Viagens e Turismo na África e às Antilhas
Notícia : Viagens e Turismo na África e às Antilhas
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Em Doha, museus e grandes novidades
DOHA - No ano passado, a família real do Catar ganhou as manchetes dos jornais ao arrematar em um leilão, por US$ 250 milhões, o quadro “Os jogadores de cartas”, de Paul Cézanne, até hoje a pintura mais cara da História. Na semana passada, novamente o apetite dos árabes por obras de arte famosas foi notícia, com a compra de “O menino com a pomba”, uma das obras da fase azul de Pablo Picasso. As duas peças são as estrelas de um rico acervo em formação, para ser exibido em instituições como o Mathaf, Museu Árabe de Arte Moderna, que nasce com o propósito de consolidar o país da Península Arábica, que conquistou o direito de sediar a Copa do Mundo de 2022, como uma referência mundial em cultura e entretenimento.
Veja também Doha é hoje um destino que desponta no mapa do turismo com uma coleção de edifícios ultramodernos que compõe um dos conjuntos arquitetônicos mais impressionantes do planeta, nos quais muitas vezes funcionam hotéis de alto luxo, com um time de restaurantes de primeira linha e cardápios assinados por chefs como Alain Ducasse, Gordon Ramsay e Jean-Georges — o próximo da lista é o japonês Nobu Matsuhisa. Comida árabe, um movimentado mercado e passeios no deserto representam a cultura local. Esses dois universos em sintonia fazem de Doha mais que uma parada a caminho da Ásia. Torres iluminadas, grifes e... gôndolas O avião se aproxima da pista de pouso, e a escuridão do mar (ou seria do deserto?) dá lugar a umas poucas luzes. De repente, surgem prédios futuristas impressionantes, torres altas iluminadas com luzes coloridas em formatos improváveis. Em poucos anos, Doha se verticalizou em sua área central, formando um fascinante conjunto arquitetônico de prédios modernos, e o ritmo de construções acelerado mostra que o cenário vai continuar mudando. Tapumes e guindastes escondendo obras são parte constante da paisagem. Mesmo com o movimentado Souq Waqif, o lindíssimo Museu de Arte Islâmica e a impecável cozinha árabe, a face mais atraente da capital do Catar, hoje com pouco mais de um milhão de habitantes, é a da modernidade. Existe um quê de Las Vegas em Doha, e este lado é bem representado pelo shopping Villagio Mall, um imenso complexo de lojas cortado por canais repletos de gôndolas como em Veneza, imagem que acabou se tornando um cartão-postal do país. O passeio de barquinho veneziano no Catar pode parecer exótico como de fato é ( muito mais barato do que o original, e custa o equivalente a R$ 5 por pessoa), bem como deslizar pelo imenso rinque de patinação no gelo (também com preços camaradas: R$ 15 por 1h45m; ou R$ 50 por um dia inteiro), mas o time de grifes encontradas é de primeira linha, e as mais famosas estão concentradas na Via Domo: Cartier, Fendi, Ermenegildo Zegna, Christian Louboutin, D&G, Bottega Veneta, Bulgari, Prada, Gucci... Pense em uma marca de luxo que ela estará ali. Para os que viajam em família, a Palm Tree Island, no meio da Baía de Doha, tem uma jeitão de paraíso tropical, com praias de águas claras, calmas e de temperatura amena, muitas palmeiras, restaurantes especializados em pescados e bares, além de uma série de atividades aquáticas. A ilha está a apenas dez minutos de barco da Corniche, o famoso calçadão costeiro onde moradores e turistas caminham, correm e passeiam. A agradável travessia da baía é feita em embarcações típicas. Palm Tree tem áreas gramadas que convidam a um piquenique, uma ótima ideia, ainda mais para aqueles que puderem se abastecer antes na loja Dean & Deluca que funciona no Villagio Mall. Neste universo em construção, há novidades prestes a abrir as portas que vão reforçar ainda mais a condição de Doha como destino emergente, principalmente em relação ao turismo de alto luxo. Uma das atrações mais aguardadas, pelos aspectos gastronômicos e arquitetônicos, é o restautante do chef japonês Nobuyuki Matsuhisa, que será inaugurado ainda este ano no hotel Four Seasons, junto à marina e com vista privilegiada da Baía de Doha. A construção, um projeto do Rockwell Group, de Nova York, promete virar um dos prédios mais fotografados do Catar. Uma estrutura redonda, como que suspensa no ar, praticamente debruçada sobre o mar, com paredes envidraçadas para valorizar o visual. Serão dois andares, mais um terraço panorâmico que, é fácil imaginar, vai se tornar um dos lugares mais disputados da capital do Catar. No cardápio, estarão os pratos que fizeram a fama do cozinheiro, uma versão moderna, com influências estrangeiras, da gastronomia tradicional do Japão. Outro provável marco arquitetônico com abertura também prevista para este ano, apesar dos sucessivos atrasos, é o novo aeroporto internacional de Doha. A estrutura monumental vai acabar com um dos inconvenientes para os turistas que visitam o país: o “velho” aeroporto, inaugurado em 1998, não tem fingers de acesso aos aviões, e o embarque é feito em ônibus — os voos de São Paulo ainda vão demorar um pouco para migrar para os novos terminais. Cavalaria, falcoaria e arte islâmica Para quem já visitou bazares em outros países árabes, o Souq Waqif não parece real: é organizado e com aparência de novo, como um shopping center. Mas os produtos à venda, como peças em ouro, panos e todo tipo de tecido, incluindo belíssimas pashminas, além de antiguidades, especiarias, perfumes, pérolas e roupas tradicionais árabes, tornam a visita interessante, e uma boa oportunidade de compras. A guarda montada a cavalo, com uniformes impecáveis, belíssimos, rende boas fotos. Outra razão para ir ao souq é a boa oferta de restaurantes, incluindo casas malaias, indianas e marroquinas. A bebida oficial é chá ou café, acompanhados de um narguilé. Uma particularidade do mercado são os hotéis, como o Al Mirqab, que tem decoração preciosa, com móveis de design em estilo árabe. Como é proibido consumir álcool em bares e restaurantes nas ruas, os hotéis do souq se convertem em bons lugares para um drinque entre uma compra e outra. O mercado é imenso, e dá para passar uma tarde inteira ali. Um dos lugares mais curiosos é o Mercado dos Falcões, onde a arte da falcoaria resiste ao tempo: além das aves treinadas, estão à venda acessórios para praticar essa paixão nacional do Catar. Bem perto fica o imperdível Museu de Arte Islâmica, uma construção lembrando uma pirâmide, ainda mais bela à noite, quando ganha iluminação que realça as suas linhas. O acervo transita por todo o universo islâmico, do Norte da áfrica à Ásia, cobrindo um período de 1.400 anos. São várias coleções, de cerâmicas e moedas a tecidos e artefatos em metal. Vale a pena programar ao menos uma refeição ali porque, além do café simpático, o museu abriga um restaurante de Alain Ducasse, o Idam Doha. O cardápio tem ingredientes franceses tratados com forte acento islâmico, e pratos como terrine de foie gras com gergelim e frutas cítricas, ou uma especialidade local, carne de camelo, servida com o fígado gordo, trufas e batatinhas suflê. O menu degustação, com opções escolhidas pelos clientes entre as disponíveis no menu regular, custa R$ 365. O lugar é lindo, com vista para a baía, tendo os prédios modernos ao fundo, e decoração assinada por Philippe Starck. Os pratos têm ótima execução e apresentação. Só fica faltando o sommelier... Nos hotéis, drinque, brunch ou spa O mercado hoteleiro de Doha acompanha o mesmo ritmo frenético da construção de edifícios modernos na cidade, e algumas redes escolheram se instalar nesses prédios, como o W Doha, enquanto outros são resorts, que atraem mais famílias, como o The Ritz-Carlton Sharq Village and Spa e o Four Seasons. Mais do que oferecer hospedagem, os hotéis estão no centro da indústria de entretenimento do Catar, abrigando grande parte dos melhores restaurantes, os bares mais badalados e os spas que carregam as principais marcas deste segmento em todo o mundo, como Remède, no St. Regis, e o Six Senses, no Ritz-Carlton Sharq Village. Para os viajantes não muçulmanos, os hotéis são referência de lazer também porque apenas nesses lugares as bebidas alcoólicas podem ser consumidas livremente. Quem imagina que agito noturno não rima com Doha precisa conhecer o hotel W, epicentro da badalação, com um time de bares de primeira linha, como o Crystal, o Wahm Lounge e o Living Room. Com iluminação baixa, luzes roxas e um concorrido balcão, o Crystal reúne turistas que querem ouvir música, com DJ tocando ao vivo, comendo e bebendo bem. Há um bar de champanhes e uma ótima lista de drinques. Se tem um lugar para ver e ser visto em Doha, é este. O W oferece ainda dois brunches originais. Em um deles, ao som de jazz, no restaurante Market, os pratos são assinados pelo chef francês Jean-Georges (custa R$ 170, com bebidas). Já o Spice Market tem um dos brunches mais atraentes para os apreciadores da cozinha asiática: o destaque é a comida de rua de vários países do continente (também por R$ 170). Os brunches são uma tradição catari ligada à indústria hoteleira. Mas, ao em vez de acontecerem aos domingos, como reza a tradição ocidental, essa mistura de café da manhã com almoço é a refeição das sextas-feiras, o dia sagrado para o islamismo. Quase todos os hotéis realizam o seu brunch de sexta, seguindo vários estilos culinários diferentes. Um dos mais autênticos é o brunch tailandês que acontece no restaurante Isaan, no Grand Hyatt (R$ 125, ou R$ 200, com bebidas). Para os que viajam em família, o almoço das sextas-feiras no restaurante Seasons, no hotel Mövenpick, dá especial atenção às crianças, incluindo a presença de piratas e personagens da Disney. Além do brunch jazzístico no W Hotel , Doha conta com uma filial do mítico Jazz at Lincoln Center, de Nova York, no St. Regis, com intensa programação de shows, com músicos residentes e apresentações de artistas convidados. Com duas unidades em Doha, uma mais voltada ao público executivo e um resort de praia, a rede Ritz-Carlton, além de opção de hospedagem, é um local para relaxar. O spa Six Senses, no Sharq Village, com praia particular de frente para o paredão de prédios modernos da cidade, é espetacular. A decoração recria uma antiga residência árabe, usando sistemas rudimentares de refrigeração. Há muitos tratamentos voltados para casais, com direito a saunas e piscinas privativas. O spa do Sharq Village é procurado por moradores e viajantes hospedados em outros hotéis da cidade. Assim como os seus vários bares e restaurantes, incluindo um salão de chá à moda árabe, o Afternoon Tea in Al Jalsa, e uma área dedicada aos charutos, o elegante Cigar Lounge, com poltronas de couro próprias para se saborear um bom cubano escoltado por um copo de conhaque. Ícone local, o complexo The Pearl-Qatar é um dos principais empreendimentos imobiliários, no melhor “estilo Dubai”: um conjunto de ilhas artificiais com construções de inspiração mediterrânea (um calçadão à beira-mar foi batizado de La Croisette), árabe ou asiática, dependendo do lugar. O projeto tem hotéis (como o Nikki Beach, com inauguração prevista para o próximo ano), edifícios residenciais e de escritórios, marina, restaurantes, cafés e lojas. Quase um mundo paralelo. SERVIÇO PASSEIOS Museus: A Qatar Museums Authority concentra a administração dos mais importantes museus do país. No site qma.com.qa é possível encontrar informações sobre horários de funcionamento, endereços etc. Safári no deserto: Várias empresas organizam passeios de jipe pelo deserto. Uma das maiores é a Qatar Adventure. Há vários tipos de programa, com ou sem refeição no final. O passeio que dura o dia inteiro custa QAR 350 (R$ 175) ou QAR 450 (R$ 225), com jantar típico, um churrasco à moda árabe. qataradventure.com VISTO Brasileiros precisam de visto para entrar no Catar. Ele pode ser tirado diretamente com os hotéis. Custa cerca de R$ 70, mas o preço varia de acordo com cada rede. MOEDA A moeda oficial no Catar é o qatari rial (QAR). Pelo câmbio atual, 1 QAR vale R$ 0,55. O dólar e o euro são bem aceitos nas lojas, inclusive no Souq Waqif, mas o troco geralmente é dado em moeda local. Cartões de crédito internacionais são amplamente aceitos. Bruno Agostini viajou a convite do Ritz-Carlton e da Catar (webremix.info) |
