Dança Africana

Notícia : Dança Africana

Mariana Ximenes volta aos palcos e estreia como produtora

RIO - Mariana Ximenes podia se contentar em ser apenas mais um rostinho bonito da televisão, mas decidiu sair da zona de conforto. Na pele de Sidney, uma atriz de telenovelas, ela está de volta aos palcos depois de dez anos com "Os altruístas". A peça, que começou temporada anteontem no Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico, e fica em cartaz no Rio até o fim de fevereiro, é um desafio não só de interpretação, mas também para a imagem de alguém que só não é apresentada como nova namoradinha do Brasil porque isso já saiu de moda.

Atriz por atriz, a da vida real e a dos palcos têm pouco em comum. Mariana simula um tapinha na boca para tentar conter cada palavrão que deixa escapar. A mãe não gosta. Sidney desfia um rosário deles no espetáculo sem qualquer pudor. Mariana veste no dia a dia jeans justinhos e blusa cavada, prende o cabelo num coque, usa brincos discretos e calça sapatos vermelhos. Sidney ostenta cabelos armados de laquê e casaco de pele de oncinha. Também exibe sapatos vermelhos, mas de saltos nas alturas.

 

Comédia de Andrucha

Em São Paulo, onde o espetáculo esteve em cartaz durante três meses, no ano passado, as duas provocaram risos e aplausos entusiasmados.

— Teatro é uma coisa pulsante, que me leva a regiões emocionais que eu nunca antes havia acessado. Fiz a peça para tocar as pessoas. A única coisa que não se pode falar de "Os altruístas" é que não toca as pessoas — diz Mariana, que enfrentou uma maratona na última semana entre os ensaios da peça e as filmagens da comédia "Os penetras", de Andrucha Waddington, onde faz a garota de programa Outra Laura, contracenando com Marcelo Adnet, Luiz Gustavo e Eduardo Sterblitch.

Sobre o fato de estar fazendo comédia no teatro e no cinema, ela diz:

— Que bom se puder virar também comediante.

O autor de novelas Silvio de Abreu, que escreveu especialmente para ela o papel da vilã Clara Medeiros, de "Passione" (2010), diz que Mariana vive hoje seu "apogeu".

— Muitas atrizes com bagagem teatral mais extensa teriam derrapado no modernismo da peça e na direção inspiradíssima e exigente, mas Mariana Ximenes cativa a todos com a criação equilibrada de um personagem anárquico e surpreendente — afirma ele, que reserva para ela a personagem da heroína Juliana na nova versão de "Guerra dos sexos", com estreia prevista para o segundo semestre deste ano na Globo.

Todos os tipos de "Os altruístas" carregam o DNA do escracho. Um grupo de militantes políticos exercita seu engajamento com bombas incendiárias e palavras de ordem, mas não dispensa o conforto bancado pela atriz famosa. Sidney é refém sentimental do namorado Tony (Miguel Thiré) e busca apoio no irmão Ronald (Kiko Mascarenhas), um homossexual mais preocupado com sua noite de amor com o michê Lance (Jonathan Haagensen). Vivian (Stella Rabello) se diz "politicamente lésbica". Há ainda um personagem misterioso: Audrey, representado por uma boneca que permanece deitada durante toda a peça numa maca de IML.

Mariana Ximenes garimpou um texto por três anos até esbarrar em "Os altruístas".

— É perfeito, ainda mais com o fetiche de uma atriz de novela interpretando outra atriz de novela — conta o diretor Guilherme Weber, o primeiro a encenar obras de Nicky Silver no Brasil, com "Pterodátilos" e "Homens gordos de saia".

A atriz, que viu as duas montagens, se sentiu atraída pela obra do dramaturgo americano.

— Fiquei louca com o que vi — lembra ela. — A ousadia dos textos e a confusão de sentimentos que provocavam, do riso ao asco, mexeram muito comigo.

Em "Os altruístas", Weber foi mais longe e reescreveu toda a obra. O resultado é uma comédia com gosto amargo num ritmo de purgação verbal, algumas vezes desconexa, em que sobressaem os personagens de Mariana Ximenes e Kiko Mascarenhas.

— É muito instigante ver a Mariana ironizando o próprio ofício de atriz de novela.

É mais do que isso. "Os altruístas" é a primeira incursão da atriz na produção. Para captar quase R$ 1 milhão para a montagem, ela bateu de porta em porta e ouviu muito não. Garantidos os recursos, escolheu os parceiros de palco a dedo.

Em dias de apresentação, Mariana chega ao teatro duas horas antes com até três bolsas a tiracolo — dentro, quinquilharias de mulher, uma quentinha com comida feita em casa, repelente contra mosquito e sabe-se lá mais o quê. No camarim, faz aquecimento vocal e exercícios de ioga e pilates para acordar o corpo. Depois, conduz o grupo numa dança ao som de "Boa reza", de Vanessa da Mata e Seu Jorge, para atrair energias positivas. Pergunta a um se tomou o remédio para a gripe, quer saber de outro se já fez gargarejo para purificar a voz. Na hora em que o sinal avisa que a peça vai começar, respira fundo.

— O envolvimento de todos com tudo é muito importante para o sucesso de uma peça. Eu só queria ter uma boa coxia: ser feliz dentro e fora do palco.

Kiko, mais conhecido pela participação nas minisséries da Globo "Tapas e beijos", com Andréa Beltrão e Fernanda Torres, e "Separação", com Débora Bloch, observa:

— Mariana está sempre ligada em 220 volts. Ela é detalhista e gosta de cuidar de tudo.

A atriz reconhece:

— Tenho mesmo esse espírito de estar envolvida em tudo.

É assim desde pequena, quando ainda morava na Vila Mariana, em São Paulo. Os trabalhos escolares eram "primorosos". O bolo de cenoura que fazia era considerado pela família melhor do que o da avó e o da mãe. Depois que interpretou a Gata Borralheira numa peça da escola, quando tinha 6 anos, não perdia uma chance de juntar os colegas, amigos e primos para brindar professores, tios e avós com peças teatrais, algumas inspiradas na coleção de Monteiro Lobato que ganhou do pai.

— Mariana era estrela desde pequenininha — conta o médico Rafael Ximenes do Prado Nuzzi, de 29 anos, que sempre foi aliciado pelas vontades artísticas da irmã e nunca ficava sem um papel nas montagens infantis idealizadas por ela. — Ela nunca quis ser outra coisa que não atriz.

Mãe e pai sempre deram apoio, ainda que tivessem expectativas diferentes para a filha. A fonoaudióloga cearense Fátima Ximenes do Prado se mudou para o Rio para acompanhar a carreira de Mariana e hoje a ajuda na contabilidade da produtora Maxi. O advogado e professor de direito paulistano José Nuzzi Neto ficou em São Paulo, mas, como todos os parentes da atriz, viu mais de uma vez a encenação de "Os altruístas" no Teatro Augusta.

Aos 30 anos, a paulistana Mariana Ximenes já tem quase 20 de profissão. A carreira na publicidade lhe rendia trabalhos desde que tinha 12. A estreia na televisão foi com 13 anos, numa participação em "74.5 — Uma onda no ar", de 1994, na Manchete. Também ganhou um papel na novela "Fascinação", de Walcyr Carrasco, no SBT, que a emissora deve reprisar ainda neste ano.

Em 2000 já estava na Globo, em "Uga-Uga", de Carlos Lombardi, e ganhou um papel no teatro em "A rosa tatuada", de Tennessee Williams, ao lado de Louise Cardoso. Depois, foi Rosário na minissérie "A casa das sete mulheres", de 2003. No cinema, trabalhou em mais de 14 filmes, entre eles "O invasor" (2002), de Beto Brant; "Muito gelo e dois dedos d’água" (2006), de Daniel Filho; e "O gorila", de José Eduardo Belmont, que deve chegar ao circuito neste ano.

 

Ano Novo na Tanzânia

Mas foi como Lara Fontini, de "A favorita" (2008), e Clara Medeiros, de "Passione" (2010), que alcançou um novo patamar na carreira. Enquanto não é chamada para outro papel em novela, Mariana programa percorrer o Brasil com "Os altruístas". Já estão agendadas apresentações em Niterói, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza.

Entre uma e outra, espera reservar tempo para voltar a mergulhar e para o namorado, o publicitário gaúcho Lucas Mello. No fim de ano, os dois se refugiaram da agitação e das atribulações da agenda na Tanzânia, na África. Foi um tempo de silêncio, meditação e contato com a natureza. Não viram nem a passagem de ano.

— À meia-noite eu estava dormindo — diz.

De volta à correria, tem se submetido a uma jornada que em alguns dias lhe reserva apenas cinco horas de sono. Mas não se queixa. Mariana tem tudo o que pediu a Deus — e uma paixão reinventada também.

— Se estou no palco, estou feliz — diz. — Voltei para ficar.

(webremix.info)


História de Mora: Da chinesinha à bênção do Papa

A minha viagem à Asia, era disso que falávamos, quando, no capítulo anterior, interrompi a minha narrativa para lembrar da traumática derrota de Fernando Henrique Cardoso à prefeitura de São Paulo, em 1985.

E, para que a maioria de vocês entenda melhor o que vou dizer agora, convém relembrar que só estou aqui como personagem principal de uma história porque aprendi com o meu marido a falar com os olhos. Na política, só os líderes podem falar com os olhos.

Então, agora, vocês podem imaginar o que significou para mim a mais simples e, ao mesmo tempo, maior homenagem recebida na China, por onde começamos a minha viagem.

Visitei uma escola de música e dança, em Pequim, e, de repente, uma jovem chinesa resolve cantar uma música para mim. Nunca imaginaria ouvir isto:

Kalu, Kalu

Tira o verde desses óios di riba d'eu

Kalu, Kalu

Não me tente se você já me esqueceu

Kalu, Kalu

Esse oiá despois do que se assucedeu

Cum franqueza só n'um tendo coração

Fazê tal judiação

Você tá mangando d'eu

Com franqueza só não tendo coração

Fazê tal judiação

Você tá mangando d'eu

Emocionada, quis saber como aquela jovenzinha, que não sabia pronunciar uma só palavra em português, conseguiu cantar uma das mais lindas músicas do nosso cancioneiro.

A chinesa explicou que aprendera essa música com o seu pai, um militar que servira na base militar chinesa de um dos países de língua portuguesa na África.

Somente agora os brasileiros despertam para o fato de que a China está dominando a África — a África é o objetivo final da China. E eles já estão lá há muito tempo, com a agressividade do tigre asiático. Mas esse não é assunto meu. Só toquei nele porque Renato Archer, amigo do peito de Ulysses e ex-mentor do Celso Amorim, vive sendo cobrado por San Tiago Dantas por causa da patuscada do ex-discípulo aí embaixo.

