Música Africana e do Cararibe
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Angola em discos e livro
Na pr?xima quarta-feira, dia 15 de Novembro, pelas 18h30, na FNAC do Centro Comercial Colombo, ? lan?ado o novo livro de Paulo Salvador: "Recordar Angola 2? Vol.". A apresenta??o est? a cargo de Rui P?go.
O evento contar? com o ambiente sonoro de "Angola - As 100 grandes m?sicas dos anos 60 e 70", o digibook que est? ? venda a partir de 20 de Novembro e consta de 4 CD e um livro de 40 p?ginas. Neste dia, ser? oferecido um CD promocional de "Angola - As 100 grandes m?sicas dos anos 60 e 70" a quem comprar o livro "Recordar Angola 2? Vol."
Abaixo segue-se mais informa??o sobre o livro e o digibook.
Notícia : Música Africana e do Cararibe
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?O vendedor de passados? vira um filme sobre o amor contemporâneo
PAULÍNIA - Mesmo sem a pirotecnia científica de "Brilho eterno de uma mente sem lembranças" (2004), existe um quê do cult de Michel Gondry em "O vendedor de passados", produção de R$ 5 milhões que Lula Buarque de Hollanda filma neste momento com base no romance homônimo do angolano José Eduardo Agualusa. As filmagens começaram em janeiro em Paulínia e arredores e amanhã mudam-se para o Rio de Janeiro, onde a trama é ambientada. Centrados na memória, tema fundamental do cinema contemporâneo, os dois filmes falam de pessoas em luta para deixar as recordações para trás e alcançar a liberdade de recriar suas próprias histórias. — No livro de Agualusa, há um olhar sobre Angola que traz em si uma crítica política. Mas não tem nada de África aqui. Ao importar a trama para o Brasil, queria partir dela para entender o que é o amor contemporâneo tendo como base a história de uma pessoa que, por uma série de razões, poderia precisar de um passado novo — diz Lula, realizador de "Casseta & Planeta: A taça do mundo é nossa" (2003). No "Brilho eterno..." de Buarque, sua Kate Winslet é Alinne Moraes, no papel de Clara, jovem de identidade misteriosa que encomenda "memórias" a um especialista em forjar passados, Vicente, interpretado por Lázaro Ramos. — Eu entendo o filme do Lula como a história de dois mentirosos que se encontram na verdade — explica Aline. Lázaro: além dos tipos cômicos Produção da Conspiração, com distribuição assegurada pela Imagem Filmes, "O vendedor de passados" apresenta Vicente como um órfão de pai em busca de sua origem, que oferece a seus fregueses versões ficcionais de suas próprias vidas. Há exatos dez anos, Lázaro fez seu primeiro papel de destaque, em "Madame Satã" (2002), de Karim Aïnouz. A decisão de protagonizar o longa de Buarque foi uma opção do ator para ir além dos tipos cômicos e dos personagens de época que vinha vivendo nas telas. — Seria fácil continuar fazendo apenas filmes na linha dos sucessos que fiz antes — diz Lázaro. — Mas chegou um momento em que comecei a dizer "não" para muitos convites e me afastei do cinema. Escolhi "O vendedor de passados" numa época em que questionava meu próprio trabalho, pois não queria ficar restrito a dramas sociais. Queria falar sobre os problemas simples do homem contemporâneo e, a partir de suas crises, abordar o universo que está nas entrelinhas. No sábado, num casarão em Sousas, distrito de Campinas, Lázaro e Aline rodaram as sequências em que Clara testa pela primeira vez o passado que Vicente vendeu a ela durante um jantar com o casal Jairo (Odilon Wagner) e Stella (Mayana Neiva). — Pessoas magoadas com a vida precisam mudar suas histórias. Nosso filme revela o quanto a mágoa aprisiona e quanto construímos passados em nossas relações — diz Odilon, cujo personagem, um cirurgião plástico acostumado a reconstruir o corpo de pessoas incomodadas com a própria forma, ocupa o lugar da figura paterna que Vicente perdeu. Como preparador de elenco, Buarque convocou Gustavo Machado, premiado pelo filme "Olho de boi" (2007). — Meu papel aqui é estimular os atores a deixarem a intuição fluir — diz Machado Confiando a Toca Seabra (de "O invasor") o posto de diretor de fotografia, Buarque importa para seu novo longa elementos de sua experiência com o cinema documental ao delinear a mecânica de trabalho de Vicente. Seu "vendedor de passados" usa vídeo e fotos para inventar uma vida hipotética para seus clientes — Meu barato com o cinema é viajar no tempo. Aqui, a questão é fazer um filme contemporâneo, sobre este mundo do pós-pós-tudo em que a gente vive — diz o diretor, sócio-fundador da Conspiração Filmes. Segundo Buarque, o desafio de "O vendedor de passados" é mostrar que um filme sobre a contemporaneidade, para além de gêneros como comédia, favela movie, drama e etc., pode se comunicar com o público. — Os argentinos conseguiram isso: um filme como "Um conto chinês" ultrapassar dois milhões de pagantes na Argentina. O cinema na América Latina ficou muito preso à questão social. Agora, com o desenvolvimento econômico, o cinema começa a ver além e testar outros modos de se fazer um filme de hoje, sobre o hoje — diz o diretor. Fora da ficção, Buarque passou por projetos antropológicos como "Pierre Fatumbi Verger: mensageiro entre dois mundos" (2000) e fez uma série de projetos musicais como o vídeo "Gilberto Gil: Tempo rei" (2002) e o longa "O mistério do samba" (2008), codirigido por Carolina Jabor sobre a Velha Guarda da Portela. Um de seus entrevistados, o compositor Monarco assina a canção-chave da trilha sonora de "O vendedor de passados", gravada por Marcelo D2. — Filmei muitos projetos ligados à música, vários com o Gil. Com 49 anos, eu venho da geração dos herdeiros do tropicalistas. Gil e Caetano são meus filósofos culturais, que enxergaram a evolução deste país a partir da mistura de raças — diz o diretor, que foi estagiário de Joaquim Pedro de Andrade (1932–1988) no projeto "Casa grande & senzala", jamais filmado. Próximo longa: ‘Leite derramado’ Em 2010, ele produziu com Márcia Fortes e Alessandra d’Aloia o longa coletivo "Destricted. Br", versão nacional do projeto de Neville Wakefield, curador do P.S.1, centro de arte contemporânea vinculado ao MoMA, em Nova York, de retratar a pornografia pela ótica de artistas e cineastas mais experimentais. O projeto é formado por sete curtas sobre pornografia dirigidos por medalhões das artes visuais no Brasil como Adriana Varejão, Miguel Rio Branco, Tunga, Marcos Chaves, Janaina Tschäpe. Buarque dirigiu um dos segmentos, "Amor". — Produzimos "Destricted.BR" com recursos próprios, numa vibe meio de filme de estudante, para exibição em festivais e galerias. É um filme para entender o que é a sexualidade hoje, sem um compromisso com o mercado. E com ele, eu pude sacar melhor o Rio e entender a ebulição criativa de quem ficou na cidade, mesmo quando ela caiu no fundo do poço com Brizola e Garotinho, em meio a toda a violência que nos assolou — diz Buarque. Terminadas as filmagens, o cineasta começa a escrever o roteiro de sua adaptação para o romance "Leite derramado", de Chico Buarque, de quem é primo de segundo grau. — Será uma produção grande para daqui a uns dois anos. É um filme de época. De novo, viajo no tempo. Mais memória que isso, impossível. O repórter viajou a convite da produção do filme (webremix.info) |
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A fábula do poder feminino em ?A fonte das mulheres?
