Bandas e Artistas de Kizomba

País : Cabo Verde Angola

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Notícia : Bandas e Artistas de Kizomba

RIO — O carnaval ainda não acabou. Desta sexta-feira até domingo, 40 blocos vão desfilar pela cidade. Somente o Bloco da Anita, no sábado, e o Monobloco, no domingo, devem atrair mais de 500 mil foliões para a rua Primeiro de Março, no Centro. O bloco fundado por Pedro Luís vai colocar na rua uma bateria com 180 ritmistas e contará com as participações da cantora Emanuelle Araújo e do cantor B Negão.

blocos

— Vamos contar este ano com o sotaque do carnaval da Bahia da Emanuelle Araújo e o o poder do hip hop do B Negão. Queremos que todos que forem ao cortejo possam se divertir com tranquilidade — diz Pedro Luís.

No sábado à tarde, o primeiro bloco só de mulheres do Rio e o pimeiro temático do Rio vai celebrar as mulheres. O Mulheres de Chico vai abrir espaço no repertório só de músicas de Chico Buarque para fazer um pot-pourri de Chiquinha Gonzaga, Dona Ivone Lara, Rita Lee e Clara Nunes.

— A gente resolveu fazer uma homenagem especial às mulheres e escolhemos músicas dessas referências femininas na música brasileira. O Mulheres de Chico foi criado já sabendo que as mulheres podiam estar onde elas quisesem e estamos cada vez com mais consciência disso. Assim, não poderia deixar de homenageá-las — explica Vivian Freitas, fundadora e produtora do bloco, além de cuiqueira.

Mais cedo, o Quizomba vai homenagar o tropicalismo e trazer músicas novas no repertório. Pela primeira vez, o bloco vai tocar Rita Lee e Wilson Simonal, além do irreverente Alípio Martins com a música “Piranha é um peixe do Rio São Francisco”. E o maestro que vai comandar tudo isso estará do alto de uma perna de pau.

— Tive umas aulinhas e já saí andando. Lá de cima, os músicos vão me ver melhor — conta André Schmidt, maestro e organizador do bloco.

Este ano, o Quizomba mudou o percurso do desfile que sai dos Arcos da Lapa. Em vez de ir e voltar pela rua Augusto Severo, o bloco vai seguir pela rua da Lapa e voltar para os Arcos pela Augusto Severo.

E nesta sexta-feira, tem também o Kizomba, de vila Isabel, a partir das 18h na Praça Barão de Drumond, e Só Tamborins, às 20h na Travessa do Mosqueira, esquina com Rua Visconde de Maranguape, na Lapa. Pela manhã, o cortejo do Rei Momo e a banda do Coral Em Canto vão animar os passageiros do VLT tocando marchinhas. O desfile no VLT acontece das 10h às 12h, com ida e volta no trecho completo da Linha 1, entre as estações Santos Dumont e Rodoviária.

Source : Globo Online | 2017-03-03 08:30:00.0

Oculto à personalidade, comum em ditaduras, repete-se em ambientes democráticos, sociedades permissivas e até contextos onde a subversão é a lei. O carnaval do Rio alimenta há mais de 40 anos o mito do herói solitário, que resolve tudo sozinho por sua virtude única. A lenda começou em 1976, quando a Beija-Flor foi campeã pela primeira vez com Joãosinho Trinta. A escola tinha subido para o Grupo Especial três anos antes e jamais ficara entre as cinco primeiras. Havia quatro décadas, com duas exceções, que o título era dividido entre as quatro grandes: Portela, Mangueira, Salgueiro e Império Serrano. A vitória teve algo de milagre, e é compreensível que as narrativas sugiram a santidade do carnavalesco.

O primeiro título da escola de Nilópolis veio quando o desfile, realizado desde a década de 1930, era transmitido pela TV, acontecia num palco grande, a Avenida Presidente Vargas, e com arquibancadas altas. A visão do conjunto de alegorias e fantasias tinha relevância suficiente para levar ao título uma agremiação sem a tradição musical das quatro grandes.

Assim o desfile entrou na era dos carnavalescos. Quando a Mocidade foi campeã pela primeira vez, em 1979, e a Imperatriz, em 1980, era senso comum que o responsável fora Arlindo Rodrigues. Nos anos 1990, as duas escolas brigariam por títulos, mas a disputa parecia uma competição pessoal entre Renato Lage, na escola de Padre Miguel, e Rosa Magalhães, na verde e branco de Ramos.

A narrativa do carnavalesco herói resistiu a campeonatos em que a vitória foi atribuída, sobretudo, ao peso da escola (Mangueira, em 1986), ao impacto do enredo (Vila Isabel em 1988, com “Kizomba”) ou ao samba (Estácio, em 1992, com o refrão “Me dê, me dá...”, e Salgueiro, em 1993, com “Explode coração/Na maior felicidade...”).

No caso da Portela, que não ganhava sozinha desde 1970, o mito do herói solitário é conveniente para quem precisa atribuir logo um conteúdo épico à vitória. O protagonista da vez é o carnavalesco Paulo Barros, que entrou para a galeria dos grandes artistas da festa ao criar o inesquecível “Carro do DNA” na Unidos da Tijuca, em 2004.

