Bandas e Artistas de Kizomba

País : Cabo Verde Angola

Videos do Kizomba

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Compilações

Kizomba de Angola(2)  -  Mobass(1)  -  

Notícia : Bandas e Artistas de Kizomba

RIO — Uma roda de samba em plena Sapucaí. É o que promete a Viradouro, primeira escola do Grupo Especial a entrar na avenida, no domingo de carnaval. Sobre um grande pandeiro, sambistas como Dudu Nobre, Tunico da Vila, Gabrielzinho do Irajá e Dorina representarão o nascimento do samba. De cima da quinta alegoria da escola, eles farão uma roda de samba em homenagem ao compositor Luiz Carlos da Vila.

— Fiquei muito feliz com o convite. Luiz Carlos da Vila foi meu mestre, com quem convivi durante seis anos e de quem tenho forte influência musical. Será um prazer desfilar numa escola que contará sua história — comemora o sambista Gabrielzinho de Irajá.

A Viradouro, que está de volta à elite do carnaval carioca, aposta suas fichas no carnavalesco estreante no Grupo Especial, João Vitor Araújo. O artista, de 29 anos, tem o desafio de manter a escola entre as grandes do carnaval. A agremiação de Niterói exaltará a influência africana na formação do povo brasileiro, defendendo o enredo "Nas veias do Brasil, é a Viradouro em um dia de graça!", com a junção de dois sambas de Luiz Carlos da Vila, autor de sambas famosos como “Kizomba, a festa da raça”, que garantiu o histórico título da Vila Isabel em 1988, no centenário da Abolição.

Source : Globo Online | 2015-02-13 08:00:00.0

RIO - Nástio Mosquito transmite arte de várias maneiras. Poeta, artista visual, videomaker, fotógrafo, cantor e compositor, ele inaugura, na próxima quarta-feira, sua primeira exposição solo, “Daily lovemaking”, na Ikon Gallery, em Birmingham, Reino Unido, quase ao mesmo tempo em que chega ao Brasil, via Deck, o seu álbum de estreia, “Se eu fosse angolano”, acompanhado pelo disco de remixes “S.E.F.A. — Fast food”, ambos lançados no exterior em 2014.

— Sou um contador de histórias. Tudo para mim começa com a palavra, já que trago essa tradição oral africana. Mas nem sempre uma canção, uma foto, um vídeo ou uma instalação são suficientes para expressar o que desejo — conta ele, que mora entre a Bélgica, onde vive com sua mulher, e Angola, onde está o resto de sua família. — Por isso, tenho presença nesses diferentes meios de expressão. Por uma questão de eficiência, algo que busco intensamente, aprendi a transitar por todos eles.

Descrito pelo jornal português “Observador” como “um artista completo” e pelo britânico “The Guardian” como “um artista africano para se prestar atenção”, Mosquito nasceu em Huambo há 33 anos, mas ainda miúdo foi estudar em Coimbra e Lisboa, especializando-se, mais tarde, em produção de mídia em Londres. A “eficiência” desse artista multifacetado — que já participou de exposições na Bienal de São Paulo, em 2010, e na Tate Modern, em Londres, em 2012 — rendeu a ele, no final do ano passado, o Future Generation Art Prize, dedicado a novos talentos das artes plásticas, à frente de um júri que tinha nomes como o italiano Francesco Bonami, ex-diretor da Bienal de Veneza.

— Foi uma loucura, uma sensação incrível, me senti no Oscar durante a cerimônia de entrega do prêmio, que aconteceu na Ucrânia — conta Mosquito. — Me deu uma satisfação enorme provar que um artista como eu, da periferia global, pode ter seu trabalho reconhecido, sem perder sua identidade.

Em “Daily lovemaking”, Mosquito vai apresentar um panorama da sua variada obra — que toma a visão estereotipada que o Ocidente muitas vezes tem da África como ponto de partida para comentários políticos e sociais — entre projeções, fotos e vídeos repletos de efeitos digitais.

— Os tradicionais retratos de uma África cheia de miséria e pobreza me incomodam, e procuro mostrar, por meio do meu trabalho, uma África mais plural, menos estereotipada. E, nessa exposição, a primeira que faço sozinho, sem estar a serviço de um curador, vai servir como uma narrativa da minha obra, entre trabalhos inéditos e outros que remixei.

