Saúde e medicina
Notícia : Saúde e medicina
Imigrantes africanos seguem para América LatinaEscondidos em navios de carga e incertos sobre aonde a perigosa viagem os levara, um numero cada vez maior de imigrantes africanos chega a America Latina a medida que os paises europeus intensificam o controle de suas fronteiras. Alguns vao para o Mexico e a Guatemala como um primeiro passo rumo aos Estados Unidos, outros aportam na Argentina e no Brasil. Embora muitos cheguem por acaso a America Latina, uma vez na regiao eles encontram governos muito mais receptivos do que na Europa. – Uma noite fui para o porto. Pensei que estivesse indo para a Europa. Depois descobri que estava na Argentina – disse o imigrante de Serra Leoa Ibrahim Abdoul Rahman, ex-menino-soldado que disse ter escapado da guerra civil de seu pais esgueirando-se num navio de carga para uma viagem de 35 dias. No Brasil, os africanos sao agora o maior grupo de refugiados, representando 65% do total dos que pedem asilo, de acordo com o Comite Nacional para Refugiados (Conare). Ha atualmente mais de 3 mil imigrantes africanos vivendo na Argentina, em comparacao com apenas algumas dezenas ha ate oito anos. O numero de pessoas que solicitam asilo a cada ano aumentou abruptamente, para cerca de mil por ano, e um terco deles e africano. – Observamos um aumento pronunciado no numero de africanos vindo ao pais e pedindo asilo – disse Carolina Podesta, do escritorio argentino do Alto Comissariado das Nacoes Unidas para Refugiados (Acnur). O montante ainda e baixo se comparado as dezenas de milhares de imigrantes que viajam para a Europa todos os anos, mas acredita-se que os africanos venham para a America Latina em numeros cada vez maiores. – Ha uma procura por novos destinos – afirmou Podesta, acrescentando que muitos foram pressionados pelas politicas de imigracao e de seguranca mais restritas da Europa estabelecidas apos o 11 de Setembro. – Observamos uma tendencia estavel e ela continua a crescer – disse. Para muitos, a viagem comeca esquivando-se dos controles portuarios da Africa e depois sobrevivendo a base de agua e bolacha durante semanas. – Vimos casos em que eles chegam escondidos dentro do leme de um navio – disse Fernando Manzanares, diretor de imigracao da Argentina. – Imagine como e atravessar o Atlantico escondido num espaco tao pequeno, tentando evitar a tripulacao – observou. Vistos e Aulas Milhoes de europeus chegaram a America do Sul a bordo de navios no seculo 19 fugindo da pobreza e da guerra, enquanto os africanos vinham em navios negreiros para trabalhar como escravos nas extensas plantacoes de cana do Brasil. Hoje em dia os africanos chegam em navios de carga ou avioes comerciais e depois pedem asilo ou vistos de turista prolongados. Na Argentina eles podem obter vistos de trabalho temporario pouco apos a chegada e renova-los a cada tres meses. – As politicas de migracao do pais sao muito favoraveis – afirmou Manzanares. – E um reflexo da historia. O que aconteceu com os imigrantes europeus 100 anos atras agora esta acontecendo com os imigrantes africanos – disse. Os africanos na Argentina tambem podem obter servicos de saude gratuitamente e ter aulas de espanhol em entidades assistenciais catolicas. Muitos acabam se estabelecendo, casando ou se tornam cidadaos argentinos. Alguns africanos que chegaram de forma legal conseguiram trabalhar como musicos e outros viraram jogadores de futebol profissionais nos times locais. A maioria, no entanto, ganha a vida vendendo bijuteria nas ruas de Buenos Aires. Abdoul Rahman conheceu sua mulher argentina quando lhe vendeu um anel cinco anos atras. Ele envia dinheiro a mae e a sete irmas na Africa e mantem-se proximo a religiao muculmana na mesquita Alberdi, em Buenos Aires. La, Rahman encontra dezenas de outros africanos para as oracoes de sexta-feira. Embora alguns dos entrevistados tenham dito que enfrentam racismo na Argentina, eles concordam que isso e menor em comparacao a xenofobia e as leis antiimigracao enfrentadas pelos migrantes africanos na Europa. A Italia baixou uma lei em julho que tornou crime ser imigrante ilegal ou ajudar algum. Durante os anos de 1990, um grande numero de angolanos fugiu da guerra civil e se estabeleceu em comunidades do Rio de Janeiro. Agora, numeros cada vez maiores de imigrantes provenientes da Republica Democratica do Congo fogem da violencia e da guerra civil e buscam asilo no Brasil, que pode ser um pais de facil adaptacao para os imigrantes, uma vez que possui a maior populacao negra fora da Africa. – O processo de adaptacao e realmente bom no Brasil – disse Carolina Montenegro, do escritorio da Acnur no Brasil. – Para os africanos, tende a ser mais facil por causa desse patrimonio cultural – explicou. Mais e mais imigrantes da Somalia, Eritreia e Etiopia tambem estao indo para o Mexico e a America Central em navios de carga, na esperanca de algum dia chegarem aos EUA por terra. Alguns imigrantes fazem viagens epicas por varios paises para encontrar um novo lar. O motorista de caminhao somali Mohamed Ahmed Hassen, de 31 anos, vendeu sua terra para pagar a viagem. Ele passou pelo Quenia e pela Tanzania antes de chegar a Mocambique, onde pagou US$ 1.500 para que um traficante o colocasse num navio para Sao Paulo. – Nao sabiamos se era dia ou noite – afirmou. – Nao tinhamos relogio para ver a data. Sabiamos apenas que estavamos ali por um longo tempo – completou. Do Brasil ele foi para a Colombia e depois, de barco, para o Panama, seguiu por Costa Rica, Nicaragua ate chegar a Guatemala, onde foi preso e agora busca asilo. O imigrante da Liberia Emmanuel Danso, de 18 anos, foi para a Argentina em julho escondido em um navio de carga depois que seus pais morreram na guerra civil de seu pais. Agora ele quer estudar para se tornar tecnico de laboratorio. – No meu pais eu sou um sem-teto; sou orfao – disse Danso, enquanto entrava na classe de espanhol de uma entidade filantropica catolica. – Mas neste pais ha grandes oportunidades para mim – afirmou. (webremix.info)
ESPECIAL-Imigrantes africanos seguem para América Latina
Por Luis Andres Henao BUENOS AIRES (Reuters) - Escondidos em navios de carga e incertos sobre aonde a perigosa viagem os levara, um numero cada vez maior de imigrantes africanos chega a America Latina a medida que os paises europeus intensificam o controle de suas fronteiras. Alguns vao para o Mexico e a Guatemala como um primeiro passo rumo aos Estados Unidos, outros aportam na Argentina e no Brasil. Embora muitos cheguem por acaso a America Latina, uma vez na regiao eles encontram governos muito mais receptivos do que na Europa. "Uma noite fui para o porto. Pensei que estivesse indo para a Europa. Depois descobri que estava na Argentina", disse o imigrante de Serra Leoa Ibrahim Abdoul Rahman, ex-menino-soldado que disse ter escapado da guerra civil de seu pais esgueirando-se num navio de carga para uma viagem de 35 dias. No Brasil, os africanos sao agora o maior grupo de refugiados, representando 65 por cento do total dos que pedem asilo, de acordo com o Comite Nacional para Refugiados (Conare). Ha atualmente mais de 3 mil imigrantes africanos vivendo na Argentina, em comparacao com apenas algumas dezenas ha ate oito anos. O numero de pessoas que solicitam asilo a cada ano aumentou abruptamente, para cerca de mil por ano, e um terco deles e africano. "Observamos um aumento pronunciado no numero de africanos vindo ao pais e pedindo asilo", disse Carolina Podesta, do escritorio argentino do Alto Comissariado das Nacoes Unidas para Refugiados (Acnur). O montante ainda e baixo se comparado as dezenas de milhares de imigrantes que viajam para a Europa todos os anos, mas acredita-se que os africanos venham para a America Latina em numeros cada vez maiores. "Ha uma procura por novos destinos", afirmou Podesta, acrescentando que muitos foram pressionados pelas politicas de imigracao e de seguranca mais restritas da Europa estabelecidas apos o 11 de Setembro. "Observamos uma tendencia estavel e ela continua a crescer." Para muitos, a viagem comeca esquivando-se dos controles portuarios da Africa e depois sobrevivendo a base de agua e bolacha durante semanas. "Vimos casos em que eles chegam escondidos dentro do leme de um navio", disse Fernando Manzanares, diretor de imigracao da Argentina. "Imagine como e atravessar o Atlantico escondido num espaco tao pequeno, tentando evitar a tripulacao." VISTOS E AULAS Milhoes de europeus chegaram a America do Sul a bordo de navios no seculo 19 fugindo da pobreza e da guerra, enquanto os africanos vinham em navios negreiros para trabalhar como escravos nas extensas plantacoes de cana do Brasil. Hoje em dia os africanos chegam em navios de carga ou avioes comerciais e depois pedem asilo ou vistos de turista prolongados. Na Argentina eles podem obter vistos de trabalho temporario pouco apos a chegada e renova-los a cada tres meses. "As politicas de migracao do pais sao muito favoraveis", afirmou Manzanares. "E um reflexo da historia. O que aconteceu com os imigrantes europeus 100 anos atras agora esta acontecendo com os imigrantes africanos." Os africanos na Argentina tambem podem obter servicos de saude gratuitamente e ter aulas de espanhol em entidades assistenciais catolicas. Muitos acabam se estabelecendo, casando ou se tornam cidadaos argentinos. Alguns africanos que chegaram de forma legal conseguiram trabalhar como musicos e outros viraram jogadores de futebol profissionais nos times locais. A maioria, no entanto, ganha a vida vendendo bijuteria nas ruas de Buenos Aires. Abdoul Rahman conheceu sua mulher argentina quando lhe vendeu um anel cinco anos atras. Ele envia dinheiro a mae e a sete irmas na Africa e mantem-se proximo a religiao muculmana na mesquita Alberdi, em Buenos Aires. La, Rahman encontra dezenas de outros africanos para as oracoes de sexta-feira. Embora alguns dos entrevistados tenham dito que enfrentam racismo na Argentina, eles concordam que isso e menor em comparacao a xenofobia e as leis antiimigracao enfrentadas pelos migrantes africanos na Europa. A Italia baixou uma lei em julho que tornou crime ser imigrante ilegal ou ajudar algum. Durante os anos de 1990, um grande numero de angolanos fugiu da guerra civil e se estabeleceu em comunidades do Rio de Janeiro. Agora, numeros cada vez maiores de imigrantes provenientes da Republica Democratica do Congo fogem da violencia e da guerra civil e buscam