Dessa forma, a escola tradicional com dificuldade para vencer em tempos modernos contrata um carnavalesco capaz de resgatá-la do passado. Em seu segundo ano em Oswaldo Cruz/Madureira, ele consegue. Faz sentido e resolve a ansiedade da busca por uma explicação rápida. Mas quem prestou atenção ao desfile notou que o estilo Paulo Barros estava nas alegorias, mas as fantasias tinham a cara da Portela dos bons tempos: muitas plumas, brilho e bastante azul e branco.

Desde a escolha do enredo, estava claro que o apelo à tradição era parte da estratégia. Inicialmente, o titulo seria “Foi um rio que passou em minha vida e meu coração se deixou levar”, trecho do hino de amor portelense, mas foi mudado por questão de direito autoral.

Paulo Barros não salvou a Portela da nostalgia eterna. Agregou seu valor a um estilo clássico que sempre terá apelo emocional e capacidade de seduzir os jurados.

Marcelo de Mello é jornalista

Source : Globo Online | 2017-03-02 04:00:00.0

A Vila Isabel foi a quarta agremiação a desfilar na primeira noite de exibições das escolas do grupo de elite do Rio de Janeiro, na madrugada desta segunda-feira (27). Com o enredo "O Som da Cor", a escola de Martinho da Vila contou a influência dos negros na música das Américas. O belo samba ajudou a contagiar as arquibancadas, mas a escola pecou em fantasias e alegorias - o acabamento ruim chamou atenção, inclusive no carro onde desfilou Martinho. Outro problema foi mecânico - um dos carros alegóricos espalhou óleo pela pista, fazendo com que a escola seguinte, o Salgueiro, solicitasse à organização uma limpeza cuidadosa antes de sua apresentação. Até serragem foi usada para absorver o óleo. Oitava colocada em 2016, a agremiação do bairro de Noel Rosa, na zona norte do Rio, não deve disputar o título.

O carnavalesco Alex de Souza, responsável pelo enredo, começou sua apresentação pela África, berço dos ritmos negros que mais tarde influenciariam a música americana. Depois seguiram-se referências a mambos, congas, rumbas, reggae, cumbia, tango, blues, jazz, soul, techno e outros ritmos desenvolvidos em países americanos que não o Brasil. Em seguida começaram os estilos musicais brasileiros influenciados pelos negros: calundu, axé, chorinho e, claro, o samba. A rainha da bateria, Sabrina Sato, usou fantasia que remetia ao funk, enquanto os ritmistas homenagearam o rap e o hip hop. Não faltaram perucas black power nem outros adereços típicos da cultura negra.

O sexto e último carro, chamado "Kizomba é a Vila", tinha Martinho da Vila como personagem principal e usava elementos do desfile de 1988, quando a escola de Vila Isabel conquistou seu primeiro título com o enredo "Kizomba, a Festa da Raça", para ilustrar a mistura de ritmos musicais promovida no Rio de Janeiro desde o período da escravidão.
Source : folhadaregiao.com.br | 2017-02-27 11:49:58.0

Paraíso do Tuiuti

Desfile a partir de 22h

Ao abordar a Tropicália, a escola tratará do Manifesto Antropofágico escrito por Oswald de Andrade. Pode-se afirmar que quase todos deglutirão temas universais para digeri-los sob forma tipicamente brasileira.

Enredo: "Carnavaleidoscópio tropifágico''

Carnavalesco: Jack Vasconcelos

Número de componentes: 3.100

Cores: amarelo ouro e azul pavão

Rainha de bateria: Carol Marins

VEJA TAMBÉM: A EVOLUÇÃO DO CARNAVAL CARIOCA DESDE O PERÍODO COLONIAL

Grande Rio (entrada entre 23h05m e 23h15m) Carnaval - 23/02

A escola vai homenagear uma das cantoras mais populares do país, Ivete Sangalo, com direito a um passeio pela Bahia.

Enredo: "Ivete de rio a Rio!''

Carnavalesco: Fábio Ricardo

Número de componentes: 3.200

Cores: Vermelho, verde e branco

Rainha de bateria: Paloma Bernardi

Imperatriz Leolpoldinense (entrada entre 0h10m e 0h30m)

A região do Xingu, no Mato Grosso, será retratada, por meio da cultura indígena, o legado dos irmãos Vilas-Bôas para criação do Parque Nacional do Xingu e a beleza de ritos e costumes do lugar. Também aparecerão a preocupação com a manutenção das terras, as ameaças dos madeireiros e os danos ambientais provocados pela construção da usina de Belo Monte.

Enredo: "Xingu, o clamor da floresta"

Carnavalesco: Cahê Rodrigues

Número de componentes: 3.000

Cores: verde, branco e ouro

Rainha de bateria: Cris Vianna

Vila Isabel (entrada entre 1h15m e 1h45m)

A Vila Isabel propõe uma nova Kizomba com a música negra do mundo — e, consequentemente, sambas, lundus, afoxés...

