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ONG: 1 milhão de crianças sofrem violência nas escolasTodos os dias, um milhão de crianças sofrem algum tipo de violência nas escolas, em todo o mundo. O levantamento, feito pela organização não-governamental Plan com base em estudos em 66 países, entre os quais o Brasil, motivou a entidade a lançar a campanha Aprender Sem Medo. A intenção é erradicar das escolas violência sexual, castigos físicos e bullying - agressões entre alunos. No País, a ONG vai trabalhar em escolas do Maranhão e Pernambuco. "Tudo o que acontece na escola é parte da educação de uma criança. E o abuso sexual, os castigos acabam se tornando parte do aprendizado dos nossos alunos. Não podemos deixar que sejam educados para a violência", defendeu Bellersquo;Aube Houinato, da Plan International. Ela esteve no Brasil para participar do 3 Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes - falou sobre o abuso sexual de estudantes em troca de boas notas e comércio sexual infantil para a compra de material escolar e pagamento de mensalidades na África. O relatório internacional da campanha Aprender sem Medo cita pesquisa com adolescentes equatorianas vítimas de violência sexual: 36,9% apontavam ter sido agredidas por um professor. O Centro de Proteção Infantil e da Família, na Tailândia, informou que a cada semana um professor é acusado de abusar de estudantes. Fonte: Agência Estado (webremix.info)
Projeto multimídia pernambucano é destaque em feira internacional (webremix.info)
Chávez quer aprofundar 'revolução' com eleições na Venezuela
Ainda popular após uma década no poder, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pretende sair das eleições estaduais do próximo domingo em condições de aprofundar sua "revolução socialista". Mas a oposição, apesar de fragmentada, tem chances em várias disputas.
O ex-pára-quedista militar, famoso por suas críticas contra o "império" norte-americano e adorado pela população pobre, já sofreu uma derrota eleitoral num referendo no ano passado, em que pretendia reformar a Constituição para poder disputar um novo mandato.
Num país de miscigenação racial, que passou praticamente toda a sua história sendo governado pela elite branca, as raízes humildes de Chávez, sua tez morena e seus discursos com eventuais palavrões agradam em cheio à classe trabalhadora - grata também pelos projetos sociais, especialmente em saúde e educação, que desde 1999 beneficiam os mais pobres com o dinheiro do petróleo. A aprovação do presidente é de cerca de 60 por cento.
Embora haja certo descontentamento contra os candidatos governistas devido à corrupção, à criminalidade e à sujeira nas ruas, as pesquisas mostram que o seu Partido Socialista Unido da Venezuela deve ganhar na maioria dos Estados.
Tal resultado, numa eleição que também inclui disputas municipais, fortaleceria Chávez para tentar novamente uma reforma constitucional que lhe permitisse disputar a reeleição em 2012, mantendo sua liderança dentro da esquerda latino-americana.
A não ser que perca em votações simbolicamente importantes, como em Caracas, ou em grandes Estados controlados há anos por aliados seus, Chávez, que se refere ao cubano Fidel Castro como "pai", tem tudo para lançar uma nova série de medidas socialistas nos próximos meses.
- Temos só uma prioridade, aprofundar a revolução de forma abrangente - disse Chávez à Reuters num comício numa favela de Caracas. "Essa é a prioridade, destruir os efeitos do capitalismo."
Sua voz habitualmente retumbante está rouca depois de semanas de agressiva campanha em todo o país. Nesse período, chamou seus críticos de traidores, prometeu prender o líder da oposição e ameaçou colocar tanques nas ruas de um Estado.
- Chávez pode se preparar para uma surpresa. Acho que podemos ganhar alguns Estados e prefeituras - disse o dirigente oposicionista Manuel Rosales à Reuters.
Na última eleição, há quatro anos, o chavismo só perdeu em 2 dos 22 Estados, mas houve um boicote da oposição. Agora, as pesquisas indicam que ele deve perder em 3 a 5 Estados.
Com qualquer coisa além disso, a oposição seria considerada vitoriosa, ganhando força para impedir uma nova reforma pró-Chávez, justamente quando a queda do preço do petróleo ameaça restringir os programas sociais no país, que pertence à Opep.
Apostas
- As apostas são elevadas em ambas as partes. Se Chávez se sair bem, abrirá caminho para um referendo sobre disputar novamente o cargo - disse o historiador político Steve Ellner.
O "Comandante", como é chamado pelos fãs, usa a estrutura do seu PSUV para mobilizar eleitores. Fundado no ano passado, esse já é o maior partido da Venezuela, com milhares de inflamados militantes.
- Camarada: nas palavras do Comandante, só vence as lutas quem luta - disse Inés Morón, moradora de Chuspa, uma vila de pescadores no Caribe, e integrante de uma "patrulha" partidária destinada a angariar eleitores de porta em porta.
No ano passado, o projeto de implantar o socialismo neste país louco por compras e beisebol sofreu um golpe no referendo. Neste ano, Chávez reduziu o ritmo das reformas, para dar ênfase à política externa e resolver problemas internos como a escassez de leite, que afetava a sua popularidade.
Agora, ele tem pressa em acelerar novamente. A queda do petróleo, desde julho, ameaça seus custosos planos para reformar a polícia, nacionalizar empresas e dar dinheiro a entidades comunitárias. Mas Chávez está usando a crise para promover bancos, e financia na América Latina, e junto com Rússia e China, alternativas ao "falido" capitalismo dos EUA.
(webremix.info)América Latina tem 2 maior índice de gravidez mundial (webremix.info)
Jovens brasileiros são os mais desconfiados da América Latina
Santiago do Chile, 31 out (EFE).- Cerca de 95% dos jovens brasileiros -quase a totalidade- não confiam nas outras pessoas, concluiu um relatório da Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal) que ainda apontou desconfiança das instituições políticas, pobreza e pouco proveito da educação. (webremix.info)
Shakira fará lobby pelo bem-estar infantil
Mostrando que sabe mexer muito mais que apenas seus quadris, a popstar Shakira vai fazer lobby junto a presidentes latino-americanos esta semana para lançar um projeto regional para injetar dinheiro em saúde e educação infantil.
A cantora vai discursar numa cúpula de lideres ibero-americanos que terá lugar em El Salvador, incluindo os presidentes do Brasil e de seu próprio país, a Colômbia, sobre a necessidade de alimentar e educar as crianças pobres, especialmente neste momento de depressão econômica global.
- Há tempos difíceis pela frente para a América Latina. Milhares de crianças vão morrer se os governos não organizarem maneiras de distribuir alimentos durante esta crise - disse a cantora à Reuters.
- Eu cresci no mundo em desenvolvimento e já testemunhei a falta de oportunidades com a qual as crianças convivem - acrescentou, falando ao telefone desde Miami.
- Num país como o meu, quando uma criança nasce pobre, as pessoas morrem pobres. Mas me fascina o fato de que através da educação é possível transformar vidas e pôr fim a esse ciclo de pobreza - afirmou.
Cerca de 35 milhões de crianças latino-americanas vivem na pobreza, disse Shakira, com pouco ou nenhum acesso a alimentação e ensino adequados. Investir em um ano de ensino primário pode elevar a renda da pessoa quando adulta em até 20%, disse ela.
As danças e baladas sedutoras de Shakira valeram à cantora uma enorme base mundial de fãs e vários prêmios Grammy. Ela começou a interessar-se por questões sociais alguns anos depois de iniciar sua carreira na música pop. Em 1997, fundou uma organização beneficente infantil na Colômbia chamada Fundação Pés Descalços - o nome de seu álbum de sucesso lançado no ano anterior.
Enquanto celebridades como Bono e Angelina Jolie focam suas atenções sobre a África, Shakira vem usando sua fama para fazer manchetes na América Latina, onde os índices altos de pobreza às vezes são esquecidos graças aos indicadores econômicos globais saudáveis.
Shakira ajudou a lançar a Fundação ALAS (Ação de Solidariedade América Latina), responsável pela nova iniciativa, e vem fazendo lobby junto ao Congresso americano e ao primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, sobre a necessidade de educar as crianças nos países pobres.
- Meu coração está comprometido com esta causa há muitos anos, desde que eu tinha 18 anos - disse Shakira, 31, que já vendeu cerca de 50 milhões de álbuns em todo o mundo.
- Gosto de pensar que posso usar meu perfil público para chamar a atenção a questões mais importantes que minhas próprias - afirmou.
Seu novo projeto vai buscar verbas de organizações como o Banco Mundial e se propõe a monitorar estreitamente os esforços dos governos, mas a cantora lamentou que não terá tempo para envolver-se em esforços de fiscalização em campo.