asilo no Brasil, que pode ser um pais de facil adaptacao para os imigrantes, uma vez que possui a maior populacao negra fora da Africa. "O processo de adaptacao e realmente bom no Brasil", disse Carolina Montenegro, do escritorio da Acnur no Brasil. "Para os africanos, tende a ser mais facil por causa desse patrimonio cultural." Mais e mais imigrantes da Somalia, Eritreia e Etiopia tambem estao indo para o Mexico e a America Central em navios de carga, na esperanca de algum dia chegarem aos EUA por terra. Alguns imigrantes fazem viagens epicas por varios paises para encontrar um novo lar. O motorista de caminhao somali Mohamed Ahmed Hassen, de 31 anos, vendeu sua terra para pagar a viagem. Ele passou pelo Quenia e pela Tanzania antes de chegar a Mocambique, onde pagou 1.500 dolares para que um traficante o colocasse num navio para Sao Paulo. "Nao sabiamos se era dia ou noite", afirmou. "Nao tinhamos relogio para ver a data. Sabiamos apenas que estavamos ali por um longo tempo." Do Brasil ele foi para a Colombia e depois, de barco, para o Panama, seguiu por Costa Rica, Nicaragua ate chegar a Guatemala, onde foi preso e agora busca asilo. O imigrante da Liberia Emmanuel Danso, de 18 anos, foi para a Argentina em julho escondido em um navio de carga depois que seus pais morreram na guerra civil de seu pais. Agora ele quer estudar para se tornar tecnico de laboratorio. "No meu pais eu sou um sem-teto; sou orfao", disse Danso, enquanto entrava na classe de espanhol de uma entidade filantropica catolica. "Mas neste pais ha grandes oportunidades para mim." (Reportagem adicional de Mica Rosenberg no Mexico, Sarah Grainger na Cidade da Guatemala e Stuart Grudgings no Rio de Janeiro) (webremix.info)
Desnutrição afeta desenvolvimento físico e mental da criança
Cerca de 195 milhoes de criancas nos paises em desenvolvimento sofrem deficit de crescimento e problemas de saude devido a desnutricao entre o momento da concepcao e o segundo aniversario de vida, disse o Unicef (orgao da ONU para a infancia) nesta quarta-feira. A boa noticia e que o problema vem diminuindo - na Asia, caiu de 44% das criancas em 1990 para 30% no ano passado, e na Africa a reducao no periodo foi de 38% para 34%. A desnutricao costuma afetar o desenvolvimento fisico e mental da crianca. Quando o problema e disseminado, como na India e no Afeganistao, ele prejudica tambem a capacidade desses paises de melhorar suas economias e erradicar a pobreza. – A desnutricao rouba a forca de uma crianca e torna bem mais perigosas doencas que, do contrario, o corpo poderia combater –, disse a diretora-executiva do Unicef, Ann Veneman, em nota. – Mais de um terco das criancas que morrem de pneumonia, diarreia e outras doencas poderiam sobreviver se nao estivessem desnutridas –, afirmou. O relatorio diz que a Asia e a Africa concentram mais de 90% das criancas dos paises em desenvolvimento suscetiveis ao deficit de crescimento. Um terco delas - cerca de 60,8 milhoes - estao na India. De acordo com o Unicef, os paises onde esse problema e mais disseminado sao: Afeganistao (59% das criancas ate cinco anos), Iemen (58%), Guatemala e Timor Leste (ambos com 54%), Republica Democratica do Congo (46%) e Coreia do Norte (45%). A India, segundo pais mais populoso do mundo, conseguiu reduzir a taxa de 52% no periodo de 1992-93 para 43% em 2005-2006. Veneman disse que aproximadamente 8,8 milhoes de criancas morrem por ano devido a doencas evitaveis, e que a desnutricao contribui com mais de um terco dessas mortes. Ela acrescentou que o acesso a nutricao adequada para criancas, gestantes e lactantes se relaciona com a questao mais ampla da seguranca alimentar, num mundo onde mais de 1 bilhao de pessoas passam fome ou estao desnutridas. Os mil dias entre a concepcao e o segundo aniversario da crianca sao os mais importantes para seu crescimento e desenvolvimento, segundo o relatorio. A nutricao insuficiente nesse periodo pode afetar definitivamente a capacidade do corpo para coibir e superar doencas, alem de prejudicar o desenvolvimento mental e social da crianca. Veneman elogiou programas na Africa e na Asia que minimizam o problema por meio da distribuicao de sal iodado e suplementos de vitamina A, o que tem levado a uma reducao da mortalidade infantil em alguns paises. (webremix.info)
Desnutrição prejudica crescimento de 195 milhões de crianças, diz Unicef
Um relatorio divulgado nesta quarta-feira pelo Fundo das Nacoes Unidas para a Infancia (Unicef) diz que existem cerca de 195 milhoes de criancas com ate cinco anos em paises em desenvolvimento com problemas de crescimento por causa da desnutricao. De acordo com o documento, ha nesses paises tambem 129 milhoes de criancas abaixo do peso na mesma faixa etaria.A diferenca nos numeros indica que algumas criancas podem estar recebendo alimentos de baixa qualidade que, embora as deixe com o peso aceitavel, compromete seus crescimentos. O Unicef calcula que um terco da mortalidade infantil em criancas ate cinco anos em paises em desenvolvimento tem relacao com a desnutricao. O novo relatorio, que analisou 136 paises em desenvolvimento, foi divulgado a poucos dias do inicio da Cupula sobre Seguranca Alimentar, que reunira chefes de Estado em Roma, na Italia, entre os dias 16 e 18. Brasil Das regioes analisadas no documento, a America do Sul e uma das que mais fez progresso para cumprir a Meta de Desenvolvimento do Milenio de diminuir pela metade as taxas de criancas desnutridas entre 1990 e 2015. Segundo o estudo da Unicef, quase todos os paises sul-americanos estao no caminho de atingir a meta. A Africa e a regiao do mundo com os piores resultados. Em termos absolutos, o Brasil e o pais sul-americano com o maior numero de criancas desnutridas, com 1,129 milhao de casos. Esse numero, entretanto, representa apenas 7% de todas as criancas com ate cinco anos do pais. O estudo concluiu que 63 dos 117 paises que disponibilizaram dados sobre os esforcos para cumprir a Meta do Milenio devem cumpri-la no prazo previsto. Ha tres anos, a Unicef havia calculado que 46 paises dentre os 94 que forneceram dados cumpririam a meta. Desde 1990, a proporcao de criancas desnutridas em paises em desenvolvimento caiu em um sexto, segundo dados da Unicef e fornecidos por outros orgaos como a OMS (Organizacao Mundial da Saude) e o Banco Mundial. (webremix.info)
Desnutrição afeta crescimento de 195 milhões de crianças
Por Louis Charbonneau NACOES UNIDAS (Reuters) - Cerca de 195 milhoes de criancas nos paises em desenvolvimento sofrem deficit de crescimento e problemas de saude devido a desnutricao entre o momento da concepcao e o segundo aniversario de vida, disse o Unicef (orgao da ONU para a infancia) na quarta-feira. A boa noticia e que o problema vem diminuindo - na Asia, caiu de 44 por cento das criancas em 1990 para 30 por cento no ano passado, e na Africa a reducao no periodo foi de 38 para 34 por cento. A desnutricao costuma afetar o desenvolvimento fisico e mental da crianca. Quando o problema e disseminado, como na India e no Afeganistao, ele prejudica tambem a capacidade desses paises de melhorar suas economias e erradicar a pobreza. "A desnutricao rouba a forca de uma crianca e torna bem mais perigosas doencas que, do contrario, o corpo poderia combater", disse a diretora-executiva do Unicef, Ann Veneman, em nota. "Mais de um terco das criancas que morrem de pneumonia, diarreia e outras doencas poderiam sobreviver se nao estivessem desnutridas". O relatorio diz que a Asia e a Africa concentram mais de 90 por cento das criancas dos paises em desenvolvimento suscetiveis ao deficit de crescimento. Um terco delas - cerca de 60,8 milhoes - estao na India. De acordo com o Unicef, os paises onde esse problema e mais disseminado sao: Afeganistao (59 por cento das criancas ate cinco anos), Iemen (58 por cento), Guatemala e Timor Leste (ambos com 54 por cento), Republica Democratica do Congo (46 por cento) e Coreia do Norte (45 por cento). A India, segundo pais mais populoso do mundo, conseguiu reduzir a taxa de 52 por cento no periodo de 1992-93 para 43 por cento em 2005-2006. Veneman disse a jornalistas que aproximadamente 8,8 milhoes de criancas morrem por ano devido a doencas evitaveis, e que a desnutricao contribui com mais de um terco dessas mortes. Ela acrescentou que o acesso a nutricao adequada para criancas, gestantes e lactantes se relaciona com a questao mais ampla da seguranca alimentar, num mundo onde mais de 1 bilhao de pessoas passam fome ou estao desnutridas. Os mil dias entre a concepcao e o segundo aniversario da crianca sao os mais importantes para seu crescimento e desenvolvimento, segundo o relatorio. A nutricao insuficiente nesse periodo pode afetar definitivamente a capacidade do corpo para coibir e superar doencas, alem de prejudicar o desenvolvimento mental e social da crianca. Veneman elogiou programas na Africa e na Asia que minimizam o problema por meio da distribuicao de sal iodado e suplementos de vitamina A, o que tem levado a uma reducao da mortalidade infantil em alguns paises. (webremix.info)
Especialistas em vacina preparam diretrizes para gripe H1N1
A Organizacao Mundial da Saude (OMS) divulgara novas diretrizes para combater o virus da gripe H1N1 na semana que vem, com base nos debates entre especialistas em vacina iniciados em Genebra nesta quarta-feira. Uma porta-voz da OMS confirmou que o Comite Consultor Estrategico de Especialistas (Sage), presidido pelo diretor de imunizacao da Gra-Bretanha, David Salisbury, estava em reuniao, mas nao forneceu detalhes. O grupo, que conta com 15 integrantes, dira a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, uma serie de recomendacoes sobre quem deve ser vacinado contra a gripe H1N1 e quantas doses sao necessarias. Chan revisara e colocara em circulacao as sugestoes. A diretriz da OMS sobre a vacinacao e considerada essencial para as decisoes de investimento da industria farmaceutica, assim como para as politicas governamentais de compra e distribuicao de vacinas contra o virus da gripe suina. O virus H1N1 propagou-se pelo mundo e matou quase 5 mil pessoas desde o seu surgimento este ano, de acordo com a OMS. Os sintomas sao brandos na maioria dos pacientes, mas gravidas e pessoas com problemas de saude, como diabete, sao consideradas casos de risco. Mais cedo na quarta-feira, a GlaxoSmithKline informou que ganharia um impulso decorrente da venda de vacinas contra o H1N1 este ano. Suas rivais como Sanofi-Aventis, Novartis e AstraZeneca tambem devem se beneficiar com campanhas governamentais de vacinacao em massa. Alem da gripe pandemica, o comite Sage revisara as prioridades de imunizacao, incluindo as vacinacoes de rotina e as campanhas de emergencia. Os especialistas sao da Gra-Bretanha, dos EUA, da Siria, do Paquistao, da Tailandia, da Australia, da Finlandia, da Jamaica, da China, de Hong Kong, da Africa do Sul, da Indonesia e da Nigeria. (webremix.info)
