Desenvolvimento

Notícia : Desenvolvimento

Fifa investirá US$ 70 mi para desenvolver futebol na África

O diretor de Desenvolvimento da Fifa, Thierry Regenass, afirmou nesta sexta feira que a entidade investira US$ 70 milhoes (R$ 121 milhoes) em projetos para o desenvolvimento do futebol no continente africano por causa da realizacao da Copa do Mundo de 2010, na Africa do Sul. (webremix.info)


Mortalidade entre menores de 5 anos cai após Convenção sobre Direitos da Criança

Relatorio divulgado pelo Fundo das Nacoes Unidas para a Infancia (Unicef) mostra que houve reducao no numero anual de mortes de criancas menores de 5 anos de 1990 a 2008, passando de 12,5 milhoes para 9 milhoes. O estudo foi feito em comemoracao aos 20 anos da Convencao sobre os Direitos da Crianca. Segundo o texto, a reducao da mortalidade “resultou de esforcos imensos empreendidos por governos, organizacoes nao governamentais e a comunidade internacional”. O Unicef destaca especialmente a ampliacao da oferta de vacinas como fator determinante para a queda. Desde 2000, o numero de mortes por sarampo, por exemplo, caiu 74% em todo o mundo. O tratado internacional determina os direitos civis, politicos, sociais, economicos e culturais das criancas, levando em consideracao principios como a nao discriminacao, o direito a vida e ao desenvolvimento e o respeito pelas opinioes do menor. A convencao foi assinada por todos os paises. O Unicef alerta, no entanto, para o fato de que diariamente e registrada a morte de mais de 24 mil criancas menores de 5 anos por motivos diversos. Cerca de 22 milhoes de bebes nao estao protegidos por imunizacao de rotina e 4 milhoes de menores de 5 anos morrem anualmente devido a tres causas: diarreia, malaria ou pneumonia. Estima-se ainda que entre 500 milhoes e 1,5 bilhao de criancas sao vitimas de violencia por ano e que 150 milhoes de 5 a 14 anos estejam envolvidas em trabalho escravo. Segundo o Unicef, a Africa e a Asia “apresentam os maiores desafios para os direitos da crianca a sobrevivencia, ao desenvolvimento e a protecao”. Ja o numero de criancas fora da escola caiu de 115 milhoes para 101 milhoes entre 2002 e 2007. Entretanto, cerca de 100 milhoes de criancas em idade de frequentar a escola primaria nao estao matriculadas nesse ciclo. (webremix.info)


Convenção dos Direitos da Criança completa 20 anos

Genebra, 20 nov (EFE).- Genebra, 20 nov (EFE).- Duas decadas depois da assinatura da Convencao sobre os Direitos da Crianca grandes avancos ja foram registrados, como a reducao da mortalidade infantil, mas a pobreza, a violencia, e algumas doencas ainda ameacam os menores, segundo o Unicef. Exatamente nesta sexta-feira, em 20 de novembro de 2009, a Convencao sobre os Direitos da Crianca completa 20 anos, duas decadas da existencia do tratado internacional de direitos humanos mais amplamente ratificado da historia, dado que todos os paises do mundo o assinaram, e so dois nao o ratificaram. Alem disso, mais de 70 paises incorporaram codigos da infancia em sua legislacao nacional a partir do que estabelece o tratado. A Convencao estabelece quatro direitos fundamentais: a nao discriminacao, o interesse superior da crianca como consideracao primordial nos assuntos que a afetam, o direito a vida, a sobrevivencia e ao desenvolvimento, e o respeito as suas opinioes. Em duas decadas de vigencia, as conquistas sao claras. Mas igualmente limpidos sao os desafios, como mostra uma edicao especial do relatorio "Estado Mundial da Infancia" editado pela Unicef para comemorar o aniversario. Segundo o texto, o numero anual de mortes de menores de cinco anos no mundo caiu de 12,5 milhoes, em 1990, para 9 milhoes em 2008, mas ha ainda 4 milhoes de recem-nascidos que morrem durante o primeiro mes de vida, e outros 4 milhoes antes de completar cinco anos basicamente por tres causas: diarreia, malaria e pneumonia. O relatorio aponta que bilhoes de meninos e meninas precisam de um ou mais servicos essenciais para a sobrevivencia, e 148 milhoes de menores de cinco anos tem peso insuficiente para sua idade. A vacinacao sistematica aumentou de 75%, em 1990, para 81%, em 2007, contudo, ainda ha 22 milhoes de recem-nascidos que nao estao imunizados contra doencas que tem vacinacoes sistematicas. De 1990 a 2006, mais de 1,6 bilhoes de pessoas tiveram acesso a melhores fontes de agua potavel. Ao mesmo tempo, porem, 37 milhoes de recem-nascidos nao recebem sal iodado nas quantias ideais para garantir que fiquem protegidos da carencia de iodo. A prevalencia do HIV caiu entre as mulheres com idades de 15 a 24 anos que fazem acompanhamento pre-natal, mas 2 milhoes de meninos e meninas menores de 15 anos convivem com a doenca no mundo todo. Com relacao a educacao, o relatorio da Unicef assinala que o numero de criancas nao escolarizadas caiu de 115 milhoes, em 2002, para 101 milhoes, em 2007, e a permanencia ate o ultimo ano da escola primaria nos paises em desenvolvimento foi superior a 90% em 2000-2007. No entanto, 101 milhoes de menores nao estao na escola primaria, e sao mais as meninas que os meninos. Precisamente, a paridade entre generos e um dos grandes maiores desafios. A alfabetizacao entre os jovens homens e 1,2 vezes mais elevada que entre as mulheres jovens nos paises menos desenvolvidos, enquanto o casamento infantil entre as mulheres jovens que vivem nas areas rurais do mundo em desenvolvimento e o dobro que entre as mulheres jovens das cidades. Mais de 64 milhoes de mulheres entre 20 e 24 anos no mundo em desenvolvimento se casaram antes de completar 18 anos, e 14 milhoes de mulheres deram a luz entre os 15 e os 19 anos. O acesso ao ensino medio na America Latina e no Caribe entre os meninos, no entanto, e inferior em 6% ao percentual registrado entre as meninas. A Unicef tambem constata que a violencia faz estragos entre a populacao infantil. Cerca de 70 milhoes de mulheres e meninas em 29 paises foram vitimas de mutilacao genital, 1,5 bilhao de menores sao vitimas de violencia, e conforme os ultimos dados disponiveis, 1,2 milhao de meninos e meninas sao vitimas todos os anos. Diante desta situacao, a Unicef quer a colaboracao de todas as instancias nacionais, os organismos internacionais, e a sociedade civil para que a Convencao se aplique em toda sua amplitude e possa continuar na luta pelos direitos e pela protecao dos menores. EFE mh/dm (webremix.info)


Crise gerou 9 milhões de pobres na América Latina, diz Cepal

Um relatorio divulgado nesta quinta-feira pela Cepal (Comissao Economica para a America Latina e o Caribe) indica que a crise financeira internacional fara neste ano com que nove milhoes de pessoas passem a viver em situacao de pobreza na regiao. O estudo, intitulado Panorama Social da America Latina 2009, diz que a pobreza na area aumentara neste ano 1,1% e a indigencia, em 0,8%, em relacao a dados de 2008.Com isso, de acordo com as projecoes da Cepal, o total de pobres na regiao saltaria de 180 milhoes para 189 milhoes, equivalente a 34,1% da populacao da America Latina ou a um Brasil inteiro. Ja as pessoas em situacao de indigencia passariam de 71 milhoes para 76 milhoes (13,7% da populacao do continente). No relatorio, a Cepal considerou em situacao de pobreza pessoas que nao tem renda familiar mensal suficiente para comprar uma cesta basica e tambem pagar por servicos basicos, e em situacao de indigencia quem sequer tem renda familiar mensal para comprar apenas uma cesta basica. Meta do Milenio A Cepal alerta que estes dados mostram "uma mudanca na tendencia de reducao da pobreza que vinha sendo registrada na regiao" nos ultimos anos. A secretaria-executiva da Cepal, Alicia Barcena, disse que tal tendencia de reducao so foi possivel devido ao maior crescimento economico regional, o incremento do gasto social e melhorias distributivas. Barcena ressaltou a "urgencia de que a regiao (America Latina e Caribe) trabalhe num novo sistema de protecao social de longo prazo". "Nao podemos dizer que deixamos perder as conquistas alcancadas entre 2002 e 2008. No entanto, este aumento da pobreza nos obriga a agir. Devemos repensar os programas de protecao social, com uma visao estrategica de longo prazo e medidas que possam aproveitar o capital humano e protejam o ingresso das familias e grupos vulneraveis." Barcena observou ainda que o aumento da pobreza atrasara na regiao o cumprimento da primeira Meta de Desenvolvimento do Milenio da ONU - erradicar a pobreza extrema e a fome ate 2015. O comunicado da Cepal nao cita o Brasil, especificamente, mas diz que paises que tiveram reducao do Produto Interno Bruto (PIB) e aumento do desemprego, como o Mexico, sofrerao maior incremento dos seus niveis de pobreza e indigencia do que os demais paises da regiao. No caso do Brasil, este efeito seria menor, ja que o impacto da crise internacional no PIB brasileiro foi menor do que o temido inicialmente. (webremix.info)


