Dança Africana

Notícia : Dança Africana

Arquiteto do movimento

Coreógrafo do Balé Folclórico da Bahia e do Bando de Teatro Olodum, Zebrinha planeja fundar a primeira companhia de dança contemporânea do Benim, na África As 80 mulheres que se reuniram num pequeno teatro no centro de Kigali, capital de Ruanda, em 2011, exibiram as cicatrizes do massacre que vitimou cerca de 800 mil pessoas no país (um genocídio perpetrado por extremistas étnicos hutus, há 20 anos) com a disposição de quem reconhece, no outro, um ouvinte. (webremix.info)


Vizinha mais charmosa de Cancún, Playa del Carmen combina compras e belas praias no México (webremix.info)


Vida de empreguete: Gisele Alves vai de Zuleika a Zuleika em ‘Flor do Caribe’ e ‘Em família’

Gisele Alves, atriz da novela "Em família" - Divulgação/ Marcelo Correa

RIO - Empregada e parceira de confiança de Branca (Angela Vieira), a Zuleika de “Em família” atua quase como uma cúmplice nas tramoias da madame. Para a atriz Gisele Alves, o processo de criação da personagem, ainda que seja pequena, foi dureza. É que pouco antes, em “Flor do Caribe” (2013), sua estreia em novelas, ela já havia interpretado uma empregada. Que também se chamava Zuleika.

— O nosso trabalho é dar uma personalidade diferente a cada personagem, mas é ainda mais difícil quando se tem as mesmas ferramentas. As duas são empregadas, trabalham em casa de família rica, têm o mesmo cabelo, uniforme... Tive que ir buscar nas coisas mínimas. No começo enlouqueci, mas depois relaxei porque estava tão preocupada em fazer diferente que não focava no presente — explica.

Gisele começou a carreira com o balé, e entrou no teatro porque “bailarina tem vida curta, o corpo não aguenta”. Acabou se encantando também.

— Faço canto, dança, toco piano... No Brasil a gente tem essa mentalidade que só pode fazer uma coisa. Em Nova York as pessoas fazem tudo e isso é superválido — opina Gisele, que tem vontade de estrelar um musical: — É um sonho. É o que junta tudo.

E Gisele ainda fez faculdade de Jornalismo e já teve até uma longa experiência no ramo: ela foi repórter do “TV Fama”, da Rede TV!, durante três anos. A atriz garante que passou a se considerar uma atriz melhor depois desta experiência profissional:

— Quando você entrevista alguém, nunca sabe o que vem de resposta. É preciso ter raciocínio rápido e isso ajuda na atuação.

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Filme mostra o caminho do time da Samoa Americana em busca de vaga na Copa

LONDRES — A seleção da Samoa Americana, arquipélago da Polinésia que pertence aos EUA, não se classificou para a Copa do Mundo de 2014 e ocupa apenas a posição número 198 do ranking da Fifa, entre 207 possíveis. Durante 10 anos, eles foram os últimos colocados. Em 2001, eles sofreram a pior derrota do futebol internacional, ao perder de 31 a 0 para a Austrália. Espécie de Íbis do futebol mundial, a equipe teve registrada sua campanha para o torneio no Brasil no documentário "Next goal wins". Ainda sem título oficial em português - os produtores ainda buscam distribuidora por aqui -, seria algo como "O próximo gol é uma vitória", coerente para quem balançou a rede apenas duas vezes em um intervalo de 17 anos.

— O documentário surgiu com o único propósito de registrar o espírito que motivava esses jogadores a retornar para um segundo tempo apesar de estarem perdendo por 16 a 0 — conta ao GLOBO um dos dois diretores do filme, o cineasta britânico Steve Jamison (leia entrevista), que viu sua obra ganhar quatro estrelas em revistas de cinema como "Empire" e "Total Film" e no jornal "The Guardian".

O primeiro trecho do filme mostra os esforços da equipe nos Jogos do Pacífico, destinados aos países situados ao sul daquele oceano. No final da competição, cinco derrotas em cinco partidas, 26 gols sofridos e nenhum marcado.

— Em uma partida, contra as Ilhas Salomão, eles celebraram com uma haka (dança típica reproduzida por jogadores de rugby da Nova Zelândia) no intervalo, pois haviam passado o primeiro tempo sem levar um gol. Como disse um dos jogadores aquele dia: "Você precisa celebrar as coisas pequenas da vida, é o que a torna ótima!" — conta o diretor, que assina o filme com Mike Brett.

A confederação local então buscou auxílio na Federação de Futebol dos Estados Unidos. Com isso, em 2011 é enviado para comandar a equipe o técnico alemão e linha-dura Thomas Rongen, com a missão de evitar um vexame nas eliminatórias para a Copa no Brasil. Dentre os destaques do time estão o goleiro, Nicky Salapu, o mesmo da derrota para a Austrália, e Jaiyah Saelua, dançarina transgênero que atua como zagueiro nas horas vagas.

— Ela fez história como a primeira transgênero a disputar uma partida oficial da Fifa. Em Samoa, é respeitada como um jogador do time, independentemente de seu gênero ou de sua opção sexual. Clubes profissionais precisam entender e celebrar histórias como a de Jaiyah, caso eles queiram criar um ambiente que não discrimine seus atletas.

Em seguida à chegada do novo técnico, é iniciada a preparação em busca de uma missão inédita: ficar em primeiro em um quadrangular contra as seleções de Tonga, das Ilhas Cook e da arquirrival Samoa. O primeiro colocado disputaria com a Nova Zelândia o direito de participar da repescagem contra a seleção de pior campanha da Concacaf (Confederação das Américas Central e do Norte e Caribe), o México.

Apesar de a ausência da Samoa Americana na Copa revelar o desfecho da campanha, o longa deverá fazer muita gente torcer pela equipe ao longo dos 97 minutos da produção. "O filme me fez comemorar um gol de futebol pela primeira vez na minha vida", afirmou o jornalista Mark Kermode em crítica publicada no jornal inglês "The Observer".

‘QUERÍAMOS ACHAR A FORMA MAIS PURA DE FUTEBOL’

Diretor britânico diz esperar que documentário ajude a seleção do arquipélago a ter uma torcida maior nas eliminatórias para 2018

Como surgiu a ideia?

Como fãs de futebol, sabíamos da derrota história da Samoa Americana para a Austrália por 31 a 0, em 2001. Mas essa história só ganhou nossa atenção em 2011, quando passamos a discutir sobre onde podíamos encontrar a forma mais pura de futebol. O nosso produtor nos lembrou do time de Samoa Americana. Apesar de perderem todos os jogos, eles deviam amar o jogo mais do que qualquer outro.

Por quanto tempo vocês acompanharam a equipe?

Encontramos o time pela primeira vez em agosto de 2011, enquanto eles treinavam para os Jogos do Pacífico Sul, as primeiras partidas oficiais deles em quatro anos. Muitas ilhas do Pacífico são tão remotas que fica muito caro para os times viajarem para competições internacionais, por isso a evidente falta de prática. Vimos eles perderem cinco jogos em seguida, levando 26 gols. Gastamos dois anos editando mais de 300 horas de filmagens. É incrível termos escolhido filmar os seis meses mais empolgantes da história do time.

Como os jogadores reagiam à presença de vocês?

Uma das coisas mais belas da Samoa Americana é que eles estão isolados das várias camadas de mídia a que temos acesso no Reino Unido. A consequência disso é que os jogadores não pareciam conscientes da nossa presença, pois eles não eram influenciados pelo tipo de registro que queríamos fazer. Tomamos cuidado para não mostrar para eles o que registrávamos, para manter essa mágica.

E o que o novo técnico disse ao saber que o trabalho dele seria filmado?

Quando o Thomas (Rongen) chegou, ficamos com medo de ele proibir as filmagens. Felizmente para nós, ele não pensava dessa forma. Em vez de nos ver como uma distração, ele nos interpretou como um fator motivacional para o time. Caso eles fizessem algo histórico, nós estaríamos lá para capturar o momento.

A goleada para a Austrália ainda os assombrava?

Quase todos os jogadores eram muito novos para lembrar da partida, mas sem dúvida era uma história conhecida na ilha e a experiência havia sido dolorosa para o (goleiro) Nicky, o único atleta presente naquele dia ainda em atividade. Não conhecemos ninguém que ame futebol como o Nicky, o homem que mais vezes foi ao fundo do próprio gol buscar uma bola na história.

Você continua acompanhando a seleção?

Por ser muito caro sair da ilha, o time não voltou a jogar após 2011. Mas eles pretendem investir em treinamento para tentar chegar à próxima Copa. Para as últimas seleções no ranking da Fifa, as eliminatórias começam três anos antes do próximo torneio. A qualificação para a Copa da Rússia já começa logo ao fim do campeonato no Brasil. Espero que desta vez eles tenham uma torcida maior acompanhando seus esforços.

(webremix.info)


Confira a programação da Casa O GLOBO

RIO - A Casa O GLOBO é aberta ao público e faz parte da programação do Parque da Bola, um festival montado em 20 mil metros quadrados dentro do Jockey Club, que funciona diariamente das 12h30m às 21h30m, até 13 de julho. Os ingressos para o Parque custam R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada). Sócios do Clube Sou+Rio podem trocar suas vantagens por ingressos. Saiba mais em clubesoumaisrio.com.br.

A Casa possui salas com projeções de vídeo e jogos interativos, mais lounge, auditório com capacidade para 80 pessoas, além de uma área vip com terraço.

Confira a programação do auditório:

Quinta – 12/6 (Estreia do Brasil - Casa aberta ao público, sem programação no auditório)

Sexta – 13/6 (Casa aberta ao público, mas o auditório estará fechado)

Sábado – 14/6

14h às 18h30: Colônia de férias Deborah Colker. O espaço se transforma em uma miniescolinha de artes, que mistura dança, música, literatura, artes plásticas, teatro, culinária e circo.

Domingo – 15/6

14h às 17h: Campeonato de futebol de mesa, modalidade dadinhos

19h às 21h30: Cineclube Cinefoot. Evento vai exibir cinco curtas: "O primeiro João", sobre Garrincha; "Gaúchos canarinhos"; "Partida internacional"; "El otro superclasico"; "Mauro Shampoo - jogador, cabeleireiro e homem". Em seguida, haverá bate-papo sobre os filmes comAntônio Leal (Diretor do Cinefoot)

Segunda – 16/6 (Casa aberta ao público, mas o auditório estará fechado)

Terça – 17/6 (Jogo do Brasil – Casa aberta ao público, sem programação no auditório)

Quarta – 18/6

Programação ainda não está fechada

Quinta – 19/6

15h às 17h30: Mesa-redonda com fotógrafos que já cobriram Copas do Mundo, como Orlando Abrunhosa e Sebastião Marinho. Custódio Coimbra, do Globo, será o mediador

19h: Show do grupo Bom Gosto

Sexta – 20/6

15h às 17h: Moda e futebol batem um bolão!, Exibição do documentário sobre a criação do primeiro uniforme verde e amarelo da seleção brasileira, seguida de bate-papo com a consultora de moda Paula Acioli

20h às 21h30: Exibição da série "Seleção Brasileira - Paixão de um povo", que mostra como nasceu a ideia da seleção brasileira, a conquista do tri no México. E a primeira Copa conquistada pelo Brasil, em 1958, na Suécia. Depois, haverá bate-papo com Luiz Carlos Barreto e Paula Barreto

Sábado – 21/6

14h às 18h30: Colônia de férias Deborah Colker. O espaço se transforma em uma miniescolinha de artes, que mistura dança, música, literatura, artes plásticas, teatro, culinária e circo.

19h às 21h30: Bar da Eva e Canal 100, com a exibição de filme sobre o Botafogo dos anos 60

Domingo – 22/6

15h às 16h: Azeite, uma paixão nacional. Alexandra Prado Coelho, crítica de Gastronomia do jornal Público, de Portugal, bate papo com o azeitólogo Marcelo Scofano. Em seguida, haverá degustação

19h: Exibição do filme "Fla-Flu, 40 minutos antes do nada", seguida de bate-papo com o diretor Renato Terra e Luiz Antônio Riff

Segunda – 23/6 (Jogo do Brasil – Casa aberta ao público, sem programação no auditório)

Terça – 24/6

20h e 21h: Peça "Samba Futebol Clube" em versão pocket

Quarta – 25/6

Ainda sem programação

Quinta – 26/6 (Casa aberta ao público, mas o auditório estará fechado)

Sexta – 27/6

Ainda sem programação

Sábado - 28/6 (possível jogo do Brasil - programação a confirmar)

14h às 18h30: Colônia de férias Deborah Colker. O espaço se transforma em uma miniescolinha de artes, que mistura dança, música, literatura, artes plásticas, teatro, culinária e circo.

Domingo – 29/6 (possível jogo do Brasil - programação a confirmar)

Segunda – 30/6

19h: Ricardo Leite, Crama

Terça – 1/7

14h às 16h: Lançamento do livro sobre Nilton Santos, e bate-papo com o editor Guilherme Zacone e a jornalista Sandra Moreyra

19h às 20h30: Mesa-redonda com João Máximo, Ruy Castro e Mário Magalhães, que vão falar sobre 'causos' do futebol, como a água 'batizada' oferecida por jogadores argentinos que Branco bebeu e ficou zonzo, na Copa de 1990.

Quarta – 2/7 ( Parque da Bola fechado)

Quinta – 3/7

12h30 às 16h30: Tarde Zico 10, com o lançamento da campanha #jogobonito

16h30 às 18h: Zico convida, um bate-papo entre o Galinho e o jornalista Sérgio Du Bocage

19h às 21h30: Grandes campanhas publicitárias, bate-papo com Luis Cláudio Salvestroni (Agência3) e Sérgio Gordilho (Agência África)

Sexta – 4/7 (possível jogo do Brasil - programação a confirmar)

Sábado – 5/7 (possível jogo do Brasil - programação a confirmar)

14h às 18h30: Colônia de férias Deborah Colker. O espaço se transforma em uma miniescolinha de artes, que mistura dança, música, literatura, artes plásticas, teatro, culinária e circo.