Enredo: "O som da cor"

Carnavalesco: Alex de Souza

Número de componentes: 3.600

Rainha de bateria: Sabrina Sato

Salgueiro (entrada entre 2h20m e 3h)

A escola da Tijuca trará uma versão carnavalesca, bem brasileira, da “Divina Comédia”, de Dante.

Enredo: "A Divina Comédia do carnaval''

Carnavalescos: Renato Lage e Márcia Lage

Número de componentes: 3.500

Cores: vermelho e branco

Rainha de bateria: Viviane Araújo

Beija-Flor (entre 3h25m e 4h15m)

A escola vai retratar o romande “Iracema”, do escritor José de Alencar.

Enredo: "A Virgem dos Lábios de Mel – Iracema''

Carnavalescos: comissão de carnaval formada por Laíla, Fran Sérgio, Victor Santos, André Cezari, Bianca Behrends, Cristiano Bara, Rodrigo Pacheco, Wladimir Morellembaum, Brendo, Gabriel Mello e Adriane Lins

Número de componentes: 3.800

Cores: azul e branco

Rainha de bateria: Raíssa de Oliveira

Source : Globo Online | 2017-02-23 12:00:42.0
Em 2016, o sensacional Trem do Samba terá comemoração dobrada.

No próprio Dia do Samba, sexta, 2 de dezembro, acontecerá um cortejo por Oswaldo Cruz. A partir das 17h haverá uma concentração de sambistas em diversos bares. Às 18h04, os cortejos saem simultaneamente em direção à Praça Paulo da Portela.

No sábado, 3, a festa começa às 15h em um palco na Central do Brasil. Lá se apresentam as Velhas Guardas da Portela, Vila, Império e Salgueiro, Wilson Moreira, Baianinho, Marquinho de Oswaldo Cruz, Nelson Sargento, entre outros.

A partir das 18h24 começam a sair os trens especiais em direção a Oswaldo Cruz. Serão 4 trens, sendo o último marcado para 19h24. Você pode trocar um 1kg de alimento pelo bilhete do trem.

Em Oswaldo Cruz, a partir das 18h, acontecerão shows em 3 palcos:
  • Palco Zé Espinguela (Rua João Vicente)
  • Palco Paulo da Portela (Portelinha), local das Velhas Guardas
  • Palco Candeia (Rua Átila da Silveira)


E enquanto estão rolando os shows, acontece o que é o mais bacana. Rodas de samba espalhadas por todos os cantos de Oswaldo Cruz. O mais divertido é ficar batendo perna de bar em bar curtindo a música. Não é raro um grupo de músicos resolver parar em um botequim qualquer e começar uma roda. Dica: confira as rodas dos dois lados da linha do trem.

Anote aí as rodas:
  • Samba de Benfica
    PADARIA SÃO MIGUEL
    RUA JOÃO VICENTE, 589 (EM FRENTE A ESTAÇÃO – LADO DOS PRÉDIOS)

  • Democráticos de Guadalupe
    PAGODE DO GIL
    RUA JOSÉ CARVALHO SALGADO (NO LARGO – PRÓXIMO DA PONTE - LADO DOS PRÉDIOS)

  • Beco do Rato
    RUA JOSÉ CARVALHO SALGADO S/Nº (BEIRA DO VALÃO – AO LADO DOS PRÉDIOS)

  • Kizomba
    TRAVESSA BLANDINA, 41 (DO OUTRO LADO DA PONTE ( VALÃO - LADO DOS PRÉDIOS)

  • Clube do Samba
    BAR DO SOBRAL
    RUA CAROLINA MACHADO, 1038 A (EM FRENTE A ESTAÇÃO)

  • Grupo Moça Prosa
    BAR DA ANDRÉA
    RUA CAROLINA MACHADO , 1094 (CALÇADA DEPOIS DA ATILA DA SILVEIRA)

  • Roda de Samba da Pedra do Sal e Autonomia
    POINT DA SUELY
    ATILA DA SILVEIRA S/Nº (QUASE ESQUINA DA CAROLINA MACHADO)

  • Samba da Serrinha
    BAR DO PAULINHO
    RUA FREI BENTO (ESQUINA COM RUA PINTO DE CAMPOS)

  • Embaixadores da Folia
    ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA OSWALDO CRUZ
    RUA FREI BENTO, 111

  • Pagode do Nelsinho e da Wilma
    POINT 300 NOSSO BAR (BAR 300)
    RUA FERNANDES MARINHO, 300 (ATRÁS – QUASE AO LADO - DO PALCO DA ÁTILA DASILVEIRA)

  • Trem de Minas Nossa Roda
    BAR DO WASHIMGTON
    RUA FERNANDES MARINHO, 103 (AO LADO DO COLÉGIO SUL AMÉRICA)

  • Pagode do Balde
    BAR DO WELLINGTON
    RUA ADELAIDE BADAJÓS, N° 69

  • Grupo Regente
    BAR DO PEDRINHO
    RUA ADELAIDE BADAJÓS

  • Tia Ciça
    BAR DO WILSON
    ESTRADA DO PORTELA, 446 (EM FRENTE A PRAÇA PAULO DA PORTELA)


Você pode conferir quem vai em cada vagão de trem e a programação detalhada dos palcos no sítio oficial do Pagode do Trem .