RIO - Três anos depois de se firmar como uma referência de bilheterias bem-sucedidas no circuito dos cinemas de arte graças ao sucesso comercial de “O concerto” (2009), o judeu romeno Radu Mihaileanu resolveu provar que uma alegoria política sobre o poder feminino também é capaz de lotar salas de exibição. E vem tendo êxito na empreitada: seu novo filme, “A fonte das mulheres” (“La source des femmes”), centrado numa greve de sexo numa aldeia no perímetro do Oriente Médio, vendeu meio milhão de ingressos na França em apenas um mês. Indicado à Palma de Ouro no último Festival de Cannes, em maio, o longa estreia hoje no Brasil endossado por resenhas elogiosas (confira o Bonequinho de Ely Azeredo na página 12 do Rio Show). Num encontro com o GLOBO em Paris, o cineasta, premiado pela crítica no Festival de Veneza de 1998 por “Trem da vida”, explicou como o filme serve de alegoria para a importância dos governos femininos, incluindo a gestão de Dilma Rousseff no Planalto. O GLOBO: Ao narrar uma greve de sexo em meio a um ambiente de guerra, “A fonte das mulheres” faz alusão à peça “Lisístrata”, de Aristófanes — que inspirou uma canção brasileira, “Mulheres de Atenas”, de Chico Buarque e Augusto Boal. Mas, durante sua passagem por Cannes, o senhor relacionou o filme a fatos reais. De que forma esses fatos traduzem a condição feminina no Oriente Médio? RADU MIHAILEANU: Embora adore o Brasil e sua música, eu não conheço essa canção. O que me inspirou foi uma notícia que li em 2001 sobre uma aldeia no interior da Turquia na qual as moradoras fizeram uma greve de amor para forçar seus maridos a resolver o problema de abastecimento de água no local. De cara, aquela notícia me fez rir, pelo inusitado de ver uma reação assim, similar ao que ocorria na antiguidade, ser tomada neste mundo de alta tecnologia. Isso me dava brecha para criar uma fábula, o que me fez ambientar meu filme em algum lugar não especificado entre o Norte da África e o Oriente Médio. Um “não lugar”. Voltei a Aristófanes para buscar seu humor preservando a dimensão política do gesto daquelas mulheres. A atitude delas foi uma afirmação de poder pelo sexo. Era um gesto que servia para criar uma alegoria cinematográfica sobre a recente ascensão feminina à liderança governamental de vários locais em diversos países. Incluindo o Brasil, sob a presidência de Dilma Rousseff? Depois das minhas visitas ao Brasil, eu me dei conta de que o maior desafio de vocês, mesmo com todo o desenvolvimento econômico alcançado na década passada, é a educação. O analfabetismo é sempre um fantasma social. E ninguém, num âmbito institucional, representa melhor a luta em prol da educação do que as mulheres. Basta você pensar no arquétipo clássico de família: são as mulheres que zelam pela formação dos filhos. Mas seu filme busca ir além desse arquétipo ao mostrar personagens que assumem a liderança de seus clãs frente à fragilidade dos homens. Sim. Porque acredito que as mulheres vão muito além desse arquétipo, embora ele exista. Elas têm a habilidade de encarar crises preservando sempre o bem-estar de seus pares. É assim em casa, é assim no governo, vide os exemplos de Indira Gandhi e Golda Meir. Não sei o que sua presidente já fez. Mas confio no interesse dela para melhorar a formação dos brasileiros. Acreditar na força do poder feminino é acreditar na serenidade. Eu uso a palavra “fonte” no título do meu filme porque as mulheres são a fonte de tudo o que é sereno. De alguma forma esse interesse pela serenidade na política tem reflexos da sua experiência na Romênia sob a ditadura de Nicolae Ceausescu (1918–1989)? Claro. Cresci sob uma ditadura. Sou um romeno judeu radicado na França que rodou o mundo como nômade buscando se encontrar. Sempre me senti um mestiço cultural por isso. Meus primeiros filmes, em especial “Trem da vida”, lidam com a minha memória sob um aspecto trágico, da violência, da opressão, do silêncio. E eram filmes com personagens principais masculinos, sempre à deriva do trágico, como o judeu etíope de “Um herói do nosso tempo”. Só que eu acredito que o cinema tem a possibilidade de vislumbrar um mundo para além das tragédias. E, a partir de “O concerto”, percebi que era hora de falar das novas perspectivas de esperança. “A fonte das mulheres” nasceu de um sentimento de não me conformar com a impressão de que o mundo vai mal. Neste momento em que o cinema casa ficção e documentário com cada vez mais frequência, “A fonte das mulheres” dilui o realismo numa narrativa fabular. Qual é o papel da fábula no cinema contemporâneo? Não me interessa reproduzir a realidade. Eu faço filmes porque o cinema pode transcender o real. E é a transcendência que eu quero. Isso vem da minha origem judaica. Os contos judeus sempre retrataram o que está à sua volta com um apreço pelo absurdo, pelo inusitado, como a barata de Kafka. O senhor combinou atrizes profissionais de diferentes gerações, como Hafsia Herzi e Hiam Abbass, com um elenco iniciante. Como foi o processo? Como eu produzo meus próprios filmes, eu ponho no orçamento que o trabalho com o elenco deve começar um mês antes das filmagens, nas locações. Filmei “A fonte das mulheres” no Marrocos, a 50 quilômetros ao sul de Marrakesh. Eu me mudei com todos os atores para uma aldeia nesse local e ficamos lá por 30 dias, entre leituras e conversas. Ali surgiu intimidade, o que dá veracidade aos núcleos familiares que retrato. Minhas mulheres tinham cumplicidade entre si. Em 2006, em sua passagem pelo Rio, o senhor exaltou a força do cinema da América do Sul, em especial do Brasil. O senhor continua impressionado com o cinema feito no continente? A alegria de viver dos brasileiros impulsiona a liberdade de sua expressão. Minha única tristeza hoje ao pensar no Brasil é lembrar da morte (em outubro de 2011) de Leon Cakoff, o curador da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, com quem eu aprendi muito sobre o seu país. Era um dos homens de maior bom gosto que já conheci e o cinema do mundo inteiro perde com sua ausência. (webremix.info) |