— O Celso Amorim, meu caro chanceler, nunca teve essa posição, mas se adaptou logo à política terceiro-mundista sem resultados do PT — justifica sempre o Archer.

San Tiago Dantas, que a maioria de vocês certamente não conhece, foi um dos maiores gênios deste país, tanto que o sonho de Tancredo Neves sempre foi o de escrever um livro sobre ele. Ele foi o criador da política externa independente. Foi chanceler e ministro da Fazenda. Na verdade, o que San Tiago ensinou a Renato Archer, este não conseguiu transmitir ao Amorim.

Enfim, deixemos essas questões chatas de política externa de lado, e voltemos ao que nos interessa.

Enquanto a chinesinha cantava, eu olhava para o Ulysses; seus olhos brilhavam de emoção. Depois, me explicaria as razões:

— Quando presidente da Câmara, pela primeira vez, havia um deputado que era samba de uma nota só na defesa da divulgação da nossa música no exterior: Humberto Teixeira, autor dessa música e grande parceiro de Gonzagão.

Portanto, leitores, sempre que ouvirem "Kalu", se puderem, lembrem de mim e de meu marido, o amor agradece, imensamente. E ouvir "Kalu" na China é a realização do sonho de Humberto Teixeira.

Gozado, nós, ocidentais, brasileiros, falamos da China como algo extremamente distante: quando crianças, aprendíamos em casa que, se a gente cavasse um buraco enorme até o fundo da terra, a gente sairia na China. Pasmem, então, com a saudação do presidente Li Xiannian ao meu marido:

— Mr. Guimarães, desde meninos aprendemos que se cavarmos fundo a terra vamos chegar ao seu continente, ao seu país, ao seu São Paulo.

Eu, particularmente, adorei a China e o seu povo. Na data da nossa visita, a China era ainda um país muito pobre. Havia decorrido nove anos da morte de Mao Tse Tung. E, só com a morte de Mao, a China começou a sua mudança. O Deng Xiaoping começou o seu capitalismo socialista em 1978. A nossa viagem, portanto, ocorreu numa época importante para a transição da China.

A China estava sob cortina de bambu. Muitos locais não eram abertos aos estrangeiros. Em 1985, o ritmo do capitalismo ainda era muito lento. A programação do lazer, por exemplo, era toda ela patrocinada pelo Estado.

Quando falei do nosso encontro com o primeiro-ministro Zhao Ziyang, contei que, em seguida, fomos jantar na filial chinesa do famoso Maxim’s de Paris. Só não disse da dificuldade que enfrentamos: a entrada era limitada e controlada pelo Estado.

Reparei que o povo chinês é muito ingênuo. Respeita a tradição e o chamado poder convencionado. Tem um ideal ao igualitário. Contou-me a guia que o chinês dá valor à Justiça e não tem medo da autoridade. Seu sonho é a simplicidade: ter uma família unida, um trabalho seguro. Tem certo desprezo à corrida pelo dinheiro. Ou, pelo menos, tinha à época em que estivemos lá. O questionamento que hoje o mundo faz da China é justamente o de até onde vai essa sua corrida ao capitalismo.

E essa preocupação já não faz parte do meu mundo. Só sei que, de lá, fomos ao Japão, à Coreia do Sul, a Hong Kong, à Tailândia e, finalmente, a Roma.

Chegamos ao aeroporto Leonardo da Vinci três dias depois que terroristas palestinos o invadiram, atirando na multidão, matando 16 pessoas e ferindo outras 99.

Nem tentem imaginar o caos do nosso desembarque. Apenas somem isso ao nosso atraso para a audiência com o Papa João Paulo II. E, tampouco, vou citar outros contratempos da nossa aventura, a não ser o fato de as minhas companheiras de viagem terem se esquecido de trazer o véu para cobrir a cabeça durante a audiência com o Papa.

— Meninas, como é que vocês vão cobrir seus pecados para não assustarem o Sumo Pontífice? — zombava Severo Gomes.

Para Severo, que passou a viagem toda zoando das pessoas e das situações vividas, aquela falha injustificável era mais do que um prato cheio. Ele estava simplesmente excitado com o ridículo da situação.

Mas quem é cristão, não morre pagão. Tive uma ideia genial, que resolveu o problema na hora.

Meu feito mereceria o justo reconhecimento da comitiva toda, não tivesse a minha amiga Henriqueta Gomes revelado ao seu pândego marido a origem do véu lindo que ostentava:

— Severo, olha só que véu lindo!

— Onde vocês conseguiram isso?

— Criação da estilista Mora Guimarães.

— Como assim?

— Ela teve a genial ideia de cortar as nossas meias e transformá-las em véu!

(webremix.info)


Depois de "Rei Leão", quatro clássicos Disney ganham versão 3D (webremix.info)


Mercado árabe com massagens e espetáculos até domingo no interior do Castelo de São Jorge

O Castelo de São Jorge, em Lisboa, recebe até domingo um "Souk" oriental, um mercado onde se podem encontrar produtos artesanais árabes e do Norte de África, massagens, tatuagens de henné e espetáculos de dança e de música. (webremix.info)


Expressões multiculturais de 64 países invadem ruas do México

Expressões multiculturais de 64 países da América, Europa, Ásia e África invadiram neste sábado as ruas da Cidade do México com sua gastronomia, dança, arte e música em uma feira que procura celebrar a diversidade e a riqueza das nações. (webremix.info)


Penélope Cruz diz que perdeu peso após gravidez com balé

Penélope Cruz revelou em entrevista ao jornal "Daily Mirror" que usou pesados treinamentos de balé para perder o peso ganho durante a gravidez. A atriz deu à luz há apenas quatro meses e já exibe sua ótima forma na série de compromissos de divulgação do novo "Piratas do Caribe". "Eu amo balé e é um pouco chato para mim fazer academia porque estou acostumada à disciplina da dança. [O balé] é difícil, mas é muito mais divertido", disse a atriz. Cruz, 37, teve em janeiro o seu primeiro filho com o ator Javier Bardem. Leia mais (13/05/2011 - 20h23) (webremix.info)


3D de Wim Wenders e animação francesa dominam Berlim

silhuetas animadas e filmadas com as modernas técnicas digitais de 3D, em disputa pelo Urso de Ouro.

No filme de Wenders, mescla de cenas de dança e de entrevistas, aparecem atores-dançarinos do mundo inteiro, membros do grupo, entre eles a brasileira Regina Advento.

"Vamos dançar, de outra maneira, estamos perdidos", era o lema de Pina Bausch e da companhia "Tanztheater de Wupertal".

Wim Wenders era muito amigo de Pina Bausch e há anos tinha vontade de realizar este trabalho.

"Sonhávamos em fazer esse filme há uns 20 anos. Começamos a trabalhar nele quando aconteceu o inimaginável, sua morte. Durante as filmagens, ela estava presente por trás de mim. Fazer o filme foi um trabalho de luto, mas não foi algo triste", explicou. O documentário permite ver os espetáculos, entre eles uma coreografia baseada na "Consagração da primavera", de Igor Stravinsky, como se o espectador estivesse em cena.

"Filmamos com duas câmaras e um guindaste que era como um dinossauro, que se deslocava no teatro. Conhecíamos de cor as coreografia. As filmagens duraram um ano, a técnica melhorou muito durante este ano", contou Wenders, que obteve para este filme o apoio de um grande estúdio hollywoodiano, a Warner Bros.

"O olhar de Pina Bausch sobre o movimento, sobre a alma, isso que nos faz mover, é o tema deste documentário. Seu olhar era penetrante, nada passava despercebido, mas a pessoa não se sentia nu diante dela, pois era um olhar terno, amoroso", comentou Wenders.

Já Michel Ocelot, de 67 anos, se definiu como um "um feiticeiro capaz de produzir beleza criando personagens e ações que não existem, levando-nos numa viagem através de diferentes mundos, como num tapete mágico" para apresentar seu filme de animação em 3D.

O cineasta, que viveu anos na África e viajando pelo mundo, levou essa experiência para uma obra que se destaca pelos relevos, as cores e as metamorfoses dos personagens.

Seu filme fala de uma menina que vai ser sacrificada, história inspirada num conto africano, mas que também o diretor situa no mundo dos aztecas "por sua formidável arquitetura e pela crueldade de seus sacrifícios humanos", explicou.

"Eu me encontrei com esse novo brinquedo digital em três dimensões que me permite contar minhas histórias como que por encanto", explicou, enfatizando o prazer que sentiu por fazer esse filme.

"Com o computador, você sente a felicidade de manipular. E a paleta que ele te oferece é muito ampla. Cada cenário pode ser uma orgia de cores. As silhuetas negras em primeiro plano valorizam as imagens".

No entanto, destaca: "O que dá qualidade a uma obra é o artista".

Da AFP Paris


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3D de Wim Wenders e animação francesa dominam Berlim

silhuetas animadas e filmadas com as modernas técnicas digitais de 3D, em disputa pelo Urso de Ouro.

No filme de Wenders, mescla de cenas de dança e de entrevistas, aparecem atores-dançarinos do mundo inteiro, membros do grupo, entre eles a brasileira Regina Advento.

"Vamos dançar, de outra maneira, estamos perdidos", era o lema de Pina Bausch e da companhia "Tanztheater de Wupertal".

Wim Wenders era muito amigo de Pina Bausch e há anos tinha vontade de realizar este trabalho.

"Sonhávamos em fazer esse filme há uns 20 anos. Começamos a trabalhar nele quando aconteceu o inimaginável, sua morte. Durante as filmagens, ela estava presente por trás de mim. Fazer o filme foi um trabalho de luto, mas não foi algo triste", explicou. O documentário permite ver os espetáculos, entre eles uma coreografia baseada na "Consagração da primavera", de Igor Stravinsky, como se o espectador estivesse em cena.

"Filmamos com duas câmaras e um guindaste que era como um dinossauro, que se deslocava no teatro. Conhecíamos de cor as coreografia. As filmagens duraram um ano, a técnica melhorou muito durante este ano", contou Wenders, que obteve para este filme o apoio de um grande estúdio hollywoodiano, a Warner Bros.

"O olhar de Pina Bausch sobre o movimento, sobre a alma, isso que nos faz mover, é o tema deste documentário. Seu olhar era penetrante, nada passava despercebido, mas a pessoa não se sentia nu diante dela, pois era um olhar terno, amoroso", comentou Wenders.