Domingo – 6/7

13h às 14h: Workshop com o cartunista Claudio Duarte

15h às 18h: Campeonato de futebol de mesa, modalidade bola

19h às 21h30: Bar da Eva e Canal 100 exibem o Flamengo da Era Zico

Segunda – 7/7 (Parque da Bola fechado)

Terça – 8/7 (possível jogo do Brasil - programação a confirmar)

Quarta – 9/7 (possível jogo do Brasil - programação a confirmar)

Quinta – 10/7

19h às 21h30: Bar da Eva e Canal 100 exibem o Vasco de Dinamite

Sexta – 11/7

19h às 21h30: Bar da Eva e Canal 100 exibem a Máquina Tricolor

Sábado – 12/7 (possível jogo do Brasil - programação a confirmar)

Domingo – 13/7 (possível jogo do Brasil - programação a confirmar)

(webremix.info)


Morre a poeta americana Maya Angelou, aos 86 anos

NOVA YORK — Maya Angelou, poeta, ativista política e memorialista norte-americana, morreu aos 86 anos nesta quarta-feira, em sua casa na cidade de Winston-Salem, na Carolina do Norte. Marguerite Ann Johnson, que recebeu o apelido Maya de seu irmão, nasceu em Saint Louis, no Missouri, em 1928. Ela se destacou nos anos 1960 durante o movimento pelos direitos civis, ajudando a mudar a sociedade segregada na qual cresceu.

Angelou lançou em 1969 o livro “Eu sei por que o pássaro canta na gaiola”, que descreve de forma lírica sua difícil infância no sul dos EUA, passada no estado de Arkansas. A obra, que tenta desvendar o enigma do ódio racial no país, se tornou uma das primeiras autobiografias escritas por uma mulher negra americana a alcançar o grande público.

Conhecida por suas memórias, que chegaram a ocupar seis volumes, Angelou recebeu do presidente Barack Obama a Medalha Presidencial da Liberdade há três anos. Sua maior exposição pública ocorreu em janeiro de 1993, quando leu seu poema "On the pulse of morning" durante a cerimônia de posse de Bill Clinton, 42º presidente dos EUA, que também cresceu numa zona rural pobre do estado de Arkansas.

A polivalente escritora estudou e ensinou dança em excursões pela Europa e pela África, produziu e estrelou espetáculos na Broadway, escreveu para jornais na África e produziu um seriado para a televisão sobre a negritude na sociedade americana. Em 1964, ajudou Malcom X a estabelecer a Organização de Unidade Afro-americana. Na mesma década, a pedido de Martin Luther King Jr., coordenou a Conferência de Liderança Cristã no Sul.

Seu trabalho também teve influência no cinema e na música. John Singleton usou seus poemas em "Poetic justice" (1993), filme no qual Angelou atuou ao lado de Janet Jackson e Tupac. No ano seguinte, Ben Harper adaptou um de seus poemas na canção "I'll rise", de seu álbum de estreia "Welcome to the cruel world".

A causa da morte ainda não foi determinada, mas sua agente literária, Helen Brann, disse que Angelou estava com a saúde frágil há algum tempo e sofria de problemas cardíacos.

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Percussionista de Niterói vai participar de festival no Canadá

NITERÓI — O mundo vai poder conhecer melhor os ritmos e a ginga brasileira. O percussionista Gabriel Policarpo, criado na Unidos do Viradouro e discípulo do Mestre Ciça, foi convidado para participar, em agosto, do Folklorama, festival de música, dança e culinária, realizado no Canadá. O convite se estendeu a mais dez participantes da Orquestra de Ritmos, idealizada por Policarpo e composta por alunos formados pelo projeto Batuquebato.

A Orquestra de Ritmos surgiu em 2013, quando o músico percebeu o talento e a dedicação de alguns alunos do Batuquebato. Policarpo desenvolveu um método de ensino próprio. O “bossa de mão” combina teoria e técnica musical a fim de possibilitar improvisações dos participantes, que tocam surdos, chocalhos, tamborins, repique e outros instrumentos típicos de escola de samba. Segundo ele, a técnica de ensino não é engessada, o que possibilita a percepção das aptidões de cada um. No Canadá, a produção do festival já recebeu um material didático para que as pessoas inscritas comecem a estudar.

— Essa é uma orquestra contemporânea. Ela causa impactos por onde passa, principalmente, por causa da mistura de ritmos, da elaboração dos arranjos e, claro, do talento dos músicos — diz Policarpo.

Eles não tocam só marchinhas de carnaval. É grande influência de diferentes ritmos brasileiros, como afoxé, baião, frevo, além de composições próprias. As apresentações da Orquestra de Ritmos ganham intervenções de música eletrônica e projeções de imagens que se relacionam com os sons.

— Mudei meu horário de trabalho só para frequentar as aulas. Nem acreditei quando fui convidada para ir ao Canadá pela Orquestra de Ritmos — conta Marina Eboli, que toca chocalho.

Dos cerca de 80 alunos, quase metade é de Niterói. Mas até uruguaio, que toca conga, participa das aulas. O baiano, Boka Reis, está no Rio há dois anos e depois que participou de sua primeira aula no Batuquebato nunca deixou o grupo.

— O Gabriel é muito sincero com a música, ele se entrega e aí todos os resultados aparecem – disse Boka, que toca timbau e vai ficar como um dos responsáveis pelo Batuquebato enquanto o grupo estiver viajando.

O Canadá não é a única viagem internacional de Policarpo. Junto com Bernardo Aguiar, ele formou o Pandeiro Repique Duo e levou os ritmos brasileiro à países na África, América do Sul e Europa. Os dois gravaram o primeiro álbum de 2012 com a participação de grandes nomes do cenário musical brasileiro, como Yamandú Costa, Nicolas Krassik e Carlos Malta.

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Exposição no MAR reúne Le Corbusier a Josephine Baker

RIO - Existem fatos que parecem ficção. Foi isso que pensou o curador Inti Guerrero ao tomar conhecimento do encontro, no Rio de Janeiro de fim dos anos 1920, de duas personalidades da arte e da cultura da época: a dançarina americana Josephine Baker (1906-1975) e o arquiteto suíço Le Corbusier (1887-1965). Nomes de vanguarda em suas áreas de atuação, Josephine e Le Corbusier eram ambos radicados na França, mas foi preciso atravessar um oceano, em navios distintos, para se conhecerem e, de certa forma, demonstrar que fatos que parecem ficção também dão boas ideias para exposições. Como “Josephine Baker e Le Corbusier no Rio: Um caso transatlântico”, com curadoria dos colombianos Guerrero e Carlos Maria Romero, em cartaz até o dia 17 de agosto no Museu de Arte do Rio — MAR.

A ideia era confrontar o pensamento do fundador da arquitetura moderna com o estilo libertário da dançarina, cantora e atriz, que rompeu padrões de comportamento na época, e, a partir daí, discutir gênero, raça e formalidade nas artes. Para isso, os curadores tentaram fugir de qualquer recorte histórico ou biográfico para, em vez disso, focar no simbólico, naquilo que pode ser ampliado para um debate maior.

— Tenho tentado me interessar por projetos do passado, curiosos ou não tão conhecidos, para a partir deles provocar um entendimento sobre questões da contemporaneidade — diz Guerrero.

Os curadores se debruçaram sobre as teses de Le Corbusier a respeito da funcionalidade dos navios e na comparação entre o desenho das embarcações e o das unidades residenciais urbanas — que, para ele, deveriam ser igualmente funcionais.

— A presença do navio é muito importante na exposição, e se repete bastante. Mesmo porque essas duas personalidades se conhecem no Brasil, mas também têm uma paquera real num navio transatlântico (eles voltam à Europa na mesma embarcação, o Lutetia; uma foto, na exposição, mostra os dois à mesma mesa, num baile à fantasia, no qual foram premiados por suas vestimentas de palhaço).

O visitante que chega à mostra é recebido pela instalação “Enigmas de uma noite com Midnight daydreams” (da série Dream Stations), da artista paulistana Ana Maria Tavares. No fundo da sala, telas que ocupam a parede exibem vídeos com imagens feitas em trajetos de navios transatlânticos como aqueles nos quais Josephine e Le Corbusier viajaram; e, espalhadas pela sala, poltronas semelhantes às de avião fazem uma ponte entre o arquétipo do transporte tecnológico do começo do século XX, representado pelos modernos transatlânticos, e a tecnologia do presente. Nessa primeira sala, ainda, há documentos, fotos, registros da passagem dos dois por aqui, desenhos de Le Corbusier para palestras proferidas na cidade, recortes de jornais, um cardápio personalizado de jantar em homenagem a Josephine, entre muitas peças garimpadas em instituições como a Fundação Le Corbusier, em Paris.

Americano Trajar Harrel faz performance neste sábado

Na segunda sala, numa espécie de teatro de arena, acontecem as performances, um dos destaques da mostra. A série foi aberta com o sul-africano Steven Cohen, que fez uma versão do trabalho “Chandelier”, realizado originariamente em Johannesburgo, no fim dos anos 1990, num bairro da periferia em processo de reforma urbana e gentrificação.

— Cohen se vestiu com um candelabro para percorrer as ruas, imprimindo, num local que era uma favela, um contraste com a ideia do maravilhoso, de uma aparente elegância, do higienizado. Revelou, assim, as tensões desta nova imposição estética, como uma espécie de metáfora para o que seria o futuro nesse local, com uma nova ordem arquitetônica — conta Guerrero.

No MAR, o dançarino vestiu a mesma roupa, ligada à eletricidade, e foi erguido por uma grua, enquanto as luzes da sala se apagavam e um vídeo projetado sobre a parede exibia a sua performance na África do Sul. Hoje, o espaço será ocupado, às 16h, com nova performance, do americano Trajal Harrel. Harrel parte de uma pergunta: o que teria acontecido nos anos 1960 se os dançarinos do voguing — dança surgida no Harlem — houvessem se encontrado com os bailarinos da chamada dança pós-moderna, que tinha na Judson Church, também em Manhattan, uma espécie de templo de suas apresentações? A performance “Twenty looks or Paris is burning at the Judson Church (S)” parte dessa questão, que confronta raças e culturas. Ainda neste mês, no dia 22, às 15h, será a vez da carioca Marcela Levi, e, em 10 de agosto, no mesmo horário, da cabo-verdiana Marlene Monteiro Freitas.

A dualidade abordada pelas performances está no cerne da mostra, mas não como oposição, observa Guerrero:

— Achamos que é mais uma situação neurótica, em que essas duas personalidades convivem e se nutrem uma da outra. Talvez o comportamento humano se encontre sempre nessa dualidade, entre o ordenamento do corpo social e do espaço urbano, e um dia a dia também, catártico, numa combinação do irracional com o racional.

Essa se reflete nas obras selecionadas de artistas contemporâneos como o brasileiro Matheus Rocha Pitta, o italiano Patrizio di Massimo e a francesa Lili Reynaud Dewar. A exposição tem ainda duas submostras: uma sobre Mario Montez, icônico personagem de cineastas e artistas como Jack Smith, Andy Warhol e Hélio Oiticica, com curadoria de Conrad Ventur. E, ainda, “Movimento de arte pornô”, organizada por Fernanda Nogueira, que retrata as iniciativas da Gang do Pornô, em Ipanema, nos anos 1980, remetendo à nudez introduzida nos palcos por Josephine Baker nos anos 1920. Tudo, de certa forma, volta ao tema central: tomar o passado para falar, sem moralismos ou tabus, de questões da contemporaneidade — espaço humano, raça e sexualidade.

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Caribe venezuelano amplia seus aeroportos

RIO - Para fortalecer o turismo em dois dos principais destinos do país, o governo da Venezuela está investindo 120 milhões de bolívares (R$ 42 milhões) na recuperação dos aeroportos das ilhas La Tortuga, a 85 quilômetros da costa do estado de Miranda, e La Blanquilla, a 125 quilômetros do litoral de Margarita. As ilhas ficam no Caribe venezuelano.

No aeroporto da Isla La Tortuga, a capacidade atual será ampliada, com três quilômetros em pistas, um novo terminal para voos internacionais e um píer multimodal para catamarãs e embarcações menores. Antes disso, uma pista provisória, de 200 metros deverá ser concluída até julho. Em La Blanquilla, o novo aeroporto terá 1.200 metros de pistas e um novo terminal turístico. Com as melhorias, as autoridades esperam fazer da ilha um destino complementar à agitada Isla Maragarita.

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(RJ)Programação do Semente tem samba, choro e até música pop africana (webremix.info)


Rosa Magalhães se inspira em artigo do GLOBO para desenvolver enredo

RIO — Chiquinho da Mangueira diz que foi ideia de Rosa Magalhães. Ela, garante que a iniciativa foi do presidente. A troca de gentilezas esconde a origem do enredo “A festança brasileira cai no samba da Mangueira”, mas a inspiração para o desenvolvimento ela revelou. Foi a partir de um artigo publicado no GLOBO em 25 de agosto de 2001, de Affonso Romano de Sant'Anna, que ela criou alegorias e alas para o desfile da escola.

Na época ela leu, gostou, achou que era uma boa história e guardou numa gaveta. Sem muito tempo para arrumações, foi em 2013 que Rosa reencontrou o texto, que agora fica numa pasta sua, recortado e plastificado, no barracão da Mangueira. O artigo fala sobre o livro “Teatro a bordo de naus portuguesas" e aponta que o descobrimento do Brasil foi uma grande festa, com dança e música, e que durante a viagem havia atores para entreter o grupo. No fim Sant’Anna chega ao carnaval, que compara a uma “um misto de ópera pírica barroca, procissão, espetáculo de resistência e celebração dionisíaca”.

— Lê esse último parágrafo — recomenda a carnavalesca. — Não tem tudo a ver com o nosso enredo?

No desfile, a Mangueira começa sua apresentação com as festas religiosas desde o Brasil Colônia. Um época em que, segundo ela, era feriado a cada três dias. Logo atrás será lembrado o sincretismo religioso, cuja maior representatividade é a festa de Iemanjá. Serão lembrados ainda o São João no Nordeste e o festival de Parintins. Esta alegoria vai contar com os bois originais do Garantido e do Caprichoso. A Mangueira encerra sua passagem pela Marquês de Sapucaí representando a diversidade antes de chegar no carnaval carioca.

— O enredo é de fácil leitura e o público vai entender com facilidade. Estamos usando muito as cores da escola, em tons bastante vibrantes — diz ela.