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(RJ)Roberta Nistra s?bado no Espa?o Maestrina, em Niter?i (webremix.info) |
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Luiz Caldas vem ao Rio para show no Rival e prepara biografia
Após 20 anos cultivando longos cachos, o cantor e compositor Luiz Caldas radicalizou e cortou os cabelos em estilo (quase) joãozinho, no início de 2010. Foi o jeito que encontrou para reconquistar a atenção do público e de jornais e TVs de Salvador para o lançamento de 130 canções inéditas, distribuídas em CDs de rock, forró, jazz e até música clássica. Para completar, o autor de “Fricote (Nega do cabelo duro)”, conhecido por andar descalço, surgiu com um par de All Star. Com quase dois milhões de cópias vendidas na década de 80, auge da carreira, o dito “pai do axé” garante que as mudanças no visual bastaram para levá-lo à tona, pelo menos no perímetro baiano. Agora, com os cabelos já na altura dos ombros mas ainda calçado, ele se prepara para soltar na internet mais 120 novas músicas, além de lançar uma biografia que fecha o pacote de comemorações de seus 40 anos de carreira. — Espero não ter que anunciar que parei de usar cueca para ser lembrado de novo — brinca ele, que trata com humor o fato de ter ficado longe dos holofotes. Há mais de dez anos sem fazer show solo no Rio, o cantor sobe ao palco do Teatro Rival no próximo sábado. O convite partiu da atriz Leandra Leal, que o escolheu para abrir a temporada 2012 do Rival + Tarde. — Dancei muita lambada em frente ao espelho quando criança ao som de Luiz Caldas. Ele foi marcante para a minha geração — justifica a atriz, de 29 anos. — É inacreditável que um dos maiores nomes do carnaval brasileiro passe tantos anos sem se apresentar no Rio. Os clássicos “Haja amor”, “Tieta” e “Odé e Adão”, além de “Fricote”, encabeçam o repertório do show. Mas ele também promete mostrar uma pegada rock and roll e revelar seu talento no violão clássico: — Os hits antigos me proporcionam mostrar os trabalhos novos. Gosto de ver o susto das pessoas quando escutam o cara da nega do cabelo duro tocando Mozart — diz Caldas, unhas ainda pintadas de preto. — Gostaria de vir mais vezes ao Rio, mas não é a minha praia pedir para tocar na casa dos outros. O Brasil é grande. Para mim, tanto faz subir ao palco em Nova York ou Aracaju. O cantor frequentava mais o Rio nos anos 1980, quando participava das caravanas comandadas por Chacrinha. Cazuza e Wando eram os seus mais chegados na época. A turma rodava estádios após cantar entre as chacretes, no Teatro Fênix. Luiz Caldas lembra com saudades esses tempos e lamenta o fim de programas musicais como os de antigamente. — Ainda me chamam para fazer TV, mas não vou porque não sou cozinheiro. Sou músico. Se é para falar sobre cozinha, chamem o Claude (Troisgros) ou o Olivier (Anquier). Não vou fritar ovo na TV — diz o cantor, às vésperas de completar 49 anos. Filho de um patrulheiro da Polícia Rodoviária Federal e de uma dona de casa, Luiz Caldas nasceu em Feira de Santana e foi criado em Vitória da Conquista, numa casa com sete irmãos. Aos 7 anos, começou a fazer shows em bailes de colégios, cantando “I’ll be there”, dos Jackson Five. Por volta dos 11, já rodava o interior baiano a trabalho. Em Itabuna, casou-se aos 16 com Sandra, a mãe de seus três filhos — André, Acauã e Acaiac, de 30, 28 e 26 anos, respectivamente. O caçula tem a idade de “Fricote”, a idade do axé. — Muita gente diz que o Luiz Caldas é um dos precursores do axé music. Mas quem seriam os outros? Ele é “O” inventor — afirma o pesquisador musical César Rasec, autor de uma dissertação de mestrado sobre o cantor, defendida após o carnaval de 2009, na Universidade Federal da Bahia, e biógrafo dele. A paternidade do axé foi internacionalmente reconhecida em 2010, na Flórida, quando Luiz Caldas recebeu o Lifetime Achievement Award, pelo conjunto de sua obra. Na posição de criador, ele não está exatamente satisfeito com o que vê nos trios elétricos. — Sou amigo de Daniela Mercury, Ivete Sangalo e Claudia Leitte, mas sou sincero: sinto que a música que elas fazem hoje está muito próxima do que é feito por Shakira e Beyoncé. Elas estão mais preocupadas em quantas vezes vão trocar de roupa no show do que com fazer música boa, que dure — critica, para logo depois aliviar. — Não digo que o trabalho delas é ruim, mas elas têm talento para algo mais interessante. Além de continuar na boca do povo, “Fricote” ainda rende polêmica. Em dezembro, após apresentação no Festival de Blues e Jazz de Arembepe, Luiz Caldas foi informado que perderia 30% do cachê por ter entoado os versos “Nega do cabelo duro, que não gosta de pentear”. A decisão foi publicada no site da deputada estadual da Bahia Luiza Maia (PT), autora de um projeto de lei “antibaixaria” que pretende proibir o poder público de contratar artistas que cantem músicas supostamente ofensivas às mulheres. Os advogados das partes envolvidas estão resolvendo o imbróglio. — Isso não é uma questão de dinheiro, é uma questão de censura — ele diz. — Sempre criei músicas para o carnaval baseadas em pesquisas sobre a negritude de Bahia, África e Jamaica. Atualmente, ele apresenta novidades da chamada “música preta brasileira”. Em parceria com Sandra de Sá, compôs “Movimento (Bagulho