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Centenas de imigrantes africanos s?o resgatados na costa italiana
ROMA — A guarda costeira italiana interceptou cerca de 700 imigrantes, em sua maioria africanos, que tentavam chegar ao país a bordo de 10 embarcações precárias. Um navio abarrotado com 150 pessoas enviou pedido de socorro a cerca de 80 milhas ao largo da pequena ilha siciliana de Lampedusa, na tarde desta sexta-feira. Os serviços de emergência foram enviados para resgatá-los, além de outras 70 pessoas que estavam em uma embarcação de borracha nas proximidades. Todos os demais barcos foram parados ao longo dos últimos dois dias. A costa da Itália é um destino comum para os imigrantes do norte e da África sub-saariana. Milhares já morreram durante viagens arriscadas no Mediterrâneo, como resultado de naufrágio, condições adversas e a falta de comida e água, afirmam ativistas. “Com a chegada da primavera e a consequente melhoria nas condições de tempo, as tentativas de imigrantes para chegar à costa italiana aumentam expressivamente”, disse a Guarda Costeira em um comunicado. Equipes de resgate também receberam uma chamada de emergência de um outro barco que transportava 131 pessoas da África subsaariana, Paquistão e Bangladesh. Durante a noite o guarda costeira resgatou ainda 31 pessoas de Marrocos e da África subsaariana em um barco na costa sul da Sicília, que também seguia em direção a Lampedusa. Um funcionário disse que 214 outros imigrantes, principalmente da África, em cinco barcos, foram detidos nas últimas 48 horas. Todos os imigrantes estão detidos em centros de acolhimento na Sicília e Lampedusa. Os fluxos imigratórios estão se intensificando também na Espanha. Equipes espanholas resgataram nesta sexta-feira 54 imigrantes que viajavam a bordo de sete navios que saíram de Marrocos. Desde o início da semana, foram interceptados mais de 120 imigrantes que tentavam chegar à Espanha de forma clandestina. Estima-se que 1.500 imigrantes morreram no Mediterrâneo em 2011, muitos deles tentando escapar dos movimentos que levaram à derrubada de ditadores no Norte da África, de acordo com a Human Rights Watch. A ONG estimou em 300 o número de mortos em 2012. (webremix.info) |
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Jornal: empreiteiras financiaram 13 viagens de Lula desde 2011
Pouco menos da metade das viagens internacionais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o fim do mandato foram financiadas por empreiteiras com interesses no países visitados. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o petista visitou 30 países desde 2011. As empreiteiras pagaram 13 dessas viagens, todas eles para nações na África ou na América Latina. Na última terça-feira, Lula iniciou novo giro africano, começando pela Nigéria, e patrocinado por Odebrecht, OAS e Camargo. (webremix.info) |
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Brasil e ?frica do Sul trabalham alinhados no turismo
A abertura do Fórum Panrotas - Tendências do Turismo foi marcada pela disposição dos ministros do Turismo do Brasil, Gastão Vieira, e da África do Sul, Marthinus van Schalkwyk, em trabalharem alinhados para potencializar o ganho dos dois países no setor. (webremix.info) |
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Em Roma h? 14 anos, Ilze Scamparini fala da sua experi?ncia na cobertura do Vaticano
RIO - ‘Dormi no Sambódromo e acordei no Vaticano”, resume Ilze Scamparini. Era o dia 11 de fevereiro, e a correspondente da TV Globo em Roma estava de férias, aproveitando o carnaval do Rio, quando chegou a notícia que chamou a atenção até do folião mais pagão: — Depois de muito tempo, fui rever o carnaval, acompanhei todas as escolas do domingo. Duas ou três horas depois, o telefone tocou. Fiquei paralisada. Teoricamente, a renúncia dele era possível, Bento XVI já tinha falado disso, mas ninguém acreditava. Seria um gesto de ruptura. Mas, no fim das contas, pareceu tão natural — analisa a jornalista, dias antes da escolha do novo Papa, o argentino Jorge Mario Bergoglio. De tão associada à cobertura do Vaticano, a repórter teve sua ausência sentida no dia em que Bento XVI comunicou que renunciaria. Nas redes sociais, telespectadores demonstraram surpresa. Mas, nas últimas semanas, habemus Ilze diariamente na TV. Católica, ela ressalta a importância do tema não só para os religiosos. — O conclave é algo extraordinário não só para os católicos. O Papa é também um chefe de estado. Em guerras, a diplomacia vaticana pode ter muito valor. No início dos anos 60, na crise dos mísseis soviéticos instalados em Cuba e voltados para os Estados Unidos, talvez o pior momento da Guerra Fria, o Papa João XXIII correu para a rádio vaticana e, em francês, suplicou a Nikita Kruschev e Kennedy que “não ficassem insensíveis a este grito da Humanidade”. Pediu que a paz fosse salva, implorou pelo diálogo. Poucos jovens sabem que ele ajudou a evitar a guerra nuclear. Nestes 14 anos de trabalho na Itália, Ilze acompanhou os passos de dois papas. E destaca seus estilos bem diferentes: — Conheci o João Paulo II já velho, por isso muito doce e terno. Dizem que quando era mais novo era bem enérgico. Acompanhei algumas viagens dele. Um Papa que emocionava com pequenos gestos. Tinha senso de humor, fazia brincadeiras na praça, às vezes falava até em dialeto romano. De uma humanidade infinita. (Joseph) Ratzinger é a amabilidade em pessoa, mas racional, coerente. Acabou conquistando o mundo com um único grande gesto, o último do seu pontificado. Mas a vida da correspondente não se resume a Vaticano ou mesmo a trabalho. Como os romanos, ela sabe apreciar a cidade e o dolce far niente. — Faço muita coisa a pé, vou olhando os prédios, as estátuas, as ruínas, cada detalhe medieval, barroco ou renascentista. Adoro também descobrir lojas de armarinho. Como muito em casa e gosto das frutas e das verduras mediterrâneas. Roma é cheia de sol, as primaveras são lindas. Mas o verão daqui é mais quente que o de Bangu! — descreve. Ilze vive com o roteirista Domenico Saverni Mezzatesta. Descendente de italianos, não tem contato com os parentes que estão por lá: — Tem quatro famílias da linha do meu avó paterno que vivem na província de Veneza, mas nunca as procurei. Por parte de mãe, os pais dela vêm de Mantova e Treviso. Se ficou alguém aqui, é mais distante. Sem dizer se tem vontade de voltar à terra natal, a repórter acredita que a imagem do Brasil melhorou na mesma medida da evolução do país. Já a crise na europeia preocupa: — A violência aumentou, a agressividade, a falta de esperança. Quem vem de fora talvez não perceba tanto, mas a vida aqui decaiu bastante. Como os brasileiros, os italianos também são criativos e capazes de inventar saídas para a crise. Aos 52 anos, Ilze já viu muita coisa como repórter tanto no Brasil como em outros países. E enumera alguns dos momentos marcantes da carreira: — Cito a viagem que fiz com Chico Mendes pelo Acre a bordo de um pequeno avião para conhecer a vida dos seringueiros. Aquilo, sim, foi descobrir o mundo. Testemunhar um homem, completamente sozinho, que acordava às quatro da manhã e corria quilômetros a pé, no meio da floresta, com o risco da picada fatal da cobra surucucu pico de jaca e das onças, sangrava a seringueira, punha uma latinha no caule, depois corria para outra seringueira, para mais tarde voltar e recolher o látex. Com o “Globo Repórter”, passei mais de dez anos gravando longas reportagens. Depois veio o período americano: Costa Oeste, fronteira México-Estados Unidos, desertos. Recentemente uma situação me impressionou muito: a Ilha de Lampedusa, entre a Itália e a Líbia, com aqueles milhares de imigrantes do norte da África, chegando naqueles barcos superlotados. No início da vida profissional, ela também acompanhou momentos que viriam a fazer parte da história do país. — Contribuí para a “Oboré”, transcrevendo entrevistas feitas por outras pessoas com operários do ABC paulista, que eram entregues ao Henfil, com quem eu estagiava, em São Paulo. Cobri os movimentos do interior paulista dos anos 80, greves dramáticas como a de Paulínia. Acompanhei Tancredo Neves em Brasília — lembra, para contar uma história curiosa: — Eu estava em Roma quando vi, pela TV, o Sarney assumindo a Presidência da República no lugar dele. Você pode ver que já estou acostumada aos traumas durante as minhas férias... (risos) Sobre seu jeito peculiar de falar, uma marca registrada que faz o público reconhecê-la mesmo sem olhar para a TV, Ilze não pensa muito: — A impressão que tenho é a de que sempre falei assim. Mas pode ser uma falsa impressão — diz ela, sem se alongar também sobre os fãs que admiram sua beleza: —Acho que são muito generosos. Um Papa brasileiro talvez mudasse a forma de trabalho da correspondente. Mas como a vez foi de um argentino a vida deve seguir como está: — Tenho um cinegrafista, o Maurizio della Costanza, e uma colaboradora de produção, a Silvia Celommi. A nossa sede legal é em Londres. Em Roma temos um pequeno estúdio. Gosto de trabalhar na minha casa, com minha biblioteca e meus computadores. (webremix.info) |
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?O futuro da Igreja está no Hemisfério Sul?, diz pesquisador
RIO — Membro do Centro de Estudos Católicos Bishop Walter F. Sullivan, da Universidade Virginia Commonwealth, Andrew Chesnut é especialista em movimentos católicos brasileiros e, em seu blog no jornal on-line “Huffington Post”, exalta a possibilidade de o cardeal Odilo Scherer ser eleito Pontífice. Veja também
O GLOBO: O senhor escreveu um artigo intitulado “Deus não é brasileiro, mas o próximo Papa deveria ser”. Por quê? Andrew Chesnut: Porque o futuro da Igreja se encontra no Hemisfério Sul, onde moram dois terços dos católicos do mundo. Chega do eurocentrismo míope propagado pelo Vaticano, que não conseguiria ressuscitar a Igreja naquele continente. O catolicismo tem 1,2 bilhão de fiéis. Dos cinco países que mais concentram essas pessoas, três estão nas Américas - Brasil, México e Estados Unidos. O Brasil tem a maior quantidade de católicos e pentecostais do planeta, o que o torna o epicentro do cristianismo global. A experiência administrativa de Odilo Scherer, tanto no Vaticano quanto em seu país, sua liderança na nova evangelização, sua idade, seu domínio do italiano, tudo converge para que seja um dos papáveis com mais chances. A imprensa e a população italianas têm a impressão de que o Trono do Pedro deve ser novamente ocupado por um compatriota? Andrew Chesnut: Sim, embora não seja uma postura unânime. Sabemos que, após dois pontificados não italianos, parte do país está ansiosa para que um compatriota retorne ao comando do Vaticano. Outros, porém, têm uma visão mais ampla do futuro da Igreja e apoiariam um cardeal não europeu. A divisão que vimos no período pré-conclave tem precedentes? Andrew Chesnut: Houve episódios até mais fortes. No século XIII, os clérigos já demoraram mais de dois anos em um conclave. Mas a súbita renúncia de Bento XVI abre uma situação quase inédita. Existe um caminho para outras surpresas na direção da Igreja. O que mais contará neste conclave: um Papa carismático, como João Paulo II, ou um intelectual como Bento XVI? Andrew Chesnut: O carisma terá mais peso, depois do fraco desempenho de Bento XVI junto à mídia. O foco do Vaticano será a nova evangelização, alguém que saiba levar seu discurso para comunidades não cristãs e que reanime seu próprio rebanho. Uma das primeiras viagens do próximo Papa deve ser ao Brasil, em julho, para a Jornada Mundial da Juventude. Uma simples passagem do Pontífice pode fortalecer o catolicismo no país? Andrew Chesnut: Sim, principalmente se for um Papa brasileiro, mas não é suficiente. As visitas animadas de João Paulo II, por exemplo, não detiveram a queda do numero de católicos no país. O senhor considera que a disputa está entre Angelo Scola, da Itália, e Odilo Scherer. A Igreja está preparada para eleger um Papa das Américas? Andrew Chesnut: Vivemos um momento histórico, em que a massa crítica da hierarquia eclesiástica entende que o futuro da Igreja se encontra no eixo AAA, Américas, África e Ásia. Alguns elementos retrógrados certamente resistirão, mas estou otimista com a possibilidade de uma reorientação da Igreja para esses continentes. Dom Odilo, então, é seu candidato preferido? Andrew Chesnut: Sim. Devo admitir que tenho coração brasileiro. Mas também ficaria contente se outro candidato latino-americano fosse eleito. (webremix.info) |
