e Caribe (webremix.info)


ONU alerta para o importante trabalho das parteiras (webremix.info)


O difícil recomeço de refugiados do Congo

NITERÓI — A guerra civil do Congo, que já dura mais de 20 anos, segue separando famílias. Enquanto parte da população luta, outra foge do conflito, buscando refúgio em diversos países. Alguns o encontraram no Jardim Catarina, em São Gonçalo. Um processo contínuo iniciado há quatro anos e que já trouxe 12 famílias para a cidade. Hoje há 54 pessoas, sendo que duas nascidas no município. A vida do lado de cá do Oceano Atlântico é dura. Pessoas qualificadas seguem desempregadas. É o caso da farmacêutica Mireille Minga Kiala, de 30 anos.

— Faz um ano que cheguei. Precisamos da liberação dos documentos definitivos. Assim, sem trabalho, está muito difícil. Estou procurando faxina — conta a mulher, que abriu a casa onde vive com o marido e quatro filhas para mais duas refugiadas. — Fidelli, grávida na época, estava na rua chorando. Se for para passar fome, passamos juntas.

As necessidades são amenizadas por doações da Pastoral Familiar da Paróquia de Santa Catarina Labouré.

— Trazemos legumes a cada 15 dias. Fidelli chegou grávida, e sua criança nasceu há dois meses. Estamos buscando ajuda para a alimentação de todos — explica Sérgio Pereira, que cuida da pastoral ao lado da mulher, Ademilda.

Apesar do apoio, as dificuldades ainda rondam o grupo. Há uma semana, Fidelli começou a ter crises de choro.

— Deixei meu marido e minhas filhas lá. Não sei deles. Por isso choro — lamenta.

Ela, como a maioria, embarcou num navio sem saber o destino. Gastou as economias numa passagem clandestina. Ao chegar, muitos são acolhidos pela Cáritas, um braço da Igreja Católica, que paga um benefício temporário. Mas sem chances de emprego, o grupo ainda precisa de ajuda para suprir necessidades básicas.

Francine Kinzeka, de 28 anos, teve um pouco mais de sorte. Veio para o Brasil com o marido, Dominique, de 37, que trabalha como pedreiro. A família cresceu, há dois meses, com o nascimento da segunda menina. Francine mantém contato com a família, na África, pelo WhatsApp.

— Fico triste, porque a situação para eles piorou. Há poucos dias, teve conflito na vila — diz a mulher, que deixou a carreira de comerciante, e, hoje, procura emprego como faxineira.

A Secretaria municipal de Desenvolvimento Social de São Gonçalo realizou um encontro com os refugiados.

— Entre eles há profissionais de saúde, outros com nível superior, motoristas... — enumera o secretário Marlos Costa. — A maior necessidade, no momento, é encontrar trabalho.

Costa explica que os congoleses têm vistos, estão com a documentação regular e a maioria fala português. Como são refugiados, podem ser inseridos no Bolsa Família. Eles serão cadastrados no Serviço Nacional do Emprego. Acompanhamento de saúde e psicológico também estão sendo disponibilizados.

Quem quiser doar alimentos pode procurar a Pastoral Familiar da igreja na Rua Madeira de Freitas esquina com Avenida Paulo Sexto, no Jardim Catarina.

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Saneamento condominial

A série de matérias do GLOBO sobre saneamento básico expôs o enorme déficit do setor, e a exclusão de milhões de brasileiros do acesso à água potável e coleta e tratamento de esgoto. É um problema crônico a desafiar governos e agências unilaterais.

Milhões de famílias pobres, com parcos recursos políticos e econômicos para reivindicar, são privadas de um serviço vital ao seu bem-estar. São moradores de aglomerados pouco ou nada urbanizados, em territórios que sobraram da urbanização regular, em áreas populosas e carentes de serviços, especialmente na América Latina, Ásia e África.

O estudo “UN-Water” da Organização Mundial da Saúde (OMS) cita 100 milhões de pessoas na AL/Caribe sem coleta e tratamento de esgoto, e 36 milhões sem água potável — no Brasil são 35,1 milhões e 3,1 milhões, respectivamente.

A histórica falta de verbas oficiais agrava o quadro, e enseja a disseminação de vários problemas de saúde pública, como zika, chicungunha e dengue.

Contudo, há soluções alternativas sólidas em cidades como Brasília e Salvador, e que já atraem governantes, empresas de saneamento e entidades financiadoras.

A mais estruturada e eficaz delas é o Sistema de Saneamento Condominial, em implantação há 30 anos com nítida melhora na qualidade de vida de brasileiros, paraguaios e peruanos, entre outros. O êxito técnico, social e econômico do método levou o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) a recomendar seu uso na solução para o problema do saneamento na AL por reduzir, com qualidade, os custos de implantação do sistema de distribuição de água potável em cerca de 70%, e de esgotamento em 40%.

O método se adapta a qualquer tipo de urbanização, com menos transtorno e mais diálogo entre os envolvidos — entes político-institucionais, sociedade civil, líderes locais e usuários.

A partir da década de 90, no Distrito Federal, e desde 2000, na Bahia, esse método ajuda a universalizar o acesso ao saneamento, com cerca de 1,5 milhão de beneficiados no primeiro e 1,35 milhão no segundo. Na Estrutural (comunidade pobre do DF), o método mudou as vidas de todos, e ajudou a transformar um aterro sanitário, com milhares de catadores em barracos, num bairro de residências fixas e ordenadas.

Já nos Lagos Sul e Norte, áreas nobres, o novo sistema, em lugar de fossas, foi implantado com sucesso pela Caesb (a empresa local de saneamento), provando que a tecnologia atende pobres e ricos.

Sob orientação e financiamento do BID, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) trabalha para despoluir a bacia do Rio Ipojuca (terceiro mais poluído do país) e dar qualidade de vida à população via saneamento condominial.

Portando, é um método que está pronto para ir além, e pode mudar nosso crônico déficit de saneamento básico, desde que mais autoridades e agências unilaterais optem por adotá-lo, em prol da saúde de milhões de cidadãos e do meio ambiente. (Mais detalhes emhttp://www.diagonal.net/nosso-canal/71-a-problematica-de-saneamento).