Madonna retorna ao Malavi para inaugurar escola
Madonna chegou hoje ao Malavi para visitar uma escola para meninas construida por ela em um dos paises mais pobres do mundo. A cantora de 51 anos estava acompanhada de seus quatro filhos, Lourdes de 13 anos, Rocco de 9, Mercy com 3 e David de 4 - estes dois ultimos adotados por ela em Malavi.Autoridades disseram que Madonna podera tomar parte na cerimonia de inauguracao da escola marcada para amanha. Madonna fundou uma instituicao no Malavi em 2006, quando de sua primeira visita ao pais. A instituicao ajuda na alimentacao, educacao e saude de orfaos. O pais possui 12 milhoes de pessoas e e um dos mais pobres do mundo. Cerca de 500 mil criancas perderam seus pais por causa da aids. Madonna tambem pretende se encontrar com o presidente Bingu Wa Mutharika e ainda visitar alguns dos orfanatos que sua instituicao ajuda. A escola que devera ser inaugurada amanha fica fora da capital e e similar a que foi construida pela apresentadora norte-americana Oprah Winfrey na Africa do Sul. As informacoes sao da Associated Press. (webremix.info)
Mulher de Mandela diz que África deve proteger crianças da Aids
A esposa de Nelson Mandela, Graca Machel, disse nesta quinta-feira que os lideres africanos deveriam se empenhar mais em proteger criancas da Aids, e que e hora de mudar as prioridades dos gastos publicos. – Nao importa quao pequeno seja o nosso orcamento, precisamos fazer alguma coisa. Nao chegaremos la (a reducao do HIV) com lideres africanos que nao ficam sensibilizados com pessoas morrendo –, disse ela durante o lancamento da Campanha pelo Fim do HIV/Aids Pediatrico (Cepa, na sigla em ingles). Cerca de 60% dos portadores do virus da Aids vivem na Africa Subsaariana, e nessa regiao estao tambem 90% das duas milhoes de criancas contaminadas no planeta, uma realidade que Graca Machel disse que deveria impulsionar os lideres africanos a agirem. – Nao estou realmente convencida de que alguns dos orcamentos que temos para a defesa sejam absolutamente necessarios –, disse a ex-primeira-dama sul-africana, militante dos direitos das mulheres e das criancas. – Ha uma necessidade de redirecionar recursos da defesa. Para mim, as prioridades sao saude, educacao, fornecimento de agua e agricultura –, acrescentou. A Cepa busca trabalhar com governos e organizacoes comunitarias da Africa para atenuar os gargalos no fornecimento de medicamentos que impecam a chamada transmissao vertical da Aids (de mae para filho). Seu objetivo e que ate 2012 esses medicamentos atendam pelo menos 80 por cento das criancas sob risco, mais do que duplicando o numero das que atualmente tem acesso a esse tratamento. – E hora de dizer: 'Facamos uma reengenharia dos nossos orcamentos, usemos os poucos recursos que temos de forma mais sabia' –, disse Graca, que ficou viuva em 1986 do primeiro presidente de Mocambique, Samora Machel, e em 1998 se casou com o entao presidente sul-africano, Nelson Mandela. (webremix.info)
São Paulo estimula doação de sangue entre os jovens
Uma parceria entre a Secretaria Saude, atraves da Hemorrede e a Cruz Vermelha Filial Sao Paulo ira implantar no Estado de Sao Paulo o projeto Clube 25. A iniciativa segue os moldes da acao de mesmo nome que foi lancada em 1989, no Zimbabue, na Africa, quando foi realizado um programa piloto para a fidelizacao de jovens doadores de sangue. A estrategia denominada "Compromisso 25" criava clubes de doadores de sangue, onde os jovens assumiam o compromisso de realizar 25 doacoes de sangue depois de terminar o ensino medio. De acordo com a Secretaria de Saude, em Sao Paulo, o Clube 25 foi adaptado e direcionado de acordo com as necessidades de saude publica do Estado. O projeto preve que jovens entre 18 e 25 anos associados ao Clube 25 recebam orientacao completa referente a doacao de sangue, alem de se envolverem em atividades educacionais e culturais voltadas a promocao da saude. Com isso, eles poderao trabalhar como disseminadores de informacao para que mais jovens se unam ao processo, aumentando a captacao de sangue e multiplicando o numero de doadores por todo o Estado. Para a capacitacao desses jovens, profissionais da saude voluntarios da Cruz Vermelha ministrarao palestras e discutirao temas relacionados a importancia da doacao. Para ser socio do Clube 25, alem de receber toda a preparacao, o jovem deve ser um doador regular, ou seja, realizar ao menos duas doacoes de sangue por ano. Aqueles que estiverem impossibilitados de doar sangue tambem poderao fazer parte do projeto, tornando-se disseminadores da proposta de doacao voluntaria de sangue e participando das acoes de promocao da saude. Os jovens do Clube 25 irao atuar, via hemorrede, em cidades com hemocentros, como Sao Paulo, Campinas, Ribeirao Preto, Botucatu, Marilia e Sao Jose do Rio Preto. A primeira turma sera formada em dezembro. Aqueles que pretendem participar do projeto devem procurar a Cruz Vermelha Filial Sao Paulo. – O projeto ira disseminar a pratica de doar sangue entre os jovens. Eles irao contribuir nao apenas doando sangue, mas fazendo parte de uma onda que ira multiplicar os doadores nas varias regioes do Estado – afirma Frederico Carbone Filho, medico da Hemorrede. (webremix.info)
Substância cancerígena tem atuação desvendada
A aflatoxina, substancia toxica produzida por alguns tipos de fungos em nozes, amendoim e outras sementes oleosas, pode causar cancer do figado se ingerida em grandes quantidades, reforca estudo feito nos Estados Unidos e publicado nesta quinta-feira na revista Nature. O novo estudo revela o processo por meio do qual ocorre esse papel cancerigeno, o que pode levar ao desenvolvimento de metodos de controle. Segundo a pesquisa, a toxina destroi um gene que atua na prevencao de cancer em humanos, conhecido como p53. O trabalho aponta que, sem a protecao do p53, a aflatoxina pode comprometer a imunidade, interferindo com o metabolismo e causando grave desnutricao e, finalmente, cancer. Shiou-Chuan (Sheryl) Tsai, da Universidade da California em Irvine (UCI), e colegas da mesma instituicao e da Universidade Johns Hopkins descobriram tambem que uma proteina chamada PT e fundamental para que a aflatoxina se forme em fungos. Ate entao, nao se sabia o que disparava o crescimento da toxina. – A proteina PT e a chave para fazer o veneno. Com esse conhecimento, talvez possamos combate-la com drogas, inibindo a capacidade do fungo de fazer a aflatoxina –, disse Sheryl. Destruir o fungo e o metodo tradicional de descontaminacao, mas se trata de um processo caro. Eliminar a proteina seria uma alternativa muito mais eficiente. – Essa descoberta levara a um aumento no conhecimento de como a aflatoxina causa cancer de figado em humanos. Ela devera permitir o desenvolvimento de inibidores e de, assim esperamos, uma nova abordagem de prevencao quimica contra essa doenca mortal –, disse Frank Meyskens, diretor do Centro de Pesquisa do Cancer da UCI. O estudo aponta que, por causa da legislacao insuficiente, cerca de 4,5 bilhoes de pessoas em paises em desenvolvimento estao criticamente expostas a alimentos com grandes quantidades de aflatoxina, em alguns casos centenas de vezes as quantidades consideradas seguras. Em paises como China, Vietna e Africa do Sul, a combinacao de aflatoxina com a exposicao ao virus da hepatite B aumenta os riscos de ocorrencia de cancer de figado em 60 vezes. – E realmente chocante como esses fungos podem afetar a saude publica –, disse Sheryl. A aflatoxina forma colonias e contamina graos antes da colheita ou durante a estocagem. A Food & Drug Administration do governo norte-americano considera inevitavel a contaminacao de alimentos por essa toxina, mas estipula limites toleraveis. (webremix.info)
Só 22 países estão em dia com suas dívidas na ONU
NACOES UNIDAS - Apenas 22 dos 192 paises membros da ONU estao em dia com o pagamento de suas cotas a entidade, disse uma fonte do organismo na quarta-feira. Isso significa que pagaram tudo o que deviam nos anos de 2008 e 2009 com relacao ao orcamento principal, as missoes de paz, os tribunais internacionais e a reforma na sede de Nova York, disse Angela Kane, subsecretaria-geral de administracao da ONU. Esses bons pagadores sao: Africa do Sul, Alemanha, Australia, Austria, Azerbaijao, Canada, Cingapura, Congo, Croacia, Eslovaquia, Filipinas, Finlandia, Irlanda, Islandia, Italia, Liechtenstein, Monaco, Nova Zelandia, Niger, Suecia, Suica e Tadjiquistao. Todos os demais - inclusive os Estados Unidos, maior financiador da ONU - ainda tem contas em atraso com a entidade. "A saude financeira da organizacao depende de os Estados membros, inclusive os grandes contribuintes, cumprirem suas obrigacoes financeiras plena e pontualmente", disse Kane. Ela disse que os paises ainda devem US$ 3,1 bilhoes para o bienio 2008/09 - sendo US$ 2,1 bilhoes para as operacoes de paz, US$ 828 milhoes para o orcamento principal, US$ 63 milhoes para os tribunais internacionais e US$ 86 milhoes para a reforma da sede. Ha 123 paises que liquidaram suas contribuicoes para o orcamento central; 119 que pagaram sua parte na reforma; e so 84 que contribuiram com os tribunais. Kane nao disse quantos paises pagaram sua parte nas missoes de paz, mas informou que a divida de US$ 2,1 bilhoes e US$ 813 milhoes inferior a quantia em atraso ha um ano. "O resultado e que realmente as (contas) nao-pagas diminuiram para as missoes de paz, (mas) o numero de Estados membros cumprindo suas obrigacoes totalmente em todas as categorias e menor do que ha um ano, o que nao e tao bom". Os EUA afirmam que estao prontos para pagar mais de US$ 2 bilhoes que devem em novas e antigas contribuicoes para as operacoes de paz da ONU. Washington responde por cerca de um quarto do orcamento das missoes de paz, que se aproxima dos US$ 8 bilhoes, e paga mais de 110 mil soldados e policiais em 15 missoes no mundo todo. O orcamento central da ONU para 2008/09 supera os US$ 4,8 bilhoes e, segundo algumas estimativas, isso representa apenas 20% a 25% dos gastos totais da entidade. O orcamento proposto para 2010/11 e de US$ 4,88 bilhoes. Leia mais sobre ONU (webremix.info)