Leia o artigo na íntegra:

Teatro no mar

Livro mostra que vem das caravelas o talento dramatúrgico brasileiro

Você sabia que aquelas caravelas portuguesas que se dirigiam ao Brasil, África e Índia transportavam também atores e músicos com a tarefa de entreter a marujada?

Você havia prestado atenção no fato que na carta de Caminha ele se refere a um gaiteiro que meteu-se a dançar com os índios, "tomando-os pelas mãos, e eles folgavam e riam, e andavam com ele muito bem ao som da gaita. Depois de dançarem, fez-lhes ali, andando no chão, muitas voltas ligeiras e salto real, de que eles se espantavam e riam e folgavam muito"?

Pois esse gaiteiro certamente era da estirpe dos jograis, bobos, truões, chocarreiros, bufões e graciosos, que estavam pelos palcos reais e, curiosamente, nas naus portuguesas que entre o século XV e XVIII ondeavam nos oceanos.

Cada dia estamos aprendendo a refazer conceitos sobre a injuriada colonização portuguesa. Estou dizendo essas coisas porque caiu-me nas mãos um "livrinho" com umas cento e cinquenta e sete páginas, que não foi lançado por nenhuma grande editora, senão pelo Instituto Luso-Brasileiro de História e o Liceu Literário Português. O título é "Teatro a bordo de naus portuguesas" e é obra importante para entendermos a função do teatro na sociedade e melhor reavaliarmos a cultura luso-brasileira.

Seu autor, Carlos Francisco Moura, iniciou suas pesquisas lá em Mato Grosso nos anos de 1970, quando pôs-se a estudar algo que pouca gente diria que tem importância - "O teatro em Mato Grosso no século XVIII".

Mato Grosso, à época do Brasil Colônia, estava na rota do ouro, e em Cuiabá, como em Vila Rica e no Rio de Janeiro, encenavam-se sofisticadas peças em português e espanhol. Curt Lang que, em torno de 1940, iniciou a descoberta e recuperação da música colonial e barroca brasileira, havia registrado tragédias e óperas representadas em Cuiabá entre 1770 e 1795. Estudiosos como Heitor Martins (há cerca de 40 anos lecionando nos Estados Unidos) e Emanuel Araujo, em "O teatro dos vícios", referem-se a peças de Metastásio e Goldoni, representadas nesse período, assinalando que, só em Cuiabá, numa certa ocasião, foram encenadas catorze peças, em português e espanhol.

Pois considerando o teatro em Mato Grosso, Carlos Francisco de Moura constatou que, "a mais de 3.600 quilômetros do mar pela rota das monções, vamos encontrar um navio participando de festejos e representações. Em 1794, para as comemorações do nascimento da Princesa da Beira, os comerciantes da vila se ofereceram para mandar fabricar dois navios de madeira e representar duas óperas".

Na verdade, já com as caravelas de Cabral, desembarcou aqui o teatro. Não apenas o teatro religioso, catequético de Anchieta. Vinha também o teatro encenado nos barcos. Celebravam-se aí autos de Natal à luz de tochas, peças sobre as Onze Mil Virgens ou uma entremez na linha de Moliãre, intitulada "Preciosas ridículas".

Faz muito sentido que a civilização portuguesa, voltada para o mar, levasse nas caravelas uma síntese de seus valores. Como assinala o autor deste estudo, "uma nau era como uma vila flutuante, com 500, 600, 700, 800 e mais pessoas(Ä), população superior a de algumas vilas do Brasil na época".

Poderíamos dizer então que essa relação entre o teatro e o barco dá-se em três espaços:

1 - no teatro propriamente dito, quando são postas em cena galeras de mais de trinta palmos de popa à proa. Gil Vicente, que fundou o teatro português, tematizou várias vezes a idéia de teatro/barco, como na "Tragicomédia da nau d'Amores"(1527);

2 - a partir daí o teatro acompanha os colonizadores e aventureiros, e produzir peças nas caravelas era forma de reencenar o mistério da própria vida;

3 - surge o teatro desembarcado que reativa o símbolo das naus descobridoras .

Fascinante que, além do "teatro a bordo", os lusos exercitassem algo ainda mais insólito, reafirmando que atividades simbólicas são gêneros de primeira necessidade. Diz Carlos Francisco de Moura, no livro que estamos comentando, que "em Marrocos, D. Francisco da Costa escreveu e fez representar, entre os portugueses prisioneiros da batalha de Alcácer Quibir, várias peças reunidas no Cancioneiro de Maria Henriques(Ä) Escritas para animar os companheiros de infortúnio, constituem, segundo Domingos Maurício, uma literatura dramática de cativeiro, na plenitude do termo, isto é, feita e levada à cena por cativos".

Importante para uma reavaliação de nossa cultura colonial e barroca este estudo, assim como os do português Mário Martins ("Teatro quinhentista nas naus da Índia", de1973, e "O teatro nas cristandades quinhentistas da India e Japão", de 1983). Estas redescobertas interessariam também a uma outra pesquisa -- a da carnavalização em nossa cultura. Pois os "carros navais", que existiam nas festas carnavalescas romanas em homenagem à deusa Isis, passaram pelo Renascimento, estão presentes na "Nau dos loucos", de Sebastian Brant (1457), entraram nas caravelas lusas e chegaram até o carnaval brasileiro nos desfiles que são um misto de ópera pírica barroca, procissão, espetáculo de resistência e celebração dionisíaca, exercitando algo inato e imorredouro nos humanos -- a representação.

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Opções variadas levam diversão a banhistas em Ipanema

RIO — Ipanema ganhou dose extra de diversão neste fim de semana, com a intensa agenda cultural e esportiva que o projeto Verão Rio levou ao Posto 10 da praia. Neste domingo, banhistas puderam participar da oficina de percussão com o bloco Me Esquece e assistir ao desfile que a Blue Man promoveu ao ar livre. No fim da tarde, o som do brasiliense Tiago Iorc fechou com chave de ouro o penúltimo fim de semana da iniciativa, que é uma realização do GLOBO em parceria com a Orla Rio, a prefeitura e a Riotur, e com patrocínio de Tresemmé, Pão de Açúcar, Smirnoff e Leite de Rosas. Um cardápio variado de atividades esportivas, como oficinas de vôlei e treino de duatlhon terrestre, completou a programação.

O som de instrumentos como surdo, repique e agogô chamou a atenção de quem passou pelo espaço, montado em frente ao Country Club. Eram cariocas e turistas que aprendiam técnicas de percussão com o bloco do Jardim Botânico.

Segundo Alan Gonzaga, um dos mestres do Me Esquece, a oficina continuará no próximo domingo, às 15h, e os cinco alunos que mostrarem o melhor desempenho serão convidados a participar de uma grande apresentação com ritmistas do bloco, marcada para o mesmo dia, às 16h30.

— Muitas pessoas acham que é difícil pegar nos instrumentos, mas provamos que não é assim. Ritmo é algo natural em todos nós — disse.

Quem esteve no pedaço da praia também pôde conferir com exclusividade o preview da coleção de inverno 2014 da Blue Man. A marca carioca levou às areias 22 looks, com peças inspiradas no universo dos safáris.

— Neste inverno, queria usar estampas de animais na coleção. A inspiração veio da África, com traços do Brasil — disse Thomaz Azulay, diretor criativo da marca carioca, acrescentando que os itens chegarão às lojas já nas próximas semanas.

As amigas Tayane Simas e Simone Esteves passaram pelo espaço e, após experimentarem a sessão de Shiatsu, decidiram ficar para assistir ao desfile.

— Acompanho desfiles de moda na televisão, e foi uma ótima experiência ver as modelos ao vivo, apresentando a moda praia em seu ambiente natural —, disse Tayane.

O treino conhecido como duathon terrestre foi também um dos pontos altos da programação. A atividade foi especialmente oferecida aos sócios do Clube Sou+Rio O GLOBO. O treino, que intercala ciclismo e corrida, trabalha os membros inferiores do corpo, como pernas e glúteos.

— Por ser um exercício aeróbico, é uma boa atividade para quem quer emagrecer — explicou o instrutor Bernardo Tillman, acrescentando que o treino de uma hora é capaz de promover o gasto de pelo menos 600 calorias.

Quem fechou a programação foi o brasiliense Tiago Iorc, que lotou as areias da praia de Ipanema. O cantor e compositor, que possui diversas músicas em trilhas sonoras de novelas brasileias, levou para o palco do Verão Rio um repertório variado. Ele interpretou canções em português e inglês, entre faixas autorais e de outros compositores.

A estudante Gabrielly Carvalho soube por amigos que o cantor faria o show no espaço.

— Não pensei duas vezes antes de vir até aqui. Sou fã do Tiago e sei de cor todas as suas músicas. Não imaginei que poderia vê-lo tão de perto. Foi uma tarde de domingo muito especial para mim —, contou ela.

O Projeto Verão Rio contou ainda com o empréstimo gratuito de cadeiras de praia, barracas de sol e brinquedos para as crianças ao longo de todo o fim de semana. Foi ainda possível fazer penteados no cabelo e provar os drinks oferecidos gratuitamente no fim da tarde.

Mais de 53 mil pessoas já passaram pelo espaço. A iniciativa se estenderá até o próximo fim de semana em Ipanema, com uma intensa agenda de atrações. Na sexta, destaque para o show de Rodrigo Santos, do Barão Vermelho. No sábado, será a vez do DJ Dodô transformar a areia em pista de dança. No domingo, a cantora britânica Jesuton subirá ao palco, fechando em grande estilo a edição 2014 do projeto Verão Rio.

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Ilhas Virgens Britânicas recebem navios de cruzeiro pela porção leste do Caribe

RIO - O segredinho bem guardado da natureza - como as próprias Ilhas Virgens Britânicas se denoninam - verá mais cruzeiristas nos futuros anos. O governo das ilhas assinou um acordo com duas grandes armadoras, a Norwegian Cruise Line e a Disney Cruise Line, com o propósito de aumentar o número de navios que passam pelo arquipélago. As duas empresas devem levar um total de 425 mil passageiros por ano a partir de 2015.

As autoridades portuárias devem investir em infraestrutura ainda neste ano. As Ilhas Virgens Britânicas perderam turistas por não terem docas grandes o suficiente para receber navios gigantescos. Em 2008, receberam 571 mil cruzeiristas. Em 2013, 340 mil.

A Norwegian já oferece oito roteiros, de sete a 21 dias, que incluem o porto de Tortola, ilha onde fica a capital do arquipélago, saindo de Miami ou Nova York. Três navios, o Getaway, o Gem e o Pearl, chegam às Ilhas Virgens Britânicas. O Getaway - embarcação mais nova da empresa com capacidade para 4.028 passageiros - se lança ao leste do Caribe a partir de abril. Essa viagem custa desde US$ 649, num itinerário que sai de Miami e para, além de Tortola, em St. Thomas e nas Bahamas durante sete dias. Os passeios da Norwegian por essa região do Caribe têm paradas também em St. Thomas, nas Ilhas Virgens Americanas; alguns incluem São Cristóvão e Nevis, Antigua e Martinica.

O porto de Tortola é parada rotineira tanto de navios de grandes portes, como o Costa Magica e o Carnival Freedom, e embarcações menores, como da Seabourn, da Regent Seven Seas e da Oceania.

A Seabourn inclui dois portos das Ilhas Virgens Britânicas: Prickly Pear, ao norte de Virgem Gorda; e Great Harbour, em Jost Van Dyke - os roteiros de sete ou catorze dias saem de Philipsburg, em St. Maarten (Antilhas holandesas) ou de Bridgetown (Barbados) - a bordo do Seabourn Spirit, para só 208 passageiros. O roteiro “Caribe exótico em profundidade” passa também por St. Barth, Martinica, São Cristóvão e Nevis e Granada. Os exclusivos passeios custam desde US$ 2.799 para viagens de sete dias.

A Regent usa o porto de Miami como base e, até o porto de Tortola, leva somente o Seven Seas Navigator, renovado em maio de 2012. O navio tem capacidade para 490 passageiros. O roteiro “Joias do Caribe” tem dez dias, sendo duas noites em alto mar e paradas em Turcs e Caicos, Porto Rico, St. Barth, St. Maarten, República Dominicana e Bahamas. As viagens custam desde US$ 5.299 por pessoa e incluem excursões, refeições e outros mimos.

A Oceania inclui o porto de Tortola no roteiro “Segredos do Caribe”, com dez dias de viagem saindo e chegando em Miami. A empresa oferece vários tipos de passeios, como o mergulho no navio naufragado Rhone, visita a Virgem Gorda e tour gastronômico. Outros portos incluídos no roteiro são Antigua, Barbados, St. Barth e St. Lucia. Os pacotes custam desde US$ 2.398.

Um dos maiores navios que passa por Tortola é o Costa Magica, de 2004, com capacidade para 3.470 passageiros. O passeio de sete dias sai de e retorna a Guadalupe, nas Antilhas Francesas, e explora as Antilhas, a República Dominicana e as Ilhas Virgens Britânicas em pacotes desde US$ 699.

Outro grande navio que para no arquipélago é o Carnival Freedom, com capacidade para 2.970 passageiros. Partindo de Fort Lauderdale, o navio faz roteiros de oito dias pela porção oriental do Caribe, parando em Tortola, além de Nassau (Bahamas), Antigua e St. Thomas (Ilhas Virgens Americanas), com saídas em fevereiro e março, desde US$ 469.

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Ilhas Virgens Britânicas recebem navios de médio porte com passeios pela porção leste do Caribe

RIO - O segredinho bem guardado da natureza - como as próprias Ilhas Virgens Britânicas se denoninam - verá mais cruzeiristas nos futuros anos. O governo das ilhas assinou um acordo com duas grandes armadoras, a Norwegian Cruise Line e a Disney Cruise Line, com o propósito de aumentar o número de navios que passam pelo arquipélago. As duas empresas devem levar um total de 425 mil passageiros por ano a partir de 2015.

As autoridades portuárias devem investir em infraestrutura ainda neste ano. As Ilhas Virgens Britânicas perderam turistas por não terem docas grandes o suficiente para receber navios gigantescos. Em 2008, receberam 571 mil cruzeiristas. Em 2013, 340 mil.