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Passeio a trabalho
Do mundo diretamente para a Barra. Em busca de algo novo para oferecer num mercado extremamente competitivo, estilistas aproveitam suas idas ao exterior para, literalmente, viajar nas ideias. Como resultado, coleções inspiradas nas cores, nas praias, nas pessoas ou na atmosfera de outros países chegam às vitrines, para alegria dos consumidores. Carolina Fernandes, da Lessô, é uma das profissionais que trazem para as coleções o que viram em suas andanças. Em dezembro de 2011, por exemplo, ela foi à Sicília, na Itália. A linha do verão 2012/2013 da marca reflete suas impressões. — Tudo lá inspira. A Sicília é um lugar incrível; fiquei apaixonada por sua natureza exótica. A praia de que mais gostei foi a de Città di Cefalù, onde o mar tem um azul único — lembra ela. A viagem inspirou uma coleção supercolorida, com tons de verde e azul que remetem ao mar. O nude, também presente, faz referência à areia, enquanto cores vibrantes como rosa, laranja e vermelho representam a alegria dos sicilianos. Elementos como âncoras, estrelas-do-mar, palha, peixinhos e corais completam a coleção. — Os tons fortes lembram um pouco também da comida. Como tem doce lá! A gente engorda só de olhar — brinca Carolina, que também investiu em metalizados que lembram o brilho do sol refletindo na água e pedrarias para representar as riquezas culturais e naturais da Sicília. Segundo a estilista, que se concentrou nas cidades pequenas, um amante da moda não pode deixar de visitar também os grandes centros, e espiar o que vêm lançando marcas como Prada, Gucci, Hermès e Louis Vuitton. — A gente precisa ver o que está nas lojas e observar as pessoas destas cidades, perceber como elas se vestem e se comportam. Tudo é informação — diz ela, que já escolheu seu próximo destino: Marrocos. Quem já conhece bem não só Marrocos, mas também Turquia e Tailândia, é Daniela Fiszpan. A mais recente coleção da estilista foi inspirada pelas paisagens e culturas destes países. — São acessórios que trazem o brilho das mesquitas e cisternas de Istambul, cores vibrantes que lembram as piscinas naturais de Pamukkale e aplicações de pedras que remetem à animação das noites de Bodrum e Kusadasi, por exemplo — diz a sócia da Fiszpan. — Minhas coleções são um somatório das viagens que faço. O destaque do lançamento é a coleção de hamsas, um talismã usado contra o mau-olhado, também conhecido como mão de Fátima: — Esses temas místicos têm boa aceitação. Só eu, em casa, tenho 40 mãos de Fátima. A cada viagem compro uma nova. Na Afghan, à primeira vista, é só um vestido estampado na arara da loja. No entanto, após um olhar mais atento, é possível ver que a estampa tem uma gôndola, turistas e até um pouco das ruas de Veneza. A peça em questão é uma das roupas da recém-lançada coleção Vetro, toda inspirada nas paisagens da cidade italiana e idealizada por Layla Feldman. Além da estampa, há peças que mostram detalhes como vidros, máscaras e cores que lembram Veneza no inverno. — Quem trabalha com moda está sempre de olho nas tendências, nas cores, nos ambientes. A verdade é que você nunca para de trabalhar — conta Layla, afirmando que viaja pensando em descansar, mas quase sempre acaba encontrando inspiração. Layla foi pela primeira vez a Veneza em 2011, de mochilão, e se encantou com o clima ameno e as cores do nordeste italiano. Na volta, convenceu os donos da grife a irem à cidade para pesquisar também. O resultado está nas vitrines e nas araras das lojas. — Não é a primeira vez que fazemos isso. Nossa coleção anterior era inspirada em Salvador Dalí. Para levantar informações e ideias, fomos à terra natal dele na Espanha e encontramos coisas incríveis — explica ela. — Também já desenvolvemos peças inspiradas em Israel, e nosso próximo destino é a África do Sul. O ideal é partir com o coração aberto para mergulhar na cultura. Assim, a inspiração vem naturalmente. A Europa também foi referência para Carolina Etz. Mais precisamente Paris e os espetáculos burlescos do Moulin Rouge, onde encontrou o que precisava para criar a coleção Boudoir Francês, que traz lingeries sensuais e remete ao figurino dos cabarés. — Os espetáculos mostram cintas-liga, corpetes e meias abaixo do joelho. Fiz uma releitura e adaptei as peças para a mulher brasileira, mas não deixei de lado frufrus, estampas e cores vibrantes — conta a estilista da marca Ousadia Carioca, especializada em lingeries. Para a jovem de 24 anos, que trabalha desde os 17 na área, as viagens são ótimas oportunidades de se reciclar. — Fico o tempo inteiro com a anteninha ligada. Faço uns desenhos durante a viagem mesmo e, aqui, com tempo e calma, aprimoro. A ideia passa muito rápido, e tem muito a ver com o clima no momento. Isso não tem como resgatar — diz Carolina, que pretende viajar para Londres até o meio do ano. (webremix.info) |
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R?ssia e ?frica do Sul ser?o as primeiras viagens de Xi como l?der chin?s
Rússia e África do Sul serão os primeiros países visitados pelo novo presidente da China, Xi Jinping, anunciou neste sábado o ministro das Relações Exteriores, Yang Jiechi. (webremix.info) |
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Reuni?o dos Brics est? entre 1?s viagens de novo presidente chin?s
Rússia e África do Sul serão os primeiros países visitados pelo novo presidente da China, Xi Jinping, anunciou neste sábado o ministro das Relações Exteriores, Yang Jiechi. (webremix.info) |
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Gr?-Bretanha pode impor restri??es para vistos a brasileiros, diz 'FT'
A Grã-Bretanha estaria em vias de endurecer as regras de concessão de vistos para brasileiros, segundo informações publicadas na edição desta terça-feira do jornal Financial Times.De acordo com o diário, a ministra do Interior britânica, Theresa May, deve propor nesta terça-feira um fim ao acordo atualmente em vigor que permite a brasileiros permanecer até seis meses na Grã-Bretanha sem visto.O Financial Times afirma que o plano de May põe a Grã-Bretanha na contramão de medidas adotadas por outros países, como os Estados Unidos e a Austrália, que estariam afrouxando restrições de vistos a brasileiros a fim de estimular o turismo e os negócios.Segundo o jornal, May quer coibir a entrada de imigrantes ilegais brasileiros na Grã-Bretanha, mas a proposta da ministra do Interior contaria com a oposição de outros ministros do governo, que temem que, se adotada, ela poderia abalar as relações britânicas com o Brasil, que vinha sendo visto pelo premiê David Cameron como país-chave em termos de relações comerciais com a Grã-Bretanha.Entre os que se opõem à possível medida estariam o ministro de Relações Exteriores britânico, William Hague, e o ministro das Finanças, George Osborne.Outra fonte entrevistada pelo diário afirmou que May peca por uma postura ''mão pesada'' pela imposição de vistos e que ela mostrou ''não entender'' a repercussão para o comércio com as nações do bloco Brics (formado pela Rússia, Índia, China e África do Sul).O ministério do Interior também vinha sendo criticado pelos complicado processo de obtenção de vistos por turistas chineses. O jornal diz que dados de 2011 do Ministério do Interior colocam o Brasil no quinto lugar da lista dos dez países que mais oferecem imigrantes ilegais para a Grã-Bretanha; cerca de 2 mil brasileiros são extraditados da Grã-Bretanha anualmente.Robert Halfon, líder conservador do grupo suprapartidário Commons Brazil, que visa firmar laços entre parlamentares britânicos e congressistas brasileiros e discutir temas de interesse mútuo, afirmou ao Financial Times que a medida seria ''um grande passo para trás''', que provocaria o antagonismo de um país que está se tornando ''uma das mais importantes nações do mundo''.Tanto o primeiro-ministro David Cameron como o vice-primeiro-ministro Nick Clegg já visitaram o Brasil. No ano passado, durante sua visita ao Rio e a São Paulo, Cameron estava acompanhado de 58 empresários.''Não adianta o primeiro-ministro excursionar pelo mundo dizendo 'A Grã-Bretanha está aberta para negócios, vocês são bem-vindos aqui', se seus ministros estão minando-o em todas as suas ações e tornando a mais difícil para que turistas de negócios venham aqui. É absolutamente vital manter a porta aberta para o Brasil e não fazer algo que desestimule o comércio entre os dois países'', afirmou... (webremix.info) |
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O est?dio que esnoba o futebol
PARIS - Como você chamaria um estádio construído para uma Copa do Mundo que, após o evento, passa a receber, em média, seis jogos de futebol por ano? A resposta certa poderia ser 'elefante branco' se não estivéssemos tratando do Stade de France, palco da (para nós) indigesta decisão do Mundial de 1998, aquela do piripaque de Ronaldo na concentração e dos dois gols de Zidane que construíram a vitória por 3 a 0 sobre o Brasil na maior conquista da história esportiva da França. Quinze anos depois, o estádio em Saint-Denis, município ao norte de Paris, se transformou em um dos mais bem sucedidos exemplos de arena multiuso da atualidade. Futebol? É o que menos se vê naquele gramado. Sem ser a casa de qualquer time da cidade - o Paris Saint-Germain, por exemplo, nunca deixou de mandar suas partidas no Parc des Princes -, o Stade de France esbanja saúde financeira apostando na variedade de atrações, especialmente jogos da seleção de rúgbi - outro esporte muito popular no país - e shows internacionais, além de eventos de atletismo e todo o tipo atrações esportivas, como corrida de cavalo, provas de automobilismo, vôlei de praia e até windsurfe. Só de visitantes, são 100 mil por ano. O futebol responde por apenas 25% da programação anual: por contrato, a Federação Francesa de Futebol é obrigada a organizar um mínimo de seis partidas no local por temporada, a maioria da seleção do país. Clubes só jogam lá em duas ocasiões, nas decisões da Copa da Liga Francesa e da Copa da França. - Existem elefantes brancos em Atenas, Pequim e na África do Sul. Aqui, resolvemos apostar em várias atividades, incluindo encontros de negócios e turismo - explica o gerente de marketing do estádio, Matthieu Barnay, referindo-se ao legado de prejuízo deixado por alguns equipamentos construídos para os Jogos Olímpicos de 2004, 2008 e a Copa do Mundo de 2010, respectivamente.