Uma dica: se você não mora lá perto, fique de olho no horário do último trem. Compre sua passagem assim que chegar para poder ficar até o último segundo.
Source : samba-choro.com.br | 2016-12-01 20:51:48.0

BRASÍLIA - Mais dois artistas recusaram a Ordem do Mérito Cultural por considerar o governo Temer "ilegítimo". Além de Marcelo Rubens Paiva, como mostrou O GLOBO em outubro, Daniela Thomas e Arthur Omar também rejeitaram o prêmio, entregue na semana passada na cerimônia de comemoração ao centenário do samba no Palácio do Planalto. O evento teve ainda ausências de dois agraciados ou representantes, o que fez com que seus nomes fossem ignorados pelo mestre de cerimônia.

Daniela Thomas, Arthur Omar e Marcelo Rubens Paiva rejeitaram a comenda há cerca de um mês, quando foram comunicados pela Cultura que seriam agraciados. Seus nomes não foram divulgados pela pasta, seja no Diário Oficial, que trouxe a lista completa dos 36 homenageados — 30 artistas e seis fundações — ou em portais do governo federal.

— Apesar de ser um prêmio muito importante, não me senti nada confortável em aceitá-lo de um governo pelo qual não tenho nenhuma admiração — disse Daniela Thomas ao GLOBO.

A cenógrafa, figurinista e diretora de cinema é finalista do prêmio Shell de teatro de São Paulo deste ano pela cenografia em "A tragédia latino-americana", e recebeu em 2008 um prêmio em Cannes em nome da atriz Sandra Corveloni por "Linha de Passe", que codirigiu com Walter Salles. Daniela, que também fez parcerias com o pai, o cartunista Ziraldo, foi responsável pela museografia do Museu do Futebol, no Estádio do Pacaembu.

Daniela Thomas trabalhou na direção artística da Olimpíada do Rio com Marcelo Rubens Paiva, que também disse não ao prêmio. Outros membros da equipe aceitaram a condecoração: Vik Muniz, Fernando Meirelles, Andrucha Waddington e Fred Gelli.

— Não me arrependo da recusa. Não votei na Dilma, mas o governo Temer não me representa — disse Marcelo Rubens Paiva ao GLOBO.

A coluna Gente Boa havia mostrado a negativa do escritor ao prêmio em outubro.

Premiado em literatura, cinema, teatro e por seu blog, Marcelo ganhou o Jabuti de 1983 por "Feliz Ano Velho", um dos livros mais celebrados da década de 1980. A obra literária mais recente de Rubens Paiva é "Ainda Estou Aqui", de 2015, que retoma o tom autobiográfico que o lançou para o sucesso.

Autor do ensaio de retratos "Antropologia da face gloriosa", que catalogou 161 retratos do Carnaval por mais de duas décadas, o fotógrafo e cineasta Arthur Omar também se negou a receber a Ordem "por razões morais".

"Recusei essa honraria por razões morais e por não querer receber a comenda pelas mãos de um governo que considero ilegítimo. É um momento triste para mim, mas a decisão foi tomada depois de muito pensar sobre o assunto. Iria contra tudo que eu acredito, e estaria em contradição com a minha obra", escreveu Arthur Omar em e-mail a pessoas próximas.

A Ordem do Mérito Cultural, que reconhece pessoas com "relevantes contribuições à cultura nacional", foi criada em 1995 e é feita anualmente no começo de novembro, em comemoração ao Dia Nacional da Cultura. Na edição deste ano, foram premiados postumamente, além de Ismael Silva: Noel Rosa, Donga, Papete e Clementina de Jesus.

SILÊNCIO SOBRE AUSENTES

O sambista Jorge Aragão faltou à cerimônia da semana passada, e não mandou representantes. Ismael Silva, falecido em 1978, também não foi representado, apesar de ter sido escolhido para a classe mais alta da Ordem do Mérito Cultural: Grã-Cruz. Ismael é um dos fundadores da primeira escola de samba do Brasil, a Deixa Falar, de 1928, e também é tido como o inventor do termo "escola de samba".

Aragão e Silva estavam na lista de premiados do Ministério da Cultura, em materiais de divulgação do evento e em sites do governo federal. No entanto, na hora de anunciar seus nomes, o mestre de cerimônias ignorou-os. O telão do evento trazia ambos os artistas, mas eles foram "pulados".

A assessoria de imprensa de Jorge Aragão afirma que houve problemas de agenda. A reportagem não conseguiu localizar representantes de Ismael Silva. Procurado, o Ministério da Cultura afirma que representantes dos dois homenageados tiveram "contratempos de última hora", e que ainda receberão as comendas. A pasta informa que a escolha dos premiados independe do "posicionamento ideológico", e que só tem conhecimento da recusa de Marcelo Rubens Paiva.