(webremix.info)Centro de capacitação em patrimônio concederá bolsas para estudantes
Estudantes brasileiros e estrangeiros vão poder trocar experiências sobre gestão e conservação do patrimônio histórico. A Organização das Nações Unidades para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e o Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) anunciaram hoje (22) que o novo Centro Regional de Capacitação em Patrimônio Mundial, com sede no Rio, dará bolsas para estudantes brasileiros e estrangeiros. Os estudos serão financiados por cooperações multilaterais já existentes, Segundo o presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida. "Esse é um Centro para fora do Brasil, mas também para dentro. É uma oportunidade do país se relacionar com práticas de conservação e gestão do patrimônio que não são as questões centrais no nosso universo de formação, por exemplo, a arqueologia que é fundadora das ações dos institutos de preservação dos países andinos, mas não é aqui." O Centro, cuja criação foi anunciada ontem (21) pelo Iphan e pela Unesco, será destinado à pesquisa aplicada e formação especializada na área do patrimônio na América Latina, Caribe e países de língua portuguesa e espanhola da África e Ásia. O projeto ainda precisa ser reconhecido pela Conferência Geral da Unesco, que ocorre em novembro de 2009, mas a previsão é que já sejam oferecidos cursos a partir do segundo semestre do ano que vem, como adiantou o presidente do Iphan. O Palácio Capanema, edifício emblemático da arquitetura moderna brasileira, abrigará o Centro de Formação. O governo brasileiro irá financiar a contratação dos professores, ficará responsável pela administração do local. O valor total do investimento ainda não foi fechado, segundo o presidente do Iphan. Os técnicos da Unesco estão na cidade desde a segunda-feira (20), e durante uma semana vão debater possibilidades de fomento às políticas referentes ao Patrimônio Mundial na América Latina, Caribe e países de língua portuguesa e espanhola da África e Ásia. Fonte: Agência Brasil (webremix.info)
Centro de capacitação concederá bolsas para estudantes
Estudantes brasileiros e estrangeiros vão poder trocar experiências sobre gestão e conservação do patrimônio histórico. A Organização das Nações Unidades para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e o Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) anunciaram nesta quarta-feira que o novo Centro Regional de Capacitação em Patrimônio Mundial, com sede no Rio, dará bolsas para estudantes brasileiros e estrangeiros.
Os estudos serão financiados por cooperações multilaterais já existentes, Segundo o presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida.
- Esse é um Centro para fora do Brasil, mas também para dentro. É uma oportunidade do país se relacionar com práticas de conservação e gestão do patrimônio que não são as questões centrais no nosso universo de formação, por exemplo, a arqueologia que é fundadora das ações dos institutos de preservação dos países andinos, mas não é aqui - disse.
O Centro, cuja criação foi anunciada na última terça-feira pelo Iphan e pela Unesco, será destinado à pesquisa aplicada e formação especializada na área do patrimônio na América Latina, Caribe e países de língua portuguesa e espanhola da África e Ásia.
O projeto ainda precisa ser reconhecido pela Conferência Geral da Unesco, que ocorre em novembro de 2009, mas a previsão é que já sejam oferecidos cursos a partir do segundo semestre do ano que vem, como adiantou o presidente do Iphan.
O Palácio Capanema, edifício emblemático da arquitetura moderna brasileira, abrigará o Centro de Formação. O governo brasileiro irá financiar a contratação dos professores, ficará responsável pela administração do local. O valor total do investimento ainda não foi fechado, segundo o presidente do Iphan.
Os técnicos da Unesco estão na cidade desde a segunda-feira, e durante uma semana vão debater possibilidades de fomento às políticas referentes ao Patrimônio Mundial na América Latina, Caribe e países de língua portuguesa e espanhola da África e Ásia.
(webremix.info)Pré-sal se estende até o Ceará, diz geólogo
A área do pré-sal se estende muito além dos 800 quilômetros estimados pela Petrobras, mas sem a participação da iniciativa privada na sua exploração o Brasil não conseguirá transformar em riqueza o combustível preservado no fundo do mar, alertou o geólogo e ex-funcionário da estatal Marcio Rocha Mello.
Segundo Mello, presidente da empresa de soluções tecnológicas HRT, a área do pré-sal se estenderia de Santa Catarina até o Ceará, onde ele como funcionário da Petrobras participou de uma perfuração em 1980.
- Furamos no Ceará e achamos sal e depois óleo. O que o governo fala está errado. A área do pré-sal é 10 vezes maior - afirmou a uma platéia predominantemente de advogados em evento sobre a nova área de exploração de petróleo promovido pela empresa de advocacia Veirano.
Ele afirmou que as reservas dessa grande faixa de reservatórios gigantes de petróleo poderiam conter mais de 100 bilhões de barris. Diante da magnitude da exploração, somente com a participação de capital privado poderia se agilizar a produção.
- As multinacionais já estão no pré-sal, não tem porque não abrir (licitações), tem que chamar o mundo inteiro para cá antes que a África o faça - disse, referindo-se às licitações que estariam para ocorrer no continente que também possui petróleo no pré-sal.
Segundo Mello, nas licitações na África os bônus atingem normalmente 1 bilhão de dólares.
Para o geólogo, o governo brasileiro poderia vender as áreas para exploração com bônus de assinatura em torno de 1 bilhão de dólares e taxas de mais de 80 por cento sobre a produção e ainda assim teria interessados.
- Se eu fosse o Lula pegava esse dinheiro do bônus e colocava na educação, ou vai ficar tudo (óleo) lá embaixo e ninguém vai aproveitar - sugeriu.
Custo nada salgado
O preço do petróleo, em franca queda em meio à pior crise financeira em 80 anos, não seria obstáculo para a atratividade do pré-sal. Segundo Mello, mesmo que o preço da commodity retorne aos níveis de 30 dólares que tinha há quatro anos, "quando todas as petrolíferas também ganhavam muito dinheiro", a empreitada ainda é viável.
- Temos que levar em conta que os equipamentos vão cair de preço se houver recessão. O mercado se ajusta - afirmou.
Segundo estimativas do governo brasileiro, o custo de extração do pré-sal ficaria em torno de 40/50 dólares, o que é rebatido por Mello que prevê custo também em torno dos 30 dólares.
Ele estimou no entanto que no final do ano o petróleo estará na faixa entre 90 e 100 dólares novamente.
Mesmo assim, o Brasil vai precisar de vários bilhões de dólares para transformar o pré-sal em realidade econômica, já que uma das características da região é demandar um maior número de poços em relação à camada pós-sal.
- O número de poços no pré-sal é pelo menos cinco vezes do pós-sal, vai ter que furar uns 10 mil poços para tirar 2 milhões de barris (dia) - calculou.
Mello afirmou que apesar de se estender até o Ceará, a maior concentração de petróleo e gás natural é mesmo na bacia de Santos, onde está localizado o campo de Tupi com reservas de 5 a 8 bilhões de barris.
Também na bacia de Campos, Mello aposta em reservas de 3 a 4 bilhões na camada pré-sal e em menor escala outras bacias também podem produzir no pré-sal, como Jequitinhonha, onde ele estima reservas de 1 bilhão de barris e na qual a Petrobras está perfurando no momento.
- Em 2008 e 2009 vamos ter muitas notícias agradáveis - avaliou.
Na esteira desse entusiasmo, e apesar da crise financeira, Mello prevê boa procura para a 10a rodada de licitações prevista para dezembro e só com blocos em terra, apesar de admitir que muitas empresas ainda estão indecisas.
- Se não tivesse uma crise financeira a 10ª rodada ia arrebentar, porque são blocos em terra com grande potencial para as pequenas empresas - ressaltou, observando que a Petrobras, apesar de gigante, deve participar das disputas pelo menos na bacia do Recôncavo, onde já tem exploração.