Uma em cada cinco crianças não recebe vacinas, diz OMS
A Organizacao Mundial da Saude (OMS) revelou nesta quarta-feira que nunca houve um registro maior de criancas vacinadas no mundo, mas, mesmo assim, uma crianca em cada cinco - a maioria em paises pobres - ainda nao recebe vacinas. No ano passado, 106 milhoes de criancas foram vacinadas contra doencas como sarampo, tetano e difteria. Trata-se do maior numero ja registrado pela entidade, segundo um novo relatorio. Porem, 24 milhoes de criancas ainda nao tem acesso a imunizacao. Paises da Africa e da Asia sao os que mais sofrem com a falta de vacinas, sobretudo em areas de conflito onde nao ha servicos medicos. Pobres e ricos A OMS pediu que mais dinheiro - cerca de US$ 1 bilhao por ano - seja investido para garantir a imunizacao das criancas. A entidade estima que, se 90% das com menos de cinco anos de idade receberem vacinas, dois milhoes de vidas seriam salvas por ano. "A morte por sarampo caiu 74% entre 2000 e 2007, e as vacinas tiveram um papel importante nesta queda", disse a diretora-executiva da Unicef, Ann Veneman, comentando o relatorio da OMS. A organizacao disse que o desenvolvimento de vacinas novas e mais caras fara com que os custos de saude publica subam no mundo. Segundo o relatorio, o custo medio de vacinas por crianca subira de US$ 6, em 2000, para US$ 18, no proximo ano. O anuncio da OMS coincide com a chegada de milhoes de lotes de vacina contra a gripe suina em paises ricos. A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, alertou para a necessidade de dar acesso a vacinas tambem aos paises pobres. "A pandemia de gripe chama a atencao para a promessa e o dinamismo do desenvolvimento de vacinas hoje", disse Chan. "No entanto, nos lembra mais uma vez dos obstaculos em levar os beneficios da ciencia as pessoas dos paises pobres. Nos precisamos vencer as barreiras que separam os ricos dos pobres - entre aqueles que recebem vacinas que salvam vidas e aqueles que nao as recebem." Leia mais sobre vacinas (webremix.info)
Vacinas e higiene poderiam evitar mortes por diarreia
A diarreia causa uma em cada cinco mortes de criancas ao redor do mundo e a obtencao de vacinas importantes para a Africa e a Asia poderia ajudar a salvar muitas vidas, afirmaram duas agencias da Organizacao das Nacoes Unidas (ONU) nesta quarta-feira. Por volta de 1,5 milhao de criancas morrem de diarreia todos os anos - mais do que Aids, malaria e sarampo juntos. Apesar disso, apenas 39% das criancas com diarreia nos paises em desenvolvimento recebem o tratamento correto, afirmaram a Organizacao Mundial da Saude (OMS) e o Fundo das Nacoes Unidas para a Infancia (Unicef) em um relatorio. Vacinacoes contra o rotavirus, a principal causa de gastroenterite severa, com vomitos e diarreia, em bebes e criancas, assim como saneamento basico e o tratamento adequado para reidratacao ajudariam a solucionar o problema, disseram eles. O rotavirus causa cerca de 40% das internacoes por diarreia em criancas ate 5 anos em todo o mundo, de acordo com o relatorio, e a vacinacao contra ele recentemente foi recomendada para todos os programas nacionais de imunizacao. Apenas alguns paises, em grande parte os mais ricos e desenvolvidos, incluem a vacina contra o rotavirus no calendario normal de vacinas infantis, mas a OMS esta trabalhando para disponibilizar duas vacinas - Rotateq, da Merck & Co , e Rotarix, da GlaxoSmithKline - nos paises em desenvolvimento. – A aceleracao de sua introducao na Africa e na Asia, onde o peso do rotavirus e maior, precisa se tornar uma prioridade internacional –, afirma o relatorio. O texto ainda diz que duas bases do tratamento da diarreia - suplementos de zinco e sais de reidratacao oral de baixa osmolaridade - ainda sao dificeis de obter em diversos dos paises mais pobres. – Nos sabemos o que funciona para diminuir as mortes de criancas decorrentes de diarreia e quais acoes provocarao uma reducao duradoura no fardo da diarreia –, afirmaram Tessa Wardlaw, do Unicef, e Elizabeth Mason, da OMS, em um comentario da revista medica The Lancet. Mais de 80% das mortes infantis em decorrencia da diarreia ocorrem na Africa e no sul da Asia e apenas 15 paises contabilizam quase tres quartos de todas as mortes por diarreia entre criancas de ate 5 anos anualmente. A India tem o maior numero anual de mortes: 386.600. (webremix.info)
Expansão do uso de anticoncepcionais derruba taxa de abortos no mundo
(Embargada ate as 21h01 de Brasilia) Londres, 13 out (EFE).- Gracas a difusao do uso de anticoncepcionais, a melhora dos programas de planejamento familiar e ao relaxamento das leis, o numero de abortos no mundo caiu 9% entre 1995 e 2003, segundo um estudo apresentado hoje pelo Instituto Guttmacher, em Londres.Sob o titulo "O Aborto no Mundo: Uma Decada de Progresso Desigual", o relatorio indica que essa tendencia positiva foi detectada tanto nos paises desenvolvidos quanto naqueles em vias de desenvolvimento, exceto na Africa, onde continua um assunto pendente. Na opiniao da diretora-executiva do Instituto Guttmacher, Sharon Camp, a conclusao principal que pode ser retirada do estudo e que "dar as mulheres os meios necessarios para decidir por elas mesmas quando ficar gravidas reduz a incidencia de gravidez nao desejada e, portanto, o numero de abortos". Em nivel global, o dado mais positivo e que o numero de intervencoes para interromper voluntariamente a gravidez passou de 45,5 milhoes em 1995 a 41,6 milhoes em 2003, uma reducao que os pesquisadores atribuem, alem da expansao do uso de diferentes metodos anticoncepcionais, a progressiva liberalizacao das leis sobre o aborto nos ultimos 15 anos. No entanto, preocupa especialmente que quase 50% dos abortos praticados em 2003 estao dentro dos denominados "clandestinos", ou seja, nao contaram com a supervisao nem as garantias medicas adequadas. Segundo o estudo, 70 mil mulheres morrem no mundo a cada ano ao tentar interromper a gestacao por metodos pouco ou nada ortodoxos, nos quais muitas vezes e a propria que fica encarregada de provocar o aborto. Este tipo de pratica ocorre, sobretudo, na America Latina e na Africa, duas areas geograficas onde a lei e especialmente dura neste sentido e que, em alguns casos, nao permite o aborto nem mesmo para salvar a vida da mae. Este e o caso de El Salvador e Nicaragua, dois dos tres unicos paises do mundo que, durante os ultimos 15 anos, aumentaram o rigor em relacao ao aborto, ate proibi-lo sob qualquer circunstancia. O terceiro pais em questao e a Polonia, que em 1997 reforcou a lei do aborto e permite a interrupcao da gravidez com condicoes (ma-formacao do feto, estupro e risco para a mae), um recurso muito difundido nos paises desenvolvidos, no meio do caminho entre a proibicao absoluta e a total liberalizacao. Neste amplo espectro, esta a Espanha neste momento, a espera da aprovacao definitiva da nova lei do aborto, que estabelece a livre interrupcao da gestacao ate a 14ª semana e define em 16 anos a maioridade para decidir realizar ou nao a intervencao, gerando nos ultimos meses duras criticas dos setores mais conservadores do pais. Neste sentido, a doutora Kelly Culwell, assessora da Federacao Internacional de Planejamento Familiar (IPPF, e ingles) mostrou seu apoio a reforma e explicou a Agencia Efe que "qualquer lei que torne mais facil e rapido o recurso ao aborto seguro e boa". "As leis restritivas so conseguem atrasar o processo e fazer com que o numero de abortos durante o segundo trimestre aumente, o que representa um maior risco para a saude da mae", disse Culwell. Alem disso, na sua opiniao, a nova lei evitara que muitas jovens tenham que ir a outros paises para fazer a interrupcao da gravidez, dando espaco ao "turismo do aborto". Em qualquer caso, a diretora do Instituto Guttmacher afirma que o avanco registrado nos ultimos anos na maior parte do mundo "e muito modesto em relacao ao que se pode alcancar com mais investimento em politicas de planejamento familiar". Por isso, reivindica que legisladores, servicos sociais e de saude, empresas farmaceuticas e educadores facam sua parte em um delicado assunto que ameaca a vida e a liberdade sexual de milhoes de mulheres a cada ano. EFE avh/an (webremix.info)
Restrições não reduzem taxa de aborto, diz estudo
As leis de restricao para a pratica do aborto nao reduzem o numero de mulheres que tentam interromper gestacoes indesejadas, afirma um relatorio divulgado nesta quarta-feira. Segundo o estudo do Instituto Guttmacher, com sede nos Estados Unidos, a taxa de abortos em paises onde a pratica e legal e praticamente igual nos paises onde ha restricoes.O estudo analisou 197 paises e afirma que "o declinio do aborto em termos mundiais ocorreu em paralelo a uma tendencia global de liberalizar as leis de aborto". De 22 paises que mudaram suas leis de aborto na ultima decada, 19 reduziram significativamente as leis de aborto. Na America Latina, os casos mais recentes de liberalizacao do aborto foram o Uruguai e a cidade do Mexico. Reducao O documento destaca ainda que o numero de abortos no mundo caiu em oito anos, gracas a uma reducao no numero de interrupcoes feitas legalmente nos paises desenvolvidos. De acordo com o estudo, o numero de interrupcoes de gravidez passou de 45,5 milhoes em 1995 para 41,6 milhoes em 2003. Em termos relativos, isto quer dizer que a taxa de aborto caiu de 35 para 29 para cada mil mulheres com idade entre 15 e 44 anos. Nos paises desenvolvidos, os procedimentos feitos dentro da lei passaram de 35 para 24 em cada grupo de mil mulheres nos oito anos observados - o que quer dizer que 3 milhoes de mulheres a menos interromperam sua gravidez. Tambem houve uma reducao na taxa de procedimentos realizados clandestinamente. Ja nos paises em desenvolvimento, as mudancas foram muito menores. As interrupcoes feitas legalmente passaram de 16 para 13 para cada grupo de mil mulheres, enquanto os procedimentos feitos clandestinamente passaram de 18 para 16 dentro do mesmo universo. O numero de abortos chegou a 35 milhoes em 2003, quase 85% do total de procedimentos no mundo. A presidente do Instituto Guttmacher, Sharon Camp, disse que as diferencas nas taxas de aborto exemplificam "duas realidades dispares". "Em quase todos os paises