doido)”, uma daquelas 130 inéditas. — Essa música ainda vai rolar bastante no projeto de verão que vou fazer em janeiro e fevereiro, o Baculejo de Sá — planeja Sandra, que conhece Luiz desde os tempos do Chacrinha. — Nos reencontramos no My Space e começamos a trocar ideias. É na rede social que Luiz Caldas publica as composições de axé, rock e até tupi-guarani que anda compondo com parceiros como Seu Jorge e André Abujamra. Os arranjos são feitos no estúdio montado na casa onde ele mora com a mulher, em Salvador. Luiz Caldas trabalha sempre depois de correr no bosque e fazer ioga. — Eu compunha como o Dorival Caymmi, deitado na rede. Mas depois que li uma entrevista do Djavan, que contava que trabalhava como uma pessoa normal, há dois anos, comecei a trabalhar todos os dias também — conta. — Não tenho gravadora ou diretor. Faço tudo no meu estúdio e vendo as músicas na internet. Dá para bancar os projetos e pagar os músicos. Nunca tive do que reclamar. (webremix.info) |
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Autocrítica de ?O Globo? em 17, 18 e 19 de dezembro de 2011
O GLOBO 17/12/2011 1) O PAÍS – p. 3 – ‘Nada a ver com meu governo’ - Nem pretende extingir ou fundir ministérios... Crítica: erro de grafia (digitação) Certo: Nem pretende extinguir ou fundir ministérios... 2) O PAÍS – p. 3 – NHENHENHÉM /Jorge Bastos Moreno/ Best-seller - Quando chegou no debate sobre a China... Crítica: erro de regência Certo: Quando chegou ao debate sobre a China... 3) O PAÍS – p. 4 – Pressão política/Merval Pereira - segunda coluna: ...e quando perguntei se estava gostando de Paraty, me respondeu a sua maneira debochada... Crítica: falta de vírgula no início da circunstância interposta e do acento grave indicador da crase facultativa (recomendação nossa para evitar ambiguidade) Certo / Melhor: ...e, quando perguntei se estava gostando de Paraty, me respondeu à sua maneira debochada... 4) O PAÍS – p. 4 – Dilma descarta reajuste a servidor: ‘Não se coaduna com o momento’ - última coluna: Achamos que parte do mercado brasileiro tem de estar aberto para maior competitividade. Crítica: concordância não recomendada Certo: Achamos que parte do mercado brasileiro tem de estar aberta para maior competitividade. 5) O PAÍS – p. 4 – Dilma descarta reajuste a servidor: ‘Não se coaduna com o momento’ - logo depois: Acho que continuamos e devemos continuar (a se aproximar) cada vez mais (com) a África. Crítica: erro de concordância / mistura de tratamento Certo: Acho que continuamos e devemos continuar (a nos aproximar) cada vez mais (com) a África. Melhor: Acho que continuamos e devemos continuar (a nos aproximar) cada vez mais a (da) África. 6) O PAÍS – p. 12 – Relator do orçamento não vai prever reajustes - última coluna: ...”como se o Poder Executivo fosse um super-poder ditatorial...” Crítica: falta do “sic” ou erro de grafia: mau uso do hífen [“super-” tem hífen antes de “h” e “r”] Certo: ...”como se o Poder Executivo fosse um super-poder (sic) ditatorial...” Melhor: ...”como se o Poder Executivo fosse um superpoder ditatorial...” 7) O PAÍS – p. 13 – PSDB pede explicação sobre viagem de Pimentel - quarta coluna: Em Genebra, onde chegou no dia 14, Pimentel participou... Crítica: erro de regência / grafia Certo: Em Genebra, aonde chegou no dia 14, Pimentel participou... 8) O PAÍS – p. 13 – PSDB pede explicação sobre viagem de Pimentel - última coluna: Pimentel conseguiu entrar despercebido por volta das 13h30m, mas não na saída, por volta das 15h10m. Crítica: incoerência / falta de paralelismo Certo: Pimentel conseguiu entrar despercebido por volta das 13h30m, mas não sair, por volta das 15h10m. Ou então: Pimentel conseguiu passar despercebido na entrada por volta das 13h30m, mas não na saída, por volta das 15h10m. 9) O PAÍS – p. 16 – Aécio e Serra disputam juventude do PSDB - quarta coluna: ...e voltou a atacar a proposta da construção do trem bala entre Rio e São Paulo. Crítica: erro de grafia: falta do hífen Certo: ...e voltou a atacar a proposta da construção do trem-bala entre Rio e São Paulo. 10) O PAÍS – p. 18 – Professor da USP reprova 60 alunos que faltaram às aulas para protestar - terceira coluna: ...disse que “os alunos em greve eram minoria (dos 80 mil alunos, menos de 2 mil aderiram a greve)” e que... Crítica: falta do acento grave (indicador da crase) Certo: ...disse que “os alunos em greve eram minoria (dos 80 mil alunos, menos de 2 mil aderiram à greve)” e que... 11) ECONOMIA – p. 44 – Visão atual/Míriam Leitão - Na inquietante questão das drogas, o que defende é o que está resumido no seu documentário: que se quebre tabus. Crítica: erro de concordância Certo: Na inquietante questão das drogas, o que defende é o que está resumido no seu documentário: que se quebrem tabus. 12) ECONOMIA – p. 45 – Justiça libera obra de Belo Monte - O magistrado, ao apreciar dois pedidos de reconsideração formulados pela União e pelo Consórcio Norte Energia (Nesa), que constroi a Usina de belo Monte, considerou... Crítica: erro de grafia: falta do acento Certo: O magistrado, ao apreciar dois pedidos de reconsideração formulados pela União e pelo Consórcio Norte Energia (Nesa), que constrói a Usina de belo Monte, considerou... O GLOBO 18/12/2011 1) FRASES DA SEMANA – p. 2 – Adriana Pinilla - “Ele (Fernando Pimentel) pode até ter vindo na cidade convidado por algum prefeito...” Crítica: erro de regência Certo: “Ele (Fernando Pimentel) pode até ter vindo à cidade convidado por algum prefeito...” 