Construtoras tentam barrar projeto que limita BNDES

Rivais no canteiro de obras, fora dele as maiores construtoras do Pais se juntaram para derrubar o que dizem ser uma ameaca a seus negocios: um projeto de lei que proibe o Banco Nacional de Desenvolvimento Economico e Social (BNDES) de financiar obras fora do Brasil. E que elas sao as principais interessadas na atuacao internacional do banco federal.Estimuladas pelo governo Lula e sua politica de ocupacao comercial da America Latina e da Africa, empresas como Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Correa estao construindo hidreletricas, portos e metros em outros paises, com financiamento do BNDES. Nos ultimos cinco anos, o banco desembolsou mais de US$ 3 bilhoes nas operacoes das construtoras fora do Pais. Ate agosto, elas ja haviam recebido quase US$ 957 milhoes da instituicao. Para as construtoras, e um bom mercado. Contratadas em outros paises, recebem o financiamento do BNDES, aqui dentro, enquanto executam as obras. Depois, o governo que as contratou tem 12 anos de prazo para devolver o dinheiro ao banco brasileiro. O projeto que tramita no Senado, de autoria do senador Raimundo Colombo (DEM-SC), fecha essa fronteira. Ele proibe que "o BNDES financie governos de outros paises e suas empresas". "O papel do BNDES nao e esse. Ele nao pode dar dinheiro para um metro na Venezuela ou um porto em Cuba, quando tem tanta coisa para fazer no Brasil", afirma Colombo. Quando chegou ao Senado, no comeco do ano, o projeto de Colombo chamou a atencao das construtoras e do BNDES. Mas a preocupacao cresceu mesmo depois do parecer favoravel da relatora da Comissao de Constituicao e Justica, a senadora Katia Abreu (DEM-TO). No seu parecer, a senadora afirma que a funcao do BNDES foi "desvirtuada com o financiamento de governos estrangeiros". Na visao das construtoras, a disputa politica pode estar embaralhando as discussoes em torno do papel do BNDES. Os oposicionistas, entre eles os democratas Raimundo Colombo e Katia Abreu, acham que o presidente Luiz Inacio Lula da Silva usa o banco publico para aumentar sua influencia no continente e para agradar governantes amigos, como o presidente Hugo Chavez, da Venezuela. O governo, por sua vez, afirma que o apoio oficial e fundamental para abrir mercado para as empresas brasileiras. "Esse projeto e um tiro no pe com a melhor das intencoes. Ele so prejudica as empresas brasileiras", afirma o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, a quem o BNDES esta subordinado. As informacoes sao do jornal O Estado de S. Paulo. (webremix.info)


EUA são contra ampliação do G20

Washington, 17 nov (EFE).- O secretario do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, disse ser contra a entrada de novos membros no Grupo dos Vinte (G20, os paises mais desenvolvidos e as principais nacoes em desenvolvimento), mas admitiu a possibilidade de manter a presenca de observadores."Nossa postura e que nao podemos ampliar o grupo sem prejudicar sua eficacia", disse Geithner em discurso no Comite de Relacoes Exteriores do Senado, sem mencionar nenhum pais concretamente. O secretario reconheceu que o G20, que se tornou o principal comite economico mundial, "nao e perfeito", e citou entre uma de suas falhas a grande presenca de paises europeus, que contam com cinco cadeiras - algo que qualificou como "levemente anomalo". No entanto, Geithner apontou que o G20 "e melhor que outras alternativas", e disse que os EUA querem a manutencao da composicao atual para "dar estabilidade". Alguns paises que nao pertencem ao grupo participaram como observadores nas reunioes "em representacao de foros regionais", o que funcionou "relativamente bem", segundo Geithner. O G20 e integrado pela Uniao Europeia (UE), o Grupo dos Sete (Estados Unidos, Canada, Japao, Alemanha, Reino Unido, Italia e Franca) e Coreia do Sul, Argentina, Australia, Brasil, China, India, Indonesia, Mexico, Arabia Saudita, Africa do Sul, Turquia e Russia. EFE. cma/dp (webremix.info)


Africanos consideram "sombrias" perspectivas para Copenhague

A tres semanas da Conferencia da ONU sobre Mudancas Climaticas, nao ha indicacoes encorajadoras sobre o nivel de preparacao dos paises industrializados para responder as demandas dos em de desenvolvimento, disse nesta terca feira o primeiro ministro da Etiopia, Meles Zenawi. Zenawi e o coordenador da Conferencia de chefes de Estado e de Governo Africanos sobre a Mudanca Climatica (CAHOSCC, na sigla em ingles), que negociara a posicao da Africa na cupula da ONU, que reunira de 7 a 18 de ... (webremix.info)


BicBanco receberá 1º empréstimo de programa de financiamento do BID

Miami, 16 nov (EFE).- O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou hoje em Miami que fara o primeiro emprestimo de um programa de financiamento para o comercio exterior ao banco brasileiro BicBanco.A empresa recebera um credito de ate US$ 50 milhoes por meio do Programa de Facilitacao do Financiamento para o Comercio Exterior (TFFP, na sigla em ingles). O anuncio foi feito durante a 43ª Assembleia Anual da Federacao Latino-Americana de Bancos (Felaban), realizada hoje e amanha em Miami com a presenca de quase 1.400 banqueiros. A chefe da Divisao de Mercados Financeiros do BID, Daniela Carrera-Marquis, destacou o fato de o BicBanco ter obtido o primeiro emprestimo sob o TFFP, "dado que a instituicao brasileira foi a primeira a utilizar as garantias do programa". O vice-presidente executivo do BicBanco, Paulo Celso del Ciampo, disse que o BID "tomou a sabia decisao de fornecer emprestimos sob este programa". "Isto da aos bancos emissores uma seguranca muito necessaria de que, inclusive em tempos dificeis, podem contar com um parceiro solido como fonte estavel de financiamento ao comercio exterior para seus clientes", acrescentou. O BID informou tambem que Citibank, Standard Chartered e Wachovia se juntaram ao TFFP por meio de um acordo de participacao segundo o qual serao "bancos confirmantes" e poderao fornecer "financiamento adicional na forma de emprestimos 'B' para complementar os emprestimos do BID". Os bancos estao em conversas com o BID para participar da transacao do BicBanco. O programa foi lancado com o objetivo de dar garantias de credito parciais para impulsionar o financiamento do comercio exterior em empresas latino-americanas e caribenhas. O TFFP formou uma rede de 59 bancos emissores e 222 "bancos confirmantes" na America Latina, America do Norte, Europa, Asia e Africa. O programa ja apoiou mais de 830 transacoes envolvendo mais de US$ 800 milhoes e a maioria dos beneficiados foram pequenos exportadores, "ja que tres em cada quatro operacoes foram de menos de US$ 1 milhao". Em resposta a crise economica global, o BID ampliou o TFFP ate um maximo de US$ 1 bilhao, frente ao limite original de US$ 400 milhoes. O programa tambem foi modificado para incluir emprestimos e para apoiar transacoes em moedas diferentes do dolar. EFE so/bba (webremix.info)