Veja também Na semana passada, foi lançado no Rio o edital de concessão, operação e manutenção do Complexo do Maracanã. A licitação será no dia 11 de abril e o processo será realizado pelo sistema de Parceria Público-Privada (PPP). Informações sobre o modelo de gestão, no entanto, ainda não foram divulgados. Estádio receberá a final da Euro 2016 Único certificado pela Uefa com o selo de estádio cinco estrelas no país, o Stade de France já recebeu alguns dos maiores eventos esportivos da Europa nos últimos anos. Além da final da Copa de 98, a arena foi palco das decisões de duas Ligas dos Campeões da Europa (2000 e 2006), dos Mundiais de Atletismo-2003 e de de Rugbi-2007. Naquele gramado também será realizada a final da Eurocopa 2016, que a França sediará. Grandes nomes da música internacional também já montaram seu palco por lá, como U2, Rolling Stones, Black Eyed Peas, AC/DC e Lady Gaga, responsável pelo 50º concerto do estádio. O palco da decisão do Mundial de 98 foi construído em dois anos e sete meses - o tempo previsto para a reforma do Maracanã, por exemplo -, ao custo de 364 milhões de euros, sendo 52% pagos pelo Estado e os outros 48% pelo Consortium Stade de France, formado pelas empresas Vinci, de construção civil, detentora de 2/3 das ações, e Bouygues, de telecomunicações. Em julho deste ano, os administradores preveem pagar a última parcela do empréstimo tomado junto a um banco privado para a construção do estádio. A comemoração pelo aniversário do título mundial, conquistado no dia 12 de julho de 1998, eles deixam para a torcida. O que importa para os gestores é que, quinze anos após a Copa, a arena multiuso já está quitada, e o que vier a partir de agora é lucro. E que lucro: o balanço de 2012 aponta 95 milhões de euros em faturamento. Os gastos não são revelados, mas o consórcio garante que o estádio jamais registrou déficit ao fim de cada temporada de muito rugbi, shows de rock, óperas e, sim, algum futebol. Pelo contrato de concessão, o governo francês recebe anualmente uma parte da receita, que pode chegar até 50%. - Desde 1998, tivemos a política da diversificação: óperas, espetáculos equestres, grandes eventos esportivos. Entre 2011 e 2012, o rúgbi levou 650 mil torcedores ao estádio, com uma taxa de ocupação de 81%. No mesmo período, foram 520 mil torcedores em jogos de futebol, menos apenas que os estádios do PSG, Lyon e Olympique de Marselha. Em oito shows, sendo três deles internacionais, 527 mil pessoas vieram ao estádio. E mais de 300 mil assistiram às seis óperas apresentadas aqui - resume Barnay. Esquecido pelo Brasil Com três níveis de arquibancada, 173 camarotes para 2.836 privilegiados, 20 salões - que são usados também para encontros corporativos e podem abrigar 6 mil pessoas -, tribuna de imprensa com 500 lugares, 40 bares e dois restaurantes, o Stade de France pode receber 80 mil torcedores, quase a população de Saint-Denis. O anel inferior, que repousa sobre a pista de atletismo, é retrátil: quando preciso, seja para competições ou entretenimento, o setor é rebaixado e empurrado para baixo da arquibancada central, numa operação que dura cinco dias. Em dias de show, a capacidade aumenta para 96.540 pessoas. Desde a sua fundação, mais de 24 milhões de franceses e turistas de todo o mundo já passaram pela arena em 335 eventos. Para 2013, estão previstas entre 25 e 27 atividades. O aniversário de 15 anos, porém, pode marcar a primeira prova de fogo para os gestores. Um dos pilares da sustentabilidade do Stade de France, o rúgbi está pensando em ter sua própria casa: existe um projeto de construção de um estádio exclusivo para a seleção nacional até 2018. E o contrato atual com a federação terminará justamente em junho deste ano. Atualmente, o esporte da bola oval é responsável por quase a metade da ocupação do local, com até 11 jogos por ano, contra um mínimo de seis partidas de futebol e apenas um meeting de atletismo no mesmo período. Para tranquilidade dos gestores, a Federação Francesa de Futebol já renovou seu contrato, em 2010, por mais 15 anos. O consórcio que administra o Stade de France se orgulha de ter praticamente inventado um modelo próprio de geração de renda na Europa. E de servir de exemplo para outras praças esportivas. O sucesso da arena parisiense, porém, parece não ter sido suficiente para superar os 9.500 km que separam a França do Brasil. Segundo Barnay, o país que está reformando ou construindo 12 estádios para a próxima Copa do Mundo jamais enviou um representante para conhecer o modelo francês: - Trabalhamos antes de 2010 com pessoas ligadas à Copa da África do Sul, e já colaboramos com muitos estádios da Europa. Do Brasil, nunca fomos procurados por ninguém. Mas sabemos que existem outros modelos. Na Ásia, por exemplo, existe um aproveitamento mais ligado à comunidade. Para dizer qual seria o modelo melhor para o Brasil, somente conhecendo a realidade brasileira - avalia Barnay. * O repórter viajou a convite do Ministério das Relações Exteriores da França (webremix.info) |
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Ministro prop?e restitui??o de impostos para turistas estrangeiros
SÃO PAULO - O ministro do Turismo Gastão Vieira anunciou nesta quarta-feira, durante a abertura de um evento realizado pelo operadora CVC, em São Paulo, a intenção de criar um sistema de restituição de impostos para turistas estrangeiros. Ele oficializou a criação de um grupo de trabalho específico para o assunto nesta semana. A restituição de impostos seria facilitada por dois fatores: a lei sancionada no final do ano passado pela presidente Dilma Roussef, que obriga as empresas de explicitarem os valores de impostos embutidos nos preços, e a criação do Siscoserv, uma nova plataforma de registro para as operações de importações e exportações de serviços. O modelo “tax free” já é adotado por diversos países, como os Estados Unidos, para estimular o consumo entre turistas. Essa seria uma das ações, segundo o ministro, para reverter o que classificou de “fraco desempenho” do turismo brasileiro em relação ao internacional. Durante o discurso, Vieira citou um estudo do Fórum Econômico Mundial de 2011 sobre competitividade no setor que colocou o Brasil em 52º lugar entre 139 países analisados — perdendo posições em relação a 2009, quando foi a 45ª entre 133 nações. Vieira também anunciou como ação “para sair da inércia no número de visitantes internacionais” o investimento na promoção dos destinos nacionais para países emissores não-tradicionais, principalmente os que compõem os BRICS (Rússia, Índia, China e África do Sul). (webremix.info) |
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Destino: Brasil
Resolver o problema da carência de médicos, especialmente em regiões distantes e com menor densidade populacional, é uma prioridade do governo federal que está saindo do papel. Recentemente, os ministérios da Saúde e da Educação ampliaram as vagas para os cursos de medicina e estabeleceram estímulos ao trabalho de recém-formados em determinados municípios. São medidas polêmicas. Puxam o fio da meada do planejamento da oferta de médicos e preveem a intensificação de responsabilidades governamentais. Entretanto, não respondem às expectativas da criação de carreiras adequadamente remuneradas, nem aos requerimentos sobre a qualidade da formação e atualização dos médicos. O mero aumento do número de egressos e a instituição de programas de estágios em zonas carentes, num país que tem uma perversa distribuição de recursos assistenciais, sem contrapesos à tendência de concentração, podem redundar no inchaço de médicos nos grandes centros urbanos. Certo mesmo é que ambos os esforços não respondem às demandas imediatas de saúde da população e às promessas eleitorais de muitos prefeitos recém-empossados. Essas iniciativas não empolgam quem está à frente de mandatos com prazos definidos. O que arrasa na pista é o anúncio da política de importação de médicos. A justificativa para estimular a imigração é a perene dificuldade em atrair médicos brasileiros para trabalhar em áreas consideradas pouco acessíveis ou inóspitas, combinada com os relatos de viagens de técnicos a países desenvolvidos e alguns da América do Sul que contam com profissionais de saúde estrangeiros. Além disso, trazer médicos de fora para atender quem está desassistido não afeta os interesses das empresas privadas nem de seus clientes satisfeitos, evitando mais uma vez o confronto entre a expansão e alocação dos recursos existentes sob a lógica das necessidades de saúde, e não dos maiores lucros. Pelo que se ouve dizer, a política brasileira para importar médicos vai misturar chiclete com banana. Países ricos com elevada proporção de médicos estrangeiros (como EUA, 25%, e 40% no Norte do Canadá) mantêm rigorosíssimos exames e programas de treinamento para o denominado International Medical Degree — direcionados inclusive aos seus cidadãos diplomados em outros países. Nesses países, os profissionais de saúde são submetidos às leis de migração, como qualquer outro trabalhador. A experiência da Venezuela é bem diferente. Lá a importação de médicos cubanos em 2003, mediante um convênio intermediado pelo Colégio Médico de Caracas no Município Libertador. Atualmente, a permanência de cerca de 32 mil profissionais de saúde, entre os quais aproximadamente 20 mil médicos (que se dedicam a atender os segmentos populacionais não cobertos pelos seguros sociais e sem poder de pagamento por assistência privada), é mantida pelo envio de petróleo venezuelano para Cuba e pagamento de uma remuneração inferior à dos nativos. No Brasil, os incentivos à vinda de estrangeiros combinariam uma política migratória seletiva para médicos de todas as nacionalidades, com a isenção de submissão prévia dos imigrantes aos testes de revalidação de seus diplomas. Os idealizadores da política apostam que os valores pagos aos médicos tornarão o país atrativo não apenas para cubanos, bolivianos, mas também para espanhóis e portugueses, cujos empregos estão sendo erodidos pela crise econômica mundial. A praticidade da solução, especialmente a rapidez de sua implementação por meio de medida provisória, passando por cima do poder de controle da profissão das entidades médicas, é inegável. A esperada redenção do atraso de imensos territórios brasileiros às benesses da medicina moderna tende a abafar questionamentos sobre a adequação da solução ao problema. Qualquer dúvida sobre os métodos de desenho e aprovação do programa de imigração ou insistência em exigir garantias de permanência sustentada de médicos é vista como uma barreira à passagem do progresso. Porém, nem tudo que se apresenta ao debate é esnobismo, preconceito e desprezo pelo destino de brasileiros sem acesso a serviços de saúde. A migração de médicos não é infalível. Dificuldades de entendimento da língua, das etiquetas nacionais para o atendimento aos pacientes, das regras formais e informais para referenciar doentes e a dependência de empregos de médicos de partidos e coalizões políticas não são detalhes. Os médicos que migram para os países afluentes buscam melhores condições de trabalho e de vida. O fluxo é cruel; as principais fontes de trabalho dos médicos são as nações subdesenvolvidas. Os países com maiores índices de emigração situam-se na África subsaariana, Caribe e Ásia. Um em cada dez médicos na Inglaterra é de origem africana enquanto que o continente se vê às voltas com índices alarmantes de doenças. Cuba é um celeiro de médicos; muitos estão dispostos e preparados para desempenhar atividades em situações precárias. Se essas inclinações permaneceram inalteradas, não será nada tranquilo alocar médicos europeus em cidades que não disponham de redes completas de serviços de saúde. Os lugares com rarefação de médicos provavelmente chamarão para si médicos provenientes de países tão ou mais necessitados de competência assistencial do que o Brasil, tal como já ocorre nas regiões Sul e Norte. A novidade será o ingresso massivo e pela porta da frente dos cubanos, e o desafio que não poderá ser postergado é a integração dos programas governamentais. O Brasil é diferente da Venezuela, aqui o sistema da saúde é universal e a legislação veda a organização de subsistemas para pobres. A migração de médicos já é em si um tema controverso e pode se tornar explosivo se os médicos estrangeiros e seus pacientes forem discriminados. A imigração de médicos não é uma panaceia, nem um pecado, precisa ser discutida. Prevendo os conflitos de interesse, a Constituição de 1988 dispôs que as políticas de saúde fossem formuladas e aprovadas por instâncias como as conferências e conselhos de saúde. O Conselho Nacional de Saúde, presidido por Maria do Socorro de Souza, representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura, no qual participam médicos, empresários e usuários, entre os quais indígenas e populações ribeirinhas, é uma instância representativa, adequada ao exame de divergências, construção de consensos pelo diálogo e imune à simplificação do jogo democrático à relação entre eleitores e eleitos de apenas um mandato. Ligia Bahia é professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (webremix.info) |