(webremix.info)Ganhadores do Nobel de Medicina elogiam programa antiaids do Brasil
Os médicos franceses vencedores do prêmio Nobel de Medicina de 2008, em reconhecimento à descoberta do vírus HIV nos anos 1980, elogiaram nesta quarta-feira (8), em Paris, a política de atendimento universal e gratuito de pacientes infectados, o uso de medicamentos genéricos e a luta por drogas mais baratas no Brasil. Para Luc Montagnier, entretanto, o país precisa evoluir na atenção às pessoas que portam o vírus, mas que desconhecem o contágio, não são tratadas e continuam a disseminar a doença. Montagnier e Françoise Barré-Sinoussi foram informados na segunda-feira (6) de que haviam recebido o Nobel de Medicina, concedido pelo Instituto Karolinska, de Estocolmo, na Suécia. Apenas hoje (8), porém, retornaram a Paris, onde foram homenageados no Instituto Pasteur e na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), antes de serem recebidos pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy. Os dois estavam em compromissos no Camboja (Ásia) e na Costa do Marfim (África), quando receberam a notícia de que dividiriam a edição de 2008 da honraria com o médico e pesquisador alemão Harald zur Hausen, descobridor do papilomavírus humano - causador do câncer de colo de útero. Em entrevista na sede da Unesco, hoje (8) à tarde, Françoise e Montagnier defenderam esforços governamentais - mesmo em meio à crise financeira - para que a meta de universalização do atendimento a pacientes portadores do HIV seja alcançada até 2010. Questionados pela reportagem sobre a eficiência do Programa DST/Aids do Ministério da Saúde do Brasil, os cientistas elogiaram a política. "A comunidade internacional felicita com razão o tratamento universal aos pacientes com o vírus no Brasil", disse Françoise. "Temos também de louvar a briga pela utilização de medicamentos genéricos, mais baratos. É verdade que o Brasil se mostra um exemplo." Em setembro, o Ministério da Saúde voltou a evocar regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) para derrubar as patentes do laboratório norte-americano Merk. Com a medida, o país poderá produzir genéricos do Efavirenz, um dos 17 remédios do coquetel antiaids previstos no protocolo médico nacional de aids. Em tom mais crítico, Montagnier pediu a palavra a fez uma ressalva ao programa, que trata 200 mil pacientes no país. "O Estado brasileiro decidiu tratar há muito tempo todos os seus pacientes contaminados pelo HIV. Mas o problema é que o que são declaradamente portadores são tratados. Os que não são declarados, ficam fora de circuito, em especial índios da Amazônia, que não têm acesso aos medicamentos." Françoise se disse emocionada pelo reconhecimento ao trabalho de uma equipe multidisciplinar formada no Instituto Pasteur no início da década de 1980. "Tenho certeza que Montagnier compartilha da emoção que toma todas as equipes multidisciplinares que se mobilizaram rapidamente para investigar o que se passava no início dos anos 80", disse a primeira mulher a receber o Nobel de Medicina na história. "Penso também n... (webremix.info)
Vice argentino diz que educação é fundamental para a América Latina
O vice-presidente da Argentina, Julio Cobos, afirmou durante a 12ª Conferência das Américas que a educação é a coluna vertebral para desenvolver políticas sociais e econômicas de progresso na região. A 12ª Conferência das Américas, organizada pelo jornal "The Miami Herald", terminou nesta sexta-feira e à qual assistiram empresários e líderes políticos da América Latina, do Caribe e dos Estados Unidos. Cobos fez um apelo aos governos de todos os países da América Latina para que façam verdadeiros esforços que tornem a educação um "direito realizável". Leia mais (04/10/2008 - 00h58) (webremix.info)
Oportunidades educacionais são menores no Brasil
No Brasil, as oportunidades em educação oferecidas às crianças são menores do que nos outros países da América Latina e Caribe, com exceção de Nicarágua, El Salvador e Honduras..
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(webremix.info)Crise financeira deve marcar Assembléia da ONU
Os líderes mundiais começam nesta segunda-feira (22) uma semana de encontros em meio à crise financeira global. O problema no setor pode atrapalhar os esforços das Nações Unidas para conseguir bilhões de dólares para o combate à pobreza, especialmente na África. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse na semana passada temer que a atual crise econômica tenha um "impacto negativo muito sério" na capacidade das nações ricas de ajudar nas metas da ONU para melhorar a vida dos que ganham menos de US$ 1 por dia. Antes da crise financeira iniciada nos Estados Unidos, Ban havia pedido aos líderes mundiais que chegassem um dia antes para o encontro anual. O objetivo era utilizar esse dia extra para discutir as necessidades da África. Na quinta-feira, o secretário-geral deve fazer novos comentários sobre os chamados Objetivos do Milênio. Os líderes chegam a Nova York enquanto o Congresso dos Estados Unidos discute uma proposta do governo George W. Bush de US$ 700 bilhões para comprar títulos de hipoteca podres e reanimar o mercado de crédito do país. Hoje está prevista uma sessão de alto nível para discutir o desenvolvimento da África. Estão inscritos 106 dos 192 países membros da ONU, incluindo 34 chefes de Estado e 11 chefes de governo. Amanhã será aberta a Assembléia Geral da ONU, com um discurso do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. Também falarão Ban, o presidente dos EUA, George W. Bush - em sua última aparição ante o organismo mundial -, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, também presidente de turno da União Européia. O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, falará na tarde de amanhã, bem como o vice-presidente sudanês, Ali Osman Taha. CRISE - A secretaria-geral da ONU divulgou um relatório sobre a situação na África. Entre os objetivos traçados para o continente estão a queda pela metade na pobreza, a universalização da educação primária e o controle da pandemia da Aids, tudo até 2015. De acordo com o relatório, dois quintos da população africana vive com menos de US$ 1 por dia. O continente tem 12% da população mundial, mas conta com apenas 1% das riquezas produzidas no planeta. (webremix.info)
Lula rejeita terceiro mandato e assinaria termo em cartório
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu, em entrevista ao programa 3 a 1, da TV Brasil, na madrugada desta quinta-feira, que não pretende concorrer a um terceiro mandato em 2010.
– Eu tenho na minha biografia gestos que me fazem não ficar embevecido por um mandado – disse Lula.
Perguntado sobre o que não conseguiu ainda fazer nos seus mais de cinco anos na Presidência, Lula preferiu destacar o que conseguiu fazer na educação, uma de suas prioridades.
– Educação foi uma das minhas prioridades, e quando eu terminar o governo, eu que não tenho diploma universitário, vou passar para a história como o presidente que mais fez escolas técnicas em oito anos do que fizeram em 100 anos neste paÃs – afirmou.
Confira os principais trechos da entrevista do presidente Lula ao jornalista Luiz Carlos Azedo, apresentador do programa 3 a 1, à diretora de jornalismo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Helena Chagas, e ao jornalista convidado Cristiano Romero, do jornal Valor Econômico.
– O senhor tinha um time aqui na Esplanada dos Ministérios que foi desfalcado de dois jogadores de primeira linha, o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci e o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Depois de tudo o que aconteceu com os dois, qual é a opinião e avaliação que o senhor faz dos seus antigos companheiros do PT?
– Antigos não, companheiros. O fato de eles não estarem no governo não mexe na minha relação de amizade. Aliás é uma coisa que prezo, que eu carrego para o fim da vida, porque ninguém me obrigou a ter amizade, amizade é uma coisa que a gente escolhe. A saÃda dos dois apenas mostrou para a sociedade que ninguém é imprescindÃvel. Que ninguém é insubstituÃvel. De vez em quando, não só agora que eu sou presidente, mas quando eu não era presidente, via nos jornais assim: Porque tal pessoa é imprescindÃvel. Não existe isso, nós substituÃmos os dois porque era necessário substituir. As pessoas que estão no lugar deles estão dando uma demonstração extraordinária e os dois companheiros estão reconstruindo suas vidas. É assim que tem que ser a vida, não tem outro jeito.
– Depois de praticamente cinco anos e meio que o senhor está exercendo a Presidência, o que o senhor acha que deixou de fazer, que não conseguiu de fazer e que acha que ainda dá para fazer nesse segundo mandado?
– Se você for procurar alguma coisa que falta fazer, sempre vai faltar. O importante é que para governar, você tem que definir prioridades. Não tem dez prioridades, ou você escolhe duas ou três e executa, ou você passa pelo governo e faz um monte de coisas que ninguém percebe. O que nós fizemos: educação. Educação foi uma das minhas prioridades, e quando eu terminar o governo, eu que não tenho diploma universitário, vou passar para a história como o presidente que mais fez escolas técnicas em oito anos do que fizeram em cem anos neste paÃs. Desde a primeira de 1909 até 2003 foram 140 escolas técnicas profissionalizantes. Eu vou fazer em oito anos, 214 escolas técnicas profissionais. Estamos fazendo dez universidades federais novas. Tem quatro no Congresso para ser aprovadas e passa a ser 14. E estamos fazendo 95 extensões universitárias. Criamos o Prouni, que já colocou 435 mil jovens na universidade e o com o vestibular deste ano serão mais 100 mil. Vamos para 500 e poucos mil jovens pobres, da periferia, nas universidades. Fizemos o Reuni, que vai colocar mais de 400 mil jovens na universidade até 2010 e só para vocês terem idéia, em 2003, a universidade brasileira renovava cerca de apenas 113 mil vagas e este ano vai renovar 227 mil vagas das escolas públicas federais.
– O senhor descarta categoricamente a tese do terceiro mandato?
– Deixa só eu terminar essa coisa do esquecimento, do que falta fazer. Nós tivemos que dar prioridade. A outra prioridade minha era fazer a economia crescer. Alguns falam sorte, sorte não. A indústria naval brasileira está acontecendo por decisão do governo. A Petrobras deixou de investir US$ 250 milhões por ano em pesquisa, para investir US$ 250 milhões por mês, por decisão do governo. Então o que é consignado hoje de empréstimo ao maior número de pessoas fÃsicas no paÃs é por decisão do governo. As coisas não acontecem por acaso. Obviamente eu quero ter sempre sorte e por isso o Brasil está dando certo. Certamente quando eu terminar o mandato eu vou lembrar de muitas coisas que não fiz, mas também vou lembrar de muitas coisas que nós conseguimos executar. Porque tem uma equipe boa que trabalha, todo mundo aprendeu. O PAC [Plano de Aceleração do Crescimento] era para a gente ter lançado antes das eleições de 2006 e nós decidimos que Ãamos lançar no inÃcio do ano. Qual era minha preocupação? O que nós irÃamos fazer no segundo mandado? Era me perder na mesmice do primeiro. Então falei, temos que fazer uma novidade. A novidade é o PAC, que está dando trabalho para todos nós até 2010. Nunca antes na história deste paÃs teve tanto dinheiro federal em todas as prefeituras deste paÃs. Pode procurar uma prefeitura, pode procurar o ([prefeito Gilberto) Kassab em São Paulo. Do PSDB, em qualquer outro Estado, nunca na vida eles receberam a quantidade de dinheiro que nós estamos mandando para esses municÃpios.