A Norwegian já oferece oito roteiros, de sete a 21 dias, que incluem o porto de Tortola, ilha onde fica a capital do arquipélago, saindo de Miami ou Nova York. Três navios, o Getaway, o Gem e o Pearl, chegam às Ilhas Virgens Britânicas. O Getaway - embarcação mais nova da empresa com capacidade para 4.028 passageiros - se lança ao leste do Caribe a partir de abril. Essa viagem custa desde US$ 649, num itinerário que sai de Miami e para, além de Tortola, em St. Thomas e nas Bahamas durante sete dias. Os passeios da Norwegian por essa região do Caribe têm paradas também em St. Thomas, nas Ilhas Virgens Americanas; alguns incluem São Cristóvão e Nevis, Antigua e Martinica.

Nem tantas grandes companhias têm o porto de Tortola como parada rotineira. É mais comum encontrar o destino em roteiros de navios de menor porte, como a Seabourn, a Regent Seven Seas e a Oceania.

A Seabourn inclui dois portos das Ilhas Virgens Britânicas: Prickly Pear, ao norte de Virgem Gorda; e Great Harbour, em Jost Van Dyke - os roteiros de sete ou catorze dias saem de Philipsburg, em St. Maarten (Antilhas holandesas) ou de Bridgetown (Barbados) - a bordo do Seabourn Spirit, para só 208 passageiros. O roteiro “Caribe exótico em profundidade” passa também por St. Barth, Martinica, São Cristóvão e Nevis e Granada. Os exclusivos passeios custam desde US$ 2.799 para viagens de sete dias.

A Regent usa o porto de Miami como base e, até o porto de Tortola, leva somente o Seven Seas Navigator, renovado em maio de 2012. O navio tem capacidade para 490 passageiros. O roteiro “Joias do Caribe” tem dez dias, sendo duas noites em alto mar e paradas em Turcs e Caicos, Porto Rico, St. Barth, St. Maarten, República Dominicana e Bahamas. As viagens custam desde US$ 5.299 por pessoa e incluem excursões, refeições e outros mimos.

A Oceania inclui o porto de Tortola no roteiro “Segredos do Caribe”, com dez dias de viagem saindo e chegando em Miami. A empresa oferece vários tipos de passeios, como o mergulho no navio naufragado Rhone, visita a Virgem Gorda e tour gastronômico. Outros portos incluídos no roteiro são Antigua, Barbados, St. Barth e St. Lucia. Os pacotes custam desde US$ 2.398.

Um dos maiores navios que passa por Tortola é o Costa Magica, de 2004, com capacidade para 3.470 passageiros. O passeio de sete dias sai de e retorna a Guadalupe, nas Antilhas Francesas, e explora as Antilhas, a República Dominicana e as Ilhas Virgens Britânicas em pacotes desde US$ 699.

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Jamaica estuda rever legislação contra gays

KINGSTON - Famosa por suas belas praias, seus atletas super rápidos e a sua cultura descontraída, a Jamaica tem em sua ficha uma mancha negra, no que se refere à legislação homofóbica. Este quadro acaba por afastar muitos viajantes do país, sempre listado entre os piores do mundo para os turistas LGBT. Mas esse quadro pode estar prestes a mudar.

Em setembro do ano passado, em Nova York, durante conferência da ONU, a primeira-ministra Portia Simpson Miller foi alvo de protestos de grupos de ativistas dos direitos dos homossexuais. Tais manifetações são incomuns na Jamaica, onde a homofobia é uma norma cultural. E apesar do estigma associado ao homossexualismo, o movimento em favor dos direitos iguais para lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros está ganhando força. Ela mesmo já havia, durante a campanha, em 2011, defendido mudanças na legislação. O governo diz que planeja fazer um teste implantando uma votação informal no Parlamento sobre o fim da controversa legislação antes do ano legislativo em março, abrindo uma porta para uma revisão da legislação, possivelmente mais adiante em 2014.

Para analistas, a decisão de estabelecer a votação informal vem em bom tempo à medida em que aumentata pressão que a comunidade gay vem exercendo sobre a ilha, que preza a sua imagem internacional mediante à indústria do turismo. Legalmente, não há direitos específicos para a comunidade LGBT na Jamaica. A tolerância Pública vem crescendo, acompanhando uma tendência mundial em que a mídia vem dando atenção nos últimos anos para cobrir questões LGBT, mas a expressão aberta da homossexualidade ainda é desaprovada por lá.

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(RJ)Afoxé Filhos de Gandhi-Rio desfila dia 20 na Gamboa (webremix.info)


Resort em Dorado Beach traz Porto Rico de volta ao mapa do turismo de luxo

SAN JUAN - Talvez você ainda não tenha ouvido falar de Dorado Beach, mas esse canto de Porto Rico é um lugar cheio de histórias interessantes. A começar por sua localização. Dorado Beach fica a menos de uma hora de San Juan, capital da ilha porto-riquenha. É uma linda praia de areias douradas e águas azuis, com condomínios e resorts de luxo. Um deles, com o mesmo nome da praia, foi reinaugurado há um ano como um Ritz-Carlton Reserve.

O novo hotel é tão luxuoso quanto o seu passado. A propriedade, uma antiga fazenda de coco e frutas cítricas, pertencia a Clara Livingston no início do século XX. Herdeira de fazendeiros, vinda de Nova York, Clara era aviadora, e fez sua primeira viagem pilotando um avião em 1927. Entre os hóspedes frequentes de Dorado Beach estava a intrépida Amelia Earhart, grande amiga de Clara e a primeira mulher a atravessar o Atlântico pilotando sozinha um avião, em 1932 - até hoje, Amelia é musa das mulheres que amam viajar sozinhas. Foi de Dorado Beach que ela partiu para seu último voo, em 1937, quando pretendia fazer uma circunavegação. Notícias do ano passado, não confirmadas, dizem que seu o avião, um Lockheed Electra, teria sido encontrado perto de Kiribati, no Pacífico Sul.

Veja fotos de Dorado Beach no passado e no presente

No final da década de 1950, Laurance S. Rockefeller, financista da terceira geração da família e também aviador, comprou Dorado Beach de Clara. Ambientalista, Rockefeller transformou o lugar em um refúgio de inverno para a família, e também em um resort ecológico, muito antes de sustentabilidade ser assunto de mesa de bar - ele é considerado um dos inventores do ecoturismo. Entre os hóspedes ilustres dessa época estão Elizabeth Taylor, Ava Gardner, Joan Crawford, Joe DiMaggio e os presidentes americanos Dwight D. Eisenhower e John F. Kennedy.

Porto Rico é o segundo destino caribenho mais visitado pelos americanos em busca de luxo, perdendo somente para as Bahamas, segundo uma pesquisa de 2013 feita em parceria pela Resonance Consultancy e o Luxury Institute. O resort do grupo Ritz-Carlton é o segundo com o selo Reserve (o primeiro fica em Phuket, na Tailândia; o terceiro será em Bali). Porto Rico está a três horas de voo de Miami ou da Cidade do Panamá, e Dorado Beach pode ser uma escapada luxuosa a dois ou com crianças, cercada de boas histórias.

Dorado Beach. Praia, piscinas e tapas caribenhas

Em Dorado Beach, o Ritz-Carlton Reserve se espalha por 114 apartamentos e suítes ao longo da praia, entre uma vegetação exuberante, preservada desde os tempos de Clara Livingston. Por determinação de Laurance Rockefeller, seguida até hoje, nenhuma construção é mais alta que a copa das árvores.

A maioria dos espaçosos apartamentos tem piscina privativa de frente para todos os azuis do mar. Uma barreira de pedras, construída na época de Rockefeller, faz com que, em parte da propriedade, o mar seja sempre uma piscina. Mas se preferir água doce, além da sua piscininha particular há outras duas, ambas com vista para o mar. A alta temporada é agora. O verão porto-riquenho é época de muito calor, chuvas e, às vezes, furacões.

Na casa principal ficam dois dos restaurantes da propriedade (o terceiro, Encanto, está no outro extremo da praia). O bar da piscina, Positivo Sand Bar, pé na areia como diz o nome, vira um restaurante informal à noite. Na happy hour, é o lugar perfeito para ver o pôr do sol cor-de-rosa. O outro restaurante é o delicioso Mi Casa, do chef hispano-americano José Andrés, um dos primeiros a servir tapas nos Estados Unidos. Andrés tem mais de dez restaurantes nos EUA, em cidades como Washington, Miami, Los Angeles e Las Vegas (um dos mais recentes é o ótimo Jaleo, no hotel Cosmopolitan, um dos mais novos de Vegas). A criativa cozinha hispano-caribenha contemporânea está à disposição de quem não estiver hospedado no resort (há outros hotéis na região), e os hóspedes podem aproveitar também o cardápio de room service assinado por José Andrés.

O Mi Casa tem mesas de madeira escura, sofás estampados, adega envidraçada, obras de arte, fotos, muitas luminárias e uma cabeça de touro (o Jaleo também tem uma delas). Está cheio em uma terça-feira à noite, e a música latina em volume baixo não inibe a conversa. O jantar gourmet, com cardápio à escolha do chef, começa com gazpacho de pepino acompanhado de um pinot noir francês, o Perrot-Minot. Segue com pão com tomate e presunto ibérico; cones com mamão e queijo de cabra; espuma de foie gras com café; ostras com suco de abacaxi e coco. Continua com croquetes servidos em um calçado de fibra de vidro fazendo às vezes de suporte, “louça” que os frequentadores do Jaleo já conhecem. Pequenos hambúrgueres com carne de porco em estilo cubano e um inesquecível ceviche com abacate vêm em seguida.

Dorado Beach mantém a casa original de Clara Livingston, Su Casa, onde Amelia Earhart se hospedou no fim dos anos 1920 e na década de 1930. Hoje Su Casa pode ser alugada para famílias ou grupos de até oito pessoas. Com quatro quartos, construída em 1928 em estilo colonial espanhol, a casa da fazenda passou por uma restauração milionária. Entre os móveis, muitos são da época, trazidos por Clara de suas viagens pelo mundo — ela foi também a 11ª mulher a ter licença para pilotar helicóptero. Mesmo depois de ter vendido a propriedade para Laurence Rockefeller, Clara continuou morando por três décadas em Dorado Beach.

Além da preocupação em preservar a história e o meio ambiente, Dorado Beach também se propõe a valorizar a cultura local. Todas as noites os hóspedes recebem cartões com histórias da região, dos índios tainos aos dias de hoje, passando pelos colonizadores espanhóis, e também com informações sobre a flora e a fauna locais. O artesanato dos tainos inspira a decoração do resort. O lindíssimo spa tem até casas nas árvores para massagens que seguem as tradições locais.

A locomoção em Dorado Beach é feita em carrinhos elétricos, bicicletas ou a pé. Uma parte da praia tem mar aberto, e há programas aquáticos conduzidos por Jean-Michel Cousteau, filho de Jacques Cousteau. Entre as atividades oferecidas, estão snorkel e passeios de caiaque, ambos, inclusive, à noite. Na propriedade há ainda um campo de golfe e um parque aquático, inspirado em um moinho de cana-de-açúcar, que na realidade faz parte do condomínio de casas vizinho, mas pode ser usado pelos hóspedes.

San Juan. Mofongo, mojito e história

Por mais que Dorado Beach seja encantadora, ou mesmo se o seu destino forem as praias das ilhas de Vieques e Culebra, não deixe de reservar um dia da sua escapada porto-riquenha para passear por San Juan. Estado livre associado aos EUA, o arquipélago de Porto Rico tem 3,7 milhões de habitantes. Nos prédios públicos, a bandeira americana está sempre ao lado da porto-riquenha. O idioma é predominantemente espanhol, ainda que nos lugares turísticos todo mundo fale inglês. As estradas que ligam a capital a Dorado e ao aeroporto seguem o padrão de qualidade americano, e na capital há vários hotéis de grandes redes, como Meliá, InterContinental e Hilton.

No centro histórico, bonito e conservado, ruas calçadas de pedra e construções em estilo colonial espanhol - com fachadas coloridas, balcões trabalhados em ferro e portas de madeira - contrastam com policiais com todo o aparato americano. San Juan Viejo pode (e deve) ser percorrida a pé - leve água e protetor solar.

O centro histórico se concentra entre dois fortes da época do domínio espanhol (que durou quase 400 anos), o de San Cristóbal, um dos maiores das Américas, construído entre os séculos XVII e XVIII, e o de San Felipe del Morro, do século XVI. De ambos descortinam-se belas vistas para o mar em tom de azul caribenho, que na realidade é o Oceano Atlântico. O mais inusitado no conjunto é o cemitério de Santa María Magdalena de Pazzis, que tem vista eterna para o mar, ao lado da fortaleza de San Felipe, ambos precedidos de uma imensa área gramada.

Em San Juan Viejo encontram-se ainda o Parlamento e a universidade. Nas construções antigas, há muitas lojas, galerias de arte, cafés, bares e restaurantes charmosos, onde é possível almoçar um mofongo (prato típico com carne ou camarão e banana) acompanhado de um mojito. Ou tomar uma piña colada no bar em que teria sido inventada há 50 anos - a destilaria do rum Bacardi também pode ser visitada, mas está fora do centro histórico. Em uma das lojas, é possível acompanhar parte da confecção dos chapéus panamá. Você pode comprar um modelo quase personalizado, escolhendo o tom da palha e da faixa de tecido.

Para quem prefere compras mais, digamos, tradicionais, San Juan tem ainda o Plaza de las Americas, o maior shopping do Caribe, com mais de 300 lojas, entre elas Macy’s, Sears e uma J.C. Penney, que é ma das que mais vendem em todos os EUA.

Carla Lencastre viajou a convite da Copa Airlines e do Ritz-Carlton Reserve

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Shakira divulga música em parceria com Rihanna; ouça (webremix.info)


Em Santo Domingo, na República Dominicana, um mergulho na história das Américas (webremix.info)


Passeio tipo cartão-postal em Bayahibe, entre Santo Domingo e Punta Cana (webremix.info)


O maior navio da temporada tem decoração inspirada em pedras preciosas

SANTOS - Principal novidade nos mares brasileiros na temporada de cruzeiros 2013/2014, o MSC Preziosa é também o maior (com capacidade para 4.345 hóspedes e 1.388 tripulantes) e o mais moderno (lançado em março deste ano) entre os 11 transatlânticos que farão navegação de cabotagem no litoral brasileiro até 13 de abril. Apesar de não ter nenhuma parada no porto do Rio nesta e na próxima temporada — o Preziosa já está garantido para 2014/2015 — o navio é uma atração turística flutuante, com direito a restaurantes gourmet e um toboágua que impressiona até os mais corajosos.