José Carlos Melo e Deise Coelho (Consórcio Condominium/Diagonal) são engenheiros e consultores contratados pelo BID

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Brasil precisa investir R$ 317 bi em 20 anos para universalizar saneamento (webremix.info)


‘As melhores ideias podem vir de qualquer lugar’, diz diretora da amfAR

RIO- Ela é a “mãe” da iniciativa Contagem Regressiva para a Cura da Aids, iniciada em 2015. A americana Rowena Johnston lidera a equipe que idealizou o projeto e, como vice-presidente e diretora de pesquisa da amfAR, é ela quem direciona as prioridades de estudo na área, supervisiona as bolsas de apoio a jovens pesquisadores e é considerada peça-chave na formação do Consórcio de Pesquisa para a Erradicação do HIV, em funcionamento desde 2010. Rowena diz que investimento atual é de US$ 100 milhões e que Brasil pode ter papel importante. aids

Você considera que o estudo que realizou injeção de anticorpos em macacos, e curou um dos animais, é o que está mais próximo de chegar a uma possível cura?

Eu acredito que esse estudo é muito interessante, mas trata-se apenas de um macaco curado [entre quatro], e macacos não são exatamente como humanos. Além disso, só podemos decidir se um estudo realmente permitiu um salto na ciência depois que ele é publicado, o que ainda não aconteceu. Só aí poderemos avaliá-lo. Essas ponderações fazem parecer que eu acho o estudo ruim, mas não é isso. Neste momento ainda não temos informações suficientes. No entanto, há muitas iniciativas ao redor do mundo em busca da cura, e é isso o mais importante. O que vemos hoje nos dá esperança e otimismo. Eu tenho certeza de que é possível curar o HIV.

Tem uma aposta de como será essa cura?

Como essa cura vai ser, eu não sei. De onde essa cura vai vir, também não sei. Mas o importante de se entender é que, mesmo quando você tenta algo que no fim das contas não funciona, você aprende e consegue mais informações para tentar novas abordagens no futuro. É assim que temos avançado no tratamento para o HIV nas últimas décadas e é assim que avançaremos para alcançar uma cura.

A amfAR começou com o objetivo de encontrar a cura por causa do “paciente de Berlim” ou antes disso já havia esse investimento?

Investíamos desde 2002, quatro anos antes do “paciente de Berlim”. Fomos a primeira instituição a investir em pesquisas específicas sobre cura. E ouvi muitas pessoas me dizendo que éramos malucos, que estávamos desperdiçando tempo e dinheiro. Mas nós sempre acreditamos que, se há um vírus que causa tantas doenças e que traz consigo um dano social tão grande, é claro que temos que procurar uma cura. Se, naquela época, nenhum pesquisador levava a sério a descoberta da cura, depois do “paciente de Berlim” muitos passaram a se interessar. Agora, estamos comprometendo US$ 100 milhões [equivalente a mais de R$ 310 milhões], uma quantia realmente grande, para financiar pesquisas ao redor do mundo, porque as melhores ideias podem vir de qualquer lugar.

E o Brasil pode ter um papel importante?

Definitivamente. Existem pesquisadores muito bons no Brasil, e o país é famoso por ter tido uma resposta excelente à epidemia de HIV. Há tratamento para todos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e existe um contexto social em que há liberdade para se falar de camisinhas. Nos Estados Unidos, por exemplo, não há. Em 1990, o Brasil e a África do Sul tinham o mesmo percentual de pessoas com HIV. Na África do Sul, não trataram a doença, e olha a diferença entre as duas nações agora. O Brasil tem uma taxa de infectados muito baixa, e ainda realiza boas pesquisas.

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No Porto, instituto que preserva memória da escravidão pode fechar

RIO — A primeira vez em que a carioca Merced Guimarães, de 60 anos, esteve na casa da Rua Pedro Ernesto 36, na Gamboa, foi em 1988, ano do centenário da abolição da escravatura no Brasil. Ao bater os olhos no imóvel, uma construção de 1866, com o pé-direito alto, ela e o marido ficaram encantados e acabaram comprando a propriedade dois anos depois. Mal podiam imaginar que, durante a reforma da residência, em 1996, descobririam que estavam vivendo sobre sepulturas de escravos. Era o Cemitério de Pretos Novos, onde, entre 1779 e 1830, eram enterrados os africanos mortos na chegada ou durante a viagem de navio até o Porto do Rio. Por causa de sua importância histórica, o lugar foi transformado no Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos (IPN).

O roteiro da pequena áfrica

Apesar da riqueza histórica, o instituto corre o risco de fechar as portas. Merced Guimarães contou que, no início do mês, foi comunicada pela direção da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio (CDurp), órgão da prefeitura, que o convênio que previa o repasse de cerca de R$ 6 mil mensais para o custeio da casa não será renovado. A companhia informou que “vai reposicionar seus contratos" após análise dos orçamentos de 2017 e 2018.

Segundo o arqueólogo Reinaldo Tavares, que desde 2008 faz pesquisas no Pretos Novos, é difícil estimar quantas pessoas foram enterradas naquele terreno que tinha o tamanho de um campo de futebol. O que restou de um livro de anotações da época mostra que, somente entre 1824 e 1830, aconteceram 6.122 sepultamentos de escravos, de acordo com registros do Arquivo Geral da Cidade do Rio. Não havia lápides, e os corpos eram colocados em covas coletivas.

RELÍQUIAS HISTÓRICAS

Para a historiadora Martha Abreu, além do cemitério, que ajudou a desenterrar a história da Pequena África na década de 1990, a região do Porto tem pelo menos outros 17 endereços que merecem ser visitados. Uma relíquia histórica obrigatória para saber mais sobre esse período é o Cais do Valongo, candidato a Patrimônio da Humanidade. Outro, diz ela, é o Jardim Suspenso do Valongo.

— Além da beleza do jardim, temos ali uma casa do início do século XIX, considerada a única casa de venda de africanos não demolida pelas obras de Pereira Passos. Sem contar que a vista lá de cima é incrível: dá para ver os morros do Livramento e da Providência e o relógio da Central do Brasil — comenta Martha, uma das autoras do projeto “Passados presentes: memória da escravidão no Brasil", que traça um roteiro histórico no estado sobre esse período (http://passadospresentes.com.br).