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Dilma participar? da c?pula Am?rica do Sul ?frica
A presidente Dilma Rousseff participará na próxima semana na Guiné Equatorial da terceira Cúpula América do Sul África (ASA), na primeira de três viagens que fará a esse continente nos próximos meses, informaram fontes oficiais. (webremix.info) |
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Dilma far? 3 viagens para a ?frica nos pr?ximos meses
A presidente Dilma Rousseff participará na próxima semana na Guiné Equatorial da terceira Cúpula América do Sul-África (ASA), na primeira de três viagens que fará a esse continente nos próximos meses, informaram fontes oficiais. Dilma embarcará na próxima quarta-feira rumo a Malabo para participar da cúpula que reunirá entre os dias 20 e 23 de fevereiro autoridades de 12 países sul-americanos e 54 africanos, e na qual o Brasil exercerá a função de coordenador regional. (webremix.info) |
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Dilma visita pa?s africano acusado de violar direitos humanos
Nos próximos três meses, a presidente Dilma Rousseff tem três viagens marcadas à África, de acordo com o Itamaraty. A primeira dessas visitas será na próxima quinta-feira (21) à Guiné Equatorial, governada pelo ditador Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, no poder desde 1979. Obiang é acusado por organizações internacionais de perseguir opositores do regime e violar direitos humanos. O Itamaraty, contudo, não vê nenhum constrangimento na vista da presidente. "Dilma mesma disse que quando se trata de direitos humanos todos podem melhorar, inclusive nós", disse a subsecretária-geral política do Ministério das Relações Exteriores, embaixadora Maria Edileuza Fontenele Reis na tarde desta sexta-feira (15). Leia mais (15/02/2013 - 21h05) (webremix.info) |
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Em tr?s meses, Dilma far? tr?s viagens ? ?frica, segundo Itamaraty
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De ?Rotweiller de Deus? a um acadêmico esmerado
CIDADE DO VATICANO - Com apenas 24 viagens ao exterior, Bento XVI despertou polêmica — e assistiu a protestos — por onde passou. Se o Pontificado foi curto, não faltaram escândalos de corrupção, pedofilia, intrigas internas e crises de confiança nos corredores do Vaticano. Depois de quase oito anos onde fracassou em promover reformas na Cúria, o Papa tampouco conseguiu limpar a imagem da Igreja ou mesmo se firmar como um líder político no cenário internacional. E sob uma insistente fama de frio, o Joseph Ratzinger que sai de cena lembra em apenas dois aspectos o então cardeal alemão escolhido, em 2005, para comandar a Igreja: no apego aos dogmas e na rejeição do conceito de que os valores morais não são absolutos. A firmeza de Ratzinger rendeu-lhe o apelido de “Rotweiller de Deus”. Esperava-se um Papa severamente pragmático. Mas a virulência ficou somente na retórica. Hoje, prestes a completar seu 86º aniversário, fontes do Vaticano descrevem o Pontífice com um perfil de acadêmico esmerado. Bento XVI gosta de ler, escrever seus livros de teologia e discursos. Já escreveu três encíclicas — a forma mais importante de documento pontifício. Ele está sempre pronto a dissecar as obras teológicas em busca de sua pureza dogmática, e a travar ferozes debates contra dissidentes. Seus críticos, aliás, sempre viram em seu trabalho tentativas de minar a reforma do Segundo Conselho do Vaticano, realizado entre 1962 e 1965, que modernizou a Igreja e incentivou o diálogo inter-religioso. — Ele não está interessado nos assuntos diários do Vaticano — queixava-se, já em abril do ano passado, um monsenhor à revista alemã “Spiegel”. Fé contra o marxismo Ratzinger, aluno aplicado, chegou a defender ideias progressistas. Mas, diante do caráter marxista e ateu dos protestos de 1968 na Europa, ele se tornou mais conservador, defendendo a fé contra o avanço do secularismo. Após temporadas como professor de teologia e, posteriormente, como arcebispo de Munique, Ratzinger foi nomeado em 1981 para dirigir a Congregação para a Doutrina da Fé (CDF), órgão que sucedeu ao tribunal da Inquisição. Voltou-se, então, contra a Teologia da Libertação — condenando o frei Leonardo Boff a um ano de silêncio público em questões teológicas, por causa de seus escritos de viés marxista. Em 1986, Ratzinger denunciou com firmeza, em nome do Vaticano, a homossexualidade e o casamento gay. Na década seguinte, exerceu pressão sobre teólogos, principalmente na Ásia, que viam as religiões não cristãs como parte dos planos de Deus para a humanidade. Em 2004, escreveu um documento condenando o “feminismo radical” como uma ideologia que minava a família e turvava as diferenças naturais entre homens e mulheres. Somente em 2002, Ratzinger se tornou decano do Colégio de Cardeais — que o elegeria Papa três anos depois. E, segundo aliados, Bento XVI demorou a acreditar que, de fato, comandava a Igreja. Ele relaxava tocando piano e bem tentou mostrar ao mundo uma face mais gentil. Mas o Pontífice alemão foi perseguido pelo próprio passado. Ratzinger pertenceu à Juventude Hitlerista durante a Segunda Guerra Mundial. Criticado, viu-se forçado a se explicar: a participação era compulsória, e ele nunca fora membro do Partido Nazista. E garantiu que sua família se opunha ao Terceiro Reich de Adolf Hitler. Logo na segunda viagem como Papa ao exterior, à Polônia, decidiu ir ao campo de extermínio de Auschwitz — apesar da resistência inicial de seus assessores. Descrevendo-se como um “filho da Alemanha”, ele orou e questionou o silêncio de Deus enquanto milhares morriam na Segunda Guerra Mundial. E o discurso desapontou a comunidade judaica por não mencionar o antissemitismo cristão. Ira de judeus e muçulmanos Poucos meses depois, a primeira grande crise do Pontificado, numa visita à Alemanha. Em uma palestra universitária na Bavária, Bento XVI citou um imperador bizantino do século XIV segundo o qual “o Islã havia sido difundido pela espada” e só causou mal ao mundo. A gafe deflagrou protestos que incluíram ataques a igrejas na Oriente Médio e o assassinato de uma freira na Somália. Dizendo-se mal interpretado, o Papa se mostrou “profundamente arrependido”. Em 2007, a aprovação de um documento reiterando a posição de que todas as outras denominações cristãs não são plenamente igrejas de Jesus causou problemas com outras vertentes do cristianismo. As incursões na política foram um tanto desastradas. O ano de 2009 foi especialmente problemático. Durante uma viagem à África, o Papa disse que o uso de preservativos na luta contra o vírus HIV estava agravando os problemas. Um mês depois, judeus e cristãos ficaram indignados com a decisão de revogar a excomunhão de quatro bispos tradicionalistas — incluindo um que negava abertamente a ocorrência do Holocausto. E, numa visita a Israel, Bento XVI causou irritação ao criticar o muro de separação erguido pelos israelenses na Cisjordânia. Em Cuba, no ano passado, o Pontífice foi criticado por esquivar-se do tema dos direitos humanos na ilha e não pedir a libertação de presos políticos. Mesmo quando pediu desculpas pelo escândalo de abusos sexuais ou se encontrou com famílias de vítimas, o Santo Padre assistiu a protestos nas ruas. E a disputas de poder dentro do Vaticano. Aplaudido por conservadores e criticado por liberais, Bento XVI se viu um homem cansado. E só. (webremix.info) |
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Reino Unido, Alemanha e Holanda pedem que cidad?os deixem Benghazi (webremix.info) |
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Brasil e restante do mundo sentem reflexos da escassez de ?gua
RIO - Em pouco mais de duas décadas, o mundo terá nove bilhões de pessoas, um acréscimo de dois bilhões à população. Se um terço deste total engrossar as fileiras de consumidores da classe média, a pressão sobre os recursos naturais do planeta se tornará insustentável. Só o consumo de água aumentará 30%. Haverá necessidade de produzir 50% a mais de alimentos, e a oferta de energia terá de crescer 45%. “As economias estão oscilando. A desigualdade está crescendo. E as temperaturas globais continuam subindo. Estamos testando a capacidade do planeta de nos sustentar”, resumiram os 22 integrantes do Painel de Alto Nível da Secretaria-geral das Nações Unidas numa análise da sustentabilidade global entregue há exato um ano à cúpula da ONU. Se nada for feito para mudar o padrão de consumo, dois terços da população global poderão sofrer com escassez de água doce até 2025. A previsão é da própria ONU, que declarou 2013 o Ano Internacional da Cooperação pela Água. Também aqui há risco de escassez. Um estudo da Agência Nacional de Águas (ANA) mostra que, dos 29 maiores aglomerados urbanos do país, 16 precisam achar novos mananciais para garantir o abastecimento até 2015. São 472 municípios em busca de novas fontes de água, 56 deles ficam em três Regiões Metropolitanas do estado de São Paulo (Campinas, Baixada Santista e a própria capital). — Tivemos forte urbanização onde não havia água — resume Dante Ragazzini, presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. A água doce está em rios, lagos, geleiras e aquíferos, mas representa apenas 2,5% do total de água da Terra. Nem toda ela é acessível ao consumo humano e, pior, a distribuição é desigual entre os países. Mesmo no Brasil, que ostenta a maior reserva de águas doces superficiais do planeta (12% do total), as condições de acesso não são equânimes. A região hidrográfica Amazônica — que abrange Amazonas, Amapá, Acre, Rondônia, Roraima e grande parcela do Pará e do Mato Grosso — equivale a 45% do território nacional e detém 81% da disponibilidade hídrica. As regiões litorâneas, que respondem por apenas 3% da oferta nacional, abrigam 45% da população do país. Ou seja, os brasileiros se concentram cada vez mais em áreas onde a oferta de água é desfavorável. O problema também é social. Calcula-se que 12,1 milhões de brasileiros não têm acesso adequado ao abastecimento de água. As moradias “sem torneira” somam 4,2 milhões. O consumo é bastante desigual. Enquanto um cidadão do Rio de Janeiro usa 236 litros de água por dia, o consumo per capita em Alagoas é de 91 litros. Em São Paulo, 185 litros. Para a ONU, a quantidade de água do planeta é suficiente para atender a população mundial, mas não há mais espaço para o desperdício. No Canadá, o consumo per capita chega a 600 litros por dia. Enquanto isso, cerca de 783 milhões de pessoas no mundo não têm acesso à água potável. O consumo de água dos paulistanos é 4,3 vezes maior do que a água que há disponível. Só na Região Metropolitana de São Paulo são 19,9 milhões de consumidores, 10,4% da população do país. Principal fornecedora do estado, a Sabesp vem buscando água limpa a 80 km de distância, na represa Cachoeira do França, no Rio Juquiá, para atender um universo de 1,3 milhão de pessoas na Zona Oeste da capital e em municípios vizinhos. O novo sistema teve que ser inserido no maior remanescente de Mata Atlântica no estado, o Vale do Ribeira. A escassez de água não é o único dilema. O consumo humano exige que ela seja limpa e tratada, mas o crescimento das cidades engole mananciais. As águas superficiais ficam poluídas com o lançamento de esgoto, efluentes industriais e até mesmo venenos usados em larga escala na agricultura. Bacias, como as de Alto Iguaçu (PR), Rio Mogi Guaçu (SP), Rio Ivinhema (MS) e a do Rio Pará (MG), apresentaram queda no índice de qualidade de água no último levantamento publicado. Segundo dados da ANA, os motivos prováveis são o aumento da carga de esgotos domésticos e a falta de investimentos em saneamento. No meio rural, a poluição difusa e o uso do solo sem manejo causam assoreamento, piorando a qualidade das águas. No Brasil, 73% dos municípios são abastecidos com águas superficiais, sujeitas a todo tipo de poluentes. É importante lembrar que, quando os jesuítas fundaram São Paulo, havia abundância nos rios Tietê, Pinheiros, Anhangabaú e Tamanduateí. Hoje, o Tietê é pura lama no trecho que corta a cidade. A ausência de planejamento no passado colocou em risco mananciais e represas do entorno, como Billings e Guarapiranga, que foram invadidos, desmatados e poluídos. — Cuidamos mal da pouca água que temos. Poluímos 24 horas por dia. Mais de R$ 3 bilhões já foram gastos na despoluição do Rio Tietê e não se vê a diferença. Se não estancar o esgoto, a natureza sozinha não consegue reparar o dano. Os reservatórios também estão sendo poluídos e a água tem de ser tratada para voltar a ser potável — diz Édison Carlos, presidente executivo do Instituto Trata Brasil. Nem mesmo as águas profundas estão a salvo da degradação e da exploração em excesso. Nos últimos anos, ocorreu um aumento significativo no consumo de água subterrânea no país. O estado de São Paulo é o maior usuário. São mais de mil poços, com três milhões de pessoas beneficiadas. Em alguns deles, a água sai quente e precisa ser resfriada. Em capitais do Nordeste, como Recife, Natal e Maceió, a falta de saneamento adequado fez com que o esgoto alcançasse poços. O excessivo bombeamento de águas profundas na região costeira e até mesmo métodos de produção de camarões, que aumentam a intrusão do mar, também geram problemas de salinização de aquíferos. Já foram identificados indícios do problema nas regiões oceânicas de Niterói e Rio das Ostras, no Rio de Janeiro, assim como no sistema aquífero Barreiras, no Rio Grande do Norte, e nas cidades de São Luís e Maceió. — Na medida em que a população se concentra nas áreas urbanas, a garantia de oferta de água se torna mais complexa. A população tende a degradar as águas mais próximas e o esgoto compromete mananciais. No semiárido, há o problema da escassez. Além disso, na imensa maioria dos municípios brasileiros, com menos de 50 mil habitantes, os sistemas de abastecimento são precários — afirma Sérgio Ayrimoraes, coordenador do Atlas Brasil de Abastecimento Urbano de Água, elaborado pela ANA. Segurança alimentar A água que mata a sede humana é a mesma usada na agricultura e na indústria. O campo é, de longe, o maior usuário desse recurso, e responde por 70% do consumo mundial. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), para produzir alimentos para uma única pessoa são necessários um total de 2,5 mil litros de água. Num documento lançado em julho passado na Itália, a FAO alertou para a crescente escassez decorrente das mudanças climáticas, colocando em risco a segurança alimentar. Lembrou que as chuvas aumentarão nos trópicos e diminuirão ainda mais nos semiáridos ao redor do mundo, que tendem a ficar mais secos e quentes. Com menos umidade, a produtividade agrícola também diminui. Aos governos, a FAO recomendou a criação de sistemas para gerenciar fontes, transferências e o uso da água, além de mecanismos de preservação das florestas. — A questão é de gerenciamento da água. Nesta seca, o abastecimento municípios atendidos pela Barragem de Mirorós, na Bahia, ficou à beira do colapso porque a água para irrigação de culturas só foi suspensa quando a seca piorou muito. Em Serra Talhada, Pernambuco, a 100 quilômetros do Rio São Francisco, a água estava quase chegando por adutora, mas a obra parou depois que começou a transposição. Agora, nem uma coisa, nem outra — diz Roberto Malvezzi, da Comissão Pastoral da Terra do São Francisco. O uso da água de Mirorós exemplifica a discórdia sobre o melhor aproveitamento do recurso. Para Ayrimoraes, da ANA, a barragem é exemplo de uma gestão bem sucedida da oferta compartilhada entre consumo humano e irrigação. Atualmente, 40% da população mundial vivem em países em situação de estresse hídrico. Cinco das dez bacias hidrográficas mais densamente povoadas do planeta, como as dos rios Yang-Tsé, na China, e Ganges, na Índia, já são exploradas acima dos níveis considerados sustentáveis. A África, que tem a maior taxa de prevalência da fome, é também o segundo continente habitado mais seco do mundo, atrás da Oceania. Nos últimos 30 anos, 57 milhões de pessoas foram afetadas pela seca na Etiópia. Na Índia, mais de 70% das chuvas ocorrem em apenas três meses do ano, o que faz com que haja escassez de água durante boa parte do ano na agricultura não irrigada. Em Tamil Nadu, um dos estados da Índia, a extração excessiva baixou o nível de água dos poços entre 25 e 30 metros em apenas uma década. A perfuração de poços profundos para irrigação agravou a seca também em alguns pontos do semiárido brasileiro. Foi o caso de Mamonas, no Norte de Minas. No ano passado, o município teve de ser abastecido com água tirada do Parque Estadual Caminhos dos Gerais, depois que a barragem mais próxima secou. — Em algumas regiões, as águas profundas foram comprometidas em quantidade e qualidade no passado. Poços se tornaram salobros, a água deixou de ser potável. A chuva também mudou. Agora vem mais intensa, em período mais curto, e o solo não consegue absorver. A água lava a camada superficial da terra. O ciclo natural da água foi alterado, porque quase todo rio tem barragem. Uma coisa leva a outra. Fazemos tudo o que está dentro da capacidade, mas estamos sendo traídos pela intensidade da reação da natureza — resume o sociólogo Marcos Affonso Ortiz Gomes, diretor do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais. Outra demanda latente é a da produção de energia, que deve aumentar o consumo de água em 11,2% até 2050. A Agência Internacional de Energia (AIE) estima que pelo menos 5% do transporte mundial será movido por biocombustíveis em 2030. Em média, cada litro de etanol a partir da cana-de-açúcar utiliza 18,4 litros de água e 1,52 m² de terra, o que significa que a demanda pode ser devastadora em áreas onde a água é escassa, como a África. Para Ayrimoraes, da ANA, a tendência é aumentar o potencial de conflitos de interesses, seja entre regiões ou consumidores. A saída é economizar e melhorar a gestão. O estresse hídrico, no entanto, é maior nas regiões que concentram maior população, não necessariamente nas mais secas. Daí a preocupação. Hoje, as áreas urbanas consomem 60% da água doce do mundo e as projeções da ONU indicam que, até 2050, 70% da população mundial estarão concentradas em grandes cidades. No Brasil, a concentração urbana tem sido sinônimo de degradação ambiental. Boa parte do problema é justamente a falta de tratamento do esgoto. Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS 2010) mostram que apenas 53,5% da população urbana brasileira têm acesso à coleta e 37,9% ao tratamento de esgotos. O Instituto Trata Brasil chama a atenção para a “enorme ineficiência” dos sistemas de abastecimento de água no Brasil. A cada cem litros produzidos, 36 são perdidos, seja do ponto de vista físico, com desvios da água tratada, seja do ponto de vista de faturamento. Segundo o Instituto, em alguns municípios, como Porto Velho, Cuiabá, Rio Branco e Duque de Caxias, as perdas superam 60%. Na maior empresa do país, a Sabesp, foram de 25,6% em 2011. A meta, até 2019, é reduzir a 13%. No melhor sistema do mundo, o do Japão, a perda é de somente 5%. O Plano Nacional de Saneamento (Plansab), submetido a consulta pública pelo Ministério das Cidades, revelou que, em 2007, 30,3 milhões de brasileiros receberam em suas residências água que não atendia aos padrões de potabilidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A análise dos especialistas reprovou pelo menos um dos itens mínimos quando se analisa a qualidade: turbidez, cloro, coliformes totais e termotolerantes e bactérias heterotróficas. Calvário que dura sete meses Um boi está morto nas margens da BR-232 (Recife-Parnamirim), entre as cidades de Custódia e Serra Talhada, em Pernambuco. Sobre o animal, o sol brilha sem parar. Até demais. Não chove há sete meses no Sertão do Pajeú. Sofrem os animais. Sofrem os moradores. A falta de água tem danificado setores econômicos como a agricultura e a pecuária. Ainda mais grave que as perdas econômicas, a escassez absoluta de água tem prejudicado a qualidade de vida de milhares de pessoas. Na cidade de São José do Egito, a 404 km de Recife e com mais de 30 mil habitantes, não há água. Os dois açudes que abastecem a cidade secaram faz tempo. Quem tem uma posição privilegiada consegue uma maneira de abastecer as residências. A maioria da população, porém, depende de caminhões pipa contratados pelo governo estadual. São 20 veículos que, através de duas viagens diárias, levam o produto ao município. Parece muito, mas a cena de filas de moradores ávidos por solucionar a falta de água crônica chama a atenção em pleno século XXI. Coordenadora regional da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) de São José do Egito, Rúbia de Freitas é direta quando questionada sobre a cena que está castigando a cidade: — É uma situação de colapso. A água precisa ser buscada em municípios vizinhos que ainda possuem o recurso, como é o caso de Afogados da Ingazeira, a 55 quilômetros de distância, e Iguaraci, a 70. Períodos de seca não são incomuns nesta região. O abastecimento dependia dos dois únicos açudes. Antes de ser consumida, a ´água era levada para uma estação de tratamento. A última grande seca na cidade foi há 20 anos, em 1993. — A situação é precária. Não há previsão de chuva forte o suficiente para abastecer os reservatórios —lamenta Rúbia. A esperança está em duas adutoras que se encontram em fase final de construção. A mais emergencial é a que buscará água da barragem do Rosário, em Iguaraci. A previsão é que esteja pronta no início de fevereiro, em um investimento de R$ 10 milhões. A barragem citada, no entanto, é útil para quatro cidades. São José seria a quinta e ainda há a previsão de "colapso" em breve em outros municípios vizinhos. Há dúvidas quanto à capacidade e potencial da instalação para aliviar o problema de tanta gente e tanto terreno. A maior torcida é pela Adutora do Pajeú, que terá cerca de 600 quilômetros e contemplará 32 cidades. Entre elas, São José do Egito. A previsão é que a obra fique pronta em maio. Os investimentos totais são de R$ 500 milhões, com recursos são oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). (webremix.info) |
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Mais da metade dos turistas que chegam ao Rio querem conhecer favelas da cidade
BRASÍLIA E RIO - O canadense Ryan Robutka trocou as temperaturas negativas do inverno de Vancouver pelo calorão do Rio nas férias deste ano. E já desembarcou no Aeroporto Internacional Tom Jobim, semana passada, com uma certeza: visitaria uma das famosas favelas cariocas. Lá estava ele sábado, no alto do Morro Dona Marta, abraçando a estátua do astro Michael Jackson. Um sorriso mostrava sua satisfação com o que via, o “Brasil real”, em suas palavras. — É muito interessante ver como as pessoas vivem. Lá de baixo não dá para notar quantos caminhos existem aqui — observou, já com planos de abocanhar um prato de arroz, feijão, bife e batata frita num dos restaurantes locais. Ryan é um dos milhares de turistas que chegam à cidade com o intuito de se aventurar em meio às vielas de uma comunidade, como comprovou pesquisa realizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV), a pedido do Ministério do Turismo. No Galeão, mais da metade dos turistas ouvidos disse ter interesse em visitar favelas cariocas. O índice foi de 58,2%, entre os brasileiros, e 51,3%, entre os estrangeiros. Os resultados do levantamento serão entregues hoje ao vice-governador Luiz Fernando Pezão. O percentual maior de turistas nacionais do que de estrangeiros interessados em conhecer favelas surpreendeu os pesquisadores. O guia Thiago Firmino, que nasceu no Dona Marta, conta que, anos atrás, eram mais “gringos” que subiam o morro. Mas, hoje, os dois públicos estão bem equilibrados na compra de seus passeios, que custam R$ 50 por pessoa. O Dona Marta recebe, mensalmente, dez mil turistas, sendo sete mil brasileiros e três mil estrangeiros, segundo contagem da associação de moradores da comunidade. Outra questão revelada pela pesquisa , realizada em 2011, diz respeito ao baixo consumo de turistas na favela. Dos visitantes do Dona Marta, 61,4% desembolsaram no máximo R$ 5, gastos principalmente com água e refrigerantes. Apenas 9,5% declararam ter comprado artesanato ou alguma lembrança. Para os pesquisadores, a estrutura de comércio e lanchonetes é deficiente. Outro problema é a falta de banheiros públicos. Moradores disseram ter a impressão de que os turistas têm nojo de comer no local. A alemã Lisa Muehlbacher, que esteve no Dona Marta, admitiu que não almoçaria no morro por receio. Tudo devido à má impressão causada pelo lixo acumulado em vários pontos da favela. Uma vala com esgoto corta o principal ponto turístico da comunidade, a laje do Michael Jackson. O baixo consumo na favela contradiz com a percepção geral declarada por 82,1% dos turistas brasileiros entrevistados no aeroporto, de que esse tipo de atividade traria benefícios sociais à comunidade. Entre os estrangeiros, esse percentual foi de 73,2%. Percentual similar de estrangeiros — 73% — declarou que as operadoras de turismo lucram com a miséria, ante 65,8% dos brasileiros. O estudo ouviu 900 pessoas que deixavam o Rio, sendo metade brasileiros e metade estrangeiros; 400 estrangeiros que faziam o passeio no Dona Marta; e 25 moradores, trabalhadores e policiais do morro, que falaram na condição de anonimato. O levantamento tratou também de outra questão polêmica: o comportamento de quem visita a favela. Para 70,2% dos estrangeiros ouvidos no aeroporto, os turistas se comportam como num "zoológico de pobre". O percentual de brasileiros que pensam assim é menor: 46,1%. focos de tensão entre turistas e moradores Para a socióloga Bianca Freire Medeiros, uma das responsáveis pela pesquisa, o turismo em favelas tende a crescer: — Existe uma demanda internacional por esse tipo de atração. É um fenômeno global que ocorre na África do Sul, na Índia e no México. Os turistas estrangeiros que vierem ao Rio vão continuar procurando. E alguém vai lucrar com isso. Seria interessante que os moradores tivessem algum benefício — diz Bianca. O levantamento no Dona Marta constatou que a relação entre moradores e turistas tem focos de tensão. Uma delas diz respeito à privacidade da população local, que reclama de visitantes que saem tirando fotos de tudo e todos, sem pedir licença. Houve inclusive moradores que expressaram temor com o destino das imagens, sobretudo de crianças, temendo a presença de pedófilos entre os turistas estrangeiros. Do ponto de vista dos turistas, a pesquisa concluiu que há demanda por informações sobre a história da favela, bem como por atrações culturais. O ministro do Turismo, Gastão Vieira, considera que as tensões podem ser reduzidas com a presença de guias locais. Ele defende a oferta de cursos para melhorar não só a formação dos guias, com o ensino de idiomas como o inglês e o espanhol, mas também para elevar a escolaridade dos moradores das favelas: — Há uma troca de receios. É natural. Precisamos buscar essa interação. Não estamos acostumados a lidar com esse turismo de base comunitária. Temos a possibilidade de promover a inclusão, gerar empregos e renda. Para os estrangeiros, o fato de o Dona Marta ter uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) — a primeira do Rio — não é decisivo para fazer o tour: 57% deles disseram desconhecer o "policiamento diferenciado". "De forma geral, esses dados podem ser interpretados como indícios de que a preocupação com a segurança não é central para a maior parte dos turistas que visitam o local, na medida em que possuem uma visão mais positiva do que negativa a respeito dessa dimensão", diz a pesquisa. Mas, entre os turistas ouvidos no Tom Jobim, 76,3% dos brasileiros e 52,4% dos estrangeiros afirmaram conhecer o que são as UPPs, sendo que 65% dos brasileiros disseram que a pacificação seria crucial para sua decisão de visitar uma favela, ante 48,1% dos estrangeiros. (webremix.info) |