desenvolvidos, o aborto e legal e feito de forma segura. Mas em grande parte do mundo em desenvolvimento, o aborto permanece altamente restringido, e a pratica insegura e comum e continua a causar danos a saude das mulheres", afirmou. Prevencao A ONG creditou a reducao nas taxas de aborto a um aumento no uso dos metodos de contracepcao, sobretudo nos paises ricos, que diminuiu os casos de gravidez indesejada e, por consequentemente, de interrupcoes de gravidez. Em todo o mundo, a taxa de gravidez indesejada caiu de 69 para cada mil mulheres entre 15 e 44 anos em 1995 para 55 por mil em 2008. Em termos absolutos, isto equivale a dizer que o numero dos casos de gravidez indesejada permaneceu praticamente o mesmo - 208 milhoes -, sendo que 90% ocorreu nos paises em desenvolvimento. Regionalmente, a situacao variou "substancialmente". Enquanto cerca de 70% das mulheres casadas na America Latina usavam algum metodo contraceptivo em 2003, por exemplo, apenas 28% das africanas fazia o mesmo. "Existe uma forte evidencia de que dar as mulheres o poder e os meios de decidir por elas mesmas quando ficar gravida e quantas criancas ter", disse Sharon Camp, "reduz significativamente as taxas de gravidez indesejada e a necessidade do aborto". Legalizacao Como parte disso envolve o que defensores da interrupcao da gravidez consideram como um direito ao aborto, os dados devem alimentar a discussao sobre a legalizacao desse procedimento. Os principais argumentos a favor da legalizacao destacam os danos causados a saude das mulheres. Segundo o Instituto Guttmacher, procedimentos realizados em condicoes clandestinas causam 70 mil mortes por ano, e obrigam cinco milhoes de mulheres a se submeter a tratamento por conta das sequelas da experiencia. Alem dessas, outras tres milhoes nunca chegam a ser tratadas por essas complicacoes, disse o estudo. A favor do aborto o instituto Guttmacher agrega tambem um fator economico. Um estudo recente da organizacao calculou que, em media, tratar as complicacoes pos-aborto custa US$ 130 na America Latina. Entretanto, grupos contrarios ao aborto, principalmente por razoes religiosas, afirmam que interromper uma gravidez significa interromper uma vida, algo que nao tem preco. No Brasil, tentativas por uma maior flexibilizacao do procedimento hoje permitido apenas em casos de estupro e risco de morte da mae, nao tem conseguido avancar no Congresso - embora seja conhecida a posicao favoravel do ministro da Saude, Jose Gomes Temporao, para quem a abertura em relacao ao tema e uma "tendencia mundial" e apenas "questao de tempo" no Brasil. Na America Latina e Caribe, onde 4 milhoes de abortos sao feitos por ano, apenas 200 mil sao realizados em condicoes adequadas - quase todos em Cuba, Porto Rico ou Guiana, onde a interrupcao da gravidez e permitida de forma ampla. Segundo Josephine Quintavalle, da ONG Comment on Reproductive Ethics, afirma que "o aborto nao e a solucao". "Garantir que as mulheres tenham meios para encerrar uma gravidez nao e libera-las - elas deviam poder ter opcoes verdadeiras antes de engravidarem", disse. Quintavalle defende uma melhor compreensao da fertilidade para que as mulheres aprendam quando podem ficar gravidas, entendendo melhor o periodo fertil. Segundo ela, isso poderia reduzir o numero de gestacoes indesejadas ja que ha problema de acesso e custo para metodos anticoncepcionais como as pilulas. (webremix.info)
Nobel Alternativo premia desarmamento, reflorestamento e saúde
A fundacao Right Livelihood Award reconheceu nesta terca feira em Estocolmo, com o premio Nobel Alternativo 2009, o trabalho de saude na Africa, o compromisso contra a mudanca climatica, a luta pelo desarmamento nuclear e o reflorestamento. (webremix.info)
Crianças mais velhas são as mais atingidas pela malária
As redes de mosquito tratadas com inseticida reduzem as chances de desenvolver malaria em regioes endemicas na Africa, responsaveis por cerca de 90% das mortes causadas pela doenca no mundo. Contudo, uma nova pesquisa indica que as criancas mais velhas correm mais risco de contrair malaria, pela falta de uso das redes nas comunidades dos paises subsaarianos. Criancas mais novas e pais estariam mais bem protegidos. O estudo foi publicado na revista BMC Public Health. – O grupo de 5 a 19 anos e especialmente importante por dois motivos principais. Primeiramente, eles representam uma grande fracao da populacao na maior parte das comunidades africanas em desenvolvimento –, disse Abdisalan Noor, da Universidade de Oxford e do Instituto de Pesquisas Medicas do Quenia. – Em segundo lugar, enquanto eles podem ter desenvolvido uma resposta imune funcional contra a doenca antes de seu quinto aniversario, eles nao desenvolveram imunidade ao parasita e continuam contribuindo com a transmissao na comunidade –, apontou. Noor e colegas afirmam que, como consequencia nao intencional da tentativa de atingir os objetivos da Declaracao de Abuja e das Metas de Desenvolvimento do Milenio – que estipulam planos de acao para o controle da malaria e outros problemas de saude –, criancas e adolescentes estao sendo postos em perigo. – Cerca de 80% da transmissao da malaria a humanos [nas regioes envolvidas] ocorre em pessoas com mais de 5 anos, com criancas mais velhas e adolescentes jovens respondendo pelo grupo mais atingido. Por conta disso, assegurar que essa idade demografica esta suficientemente protegida da malaria deve ser visto como algo importante –, disse Noor. – Em locais em que a frequencia escolar e alta, a entrega de redes por escolas deve ser considerada como uma abordagem para atingir cobertura universal e melhorar a probabilidade de impactar a transmissao de parasita –, destacou o pesquisador. (webremix.info)
Egito desenvolve própria vacina contra gripe H1N1 para 2011
Por Edmund Blair CAIRO (Reuters) - O Egito esta desenvolvendo sua propria vacina contra a gripe H1N1 para producao em 2011 e, enquanto isso, importara imunizacoes para aplicar em criancas em idade escolar e em trabalhadores dos setores publicos, informou o ministro da Saude. Os especialistas temem que a gripe pandemica possa ter um impacto devastador no Egito, um pais com 77 milhoes de habitantes que vivem, na maioria, na zona do Vale do Nilo, densamente povoada. Muitos vivem em bairros humildes do Cairo, em condicoes de superlotacao. O Egito, que ja sofre fortemente o impacto do virus letal da gripe aviaria H5N1, registrou 1.030 casos de H1N1, conhecida popularmente como gripe suina, e tres pessoas morreram da doenca, disse no domingo o ministro da Saude, Hatem el-Gabali. "Temos o plano de produzir o primeiro lote (da vacina do H1N1 do Egito) em abril de 2011", manifestou Gabali depois de um discurso sobre reformas do sistema de saude. Uma equipe de 35 especialistas foi recrutada por todo o pais para desenvolver a imunizacao, o ministro disse a Reuters. "Estamos trabalhando agora no laboratorio. (As pessoas da equipe) estavam trabalhando em instituicoes independentes pelo Egito. (Elas) tem treinamento no exterior, mas nao trabalharam juntas como equipe. Tem a capacidade para desenvolver uma vacina", afirmou o ministro. "A producao do primeiro lote sera de cerca de 6 mil unidades e sera provada sua eficacia ao redor do segundo trimestre de 2011", acrescentou. O volume geral de doses produzidas atendera a demanda egipcia, mas sera possivel o fornecimento para outros paises da Africa, acrescentou Gabali. (Reportagem adicional de Laura MacInnis, em Genebra) (webremix.info)
Extinção de espécies de água doce atinge níveis alarmantes, dizem cientistas
Cientistas alertaram que a extincao de especies de agua doce atingiu niveis alarmantes, tornando os animais destes ecossistemas os mais ameacados do mundo. Peixes, sapos, tartarugas e crocodilos que vivem em rios, lagoas e mangues estao desaparecendo em um ritmo entre 4 e 6 vezes mais acelerado que as especies terrestres ou marinhas, segundo especialistas internacionais que se reunem a partir desta terca-feira, na Cidade do Cabo, na Africa do Sul, para a Conferencia do programa Diversitas sobre biodiversidade."Ha evidencias cientificas claras e crescentes de que estamos a beira de enorme crise de biodiversidade em agua doce. No entanto, poucos sabem do catastrofico declinio em biodiversidade em agua doce tanto em escala local como global", disse Klement Tockner, do Instituto Leibniz de Berlim. Segundo ele, as implicacoes disso para a humanidade sao "imensas", porque a perda de biodiversidade afeta a purificacao das aguas, a regulacao de doencas, e a agricultura e pesca de subsistencia. O problema teria sido causado pela poluicao, pela construcao de represas e sistemas de irrigacao e pela crescente demanda por agua fresca ao redor do mundo, alem do aquecimento global. Metas perdidas De acordo com os cientistas, as metas de reducao da perda de biodiversidade para 2010, estabelecidas na Convencao da ONU sobre Diversidade Biologica em 2003, nao vao ser atingidas. "Nos certamente nao vamos atingir as metas de reduzir as taxas de perda de biodiversidade ate 2010 e, como consequencia, tambem nao vamos atingir os objetivos ambientais ate 2015 dentro das Metas de Desenvolvimento do Milenio da ONU para melhorar a saude e as vidas das pessoas mais pobres e vulneraveis do mundo", disse Georgina Mace, do Imperial College London, vice-diretora do programa internacional Diversitas. Mace diz que a biodiversidade e fundamental para que as pessoas tenham comida, combustivel, agua limpa e um "clima habitavel", ainda assim as mudancas dos ecossistemas e a perda de biodiversidade tem crescido continuamente. "Desde 1992, mesmo as estimativas mais conservadores concordam que uma area de floresta tropical maior que o Estado americano da California foi transformada em comida e combustivel. As taxas de extincao de especies sao pelo menos 100 vezes maiores do que eram antes do surgimento dos humanos e elas devem continuar aumentando." Para os especialistas reunidos na Africa do Sul, medidas para combater estes problemas precisam ser tomadas com urgencia. Entre elas, eles sugerem a criacao de um painel para monitorar as extincoes similar ao IPCC, o Painel Intergovernamental para Mudancas Climaticas. (webremix.info)
Serviço para despistagem da gripe A aberto no país
Comeca a funcionar hoje, em Luanda, o laboratorio para despistagem rapida da gripe A. Segundo Filomena Gomes da Silva, do Instituto Nacional de Saude Publica (INSP), com a abertura da area de biologia molecular no laboratorio do INSP, o pais deixa de precisar de enviar amostras para a Africa do Sul. (webremix.info)