Na região da Pequena África, o “Passados Presentes” sugere um percurso de cerca de três horas, a partir do Museu de Arte do Rio (MAR), seguindo pelo Largo da Prainha e por ruas da Saúde e da Gamboa. A lista inclui a Pedra do Sal, a Praça dos Estivadores e o prédio da Docas Dom Pedro II, hoje sede da Ação da Cidadania, feito por André Rebouças, um engenheiro negro que proibiu uso de mão de obra escrava nas construções.

— Vale visitar também a Associação Chora Macumba, entidade carnavalesca que funcionou na Rua Barão de São Félix no início do século XX, e o Mercado de Escravos da Prainha, no atual Largo de São Francisco da Prainha — indica Martha Abreu.

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Marcelo Crivella comenta estado de saúde: ‘Deus tem me ajudado muito’

RIO - O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, comentou sobre o seu estado de saúde na manhã deste sábado. Diagnosticado com tumor na próstata, o político confirmou que já está em tratamento contra a doença:

— Estou muito bem, graças a Deus. O Senhor Deus tem me ajudado muito. Tenho feito tratamento, mas estou muito bem.

De acordo com a assessoria do prefeito, não há previsão de que ele entre de licença médica. O tumor tem dois milímetros e existem várias alternativas de tratamento, ainda segundo com os assessores de Crivella. Caso seja necessário fazer uma cirurgia, o tempo de recuperação é de apenas uma semana.

A declaração foi dada em um evento de vacinação contra febre amarela nesta manhã, em um posto de saúde em Realengo, na Zona Oeste do Rio. No local, Crivella disse que já se vacinou contra a doença, por fazer várias viagens missionárias para a África. O prefeito também comentou sobre a nova escala da Guarda Municipal, que passa a ser de 12 por 60 horas:

— Não vamos tirar ninguém das ruas. Na verdade, fizemos uma escala, em que parte do efetivo passou a trabalhar no período de 12 por 60 e, outra parte, de 12 por 36 horas. Os guardas com mais tempo de serviço ficaram com o tempo de folga maior. Também estamos criando uma forma para cobrar as folgas deles em algumas ações especiais que estamos planejando. Crivella fala sobre estado de saúde

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Imunidade baixa exige avaliação médica


O Ministério da Saúde (MS) recomenda avaliação médica para pacientes que têm defesas imunológicas baixas e que precisem da vacina contra a febre amarela, seja por habitar regiões de risco ou que vão viajar para regiões afetadas por surto. A vacinação é recomendada em 19 estados do Brasil e em 152 países – a maioria dos que fazem a exigência fica na América do Sul e Central, África, Ásia e Oriente Médio, além de ilhas do Caribe e da Oceania. [Leia mais...] (webremix.info)


Mais países exigem vacina de brasileiros contra a febre amarela (webremix.info)


Um em cada cinco casos de tuberculose é resistente a tratamento

LONDRES — O aumento dos casos de tuberculose resistente a tratamentos ameaça décadas de progresso no controle dessa doença contagiosa, alertaram especialistas nesta quinta-feira. A estimativa é que um em cada cinco pacientes é infectado por bacilos imunes a ao menos um medicamento; e um em cada 20, por bactéria multirresistente, capaz de sobreviver a mais de uma droga.

LINKS TUBERCULOSE

A tuberculose é a doença infecciosa que mais mata no mundo, superando até mesmo a temida AIDS. Apenas em 2015, foram 1,8 milhão de mortos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. Apesar de novas drogas com potencial para combater cepas resistentes estarem surgindo, especialistas alertam que sem o diagnóstico correto, rastreamento dos casos e protocolos de tratamento, a efetividade desses medicamentos pode ser perdida rapidamente.

— A resistência a drogas contra a tuberculose é um problema global que ameaça os esforços para erradicação da doença — disse à Reuters Keertan Dheda, professor da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, que coliderou estudo publicado no periódico “Lancet Respiratory Medicine”. — As taxas de cura para tuberculose resistente são baixas, e as pessoas podem continuar infectadas.

A tuberculose é uma infecção bacteriana normalmente tratada com uma combinação de antibióticos, mas o uso excessivo dessas medicações em todo o mundo provocou o surgimento de “superbactérias”, cepas imunes ao tratamento. A maior ameaça é de bacilos multirresistentes, imunes a duas drogas essenciais de primeira linha, isoniazida e rifampicina, ou mesmo a fluoroquinolonas e outros fármacos de segunda linha.

TRANSPORTE PELA MIGRAÇÃO

Cerca de metade dos casos globais de tuberculose multirresistente se concentra na Índia, China e Rússia, mas a migração e as viagens internacionais transportaram essas cepas para praticamente todo o mundo. David W Dowdy, especialista na doença na Escola de Saúde Pública da Johns Hopkins, nos EUA, alerta que na próxima década “é bastante possível que nós veremos uma epidemia de tuberculose multirresistente de escala global sem precedentes”.

— A diferença para esse resultado está menos com o patógeno e mais com a vontade política de se priorizar (o combate à doença) — disse Dowdy. — A tuberculose multirresistente não está parada, e nós também não podemos ficar.

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Mosquitos que transmitem a febre amarela silvestre podem entrar em casas próximas a matas

Info - transmissores febre amarelaRIO - A casa deles é a copa das árvores que ficam em florestas, inclusive as urbanas, como a da Tijuca. O que não impede que cheguem a quintais, jardins e varandas de residências localizadas perto de matas. Por isso, o risco de ser picado pelos transmissores Febre amarela dom da febre amarela silvestre — os mosquitos das espécies dos gêneros Haemagogus e Sabethes — não existe só para quem frequenta áreas verdes, explica o infectologista e especialista em entomologia médica Aloísio Falqueto, que, desde janeiro, investiga o surto da doença em Minas Gerais e no Espírito Santo.

Professor do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Espírito Santo, Falqueto estuda há 39 anos insetos que transmitem doenças. Ele diz que o atual surto no país tem mudado o que se sabe sobre os mosquitos da febre amarela silvestre. O especialista destaca, porém, que esses vetores não se afastam muito das florestas. Os Haemagogus e Sabethes não aparecem em praças e árvores de rua, por exemplo. Tampouco voam longe, a ponto de alcançarem a maioria dos apartamentos — a não ser os imóveis contíguos a florestas como a da Tijuca e a do Maciço da Pedra Branca.