Como o tema do navio é justamente o universo das pedras preciosas, cada deque foi batizado com o nome italiano de uma delas (Opale, Tormalina, Rubino, Topazio...). Até os degraus das escadarias da recepção geral e do hall do Yatch Club são cobertas por cristais Swarovski.

A grande novidade são os restaurantes. Das sete opções a mais diferente é o Galaxy Lounge, onde o cardápio, voltado para a cozinha molecular e releituras modernas da gastronomia mediterrânea, é apresentado em tablets. A vista panorâmica do alto do 16º deque é uma atração adicional no Galaxy, que, à noite, vira a principal pista de dança a bordo.

Nem tão inovador e mais voltado para as tradições italianas da armadora genovesa, a rede Eataly, de Mario Batali, tem no Preziosa seus dois primeiros restaurantes a bordo de um transatlântico. O Restaurante Eataly, com capacidade para 80 pessoas, serve clássicos de todas as regiões italianas e tem até um pequeno mercado onde é possível comprar massas e outros ingredientes usados na preparação dos pratos. Já o intimista Ristorante Italia é um espaço exclusivo, para até 24 comensais, que foge da agitação comum a navios desse porte. Com pratos mais sofisticados e uma respeitável adega, o restaurante, todo branco, tem seu foco nas refeições harmonizadas.

Com 333 metros de comprimento, 140 mil toneladas, 1.751 cabines e 18 deques (13 abertos aos hóspedes) o navio impressiona pelo tamanho. Mas um recorde que merece ser conferido de perto é o do Vertigo, o maior tobogã em navios de cruzeiros. O tubo, de 120 metros e muitas curvas, sai do ponto mais alto da embarcação. Nos momentos mais radicais, fica transparente justamente nas bordas do navio, dando a impressão de que se está sobre o mar, sem proteção. Faixas coloridas criam um efeito estroboscópico que torna o brinquedo ainda mais emocionante. Simulador de F-1, cinema 4-D, uma pequena pista de boliche e sala de games são opções de lazer para todas faixas etárias. Mas só os maiores de idade podem brincar no cassino. Há apresentações diárias no teatro de 1.600 lugares e música nos 20 bares e lounges.

São 17 piscinas: 12 de hidromassagem, além de outras cinco espalhadas pelo transatlântico, incluindo a que simula o efeito de borda infinita (raro em navios desse porte) e a de teto retrátil, que garante bons momentos mesmo em dias sem aquele sol associado às viagens de cruzeiros.

Uma dessas piscinas está no Yatch Club, a “primeira classe” do navio, serviço característico das embarcações da linha mais moderna da MSC. São 69 cabines mais confortáveis e sofisticadas (têm até videogame) e espaços com acesso restrito, como bar, solário no 18º deque, piscinas de hidromassagem, lounge e o restaurante gourmet La Palmeraie, com seu estilo marroquino. Os serviços para os hóspedes dessa área especial do navio incluem recepção com concierge, mordomo 24 horas e elevador privativo. Há também acesso direto ao Aurea Spa, que tem novos tratamentos de beleza com propriedades de minerais preciosos.

A cidade do Rio verá o Preziosa apenas de longe, no réveillon, quando o navio estará atracado em Copacabana para a queima de fogos. Baseado em Santos, a embarcação fará cruzeiros de quatro a oito noites, parando em pontos como Búzios, Ilha Grande, Ilhabela, Ilhéus e Salvador.

O navio volta para a Europa em 19 de março, mas retornará para o Brasil no fim do ano. Ele já está garantido na temporada 2014/2015, novamente baseado em Santos. A cidade paulista receberá também o MSC Poesia, que virá ao Brasil pela primeira vez, com capacidade para 3.223 passageiros. Para o Rio, foi escalado o MSC Lirica. Os cruzeiros para Argentina e Uruguai serão feitos pelo MSC Magnifica.

Antes da próxima temporada, porém, outro navio da armadora chegará ao Brasil pela primeira vez. Será o MSC Divina, que fará uma travessia de 19 noites de Miami ao Rio, a partir de 24 de maio, com paradas no Caribe e no Nordeste. A volta, dia 14 de julho, levará o mesmo tempo. O navio ficará no Brasil durante a Copa do Mundo. Já fretado, ele transportará mexicanos às cidades-sede onde a seleção tricolor jogará na primeira fase do mundial: Natal, Fortaleza e Recife. Durante as oitavas de final, o navio ficará no Rio. Para as semifinais, segue para Santos e depois volta ao Rio para a final.

A bordo. Excursões mostram bastidores de navios

Saber como funciona a complexa estrutura dos grandes transatlânticos é uma curiosidade bastante comum mesmo para quem não é marinheiro de primeira viagem. O que muita gente não sabe é que existem excursões pelos bastidores de boa parte dos navios que estão na costa brasileira nesta temporada.

Este ano a MSC passou a oferecer uma excursão que leva os passageiros a áreas normalmente restritas. Chamado de MSC Revela, passa pelas coxias do teatro, pela lavanderia, dispensa de alimentos e cozinha, onde o passeio termina com uma refeição preparada pelo chef. O tour tem duas horas, custa US$ 45,90 e está disponível nos navios Preziosa, Magnifica, Orchestra e Poesia.

Na Costa, o passeio parecido custa US$ 60, mas é preciso verificar a disponibilidade. Em rotas mais curtas ou com muitas atividades, a excursão pode não acontecer.

Na Royal Caribbean, o programa se chama All Access Tour e é realizado nos maiores navios da frota, o Oasis e o Allure of the Seas, que não virão ao Brasil por ora. Custa US$ 150 e dá acesso a todas as áreas da tripulação, incluindo a ponte de comando. No Splendour of the Seas, que está no Brasil, a visita guiada à cozinha é gratuita.

Eduardo Maia viajou a convite da MSC Cruzeiros

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Por que no meio da dor os negros dançam, cantam e riem?

Por Leonardo Boff - Milhares de pessoa em toda a África do Sul misturam choro com dança, festa com lamentos pela morte de Nelson Mandela. É a forma como realizam culturalmente o rito de passagem da vida deste lado para a vida do outro lado.

O post Por que no meio da dor os negros dançam, cantam e riem? apareceu primeiro em Jornal Correio do Brasil.

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Pesquisa sobre sexualidade revela preconceitos

BRASÍLIA — Uma pesquisa sobre sexualidade com jovens de 18 a 29 anos revela preconceitos e aponta caminhos para que famílias, escolas e governos lidem melhor com a educação sexual dos brasileiros. De 1.208 entrevistados em 15 estados e no Distrito Federal, 26% disseram concordar total ou parcialmente com a afirmação de que mulheres que se vestem de forma insinuante não podem reclamar se sofrerem violência sexual. Nessa questão, menos da metade — 47,35% — marcou a opção “discordo totalmente”.

A pesquisa foi feita entre 2011 e 2012 e tem representatividade nacional. Os entrevistados responderam a um questionário em que deviam posicionar-se sobre 15 itens. Pouco mais da metade concordou totalmente com a afirmação de que adolescentes e jovens têm o direito de decidir quando transar pela primeira vez. E 68% assinalaram essa mesma opção diante da frase que dizia que o jovem tem o direito de decidir com quem manter relações sexuais. Ou seja, quase um terço dos entrevistados não acredita ter esse direito ou não marcou essa opção.

Dos 1.208 entrevistados, 55% eram mulheres e 53% viviam em famílias com renda mensal de até três salários mínimos. São jovens que nasceram entre os últimos anos da ditadura militar e o período pós-Constituição de 1988.

Para a advogada feminista Valéria Pandjiarjian, o machismo é uma característica arraigada e secular na sociedade brasileira, cuja transformação é um processo gradual. Ela diz que não chegou a se surpreender com o fato de que 26% dos entrevistados tenham concordado com a ideia de que mulheres que vestem de forma insinuante não poderiam sequer reclamar de violência sexual.

— É um absurdo. Seja você quem for, faça o que fizer, vista-se como se vestir, você tem o direito de reclamar se sofrer uma violência sexual. A relação sexual é algo que depende do consentimento, do desejo e da vontade das pessoas — diz Valéria, que integra o Comitê Latinoamericano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher.

Pouco mais de um terço dos entrevistados — 38% — disse concordar total ou parcialmente com a ideia de que o homem precisa mais de sexo do que a mulher.

De acordo com o perfil dos entrevistados, todos na faixa de 18 a 29 anos, 9% afirmaram ser virgens, enquanto 90% disseram já ter feito sexo, a maioria quando tinha entre 14 e 18 anos. Com relação à tolerância no que diz respeito à orientação sexual, 67,7% disseram não ver absolutamente nenhum problema em ter um amigo gay ou uma amiga lésbica, percentual que sobe para 69%, no caso de tratar-se der um professor ou professora homossexual. Esse índice, porém, cai para 50%, quando a pesquisa indaga sobre como o entrevistado se sentiria se descobrisse que a irmão ou o irmão é gay. A maioria deles (51%) mostrou-se favorável à adoção de crianças por casais homossexuais.

A pesquisa foi realizada pela consultoria John Snow do Brasil, com apoio do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), sob encomenda da Caixa Seguros, uma empresa privada que desenvolve projetos sociais no Distrito Federal e tem a Caixa Econômica Federal como sócia minoritária.

A maioria dos jovens concordou com a ideia de que a escola deve tratar de educação sexual. Quase 35% apontaram a mãe como a pessoa mais procurada para buscar amparo e tratar de problemas pessoais. O pai aparece em sexto lugar, citado apenas por 6,5% dos entrevistados, atrás da figura materna, dos amigos, parceiros, irmãos e ninguém.

— Nunca na minha casa se falou de sexo. O que eu sei, eu aprendi com amigos — diz Lucas Kennedy Rodrigues, de 21 anos.

Lucas participa do projeto Jovem de Expressão, iniciativa da Caixa Seguros que atende 380 pessoas no DF. Em meio a oficinas de fotografia e dança, o programa promove terapia em grupo sobre temas como sexualidade e prevenção de doenças.

A pesquisa concluiu que alguns fatores contribuem para o jovem ter uma concepção mais equitativa sobre a sexualidade, isto é, ser mais tolerante com a opção sexual alheia, com maior atenção à prática de seguro seguro e prevenção da gravidez precoce ou indesejada: ter o professor como referência e fonte de informação sobre educação sexual, acessar a internet frequentemente, não participar de grupo religioso e conversar com os pais.

Por outro lado, homens de baixa escolaridade que sejam evangélicos e já tenham reprovado de ano na escola constituem o grupo com visão mais fechada ou conservadora. No extremo oposto, mulheres que tenham cursado a universidade e nunca sido reprovadas teriam a mente mais aberta.

— Não estamos querendo estigmatizar. Ser evangélico pode não fazer diferença nenhuma. É apenas um determinante — diz o coordenador da pesquisa, Miguel Fontes, que é economista e doutor em saúde pública. — As mulheres têm menos tabus, mais tolerância. E, com relação ao diálogo com os pais, não é só conversar. É conversar sobre sexo.

Outra participante do Jovem de Expressão, Thais Moreira Silva, de 24 anos, discorda de 36% dos entrevistados que concordaram total ou parcialmente com a ideia de que educação sexual estimula o início da vida sexual:

— É o contrário. Por mais que o Brasil seja um Estado laico, existe um preconceito muito forte.

Secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, Macaé dos Santos diz que o Ministério da Educação encomendou pesquisa sobre formas de violência que afetam as escolas, entre elas, a discriminação sexual. E entende que o professor desempenha papel central:

— Educar, numa sociedade democrática, é uma atividade de maior complexidade ainda. Nem toda família pode querer que sua filha de 11 anos trate dessa temática na escola. A educação sexual não é competência exclusiva da escola. É da família e da sociedade.

(webremix.info)


Gravações de ‘Em família’, com presença de Bruna Marquezine, alteram rotina da Cidade de Goiás

CIDADE DE GOIÁS - O comunicado veio destacado no folheto da agenda cultural da Cidade de Goiás, também conhecida como Goiás Velho: “De 14 de outubro a 3 de novembro, a Rede Globo gravará a novela ‘Em família’, movimentando toda a cidade, com gravações em suas ruas e praças”. Não foi exagero. A próxima trama das 21h, prevista para 3 de fevereiro, assinada por Manoel Carlos, alterou a rotina da antiga capital do estado de Goiás e de sua população de 24 mil habitantes.

A Secretaria de Turismo se transformou num imenso closet. O Teatro São Joaquim serviu de camarim. O belo casarão do Museu Palácio Conde dos Arcos fez as vezes de cafeteria. A rua Coronel Joaquim Cunha Bastos, uma das principais, teve movimento 24 horas por dia. A praça do Chafariz ganhou um parque de diversões, com direito a roda-gigante. Restaurantes foram o ponto de encontro para os almoços da equipe, e as pousadas ficaram lotadas com gente da produção. Fora isso, a presença ilustre de atores-sensação como Bruna Marquezine, Guilherme Leicam e Arthur Aguiar levaram vilaboenses (como se chama quem nasce lá) e fãs a um estado de êxtase.

— Para nós, a cidade brilha, e queremos vê-la brilhando para o mundo. Tenho certeza que o turismo vai aumentar — festeja a moradora Maria Antonieta Ramos, enquanto observa uma cena.

Uma das mais assediadas é Bruna, tanto pela carreira ascendente, quanto pelo namoro com o craque Neymar. Todos querem vê-la para dar seu próprio parecer. É tão bonita como na TV? É realmente simpática?

— Adorei a Bruna em “Salve Jorge”, ela é linda! — derrete-se Ana Carolina Alves, de 14 anos, que matava aula com as amigas. — Geralmente, a cidade é calma, mas desde que as gravações começaram, a rotina mudou. Hoje o colégio todo está aqui.

Na história, a atriz de 18 anos vive dois personagens: nos primeiros capítulos, ela interpreta a jovem Helena — posteriormente vivida por Julia Lemmertz. Depois, encarna Luiza, a filha da protagonista, que conhece Laerte (Gabriel Braga Nunes), primo e antiga paixão de sua mãe, na Áustria.