Já Michel Ocelot, de 67 anos, se definiu como um "um feiticeiro capaz de produzir beleza criando personagens e ações que não existem, levando-nos numa viagem através de diferentes mundos, como num tapete mágico" para apresentar seu filme de animação em 3D.

O cineasta, que viveu anos na África e viajando pelo mundo, levou essa experiência para uma obra que se destaca pelos relevos, as cores e as metamorfoses dos personagens.

Seu filme fala de uma menina que vai ser sacrificada, história inspirada num conto africano, mas que também o diretor situa no mundo dos aztecas "por sua formidável arquitetura e pela crueldade de seus sacrifícios humanos", explicou.

"Eu me encontrei com esse novo brinquedo digital em três dimensões que me permite contar minhas histórias como que por encanto", explicou, enfatizando o prazer que sentiu por fazer esse filme.

"Com o computador, você sente a felicidade de manipular. E a paleta que ele te oferece é muito ampla. Cada cenário pode ser uma orgia de cores. As silhuetas negras em primeiro plano valorizam as imagens".

No entanto, destaca: "O que dá qualidade a uma obra é o artista".

Da AFP Paris


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Cerimônia de encerramento da Copa terá show de Shakira

A cerimônia de encerramento da Copa do Mundo, neste domingo, no estádio Soccer City, em Johanesburgo, terá um show da colombiana Shakira e falará das tradições sul-africanas "de um ponto de vista moderno e juvenil, com muitos efeitos especiais".

- Não teremos apenas as estrelas da música, mas a história deste país narrada de forma moderna e jovem. Como será à noite, haverá muitos efeitos especiais -explicou o chefe de marketing do comitê organizador da Copa, Derek Carsten.

Em seus 27 minutos, a cerimônia de encerramento fará alusão às experiências dos torcedores e fará um percurso pelos diversos períodos do Mundial, desde a fase de grupos até a final.

Além de Shakira e a canção oficial da Copa do Mundo, "Waka Waka (This Time for Africa)", haverá uma apresentação de Joseph Shabalala, uma lenda da música sul-africana.

- A cerimônia terminará com uma dança muito original e com o retorno de todos os artistas para cantar juntos - explicou Carsten.

A cerimônia de encerramento precede a final da Copa do Mundo, que Holanda e Espanha disputam a partir das 15h30 de Brasília deste domingo no estádio Soccer City. (webremix.info)


Camisa 3, atacante é aposta de Gana nas quartas

Nas três vezes em que balançou redes neste Mundial, Asamoah Gyan comemorou com intensa vibração – correu, berrou e dançou. Ainda mais vinda de um camisa 3, tamanha alegria deixa no ar a imagem de um zagueiro de poucos gols, emocionado com um raro momento de protagonismo. Grande engano: trata-se de um artilheiro nato, responsável por boa parte das esperanças de Gana diante do Uruguai, na sexta-feira, pelas quartas de final da Copa.

– Gyan não é o mais importante do time, porque há outros tão talentosos quanto ele, como Prince Boateng e Ayew. Mas, quando se trata de fazer gols, ele está muito acima dos demais – opinou Sarbah Peter, repórter do jornal "Ghana Graphic".

Esquecido antes do torneio, Gyan está entre os mais elogiados na África do Sul. Porém, poucos lembram que o atacante já havia se destacado em 2006. Foi dele o primeiro gol de Gana na História dos Mundiais – aos 68 segundos do 2 a 0 sobre os tchecos.

E MAIS: um longo currículo pela seleção

Na época com 20 anos, Gyan defendia por empréstimo o Modena, da Segunda Divisão italiana. As boas atuações na Copa fizeram como que a Udinese exigisse sua volta. O ganense correspondeu às expectativas e também ganhou o apoio da torcida, graças, principalmente, às animadas comemorações. Hoje febre na internet, sua típica dança africana era exibida com cada vez mais frequência na Itália.



Em poucos meses, Manchester United, Arsenal e Milan surgiram como potenciais destinos do atacante, que acabou frustrado. Primeiro, por ter sido pivô de polêmica durante a Copa Africana de Nações de 2008. Ao lado do irmão Baffour, que também defendia a seleção, ameaçou abandonar o grupo após ser vaiado. Os dois acabaram convencidos pelos companheiros a permanecerem.

Uma grave lesão durante aquela temporada afastou Gyan ainda mais de seu sonho. O jogador acabou vendido ao modesto Rennes (FRA), que defende até hoje. Agora, no entanto, é hora de voltar a sonhar.

– Garanto: após a Copa, não faltarão boas propostas a Gyan. Seu talento será reconhecido – disse Ackah Anthony, presidente da Associação de Cronistas Esportivos de Gana.

Misteriosa camisa 3O motivo que levou Gyan a utilizar a camisa 3 é um mistério em Gana. Procurados pela equipe de reportagem do L!, vários jornalistas do país não souberam explicar ao certo a escolha incomum. Sabe-se apenas que se trata de alguma tradição familiar: Baffour, irmão do atacante, já vestia a 3 pela seleção desde 1999.

– Asamoah sempre gostou da 3, mas nunca explicou. Baffour também. É algo de família, talismã deles – disse o técnico Mariano Barreto, ex-seleção de Gana.

Quando atuaram juntos pela seleção, Asamoah e Baffour se acertaram para manterem a tradição. O primeiro jogava com a camisa 3; o outro, com a 13.

Confira bate-bola com Mariano Barreto, técnico de Gana em parte das Eliminatórias da Copa-2006 e durante a Olimpíada-2004:

LANCENET!: Qual foi sua primeira impressão de Gyan?Percebi que estava diante de um jogador com qualidades fantásticas para a posição em que joga. É voluntarioso, muito bom tecnicamente, com grande capacidade de intuição para o drible. Algo no nível não dos africanos, mas dos grandes nomes das escolas europeia e sul-americana.

LNET!: Mesmo jovem, hoje ele é um dos líderes da seleção de Gana. Como era naquela época?Ele já se mostrava um líder. Era uma das grandes estrelas que estavam surgindo no futebol internacional. Na seleção principal, com 22 anos, já era titular.

LNET!: O irmão dele já estava na seleção quando ele chegou. Isso ajudou Gyan de alguma forma?Gyan não precisou do irmão para sua afirmação, até porque tinha um nível técnico superior ao de Baffour. Sua carreira sempre foi independente do irmão.

LNET!: Como vê Gyan em relação aos craques de sua posição?Digo sem medo que é um dos melhores atacantes do futebol mundial. É uma pena não estar em um dos grandes da Europa. (webremix.info)


Em Durban, Zulus têm gingado com a bola no pé

Zulu dança, mas zulu também dribla, pedala e dá até bicicleta. Mduduzi Ndoxu tem 19 anos e faz parte do grupo The Beaty of Kwa-Zulu, que apresenta as danças e a cultura do povo a turistas na praia de Durban.

A reportagem do LANCENET! nem precisou falar em futebol para que, ao fim de um ritual na North Beach, uma das principais praias da cidade, Ndoxu começasse a tratar a bola com carinho e muita habilidade, mostrando saber o que fazia.

Ágil, o jovem embalou uma série de embaixadinhas, com os pés e com a cabeça e seguiu com pedalas na areia, à la Robinho. A Copa do Mundo e a Seleção Brasileira, presente na cidade, também inspiram o zulu.

– O Robinho é muito bom. Também gosto do Ronaldinho – destacou o ofegante e habilidoso garoto, após o show com a bola em seus pés.

– Sou dançarino e também jogador de futebol! – completou.

Apesar das palavras, Ndoxu contou que jamais tentou buscar uma oportunidade em algum dos clubes de futebol local. Humilde, o jovem ganha a vida com gorjetas de turistas que se encantam pela cultura do povo zulu na terra do Mundial.

GUERREIRO ZULU ENSINA A 'DANÇA DO GOL' PARA ROBINHO

A pausa para a conversa não durou muito tempo. Logo, um colega lançou a bola no ar para Ndoxu emendar um belo voleio. Depois disso, deu também uma bicicleta, que faria a torcida brasileira explodir com algo parecido feito por Robinho & Cia. hoje, no estádio.

Torcida essa que não contará com os gritos de incentivo de Mduduzi Ndoxu, que estará ausente no Moses Mabhida quando Brasil e Portugal estiveram duelando pela liderança do Grupo H. A poucos quilômetros, na praia, ele seguirá seu ofício, dançando e driblando. Há algum clube interessado nele?

O que é Zulu?

O povoEra um clã e depois tornou-se uma forte nação no século 19. Hoje, representa 22% da população sul-africana. O presidente do país, Jacob Zuma, nasceu em uma aldeia zulu, a Zululândia. Há mais aldeias na Suazilândia, Lesoto, Zimbábue e Moçambique.

A línguaChama IsiZulu e é um dos 11 idiomas oficiais da África do Sul – um dos mais falados do país. Em Durban, por exemplo, o inglês é pouco falado em relação à língua dos zulus. (webremix.info)


México busca empate em abertura e abafa festa da África do Sul

A festa estava toda armada. Vuvuzelas a todo vapor na abertura da Copa do Mundo de 2010, nesta sexta-feira, no Estádio Soccer City. Um golaço de Tshabalala fez explodir ainda mais os sul-africanos, com direito a muita dança na comemoração. Mas o México buscou o empate por 1 a 1 no final da partida e abafou a empolgação dos donos da casa.

O técnico brasileiro Carlos Alberto Parreira montou um time com a primeira preocupação de defender. Apenas um atacante e saídas rápidas nos contra-ataques. Os Bafana Bafana sentiram o início da partida e a pressão de ter um estádio lotado. Passada a ansiedade dos primeiros 45 minutos, a equipe melhorou consideravelmente na segunda etapa, principalmente pelo futebol rápido do trio de meio de campo Tshabalala, Modise e Pienaar.

O gol não demorou a sair. Foi aos 9min, em um chute preciso e cruzado de Tshabalala do lado esquerdo. No ângulo, um golaço. Na comemoração, coreografia bem ensaiada. Afinal, a dança está no sangue dos sul-africanos. Os jogadores já haviam desembarcado do ônibus na chegada ao estádio com passos coreografados. Cantando, com direito a caras e bocas. No túnel que dá acesso ao gramado, antes do aquecimento, teve mais música e ginga.

Mas a festança não foi completa. Nem a boa atuação do goleiro Khune segurou o resultado. A zaga falhou. Aos 34min do segundo tempo, depois de uma bola levantada na área, Rafa Márquez ficou livre no segundo pau para dominar e fuzilar para o fundo da rede.

O jogo

Diante de uma África do Sul nervosa, o México tomou as rédeas da partida nos momentos iniciais, trocando muitos passes no campo de ataque. Já com 2min, os mexicanos tiveram uma chance clara. Aguilar cruzou bola venenosa pelo chão e, após saída de Khune, Giovani dos Santos arrematou para o gol vazio, mas a finalização acabou indo para fora.