Foi com essa mesma inquietação crítica que Mosquito gerou “Se eu fosse angolano”, concebido a partir do questionamento feito por outro angolano, o cantor Paulo Flores, durante uma gravação deste no Rio, em 2011.

— Ele ouviu algumas composições minhas no estúdio e me desafiou, dizendo que elas não eram tão angolanas assim. Paulo é um artista com um maravilhoso trabalho de raiz, enquanto eu cresci ouvindo Pink Floyd, Massive Attack e Rammstein, ao lado de semba, kuduro, kizomba. Era natural que existissem diferenças entre nossos trabalhos. Resolvi, então, aprofundar essa distinção e provar que tudo o que faço é angolano também, mas da minha maneira.

Nas 11 músicas do sombrio disco, Mosquito reflete, num canto falado que traz ecos do poeta americano Gil Scott-Heron (1949-2011), sobre um país que saiu recentemente de uma sangrenta guerra civil e tenta se reencontrar.

— É impossível definir Angola agora, já que as coisas estão acontecendo muito rapidamente, mas o disco traz um olhar sobre o que é viver no país neste momento — conta ele, que cita novelas brasileiras em “Desabafo de um qualquer angolano” e Vinicius de Moraes em “Arco íris”. — Novelas brasileiras fazem parte da minha formação, como todo angolano. Elas têm uma presença muito forte no país. E Vinicius é uma grande referência, assim como Chico Buarque, um músico que privilegia a palavra, e nomes como Otto e Lenine. Mais recentemente, descobri Criolo, por meio do disco “Nó na orelha”, e me identifiquei muito com a obra dele. Acho que temos muitas semelhanças.

Source : Globo Online | 2015-01-30 09:00:00.0

Álbum com 12 músicas tem pop eletrônico com toque de kizomba angolana. Sexto álbum de estúdio da cantora carioca vai sair pela gravadora Deck.
Source : G1.com.br | 2015-01-23 20:21:23.0

LUANDA - Dos pregões dos zungueiros ao ziguezaguear das candongas, existe um trânsito caótico. O luxo e o lixo lado a lado tornam a vida em Luanda digna de olhares curiosos. As samakakas que envolvem as cinturas das mulheres colorem a capital angolana de padrões fora dos padrões. Ritmos? São muitos. Do sensual kizomba ao trepidante kuduro, da observação romântica de Ondjaki à escrita seca de Mestre Kapela. A transgressão está em Angola. As construções quase cortam o céu na Baía de Luanda. A luz do sol, ao contrário de (quase) tudo, nasce para todos naquele pedaço da África Austral. Os musseques, ah os musseques... São a extensão do que entendemos como favelas, porém com ritmos tão desconsertantes, tão ímpares em sua extensão, tão angolanos. Esse país é assim, cheio de cadências e requebrados. Cheio de ritmos.

Muitos caminhos levam às origens em África. Colônia de Portugal até 1975, Angola é a irmã de língua mais próxima do Brasil fora da Europa. Números da embaixada brasileira em Luanda apontam que mais de dez mil brasileiros vivem por lá, a maioria na capital. Um país que, mesmo com quase 30 anos de guerra civil após sua libertação, cresce cerca de 8% ao ano e, desta forma, encontra-se, cada vez mais, de braços abertos à ordem capitalista que movimenta a economia globalizada. Mas isso tem seu preço. Luanda foi apontada por estudo da consultoria Mercer deste ano como a cidade com o mais alto custo de vida no mundo.

Basta um olhar mais atento para, do alto de qualquer prédio em Luanda, avistar novas construções que se distinguem tanto pela personalidade de uma capital com os pés no futuro como pela estética de uma arquitetura que não dispensa o passado. Em busca deste cenário, encontramos um terreno fértil para o desenvolvimento cultural e arquitetônico de Angola e o bem-estar de sua população. Reflexo de um país em mudança acelerada. A despeito do avanço ocidental sobre seus costumes, Angola guarda a sete chaves sua História, preservando, desta maneira, sua alma primitiva.

A Baía de Luanda mostra ao vistante um projeto estruturante e emblemático desse novo momento do país africano. Em uma área que sofreu grande impacto durante a guerra civil — iniciada em 1975 após a independência do país e encerrada em 2002 — houve investimento com preocupações ecológicas, como a descontaminação das águas da baía, principal atrativo turístico da capital.