– Nunca teve terceiro mandado também.
– Eu penso que democracia é uma coisa tão séria que a gente não pode brincar com ela. Daqui a pouco alguém quer o terceiro mandato, o quarto mandato, o quinto mandato. Está de bom tamanho. Eu era a favorável a um mandato só. Eu acho que quatro anos é muito pouco para executar um programa. Com mandato de quatro anos se você começar a fazer um projeto para construir uma hidrelétrica, você termina o mandado e não consegue a licença prévia do Ibama ainda. Ou talvez o Ministério Público proibiu. É preciso ter um tempo para executar um programa. E eu já tive meu tempo. Com a graça de Deus, sou agradecido todo dia por estar dando certo as coisas. Que venha outro e que faça mais. A única coisa que vou dizer é o seguinte. Quando eu terminar o meu mandato, tudo o que nós tivermos feito, eu vou registrar em cartório. Quem entrar no meu lugar vai receber tudo o que foi feito no meu governo, tudo que está contratado, quantos metros de obra estão feitos. Vou deixa lá sabe por quê? Porque eles vão dizer assim: 'Se aquele torneiro mecânico que não foi nem à universidade fez tudo isso, eu tenho que fazer mais'. Porque aà ele vai ser obrigado a fazer mais do que eu. Essa é uma coisa boa, uma coisa extraordinária, e eu aprendi isso trabalhando em linha de produção. A gente vê um companheiro fazendo uma coisa e a gente quer fazer mais do que ele.
– O senhor registraria em cartório também a decisão de não concorrer ao terceiro mandado consecutivo?
– Não preciso registrar em cartório, mas se fosse o caso, eu registrava. Eu vou dizer um exemplo para você: quando eu podia ser candidato o tempo que eu quisesse no Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo (SP), quando eu fui reeleito em 1978, eu convoquei uma assembléia e decidimos que o presidente do sindicato não poderia ser eleito mais que duas vezes. Portanto, meu caro, eu tenho na minha biografia gestos que me fazem não ficar embevecido por um mandado. Porque os mesmos que ficam brigando que querem terceiro mandado quando você está bem nas pesquisas são os mesmos que não vão querer quando você estiver mal nas pesquisas. Então, eu aprendi a andar com os pés muito assentados no chão. Eu tenho um remédio contra a mosca azul a minha vida inteira, e portanto eu sou tranqüilo. Eu termino meu mandado no dia 31 de dezembro de 2010 e no dia 1º, estarei passando a faixa para quem estiver na presidência.
Crise no mercado financeiro
O Brasil está preparado e não deve sofrer muito com a crise no mercado financeiro dos Estados Unidos. Foi o que afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na entrevista à TV Brasil, no programa 3 a 1. Lula também afirmou que o governo está trabalhando para que o Brasil continue crescendo, mas sem descuidar do controle da inflação.
– Presidente, a situação mundial é de crise, principalmente por causa da situação do mercado financeiro nos Estados Unidos. O Brasil está preparado para enfrentar essa situação sem recessão, sem quebradeira dos bancos? Que providências o governo está tomando?
– O governo está preparado e o Brasil está preparado. Obviamente que nós sempre levamos em conta que, tendo recessão nos EUA, vai ter um abalo em todos os paÃses, afinal de contas é a maior economia do mundo. Mas o Brasil nunca esteve tão preparado como está hoje. O Brasil diversificou a sua balança comercial. Nós, que tÃnhamos uma dependência de quase 30% da balança comercial com os Estados Unidos, hoje temos apenas 15%, embora ela tenha crescido mais de 15% ao ano. Nós diversificamos para a América Latina, para a América do Sul, para a Ãfrica, para o Oriente Médio, para a Ãsia. O Brasil hoje é menos dependente da relação comercial com os Estados Unidos, se bem que ainda é um parceiro muito importante.
– O governo tomará medidas para reduzir um possÃvel impacto, como por exemplo, havendo restrição de crédito externo, providenciar mais crédito interno?
Lula: Nós não vamos tomar nenhuma medida precipitada. Nós estamos acompanhando isso com lupa. O (presidente do Banco Central, Henrique) Meirelles está viajando para Nova York, tenho conversado com o ministro (da Fazenda) Guido Mantega todo dia. Na medida em que for necessário, nós vamos tomar medidas. Obviamente que, se rarear o crédito internacional e os empresários brasileiros tiverem dificuldade para tomar dinheiro emprestado, nós vamos ter que tomar uma decisão de arrumar mais dinheiro para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) possa emprestar. O dado concreto é que nós temos muitos investimentos já contratados, com financiamento garantido e certamente isso não irá sofrer nenhuma consequência. Eu queria ressaltar que o Brasil está numa situação privilegiada com relação à crise americana. Não é que a gente não deva ter cuidado. Mas até agora as coisas estão andando bem, os bancos brasileiros não estão metidos no subprime (categoria de hipoteca que gerou a crise no mercado imobiliário), portanto é uma tranquilidade para o Brasil. Mas se sabe que todo cuidado é pouco.
– A economia brasileira está crescendo basicamente puxada pela taxa de investimentos. É até um dado positivo, os investimentos das empresas em máquinas e equipamentos estão crescendo numa velocidade duas vezes e meia maior que a do Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, o primeiro efeito dessa crise sobre o Brasil já é visÃvel, que é justamente a escassez de crédito. As empresas brasileiras não vão ter tanto acesso a recursos no exterior como vinham tendo. O BNDES por sua vez está emprestando, tem esse ano uma carteira de R$ 84 bilhões aprovada para emprestar, mas faltam recursos. O senhor considera por exemplo aumentar o capital do BNDES para que ele possa continuar emprestando no mesmo ritmo?
– Nós já tomamos a decisão de emprestar mais R$ 15 bilhões para o BNDES e também de pegar o fundo que nós criamos de desenvolvimento com o dinheiro do Fundo de Garantia [por Tempo de Serviço, FGTS] para repassar uma parte para o BNDES fazer os investimentos. Nós estamos cuidando de garantir que as coisas aconteçam e sabemos que empresas grandes como a Petrobras, a Vale do Rio Doce precisam de financiamento externo, mas na hora em que ele rarear nós vamos ter inclusive que mudar as normas do BNDES, que não pode emprestar uma determinada quantidade de dinheiro só para uma empresa, para que ele possa aumentar o volume de dinheiro emprestado. Uma coisa que é importante o povo brasileiro ter clareza é que nós não queremos em hipótese alguma brecar o crescimento da economia. Nós estamos com um mercado interno sólido, ele dá substância à nossa economia e nós queremos que continue fortalecido. Por isso eu acho que o Brasil vai passar por essa sem sofrer as consequências que sofreria em outros momentos, quando nós estávamos mais débeis. Dessa vez, sem passar nenhum otimismo exagerado, eu acho que o Brasil está seguro, até porque temos um colchão de US$ 205 bilhões de reserva. E não queremos mexer na nossa reserva por conta disso. O que nós queremos é continuar fazendo a economia crescer, que o povo continue consumindo, continue comprando, porque aà nós vamos dar solidez à nossa economia.
– A economia está crescendo a uma taxa de 6% ao ano neste momento. Mas dado esse ciclo de aperto monetário que o Banco Central iniciou em abril, o mercado já espera uma redução do crescimento no ano que vem para algo entre 3% e 4%. Como o senhor está olhando essa possibilidade?
– Eu penso que o mercado vai ser surpreendido. Todo mundo sabe que as medidas tomadas pelo Banco Central e as medidas também tomadas pelo Ministério da Fazenda tinham como objetivo reduzir um pouco a demanda, porque ela estava muito aquecida. E nós começamos a ficar preocupados porque na hora em que aumenta a demanda e você não tem a oferta, você pratica uma coisa que eu não quero, que é a inflação. Como nós temos muitos investimentos contratados, alguns em andamento, a nossa expectativa é que num curto prazo essas empresas que estão aumentando a sua capacidade de produção, e que hoje significam aumento de demanda, daqui a um ano estarão colocando o produto na rua, vão passar a ser oferta, e isso pode equilibrar a nossa economia, para que a gente não tenha nenhuma preocupação. Os preços internacionais dos alimentos estão caindo, a inflação já está reduzindo, estamos a uma taxa de 6,3%. O Brasil é o único paÃs do mundo que está dentro da meta ainda, nós vamos perseguir essa meta e vamos manter, porque eu sei o que significa a inflação controlada nesse paÃs.