A chance seguinte do México veio em escanteio cobrado por Giovani dos Santos: livre, Guillermo Franco cabeceou por cima do gol. Aos 19min, Giovani, um dos mais inspirados em campo, quase fez. Em contra-ataque veloz, conduziu livre e chutou firme, muito perto do travessão.

Já aos 32min, apesar de a África do Sul conseguir certo equilíbrio, o México criou nova oportunidade clara. Em assistência de Carlos Vela, Franco finalizou com perigo para boa defesa de Khune.

Pouco depois, aos 37min, os mexicanos chegaram a marcar, mas o gol foi corretamente anulado pela arbitragem. Em escanteio da esquerda, Franco ajeitou e Vela, impedido, marcou com o peito.

A África do Sul criou situações interessantes, especialmente pela esquerda com Tshabalala, mas não conseguiu um lance claro de gol. Na melhor ocasião, o lateral direito Gaxa foi até a linha de fundo e cruzou com perigo, mas ninguém arrematou.

No segundo tempo, o México voltou disposto a massacrar, mas sofreu um duro golpe aos 9min. Com o time todo adiantado, foi surpreendido por um rápido contra-ataque da África do Sul. Tshabalala foi lançado e, na saída de Pérez, acertou um chutaço de perna esquerda, estufando as redes mexicanas e marcando o primeiro gol do Mundial. Na comemoração, os africanos dançaram ao estilo Roger Milla, astro camaronês da Copa de 90 que ficou famoso por suas celebrações bem humoradas.

Os mexicanos seguiram pressionando e exigiram trabalho do goleiro Khune, que foi buscar ótimo chute de Giovani dos Santos. Já aos 21min, com espaços de sobra, Modise desperdiçou uma chance claríssima de gol, frente a frente com Pérez.

Depois de trocar três jogadores, promovendo as entradas de Guardado, Blanco e Javier Hernández, o México intensificou a pressão e chegou ao gol da igualdade aos 34min. Na sobra de um escanteio, o próprio Guardado lançou no segundo pau. Livre, Rafa Márquez finalizou de pé direito na pequena área.

Aos 44min, Mphela ainda acertou a trave em contra-ataque veloz, causando desespero nos sul-africanos que viram a vitória escapar por entre os dedos.

As duas seleções voltam a campo na próxima semana. Na quarta-feira, a África do Sul recebe o Uruguai em Pretória, enquanto na quinta o México enfrenta a França em Polokwane.

FICHA TÉCNICA

África do Sul 1 x 1 México

Gols
África do Sul: Tshabalala, aos 9min do 2º tempo
México: Rafa Márquez, aos 34min do 2º tempo

Ponto Forte da África do Sul
Atuação do goleiro Khune

Ponto Forte do México
Posicionamento mais ofensivo

Ponto Fraco da África do Sul
Pouca ofensividade

Ponto Fraco do México
Baixo número de finalizações

Personagem do jogo
Tshabalala, autor do primeiro gol da Copa 2010

Esquema Tático da África do Sul
4-2-3-1
Khune; Gaxa, Mokoena, Khumalo e Thwala (Masilela); Dikgacoi e Letsholonyane; Modise, Pienaar e Tshabalala; Mphela
Técnico: Carlos Alberto Parreira

Esquema Tático do México
4-3-3
Óscar Pérez; Aguilar (Guardado), Osorio, Rodriguez e Salcido; Juárez, Rafa Márquez e Torrado; Giovani dos Santos, Franco (Javier Hernández) e Vela (Blanco)
Técnico: Javier Aguirre

Cartões amarelos
África do Sul: Dikgacoi e Masilela
México: Juárez e Torrado

Árbitro
Ravshan Irmatov (Uzbequistão)

Local
Soccer City Stadium, em Johannesburgo

(webremix.info)


'Não há mais o que esperar': começa a Copa da África

O show de abertura da Copa do Mundo da África do Sul, no Orlando Stadium, em Soweto, não poderia ter sido melhor. Artistas de renome como Shakira, John Legend, Alicia Keys, Juanes e o grupo Black Eyed Peas, dividiram o palco com nomes da música local como Benim Angélique Kidjo e Vusi Mahlasela, para animar e emocionar o público sul-africano.

Confira a galeria de fotos da abertura da Copa

A apresentação começou com grupos tribais mostrando um pouco da cultura local. Depois da dança, o trompetista Hugh Masekela, representante do continente africano, deu um show, animando ainda mais o público.

No final da apresentação do músico, o presidente da FIFA, Joseph Blatter entrou no palco acompanhado pelo presidente da África do Sul, Jacob Zuma. Blatter exaltou o povo africano e mostrou-se orgulhoso do país.

- Estou muito feliz de estar em Soweto - disse.

Jacob Zuma não perdeu a oportunidade de agradecer à oportunidade de mostrar um pouco do país para o mundo.

- Eu gostaria de dizer que a África do Sul está muito feliz de sediar a Copa do Mundo pela primeira vez no continente africano - afirmou, para o delírio do público em Soweto.

Após a saída dos dois presidentes, o Black Eyed Peas tomou conta do palco e levou a plateia ao delírio. Cantando sucessos como "Boom Boom Pow", "Meet Me Halfway" e "I Gotta A Feeling", o grupo contagiou o Orlando Stadium. Após cinco músicas, eles deram lugar à dupla de Mali, Amadou e Mariam, conhecidos por serem cegos, e que, mais uma vez, representaram os costumes locias.

A ativista política e cantora de Benim, Angélique Kidjo, assumiu o comando da festa após a saída da dupla. Uma das mais bem-seucedidas artistas da África, já conquistou um prêmio Grammy, em 2008. Cantando acompanhada de um coral, ela encantou. Pouco antes, o ex-jogador , Lucas Radebe, fez discurso e foi vaiado pelo público.

Antes da saída da artista do palco, John Legend entrou e os dois fizeram um dueto. Depois, o cantor americano continuou o show, cantando e tocando piano. Na música do álbum "Evolver", John Legend foi acompanhado por Andre 3000, do OutKast.

Vusi Mahlasela assumiu o centro das atenções após a saída do americano. Nascido em Pretória, capital administrativa da África do Sul, o cantor folk se inspira no movimento anti-aparthied em suas letras. No final, Angélique Kidjo retornou ao palco para fazer dueto com o cantor.

Pouco depois, Desmond Tutu, arcebispo de Johannesburgo entrou no palco e foi ovacionado pela população africana. Animado, dançou e discursou, levando os fãs ao delírio. Tutu não se esqueceu de Nelson Mandela.

- Viva Madiba - disse, referindo-se ao apelido do líder africano, que não esteve presente na abertura por questões médicas.

Minutos depois, Vieux Farka Touré, assumiu o microfone. Nascido em Mali, é um dos artistas mais aclamados pela crítica. Pouco depois, Juanes entrou no palco. O cantor colombiano tem 37 anos e já conquistou 17 prêmios do Grammy.

A apresentação em Soweto continuou com a banda Tinariwen, natural de Mali, mas não animou muito o público. No final, o ex-jogador francês, Christian Karembeu, subiu ao palco para anunciar Alicia Keys e levar a plateia ao delírio.

A americana cantou sucessos como "You Dont' Know My Name" e "Empire State of Mine", sempre acompanhada pelos africanos. Alicia é outra grande vemncedora de Grammys, com nove troféus.

Os Black Jacks, banda de Johannesburgo, assumiu o controle da festa. Após alguns minutos, o representante brasileiro convidado para a festa subiu ao palco. O ex-jogador Sócrates estava muito animado ao lado dos apresentadores do evento.

O rapper K'Naan foi ao palco depois do brasileiro, para cantar a música "Wavin' Flags", tema do Mundial, e teve, mais uma vez, a ajuda de Will I Am, do Black Eyed Peas.

Minutos após a apresentação do tema da Copa, entrou no palco a banda The Parlotones, esquentando o clima para a apresentação da principal estrela da noite, a cantora Shakira.

Após o anúncio do jogador francês, Patrick Vieira, a colombiana assumiu o microfone e o Orlando Stadium foi ao delírio. Cantando sucessos, a cantora mostrou todo o seu rebolado, auxiliada pelo cantor Tumi Molekane. No final da apresentação ela cantou a música "This Time For Africa", outro tema do Mundial e encerrou a apresentação com chave de ouro.

Depois do show, ainda no palco, Danny Jordan, Presidente do Comitê Organizador da competição, lembrou, emocionado, aos sulafricanos.

- Não há mais o que esperar. Em 10 de abril de 1990, não dormimos, porque no dia seguinte, Madiba foi libertado. No dia 10 de junho de 2010, será igual, porque dia 11 começa a Copa do Mundo da África do Sul. Será fantástico. Não temos mais que esperar - disse.

O evento foi encerrado com uma música sendo cantada por todos os artistas que participaram da festa.

A África do Sul mostrou ao mundo a verdadeira felicidade do continente africano. Agora, resta esperar pela Copa do Mundo, o maior evento do esporte mundial. (webremix.info)


Cerimônia de abertura terá 1.500 artistas

Mais de 1.500 artistas, entre dançarinos, músicos e intérpretes, atuarão nesta sexta-feira na cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2010, transmitida ao vivo para centenas de milhões de pessoas em 215 países, segundo o Comitê Organizador (LOC, na sigla em inglês).

- A cerimônia de abertura apresentará uma grande escalação de gigantes da música e da indústria do entretenimento sul-africanos e de todo o continente africano, mostrando a uma audiência global de milhões de pessoas o talento, criatividade, tecnologia e espírito de boas vindas da África - disse em comunicado Danny Jordaan, diretor-executivo do LOC.

A cerimônia, que será realizada no Soccer City antes do jogo que abre a Copa, entre África do Sul e México, durará meia hora, e terá participação, entre outros, de R Kelly, que ganhou vários Grammys e que interpretará a canção principal da cerimônia, "Sign of Victory", junto ao grupo sul-africano Soweto Spiritual Singers.

Segundo o LOC, "a cerimônia será um reflexo da orgulhosa herança cultural africana" e mostrará o talento artístico do continente. O tema do evento será "Recebendo o Mundo em casa".

Entre os artistas convidados estão o trompetista sul-africano Hugh Masekela, o nigeriano Femi Kuti, que interpreta a famosa canção "Bang, Bang, Bang", o artista pop argelino Khaled, a lendária banda ganesa Osibisa, assim como importantes artistas sul-africanos como Thandiswa Mazwai, Pantsula, TKZee e o cantor Timothy Moloi.