2) O PAÍS – p. 3 – O preço da impunidade - última coluna: E são justamente os criminosos engravatados – não é o criminoso comum – que podem pagar os melhores advogados. Crítica: erro de vocábulo ou de regência Certo: E são justamente os criminosos engravatados – não é o criminoso comum – que podem contratar os melhores advogados. Ou então: E são justamente os criminosos engravatados – não é o criminoso comum – que podem pagar aos melhores advogados. 3) OPINIÃO/opinião – p. 7 – Brasil e o povo sírio - ...cuja conclusão foi de que as forças de segurança sírias cometeram crimes contra a humanidade. Crítica: “de” a mais Certo: ...cuja conclusão foi que as forças de segurança sírias cometeram crimes contra a humanidade. 4) O PAÍS – p. 13 – Nas cidades gêmeas, baixos indicadores - final: ...porque ela não conseguiu me ligar – diz, antes da ligação para o seu celular cair, pela oitava vez seguida. Crítica: combinação inadequada Certo: ...porque ela não conseguiu me ligar – diz, antes de a ligação para o seu celular cair, pela oitava vez seguida. 5) O PAÍS – p. 14 – Agente da PF e próspero empresário - segunda coluna: Mudou de ramo cansado de enfrentar a concorrência das grande redes de eletrodomésticos. Crítica: falta de flexão de plural Certo: Mudou de ramo cansado de enfrentar a concorrência das grandes redes de eletrodomésticos. 6) O PAÍS – p. 16A – Da chinesinha à bênção do Papa - segunda coluna: Portanto, leitores, sempre que ouvirem “Kalu”, se puderem, lembrem de mim e de meu marido... Crítica: falta do “se” Certo: Portanto, leitores, sempre que ouvirem “Kalu”, se puderem, lembrem-se de mim e de meu marido... 7) O PAÍS – p. 16A – Da chinesinha à bênção do Papa - logo abaixo: Havia decorrido nove anos da morte de Mao Tse Tung. Crítica: erro de concordância [“haver” é auxiliar; assim, acompanha “decorrer”, que concorda com “nove anos”] Certo: Haviam decorrido nove anos da morte de Mao Tse Tung. Também certo (com “haver” impessoal): Havia nove anos da morte de Mao Tse Tung. 8) RIO – p. 26 – O sotaque português de um bistrô carioca - “Nem se dêem ao trabalho de vir...” Crítica: com a reforma, já não se acentuam os hiatos “eem” e “oo” Certo: “Nem se deem ao trabalho de vir...” 9) ECONOMIA – p. 45 – ‘O bom desenvolvimentista é aquele que busca o crescimento sustentado e não o imediato’ - primeira coluna, última pergunta: Como o governo vai fazer mais desonerações com o cenário fiscal de 2012, onde estão previstas despesas elevadas como o aumento do salário mínimo e existem pressões por reajustes do funcionalismo? Crítica: erro no emprego do relativo “onde” [“onde” é para lugar, e a noção é de tempo...] Certo: Como o governo vai fazer mais desonerações com o cenário fiscal de 2012, quando (ou em que) estão previstas despesas elevadas como o aumento do salário mínimo e existem pressões por reajustes do funcionalismo? O GLOBO 19/12/2011 1) O PAÍS – p. 9 – Deputados ainda querem aumento de verba - ...argumentam que a verba - usada para pagar os funcionários que trabalham nos gabinetes – não é reajustada... Crítica: erro de regência Certo: ...argumentam que a verba - usada para pagar aos funcionários que trabalham nos gabinetes – não é reajustada... 2) RIO – p. 15 – Movido a dias bonitos - Mas se o tempo estiver quente, com o famoso mormaço, e nublado, nem pensar em se refrescar à vontade no chuveirinho. Crítica: falta de vírgula no início da circunstância interposta Certo: Mas, se o tempo estiver quente, com o famoso mormaço, e nublado, nem pensar em se refrescar à vontade no chuveirinho. 3) RIO – p. 16 – ANCELMO GOIS / Horror à vista - ...permite o fechamento de varandas dos prédios em quase toda a cidade ao bel prazer do morador... Crítica: erro de grafia: falta do hífen Certo: ...permite o fechamento de varandas dos prédios em quase toda a cidade ao bel-prazer do morador... 4) ECONOMIA – p. 21 – CORPO A CORPO / Fiscalização em ritmo lento- segunda resposta: Não existe mão-de-obra preparada... Crítica: com a reforma, já não se usam os hifens nas palavras compostas em que há elemento de ligação Certo: Não existe mão de obra preparada... 5) ECONOMIA – p. 22 – Música digital além do iTunes Store do país - legenda da foto: STEVE JOBS, quando apresentou a nova versão do iTunes, em 2010: no Brasil, problema da loja da Aple é vender em Crítica: frase incompleta Certo: STEVE JOBS, quando apresentou a nova versão do iTunes, em 2010: no Brasil, problema da loja da Aple é vender em dólar 6) ECONOMIA – p. 23 – GARIMPO DIGITAL / Telefone 3D - Super divertido e ótimo para documentar a vida. Crítica: erro de grafia [o prefixo “super-” tem hífen antes de “h” e “r”; não sendo assim, escreve-se junto] Certo: Superdivertido e ótimo para documentar a vida. 7) ECONOMIA – p. 24 –De novo no prumo/George Vidor - Até abril de 2012 terão sido entregues mais de um milhão unidades da primeira fase... Crítica: falta do “de” Certo: Até abril de 2012 terão sido entregues mais de um milhão de unidades da primeira fase... 8) ECONOMIA – p. 24 –De novo no prumo - Mesmo assim, o Brasil ainda ficará em patamar inferior a de países como o Chile e o México. Crítica: erro na referência [está subentendido “...inferior ao (patamar) de países...] Certo: Mesmo assim, o Brasil ainda ficará em patamar inferior ao de países como o Chile e o México. 9) ESPORTES – p. 34 – Um banho de lições/Fernando Calazans - ...as fantasias tão necessárias e bemvindas, no futebol... Crítica: erro de grafia: falta do hífen Certo: ...as fantasias tão necessárias e bem-vindas, no futebol... (webremix.info) |
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Hist?ria de Mora: Da chinesinha ? b?n??o do Papa
A minha viagem à Asia, era disso que falávamos, quando, no capítulo anterior, interrompi a minha narrativa para lembrar da traumática derrota de Fernando Henrique Cardoso à prefeitura de São Paulo, em 1985.