– Então a prioridade é controlar a inflação, não é o crescimento? O crescimento vai ser condicionado ao controle da inflação? Essa é a orientação?
– As duas coisas são prioridade. E nós estamos provando que é possÃvel a economia crescer, é possÃvel distribuir renda e é possÃvel controlar a inflação. Estamos provando que é possÃvel exportar, ao mesmo tempo importar, crescendo o mercado interno. Esse é o sucesso da polÃtica econômica, é que você não precisa travar. Se você está tomando dois comprimidos, você pode tomar apenas um e meio. Aà nós vamos permitir que haja um ciclo duradouro de crescimento. É com essa hipótese que eu trabalho: o Brasil crescer 10 ou 15 anos a taxas entre 4% e 6%, um crescimento extraordinário. Isso significa aumento da massa salarial, aumento de emprego. De janeiro a agosto nós criamos 1,8 milhão de empregos. Vamos chegar em dezembro com mais de 2 milhões de empregos. Se vocês pegarem a retrospectiva, vão perceber que há muitas décadas o Brasil não tinha uma situação privilegiada como essa que nós estamos vivendo agora.
União homossexual
Contra o aborto, mas a favor de que o Estado possa cuidar de quem queira fazê-lo. A favor da união civil entre homossexuais e das limitações ao fumo em lugares fechados e ao consumo de bebidas alcoólicas por motoristas. Foi assim que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se mostrou em entrevista exclusiva ao programa 3 a 1, da TV Brasil.
– Por que os polÃticos que são contra (a união homoafetiva) não recusam os votos deles, por que o Estado brasileiro não recusa os imposto de renda que eles pagam? – questionou Lula. Para o presidente, a sociedade e o Estado brasileiros têm que parar de agir com hipocrisia.
– Temos agora uma pergunta de São Paulo: "Gostaria de saber se o Lula é favor do casamento homossexual".
– Eu a vida inteira defendi o direito à união civil. Acho que nós temos de parar com hipocrisia, porque a gente sabe que existe. Tem homem morando com homem, mulher morando com mulher e muitas vezes vivem bem, de forma extraordinária. Constroem uma vida juntos, trabalham juntos e por isso eu sou favorável. Eu acho que nós temos que parar com esse preconceito. Cada ser humano viva sua vida do jeito que bem entender, desde que não moleste a vida dos outros.
– Já que o senhor concorda com a união civil, o senhor pensa no caso de o governo adotar alguma medida para facilitar a vida das pessoas, dos homossexuais que vivem em famÃlia? Por exemplo, permitir a concessão de pensão previdenciária e outros benefÃcios? Adoção de filhos?
– Várias câmaras de vereadores já aprovaram, várias câmaras legislativas já aprovaram e têm vários projetos no Congresso Nacional. Eu participei da Conferência Nacional (dos Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais), e uma coisa que me cala profundamente é por que os polÃticos que são contra não recusam os votos deles, por que o Estado brasileiro não recusa os imposto de renda que eles pagam? Olha, nós temos que tratar sem nenhuma discriminação a vida que cada um leva dentro de casa, o parceiro que quer ter a mulher ou homem é problema deles. O importante é que sejam cidadãos brasileiros, respeitem a Constituição e cumpram com seu compromisso com a Nação. O resto é problema deles e eu sou defensor da união civil.
– Outro tema polêmico é a questão do aborto. Milhares de jovens e adolescentes morrem porque fazem aborto clandestinamente e existe uma polêmica com relação a legalização. Qual a sua opinião sobre o essa questão?
– Essa é uma posição histórica. Eu trago esse posição desde 1982, eu falo de 26 anos que tenho uma posição, que é tratar de aborto como questão e de saúde pública. Morre muita gente fazendo aborto clandestino, porque é proibido o Estado cuidar. Você encontra menina de 14, 13 e 20 anos, tentando furar o útero com agulha de tricô, tomando chá de caroço de abacate, tentando colocar fuligem, todas essas coisas feitas de forma inadequada por falta da legislação permitir uma orientação adequada, você vê as pessoas morrerem. Se você perguntar para mim, presidente Lula, o senhor é contra o aborto? Eu sou contra o aborto. Minha mulher é contra o aborto, até porque eu acho que nunca uma mulher que faz aborto, faz porque quer ou por prazer, ela faz porque é constrangida por uma situação e é nessa hora que o Estado tem que dar atendimento a essas pessoas. No Brasil, essas coisas vão evoluindo, na medida em que você vai tendo mais educação, na medida em que vai dando mais informação, em que a escola pública começa a dar orientação sexual para os nossos jovens e nossa meninas, tudo isso vai diminuir bastante, porque as pessoas saberão que têm mais opções.
– O senhor não acha que se fosse problema relativo aos homens já não teria sido resolvido? Na sua opinião o senhor não acha que a sociedade é bem machista?
– Nesse caso não é questão de machismo ou não é preconceito histórico, tabus religiosos que nós precisamos superar. Tem meninas contaminadas com Aids, meninas que ficam gravidas precocemente, sem querer ficar gravidas, talvez porque o pai ou a mãe não educou corretamente. Porque não recebeu orientação. Então essa menina não pode ser castigada por um erro. Como é que pode uma menina de 13 anos ter um filho? Quem é que vai sustentar essa criança? Se tiver um pai de classe média para sustentar, ótimo. Ou você vai ter mais uma criança de rua. Então, eu penso que nós deverÃamos pensar mais seriamente nisso, por isso começamos a discutir a questão do planejamento familiar. Orientar melhor as pessoas, porque com base na orientação as pessoas vão fazer sexo por prazer e não vão correr o risco que correm hoje tendo que clandestinamente fazer abortos em clÃnicas criminosas.
– Presidente, temos agora uma pergunta de BrasÃlia: "Eu quero saber se com essa lei de não poder fumar em lugares fechados se isso vai zerar ou vai atrapalhar, porque quanto mais proÃbem, mais as pessoas gostam".
– Eu penso que não se trata de proibição, obviamente que se você fumar em lugar fechado você está fazendo com que quem não fuma se torne um fumante também porque está respirando a fumaça do cigarro do outro. O ministro [da Saúde, José Gomes] Temporão já mandou para a Casa Civil uma proposta. A Casa Civil está em fase final de avaliar e eu vou mandar para o Congresso Nacional [o projeto] proibindo fumar em locais fechados, ou seja, só se o cara estiver sozinho, quiser fumar e quiser se matar ele pode.
– O senhor já decidiu parar de fumar?
– É o seguinte, todo mundo sabe que fumar faz mal. Ninguém é inocente, todo mundo sabe que fumar faz mal. Todo mundo que usa drogas sabe que faz mal. Todo mundo que bebe exageradamente sabe que faz mal. Por que as pessoas continuam? Porque são viciadas. Por isso as pessoas continuam. Eu conheço gente que já tentou de parar de fumar 20 vezes. Eu lembro na Constituinte, o coitado do Mário Covas tinha parado de fumar e ficava tão nervoso, que ele andava com o cigarro na mão o dia inteiro. Onde você encontrava o Mário Covas, ele estava com o cigarro na mão. Eu acho que quando a pessoa toma consciência, ela vai e pára. Mas se quer manter seu vÃcio, não prejudica os outros. Eu acho que é isso que deve acontecer. Mas eu não terei nenhum problema de mandar a lei (para o Congresso Nacional).
– O senhor acha que a gente está instaurando no Brasil um estado policial, ou seja, não pode fumar em lugar algum, os restaurantes não podem nem criar uma área para fumantes. Como o senhor falou, quem quiser se matar se mata. Vamos dar às pessoas que querem se matar o direito de se matar, mas não pode fumar em lugar algum. Não pode dirigir tendo bebido um ou dois copos de cerveja, ou seja, no Brasil é oito ou oitenta.
– Vamos relativizar, porque as coisas que parecem tão más, não são tão más assim. Vamos começar pelo cigarro outra vez. Se você estiver no restaurante, uma determinada sala destinada aos fumantes, tem os garçons, então você só poderia permitir que entrasse lá os garçons que fumam também, porque se não você teria os passivos lá, o que não seria correto. É bem possÃvel que os restaurantes sejam criativos. Com relação à bebida, vamos ser francos, foi um benefÃcio extraordinário essa Lei Seca. Mas isso não impede que a pessoa beba. Agora, se a pessoa bebe, vai com um companheiro que não bebe ou pegue um táxi e vá beber. Ninguém está dizendo para a pessoa não beber. O que estamos dizendo é que ele não pegue estrada bêbado, porque o carro vira uma arma na mão dele. Não estamos proibindo ele de beber. Se quiser comprar um litro de uÃsque e encher a cara dentro de casa, ele que o faça, não é recomendável, mas o que nós não queremos é que ele se transforme uma arma poderosa contra pessoas inocentes. Às vezes você sai de carro com todo cuidado com a sua famÃlia dentro para passear, vem um cara bêbado irresponsável que acaba com a tua famÃlia. Então essa lei foi um benefÃcio extraordinário. Eu tenho muitos amigos donos de bar que falam 'pôxa, presidente, diminuiu a minha freguesia'. Eu falei: 'contrata um motorista para levar o cliente em casa e dá de presente a última dose ou o último chopp'.