— Não há evidência de que os Sabethes voem mais que 100 metros dentro de uma mata. Nela, são comuns. Vivem também nas bordas, mas não entram na casa de alguém ou num apartamento, a não ser que haja uma varanda encostada nas árvores da mata. Mesmo assim, não ficam por lá, como o Aedes aegypti. No entanto, podem picar uma pessoa e sair — afirma o infectologista.

SEM MOTIVO PARA ALARME

Pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Ricardo Lourenço, um dos maiores especialistas do país em insetos transmissores de doenças, diz que cidades com matas urbanas, como o Rio de Janeiro, sempre tiveram esses mosquitos silvestres.

— Imagine casas de Santa Teresa próximas à Floresta da Tijuca. Muitos desses imóveis ocupam encostas e ficam no mesmo nível das copas de várias árvores, o que cria condições para que mosquitos silvestres entrem pelas janelas ou varandas. Mas não existe motivo para pânico porque, para a febre amarela silvestre ser transmitida, os mosquitos precisam estar com uma carga viral considerável, e não há qualquer indício nesse sentido. A população não tem motivo para ficar alarmada — afirma Lourenço.

A diferença entre a febre amarela urbana e a silvestre é justamente o mosquito transmissor. O vírus é o mesmo; a doença é uma só. Mas a do tipo urbano é transmitida pelo Aedes aegypti, que infesta cidades e cuja “vítima” preferida é o ser humano.

Abundantes em matas, as espécies silvestres foram menos estudadas que o Aedes, mas sabe-se que a maioria não circula por longas distâncias. Embora estudos mostrem que uma das espécies de Haemagogus pode voar por quilômetros, Aloísio Falqueto explica que essas pesquisas foram realizadas em pontos da Amazônia com condições ambientais muito diferentes das encontradas na Região Sudeste.

— Esse tipo de inseto vive em um sistema ecológico complexo. Depende das árvores para viver. Porém, a maior parte do que se sabe sobre ele vem de estudos da Amazônia e da América Central. Seus hábitos na Mata Atlântica ainda são relativamente pouco conhecidos — afirma o professor da Universidade Federal do Espírito Santo.

É uma incógnita, por exemplo, quantas vezes a fêmea (só ela se alimenta de sangue) pode picar uma pessoa. Mas é sabido que, como descem das copas das árvores, atacam principalmente a cabeça e o tronco. E o fazem principalmente entre meio-dia e 15h, embora possam se alimentar em todo o período de incidência de luz natural, inclusive no anoitecer, explica Ricardo Lourenço:

— Os macacos são os alvos favoritos dos mosquitos silvestres. Isso acontece porque, como os insetos, eles vivem nas copas das árvores. Os primatas sobem nos troncos para períodos de repouso. Catam uns aos outros e adormecem no início da tarde, quando os Haemagogus e Sabethes estão em seu horário de maior atividade. Ou seja, são atacados facilmente.

Aloísio Falqueto e outros pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo já coletaram 6.300 mosquitos em quatro cidades do Espírito Santo (Venda Nova, Pancas, Santa Teresa e Cariacica), escolhidas por representarem diferentes ambientes nos quais a febre amarela vem se manifestando. Esses insetos são analisados pela equipe de Ricardo Lourenço, na Fiocruz.

— A meta é investigar quais são as espécies dos mosquitos e o nível de infecção pelo vírus. O que mais nos surpreendeu até agora foi descobrir que 80% desses insetos são Sabethes. Pensávamos que os Haemagogus eram os principais transmissores da febre amarela silvestre. Mas, na Mata Atlântica, não é isso o que estamos vendo. Esse surto tem realmente surpreendido — afirma Falqueto.

O Sabethes depende mais da floresta e existe em toda a Mata Atlântica.

— Praças não têm Sabethes, mas fragmentos de mata, sim. Eles são bem comuns na Mata Atlântica. E não apenas nela, mas nas plantações de eucaliptos, por exemplo. Essas plantações existem em toda parte — diz o professor da Universidade Federal do Espírito Santo.

Um dos mais experientes estudiosos de mosquitos transmissores de doenças do Brasil, Aloísio Falqueto não tem a menor dúvida de que a febre amarela silvestre se alastrará pelas florestas do Estado do Rio e chegará a São Paulo:

— Estamos convencidos de que o surto continuará se alastrando pelas matas e vai chegar, em um período de quatro a seis semanas, às florestas de São Paulo. Passará pelas serras do Estado do Rio, pelas matas de cidades como Petrópolis e Teresópolis. Não foi surpresa alguma para nós a doença ter chegado a Casimiro de Abreu. Essa doença não segue mapas, segue matas. Avisamos que fazer um bloqueio com vacina apenas nas cidades que fazem limite com Minas Gerais e Espírito Santo não bastava. O vírus segue pelas áreas de montanhas e se espalha pelas florestas. Foi isso o que alertamos e foi isso que aconteceu. A febre amarela segue os caminhos da floresta, isso é sabido.

Falqueto diz que não há justificativa para a população de Casimiro de Abreu e cidades vizinhas não ter sido vacinada antes:

— Fico revoltado de terem deixado acontecer uma coisa dessas. Desde quando mosquito respeita mapa, divisa de estado ou segue por rodovia? Essa história de bloqueio de fronteiras é tão ultrapassada quanto o Tratado de Tordesilhas.

Ele observa que bloqueios pontuais, como os que o Estado do Rio fez em janeiro e fevereiro, são insuficientes:

— Esse tipo de ação não funciona, como ficou provado com os casos de infecção de seres humanos, porque não foi baseado em conhecimento. A doença se espalha como sempre fez, pelos corredores de florestas. Avisamos isso em reuniões técnicas. Achamos que esse surto vai acabar somente com a chegada da estação mais fria, como sempre aconteceu com a febre amarela.