‘COMUNICAÇÃO EXTRAORDINÁRIA’

Razão da recusa de pelo menos três artistas, o presidente Michel Temer, cujo cargo é consequência do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, empolgou-se no discurso, anunciando mais verbas para a área cultural — pedindo "aplausos" nesse momento — e pregando "comunicação extraordinária" entre artistas e governo. Logo que assumiu o Planalto interinamente, em maio, Temer extinguiu o Ministério da Cultura, mas recuou da decisão diante da repercussão negativa e ocupações contra o governo.

— Sem dúvida, a cultura é o mais importante bem do povo brasileiro. É por meio dela que nós nos comunicamos. Veja a comunicação extraordinária que se deu aqui, entre todos nós. A alegria que, como acabei de mencionar, tomou conta deste plenário, deste auditório — declarou o presidente, que encerrou a fala dizendo que estava "tranquilo". — No momento, vocês sabem, aqui, no Palácio, em Brasília, são sempre momentos de tensão. Hoje, Marcelo (Calero, ministro da Cultura), você vai me proporcionar um sono tranquilo, porque eu estou inteiramente distensionado.

O ministro também voltou a repetir o bordão de Temer, de pacificação nacional.

— Um Brasil onde todas as formas de preconceito e segregação se transformem numa grande kizomba, em que todos nós, filhos de Ciata, Zumbi, João Cândido e tantos outros, nos reunamos numa mesma emoção.

Source : Globo Online | 2016-11-14 17:32:59.0

As escolas de samba do Grupo Especial já definiram seus hinos para o próximo carnaval. Agora, a expectativa é pelo lançamento do CD, no dia 1º de dezembro. Na Grande Tijuca, as agremiações estão confiantes em levantar mais uma vez a Marquês de Sapucaí. Salgueiro, Unidos da Tijuca e Vila Isabel elegeram obras aclamadas desde já por bambas e foliões.

No Salgueiro, a consagrada parceria do ano passado — composta por Marcelo Motta, Fred Camacho, Guinga do Salgueiro, Getúlio Coelho, Ricardo Neves e Francisco Aquino — venceu a disputa do samba mais uma vez. Em 2016, eles foram responsáveis pelo inesquecível refrão “É que eu sou malandro, batuqueiro, cria lá do morro do Salgueiro”, do enredo “A ópera dos malandros”. A agremiação, entretanto, apesar de todo o favoritismo e do belo desfile, terminou na quarta colocação, quando muitos apostavam no título. A escola perdeu pontos importantes no quesito alegorias e adereços, por conta de um apagão na iluminação do carro abre-alas.

Desde 2009 sem conquistar o campeonato (com o tema “Tambor”), a vermelho e branco aposta agora no enredo “A divina comédia do carnaval”, desenvolvido pelos carnavalescos Renato e Márcia Lage, e baseado no poema “A divina comédia”, de Dante Alighieri. Os autores do samba garantem: o de 2017 é do mesmo nível, ou superior, ao deste ano.

— Acho mais bonito que o anterior. É gostoso de cantar e tem uma letra fácil. Vai pegar, assim como o do malandro batuqueiro — acredita Guinga do Salgueiro.

Marcelo Motta, o maior vencedor de disputas de samba do grupo, com seis conquistas, explica que é difícil comparar as duas obras. Mas comenta que os compositores sentiram o peso do sucesso alcançado no carnaval de 2016.

— Nosso desafio era superar o que fizemos, e acho que conseguimos. Estão dizendo que atingimos um nível igual ou maior em relação ao samba deste ano. Mas cada um tem sua proposta. São enredos diferentes, é difícil comparar. Essa é uma das parcerias mais completas da qual já fiz parte. Inclusive no que diz respeito à amizade entre os componentes. Vamos brigar mais uma vez pelo título do carnaval — garante Motta.

A presidente do Salgueiro, Regina Celi, também mostra otimismo.

— Que o samba de 2017 seja um novo “Explode coração” — torce a mandatária, referindo-se ao enredo de 1993, “Peguei um ita no Norte”, que valeu o título para a escola e deixou eternizado o refrão “Explode coração, na maior felicidade, é lindo o meu Salgueiro, contagiando, sacudindo essa cidade”.

Da poesia à canção. Na Unidos da Tijuca, a influência negra no cenário musical dos Estados Unidos será contada no enredo “Música na alma, inspiração de uma nação”, da comissão formada por Annik Salmon, Hélcio Paim, Marcus Paulo e Mauro Quintaes.

Desde já o desfile da escola é um dos mais comentados por causa da expectativa pela presença de Beyoncé na Sapucaí. Ela será homenageada em uma ala com 140 integrantes. Como a demanda para estar perto da cantora é grande, um concurso está sendo realizado para eleger os membros do setor (há mais de 400 inscritos).

E o samba, composto por Totonho, Fadico, Josemar Manfredini e Dudu, com participação especial de Sérgio Alan, convida todo mundo para chegar mais e sambar com a agremiação: “Chega my brother... Vem ver. A batucada é de enlouquecer”, diz parte do refrão. Em uma homenagem à música americana, o inglês não poderia ficar de fora...