Lula fala sobre Battisti com líder da oposição italiana

Antes de participar das reunioes previas a Cupula Mundial sobre Seguranca Alimentar, na Organizacao das Nacoes Unidas para a Agricultura e a Alimentacao (FAO), em Roma, o presidente Luiz Inacio Lula da Silva teve uma audiencia com o ex-presidente do Conselho Italiano, Massimo D'Alema, na tarde deste domingo. Na reuniao, fechada a imprensa e realizada no Hotel Hassler, que hospeda a delegacao na capital italiana, o chefe de Estado brasileiro e o ex-lider comunista italiano, hoje deputado do Partido Democratico (PD), discutiram os rumos da esquerda no mundo.Questionado pela imprensa, D'Alema admitiu que o futuro do ex-ativista de extrema esquerda Cesare Battisti tambem foi debatido. O PD, principal partido de centro-esquerda italiano, e favoravel a extradicao, que vem sendo discutida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasilia. "O presidente me explicou que a questao esta nas maos dos magistrados. Cabera a magistratura decidir nos proximos dias", relatou D'Alema. O deputado argumentou ainda sobre sua posicao, favoravel a extradicao: "E uma pessoa condenada em nosso pais e e justo que cumpra a pena em nosso pais. E normal. Ele esta condenado por graves crimes, nao por razoes politicas". Ontem, ainda em Paris, Lula disse aos jornalistas qual sera seu procedimento caso o STF ordene a extradicao do ex-ativista de extrema esquerda italiano Cesare Battisti, ex-membro do movimento Proletarios Armados pelo Comunismo (PAC). "O presidente da Republica do Brasil pouco pode fazer quando o processo esta nas maos da instancia superior da Justica brasileira", disse. "O processo sobre Battisti esta no Supremo Tribunal Federal e eu tenho de esperar a decisao da suprema corte para saber se sobra alguma coisa para o presidente da Republica fazer." Lula ainda fez brincadeira sobre a greve de fome iniciada por Battisti no Brasil: "Eu diria a ele para nao fazer greve de fome, porque eu ja fiz e e ruim". Amanha, o tema tambem devera ser evocado na reuniao bilateral entre Lula e o presidente do Conselho, Silvio Berlusconi. gricultura O presidente Lula tambem se reuniu neste domingo com lideres politicos para uma reuniao de trabalho sobre o Desenvolvimento da Agricultura na Savana Africana. O encontro foi o primeiro compromisso oficial externo do chefe de Estado brasileiro em Roma, onde a delegacao participara nesta segunda-feira da Cupula Mundial sobre Seguranca Alimentar. O governo brasileiro apresentou nesse evento os projetos de desenvolvimento agricola do cerrado, cujo conhecimento vem sendo transferido a 25 paises da Africa, como Angola, Mocambique e Gana, por meio de programas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuaria (Embrapa) em regioes de savana. O evento teve a participacao do diretor-geral da Organizacao das Nacoes Unidas para a Agricultura e a Alimentacao (FAO), Jacques Diouf, e chefes de Estado africanos. (webremix.info)


Em cúpula esvaziada, Lula fala na FAO sobre combate à fome

Em uma cupula com a participacao de poucos chefes de Estado de paises ricos, em tese os principais financiadores dos projetos de combate a fome, o presidente Luiz Inacio Lula da Silva discursa nesta segunda-feira na FAO, o braco da ONU para a alimentacao e a agricultura. Cerca de 60 paises estarao representados no encontro, em Roma, mas a ausencia de lideres de paises como Estados Unidos, Gra-Bretanha e Franca ja esta levantando duvidas sobre as chances de sucesso do encontro, que tem o ambicioso objetivo de "lancar as bases para uma nova forma de coordenacao global para o combate a fome". Reuters Lula observa caneca que ganhou de Josette Sheera, executiva da FAO O tema ganhou relevancia no momento em que que a recessao global empurra ainda mais individuos para baixo da linha da pobreza. Segundo a FAO, o numero de subnutridos no mundo ja supera o bilhao, o pior nivel desde os anos 1970 e uma deterioracao na tendencia mundial que torna ainda mais distante o objetivo de reduzir o numero de famintos para 420 milhoes de pessoas ate 2015. Ausencias Para chamar a atencao para o tema, o secretario-executivo da FAO, Jacques Diouf, fez um jejum simbolico de 24 horas em solidariedade aqueles para quem este tipo de realidade nao e uma opcao. Para dar conta de um aumento de populacao dos atuais 7 bilhoes para os estimados 9 bilhoes em 2050, a producao de alimentos nesses paises precisa crescer 70% no periodo. Isso significa que o investimento em agricultura alimentar precisa passar dos atuais US$ 7,9 bilhoes anuais para US$ 44 bilhoes por ano. Porem, a coordenacao dessa engenharia financeira, pelo menos nesta cupula da FAO, corre o risco de ficar esvaziada pelo silencio dos paises mais ricos do mundo, que seriam os principais provedores do dinheiro. E notoria, por exemplo, a ausencia de lideres dos paises do G8, formado pelas sete economias mais industrializadas do mundo mais a Russia - excecao feita ao anfitriao do encontro, o premie italiano, Silvio Berlusconi. Em julho, durante seu encontro anual realizado em L'Acquila, na Italia, o grupo prometeu destinar aos paises em desenvolvimento a soma de US$ 20 bilhoes em um periodo de tres anos, para impulsionar a agricultura nos paises em desenvolvimento - os que mais padecem do problema e de onde vira o maior aumento na demanda por alimentos nas proximas decadas. Brasil como exemplo Se ja despontam criticas aos paises desenvolvidos, a postura em relacao ao Brasil e bem diferente. O pais esta entre os elogiados como modelo de combate a fome, principalmente por conta do programa Fome Zero, que abarca 44 milhoes de pessoas. Segundo os dados da FAO, 16 milhoes de brasileiros sofriam de desnutricao em 1991. De 2001 a 2005, este numero caiu para 12 milhoes e a porcentagem de desnutridos passou de 10% para 6%, listou recentemente um relatorio da organizacao. Entre outros elogiados pela FAO ou por organizacoes humanitarias estao Vietna, Nigeria, Gana e China. Mas o pais quer aproveitar esta cupula em Roma para dar visibilidade nao apenas as suas acoes domesticas de combate a fome, mas tambem a iniciativas para fortalecer a seguranca alimentar no mundo. Por iniciativa brasileira, o Brasil convocou uma reuniao com os paises africanos para propor uma ajuda no desenvolvimento agricola da savanas africanas. O proprio presidente Luiz Inacio Lula da Silva serviu de garoto-propaganda para propor aos paises da Africa subsaariana iniciativas de transferencia de tecnologia agricola a partir da experiencia brasileira na viabilizacao agricola do Cerrado, que tambem e um tipo de savana. Leia mais sobre Lula FAO (webremix.info)


Brasil quer ajudar agricultura em savanas africanas

O Brasil quer impulsionar um novo conceito de diplomacia - "sul-sul-norte" - e estabelecer, com a ajuda financeira de paises ricos, parcerias para desenvolver a agricultura nas savanas africanas. Em uma reuniao paralela a Cupula Mundial sobre Seguranca Alimentar da ONU, que ocorre aqui na capital italiana, o presidente Luiz Inacio Lula da Silva ofereceu aos paises africanos a tecnologia e as licoes da experiencia brasileira na viabilizacao agricola do Cerrado - um tipo de savana.O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agricola (Embrapa), Pedro Antonio Arraes Pereira, disse a jornalistas que muitos dos desafios que a agricultura no cerrado brasileiro enfrentava ha tres decadas, como acidez do solo e distribuicao de chuvas, sao semelhantes aos que existem hoje na Africa subsaariana. A ajuda brasileira pretenderia seguir o modelo de um projeto de longo prazo que o pais esta levando a cabo em Mocambique com financiamento japones e americano. Estrutura Nesta iniciativa, que ja foi batizada de cooperacao "sul-sul-norte", o governo brasileiro entra com a tecnologia e a experiencia, os US$ 300 milhoes necessarios virao da agencia japonesa JICA e da americana USAID. O projeto tem prazo de dez anos e mal engatinha, mas ja esta sendo qualificado de "estruturante", porque propoe estruturar uma nova maneira de viabilizar o desenvolvimento tecnologico na agricultura africana e assim colaborar para a seguranca alimentar da regiao. Arraes Pereira afirmou que a Embrapa identificou em 16 paises africanos 35 projetos com potencial de promover a transferencia agricola. Nove estao em execucao, alcancando um valor total de US$ 12,7 milhoes. Outros 16 estao sendo finalizados, o que adicionaria outros US$ 3,4 milhoes. Para o presidente da Embrapa, alem do beneficio para os paises receptores do intercambio, os projetos abrirao mercados para as industrias brasileiras que atuam na area agricola, sobretudo em setores como maquinas, fertilizantes e infraestrutura de transportes e armazenagem. (webremix.info)