Ricardo Lourenço destaca que o vírus se espalhou rapidamente por Minas Gerais e pelo Espírito Santo:

— Pesquisamos os mosquitos em toda a região de serras do Estado do Rio em novembro e dezembro do ano passado. Na época, não vimos qualquer indício de febre amarela. Nosso grupo se dedica mais à febre amarela do que a qualquer outra doença. O que realmente nos preocupa é o risco de a febre amarela se reurbanizar, isso é, voltar a ser transmitida pelo Aedes aegypti, que infesta as cidades e tem o ser humano como alvo. Isso seria uma tragédia. Hoje, o risco de a febre amarela se urbanizar é enorme.

DA ÁFRICA PARA O BRASIL

Originária da África, a doença chegou ao Brasil no século XVIII. Veio com o Aedes aegypti, seu principal transmissor, e causou epidemias que mataram milhares de pessoas. Com as campanhas de erradicação intensas do início do século XX, a febre amarela foi controlada no Brasil em 1942. O último registro foi no Acre. Porém, nos anos 1930, no Vale do Cannã, no Espírito Santo, descobriu-se que ela tinha um ciclo silvestre. Esse ciclo, que se dissemina com intensidade muito menor, permaneceu nas florestas brasileiras causando surtos pequenos e pontuais, principalmente na Amazônia.

A partir dos anos 2000, a doença começou se espalhar para o leste e o sul com maior intensidade. E, no fim de 2016, eclodiu em seres humanos, em Minas Gerais, no pior surto de febre amarela silvestre do Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, há 1.558 casos notificados, a maioria em Minas Gerais e no Espírito Santo.

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Febre amarela: especialista diz que vacinação começará tarde

RIO - A decisão do governo estadual de vacinar contra a febre amarela, até o fim do ano, 12 milhões de moradores do Rio é necessária, mas, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, Maurício Lacerda Nogueira, foi tomada tarde. Ele diz que, desde janeiro, quando foi descoberto o surto da doença em Minas Gerais, especialistas já alertavam para a vulnerabilidade do Rio, que, além de ter uma população suscetível por não ter sido imunizada, está cercado por três estados com casos suspeitos e confirmados de febre amarela.

— O risco do estado do Rio de Janeiro é elevado porque tem muito mosquito e pouca gente vacinada. Temos alertado sobre isso desde janeiro. A cobertura mínima considerada segura é vacinar acima de 80% da população. E 90% é o percentual que pode garantir tranquilidade — afirma Nogueira, que é professor da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, em São Paulo.

febre amarela 14/03

Esse município e cidades vizinhas estão entre as áreas do estado de São Paulo que registraram a doença em macacos e tiveram notificações de febre amarela silvestre em humanos. Porém, os casos eram de pessoas de fora da região.

— Temos na região de São José do Rio Preto uma cobertura vacinal de 95%, mais do que suficiente para proteger a população. Mas para isso fizemos uma campanha intensa, casa a casa. Isso já é feito há anos, desde 2009, quando ocorreram casos da doença em macacos. E, como resultado, as mortes confirmadas agora são de pessoas de fora (infectadas em Minas Gerais). Os macacos ainda estão morrendo, mas as pessoas não. Isso é graças à vacina — destaca o pesquisador.

O secretário municipal de Saúde, Carlos Eduardo Mattos, afirmou, no entanto, que a população do Rio não precisa correr aos postos de saúde em busca da proteção. Em coletiva ontem, ele afirmou que haverá vacina à disposição durante o ano todo.

— Não é preciso afobação. Estamos treinando nosso pessoal. Terá vacina o ano todo. Não é vacinação em massa. É uma profilaxia, não há caso no Rio. A população não precisa correr — garantiu o secretário.

Segundo ele, a prioridade agora é atender quem estiver com viagem marcada para cidades onde há surto da doença. De acordo com Carlos Eduardo, em 15 dias, quando a capital receberá do Ministério da Saúde 1, 5 milhão de doses de vacina contra a febre amarela, começará a imunização nos postos para a população. O atendimento será ampliado e passará dos 34 postos atuais para 233 unidades.

ATENDIMENTO SÓ COM SENHA

Nesta segunda-feira, quem procurou os postos encontrou, em alguns bairros, dificuldades para ser vacinado. Em Copacabana, por exemplo, foram distribuídas duzentas senhas. Por volta das 11h, elas já haviam esgotado para o período da manhã.

— Os postos vão abrir às 7h, e a vacinação começará às 8h. Vamos distribuir as senhas, e o posto só fechará quando o último indivíduo que estiver com a senha for atendido. Então, não há motivo de correria e alarde — disse Mattos.

Segundo a Superintendente de Vigilância em Saúde, Cristina Lemos, a prefeitura precisa adaptar os postos à logística da nova vacinação, por isso será necessária a distribuição de senhas:

—Não é só receber a vacina. Teremos que fazer toda a distribuição, inclusive de seringa e agulha. A rede como um todo tem uma capacidade para armazenamento de doses. A gente não pode esquecer que todas as outras vacinas continuam sendo feitas, a imunização de crianças não vai parar — explicou Cristina Lemos.

O Ministério da Saúde vai enviar ao estado três milhões de doses da vacina, metade delas para capital, daqui a 15 dias, mas não informou quando distribuirá os nove milhões que ainda faltarão para imunizar o resto da população fluminense:

— O problema é que a escala de produção do Brasil não é transparente. O país é o maior fabricante do mundo da vacina de febre amarela, mas não se sabe quantas doses o país dispõe hoje —afirma Maurício Nogueira.

NA ÁFRICA, UMA DOSE PARA CINCO PERSSOAS

Autoridades de saúde do Rio, em entrevista ao GLOBO, na sexta-feira passada, não descartaram que, em caso de falta de vacina para atender toda a população, as doses sejam fracionadas. A medida já foi tomada na África no ano passado, quando cada dose foi dividida em cinco para poder atender a mais pessoas. O virologista Maurício Nogueira diz que a estratégia, caso adotada, seria radical e paliativa.

— O fracionamento de vacina seria uma medida desesperada, radical e paliativa. Só foi feito em grande escala uma única vez no mundo, em caráter emergencial e experimental, durante a epidemia de febre amarela urbana, ano passado na África.