— A ideia de colocar o my brother foi do Dudu. Tive algumas dificuldades com a sinopse, pois havia muitas palavras em inglês e eu não domino o idioma — conta Fadico. — Tínhamos uma melodia no refrão e ele veio com o “Chega my brother”, dizendo que era maneiro, acolhedor. No início, o presidente (Fernando Horta) achou que era uma maluquice. Mas depois se rendeu.

Segundo Totonho, o refrão final é o que mais toca o torcedor da Tijuca. Diz assim: “Com samba no pé, nós vamos à luta, tô na boca do povo, meu nome é Tijuca”. Vencedor de seis sambas-enredo, este é o segundo que ele ganha em parceria com o filho Dudu.

— É um compositor melhor do que eu. Está quilômetros na frente — diz Totonho com orgulho. — Nasci na Praça Saens Peña, jogava bola no Borel, sempre frequentei a quadra quando ela era no morro.

O amor pela escola foi transmitido para o filho.

— A Tijuca já tem uma marca, é esperada na avenida. O enredo ficou muito bom e com certeza iremos transmitir muita alegria — aposta Dudu.

No último carnaval, a Unidos da Tijuca conquistou o vice-campeonato, atrás da campeã, Mangueira, por apenas um décimo.

INSPIRAÇÃO NAS GLÓRIAS DO PASSADO

Depois de ameaçar não desfilar em 2017 por conta de uma dívida de R$ 1,5 milhão com um fornecedor, a Vila Isabel anunciou no início do mês passado que estará presente na Sapucaí. A agremiação fez um acordo com o credor, que receberá o pagamento em parcelas mensais de R$ 10 mil. Para deixar de vez a crise de lado, a escola busca inspiração nas glórias do passado.

No enredo do carnavalesco Alex de Souza, “O som da cor”, a azul e branca vai mostrar a origem africana dos ritmos musicais. O samba vencedor veio da parceria de Artur das Ferragens, Gustavinho Oliveira, Danilo Garcia, Braguinha e Rafael Zimmermann.

— O enredo conta a história dos ritmos que surgiram na África — diz Artur das Ferragens, pentacampeão de samba pela Vila Isabel.

Não é a primeira vez que o continente é enredo da agremiação. Em 1988, “Kizomba, festa da raça”, de Rodolpho, Jonas e Luiz Carlos da Vila, trouxe o primeiro título para a escola com um samba sobre a luta pela abolição dos escravos. A canção foi defendida na avenida no ano do centenário da assinatura da Lei Áurea.

No enredo de 2017, os compositores fizeram questão de lembrar o feito nos versos do refrão: “Ôô, Kizomba é a Vila, firma o batuque no som da cor”.

— Acho que essa homenagem que fizemos ao “Kizomba”, nosso maior carnaval, vai emocionar. Os versos serão muito cantados. É um samba valente, com a cara da Vila. Fizemos pensando na voz do nosso intérprete, Igor Sorriso — conta Gustavinho Oliveira, campeão de samba pela primeira vez em sua “escola do coração”, como ele mesmo diz (já havia vencido na Unidos da Tijuca em 2014 e 2015).

Para Rafael Zimmermann, “Kizomba” foi o ápice da Vila.

— Espero que a gente consiga trazer um pouco daquele desfile. É a oportunidade de reviver um pouco do melhor momento da escola — opina Zimmermann, que, assim como Gustavinho, fez sua estreia como vencedor de samba na azul e branco. — Toda essa nostalgia caiu como uma luva no momento de crise atual. Mas a verdade é que todas as escolas estão passando por problemas. A Vila só expôs.

Solidários com a situação delicada da escola, os autores do samba anunciaram que vão ajudar a agremiação:

— Vamos doar 33% da premiação pela composição do samba (direitos de imagem, arena, venda de discos e transmissão de TV) para a escola. Acho que tudo isso que vem acontecendo serve para unir a comunidade. É um incentivo a mais, que fez a escola ganhar força — comenta Artur das Ferragens.

Source : Globo Online | 2016-11-10 06:30:00.0

RIO - Na voz de Martinho da Vila, a mulher chega em casa massacrada pelo peso do trabalho, dos problemas. A dureza da vida se expõe ali, em tintas de um realismo cotidiano: “Tô cansada, tô debilitada/ Tive que ralar depois do expediente/ Matutamos, discutimos, planejamos pra solucionar/ Uma questão pendente”. Aos poucos, o canto dolente amolece as palavras numa ducha morna, num pedido de colo, e desemboca, cheio de malícia e esperança, no verso que dá título à música: “Amanhã é sábado/ Vai ter tempo quente, amor/ Amanhã é sábado/ Serei imprudente, amor/ Amanhã é sábado/ Te farei candente, amor”. O caminho da realidade pesada à leveza da promessa de futuro, sintetizado em “Amanhã é sábado”, é a linha central que guia o novo disco do compositor de 78 anos — como expõe seu título, “De bem com a vida” (Sony).

— O Brasil tá meio baixo astral. Nosso momento político tá muito complicado — avalia o compositor. — Pensei muito nisso quando estava fazendo o disco, a gente que é de criação sempre acaba sendo influenciado pelas coisas à nossa volta. Eu quis então fazer um disco contra isso, um disco pra cima. Já tinha “De bem com a vida” (“E o porvir?/ Porvir está por vir/ E o futuro?/ O futuro se constrói hoje com muito mais verdade”).