– Por falar em bar e conversa de bar, e o Dunga e a seleção brasileira? O que o senhor acha do Dunga, deve continuar ou deve sair?
– Eu não acho que o culpado é o Dunga. Veja, é importante lembrar que nós ficamos de 1970 até 1994, sem ganhar uma copa do mundo. Foram 24 anos e passaram dezenas de técnicos pela seleção brasileira, inclusive um dos melhores, que foi o Telê Santana que levou para campo aquela seleção extraordinária, e nós perdemos duas copas com o Telê Santana. Então o problema não é o técnico, o problema é que é preciso um pouco mais de amor à causa. Um torcedor quando vai no estádio ou você está na frente da televisão o que você quer? Você quer que o jogador se esforce, que o ele demonstre que está brigando para ganhar o jogo. Corra atrás da bola.
– Você acha que tem muito jogador estrangeiro na seleção? Gente que está jogando no exterior? Ganhando muito dinheiro?
– Qual é o problema? Que os melhores vão embora. Esse é o dilema do futebol brasileiro, é que quando o cidadão começa a ficar um pouquinho melhor, ele é comprado. E aà ele é convocado porque é brasileiro. Eu penso que essa meninada que é convocada talvez sejam os melhores mesmo. Eu não fico vendo uma safra de grandes jogadores. As pessoas ficam reclamando do Diego, mas é importante lembrar que este paÃs já teve um jogador como Ademir da Guia que não era nem convocado para a seleção brasileira. Porque tinha o Pelé, o Rivelino e o Gérson. Você tem hoje na seleção jogador que é reserva nos times estrangeiros. Agora é melhor do que o que está jogando aqui.
(webremix.info)Mundo da bola tem bons exemplos (webremix.info)
Fidel Castro - 83 Anos
Bolívar lançou uma estrela, que junto Martí brilhou,
Fidel a dignificou para andar por estas terras.
(Pablo Milanes)
Uma das maiores lideranças populares de todos os tempos da América Latina e do mundo, Fidel é ao mesmo tempo o nosso maior teórico e o nosso maior estadista e por que não dizer o nosso maior herói vivo.
È oportuno recordar uma breve história ocorrida lá pelo final da década de 1970, quando em uma de suas viagens à África, Fidel juntamente com o então presidente, secretário geral da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) e líder da revolução moçambicana, Samora Machel, participavam da inauguração de uma praça. Quando Fidel soube que o nome da praça se chamaria Samora Machel, ele se dirigiu a este grande revolucionário africano e lhe disse: "Em Cuba, nós homenageamos somente os nossos heróis mortos, nunca os nossos heróis vivos".
Fidel Castro entrou para a história de nossos povos e lá estará entre os seres que mais personificaram e incorporaram a idiossincrasia latino-americana, a solidariedade para com a luta de todos os oprimidos, os mais elevados valores éticos, um dos mais elevados espíritos de sacrifício pela justas causas da humanidade. Sua obra pode ser vista em todos os rincões do mundo, onde o povo cubano sob sua direção e exemplo cultivou e cultiva exemplos de uma solidariedade desinteressada. Sua obra pode ser vista em Angola onde ao lado do MPLA (Movimento Popular para a Libertação de Angola) e de seu máximo dirigente, Agostinho Neto, Cuba contribuiu para a expulsão dos mercenários e das tropas racistas do "apartheid" sul-africano. Sua obra também pode ser vista na Etiópia, no Congo, na Argélia, na Namíbia, em El Salvador, Nicarágua, Venezuela, Bolívia e em dezenas de países onde Cuba através de diferentes meios, seja pela assistência de profissionais de saúde ou de educação, seja pela solidariedade efetiva aos processos revolucionários e de libertação nacional, contribuiu de forma decisiva no processo de luta antiimperialista.
Sua maior obra é a Revolução Cubana que há quase 50 anos enfrenta um duro bloqueio econômico e agressão da maior potência imperialista. Apesar de todas as dificuldades, Cuba segue sendo um exemplo de coerência de princípios e de construção em seu território de um regime econômico e político baseado nos princípios socialistas.
O povo cubano e os povos do mundo comemoram neste 13 de agosto de 2008, o 83º aniversário do eterno Comandante. Fidel Alejandro Castro Ruz, nasceu em 1926, em Biran, província de Holguin.
Desde muito jovem se interessa por história e por política se identificando com as lutas dos nossos povos. Em 1945 ingressa na Universidade de Havana, onde cursou direito e se formou em 1949.
Em 1947 participa de uma expedição, que acaba fracassando, que visava derrubar o ditador Rafael Trujillo, então mandatário a serviço e apoiado pelos Estados Unidos e que esteve no poder por décadas através da ingerência inclusive militar do imperialismo.
Em 1948, quando é assassinado o líder liberal Eliecer Gaitan, então forte candidato à presidência da Colômbia e uma das razões para eclosão da guerra civil que assola este país irmão até os dias em que vivemos, Fidel encontrava-se em Bogotá, participando do Congresso Latino-Americano de Estudantes.
Após formado, vincula-se ao Partido do Povo Cubano liderado por Eduardo Chibás. Em 10 de março de 1952, Fulgencio Batista lidera um golpe de estado e assume o poder a mando do imperialismo, instituindo um regime baseado no terror e violência.
Em 26 de julho de 1953, Fidel juntamente com mais 150 companheiros participa do assalto ao Quartel de Moncada, em Santiago de Cuba, que significaria uma nova etapa na luta do povo cubano pela sua verdadeira independência. Este evento é ainda hoje comemorado pelo povo cubano com um marco fundamental de sua história. A tentativa se frustra e acaba com a prisão dos revolucionários, entre eles Fidel, que ficaria preso por mais de um ano. O julgamento de Fidel se tornou célebre por sua defesa feita por ele mesmo e que foi editada e distribuída por seus companheiros que estavam em liberdade e que ficou conhecida sob o título de "A História me Absolverá". Ali está o programa da revolução cubana.
Mais tarde, Fidel funda o M-26 (Movimento 26 de Julho), um dos três agrupamentos que lutaram até a derrocada da ditadura de Batista. No exílio no México, Fidel e outros companheiros continuam a organizar a luta, culminando com a expedição do Iate Granma, em fins de novembro de 1956, que sai do porto mexicano de Tuxpan para Cuba. Em primeiro de janeiro de 1959 triunfa a Revolução Cubana.
Em abril de 1961, Fidel lidera pessoalmente as tropas que combatem e rechaçam a invasão dos mercenários armados, financiados e treinados pela CIA e pelo governo dos Estados Unidos, em Playa Girón.
A história de Cuba, da América Latina e do mundo contemporâneo se confundem em grande parte com a vida de Fidel. Ao largo destes quase 50 anos da Revolução Cubana, ele foi um protagonista em nossa história. Esteve sempre ao lado daqueles que levaram as mais justas bandeiras, daqueles que defenderam os mais elevados valores morais, daqueles que mantiveram acesa a chama da luta por um mundo melhor e voltado para satisfazer as necessidades de todos os nossos povos.
Fidel está no mesmo rol dos homens raros que como Augusto César Sandino, Augustin Farabundo Marti, Carlos Fonseca, e tantos outros, que devotaram sua vida à luta pela verdadeira libertação dos nossos povos. Muitos deles, como Fidel, ainda estão entre nós.
Hoje, Fidel assumiu novo papel na frente de batalha. Não mais está à frente das responsabilidades de estado. Lúcido como sempre, ele segue com seu exemplo e palavras orientando e contribuindo com luta dos povos de todo o mundo.
Esperamos comemorar muitos aniversários de Fidel com ele ainda em vida.