Pó de sementes de árvore podem ajudar a prevenir cólera no Zimbábue
Ryan Truscott. Harare, 7 out (EFE).- Diante da crescente ameaca de uma nova epidemia de colera no Zimbabue, pesquisadores locais usam o po obtido das sementes da arvore moringa para conseguir agua potavel e prevenir a doenca.Especialistas da Universidade de Ciencias e Tecnologia de Bulawayo, no sul do Zimbabue, disseram a Agencia Efe que o po das sementes de moringa pode eliminar 90% das bacterias nocivas das pequenas represas rurais, possibilitando que essa agua seja usada para consumo humano. Segundo a ONU, mais de seis milhoes de zimbabuanos - metade da populacao do pais - nao tem acesso ou tem acesso limitado a fontes de agua com certas garantias de saude. As agencias internacionais de assistencia se preparam para outra possivel epidemia de colera. Entre agosto de 2008 e julho deste ano, cerca de quatro mil pessoas morreram e mais de 100 mil foram afetadas pela epidemia de colera que atingiu o Zimbabue, agravada pela situacao do sistema de saude local, praticamente inoperante apos dez anos de crise no pais. Agora, os cientistas de Bulawayo, junto com pesquisadores de outras partes da Africa, testam as quantidades de po de semente de moringa necessarias para conseguir agua potavel e com sabor aceitavel. "Vamos nos dedicar a testes realizados pelas comunidades para ver se as pessoas podem realmente usar este po para seu beneficio", disse a Efe em Harare o pesquisador Karl Riber. A moringa e largamente cultivada pelas comunidades rurais zimbabuanas, que comem suas folhas verdes cruas ou cozidas e usam o po das folhas secas para estimular o sistema imunologico, mas o efeito do po das sementes para deixar a agua propria para consumo nao foi suficientemente estudado. Os pesquisadores descobriram que, se o po de sementes de moringa fica na agua por muito tempo, o nivel de bacterias aumenta novamente. Por isso, a "principal preocupacao e que as pessoas o utilizem adequadamente", acrescentou Riber. O processo atual e simples: as sementes sao extraidas e moidas; depois, o po e misturado com a agua e um pano e usado como filtro antes de usa-la. No entanto, Riber insistiu em que sao necessarias "amostras de diferentes locais para haver a certeza de que funciona". Por isso, as pesquisas continuam com o apoio do Departamento de Desenvolvimento Internacional do Reino Unido. "Poderiamos comercializa-lo (o po das sementes) muito em breve caso os testes de laboratorio que estamos fazendo nos demonstrem que e completamente seguro", declarou Ellen Mangore, pesquisadora da universidade de Bulawayo, que pesquisa o po de sementes de moringa desde 2007. Mas Mangore tambem insistiu na necessidade de mais testes para evitar efeitos colaterais ou nocivos. "As vezes, podemos encontrar maus resultados", destacou. Apos dez anos de crise economica e politica, o Zimbabue se encontra em uma situacao sem precedentes, com a maior parte do sistema produtivo do pais destruido, e ha escassez de alimentos e de bens basicos. Os servicos publicos, como saude e educacao, estao jogados as tracas. As organizacoes internacionais de assistencia instalaram em diversos pontos do pais sistemas de filtragem de agua para que centenas de milhares de pessoas tenham acesso a ela. A facilidade de acesso a moringa para muitas comunidades pode ser uma solucao para os que nao conseguem chegar a agua limpa. "Achamos que e preciso dar uma oportunidade a este sistema, porque achamos que pode funcionar", disse a Efe Riber, para quem as maiores beneficiadas seriam as comunidades rurais do Zimbabue, as mais vulneraveis do pais. EFE rt/bba (webremix.info)
Quase 30% das grávidas sul africanas são portadoras do HIV
Um total de 29,3% das mulheres gravidas na Africa do Sul sao portadoras do virus HIV, que provoca a aids, informou nesta segunda feira em Pretoria o ministro da Saude sul africano, Aaron Motsoaledi. (webremix.info)
Quase 30% das grávidas sul-africanas são portadoras do HIV
Johanesburgo, 5 out (EFE).- Um total de 29,3% das mulheres gravidas na Africa do Sul sao portadoras do virus HIV, que provoca a aids, informou hoje em Pretoria o ministro da Saude sul-africano, Aaron Motsoaledi.Segundo um relatorio feito com dados de 2008 e apos estudos com 33.927 mulheres de entre 15 e 49 anos que utilizaram hospitais publicos, o numero de gravidas afetadas pelo virus se estabilizou, ja que em 2007 essa taxa era de 29,4% . Dos grupos estudados, o mais afetado e o de mulheres gravidas de entre 30 e 34 anos, no qual a percentagem de portadoras do virus HIV aumentou de 39,6% em 2007 para 40,4% em 2008. O grupo mais jovem, de gravidas entre 14 e 24 anos, e o menos afetado. Em 2007, eram 22,1% com aids, enquanto em 2008 essa cifra passou para 21,7%. O ministro Motsoaledi disse que a presenca do HIV entre mulheres gravidas esta em "niveis inaceitaveis" e que este relatorio serve para dar uma ideia da situacao e "aumentar o compromisso do Governo" na luta contra a aids. As provincias do norte e nordeste da Africa do Sul sao os locais onde a proporcao de gravidas contaminadas pelo virus HIV e maior, passando dos 30%. Pais de 46 milhoes de habitantes, a Africa do Sul tem quase seis milhoes de adultos soropositivos, o que representa 21,5% do total dessa parcela da populacao, segundo numeros da ONU. EFE cho/bba (webremix.info)
Fundos de emergentes levantam mais de US$ 9 bilhões no trimestre
SAO PAULO - O apetite por mercados emergentes permaneceu elevado durante a ultima semana de setembro. As principais categorias acompanhadas pela EPFR Global levantaram US$ 1,43 bilhao na semana encerrada dia 30.Com isso, os fundos de paises emergentes encerraram o trimestre apresentado captacao liquida superior a US$ 9 bilhoes. A soma e elevada, mas perde importancia se for levado em conta que, no segundo trimestre, a quantia captada foi de US$ 26,5 bilhoes. Na media semanal do terceiro trimestre, esses veiculos atrairam cerca de US$ 740 milhoes, contra mais de US$ 2,0 bilhoes por semana entre abril e junho. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o grupo apresenta captacao liquida de US$ 40,04 bilhoes, mais do que recuperando os US$ 32,84 bilhoes perdidos em igual periodo de 2008. Na ultima semana de setembro, os Fundos de Acoes da America Latina, onde o Brasil e destaque, os aportes somaram apenas US$ 77 milhoes, o que eleva a soma captada no trimestre para US$ 1,23 bilhao. De janeiro a setembro, a categoria ja levantou US$ 6,12 bilhoes, contra uma perda de US$ 4,17 bilhoes amargada em igual periodo de 2008. Com investidores um pouco mais cautelosos com relacao a China, o destaque na semana e no trimestre ficou com a categoria Mercados Emergentes Globais (GEM, na sigla em ingles). Na semana, o grupo recebeu US$ 999 milhoes, completando US$ 4,87 bilhoes no terceiro trimestre. Para o ano, o montante chega a US$ 19,2 bilhoes. Em igual periodo de 2008, o saldo era negativo em US$ 11,18 bilhoes. Os Fundos da Asia (ex-Japao) foram prejudicados pelo feriado do mercado chines, recebendo apenas US$ 59 milhoes na semana encerrada no dia 30. No entanto, isso nao fez muita diferenca no trimestre. Entre julho e setembro, a categoria levantou apenas US$ 2,8 bilhoes, contra mais de US$ 23 bilhoes no segundo trimestre de 2009. No ano, o resultado e positivo em US$ 13,97 bilhoes, mas ainda deve em comparacao com os US$ 15,61 bilhoes perdidos entre janeiro e setembro de 2008. Com destaque para Russia e Turquia, os Emergentes da Europa, Oriente Medio e Africa (EMEA, na sigla em ingles) ganharam R$ 299 milhoes na semana. Com isso, o saldo acumulado no ano subiu a US$ 742 milhoes, o que representa pouco menos da metade do US$ 1,86 bilhao perdido nos nove primeiros meses de 2008. Apesar de o trimestre ter se configurado por maior apetite por risco e melhores perspectivas quanto a economia global, os fundos de acoes nao foram os veiculos preferidos pelos agentes para tirar proveito desse cenario. De acordo com a EPFR Global, os fundos de renda fixa foram o destaque do periodo, levantando mais de US$ 68 bilhoes nos ultimos tres meses. So na semana passada, o grupo ganhou mais de US$ 5,78 bilhoes. Enquanto isso, todas as carteiras de acoes acompanhadas ganharam US$ 21,7 bilhoes entre julho e setembro, um terco da categoria concorrente. Na ultima semana de setembro, esses fundos levantaram US$ 857 milhoes. Mudando o foco para os paises desenvolvidos, o destaque trimestral fica com os Fundos de Acoes da Europa. Com o dinheiro recebido no periodo, o saldo negativo acumulado no ano caiu para apenas US$ 730 milhoes. Vale lembrar que esses fundos comecaram o trimestre devendo US$ 4,5 bilhoes. Os Fundos de Acoes do Japao sofreram com a adocao de uma postura mais defensiva dos agentes no final de setembro. Nas ultimas duas semanas do mes, a categoria perdeu US$ 1,54 bilhao, o que prejudicou o desempenho do trimestre e, consequentemente, no ano. De janeiro a setembro, os saques totalizam US$ 4,24 bilhoes. Em igual periodo do ano passado, a retiradas somaram US$ 5,98 bilhoes. Os Fundos de Acoes dos Estados Unidos nao tiveram um comportamento condizente com os indices de acoes do pais, que tiveram forte valorizacao no periodo. Os agentes seguem preocupados com a demora na recuperacao do poder de compra dos americanos. No entanto, o trimestre nao pode ser taxado de ruim. Os fundos do pais levantaram US$ 2,9 bilhoes, depois de perder US$ 2,8 bilhoes no segundo trimestre e impressionantes US$ 47,8 bilhoes nos tres primeiros meses de 2009. No acumulado do ano, a categoria perde US$ 47,72 bilhoes, tres vezes mais que os US$ 15,66 bilhoes sacados de janeiro a setembro de 2008. Entre os fundos setoriais, a semana foi marcada por posicoes mais defensivas em servicos publicos, telecom e bens de consumo. No entanto esse nao foi o tom do trimestre. Entre julho e setembro os segmentos voltados ao crescimento foram destaque: Commodities levantou US$ 3,75 bilhoes, Energia recebeu US$ 1,1 bilhao, Imoveis e Construcao captou US$ 1,7 bilhao e Tecnologia ganhou US$ 1,31 bilhao. A mesma classificacao e valida para o acumulado do ano. Commodities tem saldo liquido de US$ 10,21 bilhoes. Energia, US$ 2,92 bilhoes; Imoveis e Construcao, US$ 2,35 bilhoes e Tecnologia, US$ 2,57 bilhoes. Perdas no ano para Bens de Consumo (US$ 62 milhoes), Financas (US$ 643 milhoes) e Saude/Biotecnologia (US$ 1,97 bilhao). (Eduardo Campos | Valor) (webremix.info)