De bem com a vida: Ouça a faixa-título

“De bem com a vida” é o primeiro disco com uma leva de inéditas de Martinho desde 2007. Sete das 14 faixas nunca foram lançadas, outras foram gravadas por artistas como Roberta Sá (“Amanhã é sábado” está no álbum mais recente da cantora, de 2015) e Simone (“Saravá! Saravá!”, em 2004, e “Danadinho danado”, em 1995) ou por ele mesmo, no passado, como “Choro, chorão” e “Muita luz”. Atravessando o disco, o sentimento sintetizado no clássico “Canta canta, minha gente”: “A vida vai melhorar”. Esse caráter “pra cima”, como descreve o compositor, aparece já no título de algumas canções, como “Saravá! Saravá!”, “Muita luz”, “Alegria, Alegria minha gente!” (feita para sua filha Alegria) e a faixa-título. E nos versos de outras. “Sou brasileiro”, por exemplo, expõe o desejo de um futuro melhor para o país (“Alô Brasil/ Quando é que vai se superar/ Da bola ser campeão/ Pra gente comemorar/ Crescer com isonomia/ Lustrar a Democracia/ Do mundo ser o celeiro/ Na ONU ter bom conceito/ Pro povo bater no peito e gritar/ Sou brasileiro”).

Musicalmente, a esperança de Martinho se sustenta sobre a crueza delicada de violão, cavaquinho e percussão. Apenas “Muita luz” foge desse formato, trazendo a participação de João Donato (teclado), Jorge Mautner (violino, com direito a citação a “Jesus alegria dos homens”, de Bach) e Arthur Maia (baixo). A ideia da sonoridade mais enxuta surgiu a partir das apresentações que Martinho fez em 2015 dentro da série Inusitado, idealizada por André Midani, que acabou se tornando o produtor de “De bem com a vida”.

— Fiz o show eu e eu mesmo — brinca Martinho. — Gostei daquilo e pensei num disco assim. Mas ao vivo é outra coisa, tem outros atrativos, não é só o som. No disco, ia ficar pobre. Então a ideia foi um disco só de violão e cavaquinho, tinha até nome: “Martinho violão e cavaquinho”. Depois, foi evoluindo e chegou no “De bem com a vida”.

A abertura guarda esse conceito original. “Escuta, cavaquinho!”, parceria de Martinho com Geraldo Carneiro, traz o violão falando para o cavaquinho (“Que somos seres que se amam tanto/ E que misturaram alegria e pranto/ Eu violão, você cavaquinho/ Eu na canção, você no chorinho”). As outras o compositor escolheu pinçando pérolas pouco lembradas de seu baú e inéditas dentre as que fez nos últimos anos, quase todas finalizadas recentemente, como “Alegria, Alegria minha gente!”:

— No Inusitado, tinha uma hora em que cantava as músicas que fiz para meus filhos, e Alegria era a única que não tinha. Midani disse: “Trata de fazer”.

Ele lembra a origem de outras:

— “Muita luz”, minha e de Donato, é uma regravação (de 1985). Ele me chamou pra tomar umas na casa dele, mas eu já tinha tomado na véspera, não ia beber mais. Cheguei e, quando ele me ofereceu algo, eu disse: “Aqui não entra mais bebida, só muita luz”. E começou a sair “Muita luz” daí. Já “Daqui, de lá e de acolá” fiz com Francis (Olivia Hime também é uma das autoras) pra abrir um show em Luanda, então cantamos essa proximidade entre Brasil e Angola.

A rota Brasil-África é feita também em “Do além” (de Arthur Maia e Martinho), como deixam claros o batuque e o coro já na sua abertura. A letra aprofunda a mestiçagem: “Então misturei coladeira com samba/ Tirando onda e dançando kizomba/ Lembrei de uma noite casa de bamba”. Além da referência à “Casa de bamba”, outro clássico de Martinho é citado no disco, de forma menos direta:

— Fiz duas músicas que partem de “Disritmia”. Uma é “Desritmou”, com Carlinhos Vergueiro, sobre um amor antigo que volta desritmado (“Marcamos um novo encontro/ Tentamos recomeçar/ Porém quando nos beijamos/ Eu não senti mais nada”). Outra é “Amanhã é sábado”, na qual imaginei como seria se quem chegasse em casa cansado fosse a mulher.

O outro convidado do disco é Criolo, que participa de “De bem com a vida” e “Alegria, Alegria minha gente!”.

— Como o disco tinha muita coisa falada, meu filho Preto sugeriu Criolo — conta Martinho.