Com vestido de brechó e botinhas na altura do tornozelo, Bruna não se cansava de tirar fotos com o celular. Para onde ela ia, a multidão corria atrás.

— Eu os entendo porque é muita novidade, né? No eixo Rio-São Paulo as pessoas estão mais acostumadas. Aqui, estas gravações são um evento mesmo. Mas todos têm tido um carinho muito grande comigo — agradece ela, que só havia estado em Goiás uma vez, a trabalho.

Depois da periguete Lurdinha em “Salve Jorge” e do segundo lugar na “Dança dos famosos”, do Faustão, Bruna tirou rápidas férias antes de começar a gravar “Em família”. A atriz foi convidada pelo próprio Manoel Carlos.

— Não acreditei quando a minha mãe me deu o recado que ele tinha ligado. É muita honra — comemora.

No dia da gravação de uma cena complicada — desfiles do aniversário da fictícia Esperança em duas épocas —, o diretor de núcleo, Jayme Monjardim, estava de olho nos detalhes, ao lado do diretor-geral, Leonardo Nogueira. O trabalho não foi fácil. O sol forte dava lugar a pancadas de chuva. Além dos atores, os diretores organizavam a posição dos figurantes locais.

— O evento é muito grande aqui, né? Gravamos desfiles em duas épocas diferentes, todo calçamento aqui é de pedra, o que nos deixa bastante cansados, fora o calor. Mas é fundamental que esse início da trama traga essa verdade — explica Monjardim.

Para passar a veracidade necessária, a produção deu uma repaginada na cidade que, na ficção, se chama Esperança. A produtora Lara Tausz chegou uma semana antes para colocar tudo em ordem. Foram três quilômetros de ruas enfeitadas com guirlandas, flores e sinos, feitos à mão. E até a Cruz do Anhaguera, um dos símbolos da cidade, ganhou um colorido especial. Outro ícone, a Igreja do Rosário, aparece como pano de fundo, assim como a Igreja da Boa Morte e a Igreja Matriz de Santana.

— Fizemos 3.500 flores de duas cores, com haste, para prender em tudo e ir amarrando, fora as 5 mil de papel crepom para prender nos postes — enumera Lara que, no entanto, não pode mexer na arquitetura original, já que o município é tombado desde a década de 1950: — A cidade se entrega para a gente e os janelões altos são maravilhosos, mas não podemos encostar em nada. Temos que fazer amarrações somente. Então, a cada 20 minutos sobe alguém para ajeitar algum detalhe.

Seiscentos figurantes, entre homens, mulheres e crianças, foram recrutados para dar volume aos desfiles de aniversário da cidade. E haja roupa e maquiagem para caracterizá-los. Dois caminhões saíram do Projac, no Rio de Janeiro, lotados de peças, como conta a figurinista Paula Carneiro, da equipe de Marília Carneiro. Foram mais de 200 chapéus, 200 botas, 300 calças jeans e 400 cintos com fivela para vestir o povo de acordo com trajes típicos da região.

— Não tem prova de roupa, a gente veste todo mundo no dia. São quase 60 araras, com muitas roupas. Temos que ter uma gordurinha, porque o tipo de pessoa varia. É um processo de dois, três meses, porque foi tudo tingido, lavado, descolorido — detalha Paula.

Com o cenário montado, as gravações começaram cedo, por volta das 8h. Para manter a ordem, a produção contou com o auxílio de 40 PMs.

— Pessoal do desfile, fiquem na posição. Já vamos começar. Lembrando que não pode bater foto. Vamos guardar o celular e a máquina fotográfica— avisa o assistente de direção Diego Müller.

Ao lado dos amigos Carlos Mendes, de 56, e Paulo César Veiga, de 16, Pedro Esteves, de 18, aparece na linha de frente de um dos desfiles gravados — os dois, um em 1984, mais lúdico; e o outro em 1990, são passagens importantes nos capítulos iniciais.

— Os atores também malham na mesma academia que a gente, a Betos geralmente às 18h30. São todos gente boa e gostam muito de tapioca — avalia Pedro.

Para os figurantes, a oportunidade de participar de uma gravação como essa é única. Difícil mesmo é se concentrar e não olhar para as câmeras.

— Por favor, olhem para o desfile. Se olharem para o elenco, teremos que refazer — pede Jayme Monjardim

Ao longo da cena, é complicado resistir à vontade de tirar o celular do bolso e capitar imagens dos atores famosos.

— É um reconhecimento imenso para a cidade. Estamos orgulhosos! O mais difícil é não poder tirar foto — conta a farmacêutica Aryane Berquo, que se revezou nos papéis de primeira-dama e mulher de político.

Quem se deu bem foram os comerciantes. Na sorveteria do Coreto, por exemplo, a venda de picolés aumentou consideravelmente: de 200 por dia, para 700. Os sabores mais vendidos? Cajá e coco-queimado, testados e aprovados por equipe e elenco.

— O Oscar (Magrini) tomou vários sorvetes daqui! A Bruna também — gaba-se Sandro Barbosa, um dos sócios, ao lado dos dois irmãos.

Em cima de um carro alegórico, Alice Wegmann é alvo de olhares.

— Vamos bater palmas para a Shirley! — pede Monjardim.

Intérprete da invejosa personagem, uma das rivais de Helena, Alice conta que se divertiu com a situação. Até agora, ela só gravou duas cenas.

— Foi muito engraçado, eu troquei de roupa correndo e perguntei onde iria ficar. Quando me disseram que era em cima do carro, ri muito.

Protagonista da temporada passada de “Malhação”, ao lado de Guilherme Leicam, Alice sentiu na pele a popularidade de novela teen: foram tantos pedidos de autógrafo que ela e o colega montaram um esquema para atender a todos os fãs.

— Era tanta gente na porta do nosso hotel que nós ficamos em cima do muro e organizamos uma fila para poder atender um por um — diverte-se ela, que participa somente dos capítulos iniciais da novela, dando lugar a Viviane Pasmanter.

Encontrar similaridades entre pessoas para as três fases da trama foi um dos grandes desafios da direção, diz Leonardo Nogueira, contando que foram realizados cerca de 600 testes. Um dos escolhidos foi Nando Rodrigues. Oriundo de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, ele é estreante em novelas Em cena, viverá Virgílio, papel de Humberto Martins, amigo de infância de Helena, com quem a protagonista se casa e se muda para o Rio de Janeiro.

— A maior dificuldade foi achar pessoas parecidas entre 12 e 40 anos. E fizemos isso junto com as gravações de “Flor do Caribe” — relembra Nogueira, que dirigia a trama das 18h.

Emendando sua quarta novela, ele conta que trabalhar com Manoel Carlos é especial.

— Sou o diretor que mais trabalhou com ele. Desde “Mulheres apaixonadas”, em 2003, faço todas as novelas — diz Nogueira, que é casado com Giovanna Antonelli, também no elenco: — Passei por todas as fases da vida com ele: solteiro, casado, com filho. Manoel Carlos está presente na minha vida.

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Junto e misturado

Em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, o Centro Coreográfico abre as portas para o espetáculo de dança contemporânea “Maniwata”, inspirado numa deusa africana com este nome.

— Estive na África em 2011, mais precisamente no Togo e no Benin. Achei muito interessante as danças e os rituais que eles faziam. Misturo todo esse ritmo com técnicas de dança, balé clássico, e até músicas folclóricas brasileiras. Quero mostrar o quanto o brasileiro tem o poder de juntar e transformar as coisas. Foi assim com os escravos, que trouxeram sua cultura e a introduziram no Brasil — diz Denise Zenícola, autora e diretora da peça.

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Quilombos aguardam definição sobre posse de terras e mantêm viva herança cultural africana

RIO CLARO E VALENÇA - Do contato com as mãos ásperas de Benedito Leite vem a certeza de uma vida dedicada à terra. Segundo a história oficial do Brasil, seu elo com a escravidão se resumiria à árvore genealógica - familiares oriundos da África foram explorados nas fazendas de café do Vale do Paraíba. No entanto, a história real apresenta um fato mais severo: aos 6 anos de idade, na década de 50, Benedito começou a trabalhar na extração de carvão, em regime análogo ao abolido pela assinatura da Lei Áurea, meio século antes.

- Acordava de madrugada e ia até a noite. Não tinha pagamento. O trabalho era trocado por mantimentos, mas a gente estava sempre devendo ao patrão - recorda Seu Benedito, aos 70 anos, morador do Quilombo Alto da Serra do Mar, em Lídice, distrito de Rio Claro.

A comunidade, formada nos anos 1950, enfrenta hoje a batalha pela titulação da terra. O processo administrativo está na Superintendência Regional do Incra no Rio de Janeiro. O instituto já apresentou um relatório técnico (RTID) e está analisando os recursos impetrados pelas outras partes envolvidas na questão - há lotes ocupados por não quilombolas. Depois, se não houver acordo, a questão passará da esfera administrativa para a judicial, processo que costuma ser bastante demorado.

- Basicamente, são três fases: estudos, contestações e titulação - lista o antropólogo Miguel Cardoso, responsável pelos quilombos na regional fluminense do Incra.

Mesmo formada muito depois da abolição, a comunidade Alto da Serra do Mar pôde pleitear o direito de ser considerada quilombola graças ao decreto 4.887/2003. O documento prevê a autoatribuição como um instrumento de reconhecimento. Assim, o grupo fez a requisição, aceita pela Fundação Cultural Palmares, responsável pela certificação das comunidades quilombolas.

A luta pela terra também é uma questão do Quilombo São José da Serra, em Santa Isabel do Rio Preto, distrito de Valença. Este, porém, é um caso mais avançado: a ação corre na Justiça Federal, e o Incra já conseguiu a posse provisória - medida que costuma ser adotada pelos juízes em casos semelhantes, já que o caminho até a sentença final é longo - de três dos quatro imóveis requeridos. Uma dúvida em relação à decisão judicial, no entanto, provocou um atraso.

- A fazenda tem 169 hectares, mas o estudo da cadeia dominial (relação feita pelo Incra de todos os proprietários da história do terreno) só legitimou cem hectares. O juiz deu emissão para estes cem, mas não disse quais. Então, os contestantes continuam dizendo que não vão sair, porque não existe definição sobre qual área deve ser desocupada. Já fizemos uma petição sugerindo quais devem ser os cem hectares, mas o juiz ainda não deliberou sobre isso - explica Cardoso.

Enquanto a resposta jurídica não vem, os quilombolas permanecem cercados pela incerteza, mas todos mantêm o sorriso no rosto. A simplicidade de quem enxerga a vida fora da ótica dos grandes centros urbanos contorna as dificuldades.

- Temos um problema de água. Quando chega agosto, a mina seca - diz o líder do Quilombo São José da Serra, Toninho Canecão.

Dentro da comunidade, há uma escola que atende alunos até o 5º ano. Recentemente, as aulas chegaram a ser suspensas por conta do desabastecimento.

- A vida aqui sempre foi difícil, mas já melhorou. A luz elétrica chegou há seis anos, a Funasa fez o saneamento básico, e nossas plantações são suficientes - diz Toninho, acrescentando que cerca de 140 pessoas vivem hoje no território.

Uma das atividades desenvolvidas é o artesanato, mas a renda vem, principalmente, do turismo. No dia 13 de maio, há uma grande festa, que chega a receber três mil pessoas, para celebrar a abolição da escravatura. O quilombo é visitado por colégios de todo o estado, ao longo do ano. Os alunos entram em contato com o canto do jongo e a dança do caxambu, manifestações culturais africanas mantidas vivas pelos quilombolas.

- Aprendi a cantar com a Dona Zeferina (mãe de Toninho, já falecida). Agora, eu ensino para as crianças, porque a tradição não pode acabar - conta a moradora Jumara Silva.

Dentro das casas de sapê, pau a pique e barro - “amassado com o pé descalço”, esclarece Toninho -, além da vontade de preservar a memória, mora a sensação de que a vida foi generosa, apesar dos percalços.

- A gente vive bem aqui. Ruim só o meio de transporte - diz Mãe Tetê, líder espiritual da comunidade.

Do carvão aos cuidados ambientais

Após um período de regime de trabalho desumano para alimentar as carvoarias, entre os anos 1950 e 1980, e outro em que a tensão relacionada às disputas de terra subiu consideravelmente, na década de 1990, o Quilombo Alto da Serra do Mar passou por um momento mais ameno. O processo para a titulação do território ainda está em estágio inicial, mas a luta dos quase 200 integrantes da comunidade já é reconhecida.

- Antigamente, tinha visita de polícia, mas hoje a gente não é visto mais como invasor - destaca o líder do quilombo, Benedito Leite, que tem o mesmo nome do pai.

Assim que os primeiros moradores chegaram, nos anos 1950, as condições eram bastante adversas.

- A gente trabalhava no carvão para poder comer e beber. Fiz muito carvão para fornecer lá no Rio de Janeiro - lembra Seu Benedito, patriarca da família Leite.

O dono da carvoaria aparecia pouco no local, mas mantinha um intermediário atento aos negócios. O funcionário também era responsável pelo armazém, formando um sistema semelhante ao usado pelos fazendeiros dos tempos da escravidão.

- A gente entregava o carvão, e ele fornecia os alimentos. Se ele achasse que o trabalho não dava para cobrir as despesas, formava uma dívida, e aí tinha que trabalhar mais no mês seguinte. Era trabalho escravo mesmo - afirma Seu Benedito: - Nunca tive um direito trabalhista.

Quando a economia relacionada ao carvão deixou de ser lucrativa, o proprietário abandonou a atividade. Mas a tranquilidade não durou muito. O terreno foi vendido, e o novo dono entrou com uma ação de reintegração de posse, exigindo a expulsão de quem habitava a terra. Nesse momento os moradores se organizaram na busca pelo direito de serem reconhecidos como integrantes de uma comunidade quilombola.

- Foi um período complicado. Muita gente foi embora. Chegou perto de acontecer um conflito, mas não aconteceu. Não era nosso interesse (o confronto). Por isso, partimos para buscar os direitos na Justiça - acrescenta Leite.

Houve um acordo com o proprietário, e, na sequência, o grupo obteve a chancela da Fundação Cultural Palmares. Com a confirmação da condição de quilombo, iniciou-se outro processo, este tocado pelo Incra: a titulação.

- Nossa esperança é que isso se resolva o mais rapidamente possível. Temos muitos jovens aqui que podem trabalhar na terra - reforça Leite.