OBRAS DE KAPELA E NAVIOS FANTASMAS

Nos arredores da Baía, encontramos o ateliê do Mestre Kapela, uma edificação em ruínas do edifício que abriga a União dos Artistas Angolanos. Uma discreta porta lateral dá acesso a um charmoso pátio frequentado por policiais armados. Coisas de Luanda. Mas no meio de todo esse cenário há um vasto repertório de obras de Kapela, carregadas de mensagens políticas e religiosas.

Perto dali, o Elinga Teatro é o local onde tem arte, moda e entretenimento para todas as vontades. No terraço, cheio de bares e cores, as noites de sexta e sábado são animadas por DJs. O prédio, com heranças do século XVIII, guarda, no segundo andar, peças assinadas pelo estilista Muamby Wasaky. Entre trabalhos que alinham cores a padrões, a coleção é aberta à visitação. No bairro de Matumba, o Elinga está no coração de Luanda. No seu entorno, desde o fim da guerra, um enorme estaleiro transforma a configuração física da cidade e a relação dos moradores com a mesma.

No estilo art nouveau, o Cine Teatro Nacional está cravado na baixa luandense e sedia a Associação Cultural Chá de Caxinde. Patrimônio Histórico e Cultural de Angola, o espaço foi inaugurado em 1932 para receber músicos angolanos e estrangeiros. Hoje, é palco para atividades como teatro, dança e, acredite, desfiles carnavalescos.

O Memorial António Agostinho Neto, cartão-postal de Luanda - Divulgação

Na nova Marginal de Luanda, o memorial dr. António Agostinho Neto homenageia o primeiro presidente angolano, com sarcófago, centro cultural e museu.

O sol insiste em brilhar no céu rosado de Luanda. Os dias são sempre de calor, banhos de mar, refrescantes mergulhos, uma ou outra emoção. Este é sonho dos 20 milhões de angolanos e de turistas que buscam o mar.

Na praia de Cabuledo, é possível surfar ou apenas contemplar as belezas de seu entorno. A vista do Rio Kwanza é privilégio da Barra do Kwanza, perto da Ilha de Mussulo, onde dia e noite parecem uma coisa só pelas festas ao estilo sunset. Uma das sete maravilhas naturais de Angola, a pequena ilha contrasta com o restante de Luanda, habitada pela rotina das grandes cidades. Também conhecida como Ilha de Massula, é um dos principais destinos para as férias, seja pela calmaria das praias de areia dourada ou pelos bares badalados, que servem peixes e frutos do mar, além de drinques com frutas tropicais, ao som de DJs. A dez minutos de barco de Luanda, a ilhota oferece ainda atividades ao ar livre, especialmente esportes marítimos, como mergulho e windsurfe.

Ao anoitecer de volta à cidade, uma opção diante do Atlântico são as exibições de filmes na cobertura dos prédios. Destacado no livro “Os transparentes”, do angolano Ondjaki (vencedor do Prêmio José Saramago em 2013), o projeto “Cinema no telhado” é gratuito e apresenta produções de diferentes países, inclusive do Brasil.

Nos fins de semana, a Ilha do Cabo, também chamada de Ilha de Luanda, ganha tons de festas intermináveis. Uma sequência de espaços destinados a shows e gastronomia ocupa a faixa que divide o asfalto da areia. Os mais conhecidos são o Chill Out e o Lokal, onde o semba divide a pista com a música eletrônica, sem hora para acabar. Com vista para o mar, a maioria das casas oferece pratos da cozinha mediterrânea em generosas porções.

Imagine um prato à base de atum, vinho, uísque, leite, azeite e cubos de caldo de carne? Foi desta forma que ingressei num roteiro gourmet pela capital angolana. Em um bom restaurante no complexo gastronômico chamado Angola Food & Drink, na Ilha do Cabo, a sopa de coco é servida com abóbora, o calulu com angu e os cogumelos selvagens com camarão de Namibe. É típico, mas que tal um combinado de sushis? Ou um risoto de pimentas e lagosta? Tem de tudo um pouco. A mousse de morango é uma das preferidas para a sobremesa.