Fome no mundo: setor privado deve contribuir, mas com responsabilidade

Para lutar contra a fome no mundo, o setor privado foi chamado a contribuir, mas as ONGs denunciam uma ofensiva das multinacionais e temem que elas imponham um modelo de agricultura intensiva aos paises do Sul.A constatacao da FAO (Organizacao das Nacoes Unidas para a Alimentacao e a Agricultura) deixa claro: a producao agricola vai ter de aumentar em 70% daqui a 2050 para alimentar 9 bilhoes de individuos. E o setor privado e um parceiro chave para enfrentar este problema, nao somente em termos de investimentos, mas tambem de experiencia, indicou quinta-feira Jacques Diouf, diretor geral da FAO, em Forum que reuniu empresas em Milao, antes da Cupula da FAO, que sera inaugurada segunda-feira em Roma. "Podemos levar nossa experencia", confirmou Peter Brabeck-Letmathe, presidente do gigante de alimentos suico Nestle, um grupo que trabalha com mais de 600.000 agricultores no mundo. "Precisamos passar de uma logica de ajuda a uma logica de investimentos", disse Sean de Cleene, vice-presidente encarregado do desenvolvimento mundial do produtor de fertilizantes noruegues Yara. Os dois grupos estao envolvidos em grandes investimentos na Africa. A Nestle vai gastar mais de 100 milhoes de dolares em dez anos para melhorar a qualidade da producao de cacau na Africa do oeste, enquanto a Yara dedicara 50 milhoes de dolares a terminais de estocagem de fertilizantes em Mocambique e Tanzania. Para convencer as empresas a se comprometeram ainda mais com o combate a fome, Diouf lancou um argumento economico: "Imagine o tamanho do mercado, se o bilhao de pessoas (que passam fome) se tornarem consumidores". "Ha perspectivas de 'business'", reconheceu Howard Minigh, presidente do CropLife, organizacao que reune grandes sementeiras como Monsanto ou Syngenta, "mas e a muito longo prazo". Este envolvimento crescente das multinacionais assusta as organizacoes nao-governamentais porque podem trazer um modelo de producao intensiva. "Ha uma grande ofensiva, desde o inicio da crise alimentar (em 2007/2008), destas multinacionais de sementes, de fertilizantes (ou de OGM), que e preocupante, mesmo se estamos de acordo com o fato de que o setor privado tem um papel a desempenhar", indicou Jean-Denis Crola da Oxfam France. "O interesse destas empresas e de desenvolver uma agricultura industrial com os OGM, pesticidas. Vimos os resultados na Argentina, no Brasil com um impacto ambiental e social dramatico", denunciou Devlin Kuyek de Grain, ONG na luta contra a compra de terras agricolas dos paises do sul por investidores privados. "Claro que precisamos intensificar a producao, mas a solucao 'tudo com fertilizante' nao e a boa", afirmou Crola, favoravel a uma agricultura local com base na policultura. "O ideal e encontrar um equilibrio, as empresas devem ser uma parte da solucao, mas devem trabalhar de forma responsavel com seus parceiros", disse Cleene, da Yara. "Um bilhao de pessoas passam fome. Minha resposta aos criticos e 'por que devemos limitar as tecnologias que permitem alimentar a populacao'? As pessoas devem ter a escolha", disse Minigh da CropLife, destacando que a Africa pode ser um grande mercado para os organismos geneticamente modificados (OGM) no futuro. mg/lm (webremix.info)


Conheça pontos da proposta de Brasil e França para Copenhague

O presidente Luiz Inacio Lula da Silva e o colega frances, Nicolas Sarkozy, anunciaram neste sabado, em visita do brasileiro a Paris, que levarao uma proposta comum para a Conferencia de Copenhague sobre o clima, no mes que vem. Leia abaixo os principais pontos do documento: - Paises industrializados devem definir estrategias consistentes com a meta de reduzir suas emissoes em ao menos 80% em relacao aos seus niveis de 1990, ate 2050; - Paises de fora do chamado anexo 1 (paises industrializados) devem buscar crescimento de baixa emissao de carbono implementando "acoes nacionais apropriadas de alivio" com apoio financeiro de paises mais ricos; - Paises em desenvolvimento tambem devem reduzir o indice de elevacao de suas emissoes de gases causadores do efeito estufa; - Paises em desenvolvimento ameacados pelos efeitos da mudanca climatica, particularmente paises pobres e vulneraveis da Africa, devem receber ajuda financeira "significativa"; - Cooperacao crescente na pesquisa e tecnologia entre paises desenvolvidos e em desenvolvimento; - Esforcos crescentes para cortar emissoes do desmatamento, em paises em desenvolvimento. - Uma organizacao internacional de ambiente e desenvolvimento sustentavel deve ser criada. Leia mais (14/11/2009 - 22h06) (webremix.info)


Empresas brasileiras abrem novas frentes de negócio na África

Determinados a fechar negocios e ampliar o mercado brasileiro no Sul da Africa, os empresarios concluiram a missao de quatro dias por Angola, Mocambique e Africa do Sul, nesta sexta-feira. Para eles, as visitas coordenadas pelo Ministerio do Desenvolvimento, Industria e Comercio Exterior dao o suporte politico e operacional necessario a muitas articulacoes. – Cada pais tem suas caracteristicas e necessidades proprias. Mas o fato de voce seguir em uma missao como esta e muito mais interessante porque ha pessoas de todos os setores e cada um observa uma coisa, ao mesmo tempo, quando se chega a um determinado local em grupo a impressao positiva e muito maior – afirmou o vice-presidente da Associacao Brasileira de Supermercados (Abras), Joao Batista Lohn. Para o empresario Roberto Tavares Coelho, da Usinas Siderurgicas de Minas Gerais S/A (Usiminas), a missao capitaneada pelo governo funciona para abrir portas em lugares de acesso complexo. – Ha paises, como Angola e Nigeria, onde e muito dificil chegar e ate se aproximar dos clientes. Eles ate tem interesse, mas nem sempre sabem como fazer e o fato de haver um apoio do governo aumenta o interesse tambem – relata. De olho na Copa do Mundo na Africa do Sul em 2010, o empresario Luiz Caldeira, da empresa Muraro Bebidas S/A, que exporta destilados e refrigerantes, usou a tradicao da caipirinha e das batidas de frutas para poder conquistar a clientela. – Os africanos ficaram entusiasmados com a ideia de ter caipirinha e batida a venda durante a Copa. Tambem disseram que precisam de um produto de qualidade e preco acessivel – afirmou. De diferentes idades, experiencias e setores de atuacao, os 98 empresarios brasileiros que participaram da missao defendem a manutencao das visitas e o aprimoramento de alguns detalhes. Segundo eles, nos locais em que ha mais dificuldades administrativas e burocraticas os reflexos na participacao na rodada de negocios sao imediatos. – Em Angola, houve dois contatos que confirmaram que iriam aparecer para as reunioes e nao compareceram. Em Mocambique foi muito melhor com perspectivas de negocios futuros e na Africa do Sul eu fechei efetivamente um otimo negocio – disse o empresario Jefferson Werlich, da Companhia Industrial Hcarlos, fabricante de fixadores. Veterano em missoes, o empresario Joao Viscardi, da Casb fabricante de incubacao para aves e suinos, afirmou que a missao abre espaco para que sejam fechados negocios entre brasileiros. “Sao tantos dias viajando que voce acaba fazendo negocio com outro brasileiro, descobre que seu produto complementa o dele e vice-versa. Isso e excelenteâ€, afirmou. Para Marcelo Siegmann, da Brasil Foods, a participacao na missao tambem caracteriza o interesse institucional no projeto de desenvolvimento economico do pais. – Nesta viagem o ministro (Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Industria e Comercio) conseguiu que a Africa do Sul sinalizasse a possibilidade de acabar com as barreiras contra a carne suina. Para nos, da minha empresa, isso e importantissimo, o fato de estar aqui indica o interesse da companhia – afirmou. Gerente de exportacao da Moveis Vila Rica, Camila Rodrigues, disse que a missao foi “extraordinariaâ€. – Eu fechei otimos negocios. Minha linha de producao e destinada a classe economica justamente a clientela de Angola e Mocambique. Ao mesmo tempo tambem ja encaminhei futuras parcerias com colegas brasileiros. Encerro a missao muito satisfeita – disse. (webremix.info)


Desnutrição afeta desenvolvimento físico e mental da criança

Cerca de 195 milhoes de criancas nos paises em desenvolvimento sofrem deficit de crescimento e problemas de saude devido a desnutricao entre o momento da concepcao e o segundo aniversario de vida, disse o Unicef (orgao da ONU para a infancia) nesta quarta-feira. A boa noticia e que o problema vem diminuindo - na Asia, caiu de 44% das criancas em 1990 para 30% no ano passado, e na Africa a reducao no periodo foi de 38% para 34%. A desnutricao costuma afetar o desenvolvimento fisico e mental da crianca. Quando o problema e disseminado, como na India e no Afeganistao, ele prejudica tambem a capacidade desses paises de melhorar suas economias e erradicar a pobreza. – A desnutricao rouba a forca de uma crianca e torna bem mais perigosas doencas que, do contrario, o corpo poderia combater –, disse a diretora-executiva do Unicef, Ann Veneman, em nota. – Mais de um terco das criancas que morrem de pneumonia, diarreia e outras doencas poderiam sobreviver se nao estivessem desnutridas –, afirmou. O relatorio diz que a Asia e a Africa concentram mais de 90% das criancas dos paises em desenvolvimento suscetiveis ao deficit de crescimento. Um terco delas - cerca de 60,8 milhoes - estao na India. De acordo com o Unicef, os paises onde esse problema e mais disseminado sao: Afeganistao (59% das criancas ate cinco anos), Iemen (58%), Guatemala e Timor Leste (ambos com 54%), Republica Democratica do Congo (46%) e Coreia do Norte (45%). A India, segundo pais mais populoso do mundo, conseguiu reduzir a taxa de 52% no periodo de 1992-93 para 43% em 2005-2006. Veneman disse que aproximadamente 8,8 milhoes de criancas morrem por ano devido a doencas evitaveis, e que a desnutricao contribui com mais de um terco dessas mortes. Ela acrescentou que o acesso a nutricao adequada para criancas, gestantes e lactantes se relaciona com a questao mais ampla da seguranca alimentar, num mundo onde mais de 1 bilhao de pessoas passam fome ou estao desnutridas. Os mil dias entre a concepcao e o segundo aniversario da crianca sao os mais importantes para seu crescimento e desenvolvimento, segundo o relatorio. A nutricao insuficiente nesse periodo pode afetar definitivamente a capacidade do corpo para coibir e superar doencas, alem de prejudicar o desenvolvimento mental e social da crianca. Veneman elogiou programas na Africa e na Asia que minimizam o problema por meio da distribuicao de sal iodado e suplementos de vitamina A, o que tem levado a uma reducao da mortalidade infantil em alguns paises. (webremix.info)