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EUA enviam assessores ? ?frica e alertam sobre viagens ao Mali
O Governo dos Estados Unidos enviou 100 instrutores militares à África e pediu aos americanos que não viajem ao Mali devido à atividade dos grupos islâmicos nesse país. O Departamento de Estado indicou que os instrutores militares foram enviados a Níger, Nigéria, Burkina Fasso, Senegal, Togo e Gana, países que contribuirão para uma força militar pan-africana que intervirá no Mali. (webremix.info) |
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Cidade na fronteira norte do Mali teme invas?o de islamistas radicais
MOPTI, Mali - Há muito tempo que turistas deixaram de querer conhecer a “Veneza africana” ou visitar a mesquita de Djenné, no centro de Mopti, cidade na fronteira norte do Mali. Todos têm medo. E razões para tê-lo. O local é o último ponto onde se pode chegar da capital, a parada final dos ônibus que vêm de Bamako. A movimentada e turística Mopti, a dos tempos de glória, não se parece mais com esta cidade lânguida, assustada e desconfiada. Os hotéis estão quase vazios e muitos restaurantes foram fechados. Os únicos ocidentais que se vê hoje são os soldados franceses e um ou outro jornalista que conseguiu vencer o bloqueio militar. Veja também
- A presença dessas pessoas tão perto é como uma sentença. Nós sabemos que eles estão ali, entre nós, mas não podemos fazer nada mais que rezar para que tudo corra bem. Se Deus quiser! - diz Yahya Dicko, vendedor de objetos de turismo que leva quase um ano em uma tenda quase abandonada debaixo uma grande árvore na entrada da cidade. Quando vê uma pessoa branca se aproximar, abre um sorriso. - Espanhol, italiano, francês? - pergunta, para logo depois dar seu ponto de vista do conflito. - Nós fomos salvos. Se demorassem mais meia hora, Mopti teria caído - diz Dicko. - Os franceses nos salvaram. A cerca de 15 quilômetros da entrada de Mopti fica Sevaré, seu bairro mais importante e atualmente quase uma cidade que surgiu a sua sombra. Há soldados franceses permanentes e um aeroporto, onde de tempos em tempos aviões e helicópteros decolam em direção às zonas de combate. Muitas pessoas foram embora. Outras, no entanto, preferem continuar na cidade. - Para onde vamos? Se a guerra chegar até aqui aguentaremos, como sempre fizemos, todos os dias - afirma Dicko, enquanto toma uma xícara de chá. - Não fomos até a guerra, mas a guerra veio até nós. E os turistas e visitantes não gostam de guerra. Ao sul de Mopti, a situação já é de grande instabilidade. Um soldado malinês foi morto na quarta-feira maliense por um jihadista, que tinha escondido em uma árvore, e quatro salafistas foram presos tentando roubar um táxi em Sevaré, se passando por passageiros. Os incidentes aumentam ainda mais o medo que paira no ar na cidade. Além da possibilidade de que jihadistas consigam burlar o controle e se infiltrar na cidade. Em outros lugares, como Konna e Diabali, os enfrentamentos começaram assim. Perto dali, a cerca de 70 quilômetros, o Exército do Mali leva dois dias tentando recuperar Konna, que há uma semana caiu nas mãos dos jihadistas. Na quinta-feira, finalmente, fontes militares anunciaram que tinham matado sete militantes islâmicos e que a cidade estava sob controle. O anúncio já havia sido feito na semana passada. Agora, os militares garantem que seguem em direção à cidade de Douentza, no caminho para a Gao. Os islamistas radicais, por sua vez, afirmam ter ocupado Kalla, a alguns quilômetros dali. Os 1.700 soldados franceses que já estão no Mali ocuparam na quinta-feira quatro pontos principais: Sevaré, onde está grande parte do exército malinês à espera das tropas africanas para começar a verdadeira reconquista do norte; Niono, onde tentam conter um suposto avanço jihadista em direção ao sul; Markala, principal ligação com Bamako; e a capital, onde cerca de 200 soldados franceses reforçam reforçar a segurança se antecipando a possíveis ataques. (webremix.info) |
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Le?es da ?frica est?o ? beira da extin??o, alerta ONG
LONDRES- Um dos símbolos da fauna do continente africano, os leões estão à beira da extinção, informa a ONG britânica Lionaid, que tem como missão proteger o felino. Um levantamento da organização revela que existem apenas 15 mil leões em liberdade na África, bem menos que os cerca de 200 mil de 30 anos atrás. Em 25 países africanos, ainda de acordo com o estudo, o animal já está extinto e, em outros dez, está praticamente exterminado. A situação é especialmente ruim no centro e oeste da África, onde foram encontrados 645 leões. Em reportagem publicada no jornal espanhol “El País”, o diretor da Lionaid, Pieter Kat explica que o oeste da África é a região mais sensível, por se tratar de uma área com altos índices de pobreza e falta de interesse público em preservar a espécie. Outro problema é o turismo pouco desenvolvido nas regiões mais pobres, o que representa um motivo econômico a menos para proteger os leões. Mas o turismo feito de forma errada é outro obstáculo a preservação, pois, segundo a ONG, há milhares de estrangeiros que vão ao continente caçar leões e levar carcaças de volta para casa como troféu. A estimativa da Lionaid é de que, se nada for feito, os leões no centro e oeste da África podem acabar em cinco anos. Melhor panorama vivem os países do leste, como a Zâmbia, onde recentemente foi proibida a caça recreativa de grandes felinos. “Na Zâmbia, se deram conta que um leão vivo vale muito mais que um morto”, declarou Kat ao “El País”, em referência ao faturamento que o turismo em regiões selvagens do país podem proporcionar. (webremix.info) |
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Tempestades no p?s-Primavera ?rabe
Convencionou-se chamar o fenômeno de “Primavera Árabe”. Mas, desde a eclosão de levantes populares que já derrubaram três ditadores — o primeiro dele, o tunisiano Zine el-Abidine Ben Ali, há exatos dois anos —, muitas estações já se passaram sem que esses países tenham encontrado, ainda, a fórmula adequada para superar décadas de ditadura. E mais: para devolver o poder à sociedade civil; restaurar a confiança no Estado; conciliar o respeito às liberdades individuais, às crenças religiosas e às minorias; e sobretudo, criar oportunidades econômicas capazes de prover oportunidade com justiça social. “A Primavera Árabe é um longo processo e não um resultado”, sentenciou o príncipe marroquino Moulay Hicham ben Abdallah Alaoui, cujo país — assim como a Jordânia — provou a turbulência do descontentamento popular tendo conseguido, por ora, aplacar os ânimos com reformas políticas, mas sem troca de guarda.
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Cenários e prognósticos diferem de país para país. Em comum, essas nações têm o fato de estarem imersas em discussões muito mais profundas acerca de problemas como desemprego, pobreza e corrupção. Forças islamistas, religiosas, renascem nas urnas e formam um contraponto explosivo com as massas de jovens laicos, plugados nas novidades tecnológicas, que tomaram as ruas para pedir liberdade e o fim de regimes como o de Ben Ali, o do egípcio Hosni Mubarak e o do líbio Muamar Kadafi. “Depois de dois anos, o que está mais claro do que nunca é que não existe uma coisa coesa como ‘o mundo árabe’. É a primeira vez na História que homens e mulheres comuns conduzem as mudanças políticas e revelam uma variedade de identidades, sentimentos e condições em cada país árabe”, escreveu o analista político Rami Khouri, do jornal libanês “Daily Star”. Enquanto os países do Norte da África comandam lentos processos de democratização, analistas apontam o desfecho da sangrenta guerra civil síria como um dos mais pesados fatores da balança de poderes regional em 2013 — com potencial de mudar as alianças entre sunitas e xiitas em todo o mundo muçulmano. Muitos também ponderam se as ricas monarquias do Golfo Pérsico também conseguirão continuar comprando a tranquilidade com petrodólares transformados em programas sociais. Os desafios se estendem por milhares de quilômetros. De um lado, os povos árabes sofrem os efeitos de revoluções e contrarrevoluções. De outro, a tempestade pós-Primavera Árabe alcança também o Ocidente — ainda incapaz de elaborar uma nova política para a região. TUNÍSIA: VIOLÊNCIA NO RASTRO DE ISLAMISTAS Depois de ser pioneiro no movimento de levantes populares no mundo árabe, o país norte-africano passou por eleições legislativas e democráticas das quais emergiram partidos religiosos como as forças predominantes da nova política local. O islamista al-Nahda arrebatou 41% dos votos e assegurou 90 cadeiras das 217 do Parlamento. Protestos de rua e violência esporádica, porém, são comuns. Nas áreas rurais do país cresce a irritação com a demora em promover reformas econômicas e, nas grandes cidades, a ira advém da classe média revolucionária. Acusam o governo e as forças de segurança de “passividade excessiva” diante da ação frequente de grupos salafistas que tentam impor, à força, visões radicais à sociedade com ações violentas, como, por exemplo, a depredação de bares de hotéis que vendem bebidas alcoólicas. A nova Constituição já está sendo escrita, e o governo do premier Hamadi Jebali tenta adotar uma postura pragmática. O turismo vem renascendo com força, mas como em todo o Norte da África, o debate mais recorrente na sociedade tunisiana é como encontrar a interseção exata entre os conceitos de democracia, Islã e liberdade. LÍBIA: TRANSIÇÃO DESAFIADA POR ARMAS E MILÍCIAS Até que a Constituição seja escrita, o Congresso adotou, na última quarta-feira, por unanimidade, um novo nome para o país: “Estado da Líbia”. Mas grandes questões permanecem abertas no único país que teve o apoio militar da Otan — com o respaldo do Conselho de Segurança da ONU — para derrubar uma ditadura, a de Muamar Kadafi. No plano político, o Conselho Nacional de Transição (CNT), formado durante a guerra, conseguiu articular eleições no ano passado. A Aliança Força Nacional, do ex-premier Mahmoud Jibril, emergiu vitoriosa e controla 39 das 80 cadeiras do Parlamento que busca formar um grupo de 60 pessoas para redigir a nova Carta. A morosidade, porém, acende disputas e desconfianças. À falta de experiência dos congressistas, somam-se outros problemas: a ação de milícias, a presença de jihadistas, as rixas tribais e o enorme fluxo de armas no país. Tiroteios, sequestros e tentativas de invasão do Legislativo ocorrem com frequência devido à ineficiência das forças de segurança. A Justiça, em reestruturação, disputa com o Tribunal Penal Internacional o direito de julgar Saif al-Islam, o filho considerado herdeiro político de Kadafi. EGITO: SECULARISTAS AINDA BUSCAM SEU LUGAR Com quase 80 milhões de habitantes, mas sem diferenças sectárias, as tensões no Egito emergem de um ponto central: o embate ideológico entre islamistas, religiosos, e a oposição laica que ainda não conseguiu se fazer ouvir democraticamente. O presidente Mohamed Mursi, egresso da Irmandade Muçulmana, foi eleito por uma pequena margem de votos. Conseguiu destituir a alta cúpula do Exército e, desde então, propôs reformas polêmicas para blindar seus poderes. O Parlamento permanece paralisado por batalhas judiciais, e novas eleições legislativas estão marcadas para abril. A nova Constituição foi escrita sob denúncias de favorecimento dos interesses religiosos em detrimento das liberdades individuais. Renasceu a desconfiança da Irmandade e, por outro lado, as pressões dos maiores parceiros da coalizão — os radicais salafistas. O diálogo nacional é lento. E à sombra de protestos e violência ocasional. SÍRIA: SECTARISMO ACIRRADO ALIMENTA GENOCÍDIO