O cardápio é bem diversificado e uma refeição fica em torno de 3 mil kwanzas angolanos, ou cerca de US$ 30. Akara é uma mistura de feijões com especiarias tradicionais da Nigéria, o que torna o prato excepcional. Acompanha flocos de aveia ou custarda (doce africano feitocom amido de milho e aromatizado com baunilha). O chef João Carlos da Silva é de São Tomé e Príncipe e aposta na feijoada à moda da terra e no doce de papaia verde com maracujá. Já Carlos Graça levou de Moçambique o chatini (combinado de tomate e especiarias) com peixe seco, o matapa (refogado) de camarão e amendoim e o matoritori (doce de coco). O anfitrião é o angolano Rui Sá que recebe convidados com iguarias que vão além da imaginação. Entre as estrelas do cardápio, estão os salteados de cogumelos selvagens com camarão do Namibe.

A 20 km ao norte de Luanda, um trecho de areia e mar de água morna concentra um verdadeiro baú de memórias. O Cemitério de Navios guarda histórias de fantasmas capazes de atrair os mais curiosos à Praia de Santiago. É um dos maiores do mundo a acumular centenas de embarcações de grande porte — muito em razão dos anos de conflito — em estado de oxidação. Uma das mais antigas, o navio Karl Marx, foi um petroleiro de 70 metros.

A dica é aproveitar o passeio para saborear um peixe assado à beira da estrada, servido pelas “mamas” com feijão a óleo de palma (dendê), salada de alface, molho de cebola, bananas-pão (da terra) e batata-doce.

O PARAÍSO AZUL DE BENGUELA

A tranquila Baía Azul, em Benguela, litoral angolano - Divulgação

Famosa por suas belezas naturais, Benguela é um verdadeiro mosaico de relevo, vegetação e água cristalina. No litoral–centro-sul de Angola, a 420km de Luanda, encontramos esta cidade conhecida em toda a África por suas praias. E neste quesito há opções para todos os gostos. As mais isoladas, as mais frequentadas, as mais apreciadas pelos amantes de mergulho, enfim as mais belas.

Como diz a canção que leva o nome do local, “Benguela é a terra onde o mar tem calma”. E que calma. A mais famosa, Praia Morena, tem areia branca que se inicia na Baixa de Benguela e se estende por cerca de mil metros. É a praia preferida dos jovens da cidade e região, onde a badalação corre noite afora.

Na Baía Azul se escondem as joias raras deste pedaço do paraíso da África Austral. Como o próprio nome sugere, a água é tão azul que faz desta área ser merecedora — guardadas as devidas proporções — do título de Caribe africano e atrai não só latinos, como também europeus.

Os restaurantes à beira-mar servem carnes, peixes e outras iguarias típicas.

Benguela limita-se a norte com o charmoso município de Lobito, onde uma alameda de restaurantes e bares é um convite a um brinde e, claro, à boa mesa, repleta de mariscos e frutos do mar. Não deixa de ir ao Zulu e pedir o peixe grelhado.

No caminho de volta, a 40 km de Luanda, a dica é parar no Miradouro da Lua e admirar o conjunto de belas falésias que margeiam o Oceano Atlântico. A vista é do alto e pode render boas fotos. O que, sem dúvida, dispensa a utilização de filtros.

SERVIÇO

ONDE FICAR:

Hotel de Convenções de Talatona: Diária média a R$ 1.213. Luanda Sul, Talatona. hoteltalatona.com

Epic Sana: Diárias a R$ 2.054. Rua da Missão, no Centro. luanda.epic.sanahotels.com/pt

Hotel Fiesta: A 5 km da Baía de Luanda, na região do Maianga, com acesso aos principais pontos da cidade. Também fica próximo ao aeroporto. Diárias a R$ 484. Rua 2, nº 16, no Bairro Cassenda. hotelfiestaangola.com

DOCUMENTAÇÃO

Visto e vacina: Brasileiros precisam de visto de entrada para viajar para Angola (consuladoangolarj.org) e de certificado de vacinação contra febre amarela (portal.anvisa.gov.br).