Desnutrição prejudica crescimento de 195 milhões de crianças, diz Unicef

Um relatorio divulgado nesta quarta-feira pelo Fundo das Nacoes Unidas para a Infancia (Unicef) diz que existem cerca de 195 milhoes de criancas com ate cinco anos em paises em desenvolvimento com problemas de crescimento por causa da desnutricao. De acordo com o documento, ha nesses paises tambem 129 milhoes de criancas abaixo do peso na mesma faixa etaria.A diferenca nos numeros indica que algumas criancas podem estar recebendo alimentos de baixa qualidade que, embora as deixe com o peso aceitavel, compromete seus crescimentos. O Unicef calcula que um terco da mortalidade infantil em criancas ate cinco anos em paises em desenvolvimento tem relacao com a desnutricao. O novo relatorio, que analisou 136 paises em desenvolvimento, foi divulgado a poucos dias do inicio da Cupula sobre Seguranca Alimentar, que reunira chefes de Estado em Roma, na Italia, entre os dias 16 e 18. Brasil Das regioes analisadas no documento, a America do Sul e uma das que mais fez progresso para cumprir a Meta de Desenvolvimento do Milenio de diminuir pela metade as taxas de criancas desnutridas entre 1990 e 2015. Segundo o estudo da Unicef, quase todos os paises sul-americanos estao no caminho de atingir a meta. A Africa e a regiao do mundo com os piores resultados. Em termos absolutos, o Brasil e o pais sul-americano com o maior numero de criancas desnutridas, com 1,129 milhao de casos. Esse numero, entretanto, representa apenas 7% de todas as criancas com ate cinco anos do pais. O estudo concluiu que 63 dos 117 paises que disponibilizaram dados sobre os esforcos para cumprir a Meta do Milenio devem cumpri-la no prazo previsto. Ha tres anos, a Unicef havia calculado que 46 paises dentre os 94 que forneceram dados cumpririam a meta. Desde 1990, a proporcao de criancas desnutridas em paises em desenvolvimento caiu em um sexto, segundo dados da Unicef e fornecidos por outros orgaos como a OMS (Organizacao Mundial da Saude) e o Banco Mundial. (webremix.info)


ONU identifica a desnutrição como fator letal na infância

Cerca de 200 milhoes de criancas nao se desenvolvem normalmente nos paises pobres devido a uma desnutricao cronica, que tambem causa um terco da mortalidade infantil no mundo, anunciou o Unicef, o Fundo das Nacoes Unidas para a Infancia, nesta quarta-feira.Um estudo concluiu que a desnutricao, isto e, a ingestao ou absorcao de nutrientes essenciais de forma escassa, e um fator que contribui com mais de um terco das mortes de meninas e meninos com menos de cinco anos no mundo. O flagelo, no entanto, pode ser combatido se a comunidade internacional fizer respeitar seus compromissos relativos a seguranca alimentar, a nutricao e a agricultura sustentavel, destaca o Fundo das Nacoes Unidas para a Infancia. "A desnutricao rouba a forca das criancas e torna mais perigosas as enfermidades que, de outra maneira, o organismo poderia combater", disse a diretora executiva do Unicef, Ann Veneman. Mais de 90% das criancas que mostram um desenvolvimento deficitario em paises em desenvolvimento vem da Africa e da Asia, segundo o informe, intitulado "Revisando os avancos sobre nutricao infantil e materna". O Unicef propoe reduzir, se nao eliminar a desnutricao pondo em pratica solucoes de custo razoavel como os micronutrientes, sal iodado e suplementos de vitamina A. hc/jm/sd (webremix.info)


Desnutrição afeta crescimento de 195 milhões de crianças

Por Louis Charbonneau NACOES UNIDAS (Reuters) - Cerca de 195 milhoes de criancas nos paises em desenvolvimento sofrem deficit de crescimento e problemas de saude devido a desnutricao entre o momento da concepcao e o segundo aniversario de vida, disse o Unicef (orgao da ONU para a infancia) na quarta-feira. A boa noticia e que o problema vem diminuindo - na Asia, caiu de 44 por cento das criancas em 1990 para 30 por cento no ano passado, e na Africa a reducao no periodo foi de 38 para 34 por cento. A desnutricao costuma afetar o desenvolvimento fisico e mental da crianca. Quando o problema e disseminado, como na India e no Afeganistao, ele prejudica tambem a capacidade desses paises de melhorar suas economias e erradicar a pobreza. "A desnutricao rouba a forca de uma crianca e torna bem mais perigosas doencas que, do contrario, o corpo poderia combater", disse a diretora-executiva do Unicef, Ann Veneman, em nota. "Mais de um terco das criancas que morrem de pneumonia, diarreia e outras doencas poderiam sobreviver se nao estivessem desnutridas". O relatorio diz que a Asia e a Africa concentram mais de 90 por cento das criancas dos paises em desenvolvimento suscetiveis ao deficit de crescimento. Um terco delas - cerca de 60,8 milhoes - estao na India. De acordo com o Unicef, os paises onde esse problema e mais disseminado sao: Afeganistao (59 por cento das criancas ate cinco anos), Iemen (58 por cento), Guatemala e Timor Leste (ambos com 54 por cento), Republica Democratica do Congo (46 por cento) e Coreia do Norte (45 por cento). A India, segundo pais mais populoso do mundo, conseguiu reduzir a taxa de 52 por cento no periodo de 1992-93 para 43 por cento em 2005-2006. Veneman disse a jornalistas que aproximadamente 8,8 milhoes de criancas morrem por ano devido a doencas evitaveis, e que a desnutricao contribui com mais de um terco dessas mortes. Ela acrescentou que o acesso a nutricao adequada para criancas, gestantes e lactantes se relaciona com a questao mais ampla da seguranca alimentar, num mundo onde mais de 1 bilhao de pessoas passam fome ou estao desnutridas. Os mil dias entre a concepcao e o segundo aniversario da crianca sao os mais importantes para seu crescimento e desenvolvimento, segundo o relatorio. A nutricao insuficiente nesse periodo pode afetar definitivamente a capacidade do corpo para coibir e superar doencas, alem de prejudicar o desenvolvimento mental e social da crianca. Veneman elogiou programas na Africa e na Asia que minimizam o problema por meio da distribuicao de sal iodado e suplementos de vitamina A, o que tem levado a uma reducao da mortalidade infantil em alguns paises. (webremix.info)


Bachelet visita Seul para dar novo impulso a comércio com Coreia do Sul

Seul, 11 nov (EFE).- A presidente do Chile, Michelle Bachelet, se reuniu hoje em Seul com o lider sul-coreano, Lee Myung-bak, em uma visita de marcado carater economico na qual ambos acordaram dar um novo impulso as relacoes comerciais entre os dois paises.Bachelet, em sua primeira visita a Coreia do Sul desde que assumiu a Presidencia, em 2006, discutiu com Lee sobre a necessidade de "aprofundar e desenvolver" o Tratado de Livre-Comercio (TLC) assinado ha cinco anos entre os Governos dos dois paises, para adequa-lo a situacao economica atual. O tratado, que entrou em vigor em abril de 2004, foi o primeiro TLC da Coreia do Sul com outro pais e permitiu que os intercambios com o Chile passassem de US$ 1,8 bilhao em 2003 para US$ 7,2 bilhoes no ano passado. Bachelet definiu como "espetacular" o aumento comercial depois do TLC e ressaltou que o acordo "gerou um profundo lucro para ambas as partes", apesar das preocupacoes iniciais no pais asiatico, sobretudo no setor de agricultura. "O TLC e um desafio, mas abre outras possibilidades", acrescentou a governante, que, apos seu encontro com Lee e com outros representantes sul-coreanos, encerrou um forum de alto nivel entre Coreia do Sul, America Latina e Caribe. Na conferencia, Bachelet defendeu o processo de integracao economica como instrumento para sair da crise e defendeu a necessidade de se estabelecer uma ordem contra a vulnerabilidade da globalizacao. "A ausencia da regra e catastrofica", disse. A presidente tambem pediu que essa integracao nao so seja comercial, mas abranja temas como mudanca climatica e pobreza. Bachelet ressaltou, alem disso, o "vertiginoso desenvolvimento sul-coreano" e lembrou que o pais se tornou emergente apos superar a pobreza e a guerra, e considerou o caso da Coreia do Sul um modelo a ser seguido por outros paises asiaticos e latino-americanos. A presidente chilena manifestou ainda seu claro apoio a politica de Seul sobre a desnuclearizacao do regime comunista da Coreia do Norte e em favor de um processo definitivo de paz na peninsula coreana. EFE ce/pd (webremix.info)