- Acho que a cerimônia de abertura será uma mostra espetacular do melhor da arte, cultura, música e dança africana. Haverá uma grande representação de artistas sul-africanos e de todo o continente, especialmente dos seis países participantes do torneio - destacou o ministro de Arte e Cultura da África do Sul, Lulu Xingwana.

A grande ausência do concerto será a do tenor Siphiwo Ntshebe, conhecido popularmente como o "Pavarotti Negro", de quem era amigo, e faleceu em maio em decorrência de uma meningite. (webremix.info)


Batuque, danças e aglomeração pela Seleção no Zimbábue

Figuras excêntricas, batuque, música para Kaká e aglomeração no saguão do hotel. Após 12 dias na fria África do Sul, a Seleção Brasileira conheceu um pouco do calor do continente, na noite desta terça-feira.

Cerca de 400 pessoas se aglomeraram no pequeno saguão do aeroporto internacional de Harare para receber a equipe de Dunga, que pousou por volta das 21h30 local.

A minoria, cerca de 50 pessoas, teve acesso à parte da pista de pouso, assim como jornalistas, e pode ver os jogadores de perto, com festa. O grupo desceu do avião e foi direto para o veículo que foi ao hotel.

Grande parte dos curiosos nem viram a Seleção. Motivo para tristeza? Nada! Com vuvuzelas e batuques, os torcedores fizeram uma dança típica africana em homenagem a Kaká. Quem puxou o som foi Kudakwashe Masora, que pintou no corpo uma “camisa” do Brasil, com o número e nome do meia nas costas.

– Kaká será o melhor do Mundial. Depois de ser campeão, ele vai me dar a camisa. E vou dar essa minha para ele – brincou o torcedor.

Sem ver os jogadores, houve correria quando o ônibus partiu. As pequenas portas do aeroporto quase não deram conta. No hotel Rainbow Tower, da Seleção, dançarinos típicos, curiosos e imprensa local lotaram o saguão. E lá estava Masora. (webremix.info)


Robinho quer dancinhas na Copa, mas "cinturas duras" atrapalham

O atacante Robinho encontrou um problema para tentar repetir na seleção as coreografias animadas que ele e seus companheiros no Santos executaram várias vezes após marcar gols este ano -- a "cintura dura" dos outros atacantes do Brasil. Numa temporada em que o clube paulista balançou as redes mais de 100 vezes para conquistar o Campeonato Paulista e alcançar a final da Copa do Brasil, Robinho e outros jogadores santistas inovaram nas comemorações, que se tornaram um ingrediente a mais para o futebol alegre e ofensivo da equipe.

Na seleção brasileira, no entanto, o atacante de 26 anos não encontrou parceiros para dançar. "Tem muito cintura dura na seleção -- Kaká, Fabuloso (Luís Fabiano) -- vamos ver se eles começam a dançar um pouquinho melhor," disse o jogador. "Acho que a gente deve continuar fazendo as coisas com alegria e espontaneidade. Quanto mais dancinhas a gente fizer, isso é sinal de que o Brasil está fazendo muitos gols."

Robinho promete ensaiar a turma até a estreia do Brasil na Copa, no dia 15, contra a Coreia do Norte, e terá uma primeira oportunidade de colocar em práticas as aulas de dança no amistoso que a seleção fará contra a Zimbábue, na quarta-feira.

Diante de um adversário desconhecido e sem qualquer tradição, o objetivo da seleção é ganhar ritmo de jogo, uma vez que o time do técnico Dunga disputou apenas uma partida no ano -- vitória por 2 x 0 sobre a Irlanda em março.

Até mesmo Robinho, que foi companheiro de Manchester City do principal jogador da seleção do Zimbábue, não sabia desse fato. Perguntado quem seria esse jogador, ele respondeu: "não lembro". Apenas quando informado que se tratava de Benjani Mwaruwari, o brasileiro acrescentou: "Benjani, Benjani... É um grande jogador, atacante, forte, tem mais ou menos a característica do futebol inglês."

Durante a entrevista coletiva no hotel onde a seleção brasileira está concentrada para a Copa, em Johanesburgo, Robinho ainda voltou a esquecer contra quem o Brasil vai jogar o amistoso. Mesmo assim, disse que se tratada de um time com "grandes jogadores". "A gente não tem total conhecimento da seleção do, qual é o nome? Zimbábue, né? Mas a gente respeita porque são grandes jogadores também", afirmou.

O jogo será o primeiro da equipe na preparação para o Mundial e será seguido por uma partida contra a Tanzânia, no dia 7 de junho. Vários jogadores já indicaram que vão entrar em campo preocupados em não se machucar às vésperas da Copa do Mundo, e Robinho minimizou quaisquer preocupações com o resultado.

"A gente espera se movimentar bastante, fazer as jogadas que a gente costuma fazer. O resultado é o que menos importa, o resultado que importa é na estreia", afirmou. A seleção brasileira embarca nesta terça-feira e vai dormir em Harare, capital do Zimbábue, onde será disputado o amistoso na quarta-feira diante de um público esperado de 60.000 pessoas no Estádio Nacional.

O polêmico presidente Robert Mugabe, que governa o país há 30 anos em meio a acusações de corrupção e fraude, é esperado na tribuna de honra para assistir à partida. O Brasil estreia na Copa do Mundo da África do Sul no dia 15, contra a Coreia do Norte. A seleção também enfrentará Costa do Marfim e Portugal no Grupo G do Mundial.

 

(webremix.info)


Fotos mostram diplomacia do jazz durante Guerra Fria

Alberto Masegosa. Tel Aviv, 27 mar (EFE).- O Departamento de Estado americano usou Duke Ellington, Louis Amstrong, Miles Davis e outros ícones do jazz como embaixadores culturais com fins políticos durante a Guerra Fria, conforme evidencia uma exposição de fotos em Tel Aviv.Tratam-se de 45 fotografias que exemplificam os peculiares e até pouco atrás desconhecidos esforços diplomáticos empreendidos em 25 países durante um quarto de século pelos astros da música americana.

Intitulada "America's Jazz Ambassadors Embrace the World" ("Os embaixadores americanos do jazz percorrem o mundo", em tradução livre), a exibição é fiel reflexo da estratégia de Washington de recorrer às figuras do jazz para cativar seus inimigos de meados dos anos 50 até fins dos 70.

Tal período inclui eventos históricos como a Crise dos Mísseis em Cuba (1962), a invasão soviética da Tchecoslováquia (1968) e a Guerra do Vietnã (1959-1975). Alguns deles custaram a Washington tensões com Moscou e, outros, o descrédito em boa parte do mundo.

Para remediar a situação, a diplomacia americana decidiu enviar os gigantes do jazz aos quatro pontos cardeais que então contavam em termos de sedução ideológica: o Islã, a América Latina, a África Subsaariana e o bloco soviético.

O objetivo era apresentar o jazz como a face amável da cultura americana e como sinônimo de liberdade. A exposição apresenta diversas fotos históricas dos personagens retratados e o contexto diplomático de cada situação.

Entre as imagens, há cenas como a de Louis Amstrong jogando pebolim com Kwame Nkrumah - pai do pan-africanismo e da independência de Gana -, tocando trompete sobre um camelo nas pirâmides de Giza e rodeado de crianças em uma escola do Cairo.

Em outras, Dizzy Gillespie dirige uma motocicleta nas ruas de Zagreb, na antiga Iugoslávia do ditador Tito, e utiliza as notas de seu trompete para estimular a dança de uma cobra em Karachi, no Paquistão.

A exposição também mostra o pianista Dave Brubeck fazendo um show em uma gélida Varsóvia ou aterrissando no aeroporto de uma calorosa Bagdá, por onde Duke Ellington também passou na mesma campanha e onde, além de tocar piano, fumou pela primeira vez um cachimbo d'água.

Ellington também viajou para Adis-Abeba para se reunir com o imperador Halie Selassie e a Dacar para ser condecorado com todas as honras por Leopoldo Sedar Senghor, pai da independência senegalesa e criador do conceito humanístico de "negritude". Já Miles Davis aparece na exposição com sua banda encantando o público de Belgrado.

Mas o grande destaque é uma foto na qual Benny Goodman cumprimenta Nikita Khrushchov quando ainda estava longe o reatamento diplomático entre Moscou e Washington.

Nada era por acaso. Se para as viagens à África Negra se escolhiam músicos afro-americanos, para as visitas à antiga União Soviética se preferia brancos como Goodman, que interpretava jazz mas também música clássica europeia, muito apreciada em Moscou.

A política do Departamento de Estado de fazer amigos através da música concluiu antes do início da década de 80 e devido à oposição republicana a gastar o dinheiro do contribuinte em empresas culturais e em um gênero como o jazz.

Para o organizador da exposição, Doron Polak, "foi um grande êxito. A diplomacia do jazz conseguiu que a cultura americana se espalhasse pelo mundo como algo de todos. Para melhorar a imagem dos Estados Unidos não havia música melhor para se escolher".

"Podia ter-se optado pelo country, mas é uma música local demais, muito pouco universalista", disse Polak em declarações à Agência Efe. Segundo ele, "foi uma iniciativa para utilizar a arte com fins políticos e de propaganda".

Ele lembrou, no entanto, que "a utilização da arte para esses fins sempre existiu e continuará existindo". EFE amg/sa (webremix.info)


Quase metade dos times da Série A já trocaram de treinador

Dança das cadeiras na temporada 2010 já afetou 40% dos times da primeira divisão do Campeonato Brasileiro

Trabalhos a longo prazo normalmente são valorizados no mundo do futebol. Porém, a dança das cadeiras na temporada 2010 já afetou 40% dos times da primeira divisão do Campeonato Brasileiro. E o número pode aumentar ainda mais até o início da competição no próximo dia 8 de maio.

Atlético-GO, Botafogo, Ceará, Goiás, Grêmio-SP, Palmeiras e Vasco já oficializaram uma mudança. O Atlético-PR está experimentando Leandro Niehues e pode contratar o terceiro profissional no ano. Em situação parecida se encontra o Vitória, que já sinalizou um acerto com Paulo César Carpegiani para substituir Ricardo Silva, porém nada foi confirmado.

O principal motivo para demissões de treinadores são clássicos regionais, ou o medo de perdê-los. Entre os que já trocaram de treinador, apenas o Atlético-PR caiu de rendimento na temporada 2010: deixou de ter 66% de aproveitamento e caiu para 58%.