Veja também
E, para que a maioria de vocês entenda melhor o que vou dizer agora, convém relembrar que só estou aqui como personagem principal de uma história porque aprendi com o meu marido a falar com os olhos. Na política, só os líderes podem falar com os olhos. Então, agora, vocês podem imaginar o que significou para mim a mais simples e, ao mesmo tempo, maior homenagem recebida na China, por onde começamos a minha viagem. Visitei uma escola de música e dança, em Pequim, e, de repente, uma jovem chinesa resolve cantar uma música para mim. Nunca imaginaria ouvir isto: Kalu, Kalu Tira o verde desses óios di riba d'eu Kalu, Kalu Não me tente se você já me esqueceu Kalu, Kalu Esse oiá despois do que se assucedeu Cum franqueza só n'um tendo coração Fazê tal judiação Você tá mangando d'eu Com franqueza só não tendo coração Fazê tal judiação Você tá mangando d'eu Emocionada, quis saber como aquela jovenzinha, que não sabia pronunciar uma só palavra em português, conseguiu cantar uma das mais lindas músicas do nosso cancioneiro. A chinesa explicou que aprendera essa música com o seu pai, um militar que servira na base militar chinesa de um dos países de língua portuguesa na África. Somente agora os brasileiros despertam para o fato de que a China está dominando a África — a África é o objetivo final da China. E eles já estão lá há muito tempo, com a agressividade do tigre asiático. Mas esse não é assunto meu. Só toquei nele porque Renato Archer, amigo do peito de Ulysses e ex-mentor do Celso Amorim, vive sendo cobrado por San Tiago Dantas por causa da patuscada do ex-discípulo aí embaixo. — O Celso Amorim, meu caro chanceler, nunca teve essa posição, mas se adaptou logo à política terceiro-mundista sem resultados do PT — justifica sempre o Archer. San Tiago Dantas, que a maioria de vocês certamente não conhece, foi um dos maiores gênios deste país, tanto que o sonho de Tancredo Neves sempre foi o de escrever um livro sobre ele. Ele foi o criador da política externa independente. Foi chanceler e ministro da Fazenda. Na verdade, o que San Tiago ensinou a Renato Archer, este não conseguiu transmitir ao Amorim. Enfim, deixemos essas questões chatas de política externa de lado, e voltemos ao que nos interessa. Enquanto a chinesinha cantava, eu olhava para o Ulysses; seus olhos brilhavam de emoção. Depois, me explicaria as razões: — Quando presidente da Câmara, pela primeira vez, havia um deputado que era samba de uma nota só na defesa da divulgação da nossa música no exterior: Humberto Teixeira, autor dessa música e grande parceiro de Gonzagão. Portanto, leitores, sempre que ouvirem "Kalu", se puderem, lembrem de mim e de meu marido, o amor agradece, imensamente. E ouvir "Kalu" na China é a realização do sonho de Humberto Teixeira. Gozado, nós, ocidentais, brasileiros, falamos da China como algo extremamente distante: quando crianças, aprendíamos em casa que, se a gente cavasse um buraco enorme até o fundo da terra, a gente sairia na China. Pasmem, então, com a saudação do presidente Li Xiannian ao meu marido: — Mr. Guimarães, desde meninos aprendemos que se cavarmos fundo a terra vamos chegar ao seu continente, ao seu país, ao seu São Paulo. Eu, particularmente, adorei a China e o seu povo. Na data da nossa visita, a China era ainda um país muito pobre. Havia decorrido nove anos da morte de Mao Tse Tung. E, só com a morte de Mao, a China começou a sua mudança. O Deng Xiaoping começou o seu capitalismo socialista em 1978. A nossa viagem, portanto, ocorreu numa época importante para a transição da China. A China estava sob cortina de bambu. Muitos locais não eram abertos aos estrangeiros. Em 1985, o ritmo do capitalismo ainda era muito lento. A programação do lazer, por exemplo, era toda ela patrocinada pelo Estado. Quando falei do nosso encontro com o primeiro-ministro Zhao Ziyang, contei que, em seguida, fomos jantar na filial chinesa do famoso Maxim’s de Paris. Só não disse da dificuldade que enfrentamos: a entrada era limitada e controlada pelo Estado. Reparei que o povo chinês é muito ingênuo. Respeita a tradição e o chamado poder convencionado. Tem um ideal ao igualitário. Contou-me a guia que o chinês dá valor à Justiça e não tem medo da autoridade. Seu sonho é a simplicidade: ter uma família unida, um trabalho seguro. Tem certo desprezo à corrida pelo dinheiro. Ou, pelo menos, tinha à época em que estivemos lá. O questionamento que hoje o mundo faz da China é justamente o de até onde vai essa sua corrida ao capitalismo. E essa preocupação já não faz parte do meu mundo. Só sei que, de lá, fomos ao Japão, à Coreia do Sul, a Hong Kong, à Tailândia e, finalmente, a Roma. Chegamos ao aeroporto Leonardo da Vinci três dias depois que terroristas palestinos o invadiram, atirando na multidão, matando 16 pessoas e ferindo outras 99. Nem tentem imaginar o caos do nosso desembarque. Apenas somem isso ao nosso atraso para a audiência com o Papa João Paulo II. E, tampouco, vou citar outros contratempos da nossa aventura, a não ser o fato de as minhas companheiras de viagem terem se esquecido de trazer o véu para cobrir a cabeça durante a audiência com o Papa. — Meninas, como é que vocês vão cobrir seus pecados para não assustarem o Sumo Pontífice? — zombava Severo Gomes. Para Severo, que passou a viagem toda zoando das pessoas e das situações vividas, aquela falha injustificável era mais do que um prato cheio. Ele estava simplesmente excitado com o ridículo da situação. Mas quem é cristão, não morre pagão. Tive uma ideia genial, que resolveu o problema na hora. Meu feito mereceria o justo reconhecimento da comitiva toda, não tivesse a minha amiga Henriqueta Gomes revelado ao seu pândego marido a origem do véu lindo que ostentava: — Severo, olha só que véu lindo! — Onde vocês conseguiram isso? — Criação da estilista Mora Guimarães. — Como assim? — Ela teve a genial ideia de cortar as nossas meias e transformá-las em véu! (webremix.info) |
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Criador do S?nar fala sobre volta do festival ao Brasil em 2012
Em 1994, em Barcelona, Enric Palau (e seus parceiros Sergio Caballero e Ricard Robles) criaram um festival de música que faria História. Era o Sónar – Festival Internacional de Música Avançada e Arte New Media. Em 1994, Nelson Mandela tornava-se o primeiro presidente negro da África do Sul; Arafat, (webremix.info) |
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Compositores da nova gera??o abrem m?o de m?sicas alegres