A incerteza jurídica persiste, mas as condições hoje são melhores do que eram no surgimento da comunidade. A água é encontrada na nascente - há até uma cachoeira dentro da propriedade -, uma moradora atua como agente de saúde, e o solo é bom para plantar, com destaque para a horta orgânica. Recentemente, foi realizado o reflorestamento de uma parte do terreno.

- No início, a comunidade fazia carvão. Hoje, cuida do meio ambiente - destaca o líder do quilombo.

Religiões convivem lado a lado

O equilíbrio entre a tradição e a abertura para novos costumes tem na religião o exemplo mais concreto. Na dinâmica das comunidades quilombolas, há espaço para a umbanda, ela própria uma experiência de sincretismo religioso, o catolicismo e a Assembleia de Deus.

No Quilombo São José da Serra, em Valença, o centro de umbanda é um dos locais mais emblemáticos, visitado, inclusive, por pessoas de fora.

- Nasci com a fé no coração. Ninguém tira. É ela que deixa a gente perto de Deus - diz Mãe Tetê, líder do centro: - Essa comunidade é abençoada. Tudo o que a gente pede é alcançado.

A influência católica também é forte - há uma igreja dentro do quilombo. E a convivência harmoniosa é a principal característica.

- Tenho um irmão evangélico. Todo mundo se relaciona bem. Meu pai não deixou dinheiro, mas deixou respeito e educação - acrescenta Mãe Tetê.

Ela aponta ainda a fé como fator responsável pelo ambiente de tranquilidade.

- A gente dorme descansada aqui. Todo mundo se ajuda como irmão. Nada perturba. Se a cobra não aparecer, está tudo certo - brinca.

O canto do jongo e a dança do caxambu são outras marcas que evidenciam as raízes.

- Fazemos festas muito bonitas - ressalta o representante do quilombo, Toninho Canecão.

Em Rio Claro, o domingo é sempre de atividades na comunidade Alto da Serra do Mar. Mais de cem moradores - há perto de 200, ao todo - fazem parte da Assembleia de Deus do local. Seu Benedito converteu-se há 33 anos e hoje é diácono.

- Encontro muita paz na igreja - assegura.

Após o culto das manhãs de domingo, crianças e adolescentes costumam permanecer na igreja ensaiando cânticos.

- Os cultos também acontecem durante a semana e são momentos em que os moradores aproveitam para se reunir. Tem gente que não é evangélica, mas, mesmo assim, vem à igreja - comenta Seu Benedito: - Converso com os mais jovens para passar esses valores. Uma pessoa tem que cuidar da outra.

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Crítica: Justin Timberlake faz a melhor apresentação da terceira noite do festival

RI0 - Justin Timberlake é um sujeito de topete: ele quer ser o novo rei do pop. E como mostrou em sua apresentação no Rock in Rio - a melhor da terceira noite do festival - tem todos os atributos para seguir avançando na calçada da fama, um passinho coreografado de cada vez.

Inegavelmente talentoso, canta bem, dança com desenvoltura, escolhe bem o repertório (um afiado mix de soul, r&b e hip hop) e atua no palco com a mesma segurança que demonstra nas telas. O pé desse pavão, porém, é seu passado de boyband - Timberlake esteve no Rock in Rio de 2001, como integrante do N'Sync - que surge, assombrador, em uma ou outra balada com mais açúcar do que o recomendado.

Foi o show de um artista em transição, após uma excursão com Jay Z (a "The endless sumer tour") e antes de começar a turnê completa do recente disco "The 20/20 experience" (que veio dividido em dois, com a segunda parte prevista para ser lançada no fim deste mês).

De chapéu Fedora, Timberlake entrou em cena com violão em punho, interpretando "Like I love you", seguida por "My love". Sofreu um pouco com o som abafado no início, mas deu seguidas voltas por cima, até que tudo - inclusive sua excelente banda - entrasse no ritmo.

"FutureSex/LoveSound" veio em dobradinha com uma ótima versão de "I need yo tonight", do grupo australiano INXS. "Until the end of time" foi o momento doce de leite do show, felizmente equilibrado com o saudável balanço de "Rock your body" e "Shake your body", esta de Michael Jackson.

No bis, deu o melhor de si, casando a elegância soul de "Suite & tie" com o funk extremo de "Sexyback". Saiu aplaudido de cena, merecidamente reverenciado como um astro em ascensão, para o qual o trono do pop é o limite.

(webremix.info)


Resumos das novelas: veja o que acontece nos capítulos desta quinta

RIO - Em “Amor à vida”, no capítulo desta quarta-feira, a situação no Hospital São Magno não vai bem mesmo. César (Antonio Fagundes) fica abalado ao saber que a instituição pode ir à falência. O médico demite definitivamente o filho, Félix (Mateus Solano). Em “Sangue bom”, a lua de mel de Amora (Sophie Charlotte) e Bento (Marco Pigossi) numa estação de esqui do Chile ia bem, até que os dois começam a discutir. Confira os resumos dos capítulos de hoje das novelas.

MALHAÇÃO

Anita deixa o quarto de Ben pouco antes de ele acordar. Giovana pensa em armar contra Kamillah. Micaela é convencida por Flaviana a aceitar sua proposta. Maura se surpreende com a suposta adivinhação de Luciana. A regente Regina escorrega nas bolinhas de gude que Giovana e Paulino derrubaram no chão, e Kamillah desconfia que era ela o alvo da armação. Vera pede para Ronaldo procurar Luciana. Anita fala para Sofia visitar Ben. Giovana finge ser Kamillah e faz várias exigências para a produção do festival. Luciana aconselha Maura a investir o dinheiro que ganhou com a festa. Anita pensa em desistir de Ben. Ben não deixa Sofia entrar em seu quarto. Bernardete reclama do bilhete que recebeu de seu admirador secreto e deixa Caetano confuso. Abelardo ouve Bernardete discutir com Caetano e comemora. Giovana se emociona com a música que Guilherme e Clara compuseram pAra ela, mas decepciona os amigos ao não aceitar tocá-la no festival. Flaviana mostra Micaela para as comparsas, que não entendem seu plano. Ronaldo conversa com Hernandez e o convida para vir ao Brasil. Giovana mente para músicos da banda de Kamillah sobre sua apresentação no festival. Anita visita Ben. Kamillah chama Clara e Guilherme para tocar em sua banda. Ronaldo flagra Luciana enganando pessoas na rua. Anita ouve Ben destratar Sofia.

FLOR DO CARIBE (a emissora não divulgou o capítulo)

SANGUE BOM

Brunetty se esconde na casa de Nestor, e Tina avisa a Sueli. Plínio tem uma ideia para desmascarar Amora para Bento. Giane mostra as fotos que tirou de Fabinho para Caio, e ele tem uma crise de ciúmes. Sueli invade a casa de Nestor, e Odila a expulsa. O vídeo de Natan faz sucesso na internet. Fabinho fica sensibilizado com o carinho de Margot e Irene. Socorro estranha a movimentação na casa de Giane. Renata avisa a Wilson que ele pode ir à falência. Bento e Amora se divertem numa estação de esqui. Vinny pede para trabalhar na Crash Mídia. Socorro vê Giane, Malu e Madá levarem caixas para a casa de Bento. Bento e Amora discutem. Verônica visita Érico no hospital.

CHIQUITITAS

Na mansão da família Almeida Campos, Gabi e Valentina se preparam pra sair com Junior. José Ricardo pegunta ao filho onde ele vai levar a irmã. O rapaz afirma que soube que Sofia gostaria de falar com Gabi e por isso vai levá-la ao orfanato. O empresário não permite que o filho saia com sua irmã. Carmen apoia José Ricardo e diz que não é correto misturar Gabi com as crianças. Junior se irrita e discute com o pai. Gabi se incomoda com a discussão e, para tranquilizá-la, Valentina a leva para o quarto. No orfanato, Rafa ajuda Vivi a aprender alguns passos de hip-hop. O garoto diz que Mosca adora esse ritmo. O irmão de Pata aparece na sala e estranha o comportamento de Vivi. A pequenina fala para o amigo que adora esse tipo de música e dança para Mosca. No quarto das meninas, Mili está se sentindo triste. Cris e Pata não entendem o motivo da garota estar chateada. Ana, Tati e Bia chegam ao quarto e perguntam o porquê Mili está triste. Bia acredita que a garota só está querendo chamar atenção. Vivi se empolga ao fazer embaixadinhas e acerta o quadro de Carmen. O retrato cai no chão, e Mosca, Rafa e Vivi ficam preocupados. Na sala, Vivi culpa Rafa pelo chute que deu no quadro. Binho chega ao local e dá risada da situação que os amigos se meteram. O garoto nota que o quadro ficou com um defeito bem na boca de Carmen. Binho fala aos amigos para procurarem uma foto de boca nas revistas. Junior conta a Carol sobre o estado de saúde de Gabriela e que José Ricardo se envergonha da filha. Tati e Cris ajudam Chico a preparar um suco delicioso para animar Mili. Mosca, Rafa, Binho e Vivi olham para o quadro e admiram o que fizeram. Ernestina chama todos para comerem. Ao descer, Ana percebe que algo está errado com o retrato de Carmen. Sofia vai à cozinha e as crianças pedem para a diretora jantar com eles. Sofia aceita o convite e pede para Ernestina e Chico também sentarem a mesa. Junior conta a Carol sobre as coisas que aconteceram com sua irmã enquanto ele estava fora do Brasil. A ajudante diz que acha estranho Gabi não apresentar nenhuma melhora. Carol revela ao amado que gostaria de conhecer sua irmã. Junior fica feliz. Durante o jantar, Cris comunica a todos que ela e Tati prepararam uma surpresa para Mili. Cris vai a geladeira buscar o copo de suco para a amiga. Tati batiza a bebida de drink da felicidade. Mili agradece as amigas pelo carinho. Feliz com a atitude das órfãs, Sofia pede a Chico para servir o drink da felicidade para todos. Junior confessa a Carol que se sente muito a vontade com ela. Junior pede Carol em namoro. No orfanato, Sofia propõe um brinde especial com todas as crianças, Chico e Ernestina. A diretora diz que todos do lugar são muito importantes e especiais para ela. Carol aceita namorar com Junior. O casal se beija apaixonadamente. Ana confessa às amigas que está com medo de dormir, pois o quadro de Carmen pode subir e assustá-las. As chiquititas tranquilizam a garota e todas dormem. Rafa fala aos amigos que ninguém percebeu a diferença do quadro de Carmen e riem da situação. Os garotos escutam um barulho e correm para cama para fingir que estão dormindo. Sofia entra no quarto dos pequeninos, cobre cada um deles e lhes dá um beijo de boa noite. Quando Sofia sai do quarto, os meninos se olham e ficam felizes com a atitude da diretora. No quarto das meninas, Sofia se despede de cada uma e também lhes deseja uma boa noite. Em especial, Sofia fala com Mili. A diretora diz à garota que sabe o quanto é forte e esperta. Sofia pede a Milique não peca seus sonhos e nem seus sentimentos bons. Quando se prepara para sair do quarto, Sofia não passa muito bem, mas não deixa transparecer para as garotas. Mili se levanta e pega seu livro. A garota percebe que algumas páginas estão em branco. Então, Mili decide escrever a historia da princesa Milera.

AMOR À VIDA

Félix se faz de vítima para César, mas acaba demitido. Simone enfrenta seu antigo chefe. César fica abalado ao saber que o hospital pode ir à falência. Valdirene sofre com o desprezo de Carlito. Perséfone ajuda Daniel a encontrar Linda. Paulinha não gosta de ver Paloma dormindo demais. Félix coloca Pilar contra César. Michel conta para Patrícia que Silvia está com um grave problema de saúde. Valdirene vê Carlito com Raquel no bar de Denizard. César expulsa Félix de casa.

SARAMANDAIA

Aristóbulo e Risoleta se beijam. Pupu e Belisário temem que o filho se transforme em lobisomem. Lua exige que Vitória conte a verdade sobre Zico para Zélia. Encolheu diz a Bia que só vai enterrar a esposa quando achar todos os seus pedaços. Risoleta mostra a Pupu e Belisário que Aristóbulo conseguiu dormir em sua cama. Os moradores de Saramandaia temem ser atacados por urubus. Vitória afirma a Cleide que não voltará a se envolver com Zico. Stela decide fugir com Tiago, depois de ser proibida pelo avô de ver o rapaz. Zico fala para Vitória que foi a São Paulo para vê-la.

DONA XEPA

Xepa perdoa Édison e abraça o filho. Rosália e Lis se encaram. Júlio César diz a Vitor Hugo que seu filho com Pérola pode estar vivo. François presta atenção na conversa de Júlio Cesar e Vitor Hugo. Pérola conversa com Alda e se mostra disposta a atrapalhar os planos de Rosália. Rosália ouve conversa de Meg e fica sabendo que seu pai pode estar morto. Benito e Dorivaldo conversam sobre a visita de Meg. Édison e Xepa conversam sobre Rosália. François fica determinado a descobrir o paradeiro do filho de Pérola. Terezinha diz a Yasmin que Matilda está possessa com a história da desapropriação. Matilda permite que Robério more em sua pensão. Inocência tenta seduzir Graxinha. Feliciano e Pérola conversam sobre François. François conta seu novo plano para sua mãe. Rosália se irrita ao perceber que foi trancada no quarto. Vitor Hugo fica indignado ao saber que Lis e Meg trancaram Rosália. A vilã chora e tenta comover Vitor Hugo. Rosália diz a Vitor Hugo que esta grávida de uma menina e o beija. Yasmin e Benito conversam em clima de amizade. Rosália tenta conquistar Vitor Hugo. Graxinha ensina Dafne a cozinhar. Yasmin procura Lis para falar sobre Édison. Feliciano vai até a feira da Vila do Antigo Bonde. Yasmin tenta convencer Lis de que Édison foi enganado por Feliciano. Édison e Feliciano se encaram na feira. Graxinha ajuda Dafne a se comportar como uma verdadeira esposa para enganar a mãe de Robério Escovão. Xepa ameaça Feliciano com um peixe. François pega carta que era destinada a Pérola. Rosália tenta irritar Meg. Feliciano é alvejado por frutas e comidas na feira do Antigo Bonde. Benito conta a Xepa sobre a proposta irrecusável que recebeu dos Pantaleão. Rosália recebe misteriosamente o mesmo presente que enviou para Isabela.