Confira a situação dos times que já trocaram de treinador:

ATLÉTICO-GO

Mudança: Arthur Neto por Geninho
Demissão: Após uma derrota para o Santa Helena por 2 a 1, o Dragão demitiu seu Arthur Neto no dia 19 de fevereiro, após a nona rodada do Campeonato Goiano. O treinador havia sido contratado em outubro e em 2010 tinha perdido apenas dois jogos (além de cinco vitórias, uma delas na Copa do Brasil, que eliminou o jogo de volta, e três empates). (aproveitamento em 2010: 60% - 5v, 3e, 2d)
Substituto: Geninho acompanhou de fora a vitória por 4 a 2 contra o Santa Helena e estreou no banco de reservas no clássico diante do Goiás, pela 11ª rodada e saiu derrotado por 2 a 1. Desde então foram quatro vitórias, um empate e outra derrota, na última quarta-feira. (aproveitamento: 61% - 4v, 1e, 2d)

ATLÉTICO-PR

Mudança: Antônio Lopes por Leandro Niehues
Demissão: Eis o caso mais curioso de todos os demitidos até agora: Antônio Lopes. O 'Delegado' chegou ao Furacão em agosto de 2009, salvou o time do rebaixamento no Brasileiro e na temporada 2010 estava há 11 jogos invicto quando foi demitido no dia 9 de março, após a 11ª rodada do Campeonato Paranaense. A justificativa da direção foi que o arquirrival Coritiba havia disparado na liderança do estadual e que o futebol apresentado não era o esperado. (aproveitamento em 2010: 66% - 7v, 5e, 1d)
Substituto: O auxiliar técnico Leandro Niehues foi escolhido para ser o novo treinador, porém de maneira experimental. Vice-campeão estadual em 2009 com o J.Malucelli, o técnico está sendo testado no estadual e caso seu desempenho não seja o esperado, um novo nome irá chegar para o Campeonato Brasileiro. (aproveitamento: 58% - 2v, 1e, 1d)

BOTAFOGO

Mudança: Estevam Soares por Joel Santana
Demissão: Uma derrota por 6 a 0 no clássico contra o Vasco custou o emprego do técnico Estevam Soares, que chegou ao Fogão em agosto do ano passado, ficou grande parte do Campeonato Brasileiro na zona de rebaixamento, mas conseguiu salvar o time. Porém, mesmo após vencer dois jogos em 2010, a goleada para o rival foi determinante para saída, no dia 25 de janeiro. (aproveitamento em 2010: 66% - 2v, 1d)
Substituto: O Botafogo recorreu a um velho conhecido para comandar a equipe: o experiente Joel Santana, desempregado desde que deixou a seleção da África do Sul. E o time de General Severiano não se arrependeu e viu o time superar o campeão brasileiro Flamengo nas semifinais da Taça Guanabara e vencer o Vasco na grande decisão do torneio, que garante ao clube uma vaga na final do Campeonato Carioca. (aproveitamento: 80% - 11v, 1e, 2d)

CEARÁ

Mudança: René Simões por Paulo César Gusmão
Demissão: No final de 2009, após conseguir o acesso para a primeira divisão, PC Gusmão estava prestigiado, mas não acertou a renovação de contrato e a diretoria do Ceará foi buscar René Simões da seleção da Costa Rica. Porém, uma campanha medíocre no Campeonato Cearense e um empate por 0 a 0 com o Fortaleza (que está na terceira divisão) custou o emprego do treinador no segundo dia de fevereiro. (aproveitamento: 33% - 2v, 1e, 4d)
Substituto: Sem René, o Ceará cedeu as exigências recontratou Paulo César Gusmão, que pouco depois pediu a recontratação do meia Geraldo, principal jogador do time em 2009. O rendimento do time melhorou, mas ainda não é animador. O Alvinegro é líder do segundo turno, mas na classificação geral é apenas o quinto colocado. (aproveitamento: 64% - 8v, 3e, 3d)

GOIÁS

Mudança: Hélio dos Anjos por Jorginho
Demissão: Hélio dos Anjou chegou ao Goiás ainda em 2008 e fez boas campanhas no Esmeraldino. Mas um possível desgaste com o ídolo Fernandão no final do ano passado e uma campanha pífia no Campeonato Goiano em 2010, o time chegou a ser lanterna, custaram o emprego do treinador no dia 25 de janeiro, após perder para o Atlético-GO por 2 a 1. (aproveitamento em 2010: 0% - 3d)
Substituto: O Goiás apostou em Jorginho, que havia feito bom trabalho como interino do Palmeiras em 2009, como treinador e o desempenho do time melhorou. O novo treinador apenas assistiu o empate por 1 a 1 com o Trindade e após sua estreia ficou nove jogos sem derrota e alavancou o time da última colocação para zona de classificação. (aproveitamento: 73% - 9v, 4e, 1d)

GRÊMIO PRUDENTE

Mudança: Vinícius Eutrópio por Toninho Cecílio
Demissão: Vinícius Eutrópio acertou com o 'Barueri' após o Campeonato Brasileiro. Porém, a base do time que havia feito boa campanha na primeira divisão foi desmanchada quase que em sua totalidade. É verdade que muitos reforços chegaram, mas o time não conseguiu se encaixar e deslanchar sob a batuta do treinador, que caiu no dia 7 de março, após empate por 1 a 1 com o Oeste. (aproveitamento: 48% - 5v, 4e, 4d)
Substituto: Já como Grêmio Prudente, o time optou por inovar e buscar Toninho Cecílio, ex-dirigente do Palmeiras, para ser o novo treinador da equipe. O técnico comandou o time em apenas dois jogos e ainda está com 100% de aproveitamento, após vencer Paulista e Corinthians. (aproveitamento: 100% - 2v)

PALMEIRAS

Mudança: Muricy Ramalho por Antônio Carlos
Demissão: "Quem contrata um técnico como Muricy Ramalho não é para ficar em quinto no Brasileiro". As célebres palavras do presidente Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo e uma consequente quinta colocação em 2009 já demonstravam um desgaste. Mas o Palmeiras até começou 2010 bem, com quatro jogos sem derrota. Mas com uma queda de rendimento e a falta de boas atuações custaram o emprego do técnico tricampeão brasileiro no dia 18 de fevereiro, após vexatória derrota para o São Caetano por 4 a 1 no Palesta Itália. (aproveitamento em 2010: 53% - 4v, 4e, 2d)
Substituto: Técnico do algoz São Caetano e ídolo do Palmeiras como jogador, Antônio Carlos Zago foi contratado para recuperar o Verdão. Porém, o bom futebol ainda não apareceu, o time ainda é muito criticado e segue longe da zona de classificação do Campeonato Paulista. Em clássicos, porém, duas vitórias, para o São Paulo (2 a 0), na estreia do treinador, e Santos (4 a 3). (aproveitamento: 59% - 5v, 1e, 3d)

VASCO

Mudança: Vágner Mancini saiu e não se conhece o substituto
Demissão: Após vencer o Campeonato Brasileiro da Série B, a diretoria do Vasco queria que Dorival Júnior seguisse como técnico do Vasco para 2010. Porém, questões salariais afastaram o treinador e Vágner Mancini foi contratado. O começo foi animador, mas uma derrota para o Botafogo na final da Taça Guanabara colocou o técnico em xeque. A lesão de Carlos Alberto, a queda de rendimento de Dodô e derrotas para Olaria e Americano custaram o emprego do treinador nas primeiras horas desta quinta-feira. (aproveitamento: 62% - 10v, 4e, 4d)
Substituto: Ainda não foi definido, mas deve ser escolhido até sexta-feira. Desempregados, Tite e Celso Roth são os favoritos.

Confira a situação dos técnicos que não foram demitidos:

Atlético-MG: Vanderlei Luxemburgo (estável)
Avaí: Péricles Chamusca (estável)
Corinthians: Mano Menezes (com resultados ruins, teria problemas com elenco)
Cruzeiro: Adilson Batista (estável)
Flamengo: Andrade (estável)
Fluminense: Cuca (estável)
Grêmio: Silas (contestado pela torcida)
Guarani: Vadão (corre risco de cair para a Série A-3 do Paulista)
Inter: Jorge Fossati (balança no cargo após resultados ruins)
Santos: Dorival Junior (estável)
São Paulo: Ricardo Gomes (começou irregular, mas melhorou desempenho)
Vitória: Ricardo Silva (deve sair após o estadual)

(webremix.info)


Dança com a ginga do futebol promete ser febre na Copa-2010

Uma danca inspirada na ginga do futebol foi criada especialmente para Copa de 2010 na Africa do Sul. Os jogadores da selecao sul-africana ja aprenderam a nova coreografia e ha ate mesmo comerciais e videos no Youtube ensinando os passos da "Diski Dance", que promete virar febre entre todas as torcidas. Veja video Leia mais (08/12/2009 - 09h39) (webremix.info)


Acontece no Rio encontro de cinema negro

Foi aberto nesta segunda-feira, no Centro Cultural da Justica Federal, no Rio de Janeiro, o 3º Encontro de Cinema Negro Brasil, Africa e Americas, com 49 titulos que serao exibidos em salas da cidade ate o proximo dia 18. Prestigiaram a cerimonia o ministro Edson Santos, da Igualdade Racial, e o presidente da Fundacao Palmares, Zulu Araujo. Serao apresentadas 23 producoes brasileiras, 14 africanas, cinco caribenhas, cinco norte-americanas, uma canadense e uma colombiana entre longas de ficcao e de medias e curta metragens. O ator, cineasta e roteirista Zozimo Bulbul, curador do encontro, classifica-o como “o nosso quilombo cinematografico, o nosso ponto de resistenciaâ€: O curador conta que “a producao de filmes na Africa e enorme, so a Nigeria faz 300 filmes por ano. Nos estamos na faixa dos 30 e quando temos mais producoes, como agora, e uma festa. O governo fez a lei para mais cinemas nas cidades brasileiras, mas quero ver as obrasâ€. Segundo ele, “nossa meta e promover o dialogo entre Brasil e Africa e mostrar que ha muitas semelhancas entre as duas culturas, mesmo depois de tanto tempo de rupturaâ€. Exemplo desta identidade e o documentario Barracao – Um Olhar Carnavalesco, do diretor estreante Waldir Xavier, de 41 anos, formado em edicao de som e de imagem na Franca. O filme foi feito durante um ano inteiro, tendo como personagem central o carnavalesco Wagner Goncalves e trata do processo de construcao do desfile de uma escola de samba, desde o barracao ate a avenida. – A escola e a Academicos do Cubango, de Niteroi, que desfilou homenageando Mercedes Batista, a primeira bailarina negra no corpo de baile do Teatro Municipal, nos anos 40. E um documentario sobre uma escola que vai fazer 50 anos no mes que vem que tem origem numa comunidade negra de Niteroi. A bailarina Mercedes Batista tem uma ligacao antiga com o carnaval carioca, explica Waldir Xavier, porque foi a responsavel pela coreografia da danca executada por Isabel Valenca como Chica da Silva, no desfile vitorioso do Salgueiro, em 1963. Alem do Centro Cultural da Justica Federal, o Encontro do Cinema Negro tambem tera atividades no cine Odeon-Petrobras, no Centro Afro-Carioca de Cinema, numa tenda armada na Lapa e no Espaco Tom Jobim. (webremix.info)