Martinho tem outros parceiros no álbum — Ivan Lins, Zé Catimba, Marcelinho Moreira, Fred Camacho e Sereno. E há mais parcerias na fila. João Bosco e ele ficaram de se encontrar pra fazer algo para o próximo disco do mineiro. Hamilton de Holanda e ele têm planos de compor juntos, e há novas com Moacyr Luz para sair. Mas a maciez com que as canções saem da boca de Martinho não reflete o quanto ele pena para escrever hoje:

— Fazer letra é uma tortura. Melodia é bem mais fácil. Na melodia você tem uma variedade enorme de caminhos com as notas, mas na letra você tem um vocabulário que não é tão vasto. Poesia é achar a palavra certa. E é cada vez mais difícil. Tem músicas minhas que não faria hoje, como “O pequeno burguês”, não gosto de umas rimas... Mas que bom que eu fiz, né? Fera foi Noel Rosa. Morreu com 26 anos, se vivesse mais dez ia ter feito tudo. Não ia precisar nem de mim, nem do Chico, de ninguém.

O DISCO NOVO, FAIXA A FAIXA

1- “Escuta, cavaquinho!” (Martinho/ Geraldo Carneiro).

Declaração do violão para o cavaquinho, pensada para a ideia inicial do álbum.

2- “Choro chorão” (Martinho).

Martinho canta que só chora “pela vitória, pela beleza e quando estou feliz da vida”, no choro de 1976.

3- “Danadinho danado” (Zé Catimba/Martinho).

Lançada por Simone em 1995, a música traz a típica sensualidade que o compositor mostra em alguns de seus clássicos.

4- “Amanhã é sábado” (Martinho).

Feita para Roberta Sá, a canção parte da ideia de “Disritmia”, mas desta vez é a mulher que chega em casa cansada.

5- “Samba sem letra” (Martinho/ Marcelinho Moreira/ Fred Camacho).

O ponto de partida foi a angústia de Martinho com a gaveta cheia de sambas sem letra.

6- “Desritmou” (Carlinhos Vergueiro/ Martinho).

Outra inspirada em “Disritmia”, fala de um amor antigo que, quando volta, se mostra um erro.

7- “Do além” (Arthur Maia/ Martinho da Vila). Música de reverência à África na letra (“continente onde eu me encontrei”, Martinho canta) e no batuque.

8-“Daqui, de lá e de acolá” (Francis Hime/ Olivia Hime/ Martinho). Composta para abrir um show em Luanda, fala da proximidade entre Brasil e Angola.

9-“Saravá! Saravá” (Ivan Lins/ Martinho). Outra lançada pro Simone (em 2004), a parceria da dupla aborda a religiosidade de uma perspectiva ecumênica.

10-“Muita luz” (João Donato/ Martinho).

A música foi lançada em 1985. Única do disco que foge do formato violão, cavaquinho e percussão.

11-“Alegria, Alegria minha gente!” (Martinho).

Homenagem de Martinho à filha Alegria, de 16 anos. Criolo está na faixa, feita para o show Inusitado.

12-“De bem com a vida” (Martinho).

Criolo também está na otimista faixa-título. Martinho a compôs como resposta ao “baixo astral” da política brasileira hoje.

13-“sou brasileiro” (Martinho).

A ufanista composição, que cobra a melhora do país, cita duas paixões de Martinho, o Vasco e a Vila Isabel.

14-“Gratidão musical” (Sereno/ Martinho).

Samba-enredo que traz uma bateria de escola de samba camerística na percussão de Gabriel Policarpo.

Source : Globo Online | 2016-08-07 10:14:21.0

RIO - Nascido e criado no Morro do Cantagalo, em Copacabana, Emilson Bernardes sempre teve uma inclinação para as artes. Em busca de oportunidades na juventude, conseguiu uma vaga num projeto social de dança que era realizado na comunidade.

- Fui me dedicando e aproveitando todas as oportunidades que grandes profissionais do mundo da dança aqui no Brasil me ofereceram. Eles contribuíram para o meu crescimento profissional e me projetaram para novos desafios - comenta Emilson.

Após muita luta, ele foi convidado a participar de um projeto de dança de salão na companhia do bailarino Antônio José Silva Gomes, o famoso “Antônio Carioca”. Ao final da empreitada, recebeu o diploma de dançarino e nunca mais parou.

- Logo recebi um convite para dar aulas e trabalhar com shows em Praga, na República Tcheca, onde vivo atualmente. Lá fundei a minha companhia de dança, Caribiana, da qual sou bailarino e coreógrafo. Mas, até chegar onde estou, passei por muita dificuldade de adaptação: língua nova, uma nova cultura, saudade da família. Tive que abdicar de ver meus filhos crescerem para ir em busca do meu sonho de viver da minha arte. Valeu a pena - garente Emilson.

O bailarino está no Rio para dar um worshop de samba, zouk, kizomba e semba, ritmos africanos. As aulas serão neste sábado e neste domingo e no próximo sábado, no estúdio de dança Marquinhos Copacabana, em Copacabana.

SERVIÇO

Workshop de samba: 25/06 (sábado), das 14h às 17h
Workshop de zouk: 26/06 (domingo), das 14h às 17h
Workshop de semba e kizomba: 02/07 (sábado), das 14h às 17h
Endereço: Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 427, sala 301
Telefone: (21) 2548-7755/2256-1956

Source : Globo Online | 2016-06-24 17:57:13.0

Links : Bandas e Artistas de Kizomba

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