Detecção e tratamento da Aids aumenta amplamente no mundo todo
JOHANNESBURGO – O numero de pessoas sendo testadas para HIV mais do que dobrou em duzias de paises no ano passado, melhorando a deteccao da Aids e contribuindo para um aumento no numero de pessoas sendo tratadas. A quantidade de pessoas sob o tratamento de drogas antiretrovirais nos paises subdesenvolvidos aumentou cerca de um milhao ultrapassando os quatro milhoes de pessoas mundialmente, divulgou a ONU na quarta-feira em seu relatorio de acompanhamento de Aids e HIV de 2009. O vasto esforco internacional no combate a Aids, financiado pelos EUA, paises europeus e outros doadores, tambem garantiu que o numero crescente de criancas com Aids, deixadas a merce de mortes rapidas e inesperadas nos ultimos anos, tambem fosse beneficiado por terapias com drogas capazes de salvar vidas. O numero de criancas foi de 198 mil em 2007 para 275.700 em 2008. E a porcao de maes que conseguiram remedios para evitar que infectassem seus bebes com HIV tambem aumentou de forma evidente, nas partes da Africa mais atingidas pela doenca, para mais da metade das mulheres com essa necessidade. “No espaco de um ano, estamos vendo um grande salto nos servicos de Aids”, disse Mark Stirling, diretor regional das medidas dos EUA contra a Aids no leste e no sudeste da Africa. “Isso nao tem precedentes. No que diz respeito a intensificacao e aceleracao do alcance, 2008 foi um ano extraordinario”. Mas no relatorio de acompanhamento da Aids da ONU tambem continha noticias moderadas. Enquanto mais de um milhao de pessoas recebem drogas no ano passado – as quais eles precisarao pelo resto da vida – 2,7 milhoes foi infectado com HIV em 2007, ultimo periodo com registro de estimativas. “Estamos andando na contra mao de uma escada rolante”, disse o prof. Salim S. Abdool Karim, que dirige o Centro do Programa de Pesquisa de Aids na Africa do Sul, com base em Durban. “Nao vamos festejar nossa vitoria sobre esse problema”. O relatorio da ONU destaca que, no ultimo ano, os paises africanos lancaram bases de trabalho para fornecer, amplamente, cirurgias de circuncisao para homens, procedimento cirurgico que reduz mais da metade do risco de infeccao por HIV. Mas autoridades, especialistas e defensores da saude disseram que lideres politicos, particularmente na Africa, deveriam ser muito mais diretos sobre as praticas de que ter mais de um parceiro sexual de longo prazo alimenta a epidemia – e sobre o fato de a circuncisao reduzir o risco de infeccao. “Estou preocupado”, disse Stirling. “Eu nao ouco a maioria dos lideres politicos seniores falando sobre parceiros sexuais simultaneos ou circuncisao masculina, nao o suficiente.” A Africa do Sul, que tem mais cidadaos com HIV positivo do que qualquer outra nacao, e um exemplo tanto do progresso no tratamento quanto a incerteza dos prospectos para a prevencao, segundo especialistas. O numero de pessoas sob o tratamento de drogas antiretrovirais no ultimo ano cresceu mais da metade, mais rapido do que em qualquer outro pais. Agora, a Africa do Sul tem de longe o maior programa de tratamento de Aids do mundo. A ONU estimou que mais de 700 mil sul-africanos receberam remedios, apesar de defensores do pais dizerem que o numero e na verdade mais proximo de 600 mil ao se descontar os que morreram ou abandonaram o tratamento. Contudo, mesmo com os ganhos, menos de metade daqueles que precisam das drogas as estao recebendo, dizem defensores. E na Africa do Sul falta uma medida sobre a circuncisao masculina. O pais ainda esta superando a contrariedade dos anos em que seu presidente, Thabo Mbeki, negou o consenso cientifico de que HIV causa Aids e que as drogas antiretrovirais fossem essenciais para o tratamento da doenca. Os novos lideres do pais acabaram com essas visoes, mas ainda precisam agir com mais urgencia na prevencao do HIV, disse Mark Heywood, diretor-executivo do Aids Law Project e vice-presidente do South African National Aids Council, que aconselha o governo. “A Africa do Sul conseguira uma acao conjunta, mas ainda nao a tem nesse momento”, disse. Por CELIA W. DUGGER Leia mais sobre Aids (webremix.info)
OMS destaca progressos no acesso a tratamento contra Aids em países pobres
Mais de quatro milhoes de pessoas com poucos recursos tiveram acesso aos tratamentos antirretrovirais contra a Aids em 2008, uma alta de mais de um milhao (35,69%) em um ano, anunciou a Organizacao Mundial da Saude (OMS)."O acesso ao tratamento antirretroviral continua aumentando rapidamente", afirma a OMS no relatorio anual sobre a situacao da Aids no mundo. No fim de 2008, 4,03 milhoes de residentes pobres tomavam medicamentos antirretrovirais. Doze meses antes o numero era de 2,97 milhoes. "Os progressos mais notaveis foram registrados na Africa subsaariana, onde sao registrados dois tercos das infeccoe de HIV do mundo", precisa o informe. Segundo a OMS, 2,9 milhoes de pacientes recebem tratamento na Africa subsaariana, contra 2,1 milhoes em 2007, uma alta de 39%. O aumento do numero de pessoas que recebem remedios contra a Aids foi de 14% na America Latina e Caribe, 35% na Asia do leste, sul e sudeste, de 57% na Europa e Asia central e de 43% na Africa do Norte e Oriente Medio. Apesar dos progressos, quase cinco milhoes de pessoas que precisam dos medicamentos nao recebem tratamento, em parte pela falta de informacoes. apo/fp (webremix.info)
Serviço de informação por celular ajuda ugandenses sem acesso à internet
KAMPALA – O homem do outro lado da linha estava frustrado. Uma nova peste estava comendo sua recem-plantada safra de cafe, e ele queria saber o que fazer. Tyssa Muhima anotava enquanto a pessoa falava e prometia que ligaria de volta em 10 minutos com uma resposta. NYT Protazio Byamugisha (esq.) trabalha para o Question Box, em Bushenyi, Uganda A cada dia, Muhima e duas outras jovens mulheres em um pequeno call center na periferia da capital de Uganda, respondendo cerca de 40 ligacoes por dia. Elas sao operadoras da Question Box, uma linha telefonica gratuita e nao lucrativa que visa passar informacoes para pessoas em areas remotas, que nao tem acesso a computadores. A premissa por tras do Question Box e que muitas barreiras priva a maior parte do mundo em desenvolvimento de aproveitar as vantagens do rico conhecimento disponivel nas ferramentas de busca da internet, disse Rose Shuman, criadora do servico. Isso poderia ser um entrave no desenvolvimento economico. “Entao eu pensei: por que nao levar informacao de uma forma mais conveniente e util a eles?” disse Shuman, que mora em Santa Monica, na California. Ao inves de eles mesmos buscarem informacao, as pessoas em duas comunidades rurais de Uganda contam com 40 pessoas do Question Box que tem celulares. Os funcionarios ligam para o call Center e fazem as perguntas de acordo com as duvidas dos locais ou colocam a ligacao no modo viva-voz para que os proprios moradores possam fazer a pergunta. Entao, os operadores buscam a informacao requerida em um arquivo de dados e transmitem aos funcionarios, que por sua vez a passam para os aldeaes. Os funcionarios sao compensados pelo tempo de ligacao do celular. O servico e uma uniao de forcas da Open Mind, grupo sem fins lucrativos fundado por Shuman, e da Grameen Foundation, que e mais conhecida por fornecer pequenos emprestimos a pessoas pobres. Alem disso, ele recebeu apoio financeiro da Fundacao Bill e Melinda Gates. NYT Question Box liga operadores como Phiona Joyo Tee, Lydia Apio e Charlene Rwemereza Abireebe a pessoas de Kampala que buscam informacoes O servico do Question Box foi primeiramente introduzido em vilas remotas na India, ha dois anos, e chegou a Uganda em abril. A versao ugandense tem a vantagem da intensa popularidade de celulares na Africa. O uso de celulares mais do que triplicou nos ultimos anos, e aproximadamente 300 milhoes de africanos tem um aparelho celular. A regiao rural habitada por aldeaes ja foi isolada dos centros urbanos, mas os celulares possibilitaram uma ponte, fornecendo acesso a bancos, noticias e oportunidades de negocio. Esse e um grande avanco tecnologico, mas para a maioria dos africanos o acesso a internet ainda e muito caro e lento. O Question Box foi concebido como uma forma de superar tanto o gasto quanto a escassez de conexoes a internet. Em breve, esse servico permitira que fazendeiros e outras pessoas usem essa linha a partir de seus proprios celulares ou por meio de mensagens de texto. Em junho, o Google introduziu um servico parecido em Uganda, que tambem envolvia a Grameen Foundation, permitindo que as pessoas encontrassem informacao por topicos, como saude ou agricultura, via mensagem de texto. Nathan Eagle, jovem do Instituto Santa Fe, no Novo Mexico, que fez pesquisa sobre celulares e desenvolvimento na Africa, disse que ao mesmo tempo em que servicos como esses sao uteis, eles tambem devem preencher as necessidades de seus usuarios. “Nao podemos sentar em nossos escritorios nos EUA e decidir o que e util para as pessoas e o que e importante para suas vidas”, disse Eagle, que tambem dirige um negocio de celulares no Quenia. “Os servicos so acrescentam valor se nao sao limitados”. Shuman disse que esse e o objetivo do Question Box. Segundo ela, o servico e a primeira e melhor ferramenta para o desenvolvimento economico. O setor agricola de Uganda emprega 80% da forca de trabalho do pais, por isso receber informacoes oportunas sobre precos da colheita ou as tecnicas mais atuais de plantacao sao cruciais. “Dessa forma, estamos ajudando fazendeiros a tomar decisoes com base em onde vender, o que plantar e a melhor forma de tomar conta de suas safras”, disse Shuman. “E uma questao de dar as comunidades capacidade para ajudarem a si mesmas”. Por RON NIXON Leia mais sobre Uganda (webremix.info)
Novas regras proíbem exportação de lixo na Europa