Espanha é favorável ao maior apoio à cultura ibero-americana

Sao Paulo, 3 out (EFE).- A Espanha ve com bons olhos a proposta de ampliar os recursos da Uniao Europeia (UE) para a cultura ibero-americana, afirmou hoje em Sao Paulo a ministra espanhola da Cultura, Angeles Gonzalez-Sinde."A UE ja tem um programa para o cinema para os paises do Caribe e da Africa, mas a proposta para que haja mais fundos para a cultura e uma ideia interessante. Mas precisamos tambem de tempo para uma proposta dessas tramitar na UE", disse a ministra aos jornalistas espanhois. Partiu da ministra colombiana Paula Moreno, a sugestao de criar um fundo europeu para estimular a cultura ibero-americana, liderado pela Espanha quando esta assumir em 2010 a Presidencia semestral do bloco. Gonzalez-Sinde participou neste sabado da Conferencia Ibero-Americana de Ministros de Cultura que encerrou os quatro dias do 2º Congresso de Cultura Ibero-Americana, evento em que participaram autoridades da Espanha, Portugal, America Latina, Caribe e paises africanos de lingua portuguesa. "Se os congressos se consolidarem sera algo formidavel, pois ja temos programacoes avancadas para as proximas edicoes, o terceiro (no proximo ano sera em Medellin, na Colombia) e depois o quarto na Argentina", ressaltou. Sobre o balanco da edicao, que teve como eixo tematico a transformacao cultural na sociedade, Gonzalez-Sinde comemorou a execucao das conclusoes do congresso anterior, no Mexico, e deu como exemplo a adocao de uma lei audiovisual com a existente no Brasil. Conforme a ministra, a lei brasileira conta com acoes concretas, como a conservacao de acervo audiovisual. A ministra avaliou ainda a participacao da Espanha no congresso do proximo ano em Medellin, que tera como pilares a musica e a danca. "Para a Espanha, o congresso da Colombia vai a ser importante. Da mesma forma que para a Colombia a musica popular e algo relevante para a Espanha. E uma industria que, junto com a editorial, e vigorosa", definiu. Nesse sentido, destacou que a colega colombiana esta preocupada com a distribuicao de musica pela internet. "Isso e algo que Moreno quer que tenhamos bem presente e os paises tem que proteger a criacao, mas tambem fomentar a distribuicao", indicou. A ideia de quantificar a participacao da cultura na economia, chamado por alguns analistas franceses de Produto Interno Bruto (PIB) da alegria, foi outro tema abordado por Gonzalez-Sinde durante o congresso. O ministro anfitriao, Juca Ferreira, "disse que a conferencia representou um avanco com relacao a primeira, que abordou temas importantes sobre a questao audiovisual", disse a Agencia Efe. Ele ressaltou que assim como a politica e a economia, a cultura tem importancia tem todos os territorios. "No Brasil achamos que a cultura e um estimulo a construcao da cidadania e o fortalecimento da democracia", sintetizou. Temas como a posicao dos responsaveis da cultura ibero-americana com relacao ao golpe de Estado em Honduras e o isolamento de Cuba, pelo bloqueio economico mantido pelos Estados unidos, foram abordados na reuniao ministerial. Por estarem fora da agenda oficial do encontro, os assuntos devem ser tratados em uma reuniao extraordinaria dos ministros de Cultura proposta por Moreno, que sera definida nos proximos dias. EFE wgm/dm (webremix.info)


Festival BacktoBlack celebra cultura africana

A estacao de trem da Leopoldina vai receber nesta sexta-feira o Festival BacktoBlack, evento internacional que celebra a Africa como berco da civilizacao e polo de discussao politica e difusao cultural. Serao tres dias de conferencias, shows, apresentacoes de danca, projecoes de filmes, entre outras manifestacoes politico-culturais. O evento trara ao Rio celebridades internacionais como Youssou N’Dour (foto), Angelique Kidjo, Bob Geldof e Omara Portuondo. O ex-ministro da Cultura e artista Gilberto Gil tambem participa do evento. O festival pretende discutir os aspectos mais importantes da vida cultural e politica do continente africano atraves da musica, danca, moda, cinema, gastronomia e artes visuais, alem de conferencias e debates com artistas, politicos e personalidades do pais e do exterior. A Leopoldina ganhara ainda identidade africana com o mapas, textos e fotos, espalhados pela cenografa Bia Lessa, que tambem montara a instalacao permanente Somos todos africanos. Somos todos humanos. Back to Black. Confira a programacao do Festival BacktoBlack: Sexta-feira (28/08) 20h as 21h30: Conferencia: Construindo utopias, com Bob Geldof e Breyten Breytenbach. Mediacao:Jose Eduardo Agualusa 22h: Gilberto Gil (show acustico) 23h30: Youssou N'Dour (participacao: Marisa Monte) Sabado (29/08) 20h as 21h30: Conferencia: Cultura e Desenvolvimento, com Gavin Hood, Youssou N'Dour e MV Bill. Mediacao: Katia Lund 22h: Mv Bill 23h30: Banda Black Rio - show em homenagem a Tim Maia, com Ed Motta, Mano Brown e Ice Blue (Racionais Mcs) 1h: "Encontro das periferias": Funk carioca, com DJ Sany Pitbull e bailarinos; kuduro de Angola, com DJ Znobia e bailarinos; e krumping de Los Angeles, com DJs Goofy, Miss Prissy, Deuce, Bad Newz e Out Law. Domingo (30/08) 17h as 18h30: A Africa na construcao do mundo. O Futuro Dambisa Moyo, Graca Machel, Samora Machel e Gilberto Gil. Mediador: Alberto da Costa e Silva Show "Celebracao do samba", conduzido por Mart'nalia 19h: Do Brasil: Mart'nalia, Dona Ivone Lara, Luiz Melodia, Marina Lima, Maria Gadu, Margareth Menezes, Rodrigo Maranhao. Da Africa: Angelique Kidjo (Benin), Paulo Flores (Angola), Mayra Andrade (Cabo Verde) e Omara Portuondo (Cuba). Servico: Back2Black Festival @ Estacao Leopoldina. Rua Francisco Bicalho s/n, Leopoldina Sex e sab, a partir das 19h. Dom, a partir das 16h. Precos (cheios e promocionais): palestra e show: R$ 80; show: R$ 60. Combo 2 dias (palestras + shows): R$130. Combo 3 dias (palestras + shows): R$160. Nao recomendado para menores de 16 anos. Pontos de venda: Fnac (Barra), Piraque (Lagoa), Modern Sound (Copacabana), Bougainville (Tijuca), Sao Bento (Niteroi), Tres Pontos (Campo Grande), Alfa Brasil (Jacarepagua), e internet (www.ingressorapido.com.br) (webremix.info)


Brasileiros no Festival de Locarno

Comeca nesta quarta-feira, com um destaque especial para os desenhos animados Manga japoneses, o 62. Festival Internacional de Cinema de Locarno, do qual participam filmes brasileiros e se mostram producoes raras como da Coreia do Norte, da Africa do Sul e Mongolia, que nunca se verao nas salas comerciais de cinema ou, com um pouco de sorte, na Mostra de Sao Paulo. Abertura no telao da Piazza Grande, com lugares sentados para nove mil pessoas, sera com a comedia norteamericana Dias de Verao, de Marc Webb, seguida de um filme do israelense Amos Gitai, sobre seu espetaculo de teatro em Avignon, na Franca, A Guerra dos Filhos da Luz contra os Filhos das Trevas. Um dos temas dominantes, e o da imigracao, de bastante atualidade, numa Europa que considera crime a imigracao ilegal. Mas ha tambem filmes sobre a busca de sua propria identidade das fugas impostas pela guerra, pelo medo ou pobreza, mostrando um outro aspecto dessa globalizacao dos excluidos. Donde surgem historias novas como a de um italiano que revisita a Argentina, de um chines emigrando para Londres, uma holandesa curiosa da Irlanda, de alemaes viajando para o Cambodja ou de um frances em Lisboa. Resta ainda um espaco para filmes sobre a relacao do homem com a natureza, submetidas e controladas por interesses politicos e economicos. E, como nao poderia deixar de ser, diante da ameaca trafica de um planeta super aquecido e impossivel para os seres humanos, surgem filmes sobre o fim do mundo ou, pelo menos, do nosso mundo. Uma outra versao do medo antigo de uma guerra nuclear, substituida por erros catastroficos ambientais. O ponto forte desse festival, considerado o quarto em importancia no ranking mundial, cuja grande atracao e o telao de 300 m2 no centro de uma praca de estilo italiano lombardo, e a competicao internacional. Sao 18 filmes de paises diversos, de cinema independente, na competicao ao Leopardo de Ouro, que nem sempre garante exibicoes nas salas hoje controladas por produtores de filmes comerciais, na maioria norteamericanos. Entre os 18 filmes em competicao um filme brasileiro, coproducao francobrasileira, do cineasta Esmir Filho, Os Famosos e os Duendes da Morte, ainda inedito no Brasil, numa estreia mundial. Tambem em portugues e em estreia mundial, o filme A Religiosa Portuguesa, coproducao francoportuguesa. Na competicao ha tambem um filme anglo-iraniano, Frontier Blues, de Babak Jalali, e uma coproducao belgoargentina, La Cantante de Tango, de Diego Martinez Vignatti, dois filmes japoneses e um chines, ainda desconhecidos. Em Locarno, tudo pode acontecer, porque e o festival mais centrado no mundo emergente. Na competicao Cineastas do Presente, nao poderia faltar um tema de grande atualidade a Faixa de Gaza durante os ataques israelenses, Piombo Fuso, de Stefano Savona. Richard Dindo, o documentarista suico conhecido do publico da Mostra de Sao Paulo, ressurge com seu primeiro filme americano – The Marsdreamers, um filme cheio de humor com utopistas americanos convencidos da necessidade de se conquistar o planeta Marte. Dois brasileiros, Felipe Braganca e Marina Meliande, participam dessa competicao com A Fuga, a Raiva, a Danca, a Bunda, a Boca, a Calma, a Vida da Mulher Gorila. O argentino Matias Pineiro mostrara seu filme Todos Mienten. Outro brasileiro, Gregorio Graziosi, participa de outra secao de filmes, a dos Leopardos de Amanha, obras promissoras e prometedoras, com o filme Mira. Na mostra Aqui e Alem, o filme da brasileira Clarissa Campolina, Notas Flanantes, ja mostrado no Brasil. Havera tambem a estreia, nessa mesma mostra do filme, em estreia mundial, da brasileira Maya Da-Rin. (webremix.info)