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Tempo de vida maior exige novas políticas para a velhice

RIO E SÃO PAULO - Dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) das Nações Unidas indicam que, daqui a 40 anos, a população idosa brasileira vai aumentar em 45 milhões de pessoas, das quais 15 milhões terão mais do que 80 anos. Atualmente, 2,8 milhões de brasileiros passaram da casa dos 80. Como atender à essa população crescente é o tema da última reportagem da série “No Balanço das Horas”. No Japão, onde a expectativa de vida é de 83,6 anos (no Brasil é de 73,7 anos), a solução foi a criação de um imposto. A partir dos 40 anos, todo cidadão paga o “imposto cuidador”. Com essa arrecadação, o governo financia os custos para o atendimento do idoso no futuro. De acordo com a diretora emérita de pesquisa do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França, a socióloga Helena Hirata, a partir dos 40 anos, é descontado mensalmente do salário do residente, seja ele japonês ou estrangeiro, cerca de 40 euros, variável de acordo com o salário:

— A partir dos 65 anos, o idoso tem a possibilidade que o governo pague 90% todas as suas despesas com saúde, acomodação em instituição de longa permanência, enfermeiros, médicos, ambulância, cuidador. É uma espécie de seguro administrado pelo estado. Quando a pessoa precisa de auxílio, basta procurar postos municipais e a sua situação será avaliada — afirma Helena, que estudou a questão no Japão, na França e no Brasil.

Na França, há o programa chamado de Alocação Personalizada de Autonomia. Mas, segundo Helena, é uma política mais tímida do que a do Japão. Qualquer pessoa com 60 anos ou mais pode receber o benefício, cujo valor varia de acordo com grau de dependência e da renda.

Em São Paulo, existem centros de convivência. O problema é que, para frequentá-los, é preciso que o idoso vá sozinho.

— Sozinho, o idoso esquece de tomar remédios, não se alimenta direito. E há sempre o risco das quedas dentro de casa — diz Yolanda Nunes da Silva, gerente de proteção social da Prefeitura de Vinhedo, cidade paulista a 75km da capital.

Com a mais alta expectativa de vida da Região Metropolitana de Campinas, de 77,6 anos, Vinhedo oferece há quase dois anos o serviço Quero Vida, uma espécie de creche, onde são garantidos cuidados a idosos cujas famílias não têm condições de pagar um cuidador. A casa atende a 14 pessoas — três homens e 11 mulheres — em situação de semidependência.

Lazer ocupa 26% do dia

Todos os dias, uma van vai buscá-los em casa. As atividades incluem horta, artesanato, pintura, jogos e dança. Recebem alimentação adequada e acompanhamento seguindo as necessidades individuais.

— Voltar para casa, junto com a família, faz com que não se enfraqueça os vínculos familiares — diz a secretária municipal de Assistência Social, Claudineia Serafim.

Estudo feito por estudantes de terapia ocupacional na Universidade Federal de Minas Gerais mostrou que o lazer ocupa 26% do tempo do idoso. Mas a ocupação desse tempo é muito passiva.

— Eles gastam o tempo vendo TV, descansando, olhando os netos. O ideal seria ter algum exercício físico, como dança, caminhada. — afirma Luís Bevilaqua, que fez o trabalho com Tainã Fagundes.

O bancário aposentado Noel Sales, de 74 anos, pode ser encontrado diariamente na praça Serzerdelo Correa, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, ao lado dos amigos de carteado. Ex-jogador profissional, não pode mais fazer as caminhadas em Copacabana nem jogar pelada com os amigos. As sequelas de um câncer o impediram de continuar o esporte. Mas ele prefere passar mais tempo na rua:

— Aqui (na praça) não vejo o tempo passar.

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Resumos das novelas: veja o que vai acontecer nos capítulos desta sexta

RIO - Félix (Mateus Solano) se desespera nesta sexta-feira por ser obrigado pelo pai, César (Antonio Fagundes), a deixar o hospital. Como sempre, o vilão vai procurar apoio na mãe, Pilar (Susana Vieira). Enquanto isso, Amarylis (Danielle Winits) e Eron (Marcello Antony) traem Niko (Thiago Fragoso) e dormem juntos.

MALHAÇÃO

Martin não sabe como salvar Anita. Fábio se preocupa com o atraso de um dos jogadores do time de vôlei. Aurélio pede para Paulino ajudá-lo a completar um jogo no videogame. Ben vê a moto de Martin parada na estrada e entra na mata à procura de Anita. Vitor lamenta com Guilherme por ter brigado com Paulino. Martin cai pelo barranco tentando ajudar Anita. Aurélio escolhe jogar videogame e faltar ao amistoso no colégio. O time de Fábio vai mal no jogo e ele, ao ver Vitor na arquibancada, decide chamá-lo para jogar. Ben ouve o pedido de socorro de Anita. Todos vibram com o desempenho de Vitor. Ben encontra Anita e Martin. Pedro convence Luciana a avisar os pais sobre o sumiço de Anita. O time do Destaque vence o jogo, e Fábio agradece a Vitor. Ben ajuda Anita. Maura finge não perceber o assédio de Dino. Ronaldo, Vera, João Luiz e Fábio procuram por Ben, Anita e Martin na mata. Ben consegue soltar Anita e pede para ela pular para sair do barranco.

SANGUE BOM

Érico se sensibiliza com a explicação de Verônica. Bento fica chateado ao ver Giane sair com Caio. Bluma flagra Camilinha com Natan. Damáris diz a Lucindo que vai cozinhar para ele e Tina na casa de Bárbara. Vinny pede para Charlene matricular Pedrinho em seu colégio. Brenda ameaça acabar com a carreira de Filipinho para manter seu casamento. Gilson e Salma aconselham Érico a pensar com maturidade em sua relação com Verônica. Fabinho conta para Malu que Amora esteve na Toca do Saci e o ameaçou. Camilinha avisa a Caio que vai trabalhar com ele em sua agência, e Giane se irrita. Érico e Verônica reatam. Tábata consegue forjar o bazar beneficente de Amora. Fabinho é repreendido por Madá. Wilson decide pagar o colégio de Pedrinho escondido de Charlene. Nelson diz, na frente de Perácio, que gosta de Rosemere. Glória se recusa a aceitar Fabinho como neto. Isaura chega à casa de Charlene, no momento em que Brunetty posa para Douglas. Malu pergunta para Amora, na frente dos repórteres, por que ela ameaçou Fabinho.

FLOR DO CARIBE

Alberto sente raiva ao ver Cassiano abraçado a Ester na entrada da mina. Silvestre não aceita explodir a mina de Cassiano, apesar da ameaça feita por Alberto. Silvestre confessa a Cassiano que foi ele quem explodiu a mina, a mando de Alberto. Cassiano resolve não entregar Silvestre à polícia. Em troca, Silvestre promete ajudar Cassiano. Ester aceita o pedido de casamento de Cassiano. Quirino, Doralice e William chegam em casa e veem Nicole arrumando o lugar. Alberto provoca Cassiano, que enfrenta o neto de Dionísio

CHIQUITITAS

As chiquititas vão ao quarto dos meninos analisar o bilhete anônimo e descobrem que a letra é de Bia. Gabriela tem uma crise nervosa e passa mal. Junior fica preocupado e leva a irmã ao médico. Carol espera Junior e estranha a demora

AMOR À VIDA

Félix chora por ser obrigado a sair do hospital. Atílio descobre que Márcia o denunciou e fica triste. César pede para Eron ocupar o lugar de Félix. Amarylis tem um sangramento e fica arrasada. Eron flagra Michel e Patrícia dentro do carro e os repreende. Valdirene se despede de Ignácio e corre para se encontrar Carlito. Eudóxia critica Ignácio por não contar o seu segredo para Valdirene. Um pescador encontra Ciça desacordada. Alejandra avisa a Ninho que eles viajarão disfarçados. Eron e Amarylis dormem juntos. Perséfone anuncia no refeitório que Joana e Luciano estão juntos, e Ordália se preocupa. Patrícia pede para Guto sair de seu apartamento. Félix implora que Pilar o ajude a voltar para o hospital.

DONA XEPA

Esmeraldino diz a Rosália que ela pode estar grávida de Vitor Hugo. Xepa fica nervosa ao receber um convite para um jantar de negócios. Meg e François conversam sobre a Sabor e Luxo. Pérola descobre o telefone da enfermeira que trabalhava no hospital em que fez seu parto. Esmeraldino tenta convencer Rosália a dizer que está esperando um filho de Vitor Hugo. Vitor Hugo relembra os momentos que passou com Isabela. Édison e Lis ficam em clima de romance. Yasmin ajuda Xepa a se vestir para o jantar de negócios. Dorivaldo diz a Esmeraldino que ele está de olho nas armações de Rosália. Júlio César vai até a casa de Geni para ter aulas de dança. Lady observa, escondida, Júlio César dançando com Geni. Gisele continua não querendo ir para a escola após sofrer bullying. Matilda se irrita após perceber que Esmeraldino está comandando toda a organização da festa da Vila. Miro propõe ajudar Dafne em sua carreira. Geni dá aulas de dança para Júlio César e o clima esquenta entre os dois. Lis e Édison riem juntos ao lembrarem de suas brigas. Yasmin leva Xepa até o atelier de Catherine com o objetivo de vesti-la para o jantar. Pérola e Alda vão até a casa da enfermeira. Édison diz a Benito que está ficando com Lis. Vitor Hugo é frio com Rosália e a deixa incomodada. Lis confessa à Cíntia que está apaixonada por Édison. Rick tenta auxiliar Dafne em sua carreira. Matilda diz a Miro que viu alguns fiscais andando pela Vila do Antigo Bonde. Rosália conta toda a verdade para Vitor Hugo e diz que está esperando um filho seu. Catherine dá aulas de etiqueta para Dona Xepa. Vitor Hugo fica sem reação após a notícia de gravidez de Rosália. Rick convence Dafne a jogar charme para Feliciano. Meg chama Robério até sua casa para uma massagem e deixa Júlio César irritado. François vai até a casa de Xepa para falar com Rosália.

SARAMANDAIA

Zico se recusa a falar com Vitória. Stela e Tiago pensam em promover o encontro entre Candinha e Tibério durante o casamento de Zélia, enquanto todos estiverem fora da fazenda. Encolheu faz a previsão do tempo para a rádio. Dona Redonda discute com Bia na pensão, e Risoleta acaba se machucando. Fifi espalha a notícia sobre a visão de Gibão com Dona Redonda. Tiago fala para Stela que não vai mais voltar para São Paulo. Vitória se emociona quando Zélia fala de seu pai. Cazuza e Aristóbulo se enfrentam por causa de Risoleta. Gibão conta para Bia como foi a visão que teve com sua mãe. Embriagado, Carlito fala de seus negócios escusos para Rosalice. Zico tem alta do hospital. Rochinha conversa com Gibão sobre suas asas. Candinha se arruma para se encontrar com Tibério. Gibão decide não aparar suas asas e Leocádia se surpreende. Zico avisa a Helena que não vai ao casamento de Zélia. Dona Redonda chega à igreja e todos se preocupam com sua presença. Candinha e Tibério se encontram. Pupu e Belisário visitam Risoleta. Zico entrega para Zélia, na porta da igreja, os documentos da impugnação do resultado do plebiscito.

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Cuba precisa acelerar reformas

À ideia de que Cuba é um grande museu stalinista no Caribe pode-se acrescentar outra. A de um velho navio fazendo água, enquanto a tripulação (o governo) tenta esvaziar o barco usando baldes (as medidas dos últimos cinco anos para “arejar” o socialismo) e os passageiros abandonam a embarcação — somente em 2012, mais de 46 mil cubanos deixaram o país, o maior número desde a Crise dos Balseiros, em 1994.

Cuba tem um problema demográfico: a população envelhece e o ritmo dos que abandonam a ilha é de 39 mil pessoas por ano desde 2008, quando Raúl substituiu Fidel, a maior média para um período de cinco anos desde a revolução. A maioria tenta uma vida melhor no exterior, principalmente nos EUA, valendo-se — reconheça-se — de medidas adotadas por Raúl para facilitar a vida de quem quer viajar ao exterior. No ano passado, o país dos irmãos Castro tinha 11,16 milhões de habitantes, contra 11,17 milhões em 2002, uma queda de 1,5%.

A vida em Cuba é muito difícil para a maioria das pessoas. Houve uma deterioração de serviços como a educação, a cultura e a saúde públicas, impulsionadas por Havana após a revolução de 1959 com programas de alfabetização, educação grátis e projetos nas áreas de esporte, música e dança. Pouco menos de 40% da população, 4 milhões de pessoas, são funcionários públicos com salário médio equivalente a R$ 54 mensais e pensionistas que recebem pouco mais da metade disso. Eles têm direito a rações de alimentos, assistência médica e, em muitos casos, recebem ajuda de parentes ou complementam a renda no mercado negro. Mas, para a maioria dos cubanos, papel higiênico é luxo.

Mas há o outro lado da moeda. Desde que assumiu, em 2008, Raúl realiza reformas que permitiram aos cubanos, pela primeira vez, comprar terras do Estado, negociar automóveis, celulares e laptops, além de abrir negócios até então proibidos. Hoje há uma nova “classe média” em Cuba, que se beneficia dos novos negócios e consegue alguma folga na renda, passando a consumir. É a chamada “pirâmide social invertida”, pela qual um médico (estatal) ganha menos que uma manicure. Cerca de um milhão de cubanos, 9% da população, trabalha hoje no setor privado, segundo números oficiais citados pelo “New York Times”. Pequenos empreendedores e fazendeiros compõem parte da nova classe de consumidores, junto com garçons, artistas, músicos, funcionários públicos corruptos, exploradores do mercado negro e comerciantes que resistiram aos anos.

Depois de 50 anos de socialismo, o país hoje se divide entre os que têm muito pouco e os que têm algum dinheiro. Raúl tenta dinamizar a economia, inclusive com redução do Estado, mas é pouco. Precisa acelerar as reformas, pois há o risco de o navio não suportar. Não há alternativa, mais ainda diante de um quadro demográfico grave: população estagnada, como um país europeu rico, mas com renda subsaariana e sem imigrantes.

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