ROTERDA - Quando dois inspetores abriram as portas de um velho conteiner vermelho, eles se depararam com um cemiterio de lixo eletronico europeu. NYT Arno Vink e Harriette Smidt checam conteineres de lixo no porto de Roterda "Isto iria para a China, mas nao vai a lugar nenhum", disse Arno Vink, inspetor do Ministerio do Meio-ambiente holandes que apreendeu o conteiner por causa de novas rigidas leis europeias que limitam todo tipo de exportacao de lixo. A exportacao ilegal de lixo para paises pobres se tornou um negocio internacional vasto e crescente, conforme companhias tentam minimizar suas despesas com novas leis ambientais, como as existentes neste pais que tributam o lixo ou exigem que seja reciclado ou descartado de forma ecologicamente responsavel. Roterda, o porto mais movimentado da Europa, se tornou involuntariamente no "lixao" da Europa, um portal para o lixo a caminho de lugares como China, Indonesia, India e Africa. La, lixo eletronico e escombros de construcao que contem substancias quimicas toxicas sao desmantelados geralmente por criancas a grande custo para sua saude. Nos Estados Unidos, mais Estados estao aprovando leis que exigem a reciclagem de bens, especialmente eletronicos. Mas porque os Estados Unidos colocam menos restricoes do que a Europa sobre a exportacao do lixo, este volume crescente esta sendo enviado com certa facilidade ao exterior, legalmente, dizem os peritos. Ate 100 conteineres de lixo vindos dos Estados Unidos e Canada chegam por dia a Hong Kong, de acordo com grupos ambientais e autoridades locais. NYT Porto de Roterda e o mais movimentado na Europa e principal local para a exportacao de lixo para paises como China, Indonesia e India "Agora nos apreendemos muito mais, mas nao conseguimos impedir que o lixo seja enviado ao exterior. As pessoas falam sobre um 'vazamento', mas e mais como uma hemorragia", disse Jim Puckett, diretor da Rede de Acao Basel, um grupo ambientalista sem fins lucrativos que rastreia a exportacao de lixo pelos Estados Unidos. A tentacao para exportar o lixo e grande porque recicla-lo corretamente em casa custa caro: por causa das novas leis ambientais europeias, e quatro vezes mais caro incinerar o lixo na Holanda do que coloca-lo - ilegalmente - em um barco para a China. Alguns tipos de exportacao de lixo sao ecologicamente corretas, dizem os especialistas. Se produtos e embalagens usados na Europa sao manufaturados na Asia pode fazer sentido que o material seja devolvido para ser reciclado. O comercio de lixo e parcialmente impulsionado pela necessidade de materia prima de economias de rapido crescimento como China e India. Mas, Christian Fischer, consultor sobre lixo da Agencia Ambientalista Europeia, companhias na Africa e Asia sao "altamente variaveis" em sua capacidade de reciclagem, confianca e seguranca. Leia mais sobre lixo (webremix.info)
Temperatura da Terra pode subir 4ºC em apenas 50 anos
Um relatorio do principal centro de pesquisas sobre mudancas climaticas da Gra-Bretanha alertou nesta segunda-feira para um aumento de 4º C na temperatura do planeta em apenas 50 anos caso as emissoes de carbono nao sejam reduzidas em breve. O estudo do Centro Hadley, financiado pelo governo britanico, constitui o alerta mais grave ja divulgado sobre o aquecimento global desde que o Painel Intergovernamental sobre a Mudanca Climatica (IPCC), orgao cientifico da ONU, estimou em 2007 que a temperatura do planeta pode subir entre 1,8ºC e 4ºC ate o fim deste seculo. Utilizando novos dados a partir de analises sobre o ciclo do carbono e de observacoes atualizadas de emissoes de paises emergentes, como China e India, as conclusoes nao apenas reforcam a possibilidade do pior cenario do IPCC como reduzem pela metade o tempo disponivel para acao. Segundo o Centro Hadley, em um cenario de altas emissoes, o derretimento de neve e gelo no Artico poderia elevar a absorcao de raios solares e elevar a temperatura artica em ate 15,2ºC. Secas atingiriam severamente o oeste e sul da Africa, afetando a disponibilidade de agua, seguranca alimentar e saude da populacao. O estudo diz que “todos os modelos†indicam reducoes na precipitacao de chuvas tambem na America Central, no Mediterraneo e partes da costa australiana. Em outras areas, o aumento da temperatura em 50 anos poderia ser de 7º C, disse o estudo. Ja o padrao das chuvas seria severamente afetado na India – onde o nivel de precipitacoes poderia aumentar 20% ou ate mais, piorando o risco de enchentes. Nao bastasse o cenario consideravelmente pior do que os cientistas pensavam, o estudo alerta ainda que, em um cenario de emissoes altas, a previsao de aumento de 4º C podem ser “adiantada em 10 anos, ou ate 20 anos em casos extremosâ€. Entretanto, concedem os cientistas, ainda ha tempo de evitar o pior cenario se as emissoes de carbono comecarem a baixar de nivel dentro da proxima decada. O estudo esta sendo apresentado em uma conferencia sobre a mudanca climatica na cidade inglesa de Oxford, e sai a publico no mesmo dia em que delegados de 190 paises se reunem em Bangcoc, na Tailandia, para uma nova rodada de negociacoes antes da reuniao da ONU em Copenhague, na qual espera-se um novo acordo de emissoes de carbono em substituicao ao Protocolo de Kyoto, vigente ate 2012. Lideres mundiais tem reiterado a necessidade de limitar a elevacao da temperatura global nas proximas decadas em 2º C. Mas, como aponta o analista de ambiente da BBC Roger Harrabin, a questao tem esbarrado nos recursos que serao necessarios para “limpar†a matriz energetica global. Um dos pontos fundamentais, diz o especialista, e que paises em desenvolvimento querem ajuda para arcar com os custos de tal empreitada. O premie britanico, Gordon Brown, tem falado em uma cifra de US$ 100 bilhoes para conter o aquecimento global atraves do combate a pobreza. A Uniao Europeia tem concordado. No entanto, o presidente americano, Barack Obama, que preside a nacao que mais polui em termos per capita, tem encontrado dificuldades para aprovar leis de controle de emissoes no Congresso americano, ainda que reafirme a "determinacao" dos seu pais para agir e assumir suas "responsabilidades" em relacao ao aquecimento global. Na semana passada, a China anunciou que vai redobrar os investimentos em eficiencia energetica para reduzir as suas emissoes de CO2 em uma "margem notavel" – porem ainda nao precisada – ate 2020. Tanto a China como os EUA repondem por cerca de 20% das emissoes de dioxido de carbono provenientes da queima de carvao, gas natural e petroleo. A Uniao Europeia produz 14% do total, seguida por China e Russia, cada qual com 5%. (webremix.info)
Temperatura da Terra poderia subir 4ºC em apenas 50 anos, diz estudo
Um relatorio do principal centro de pesquisas sobre mudancas climaticas da Gra-Bretanha alertou nesta segunda-feira para um aumento de 4º C na temperatura do planeta em apenas 50 anos caso as emissoes de carbono nao sejam reduzidas em breve. Participe da luta pelo acordo climatico O estudo do Centro Hadley, financiado pelo governo britanico, constitui o alerta mais grave ja divulgado sobre o aquecimento global desde que o Painel Intergovernamental sobre a Mudanca Climatica (IPCC), orgao cientifico da ONU, estimou em 2007 que a temperatura do planeta pode subir entre 1,8ºC e 4ºC ate o fim deste seculo. Utilizando novos dados a partir de analises sobre o ciclo do carbono e de observacoes atualizadas de emissoes de paises emergentes, como China e India, as conclusoes nao apenas reforcam a possibilidade do pior cenario do IPCC como reduzem pela metade o tempo disponivel para acao. Segundo o Centro Hadley, em um cenario de altas emissoes, o derretimento de neve e gelo no Artico poderia elevar a absorcao de raios solares e elevar a temperatura artica em ate 15,2 ºC. Secas atingiriam severamente o oeste e sul da Africa, afetando a disponibilidade de agua, seguranca alimentar e saude da populacao. O estudo diz que "todos os modelos" indicam reducoes na precipitacao de chuvas tambem na America Central, no Mediterraneo e partes da costa australiana. Em outras areas, o aumento da temperatura em 50 anos poderia ser de 7º C, disse o estudo. Ja o padrao das chuvas seria severamente afetado na India - onde o nivel de precipitacoes poderia aumentar 20% ou ate mais, piorando o risco de enchentes. Nao bastasse o cenario consideravelmente pior do que os cientistas pensavam, o estudo alerta ainda que, em um cenario de emissoes altas, a previsao de aumento de 4º C podem ser "adiantada em 10 anos, ou ate 20 anos em casos extremos". Entretanto, concedem os cientistas, ainda ha tempo de evitar o pior cenario se as emissoes de carbono comecarem a baixar de nivel dentro da proxima decada. Acao O estudo esta sendo apresentado em uma conferencia sobre a mudanca climatica na cidade inglesa de Oxford, e sai a publico no mesmo dia em que delegados de 190 paises se reunem em Bangcoc, na Tailandia, para uma nova rodada de negociacoes antes da reuniao da ONU em Copenhague, na qual espera-se um novo acordo de emissoes de carbono em substituicao ao Protocolo de Kyoto, vigente ate 2012. Lideres mundiais tem reiterado a necessidade de limitar a elevacao da temperatura global nas proximas decadas em 2º C. Mas, como aponta o analista de ambiente da BBC Roger Harrabin, a questao tem esbarrado nos recursos que serao necessarios para "limpar" a matriz energetica global. Um dos pontos fundamentais, diz o especialista, e que paises em desenvolvimento querem ajuda para arcar com os custos de tal empreitada. O premie britanico, Gordon Brown, tem falado em uma cifra de US$ 100 bilhoes para conter o aquecimento global atraves do combate a pobreza. A Uniao Europeia tem concordado. No entanto, o presidente americano, Barack Obama, que preside a nacao que mais polui em termos per capita, tem encontrado dificuldades para aprovar leis de controle de emissoes no Congresso americano, ainda que reafirme a "determinacao" dos seu pais para agir e assumir suas "responsabilidades" em relacao ao aquecimento global. Na semana passada, a China anunciou que vai redobrar os investimentos em eficiencia energetica para reduzir as suas emissoes de CO2 em uma "margem notavel" - porem ainda nao precisada - ate 2020. Tanto a China como os EUA repondem por cerca de 20% das emissoes de dioxido de carbono provenientes da queima de carvao, gas natural e petroleo. A Uniao Europeia produz 14% do total, seguida por China e Russia, cada qual com 5%. Leia mais sobre acordo climatico (webremix.info)
América do Sul e África consolidam cooperação
PORLAMAR, Venezuela, 27 Set 2009 (AFP) America do Sul e Africa consolidaram sua cooperacao bilateral neste final de semana, com a elaboracao de projetos concretos em areas como energia, financas, comercio, tecnologia e saude, durante a II Cupula da ASA, realizada na ilha venezuelana de Margarita. (webremix.info)
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