RIO - Vinicius de Moraes escreveu que é melhor ser alegre do que ser triste, mas também foi taxativo: "Tristeza não tem fim/ Felicidade, sim". Na era dos antidepressivos, do consumismo como sentido da vida e da arte tão efêmera quanto qualquer produto industrial, causam espanto CDs cheios de zonas sombrias como os de Romulo Fróes, Gabriel Cavalcante, Momo, Vanguart, Otto e Filipe Catto. Embora jovens, eles não temem dizer "bom dia, tristeza", como Vinicius disse na década de 1950. Romulo nem é tão jovem assim, tem 40 anos. Mas é um dos cabeças da geração que, sediada em São Paulo, vem injetando renovação na música brasileira. Ele é da ala dos que não tiram os pés do samba nem da realidade. — A frase "tira o pé do chão" (marca dos cantores de axé music) é um emblema dessa cultura do entretenimento, publicitária. Estou num momento bem feliz, mas não vou ficar pagando de débil mental. Existe um empobrecimento musical programático. Não podemos fazer harmonias dissonantes, tudo soa difícil. As pessoas têm preguiça de ouvir — afirma Romulo, que considera o chamado sertanejo universitário "o fundo do poço" e é admirador desde sempre de Nelson Cavaquinho. — Para o Brasil potência econômica, em que a classe média está consumindo, o Nelson é um derrotado, um bêbado. É desagradável alguém falar de morte, "a luz negra de um destino cruel". "Um labirinto em cada pé", o mais recente CD de Romulo e seu núcleo (Nuno Ramos, Clima e, agora, também Rodrigo Campos e outros), não tem tantas sombras quanto "Calado" (2004), "Cão" (2006), "No chão sem o chão" (2009), cujos títulos já indicam a atmosfera. Mas sua postura como artista não mudou. — Vai além de ser triste. É não ser pop. Se é para ser, é o pop do Caetano. Mas já estão dizendo que o lindo disco da Gal ("Recanto", com produção de Caetano Veloso) é difícil — lamenta. — Se alguém está botando o dedo na ferida é o rap, muito mais do que o samba feito na Lapa. Ou do que um samba esperto, bem-sucedido, que não dá conta da vida. O Zeca Pagodinho é o lado bonito desse tipo de samba, mas sinto falta de outras coisas. O carioca Gabriel Cavalcante, de 25 anos, pratica o que chama de "samba de lamento", que tem Nelson Cavaquinho/Guilherme de Brito e Mauro Duarte/Paulo César Pinheiro como notáveis duplas de compositores. No CD "O que vai ficar pelo salão", ele canta músicas de Renato Martins e Roberto Didio que não têm nada de alegrinhas. O resultado é bonito, mas impossível de ser reproduzido nas rodas em que Gabriel atua, como Samba do Trabalhador e Samba do Ouvidor. — Dá para cantar uma, no máximo, que é "Quando o samba veio me buscar" (parceria de Didio com Moacyr Luz). As pessoas gostam de músicas para cantar junto — conta ele, para quem parece que "a alegria virou obrigação" hoje. A tristeza é senhora na música brasileira desde sempre, tendo como um de seus territórios o samba-canção, que começa com o ainda brejeiro "Linda flor", dilacera em autores como Lupicínio Rodrigues e Antonio Maria e ganha na MPB letras sofisticadas de Chico Buarque, Aldir Blanc e outros. Do samba de morro ao rock inspirado no punk inglês, nunca nos faltou dor. — Há um traço melancólico que é muito brasileiro. Vem de Portugal e da África. No caso dos grandes sambistas, quando há alegria, é só uma tentativa de ficar alegre — diz a experiente cantora Cida Moreira, intér$frequente do repertório de Maysa, Dolores Duran e, também, do americano Tom Waits, base do show "Canções para cortar os pulsos". Seu próximo CD será produzido por Hélio Flanders, vocalista e um dos compositores da banda Vanguart, nascida em Cuiabá, Mato Grosso. "Boa parte de mim vai embora", lançado este ano, é o disco do grupo com mais sofrimentos, em especial os amorosos. — É um suicídio comercial. Eu me daria muito melhor se usasse nas músicas tons maiores, andamentos $e uns "êêê". Mas, quando eu me sento para compor, só sai tom menor — diz Flanders, de 26 anos, que fez em novembro um show cantando músicas do atormentado Bob Dylan, mas que diz pagar suas contas fazendo há alguns anos cover dos Beatles. — Pagamos caro no Vanguart por cantarmos para as pessoas pensarem. Só fazer canção alegre no Brasil é coisa de quem não pensa. As grandes músicas de Tom Jobim, Cartola, Renato Russo, Cazuza, Lobão foram as que tocaram nas dores da existência. Marcelo Frota, o Momo, é outro que, de violão na mão, não consegue driblar os tons menores, aqueles que tornam as melodias mais tortuosas. Seu CD deste ano, "Serenade of a sailor", navega por solidão, desalento, desamparo, apresentando um pop nada solar. — Fazer canções alegres seria até mais fácil, eu tiraria o meu da reta. Mas acho que o tom maior leva as coisas para o óbvio. Prefiro fado, tango, não as baladas pop — conta ele, de 31 anos, outro a destacar os prejuízos mercadológicos de sua opção. — Fi$visto como chato, cabeça. Eu não tenho nada de cabeça, minha música não é difícil. Os ouvidos dos ouvintes é que mudaram muito. O mais comum, atualmente, é as canções serem ouvidas no iPod, no carro, de maneira fragmentada. Prevalecem nesse contexto as canções leves, das mais descartáveis até competentes sucessos da nova geração, como "Efêmera", de Tulipa Ruiz, e "Felicidade", de Marcelo Jeneci. — Aconteceu de o meu disco ser mais para cima, mas ouço músicas solares e escuras. Acabei de ganhar um DVD lindo do Arrigo Barnabé cantando Lupicínio Rodrigues — diz Tulipa, que brinca ao afirmar que não sabe se seu CD de 2012 será novamente alegre ou terá tristeza. — Vai depender de como eu passar o ano novo. Já Marcelo Jeneci assume que percursos como o da letra de "Felicidade" — que começa com o verso "Haverá um dia em que você não haverá de ser feliz" para caminhar numa vereda de aceitação da vida — são intencionais em seu trabalho de compositor. — Acho mais fácil fazer músicas tristes, melancólicas. Mas o que eu vivo é o oposto. Quero enxergar o lado bom de todas as coisas. Nas minhas músicas, nem tudo é animado, feliz, mas busca-se alguma alegria a partir da serenidade — explica Jeneci, que diz precisar corrigir o defeito de ouvir pouca música. — Mas percebo que o samba cura. Ele convida as pessoas a sair de alma lavada de suas tristezas. (webremix.info) |
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Astros da m?sica apoiam site de compartilhamento de arquivos
RIO - Antigamente, os astros da música se uniam em prol de causas humanitárias na África, pela fome mundial ou na luta contra a AIDS. Hoje, vários músicos e celebridades estão apoiando o popular site de compartilhamento de arquivos, Megaupload, perseguido pelas indústrias fonográfica e cinematográfica. Entre os participantes do vídeo "Megaupload Mega Song", Will.i.am, P Diddy, Kim Kardashian, Alicia Keys, Snoop Dogg, Chris Brown, Kanye West, Lil John, Jamie Foxx, Mary J Blige, Floyd Mayweather, The Game, e outros. Com uma simples batida eletrônica, os artistas cantam seu amor pelo serviço. Na última sexta, o vídeo foi retirado pdo Youtube, provavelmente por solicitação do Universal Music Group. De acordo com o Megaupload, Kanye West apoia a causa por acreditar que "esta é a maneira mais rápida e fácil de se enviar arquivos". Para Snoop Dogg, esse tipo de serviço "mantém as crianças longe das ruas". Localizado em Hong Kong, o Megaupload é dirigido por Kim Dotcom. A empresa foi processada apenas uma vez nos Estados Unidos por infringir as leis de direitos autorais. (webremix.info) |