Associação Cultural José Martí de Santa Catarina
(webremix.info)América Latina busca compromisso para frear HIV
Mais de 30 ministros da Saúde e da Educação de vários países da América Latina e do Caribe se reuniram hoje no México para promover políticas públicas para prevenir a expansão do HIV/aids e impulsionar uma "educação sexual integral". A 1ª Reunião de Ministros de ambas as pastas, realizada sob o lema de "Prevenir com educação", terminará hoje com a adoção de uma declaração sobre a qual há um amplo consenso. (webremix.info)
Ministros da América Latina buscam compromisso maior para frear HIV
México, 1º ago (EFE).- Mais de 30 ministros da Saúde e da Educação de vários países da América Latina e do Caribe se reuniram hoje no México para promover políticas públicas para prevenir a expansão do HIV/aids e impulsionar uma "educação sexual integral". (webremix.info)
Ministros latinos da Educação e da Saúde discutem prevenção de DST e aids entre jovens
A prevenção das doenças sexualmente transmissíveis e da aids pela educação de crianças, adolescentes e jovens é o tema central da 1ª Reunião de Ministros da Educação e da Saúde da América Latina e Caribe, que começa hoje (1º) na Cidade do México e vai até domingo (3). (webremix.info)
Prefeitura de Curitiba ganha Prêmio de Alfabetização da Unesco
Um projeto de educação brasileiro conquistou, junto com outros da Etiópia, África do Sul e Zâmbia, o Prêmio Internacional de Alfabetização da Unesco 2008, informou nesta quarta-feira um comunicado da Organização da ONu para a Educação, Ciência e Cultura. (webremix.info)
Latinos trocam experiências sobre Aids entre alunos
A prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e da Aids pela educação de crianças, adolescentes e jovens é o tema central da 1ª Reunião de Ministros da Educação e da Saúde da América Latina e Caribe, que acontece na cidade do México, de 1º a 3 de agosto. A secretária de Educação Básica, Maria do Pilar Lacerda, representa o ministro Fernando Haddad na reunião. (webremix.info)
Brasil quer difundir a língua portuguesa
O assessor especial do Ministério da Educação, Carlos Alberto Ribeiro de Xavier, defendeu uma cooperação maior entre Brasil e Portugal para a difusão da língua portuguesa no mundo, cuja influência, na sua opinião, não corresponde ao número de falantes.
- Brasil e Portugal têm que cooperar mais para que a língua portuguesa se expanda - defendeu.
O governo português aprovou na quarta-feira uma nova estratégia para a promoção e divulgação da língua portuguesa no mundo, com destaque para a criação de um fundo que terá verba inicial de 30 milhões de euros, mas estará aberto à contribuição de outros países.
A língua portuguesa é o tema da 7ª reunião de cúpula da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que se realiza em 24 e 25 de julho, em Lisboa, e é uma das prioridades do mandato de Portugal à frente da organização, nos próximos dois anos.
Ribeiro de Xavier defendeu a cooperação e o intercâmbio entre brasileiros e portugueses nas entidades de difusão cultural e do idioma, como no Instituto Camões e no futuro Instituto Machado de Assis (IMA), que o Brasil pretende criar.
A idéia de criar o Instituto Machado de Assis remonta à década de 1980. O órgão teria como objetivo formular e coordenar as políticas para a língua portuguesa no Brasil e no mundo em quatro eixos: difusão e ensino, documentação, pesquisa e políticas.
De acordo com Ribeiro de Xavier, existem ainda algumas dificuldades a serem superadas, mas a criação do IMA acontecerá em breve.
Na avaliação do assessor do ministro Fernando Haddad, o momento atual é propício para a intensificação de ações para difundir o português.
- Amadureceu a fruta. O momento atual, após todas as ratificações do acordo ortográfico por Portugal, é uma grande oportunidade para que os oito países da CPLP possam se firmar - declarou.
Xavier disse que a cooperação entre Brasil e Portugal no ensino do idioma nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (Palop) e no Timor Leste sempre foi dificultada pelo fato de o acordo não ter entrado em vigor.
Segundo o assessor, o Brasil já tem intensificado a alfabetização de crianças em idade escolar, promovido campanhas de educação de jovens e adultos e encorajado empreendedores e editores para maior circulação da literatura dos países lusófonos dentro da CPLP.
Com o Timor Leste, a cooperação do Brasil, iniciada ainda no governo Fernando Henrique, manteve-se na administração de Lula e o programa que mantém 50 professores brasileiros formando docentes timorenses foi prorrogado até 2010.
Em relação aos Palop, a parceria foi reforçada no governo atual, com iniciativas como a promoção de cursos de formação técnica, programas de alfabetização de jovens e adultos e a ajuda do Brasil para a criação de uma universidade pública em Cabo Verde.
- Não se associavam projetos de Brasil e Portugal, porque cada um tocava a sua seara. E eu acredito que a cooperação entre os dois países vai aumentar. A alfabetização e a profissionalização vão crescer muito na África - afirmou Xavier.
- Podemos utilizar, por exemplo, a grande rede de educação à distância que Portugal já disponibiliza para a África e que o Brasil não tem - acrescentou.
Carlos Alberto Xavier defendeu ainda que Brasil e Portugal devem "acertar de uma vez por todas as arestas" em relação à equivalência de títulos e diplomas de língua portuguesa.
- Portugal já avançou muito nesse sentido com o Instituto Camões. Já o Brasil, oferece para o ensino do português no estrangeiro apenas dois certificados do CELPE-Bras e está muito aquém do que deve ser. Deveríamos ter vários níveis, como em Portugal - afirmou.
Na sua opinião, diplomatas brasileiros e portugueses devem entrar em campo agora para "tirar da gaveta" uma série de acordos e entendimentos que estão guardados.
Os projetos incluem a criação de uma comissão de equivalência de diplomas e de comissões interuniversitárias para intercâmbio de professores e alunos do ensino superior, além de um convênio entre o Instituto Camões e o Departamento Cultural do Itamaraty.
Outro ponto importante na difusão do português destacado por Xavier é a adoção do idioma por organismos internacionais, o que será facilitado pela existência de uma grafia comum da língua portuguesa.
- Este será um grande trunfo para o português circular mais no mundo - sublinhou o assessor especial do ministro, apostando também em um maior intercâmbio entre os países lusófonos em outros campos da cultura, como na música, no cinema e nas artes plásticas.
Carlos Alberto Xavier citou ainda Antônio Houaiss - professor, diplomata, filólogo, lexicógrafo e ensaísta brasileiro -, que dizia que, para povos como os índios do Brasil e comunidades tradicionais de Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, "a língua portuguesa é uma necessidade absoluta".
- É preciso que a língua portuguesa seja o veículo para a transmissão dessas identidades e dessas culturas - disse o assessor de ministro da Educação.
- O mar só é grande porque teve a sabedoria de se colocar um nível abaixo de todos os rios e, assim, recebe água de todos eles. O mar da língua portuguesa deve levar, portanto, todas essas identidades e culturas sem desqualificá-las e sem homogeneizá-las - concluiu. (webremix.info)
Haddad anuncia criação da Universidade da África em município cearense
BRASÍLIA - Ao participar na última quarta-feria da cerimônia de sanção do projeto de lei que cria o piso nacional para professores, o ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou a criação da Universidade da África, que será sediada em Redenção (CE). A idéia é formar estudantes africanos para ajudar o desenvolvimento daquele continente. (webremix.info)
Haddad anuncia criação da Universidade da África em município cearense
17/07/2008 - 01h07
Brasília - Ao participar nesta quarta-feira (16), da cerimônia de sanção do projeto de lei que cria o piso nacional para professores, o ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou a criação da Universidade da África,... Leia mais (webremix.info)
Jogadores lançam Goal4Africa com jogo em Munique
Alguns dos maiores jogadores de futebol do mundo, entre eles Ronaldo, o alemão Michael Ballack e o inglês Steven Gerar, realizaram no sábado um jogo para levantar fundos para caridade.
O jogo, realizado na cidade alemã Munique, fez parte do lançamento da organização Goal4Africa (Gol para África, em tradução-livre), que tem o objetivo de financiar projetos de educação e desenvolvimento.
A organização está sendo lançada como parte dos preparativos para a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul.
Os jogadores estão pedindo para que os fãs doem dinheiro toda vez que seus times marcarem um gol nos próximos dois anos. A campanha espera levantar mais de US$ 90 milhões (R$ 144 milhões).
O jogo foi organizado por Ronaldo e pelo holandês-surinamês Clarence Seedorf. O time Dois, de Ballack, venceu o time Um, de Seedorf, por 9 a 6. (webremix.info)
Paulo Rink se destaca em jogo beneficente na Alemanha
O ex-atacante brasileiro Paulo Rink e o meia alemão Michael Ballack foram os destaques do jogo beneficente realizado na Allianz Arena de Munique, cuja renda foi revertida para a instituição de caridade Goal4Africa.
O ex-jogador do Atlético e o capitão da seleção alemã marcaram dois gols cada, na vitória da de 9 a 6 da equipe de azul, chamada de Cation, sobre a de branco, a Edu. Os dois nomes formavam a palavra education (educação, em português).
A partida contou com vários brasileiros, como Edmílson, do Villarreal, Fábio Simplício, do Palermo, além do goleiro Dida, do Milan. O meia Zé Roberto, do Bayern de Munique e Thiago Coimbra, filho de Zico, entraram no segundo tempo.
O ex-técnico do Fenerbahçe, aliás, deu o pontapé inicial do jogo ao lado do alemão Jurgen Klinsmann, que acabou de assumir o comando do Bayern.
Outra atração da partida foi a presença de Michael Schumacher, heptacampeão mundial da Fórmula 1, que teve uma boa atuação pela ponta-direita do time de branco.
Quando a bola rolou, a Edu saiu na frente com um gol do pequeno Sigurd, neto do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela. Já quando o jogo levado mais à sério teve início, a equipe de azul exerceu um grande domínio.