Source : Globo Online | 2014-12-08 21:30:00.0

RIO - Com 33 atrações de 11 países diferentes programadas para sua quarta edição, o festival Novas Frequências faz hoje uma festa no La Paz, na Lapa, com Cut Hands, DJ Marfox, Omulu x Maga Bo, Som Peba e Mauro Telefunksoul. Dentro das inúmeras possibilidades de se analisar a curadoria de um festival tão abrangente, um dos traços que unem os artistas da escalação é a apropriação de ritmos de outros continentes que não os seus para desenvolverem sonoridades próprias.

— O Cut Hands, que é escocês, injeta vodu do Haiti em uma mistura de techno e noise, enquanto o Marfox, de Portugal, pesquisa diversos ritmos africanos como a tarrachinha, a kizomba, o funaná e o kuduro — explica o curador e idealizador do festival, Chico Dub.

Apesar de nunca ter visitado o continente africano, Cut Hands acredita que essa distância e falta de experiência direta acaba incrementando sua criatividade, aguçando a imaginação. Além de Congo e Gana, o produtor também pesquisa bastante a percussão do Haiti.

— Ouvir percussões acústicas do Haiti mudou minha atitude em relação ao que era necessário para fazer uma música realmente intensa e alucinante. Até então era viciado em tecnologia para atingir isso, o que de repente descobri que não era necessário para chegar a um som tão potente.

As pesquisas levaram Cut Hands a conhecer mais sobre religiões afro-brasileiras como o candomblé, vindo também a fazer parte do seu som.

— Sou totalmente fascinado por essa música incrível. Algumas pessoas interpretam essa inspiração como uma apropriação, mas é apenas o meu estilo. Não desconstruo ou sampleio essas ritmos mágicos. É o espírito que me interessa ao evocar esses sons. Estou muito empolgado com a viagem ao Brasil e já estou tenso com a volta depois de uma estada tão curta — diz.

De Portugal e especializado no kuduro, estilo popularizado principalmente através do trabalho do Buraka Som Sistema, o DJ Marfox conhece bem a diferença entre os sons produzidos na terrinha e em Angola.

— A grande diferença está nas referências. Cresci ouvindo estilos musicais totalmente diferentes do que um produtor em Luanda ouviu. Por isso usamos samples que nos são mais familiares por termos ouvido anteriormente em outros estilos musicais que nos acompanharam desde que nos conhecemos como pessoas. Além disso, um produtor de kuduro em Luanda tem um milhão de MCs dispostos a cantarem em cima dos seus instrumentais, enquanto em Lisboa temos uma média de 10 ou 15 MCs. Por isso, 90% da música feita em Lisboa é instrumental, levando os produtores a construir algo mais compacto e sólido para a pista de dança.

Em Portugal, diz ele, acompanha-se muito o que é produzido culturalmente no Brasil. Em relação ao que é produzido pelos irmãos africanos, no entanto, o conhecimento ainda está se expandindo.

— A relação de Portugal com os países africanos que falam língua portuguesa está melhorando. Hoje temos a kizomba no topo das paradas em Portugal, algo que há cinco anos era impensável. A falta de oportunidade dada a um artista português vindo de um gueto de Lisboa faz com que me sinta um imigrante, mas, volto a dizer, as coisas estão mudando. Em Portugal nunca se ouviu tanta música portuguesa em todos os gêneros como agora — conta ele, que conhece funk carioca.

O carioca Omulu, que se também se apresenta na festa, quis saber se o DJ português deseja que a música de gueto se torne popular e, caso isso aconteça, o que virá do gueto então?

— O gueto continuará a se reinventar. O gueto sempre tem a sua forma de viver as coisas e não precisa da opinião do público em geral, imprensa, rádio ou TV para a música se tornar viral. Já o processo inverso é bem mais complicado — responde Marfox.

* Bruno Natal escreve na página Transcultura, publicada às sextas-feiras no Segundo Caderno

Source : Globo Online | 2014-12-05 09:00:00.0
Vila Isabel conquistou seu 1º campeonato no Grupo Especial com 'Kizomba'. 'Mesmo proibido, olhai por nós', eternizou Joãosinho Trinta, na Beija-Flor.
Source : G1.com.br | 2014-12-05 00:04:23.0
Aceitou o desafio e foi parar a Monchique. Natural da Guiné Equatorial, o padre que já fez karaté, circo usa a kizomba para aproximar os jovens da fé.
Sob a benção de Noel. Machadinho e Serginho Vinte na quadra da Vila Isabel - Pedro Kirilos