Governo brasileiro lidera missão empresarial à África

Ministro do Desenvolvimento, Industria e Comercio Exterior, Miguel Jorge chefia missao empresarial ao Sul da Africa a partir desta segunda ate quinta-feira. A delegacao conta com cerca de 90 empresarios e lideres de entidades dos segmentos de alimentos e bebidas, agronegocios, casa e construcao, industria automotiva, energia, maquinas e equipamentos, varejo, cosmeticos, materiais eletricos e eletroeletronicos, calcados, defesa, infraestrutura e textil. Entre esta tarde e terca-feira, a delegacao visita Luanda (Angola). Na quarta, o grupo estara em Maputo (Mocambique) e, quinta, em Johanesburgo (Africa do Sul). Em todos os paises, serao realizadas reunioes oficiais, alem de rodadas de negocios entre empresarios brasileiros e dos paises visitados. A finalidade da viagem e aumentar o comercio e os investimentos bilaterais e explorar possibilidades de cooperacao entre os setores produtivos do Brasil e desses paises. (webremix.info)


Cresce e se fortalece o enoturismo em todo mundo

Piedad Vinas. Bordeaux (Franca), 9 nov (EFE).- Vinho, turismo e qualidade compoem o trinomio da Rede de Capitais de Grandes Vinhedos, que agora completa uma decada em Bordeaux, e o que comecou como um seleto clube de amantes do vinho se transformou em referencia mundial do enoturismo."Estes dez anos demonstram que o turismo do vinho se transformou no motor de nossas economias", assegurou Laurent Courbu, presidente da Camara de Comercio e Industria de Bordeaux, entidade que em 1999 lancou a agora celebre rede mundial. Nesta semana, Courbu recebeu os membros para celebrar o 10º aniversario e a Assembleia Anual da unica rede que inclui os chamados "Velho" e "Novo" mundo do vinho. As regioes vitivinicolas que a integram, as mais prestigiosas do mundo, sao Bordeaux, na Franca, Bilbao-Rioja, na Espanha, Cidade do Cabo, na Africa do Sul, Mendoza, na Argentina, San Francisco-Napa Valley, nos Estados Unidos, Porto, em Portugal, Mainz, na Alemanha e Florenca, na Italia. Nesta Assembleia foi aprovada a adesao ao clube de uma nona regiao, a de Christchurch, na Nova Zelandia. Os representantes de cada uma delas puderam constatar que o enoturismo nao e so uma moda passageira, como imaginavam alguns, mas se transformou em um fenomeno crescente, que inclusive conseguiu escapar a crise. No caso de Bordeaux, as visitas aos tipicos "chateau", os castelos, que acolhem as principais adegas da regiao cresceram 8% desde o inicio do ano e cada vez sao mais os estrangeiros que optam por se aproximar da regiao no sudoeste da Franca, segundo a Camara de Comercio. O fenomeno se repete nas demais regioes da rede que, em termos aproximados, mobilizam pelo menos 20 milhoes de visitantes por ano, que alem de fomentar o turismo, apresentam seu grao de areia ao desenvolvimento economico e cultural de cada uma delas. Como ocorre ha sete anos, a Assembleia da Rede Global de Capitais e Grandes Vinhedos fechou com a entrega dos premios "Best Of" ao turismo vitivinicola. Sao premios cobicados no mundo do vinho que reconhecem o trabalho das adegas de cada cidade-membro que tenha conseguido se destacar em termos de excelencia em suas instalacoes em varias categorias, desde arte e cultura ate sustentabilidade no turismo do vinho. Nesta 7ª edicao, entre os agraciados estava a espanhola Bodegas Muga, ganhadora do "Best of" na categoria de "Experiencias inovadoras e Praticas Sustentaveis". E um "reconhecimento ao trabalho bem feito durante muitos anos", disse a Agencia Efe Isacin Desova, um dos fundadores da empresa familiar que recebe cerca de 20 mil visitas ao ano. Na categoria de Alojamentos, o premio foi para a Algodon Wine States, de Mendoza, na Argentina, pelo "excelente nivel do alojamento, a qualidade e o atendimento de um lugar que oferece alojamento, adega, campo de golfe e restaurante, entre outras atividades", segundo o juri. O de Arquitetura foi destinado a Quinta de Seixo, do Porto, o de Arte e Cultura, em Clos Colasse, de Napa, o de Praticas de Turismo Sustentavel em Weingut Hemmes, de Mainz, o de Restaurante em Rust en Vrede, da Cidade do Cabo, e Castello del Trebbio, de Florenca, e por ultimo, o de Servicos de Turismo, ao Chateau Pape-Clement, de Bordeaux. Alem dos premios, a rede organiza seminarios, foruns e degustacoes, encontros de analistas em investimentos no setor do vinho, e missoes tecnicas e comerciais. Conta ainda com um servico de agencias de viagem para facilitar as visitas entre as regioes, onde as agencias de cada cidade desenvolvem itinerarios gastronomicos e do vinho "sob medida" para cada cliente. No ambito educativo, a organizacao lancou bolsas de estudos internacionais que premiam os melhores trabalhos de pesquisa em enoturismo. Como disse o presidente da Camara de Comercio de Bordeaux ao final da Assembleia, "o que comecou sendo um jogo se transformou em algo totalmente profissional". EFE pi/dm (webremix.info)


Lula diz que tinha que evitar o que Walesa fez na Polônia

Londres, 9 nov (EFE).- O presidente Luiz Inacio Lula da Silva afirma que teve que evitar o que Lech Walesa fez na Polonia, porque, caso contrario, "nao voltariam nunca a escolher um trabalhador como presidente". Em declaracoes publicadas hoje pelo jornal britanico "Financial Times", Lula afirma tambem que "em nenhum momento da historia brasileira o setor privado foi tratado com tanto respeito pelo Estado como hoje, ou que tenha feito tanto dinheiro". Em resposta ao que o jornal britanico qualifica de "pressoes" sobre a Vale para que ajuste seus planos de investimento a politica do Governo, Lula diz que pede a empresa "que transforme o minerio de ferro em aco no proprio Brasil e compre navios nos estaleiros brasileiros". "Sou contra que o Estado se transforme em gerente da economia. O Estado tem que ser forte, mas so como catalisador do desenvolvimento", afirma o presidente, segundo o qual a politica fiscal e monetaria de seu Governo foi o que tornou possivel que o setor bancario nao desabasse na crise. "Os pobres da Africa e de todo o mundo vao sofrer as consequencias desta crise, que eles nao causaram. Os paises ricos dizem que nao podem se permitir financiar os meios contra a pobreza nos paises pobres, mas encontraram bilhoes para resgatar seus bancos", critica Lula. Lula explica, assim, a diversificacao dos contatos do Brasil com outros Governos, como o de Hugo Chavez na Venezuela ou de Mahmoud Ahmadinejad no Ira, que nao sao do agrado de Washington. "Acredito na coabitacao dentro da diversidade", disse. O presidente lembra que o lider americano Richard Nixon fez da China, em sua epoca, "um parceiro comercial preferencial". "Temos excelentes relacoes com a Colombia e o Peru, assim como com Venezuela e Bolivia. Nao se pode encurralar ninguem", afirma. O presidente brasileiro evitou a tentacao, escreve o "Financial Times", de se candidatar a um terceiro mandato consecutivo, o que teria exigido modificar a Constituicao. Lula diz que nunca lhe passou pela cabeca a ideia de se transformar em outro "caudilho". "Tinha inclusive medo de me apresentar a um segundo mandato ao lembrar o que aconteceu com Fernando Henrique Cardoso", diz o jornal. Diante das eleicoes do proximo ano, Lula se dispoe a consolidar seu legado politico com Dilma Rousseff, uma tecnocrata sem o carisma de Lula que tera que impedir a desagregacao de uma ampla e dificil alianca de partidos. "A coalizao vai aguentar e a estamos reforcando. Temos uma candidata muito boa. Se eleger Dilma, minha principal contribuicao sera permitir que crie seu proprio estilo", explica. Leia mais sobre governo Lula (webremix.info)


Setor privado nunca ganhou tanto dinheiro, diz Lula ao 'Financial Times'