A virada saiu logo nos primeiros minutos, com dois gols de Paulo Rink. O terceiro foi marcado pelo sul-africano Shaun Bartlett após um belo passe de Ballack.
Pelo outro time, o destaque era Clarence Seedorf, que marcou uma vez de cabeça e deu duas assistências, uma delas para um gol de Schumacher no segundo tempo.
O lance mais bonito da partida aconteceu aos 27 minutos da etapa final, quando Paulo Rink invadiu a área pela direita, driblou toda a zaga e tocou para Ballack marcar o sétimo da equipe. Já Stefano Seedorf, irmão do jogador do Milan, fez o nono da Edu e deu números finais à partida.
Fonte: Agência EFE (webremix.info)
Jogadores lançam Goal4Africa com jogo em Munique
Alguns dos maiores jogadores de futebol do mundo, entre eles Ronaldo, o alemão Michael Ballack e o inglês Steven Gerar, realizaram neste sábado um jogo para levantar fundos para caridade. O jogo, realizado na cidade alemã Munique, fez parte do lançamento da organização Goal4Africa (Gol para África, em tradução-livre), que tem o objetivo de financiar projetos de educação e desenvolvimento. (webremix.info)
Brasileiros participam de jogo na Alemanha
O ex-atacante brasileiro Paulo Rink e o meia alemão Michael Ballack foram os destaques do jogo beneficente realizado na Allianz Arena de Munique, cuja renda foi revertida para a instituição de caridade Goal4Africa.
O ex-jogador do Atlético-PR e o capitão da seleção alemã marcaram dois gols cada, na vitória da de 9 a 6 da equipe de azul, chamada de Cation, sobre a de branco, a Edu. Os dois nomes formavam a palavra education (educação, em português).
A partida contou com vários brasileiros, como Edmílson, do Villarreal, Fábio Simplício, do Palermo, além do goleiro Dida, do Milan. O meia Zé Roberto, do Bayern de Munique e Thiago Coimbra, filho de Zico, entraram no segundo tempo.
O ex-técnico do Fenerbahçe, aliás, deu o pontapé inicial do jogo ao lado do alemão Jurgen Klinsmann, que acabou de assumir o comando do Bayern.
Outra atração da partida foi a presença de Michael Schumacher, heptacampeão mundial da Fórmula 1, que teve uma boa atuação pela ponta-direita do time de branco.
Quando a bola rolou, a Edu saiu na frente com um gol do pequeno Sigurd, neto do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela. Já quando o jogo levado mais à sério teve início, a equipe de azul exerceu um grande domínio.
A virada saiu logo nos primeiros minutos, com dois gols de Paulo Rink. O terceiro foi marcado pelo sul-africano Shaun Bartlett após um belo passe de Ballack.
Pelo outro time, o destaque era Clarence Seedorf, que marcou uma vez de cabeça e deu duas assistências, uma delas para um gol de Schumacher no segundo tempo.
O lance mais bonito da partida aconteceu aos 27 minutos da etapa final, quando Paulo Rink invadiu a área pela direita, driblou toda a zaga e tocou para Ballack marcar o sétimo da equipe. Já Stefano Seedorf, irmão do jogador do Milan, fez o nono da Edu e deu números finais à partida. (webremix.info)
Espanha vai liderar mobilização mundial contra a miséria
A Espanha vai liderar uma "grande mobilização" contra a miséria, afirmou hoje o chefe do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, depois de uma terceira tragédia causada pela imigração clandestina - durante a semana, morreram pelo menos quatro pessoas a bordo de uma pequena embarcação proveniente da África que se dirigia às Canárias. "Vamos fazer com que o PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol), a Espanha e o governo encabecem uma grande mobilização mundial de apoio a todas as ONGs e à sociedade civil comprometida", afirmou Zapatero durante um comício de seu partido na cidade de Granada. Segundo Zapatero, trata-se de fazer com que "o desafio da miséria, da fome, do desespero, da falta de educação, da saúde e de alimentos básicos converta-se no grande objetivo de todos os países desenvolvidos e de todos os partidos políticos democráticos". O presidente do governo falou sobre o assunto horas depois da notícia da morte de pelo menos quatro pessoas a bordo de uma embarcação que chegou à ilha de La Gomera no arquipélago das Canárias procedente de Guiné Bissau; 55 sobreviventes foram resgatados. A Rádio Nacional de Espanha informou que os sobreviventes contaram às equipes de resgate que haviam atirado ao mar os corpos de "várias" pessoas mortas durante a travessia. Os imigrantes chegaram a La Gomera "por acaso" já que se perderam durante o trajeto, afirmou o diretor da Cruz Vermelha, Juan Antonio Corujo, à Rádio Nacional. "Se tivessem ficado desorientados por mais algumas horas, as correntes poderiam tê-los arrastado a mar aberto e a tragédia poderia ser ainda maior - teriam desaparecido no Atlântico. Felizmente chegaram a terra," explicou. O resgate se produziu horas depois da morte de pelo menos 15 imigrantes ilegais africanos, nove deles crianças, a bordo de uma embarcação com a qual queriam chegar a Almeria (sul da Espanha). No total, 921 imigrantes ilegais morreram em 2007 nessas condições, segundo a APDH-A, uma organização de direitos humanos andaluza. Fonte: Diário do Grande ABC (webremix.info)
Epidemia de Aids deve ser tratada como catástrofe
A epidemia de Aids no sul da Ãfrica é tão grave que deveria ser classificada como catástrofe, advertiu a organização assistencial Federação Internacional da Cruz Vermelha e da Crescente Vermelha (IFRC).
A crise se encaixa na definição das Nações Unidas para catástrofe, como um evento que vai além do que uma única sociedade pode enfrentar, afirmou a entidade, que acredita que a epidemia de Aids deveria receber, de governos e organizações, o mesmo tratamento urgente dispensado a catástrofes e desastres naturias.
O Relatório Mundial sobre Desastres da IFRC costuma se dedicar a análise de respostas a desastres naturais como terremotos. Mas neste ano, a entidade resolveu abandonar a tradição para focar no que ela considera um dos problemas mais complexos e duradouros enfrentados pela humanidade: a epidemia de Aids.
O documento, de cerca de 250 páginas, diz que boa parte do dinheiro gasto com a Aids - bilhões de dólares no total - não está chegando aos necessitados.
'Opções fáceis'
A epidemia provocou 25 milhões de mortes, há 33 milhões de pessoas vivendo com o vÃrus HIV ou com Aids e ocorrem 7 mil novas infecções a cada dia. Cerca de 2,1 milhões de pessoas morreram da doença só no ano passado. A IFRC acredita que a resposta mundial à epidemia deixa a desejar.
– Quando a história do HIV e da Aids for escrita eu acho que as pessoas dirão que nós simplesmente escolhemos as opções mais fáceis – disse Mukesh Kapila, representante especial para HIV/Aids.
Foram feitos programas de educação e conscientização, afirmou Kapila, mas muitos governos não conseguem sensibilizar as pessoas com maior risco de infecção como prostitutas e usuários de drogas injetáveis.
Emergências
A IFRC também aponta falhas na forma como se lida com HIV/Aids durante catástrofes naturais ou conflitos. Nesses casos, os fatores de risco para a doença podem aumentar e, ao mesmo tempo, na pressa de trazer ajuda de emergência, a necessidade dos pacientes com HIV/Aids podem ser esquecidas.
Funcionários de agências de ajuda humanitária precisam levar em conta estas necessidades em seus programas de apoio, afirmou Kapila.
Depois que o tsunami atingiu Aceh, na Indonésia, em 2005, houve "um aumento nos fatores de risco como violência sexual e em função de gênero, então vimos uma situação onde havia uma grande vulnerabilidade e HIV e outros males podem florescer nestas circunstâncias", segundo o especialista.
A IFRC diz que o Quênia é um bom exemplo de uma abordagem integrada. Quando 300 mil pessoas tiveram que deixar suas casas durante a violência que se seguiu à s eleições no paÃs, funcionários do setor de saúde agiram rapidamente para garantir que pacientes com Aids continuassem a receber medicamentos antiretrovirais.
Pacientes em acampamentos para refugiados foram localizados e foi criada uma linha telefônica gratuita para fornecer detalhes sobre as clÃnicas mais próximas para tratamento de Aids. É necessário um tipo de resposta rápida e bem localizada para uma catástrofe global que vai nos acompanhar ainda por muitos anos disse a IFRC. (webremix.info)
Desempenho do Brasil em educação fica na média latino-americana, diz Unesco
Santiago do Chile, 20 jun (EFE) - A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) divulgou hoje um relatório no qual indica que a educação fundamental aplicada no Brasil fica na média da América Latina. O documento destaca que Cuba é o país latino-americano e do Caribe com os melhores resultados na educação primária. Além disso, Paraguai, Equador e os Estados da América Central apresentaram os piores níveis educativos na região. (webremix.info)