Ele ressalta que não se sabe ao certo por quanto tempo a vacina fracionada é capaz de oferecer proteção:

— Na África, como não havia vacina suficiente, fracionaram cada dose em cinco partes, em caráter experimental. Mas isso só oferece proteção temporária, não se sabe exatamente por quanto tempo. É uma medida só tomada quando há risco iminente, uma situação de emergência desesperadora. E vale lembrar que na África a logística foi uma dos maiores problemas. É preciso ter seringas e agulhas aos milhões, se produz toneladas extras de lixo hospitalar por dia. Tudo isso precisa estar no plano de vacinação — explica.

Se ocorrer o fracionamento no Brasil, diz ele, será fruto de despreparo.

— O Brasil deveria estar mais preparado. O país sofreu como nenhum outro com a febre amarela no passado. Hoje tem capacidade técnica, conhecimento. Mas esse grande surto silvestre nos alerta que a agenda política superou a agenda de saúde e não houve o planejamento necessário — opina.

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Unicef: 2016 foi o ano mais mortal para as crianças sírias

BEIRUTE — O ano de 2016 foi o mais mortal para as crianças na Síria desde o início da guerra, alertou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) nesta segunda-feira. De acordo com a agência da ONU, 652 menores foram mortos neste período em razão dos combates, um salto de 20% na comparação com 2015 e um número superior a qualquer outro ano do conflito. Síria

Os dados constam em um relatório do Unicef publicado dois dias antes do 6º aniversário da revolta popular contra o ditador Bashar al-Assad, que acabou virando uma sangrenta guerra civil com mais de 470 mil mortos.

As crianças estão entre as primeiras vítimas da repressão brutal do regime e também de ações dos combatentes da oposição e de grupos extremistas. Não houve diminuição de ataques a escolas, hospitais, parques e casas no ano passado, enquanto o governo sírio, seus aliados e adversários mostraram um desprezo pelas leis da guerra.

Segundo o Unicef, pelo menos 255 crianças foram assassinadas dentro ou perto de uma escola em 2016, e 1,7 milhão está sem estudos. Uma em cada três escolas na Síria se encontra inutilizável — algumas devido à ocupação de grupos armados.

— A profundidade do sofrimento é sem precedentes — advertiu Geert Cappelaere, diretor regional do Unicef para o Oriente Médio e Norte da África, falando de Homs, na Síria. — Milhões de crianças na Síria são atacadas diariamente, suas vidas estão de cabeça para baixo.

O uso de crianças-soldado também aumentou no país. Pelo menos 851 crianças foram recrutadas por grupos armados no ano passado, mais que o dobro em relação a 2015.

Os recrutados se encontram cada vez mais na linha de frente ou, em casos extremos, são usados como suicidas ou guardas prisionais.

Em 15 de março de 2011, começavam os primeiros protestos contra o governo de Assad, que levaram a uma violenta repressão e depois à guerra civil. Desde então, o número de crianças vítimas da guerra vem só crescendo.

— Toda criança está marcada por uma vida com horríveis consequências sobre sua saúde, bem-estar e futuro — acrescentou Cappelaere.

Outro problema é a questão das minas. Crianças de todo o país estão em risco de sofrer lesões graves por brincarem perto de minas terrestres e fragmentos de munições. A remoção desses artefatos em áreas mantidas pela oposição tem sido severamente prejudicada pela falta de acesso de especialistas aos locais.

O futuro das crianças sírias fora do país também é preocupante: 2,3 milhões de crianças sírias são refugiadas em outras partes do Oriente Médio.

Na semana passada, a ONG Save The Children advertiu em um relatório que a guerra civil está provocando uma grave crise na saúde mental das crianças. Em meio a traumas, depressão e medo, a organização revelou que grande parte dos menores está sofrendo de estresse tóxico, estresse pós-traumático e situações extremas. Algumas delas chegam a condições extremas, como autoflagelação, tentativas de suicídio e até perda da fala.

Info - criancas sirias

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Canadenses que viajaram a países como Brasil têm graves complicações por causa da zika

TORONTO — O impacto do vírus da zika em canadenses que fizeram viagens para a América do Sul e Caribe foi "mais grave" do que o esperado, dizem pesquisadores. Um novo estudo, publicado na última segunda-feira no "Canadian Medical Association Journal" examinou 1.118 pacientes que, ao zika longo de um ano, frequentaram clínicas de saúde depois de voltarem de viagens a lugares onde há circulação do vírus. Enquanto nenhum deles teve complicações por causa de doenças como dengue e chicungunha, a taxa de pacientes com complicações derivadas da zika foi significativa: 10% dos infectados com o vírus desenvolveram problemas graves.

Os pacientes canadenses no estudo visitaram uma das sete clínicas de viagem do país, espalhadas por Colúmbia Britânica, Alberta, Manitoba, Ontário e Quebec. Quarenta e um deles foram diagnosticados com zika. Destes, quatro não apresentaram boa evolução: duas mulheres grávidas desenvolveram infecções congênitas que afetaram seus bebês; e dois outros pacientes tiveram sintomas da síndrome de Guillain-Barré, que pode causar paralisia temporária.

Com exceção de um caso de infecção através de relações sexuais, os casos de zika que fizeram parte do estudo provavelmente foram transmitidos por mosquitos Aedes aegypti, tão comuns no Brasil e em outros países da América do Sul.

Os sintomas mais comuns que os viajantes infectados com zika apresentaram foram erupções cutâneas e febre, seguidas de dores musculares ou nas articulares e dores de cabeça. Os médicos por trás do estudo destacam a importância da prevenção da doença em caso de viagem para áreas onde existe o vírus. O uso constante de repelente é uma das principais armas.

— Precisamos manter a prevenção em mente. As complicações são raras, mas existem — ressaltou à "BBC" um dos pesquisadores do estudo, Sumon Chakrabarti, especialista em doenças infecciosas da Trillium Health Partners, um grupo hospitalar com sede em Toronto.

Ele também lembrou que é melhor mulheres grávidas ou que planejam engravidar evitem viagens à América do Sul e ao Caribe. E disse que as gestantes cujos parceiros viajaram para regiões com zika devem usar proteção durante o sexo ao longo de toda a gravidez.

Os pesquisadores observaram que o estudo foi limitado, por conta do pequeno número de participantes — a amostra usada na pesquisa representa apenas 12% dos canadenses que contraíram o vírus da zika durante esse período de um ano. Portanto, para se ter certeza sobre o quão grave é a incidência de complicações no caso dessa doença seria preciso analisar todos os infectados.