Em entrevista ao diario britanico "Financial Times" publicada nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inacio Lula da Silva disse que o setor privado nunca ganhou tanto quanto hoje no Brasil. O jornal perguntou ao presidente sobre a interferencia do Estado na economia, citando a criacao da nova empresa para cuidar das reservas pre-sal e a pressao do governo sobre a Vale para que produza aco no Brasil, ao que Lula respondeu: "duvido que em algum momento da historia o setor privado tenha tido tanto respeito do Estado como tem hoje, ou tenha ganhado tanto dinheiro". "O que peco a Vale e que transforme o minerio de ferro em aco no Brasil, e que eles comprem navios de estaleiros brasileiros." Lula diz que a discussao sobre o papel do Estado na economia ficou obsoleta com a recente crise financeira, mas afirmou: "sou contra o Estado ser o gerente da economia". "O Estado tem que ser forte - mas como um catalisador do desenvolvimento. E temos mantido solidas politicas fiscal e monetaria. Foi por isso que o setor bancario nao quebrou durante a crise no Brasil", disse. Balanco Na extensa entrevista, publicada em pagina inteira no jornal, Lula faz um balanco de seu governo e da situacao economica do Brasil e afirma que os avancos sao irreversiveis. "Muitos analistas temem que o excesso de liquidez que esta aumentando a cotacao dos ativos brasileiros - a moeda se valorizou 36% frente ao dolar neste ano e os mercados de acoes tiveram ganhos de 135% em termos de dolar - poderia facilmente retrair caso a crise global entre em um segundo estagio", diz o "FT", citando que o aumento dos gastos com politicas de bem estar social e na folha de pagamento do setor publico tambem poderiam se tornar uma bomba relogio fiscal no Brasil. "Mas Lula usa sua propria historia pessoal como prova de que o Brasil passou por mudancas irreversiveis", diz o jornal. O presidente disse ao "FT" que durante os 12 anos em que foi candidato sem vencer as eleicoes, amadureceu. "E eu era o unico que nao podia fracassar. Eu nao podia fazer o que (Lech) Walesa fez na Polonia (num mandato tao pouco impressionante que ele nao foi reeleito), ou nenhum trabalhador jamais poderia ser eleito presidente de novo", disse Lula. Entre ser eleito e tomar posse, Lula lembra que escreveu uma carta ao povo brasileiro -que na verdade era direcionada aos investidores estrangeiros - afirmando que iria honrar todos os contratos e evitar uma aventura. Segundo o jornal, seu governo manteve as politicas economicas em vigor, e muitos que estavam preocupados com uma virada para a esquerda, quando ele assumiu, simplesmente "nao entenderam o que se passava". Crescimento Lula conta que "estava trabalhando obsessivamente sob a conviccao de que nao podia cometer nenhum erro". O "FT" lembra que apenas uma decada atras o Brasil teve que desvalorizar o real e pedir ajuda ao FMI em consequencia das crises financeiras da Asia e Russia. "Mas hoje, as mesas viraram", afirma. Citando o crescimento economico, a estabilidade, o sucesso de programas como o Bolsa Familia e o fato de o Brasil ter sido escolhido para sediar a Copa do Mundo de 2014 e o Rio de Janeiro ter sido eleito para sediar os Jogos Olimpicos de 2016, o "FT" afirma que muitos no Brasil parecem acreditar que, finalmente, sua hora chegou. O jornal ainda comenta a mudanca na politica internacional do Pais, afirmando que o governo Lula parou de focar apenas nos parceiros comerciais e aliados tradicionais, como Estados Unidos e Uniao Europeia, a favor da diversificacao e estabelecendo lacos com outras partes do mundo, como a Asia, o Oriente Medio e a Africa, lembrando que a China e hoje o maior parceiro comercial do Brasil. Leia mais sobre: Lula (webremix.info)


Miguel Jorge chefia missão empresarial ao sul da África

O ministro do Desenvolvimento, Industria e Comercio Exterior, Miguel Jorge, chefia missao empresarial ao sul da Africa de hoje (9) a quinta feira (12). A delegacao conta com cerca de 90 empresarios e lideres de entidades dos segmentos de alimentos e bebidas, agronegocios, casa e construcao, industria automotiva, energia, maquinas e equipamentos, varejo, cosmeticos, materiais eletricos e eletroeletronicos, calcados, defesa, infra estrutura e textil. (webremix.info)


Intercâmbio comercial do Brasil com africanos apresenta expectativas promissoras

O intercambio comercial do Brasil com a Africa do Sul, Mocambique e Angola ainda e timido, mas apresenta expectativas promissoras, segundo o ministro do Desenvolvimento, Industria e Comercio Exterior, Miguel Jorge. O saldo comercial com os tres paises e superavitario em favor do Brasil. So com a Africa do Sul, o comercio bilateral envolve US$ 1,2 bilhao. (webremix.info)


Brasil tenta aumentar comércio com países africanos

O ministro do Desenvolvimento, Industria e Comercio Exterior, Miguel Jorge, comandara nesta semana uma missao no sul da Africa, com o objetivo de incrementar o comercio na regiao. A ideia e buscar novas areas de investimentos, como alimentos in natura e processados, construcao civil, armas nao letais e materiais de seguranca, alem de veiculos e autopecas. (webremix.info)


Premiê chinês promete US$ 10 milhões para África

O premie chines, Wen Jiabao, prometeu neste domingo que ira dar US$ 10 milhoes em concessoes de emprestimos para ajudar as nacoes africanas nos proximos tres anos. Ele disse ainda que Pequim iria cancelar as dividas dos paises mais pobres, uma vez que a potencia asiatica quer acabar com as criticas de que os investimentos que faz no continente africano sao motivados apenas pela ganancia.Jiabao afirmou tambem que a China iria construir 100 novos projetos de energia limpa para a Africa ao longo do mesmo periodo, como parte dos esforcos para ajudar o continente a lidar com as questoes das mudancas climaticas. "Nos ajudaremos a Africa a melhorar sua capacidade de financiamento. Daremos US$ 10 milhoes em concessoes de emprestimos as nacoes africanas", disse Jiabao no Forum China-Africa realizado no Egito. As promessas sao parte do aumento do interesse da China em relacao a Africa, que tem gerado criticas por parte daqueles que argumentam que a busca por recursos naturais para impulsionar o crescimento chines ignora o aumento dos problemas com direitos humanos em muitos paises africanos. Mas Jiabao disse que enquanto parte do mundo so agora comeca a notar o papel da China na Africa, essa relacao na verdade ja dura cinco decadas e inclui ajuda a paises que se livraram do colonialismo. "O povo chines oferece amizade verdadeira ao povo africano e o apoio da China ao desenvolvimento da Africa e concreto e real", afirmou. As informacoes sao da Associated Press. (webremix.info)


Missão empresarial do Brasil visita Angola, Moçambique e África do Sul

Sao Paulo, 6 nov (EFE).- Uma missao formada por 90 empresarios brasileiros e liderada pelo ministro de Desenvolvimento, Industria e Comercio Exterior, Miguel Jorge, visitara na proxima semana Angola, Mocambique e Africa do Sul, informou hoje uma fonte oficial."A finalidade e promover o aumento do comercio e dos investimentos bilaterais, alem de explorar as possibilidades de cooperacao entre os setores produtivos do Brasil e desses paises", assinala um comunicado do Ministerio. O documento acrescenta que "no caso da Africa do Sul, o proximo Mundial de futebol e uma oportunidade de negocio para que as empresas brasileiras e sul-africanas possam se associar". No grupo, estao setores da alimentacao, agronegocio, energia e construcao, que, alem das visitas oficiais, participarao de rodadas de negocios com empreendedores dos tres paises do sul da Africa. A terceira missao empresarial liderada por Jorge na Africa estara na segunda-feira e na terca-feira em Luanda, capital de Angola, na quarta-feira em Maputo, em Mocambique, e na quinta-feira em Johanesburgo, na Africa do Sul. EFE az/dm (webremix.info)