O número de mortos já ultrapassa 60 mil, e mais de um milhão de pessoas foram transformadas em refugiados da guerra civil. A violência que devastou as cidades da Síria não deixa mais espaço a protestos pacíficos populares, mas apenas a um ciclo de ferozes ataques e contra-ataques entre os partidários do presidente Bashar al-Assad, da minoria alauita, e uma oposição armada majoritariamente sunita, que já controla algumas partes do Norte do país, próximo à fronteira com a Turquia. No âmbito político, os opositores vêm tentando se articular, mas foram incapazes de formar, até agora, um bloco coeso. Assad insiste em se manter no poder, e ainda tem respaldo dos setores da classe média alta, temerosa de um governo islamista em seu lugar. O regime tem, ainda, o apoio de Rússia, Irã, Iraque e do grupo xiita libanês Hezbollah. O desfecho do conflito armado é uma incógnita. E certamente provocará mudanças geopolíticas regionais. IÊMEN: NA POBREZA, PROBLEMAS EXTERNOS E INTERNOS Depois de 33 anos no poder, o iemenita Ali Abdullah Saleh transformou-se no quarto ditador árabe deposto, com a ajuda de um plano do Conselho de Cooperação dos Países do Golfo Pérsico. Entretanto, Saleh ganhou imunidade e continua vivendo na capital, Sanaa. Segundo ativistas, ele e seu clã, ainda infiltrado no Estado, emperram a transição. As manifestações por melhores condições de vida no país mais pobre do Oriente Médio seguem ativas. Desde 27 de fevereiro de 2012, o presidente interino Abed Rabbo Mansour Hadi pouco avançou na tarefa de, em dois anos, reconstruir as Forças Armadas, estabelecer o diálogo nacional, traçar a Constituição e preparar eleições em 2014. Sequestros e carros-bomba também são comuns em Sanaa. A ação da al-Qaeda impõe, ainda, outro desafio: lidar com os EUA e os constantes ataques de “drones” (aeronaves não tripuladas) na guerra ao terror. O renascimento de movimentos separatistas e a ameaça de fragmentação completam um cenário bastante instável. GOLFO: DISSIDÊNCIA DISCRETA, CRISES À ESPREITA As ricas monarquias do Golfo Pérsico conseguiram, por ora, conter qualquer oposição popular. Mas, analistas observam sinais do crescimento de uma dissidência ativa e articulada — embora discreta — por meio de queixas no Twitter, páginas de protesto no Facebook ou do engajamento em campanhas internacionais. No Bahrein, os protestos da oprimida maioria xiita contra o governo sunita da monarquia al-Khalifa foram sufocados com a intervenção militar da vizinha Arábia Saudita. Sede da Quinta Frota da Marinha americana, o país assiste a uma calma relativa: houve milhares de prisões arbitrárias e denúncias de violações dos direitos humanos que, vez por outra, renovam os apelos dos indignados nas ruas. O Kuwait vive momento delicado. Às voltas com protestos e denúncias de corrupção da família al-Sabah, o rico país viu a oposição boicotar o pleito parlamentar de dezembro. A queda de braço pressiona pela escolha de um premier independente. Os vizinhos observam apreensivos. (webremix.info) |
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Turistas visitam a Escadaria Selar?n nesta sexta-feira (webremix.info) |
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Claude Nobs, fundador do Festival de Jazz de Montreux, morre aos 76 anos
RIO - Após três semanas em coma, Claude Nobs, fundador do Festival de Jazz de Montreux, na Suíça, morreu nesta quinta-feira, aos 76 anos. O evento de música é considerado um dos mais importantes do mundo e acontece desde 1967. Nobs morreu no Hospital Universitário de Lausanne, na Suíça, em consequência dos ferimentos sofridos quando esquiava no dia 24 de dezembro. Ele permanecia em coma desde o momento do acidente, que aconteceu perto de sua casa em Montreux. Veja também Resposável pela curadoria do festival, Nobs foi responsável por trazer importantes nomes a Montreux, como Miles Davis, Ray Charles e Prince, e tinha grande admiração pela música brasileira. Jorge Ben, já se apresentou 12 vezes lá e outros artistas como Elis Regina, Hermeto Pascoal, Gilberto Gil, João Gilberto e Tom Jobim também já subiram ao palco. Nobs fundou o festival quando trabalhava no escritório de turismo de um resort. Nobs ainda ganhou o apelido de "Funky Claude", por causa da letra da canção "Smoke on the water", do Deep Purple, que conta um incêndio verídico no cassino de Montreux num show de Frank Zappa, em 1971. Na ocasião, o produtor ajudou a salvar algumas vítimas do fogo e foi citado num verso ("Funky Claude was running in and out pulling kids out the ground"). O produtor se mantém no cargo de diretor do festival desde a sua fundação, sem se afastar nem mesmo quando passou por uma cirurgia de coração, há seis anos. Nos anos 90, Nobs dividiu o posto com o produtor americano Quincy Jones, que costuma introduzir novos talentos. Um comunicado divulgado há uma semana, quando o produtor ainda estava em coma, colocava Mathieu Jaton nas funções de Nob. A 47ª edição do festival ainda está confirmada e acontecerá entre 5 e 20 de julho. (webremix.info) |
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Casa do Surfe em novo endere?o
De casa nova, o Museu do Surfe está pronto para abrir suas portas. Instalado na sede construída na Praça da Cidadania, na Praia do Forte, o espaço abriga um acervo com 706 pranchas e conta a história do surfe no Brasil e no mundo. O local ainda tem sala de cinema, biblioteca, bar temático e área para exposições. Quilhas, quadros, camisas, skates, patins e diversos outras peças ligadas ao esporte também estão expostos. — É um sonho realizado. Ainda tenho peças em casa. A ideia é tentar trazer tudo. Planejo retornar aos Estados Unidos para encontrar novas pranchas. O acervo não vai parar de crescer — garante o proprietário Telmo Moraes. Moraes começou o acervo com a ideia de decorar a casa. Quando se deu conta, já estava com mais de 20 peças e sem espaço para guardá-las. Passou a ganhar outras pranchas de amigos e comprou algumas preciosidades em viagens que fez ao exterior. — Tenho pranchas de Itália, Argentina, Costa Rica, África do Sul, Califórnia, Equador e por aí vai. Isso é um verdadeiro festival de pranchas antigas — gaba-se. A nova sede também permitiu que duas homenagens fossem prestadas: num canto um espaço dedicado às conquistas do ator e surfista Rômulo Arantes; noutro, às de Vitor Ribas, expressão do esporte mundo afora. (webremix.info) |
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Claude Nobs, fundador do Festival de Jazz de Montreux, est? em coma
GENEVA - Claude Nobs, fundador do Festival de Jazz de Montreux, o mais conhecido festival de música da Suíça e um dos mais importantes no mundo, está em coma após sofrer um acidente no final do ano numa pista de esqui. O produtor suíço de 76 anos que atraiu alguns dos maiores artistas da atualidade para o evento, entre eles, Miles Davis, Ray Charles e Prince, passou por um cirurgia após a queda. "Ele está num estado inconsciente e sua condição requer testes adicionais", informa num comunicado o comitê do evento. Veja também O acidente aconteceu na véspera de Natal quando Nobs esquiava na vila de Caux, informou à Reuters o secretário-geral do festival, Mathieu Jaton. Nobs fundou o festival em 1967 quando trabalhava no escritório de turismo de um resort. Ele ganhou o apelido de "Funky Claude", por causa da letra da canção "Smoke on the water", do Deep Purple, que conta um incêndio verídico no cassino de Montreux num show de Frank Zappa, em 1971. Na ocasião, o produtor ajudou a salvar algumas vítimas do fogo e foi citado num verso ("Funky Claude was running in and out pulling kids out the ground"). O Brasil é parte importante da história do festival. A primeira vez em que músicos brasileiros se apresentaram em Montreux foi em 1973, na quinta edição. Desde então, o sucesso das noites brasileiras não para. Jorge Ben Jor é o recordista, com 12 apresentações, mas Elis Regina, Hermeto Pascoal, Gilberto Gil, João Gilberto e Tom Jobim também fizeram sucesso com seus shows. O produtor se mantém no cargo de diretor do festival desde a sua fundação, sem se afastar nem mesmo quando passou por uma cirurgia de coração, há seis anos. Nos anos 90, Nobs dividiu o posto com o produtor americano Quincy Jones, que costuma introduzir novos talentos. A diversidade dos convidados a cada ano foi tema de uma entrevista à Reuters, em 2010. "O espectro da música em Montreux se ampliou muito, e, olhando a programação, você poderá pensar 'será que o nome jazz deveria ter sido mencionado?'", disse Nobs na véspera da edição de 2010. O produtor se juntou aos músicos no palco em algumas ocasiões, tocando gaita, e até acompanhado por seus cães. No line-up dos concertos lotados do ano passado estava Bob Dylan, Lana Del Rey e o ator britânico Hugh Laurie. Por ora, Mathieu Jaton assume as funções de Nob e afirma que a 47ª edição do festival acontecerá entre 5 e 20 de julho, afirmou o comunicado. (webremix.info) |
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Reportagem na Gorongosa no anivers?rio da RTP ?frica (webremix.info) |
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Imagem do rei espanhol em queda por esc?ndalos em 2012
MADRI — Neste sábado, o rei Juan Carlos I, da Espanha, comemora seu aniversário de 75 anos passando pelo que talvez seja o período mais difícil em seus 37 anos de reinado. Após um ano de escândalos e gafes, ele tenta recompor a imagem da monarquia espanhola e especialmente a sua própria, que, como mostram pesquisas recentes, visivelmente entraram em colapso. Veja também
Após o escândalo por um caso de corrupção nas Ilhas Baleares, que afetou seu genro, Iñaki Urdangarin, marido da infanta Cristina, e seu controverso safári para caçar elefantes em Botsuana, uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo jornal espanhol “El Mundo”, marca a abrupta queda de sua imagem em 2012. Apenas metade (50,1%) das mil pessoas entrevistadas pelo Instituto Sigma Dos consideraram que o balanço de seu reinado de 37 anos foi “muito bom” (6,6%) ou “bom” ( 43,5%) - em comparação aos 76,4% de um ano antes. A pesquisa foi publicada apenas dois dias antes do 75º aniversário do Rei, que foi precedido nesta sexta-feira por uma entrevista para a televisão pública espanhola. “O apoio à monarquia caiu a um mínimo histórico de 54%”, afirma o jornal. De acordo com a pesquisa, realizada por telefone entre 21 e 28 de dezembro, 57,8% dos jovens entre 18 e 29 não considera que este tipo de sistema seja o mais adequado para a Espanha. Don Juan Carlos, que subiu ao trono dois dias após a morte do ditador Francisco Franco, em 1975, sempre teve grande popularidade entre os espanhóis graças ao seu papel fundamental na transição para a democracia. Mas a faixa de jovens entre 18 e 29 anos não viveu essa transição e “não conhece nem sente um grande interesse por ela”, de acordo com o “El Mundo”. Durante vários meses, Juan Carlos vem intensificando seus esforços para combater os efeitos de vários escândalos que marcaram a Família Real em 2012. Primeiro, seu genro Iñaki Urdangarin, marido da infanta Cristina, foi acusado em um caso de corrupção nas Ilhas Baleares. Ele está sendo investigado por supostamente ter usado sua posição para benefício do Instituto Nóos, que dirigiu entre 2004 e 2006, e para um posterior enriquecimento ilícito. O processo aponta para quatro delitos: falsificação de documentos, prevaricação, fraude à administração pública e desvio de verba. Diante da pressão da mídia, o rei afastou o duque de Palma dos compromissos oficiais num dos momentos mais difíceis para a família real. Pedido de desculpas Depois, o rei espanhol precisou se desculpar publicamente, em um ato sem precedentes, após uma queda em que quebrou o quadril, em abril, em Botsuana, onde caçava elefantes em uma viagem caríssima, enquanto seu país atravessava uma grave crise econômica. “Eu sinto muito, eu estava errado e não vai acontecer de novo”, foi a frase histórica pronunciada do hospital onde foi submetido a uma cirurgia em abril, para tratar o quadril fraturado na África. Os dias no hospital foram amargos. Houve uma onda de indignação e críticas sem precedentes, e algumas vozes chegaram a pedir a sua abdicação, depois que uma Espanha sufocada pela crise e pelo desemprego descobriu que seu rei havia esbanjado em uma luxuosa caça de elefantes. Assim, apesar de sua saúde fragilizada pela idade e por várias operações nos últimos anos, incluindo a de um tumor pulmonar benigno em 2010, o rei tentou provar que ainda era digno de confiança da Espanha. Em poucos meses, ele recorreu mais de 70 mil quilômetros em viagens para o Brasil, Chile, Rússia e Índia, para tentar recuperar o prestígio no exterior de um país em grave crise econômica, mas também para mostrar que continua à altura do que se espera dele. Mas, apesar dos episódios de 2012, o apoio à monarquia já vinha caindo durante a última década, ainda que os que apoiam o regime sigam sendo mais numerosos do que os que o rejeitam. O que não acontece entre os menores de 35 anos, que não experimentaram a transição e não se lembram da tentativa de golpe de 1981. Entre eles, a rejeição e o apoio empatam. E isso preocupa a instituição. (webremix.info) |
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