RIO — No universo do carnaval, já ficou comprovado que um samba-enredo bom e contagiante é a chave para que o desfile da escola se torne algo inesquecível. “Explode Coração”, do Salgueiro, em 1993, e “Kizomba, festa da raça”, da Vila Isabel, em 1988, são apenas dois exemplos de sambas imortais de agremiações da região. Para saber quem são os poetas que têm o dever de sacudir a Sapucaí e honrar a tradição, o GLOBO-Tijuca traz a público alguns compositores que, famosos no mundo do samba, são desconhecidos da maioria das pessoas que assistem aos desfiles. Eles nem sempre vivem da música, mas amam a folia e são autores de vários sambas-enredo de sucesso.

Na Unidos de Vila Isabel, que esse ano vem com o enredo em homenagem aos 80 anos do maestro brasileiro Isaac Karabtchevsky (“O maestro está na terra de Noel e a partitura azul e branco é da nossa Vila Isabel”), Serginho Vinte, Paulinho Valença e Carlinhos Petisco somam juntos mais de 25 sambas campeões não só na Vila mas também em outras escolas. Eles assinam a autoria para o próximo carnaval com Machadinho e Henrique Hoffmann. Serginho, que está na ala de compositores desde 1989, ganhou dez vezes na Vila, três, no Salgueiro, e uma, na Unidos do Jacarezinho.

- Sou Vila, mas acima de tudo gosto de carnaval e de compor. Ajudar em composição de outras escolas é algo normal, não é uma traição. Lembro de quando eu era um menino no Morro do Borel e via os mais velhos compondo. É algo que vem comigo desde a infância - diz Serginho, 57 anos, nascido na Tijuca e morador de Vila Isabel desde 1983.

Nascido e criado no Morro do Encontro, no Engenho Novo, o bancário aposentado Machadinho, 72, diferente dos parceiros, emplacou um samba-enredo pela primeira vez, depois de bater na trave quatro vezes (1999, 2000, 2004 e 2009). No entanto, já ganhou três sambas no bloco de rua tijucano Banda da Haddock (1985, 86 e 87). Portelense, começou a frequentar a Vila na década de 1970, quando foi chamado para fazer parte do time de futebol da escola na época. Nunca mais saiu de lá.

- Desde garoto eu gosto de escrever. Fazia, e ainda faço (composições), mais por diversão mesmo. Só, em 1999, comecei a me interessar por composição de samba-enredo e fazer parcerias. Agora, finalmente, saí vencedor. Esperamos que o povo goste, e os jurados também, por que não? - brinca Machadinho, que conta ter feito parte do desfile da primeira escola a pisar na Sapucaí, a extinta Império do Marangá.

Paulinho Valença, que é autor de diversas marchinhas de blocos e já faturou quatro sambas no Império Serrano (2010, 2011, 2013 e 2014), diz que quando o assunto é samba-enredo, a inspiração deve vir junto com a disciplina, mesmo que a boemia não fique de fora.

- Lemos, junto com o carnavalesco, a sinopse do enredo para ficarmos por dentro do que ele realmente está buscando retratar. Mas em nossas reuniões não pode faltar aquela cervejinha bem gelada - conta.

Na Acadêmicos do Salgueiro, uma exceção entre os anônimos: Xande de Pilares, ex-vocalista do Grupo Revelação. Ele venceu pelo segundo ano consecutivo junto com Betinho de Pilares, Miudinho e Jassa, Luiz Pião e W.Correa. A escola vai falar da culinária mineira (“Do Fundo do quintal: saberes e sabores da Sapucaí”). Miudinho, 72 anos, que sempre viveu no Morro do Salgueiro, diz que a parceria com alguém famoso e consagrado como Xande é importante e dá mais valor na hora da escolha.

- O Xande é uma pessoa muito legal que entende muito de música, seja letra ou melodia. Lembro-me dele menino, quando soltava pipa e jogava futebol na Chacrinha. Ele sempre vem com opiniões muito boas que ajudam a enriquecer o samba. É um cara muito humilde, que respeita os mais velhos, tipo eu - brinca o experiente compositor, que acredita no sucesso da parceria no ano que vem. - Achei nosso samba muito bonito e contagiante. Não deixamos de lado o histórico de sambas empolgantes do Salgueiro.