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Confira as semelhan?as entre Pernambuco e ?frica num roteiro tur?stico especial
O que Pernambuco e a África têm em comum? Alguns podem achar que é a cultura, outros podem citar a música.. Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2011, Pernambuco.com - Grupo Associados, Recife-PE, Brasil (webremix.info) |
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(RJ)Encontro Brasil-?frica dias 15 e 22 no Centro Cultural Lapa (webremix.info) |
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"Sempre fui um oper?rio da m?sica", diz Marcelo Jeneci
A despeito da pouca idade apenas 29 anos Marcelo Jeneci, convidado desta quinta feira (8) do Sonora Live, trabalha com música há mais de uma década. Revelado por Chico César em 2000, época em que o autor de Mama Africa estourou e partiu para turnê internacional, o cantor afirmou que foi só graças a essa fase que seu disco de estreia pôde sair de forma tão caprichada. "Sempre fui um operário da música. Essa turma que fazia parte da banda do Chico foi muito importante para mim, pois na ... (webremix.info) |
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(RJ)Roberta Nistra lan?a seu primeiro cd quarta no Rival - n?o perca! (webremix.info) |
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Astros da m?sica fazem campanha contra fome na ?frica
Foi lançada nesta terça feira (9) nas redes sociais uma campanha contra a fome no nordeste da África, embalada por canção de Bob Marley e protagonizada por alguns dos maiores astros da música mundial. (webremix.info) |
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Astros da m?sica fazem campanha contra fome na ?frica (webremix.info) |
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Astros da m?sica fazem campanha contra fome na ?frica
Foi lançada na terça-feira nas redes sociais uma campanha contra a fome no nordeste da África, protagonizada por alguns dos maiores astros da música e embalada por uma canção de Bob Marley. Mais de 150 artistas -- incluindo Lady Gaga, U2, Justin Bieber, Jay-Z, The Rolling Stones e Paul McCartney -- (webremix.info) |
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Mercado ?rabe com massagens e espet?culos at? domingo no interior do Castelo de S?o Jorge
O Castelo de São Jorge, em Lisboa, recebe até domingo um "Souk" oriental, um mercado onde se podem encontrar produtos artesanais árabes e do Norte de África, massagens, tatuagens de henné e espetáculos de dança e de música. (webremix.info) |
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Roberta S? e Hamilton de Holanda s?o os vencedores do Pr?mio da M?sica Brasileira (webremix.info) |
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Festival Delta Tejo cumpre cinco anos e faz a ponte entre Portugal, Brasil e ?frica
O quinto festival de música Delta Tejo, que começa na sexta-feira, em Lisboa, tem um cartaz que faz a ponte entre Portugal, Brasil e África, contando com Nelly Furtado, Sean Paul, Yuri da Cunha e Ney Matogrosso. (webremix.info) |
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Pianista portugu?s conquista pela segunda vez pr?mio de m?sica cl?ssica na ?frica do Sul
O pianista português Luís Magalhães conquistou pela segunda vez o prémio de Melhor Álbum de Música Clássica na África do Sul com uma compilação de sonatas para violoncelo e piano de Beethoven. (webremix.info) |
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Express?es multiculturais de 64 pa?ses invadem ruas do M?xico
Expressões multiculturais de 64 países da América, Europa, Ásia e África invadiram neste sábado as ruas da Cidade do México com sua gastronomia, dança, arte e música em uma feira que procura celebrar a diversidade e a riqueza das nações. (webremix.info) |
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Cantora Renata Rosa faz show especial no Museu do Louvre, em Paris (webremix.info) |
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Jaime Fernandes convidado para dirigir RTP ?frica e RTP Internacional
O responsável pelo projeto RTP Música, Jaime Fernandes, foi hoje convidado para assumir a direção dos canais RTP África e RTP Internacional, confirmou o próprio à agência Lusa. (webremix.info) |
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(RJ)Lucio Sanfilippo lan?a "Flor do Velho Engenho" 5? no CMRMC (webremix.info) |
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Bono desmente apoio ? can??o a favor do apartheid
O vocalista da banda U2, Bono Vox, declarou nesta quarta feira (16) que é "completamente louco" alguém pensar que o cantor pudesse apoiar uma canção a favor do apartheid. Bono foi criticado no último domingo (13), ao defender uma música que incentiva a morte de fazendeiros brancos na África do Sul. (webremix.info) |
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Bono ? criticado por endossar m?sica africana de ?dio racial
O vocalista da banda U2, Bono Vox, foi criticado neste domingo (13), porque teria apoiado uma música que incentiva a morte de fazendeiros brancos na África do Sul. (webremix.info) |
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Bono ? criticado por endossar m?sica pol?mica na ?frica do Sul
Bono comparou a música sul-africana a canções sobre o IRA O vocalista da banda U2, Bono, foi criticado neste domingo porque teria apoiado uma música que incentiva a morte de fazendeiros brancos na África do Sul. Bono comparou a música às canções que apoiavam o IRA (Exército Republicano Irlandês), |
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Jagger, Streisand, Justin Bieber e Lady Gaga, as atra??es do Grammy (webremix.info) |
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Jagger, Streisand, Justin Bieber e Lady Gaga, as atra??es do Grammy (webremix.info) |
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Bebel Gilberto e Sergio Mendes concorrem ao Grammy. Eminem lidera indica??es (webremix.info) |
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Mercado Negro lan?am terceiro ?lbum
Os Mercado Negro voltam a fazer música positiva e cheia de vibrações com refrões que ficam nos ouvidos, trazendo até nós mais África. (webremix.info) |
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