Cúpula de Barcelona prévia à conferência de Copenhague acaba sem acordo

Barcelona, 6 nov (EFE).- A reuniao em Barcelona sobre mudanca climatica terminou hoje apos seis dias de negociacoes, nas quais a falta de uma proposta na reducao de emissoes de CO2 por parte dos Estados Unidos deixa em suspense as chances de um acordo "pos-Kioto" na Convencao de Copenhague, entre 7 a 18 de dezembro proximo.Encerrada apos uma reuniao plenaria, o encontro em Barcelona na qual o Grupo dos 77 (G-77, que engloba estados em vias de desenvolvimento da Africa, America Latina e Asia, e economias emergentes como China e Brasil) advertiu que se Copenhague for um fracasso, isso se devera as propostas pouco ambiciosas de alguns industrializados. O responsavel da ONU sobre Mudanca Climatica, Ivo de Boer, disse a imprensa que os Governos ainda podem conseguir um acordo, embora tenha reconhecido que este nao sera um tratado vinculativo. Boer afirmou que o fato de nao ter sido conquistado um principio de acordo em Barcelona, onde se esperava a fixacao das bases das emissoes entre 2012 e 2020, Copenhague acolhera a negociacao na ultima hora entre os 40 chefes de Estado que acudirao a reuniao. O secretario da ONU passou uma mensagem de otimismo para dirimir o desanimo entre os delegados ao perceber que se os Estados Unidos nao oferecessem um numero claro sobre as emissoes, nao haveria um tratado vinculativo. Apesar de a oferta americana depender de lei ambiental - que tramita no Senado -, Boer acredita que o Governo de Barack Obama se apresentara um numero. Boer insistiu que sera necessario aprovar um plano de US$ 10 bilhoes de ajuda rapida aos paises em desenvolvimento para a melhoria de suas estrategias de adaptacao, e que em Copenhague devera estabelecer uma formula sobre como compartilhar o financiamento das ajudas e das cotas de cada pais. Embora em Copenhague um tratado nao seja assinado, Boer acredita que sera fixado um marco politico, com compromissos de reducao de emissoes dos Governos ricos e limitacoes aos estados em desenvolvimento e emergentes, assim como definicoes de apoio financeiro a estas nacoes pobres e um sistema de supervisao dessas ajudas. Em todo caso, o responsavel da ONU sobre Mudanca Climatica ressalta a existencia dos compromissos fixados no plano de acao de Bali (2007) sobre reducoes e que agora nao se "podem reinventar a roda" de negociacoes. O Protocolo de Kioto - nao assinado pelos Estados Unidos - e o unico mecanismo legal para combater a mudanca climatica, e segundo Boer, seguira valendo ate a comunidade internacional nao adotar outro marco. Jonathan Pershing, representante da delegacao americana, reconheceu que seu pais nao esta em disposicao de oferecer um numero de reducao como reivindica a comunidade internacional. Alem disso, Pershing acrescentou que Washington tambem nao esta disposto a assinar nada que nao comprometa aos paises em desenvolvimento sobre suas emissoes. Segundo o Painel Intergovernamental da Mudanca Climatica (IPCC), os paises industrializados devem reduzir suas emissoes entre 25% e 40% em 2020 com relacao a 1990, com o objetivo de que o aquecimento global nao supere os dois graus (sobre a epoca pre-industrial). Alguns cientistas apontam que o aumento nao pode ser superior a 1,5 graus, ja que ha paises vulneraveis, como os micro-estados do Indico e outros litoraneos. A equipe de negociacao europeia afirmou que lutara ate o final para obter o acordo vinculativo, embora reconheca que as negociacoes serao complexas e dificeis. O chefe da representacao da UE, Artur Runge-Metzger, lembrou que a UE se comprometeu em reduzir ate 30% dos gases poluentes em 2020. "O acordo devera incluir reducoes ambiciosas de gases para os paises desenvolvidos, incluindo os Estados Unidos", disse Runge, quem apontou que embora alguns paises nao o assinassem nao seria motivo para considera-lo um fracasso. Para a represente espanhola e membro da troika europeia, Alicia Montalvo, as negociacoes da cupula previa de Barcelona serviram para esclarecer a posicao de cada pais e eliminar opcoes. Os grupos ambientalistas aproveitaram o dia para reivindicar maior compromisso e vontade politica. Alguns ativistas disfarcados de marcianos circularam pelos saloes em busca de delegados e lideres dispostos a comprometerem-se. EFE saf/dm (webremix.info)


Após encontro com rainha, Lula recebe prêmio

Depois de participar de encontro com a rainha Elizabeth II, no Palacio de Buckingham, o presidente Luiz Inacio Lula da Silva recebeu o Premio Chatham House 2009 por sua atuacao na America Latina. Na avaliacao da instituicao de relacoes internacionais britanica, Lula e condutor da estabilidade e integracao da regiao, com contribuicao na solucao de crises, como no Haiti, e incentivo a constituicao da Uniao de Nacoes Sul-Americanas (Unasul).O lider brasileiro estava concorrendo com o ministro de Relacoes Exteriores da Arabia Saudita, o principe Saud Al-Faisal Bin Abdulaziz, e a presidente da Liberia, Ellen Johnson-Sirleaf. No ano passado, o vencedor foi o presidente de Gana, John Kufuor. A Chatham House elege anualmente o politico que deu maior contribuicao as relacoes exteriores. A entrega do premio foi feita durante jantar de gala na Banqueting House, edificio do governo britanico na regiao de Westminster, pelo duque de Kent. Tambem esteve presente o secretario de Negocios do Reino Unido, Peter Mandelson. O ex-comissario europeu lembrou dos tempos que negociava com o ministro de Relacoes Exteriores, Celso Amorim, que costumava mover a cabeca com sinal de negacao durante as tratativas. "Eu ficava imaginando o que ele estaria pensando e acho que era algo como 'voce nao conhece meu chefe, o presidente Lula'." Durante seu discurso, Lula disse que a politica externa e um elemento fundamental do desenvolvimento brasileiro. "Decidimos associar nosso desenvolvimento ao da America do Sul, nosso entorno imediato", afirmou. "Estamos realizando um processo de integracao solidaria do continente, sem pretensoes hegemonicas, sem busca de lideranca." Ele tambem mencionou o movimento do Brasil em direcao a Africa, na condicao de segunda maior nacao de populacao afrodescendente. O presidente falou ainda da busca pelo dialogo e negociacao nas relacoes internacionais. "Nao esperem armas do Brasil", disse. "Nao hesitem, no entanto, em demandar nosso apoio politico, nosso esforco negociador." Ele voltou a defender a reforma do Conselho de Seguranca da ONU, de forma a refletir a nova correlacao de forcas no mundo. "(O Brasil) reivindica, junto com outros paises, uma presenca permanente neste organismo", disse no discurso. Lula encerra hoje sua visita oficial de dois dias a Londres. (webremix.info)


Países pobres querem corte maior de CO2 e ONU diz ser impossível

Os paises em desenvolvimento afirmaram nesta quarta-feira que correm risco de "destruicao total", a menos que as nacoes ricas intensifiquem a luta contra a mudanca climatica para um nivel que a Organizacao das Nacoes Unidas (ONU) diz estar fora de alcance. Mantendo a pressao sobre as negociacoes climaticas da ONU em Barcelona, os paises pobres insistiram que as nacoes desenvolvidas cortem ate 2020 as emissoes de gases-estufa em ao menos 40% abaixo dos niveis de 1990 - muito mais do que o proposto. A presidencia sudanesa do Grupo dos 77 e a China, representando os paises pobres, afirmaram que mesmo as ofertas mais ambiciosas feitas pela Uniao Europeia eram muito fracas para um novo pacto climatico a ser selado em Copenhague no mes que vem. – O resultado disso e condenar os paises em desenvolvimento a uma destruicao total de seu sustento, de suas economias. As terras e florestas deles serao destruidas. E por qual proposito? –, questionou o sudanes Lumumba Sanislaus Di-Aping. – Qualquer coisa abaixo de 40% significa que a destruicao sera oferecida a populacao e as terras da Africa –, disse ele. Ate o momento, os paises desenvolvidos planejam cortes entre 11 e 15% em media ate 2020 a partir dos niveis de 1990. Os cortes buscam arrefecer a mudanca climatica, que pode provocar mais secas, inundacoes, aumento no nivel das mares, ciclones mais potentes e disseminacao de doencas. No entanto, ate mesmo a ONU afirma que cortes de 40% envolveriam uma mudanca drastica demais. As nacoes africanas retomaram as negociacoes em Barcelona nesta terca-feira, um dia depois de um boicote parcial. – Acho que chegar a menos 40 e uma suspensao muito pesada –, disse Yvo de Boer, chefe do Secretariado de Mudanca Climatica da ONU. Uma mudanca dessas exigiria "voltar a estaca zero" e economicamente "representaria um custo enorme", acrescentou. Di-Aping, no entanto, disse que "em termos reais e absolutos (o esforco) e minimo". Ele disse que os paises ricos gastaram bilhoes de dolares para resolver a crise financeira ou para melhorar a defesa. De Boer afirmou que ha uma chance de se fazer cortes maiores. – Posso ver algum progresso sendo feito para tornar os numeros mais ambiciosos –, disse. Ele afirmou esperar que Russia e Ucrania, principalmente, revisem os cortes planejados. Cortes de 40%, como exigido pelas nacoes africanas, "seriam extremamente dificeis", disse Anders Turesson, chefe da delegacao sueca que esta na presidencia rotativa da Uniao Europeia. – Mesmo se a Uniao Europeia baixasse para zero seria extremamente dificil –, disse. Ele tambem disse que e essencial que os EUA apresentem um numero para os cortes norte-americanos ate 2020 em Copenhague. Os EUA sao o unico pais fora do Protocolo de Kyoto, e o Senado norte-americano esta debatendo um projeto de lei que cortaria as emissoes em cerca de 7% abaixo dos niveis de 1990. Um painel da ONU com cientistas especializados em clima afirmou em 2007 que as emissoes dos paises desenvolvidos deveriam ser cortadas entre 25 e 40% ate 2020 para evitar o pior cenario do aquecimento global. Os paises africanos afirmam que pessoas estao morrendo por falta de agua e de alimentos e que o relatorio de 2007 subestimou o compasso da mudanca. (webremix.info)