Atual campeã do carnaval, a Unidos da Tijuca vem com o enredo “Um conto marcado no tempo — o olhar suíço de Clóvis Bornay”. Seguindo a receita vencedora do último desfile, quando a agremiação usou Ayrton Senna como fio condutor para falar de velocidade, no ano que vem a ideia é abordar diversos aspectos da Suíça por meio do famoso carnavalesco e ícone do carnaval carioca, falecido em 2005.

Com dois ótimos concorrentes no páreo, o presidente Fernando Horta tomou uma decisão salomônica: fundir os sambas. Algo que a Tijuca já havia feito em 1990.

A disputa principal acontecia entre a parceria de Rafael Tinguinha, filho de Tinga, intérprete da escola, Gustavinho Oliveira e Caio Alves, contra o samba criado por Josemar Manfredini, seu filho Dandan do Samba e Fadico.

- Houve um certo susto quando o presidente nos comunicou a decisão, antes da final. Ficamos na expectativa, pois eram três sambas na disputa e não sabíamos quais seriam escolhidos. A própria escola fez a junção. Acabou ficando um refrão de cada música - explica Manfredini, produtor rural e um dos autores do samba em homenagem a Luiz Gonzaga que deu o título à agremiação, em 2012.

Músico profissional, Rafael Tinguinha gostou do resultado. Ele é outro que busca mais uma conquista na avenida, pois compôs com Gustavinho Oliveira, Caio Alves e Fadico o atual samba campeão do carnaval, “Acelera, Tijuca!”.

- A união faz a força. Além disso, juntaram a melhor parte dos dois sambas - avalia.

Source : Globo Online | 2014-11-06 09:00:00.0

Em junho de 2010, Martinho da Vila concorreu à cadeira número 29 da Academia Brasileira de Letras (ABL), que vagara com a morte do bibliófilo José Mindlin. Eros Grau, ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, Muniz Sodré, ex-presidente da Biblioteca Nacional, e Geraldo Holanda Cavalcanti, diplomata, também estavam no páreo. Cavalcanti foi eleito com 20 dos 39 votos válidos — Grau recebeu dez; Sodré, oito; e Martinho, zero. Desgostoso, o cantor e compositor prometeu para si mesmo que, a partir dali, só entraria em disputa de samba-enredo.

Quatro anos depois, mudou de ideia. No dia 25 de agosto, ele foi eleito para a Academia Carioca de Letras (ACL), a versão mais “local” e menos glamourosa da ABL. Recebeu 28 dos 38 votos válidos, desbancando o ex-ministro João Paulo dos Reis Velloso e o engenheiro Gastão Rúbio de Sá Weyne. No próximo dia 3 de novembro, o sambista vai sentar na cadeira 14 e vestir o colar acadêmico — diferentemente da ABL, não há fardão na ACL, e sim uma corrente banhada a ouro e com o brasão da casa.

— A entrada de Martinho para a academia, uma instituição quase centenária, reflete uma mudança de mentalidade cultural na própria cidade. Ele é o primeiro negro a entrar para uma academia, lembrando que Machado de Assis e Mário de Andrade eram mulatos — diz o ensaísta e crítico literário Paulo Roberto Pereira, titular da cadeira 19 da ACL. — O Martinho ainda tem o viés popular. Ele vai trazer a academia do samba para a academia literária, é a ponte que liga a cultura popular à erudita.

Galeria de imortais da academia, que é presidida por Ricardo Cravo Albin - Fabio Seixo / Agência O Globo

De início, a candidatura de Martinho para a academia que tem José de Anchieta como patrono fez torcer os narizes dos mais conservadores. Segunda-feira passada, no entanto, o autor de sucessos como “Canta canta, minha gente” foi recebido com afago pelos novos colegas. Era a primeira vez, desde que fora eleito, que o sambista visitava a sede da instituição. Nove dos 40 acadêmicos estavam lá para prestigiar a homenagem a Álvaro Moreyra, por ocasião dos 50 anos de sua morte, e a palestra “A crônica do Rio: Lima Barreto e João do Rio”, com os escritores Cláudio Murilo Leal e Gilberto Araújo. Ao fim, o pesquisador e crítico musical Ricardo Cravo Albin, presidente da ACL, anunciou a presença de Martinho da Vila com entusiasmo ao microfone:

— Martinho é muito bem-vindo. A sua presença acaba com o preconceito das pessoas que pensam que sambista vive nos bares tomando cerveja e falando bobagem. Ele é autor de 13 livros. A sua obra o puxa para a academia trazendo o bônus que é toda a sua carreira na MPB.