"Fantasma" de Michael Jackson aparece no Caribe colombiano

Mulher, de 44 anos, estava ensinando a seus filhos alguns passos de danca do "rei do pop" (webremix.info)


Candidato de Mandela é favorito nas eleições sul-africanas

Mais de 20 milhoes de sul-africanos vao as urnas nesta quarta-feira para decidir quem governara o pais pelos proximos cinco anos. Jacob Zuma, candidato do Congresso Nacional Africano - partido que mantem a hegemonia na politica sul-africana ha 15 anos -, lidera as pesquisas para suceder o atual presidente Kgalema Motlanthe. No ultimo comicio de Zuma antes das eleicoes, realizado no domingo, o CNA lancou mao de seu maior trunfo. Aos 90 anos, Nelson Mandela apareceu ao lado de Zuma, surpreendendo as mais de 60 mil pessoas que foram ao estadio Ellis Park, em Johanesburgo. Mesmo com saude fragil, o maior simbolo da luta contra o Apartheid (regime de segregacao racial que perdurou por mais de 40 anos na Africa do Sul) foi manifestar seu apoio a Zuma em um momento em que o candidato enfrenta muitas criticas por suspeitas de corrupcao - ele foi acusado de ter recebido dinheiro em uma negociacao de venda de armas quando era vice-presidente do pais, em 2005. Ha duas semanas, a Promotoria Geral retirou todas as acusacoes, alegando manipulacao no processo para prejudicar Zuma. A decisao causou a indignacao da oposicao. "Enquanto Zuma nao for julgado havera sempre uma nuvem de suspeitas sobre ele" afirma Helen Zille, lider da opositora Alianca Democratica, que espalhou cartazes pelo pais com os dizeres "Pare Zuma". Intencao de votos No poder desde 1994, quando elegeu Nelson Mandela, o CNA deve conquistar cerca de 65% das cadeiras do Parlamento, segundo pesquisa do instituto Ipsos Markinor, publicada na ultima semana, e tera o direito de indicar Jacob Zuma a Presidencia. A Alianca Democratica, com 11% nas projecoes, e o Congresso do Povo, com 9%, lutam para evitar que o CNA leve dois tercos dos votos e assim tenha poder ate para mudar a Constituicao. O Congresso do Povo (COPE), partido criado no fim do ano passado por dissidentes do CNA, tambem tenta ganhar votos do CNA questionando a honestidade de Zuma. "Os lideres do partido governista ganham tratamento especial, so os pobres tem que enfrentar a justica. Estamos cansados de eleger politicos que ganham bons salarios, mas continuam roubando o nosso dinheiro", acusou Mosiuoa Lekota, presidente do COPE, no ultimo comicio do partido. Mesmo com grande favoritismo para vencer as eleicoes, o CNA enfrenta seu momento mais delicado desde que assumiu o poder, em 1994, com Nelson Mandela. Depois de dois mandatos consecutivos de Thabo Mbeki, a aprovacao do governo despencou de 75%, em 2004, para apenas 52%, em novembro passado. Alem disso, Mbeki e Zuma, antigos aliados, brigaram, causando o racha que originou o COPE. Com isso, dificilmente o CNA repetira o desempenho das eleicoes passadas, quando conquistou 70% das vagas no Parlamento. O CNA e criticado pela minoria branca (quase 10% da populacao) por causa de suas politicas afirmativas que beneficiam apenas os negros (cerca de 80% do povo), e Zuma ainda teve sua imagem arranhada em 2005, quando foi acusado de estupro. Ele foi inocentado, mas provocou revolta em parte da populacao ao admitir ter tido relacoes sexuais sem protecao com uma mulher que ele sabia ser HIV positivo - a Africa do Sul e lider no numero de casos de AIDS no mundo, com cerca de 5,7 milhoes de infectados. "Esta e a eleicao mais interessante na Africa do Sul desde a de 94 porque o CNA enfrenta muitos problemas de corrupcao e tem uma oposicao mais forte. Alem do mais, com o passar dos anos, o discurso do partido de que ele lutou pelo fim do Apartheid perde um pouco da forca, as pessoas comecam a se interessar mais por empregos e servicos" disse a BBC Brasil a cientista politica Yolanda Sadie. Mas Zuma discorda das previsoes, que considera "pessimistas", e garante que o CNA "nunca foi tao popular". De fato, o partido ainda tem grande influencia sobre a populacao negra do pais - segundo a pesquisa do Ipsos Markinor, 79% dos eleitores negros vao votar no CNA. Figura carismatica, Zuma alegrou seus fieis eleitores no comicio do ultimo domingo ao arriscar varios passos de danca. Depois, durante o discurso, prometeu que trabalhara para diminuir as desigualdades sociais, o desemprego (por volta de 23%) e que respeitara a Constituicao. "Nos governamos com responsabilidade e sempre defenderemos e protegeremos nossa Constituicao. Quero reafirmar nosso compromisso de respeito a independencia do poder judiciario e as leis" afirmou Zuma. Leia mais sobre: eleicoes na Africa do Sul (webremix.info)


Segunda edição do Congresso Internacional de Danças Africanas este fim-de-semana em Lisboa

Lisboa, 20 Mar (Lusa) - O Cinema Sao Jorge e palco este fim-de-semana da segunda edicao do Congresso Internacional de Dancas Africanas, um evento que pretende "incentivar a danca em todos os apaixonados pelos ritmos quentes de Africa", de acordo com a organizacao. (webremix.info)


Angolano entra no BBB 9 em noite de festa africana

Do JC OnLine Com informacoes do UOL O angolano Ricco, que venceu o "Big Brother Africa 3", e o mais novo integrante da versao brasileira do reality show. Ele passara alguns dias no BBB 9. A festa "Africa", realizada nesse sabado (28), marcou tambem a chegada do convidado. Alem de Ricco, a cantora Ary, tambem angolana, interagiu com os confinados e deixou a casa junto com o DJ que embalou as primeiras horas da festa. Durante a discotecagem, Ricco e Ary dancaram musicas brasileiras e tambem ensinaram alguns passos de danca novos aos BBBs. (webremix.info)


(RJ)Rubem Confete convida para seu aniversário sexta na Gamboa

Dia 19, esta sexta, será comemorado o aniversário do compositor, cantor, radialista e dramaturgo Rubem Confete. A festa acontece no "Centro Cultural Pequena África", na Gamboa, cujo lema é "Ancestralidade, solidariedade, cidadania e revitalização da Zona Portuária".

A música será comandada pelo grupo "Toca, Canta e Dança", sob o comando de Naval, e vários convidados são aguardados.

Horário: 18h30
Entrada a R$ 10
O Centro Cultural Pequena África fica no Largo de São Francisco da Prainha, 4, sobrado, esquina com Sacadura Cabral - pertinho de onde rola o samba dos Escravos da Mauá.

(ouça a bonita voz do Confete aqui: http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=14632). (webremix.info)


(RJ)"Projeto Jongá" dias 18, 19 e 20 no Centro (grátis)

O "Projeto Jongá" volta ampliado à Caixa Cultural Rio, com músicas, danças, palestras e cinema. Tudo grátis. "Projeto Jongá – Cantos de Fé, de Trabalho e de Orgia" ocupa três espaços da Caixa Cultural Rio nos dias 18, 19 e 20 de novembro (terça, quarta e quinta).

Copiei e colei o texto de apresentação do projeto e coloquei abaixo. Parece bem interessante o evento.

"No ano em que o Brasil comemora 120 anos de Abolição da Escravatura, Jongá vai discutir e reavaliar a rota do Atlântico como via de mão dupla e como legitimação da herança e identidade dos brasileiros.

Dessa vez, o projeto mostrará como as matrizes dialogam com o entorno, tanto no cinema, quanto nas falas dos tambores e nas terreiradas trazidas para o palco. Sob curadoria do escritor, percussionista e estnomusicólogo, Délcio Teobaldo, Jongá oferecerá workshops de percussão, sessões de cinema comentadas sobre a travessia do Atlântico Negro e espetáculos de Moçambique, Jongo e Caxambu.

Os workshops serão ministrados pelo mestre Humberto Balogum, 85, um dos últimos guardiões da tradição Angola-Congo. Os filmes selecionados pelo jornalista, crítico e diretor de televisão Wagner Corrêa de Araújo vão refletir sobre aspectos da cultura brasileira e sua mestiçagem nas falas, nas danças e nos sotaques dos tambores.

O Projeto Jongá será aberto dia 18, pelo Moçambique de São Benedito do Marechal de Cunha (SP), comandado pelo patriarca de 74 anos, José Jerome, vencedor, este ano, do Prêmio Humberto Maracanã, do Ministério da Cultura. Os visitantes poderão conhecer a antiga dança de escravos vindos da região central da África e que também sofreu influências ibéricas e indígenas.

No dia 19, a Comunidade de Sapezal, do mesmo município paulista, brinda o público com seu Jongo patriarcal. Ao redor dos tambores escavados em tronco, os homens dançam em círculo e criam os pontos no improviso da hora e no movimento da gira. As mulheres são mantidas fora da roda para que sejam protegidas da língua destrava dos homens.

No dia 20, o projeto será encerrado por seu idealizador Délcio Teobaldo com uma roda de Caxambu, celebrando os ritos de plantio, cuidados, colheita e gozo dos frutos da Terra."

Serviço

Local: CAIXA Cultural RJ – Teatro de Arena, Cinema 02 e Sala Margot.
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25- Centro- RJ (ao lado da estação Carioca do Metrô)
Tel: 21 2544-4080
Grátis

Horários:

Tambores de lá e daqui
Oficinas de Percussão - Todos os dias às 15h30
Cine Travessia
Sessão de cinema - Todos os dias às 17h30
Cantos de fé, de trabalho e de orgia
Apresentações de canto e dança - Todos os dias às 19h
Recomendação etária: 14 anos
Acesso para portadores de necessidades especiais
Acesse a programação da CAIXA Cultural: www.caixa.gov.br/caixacultural

(webremix.info)


Programação do Festival do Caribe Cuba em Pernambuco (webremix.info)


Fliporto exalta a África e o novo presidente dos EUA (webremix.info)


Links : Dança Africana

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