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‘Estamos mais perto da vacina contra o HIV’, diz infectologista

Enquanto aumenta a epidemia de HIV/Aids no Brasil — os casos em jovens de 15 a 24 anos, por exemplo, cresceram 85% nos últimos dez anos —, aumentam também os esforços da comunidade científica para multiplicar os meios de prevenção. A mais nova iniciativa é o primeiro estudo mundial, liderado no Brasil pela Fiocruz, a avaliar o uso de um anticorpo desenvolvido em laboratório, o VRC01, que promete combater 90% dos subtipos do HIV. Somente no continente americano, 24 centros realizarão a pesquisa com participantes voluntários. E, em território nacional, a empreitada será coordenada por Brenda Hoagland, infectologista do Laboratório de Pesquisa Clínica em DST e Aids do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz). A instituição receberá cem voluntários para os testes a partir de março, entre gays, bissexuais, travestis e transexuais.

HIV

O que é esse estudo?

Ele foi nomeado com a sigla AMP, que significa Anticorpos Mediando Prevenção. Trata-se de prevenir o HIV utilizando um anticorpo neutralizante, feito em laboratório e aplicado na veia. Esse anticorpo não tem o vírus HIV nele, então é importante entender que a pessoa que recebê-lo não vai, de modo algum, entrar em contato com o vírus. Ele foi criado com base nos anticorpos produzidos por pessoas que conseguem controlar naturalmente o HIV no corpo. Esta é uma porcentagem bem pequena da população, mas há quem neutralize o HIV de forma espontânea, e é nesse mecanismo que o AMP se baseia.

Esse anticorpo foi criado no Brasil?

Não, ele foi criado nos Estados Unidos há cinco anos, em laboratórios do que seria o equivalente ao Ministério da Saúde do Brasil. Desde então, ele foi testado em 140 pessoas saudáveis que não tinham risco claro de infecção por HIV. Agora, testaremos em pessoas também saudáveis, mas que fazem parte do grupo mais vulnerável para a infecção, aquele que estatisticamente é o mais afetado. Na América, esse grupo reúne gays, bissexuais, travestis e transexuais. Já na África, são as mulheres. Faremos testes em muito mais pessoas nesta fase do estudo: 2.700 na América e 1.500 mulheres na África Subsaariana

Qual é o principal objetivo?

Criar um novo medicamento de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP). As pessoas poderiam tomá-lo antes de situações em que estarão expostas ao HIV. Já existem algumas PrEPs, mas ainda não estão disponíveis no Brasil. Esta em que estamos trabalhando não será necessariamente melhor do que as outras, mas será mais uma boa opção, se passar nos testes. Eu comparo muito ao anticoncepcional feminino: existem vários tipos de pílula e isso é muito bom, porque cada mulher vai se adaptar melhor com uma. O mesmo vale para quem quer se prevenir do HIV.

Mas estamos perto de uma vacina?

Ainda não, mas estamos mais perto do que jamais estivemos, porque agora temos um melhor entendimento de como o anticorpo funciona. Se ele for bem-sucedido, isso vai nos dar também informações sobre como elaborar uma vacina eficiente. Termos o anticorpo já é um grande passo nisso.

Na sua visão, qual seria o impacto do surgimento de uma vacina segura e eficaz contra o HIV?

Seria muito importante, mas quem trabalha com prevenção não acredita que um único método, mesmo uma vacina, seja suficiente. Não se pretende aqui substituir o preservativo. Falamos sempre em prevenção combinada.

Como anda atualmente o número de novas infecções por HIV no país?

Os dados mais recentes mostram que houve 44 mil novos casos em 2015. A epidemia está aumentando, com certeza. E o Brasil responde por 40% dos novos casos de HIV na América Latina.

No continente americano, onde exatamente o estudo será realizado?

Ele será feito em 19 centros dos EUA, quatro do Peru e um do Brasil, que é o da Fiocruz, no Rio de Janeiro.

Por que só um no Brasil?

Porque era importante ter um laboratório com certa estrutura para esse estudo e se achou melhor fazer só aqui.

Até quando a Fiocruz receberá voluntários?

Começaremos a receber em março, e nossa meta é chegar aos cem voluntários, o que deve ocorrer até setembro. Eles vão passar por uma análise, para ver se se encaixam no perfil, e os primeiros devem começar a receber o anticorpo em abril. Esta fase do estudo deve durar dois anos, período no qual os voluntários receberam a aplicação intravenosa a cada dois meses.

Que tipo de pessoa pode se voluntariar?

Precisa ter entre 18 e 50 anos e ser homem que se identifica como gay ou bissexual, e homem ou mulher que se declara travesti ou transexual. O foco são esses grupos não para alimentar o estigma sobre eles, e sim porque são eles os que, nas estatísticas, aparecem como os que mais se infectam nas Américas.

Qual será a próxima etapa?

Seguiremos para a fase 3, que definirá melhor os efeitos colaterais. A boa notícia é que esse estudo já começou em outros países, e 500 pessoas já receberam o anticorpo, sem registro de problemas. Mas é bom destacar que ainda não temos certeza se ele realmente previne o HIV, então as pessoas não devem buscar o estudo achando que estarão protegidas.

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'Estou muito assustada para conseguir dormir': a cruel caçada por ossos de albinos no Malauí

Femia Tchulani relata sua rotina de medo depois de ter sobrevivido a uma tentativa de sequestro por 'caçadores' que queriam tirar partes do corpo dela; na África Oriental, muitos acreditam que ossos de albinos trazem saúde e sorte. (webremix.info)


Número de doenças emergentes quadruplicou em 60 anos

Info - Mapa novos vírus América Latina

RIO — Um levantamento realizado pela Aliança EcoHealth, organização sem fins lucrativos dedicada ao estudo de doenças emergentes, afirma que o surgimento de novas enfermidades quadruplicou nas últimas seis décadas. Vinte e sete foram identificadas na América Latina e no Caribe entre 1940 e 2013. O Brasil lidera o ranking — oito delas estão presentes no território nacional.

Zika

A cada ano, as doenças infecciosas provocam a morte de mais de 15 milhões de pessoas no mundo — a maioria das vítimas são crianças de menos de 6 anos de idade.

Diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis e Análise de Saúde da Organização Pan-Americana de Saúde, Marcos Espinal sublinha que a América Latina e Caribe registram um “número crescente de eventos de possível interesse para a saúde pública internacional”. Só em 2014 foram identificados e avaliados 93 eventos com estas características.

O prejuízo causado pelas enfermidades é visível em muitos países e exige grandes investimentos dos governos. O combate à dengue custa, em média, US$ 2,1 bilhões por ano na região. Em 2009, o surto da gripe H1N1 afastou 500 mil turistas do México, provocando uma perda estimada de US$ 2,8 bilhões no setor turístico.

Entre as doenças infecciosas emergentes estão casos novos e outros já conhecidos pelos cientistas. Alguns deles são registrados pela primeira vez em determinado lugar. É o caso do vírus zika, que se espalhou pela América Latina em 2016 e levou a uma emergência de saúde global. Ele foi identificado pela primeira vez na Floresta de Zika, em Uganda em 1947. A novidade foi sua chegada e expansão pelo continente americano.

De fato, segundo um estudo da Universidade Brown (EUA), o número de surtos por ano quase triplicou desde a década de 1980.

— Surtos não respeitam fronteiras — disse Espinal, em entrevista à BBC Munddo. — Vivemos em um mundo globalizado, onde você pegar um avião em Nova York e chegar oito horas depois em Moscou.

Além da globalização, outros fatores devem ser considerados, como as mudanças climáticas, a resistência de micro-organismos a determinadas terapias e a falta de serviços básicos, como saneamento.

Vice-presidente de pesquisas da Aliança EcoHealth, Kevin Olival ressalta que, em diversas ocasiões, estas doenças surgem devido a “alterações realizadas pelo ser humano no meio ambiente”.

O desmatamento, a destruição de habitats naturais, a agricultura e a caça aumentam o contato humano com áreas inexploradas e, portanto, aumentam nossa aproximação a determinadas doenças. Portanto, a América Latina, que apresenta grande diversidade ecológica, teria também uma diversidade maior de patógenos.

Embora haja um grande número de focos infecciosos que não podem ser evitados, Espinal afirma que o principal desafio é evitar que sejam a origem de epidemias. Para isso, é importante que os governos invistam em prevenção e tratamento, assim como a colaboração da sociedade civil.

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Desnutrição e doenças matam presos em cárceres superlotados do Haiti (webremix.info)


Poluição está relacionada a 2,7 milhões nascimentos prematuros ao ano, diz estudo

LONDRES - Conter a poluição do ar pode ajudar a prevenir 2,7 milhões de nascimentos prematuros por ano, uma condição que ameaça as vidas de crianças e aumenta o risco de problemas físicos e neurológicos a longo prazo, apontaram cientistas em estudo publicado nesta quinta-feira.

Partículas finas no ar, derivadas do uso do óleo diesel, queimadas e outras fontes, podem estar relacionadas ao risco de partos prematuros — em conjunto com outros riscos como a idade e a saúde da mãe — segundo o estudo, publicado no periódico "Environment International".

— A poluição do ar pode não só prejudicar pessoas que estão respirando o ar diretamente, mas pode seriamente afetar o bebê no útero da mãe — aponta Chris Malley, autora que liderou a pesquisa, baseada em informações de 2010.

A maior parte de nascimentos prematuros relacionados à poluição do ar ocorrem no Sul e no Leste da Ásia. Somente a Índia soma cerca de um milhão de partos prematuros, e a China, 500 mil. Uma mulher grávida em alguma cidade nestes países respira 10 vezes mais ar poluído do que uma futura mãe em áreas rurais da Inglaterra ou da França, por exemplo.

Por outro lado, de acordo com a pesquisa, na África subsaariana ocidental, no Norte da África e no Oriente Médio, nascimentos prematuros estão relacionados principalmente à poeira de desertos.

A cada ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estimados 15 milhões de bebês nascem de forma prematura e quase um milhão deles morrem após complicações decorrentes.

Ainda de acordo com a OMS, complicações em partos prematuros são a causa principal de morte em crianças com menos de 5 anos.

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Países africanos declaram fim de epidemia de febre amarela

RIO — A pior epidemia de febre amarela da República Democrática do Congo em décadas terminou dois meses após Angola ter declarado o fim da epidemia em seu território. O encerramento dos surtos estaria ligado a uma ampla campanha de vacinação promovida pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Febre amarela

Não foram notificados novos casos em nenhum dos dois países em seis meses. O surto começou em dezembro de 2015 numa favela em Luanda (Angola), antes de se espalhar para a vizinha República Democrática do Congo. Ao todo, mais de 400 pessoas morreram. Foram confirmados 965 casos, além de milhares de ocorrências suspeitas.

A campanha de vacinação imunizou 30 milhões de pessoas nos dois países e contou com o apoio de mais de 41 mil voluntários e 56 instituições de caridade.

“Podemos declarar o fim de um dos maiores e mais desafiantes surtos de febre amarela nos últimos anos”, comemorou o diretor da OMS na África, Matshidiso Moeti, em um comunicado na terça-feira. “Esta resposta sem precedentes esgotou o estoque global de vacinas contra a febre amarela várias vezes".

A escassez de medicamentos forçou os médicos a aplicar nos pacientes apenas um quinto da dose normal, uma tática, segundo a OMS, que assegura uma proteção temporária.

O risco de tais surtos a nível mundial aumentou nos últimos anos devido à urbanização e ao aumento da mobilidade da população. No ano passado, o fenômeno El Niño multiplicou o número de mosquitos.

“Os surtos de febre amarela como o de Angola e da República Democrática do Congo podem tornar-se mais frequentes em muitas partes do mundo, a menos que medidas coordenadas sejam tomadas para proteger as pessoas mais vulneráveis” alertou em comunicado o diretor regional de emergência da OMS, Ibrahima Socé Fall. “Precisamos implementar uma forte abordagem preventiva para vacinar a população em risco em toda a região”.

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Missão zica (webremix.info)


Ofensiva antiaborto de Trump mira centros de planejamento familiar (webremix.info)


Luta contra o Zika (webremix.info)


Onde, como e por que tomar a vacina contra febre amarela (webremix.info)


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