Martinho começou a escrever por acaso. Em 1986, a Editora Global o convidou para participar da coleção “Quem canta, conta”, ao lado de músicos como Rita Lee e João Bosco. Assim nasceu o infantojuvenil “Vamos brincar de política?”. Do primeiro para o segundo livro houve um hiato de seis anos. Em 1992, Martinho lançou “Kizombas, andanças e festanças”, que lembra o enredo “Kizomba, a festa da raça”, que embalou o título da Vila em 1988.

— Queria fazer um registro da Vila Isabel, escola que não tinha nada documentado. Fiz uma pesquisa enorme, desde a fundação, lembrando todos os sambas... Aí tomei gosto — lembra.

ROMANCE E MÚSICA

A produção não parou mais, incluindo romances e publicações dedicadas à literatura musical. A obra mais recente é “Sambas & enredos”, que teve noite de autógrafos na quadra da Vila dez dias atrás.

— Escrevo sobre o meu mundo. “Os lusófonos” (2006), por exemplo, é um romance que tem os países da língua portuguesa como pano de fundo — conta ele, que é considerado o embaixador cultural do Brasil em Angola.

No mundo de Martinho, composições de sambas, criações de enredos e literatura convivem em harmonia.

— Eu não paro para escrever. Mas quando começo um trabalho, escrevo todos os dias. Nem que seja uma única folha. Escrever é um ato prazeroso quando termina — conta Martinho. — Além disso, vivo muito em hotéis. Viajo sempre na véspera quando tenho um show fora do Rio. Então tenho muito tempo ocioso.

Aos 76 anos de vida e 45 de carreira, o sambista só teme não ter tempo livre para se dedicar à rotina da ACL.

— Tenho a vida muito ativa. Mas, daqui a um tempo, vou diminuir um pouco a atividade artística e poderei me dedicar mais à academia — planeja o cidadão fluminense nascido em Duas Barras.

ROTINA DA ACL

Os encontros na sede da ACL acontecem às segundas-feiras, de 15 em 15 dias. A academia foi fundada em 1926 por um grupo de jovens intelectuais que promoviam debates sobre a cultura no Rio. Inicialmente, a instituição ganhou o nome Academia Pedro II, em homenagem ao imperador. Em 1929, enfim, virou Academia Carioca de Letras. As reuniões tiveram diversos endereços, entre salas de residências e pátios de colégios, até se basearem, em 1973, no terceiro andar do prédio do IHGB, que cedeu o auditório em caráter perpétuo à ACL.

Os integrantes da confraria não são necessariamente cariocas. Último a ser eleito antes de Martinho, o advogado Bernardo Cabral, ex-ministro da Justiça, por exemplo, é amazonense. Entre escritores, professores e historiadores, quatro membros também ocupam cadeiras na ABL: Cícero Sandroni, Murilo Melo Filho, Antonio Carlos Decchin e Domício Proença Filho.

Em vez de farda, os integrantes da ACL usam um colar - Fabio Seixo / Agência O Globo

As semelhanças com a luxuosa academia sediada no Petit Trianon param por aí. O glamour da ACL fica restrito às 40 cadeiras de madeira nobre e estofado de couro, dezenas de livros antigos disponíveis na biblioteca e telas com os retratos dos antigos presidentes da instituição. Com recursos financeiros escassos, a ACL é mantida pelos próprios membros, que desembolsam R$ 600, cada, de anuidade para pagar contas de luz, água, gás, o salário dos dois únicos funcionários da casa e os croquetes servidos com café ao fim das conferências.

A chegada de Martinho é vista como um sinal de esperança para um futuro mais próspero. Os acadêmicos esperam que, de carona na popularidade do sambista, novos apoios apareçam.

— Esta importante casa que pensa a cidade precisa ganhar mais evidência. O grande público precisa

Source : Globo Online | 2014-10-05 12:00:00.0

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